Carbon neutral: o que a indústria da moda está fazendo para neutralizar seus impactos no meio ambiente

A Gucci anunciou que irá compensar todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) anualmente de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos

A Gucci anunciou que agora é carbon neutral (Foto: ImaxTree)

A sustentabilidade nunca foi uma pauta tão urgente na moda. Em meio à crise climática que ocorre no mundo, a Gucci anunciou que está se tornando carbon neutral, compensando todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos.

A ação acontece com o apoio da grife a projetos de conservação florestal nos países em desenvolvimento por meio de uma iniciativa internacional chamada REDD+ (Reduzir as Emissões do Desmatamento e da Degradação florestal, desenvolvida pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima). Todas as emissões da marca a partir de 2018 foram medidas e compensadas, e atualmente a grife rastreia suas emissões de 2019, que serão totalizadas e compensadas no próximo ano. 

“É uma estratégia clara para garantir que nos responsabilizamos por nossas emissões de GEE, e agimos para evitá-las, reduzi-las e restaurá-las, e então compensar as inevitáveis”, disse Marco Bizzarri, presidente e CEO da Gucci.

Outra marca que recentemente deu um grande passo em relação à neutralidade foi a Gabriela Hearst, que apresentou o primeiro desfile carbon neutral durante a semana de moda de Nova York. Entre as iniciativas da estilista está a doação de todos os custos de energia associados com a produção da apresentação para o Projeto Hifadhi-Livelihoods, no Quênia. Eles trabalham para trocar os fogões de famílias de Embu e Tharaka Nithi, províncias do país, por opções modernas e eficientes, reduzindo o uso de madeira e os vapores nocivos proveniente de fogões antigos para cozinhar.

Nós, da Condé Nast, também estamos fazendo a nossa parte: Desde agosto passado, todas as revista da casa (Vogue, Glamour, GQ e Casa Vogue) passaram a ser carbon neutral. No projeto em parceria com o Laces and Hair, conseguimos neutralizar mensalmente nossa pegada de carbono (21 toneladas) ao replantarmos 35 árvores por mês.

Gabriela Hearst foi a primeira marca a fazer um desfile carbon neutral (Foto: ImaxTree)

Em 2011, a Puma foi a primeira marca a implementar o EP&L (The Environmental Profit & Lost/Lucros e Perdas Ambientais), que mede as emissões de carbono, o consumo de água, a poluição do ar e da água, o uso da terra e a produção de resíduos. Uma declaração de lucros e perdas ambientais resume o custo em relação a esses impactos. No mercado do luxo, a Gucci foi uma das pioneiras a ter o EP&L e a partir do parâmetro de 2015 criou metas de sustentabilidade para 2025, incluindo o objetivo de reduzir as emissões de GEE em 50%.

E as ações não param por aí: recentemente, a indústria da moda se uniu pela sustentabilidade com o Fashion Pact, um conjunto de objetivos que podem ser adotados a fim de reduzir seu impacto ambiental apresentados na cúpula do G7. A iniciativa foi liderada por François Henri Pinault, CEO da Kering, que recebeu a missão do presidente francês Emmanuel Macron de reunir os principais players do mercado para assinar o pacto, que foi aderido pela própria Gucci e a Puma a ainda outras gigantes como Chanel e Prada. 

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