Andreas Ortner for Glamour UK with Jonny Kim

Photography: Andreas Ortner. Styling: Alexandra Fullerton. Hair: Halley Brisker. Makeup: Naoko Scinto. Model: Jonny Kim.

Jennifer Lopez conta a história do vestido verde Versace| Vogue

Para marcar o 20º aniversário de “The Dress”, Jennifer Lopez voou para Milão para percorrer a passarela da Versace na primavera de 2020 em uma réplica de sua aparência original. Veja-a chegar à passarela – e refletir sobre 20 anos como musa da Versace.

Filmed in the Royal Suite, Lotte New York Palace

Audrey Gelman é a primeira CEO a aparecer grávida na capa de uma revista de negócios

Como a sua companhia se foca em construir espaços para mulheres, seu exemplo mostra que é possível ser empreendedora sem abrir mão da vida pessoal
Por Karin Salomão

CEO da The Wing, Audrey Gelman

Com oito prédios de escritórios nos Estados Unidos e investimentos que já chegaram a 117 milhões de dólares, The Wing poderia ser apenas uma nova versão da WeWork, empresa de aluguel de escritórios corporativos. Mas, enquanto sua rival enfrenta polêmicas e desconfiança em torno de seu prejuízo bilionário e processo de oferta pública inicial de ações, as unidades já inauguradas da The Wing são lucrativas. Outra diferença está em seu público: ela é inteiramente voltada para mulheres, das funcionárias às clientes e fornecedoras de café e outros produtos.

A CEO e fundadora da The Wing, Audrey Gelman, não é apenas uma das poucas empreendedoras mulheres. É também a primeira a aparecer grávida em uma capa de revista de negócios. Ela é o destaque desta edição da revista americana Inc.

Para ela, aparecer na capa durante a gravidez tem uma importância especial. Como a sua companhia se foca em construir espaços para mulheres e redes de apoio para o empreendedorismo feminino, seu exemplo mostra que é possível ser empreendedora sem abrir mão da vida pessoal.

“Você não pode ser o que não pode ver. Então eu acho que é importante que mulheres vejam que é possível liderar um negócio com crescimento acelerado e também começar uma família”, disse a empreendedora para a revista Today.

Em 2012, a então presidente do Yahoo Marissa Mayer também foi o destaque da edição da Forbes sobre as 50 mulheres mais poderosas do mundo. A executiva estava grávida na época, mas não quis ser fotografada e preferiu usar uma foto antiga.

Ao contrário da WeWork, sua concorrente mais conhecida, a The Wing não busca uma abertura acelerada de novos escritórios, mas sim “criar qualidade e significado e fazer tudo com intenção”. Com oito prédios, a companhia espera abrir mais nove até o fim do ano. Todos os empreendimentos estão em edifícios ou regiões com inspiração feminina: de antigos hospitais para mulheres a bairros tradicionalmente femininos. Há eventos voltados ao público interno com famosos que atuam desde em Hollywood ao Vale do Silício – apenas em 2019, esses eventos devem atrair 2 mil pessoas, diz a Inc. Até os produtos vendidos nos escritórios, como cafés ou sacolas de tecido, são feitos por fornecedoras mulheres.

Essa distinção, pensada para incentivar o empreendedorismo feminino, levantou críticas. Devido a um processo por discriminação em 2018, a The Wing passou a aceitar homens e mudou sua comunicação para ser mais neutra – no entanto, o rosa continua sendo a cor prevalente na decoração. Também há críticas ao alto custo de locação. O valor da mensalidade vai de 185 a 250 dólares, o aluguel de uma sala de reunião pode chegar a 50 dólares a hora e um simples almoço pode chegar a 14 dólares, o que inibe o acesso de uma grande faixa de empreendedoras e freelancers. 

Apesar das críticas, a empresa tem cerca de meio milhão de seguidores nas redes sociais e entusiastas famosas, como a atriz Meryl Streep e a roteirista Lena Dunham. Até o fim do ano, deve ter 15 mil membros em seus escritórios e 175 funcionários. 

Embora a empresa não pare de crescer, Gelman irá tirar licença maternidade – sua última reunião como CEO foi em julho. Ela incentiva abraçar os dois mundos. “O mundo está mudando. E às vezes é difícil desacelerar e dizer ‘bom, isso é diferente. Isso nunca aconteceu antes’”.

Primeira série brasileira em Libras e português estreia na TV Cultura

‘Crisálida’ conta histórias de jovens surdos que enfrentam desafios em uma sociedade para ouvintes
LUDIMILA HONORATO – O ESTADO DE S.PAULO

Crisálida’ é a primeira série brasileira bilíngue, em Libras e português. Foto: TV Cultura/Divulgação

No Brasil, cerca de 5% da população tem deficiência auditiva, segundo o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 9,7 milhões de pessoas, sendo que 1,7 milhão apresenta grande dificuldade para ouvir e 344,2 mil são surdas. A barreira de comunicação é inevitável em uma sociedade predominantemente ouvinte e é isso que a série Crisálida retrata.

A produção brasileira é a primeira de ficção bilíngue, na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e em português, que estreia em 26 de setembro na TV Cultura. A data é significativa: Dia Nacional do Surdo.

Dividida em quatro episódios, a série vai contar histórias de jovens surdos que enfrentam desafios em uma sociedade desenhada, em sua maior parte, para ouvintes. Esse cenário poderia ser melhor, uma vez que Libras é a segunda língua oficial brasileira desde 2002 pela lei 10.436.

Série em Libras e português, 'Crisálida' vai mostrar os desafios de jovens surdos em uma sociedade predominantemente ouvinte.
Série em Libras e português, ‘Crisálida’ vai mostrar os desafios de jovens surdos em uma sociedade predominantemente ouvinte. Foto: TV Cultura/Divulgação

Entre as dificuldades vivenciadas pelos surdos, a produção vai apresentar situações familiares, sociais e psicológicas. O objetivo da série é mostrar que o contato com a língua de sinais é o agente transformador dos envolvidos em um universo visual.

As barreiras de comunicação começam justamente no núcleo familiar, pois cerca de 95% dos surdos são filhos de pais ouvintes, segundo a psicóloga Alessandra Giacomet. A especialista desenvolveu uma tese de doutorado sobre como os surdos observam e interpretam o mundo.

Crisálida, uma produção de Florianópolis, foi criada por Alessandra da Rosa Pinho e dirigida por Serginho Melo. A série é uma parceria entre a Arapy Produções, Raça Livre Produções e TVi Televisão e Cinema. Na TV Cultura, vai ao ar às quintas-feiras a partir das 19h15.

Confira a seguir as sinopses dos quatro episódios da série:

Episódio 1 – Os Surdos Também Amam
Jaks e Morgana desafiam muitos padrões: ele é negro e ouvinte. Ela é branca e surda. O relacionamento entre os dois está em risco permanente.
Exibição: 26/9

Episódio 2 – Boneca que Fala
Valentina e Alan são um casal surdo que enfrenta um enorme conflito: criar a filha ouvinte de quatro anos.
Exibição: 3/10

Episódio 3 – O Direito de Ser Surdo
Rubens é um jovem surdo que aprende Libras à revelia do pai, que o vê como doente. Ele tem que lutar dentro de casa pelo direito de ser surdo.
Exibição: 10/10

Episódio 4 – Lado B
Gustavo criou um projeto incrível, mas como é surdo, ele precisa convencer uma renomada empresa a investir na sua ideia.
Exibição: 17/10

‘Mulheres não precisam ser perfeitas’, diz Reshma Saujani, fundadora da Girls Who Code

A advogada americana Reshma Saujani criou uma ONG nos Estados Unidos para ensinar meninas e mulheres a programar; ela acaba de lançar o livro ‘Corajosa Sim, Perfeita Não’ no Brasil

Reshma Saujani é uma das principais ativistas do mundo pela redução da desigualdade de gênero no setor de tecnologia

A primeira programadora do mundo foi uma mulher, Ada Lovelace. A americana Grace Hopper, já nos anos 1950, foi uma das criadoras da pioneira linguagem Cobol e ajudou a criar o termo “bug”. Mas hoje, apenas 24% dos cientistas da computação no mundo hoje são mulheres. “Isso não faz sentido: a tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina e nós, mulheres, queremos mudar a realidade”, afirma a advogada americana Reshma Saujani, uma das principais ativistas do mundo pela redução da desigualdade de gênero no setor de tecnologia.

Desde 2012, Reshma é a presidente executiva da organização sem fins lucrativos Girls Who Code (mulheres que programam, em tradução livre do inglês), que ensina programação para meninas e mulheres nos Estados Unidos – com programas espalhadas pelo país, a instituição já mudou a vida de 185 mil pessoas nos últimos anos. É uma forma, segundo a americana, de evitar que a presença feminina no setor caia – segundo estimativas da ONG, sem iniciativas de inclusão, o número de mulheres em tecnologia pode cair para 22% no País.

Para a advogada, trata-se de uma questão de estímulos. “Desde a infância, as Barbies transmitem a ideia de que matemática é chato e fazer compras no shopping é legal. As meninas acabam desistindo antes de tentar”, diz ela ao Estado, em entrevista realizada durante a última Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde esteve para lançar seu livro Corajosa Sim, Perfeita Não – uma tese de que o perfeccionismo imposto às mulheres, desde cedo, é um obstáculo para seu sucesso no mercado de trabalho.

Por que há tão poucas mulheres na ciência da computação?
É uma questão de cultura. Desde a infância, as Barbies transmitem a ideia de que matemática é chato e fazer compras no shopping é legal. Se uma menina ligar a televisão e assistir a um programa sobre engenheiros e cientistas da computação, sempre verá homens. Com isso, estamos dizendo para as mulheres que essa indústria não é para elas – e, infelizmente, elas estão escutando. Além disso, há o sentimento de que programação é muito difícil e é preciso ser um “nerd” para ser bom na área, e isso não é verdade. Nós ensinamos as meninas a não desistirem antes de tentar.

De que forma a ONG ajuda meninas a entrar no mundo da programação?
Temos programas tanto para meninas que ainda estão na escola como para mulheres que já saíram dela. Uma das atividades da ONG é um curso de verão imersivo de duas semanas com aulas de programação para garotas entre 10 e 18 anos em várias cidades dos Estados Unidos, como Nova York, Boston e Seattle. Queremos despertar nas meninas o interesse pela ciência da computação, para elas considerarem a área como uma possível faculdade e uma carreira a ser seguida.

O que o setor de tecnologia ganha trazendo para o mercado cientistas da computação mulheres?
Se você perguntar para uma garota o que ela quer fazer quando crescer, provavelmente ela vai dizer que quer resolver algum problema. Algo relacionado à educação, à mudança climática e até à cura do câncer. Elas têm muita vontade de mudar o mundo. A presença de mulheres nesse setor pode conectar muitas tecnologias a transformações reais.

Como as empresas de tecnologia podem ajudar a incluir as mulheres no mercado?
Cerca de 130 corporações apoiam a Girls Who Code e elas têm sido boas parceiras. É preciso, entretanto, mudar a cultura: como a maioria da força de trabalho é masculina, as empresas não estão acostumadas a trabalhar com mulheres. As companhias devem ser receptivas e dar suporte às mulheres. Isso não envolve só a admissão, mas também dar o espaço para elas poderem ser promovidas. Não faz sentido contratar mulheres e forçar elas saírem da indústria um tempo depois.

O seu livro diz que o perfeccionismo está sufocando as mulheres no mercado de trabalho. Por que ele é um problema?
Escrevi o livro com base em conversas que tive com outras mulheres e também a partir de experiências com as meninas participantes dos programas da Girls Who Code. Muitas mulheres nem sequer tentam começar a programar porque acreditam que não são boas o suficiente. Até mesmo quando estão programando, não confiam no seu trabalho.

E de onde vem isso?
Desde crianças, elas são ensinadas a serem educadas e a não se machucarem, enquanto os meninos são incentivados a se sujar e até a escalar brinquedos. Eles são ensinados a serem corajosos; elas, a a serem perfeitas. Isso faz com que as mulheres tenham medo de falhar. Por isso, se sentem infelizes e reprimem seus sonhos. É comum mulheres não se candidatarem para vagas de emprego porque não se sentem qualificadas para isso – mesmo quando são qualificadas de fato.

Como as mulheres podem mudar esse comportamento?
Com coragem. E essa força é como um músculo: precisa ser exercitada. É uma prática para ser construída no dia a dia. Além disso, é preciso praticar a imperfeição e cometer erros.

Que conselho você daria para uma menina brasileira que quer ser programadora?
Vá em frente, o mundo está esperando por você.

Livro: Corajosa sim, Perfeita não
Editora: Sextante
Preço oficial: R$ 24,99

Versace Women’s Spring-Summer 2020 | Fashion Show

Para o Spring-Summer 2020 Collection, Donatella Versace homenageia um momento icônico em que moda e cultura se tornaram um catalisador para o progresso tecnológico. A exploração de técnicas de alta costura e novos materiais sempre foi a assinatura da passarela da Versace. Vinte anos atrás, esse espírito de inovação emanava de Milão para o tapete vermelho de Hollywood e, finalmente, para o Vale do Silício.

Estreando na coleção Primavera-Verão 2000, o vestido estampado Jungle fez várias aparições no tapete vermelho. No Grammy Awards de 2000, Jennifer Lopez ganhou atenção internacional quando usou o design exclusivo da passarela. Milhões de pessoas acessaram a Internet para ver Jennifer no traje lendário, tornando-se uma das consultas de pesquisa mais populares do Google na época. No entanto, os resultados desejados – uma imagem da estrela e do vestido – não foram encontrados na página de pesquisa. O visual épico do tapete vermelho e a emoção que criou inspiraram a equipe a criar o Google Images.

“Foi fantástico! O mundo teve a mesma reação: cair o queixo. Hoje vivemos em um mundo tecnológico, mas naquela época, um evento levou à criação de uma nova ferramenta que agora se tornou parte de nossas vidas. ”Donatella Versace

Para comemorar seu vigésimo aniversário, a estampa Jungle é reprisada na passarela da Versace em paletas verde tropical e fogo laranja-rosa. Apresentadas em sua versão original, as palmeiras são justapostas com diferentes tratamentos e manufaturas. O motivo é representado em malha de metal, embelezado com cristais ou complementado com tie-dye. As camisas adornadas com detalhes da Jungle são colocadas em camadas sob o corpete, com decotes gráficos em forma de coração. O padrão também é introduzido nos tênis Squalo e conta com uma decoração tridimensional nas bolsas Virtus.

Volume, camadas e cortes complexos de decote redefinem o icônico vestido preto Versace. Inspirando-se nas criações do Atelier, linhas geométricas nítidas adicionam caráter a uma série de looks de abertura em preto. As silhuetas que combinam com a forma são combinadas com o hardware dourado e as delicadas sandálias de amarrar embelezadas com detalhes em folha de couro. Ombros fortes caracterizam blazers, casacos e camisas enriquecidas com cristais. As formas esculpidas são acentuadas por cintura fina e saias volumosas, criando uma figura feminina forte.

As peças de declaração são complementadas com materiais inovadores de tie-dye. A técnica pioneira é aplicada ao couro, criando um efeito de mármore exclusivo em tons ácidos. O padrão multicolorido é destaque em um casaco de couro e camisetas com o logotipo emblemático da Medusa ou a assinatura Gianni Versace. Representando a interseção entre a abordagem estética e a visão de futuro da Casa, o tie-dye é fundido com o clássico Prince of Wales em separações personalizadas. Sandálias de tiras com salto de plexiglás defumado e bolsas de malha de micro cristal complementam a aparência da passarela.

Nesta temporada, Versace e Google colaboram para comemorar vinte anos do momento lendário da moda e da história do Google. A fusão entre tecnologia, classicismo e moda é evidente em todo o espaço da passarela, com um teto inspirado no Panteão e uma escultura em bronze com palmeiras cercada por projeções de arte digital. Criada com a tecnologia Google Tilt Brush, a obra de arte retrata a impressão icônica criada por Donatella Versace. Apaixonado por inovação constante, o Diretor de Criação da marca usa a mais recente tecnologia – o Assistente do Google – para pedir a aparência do vestido da selva na passarela, criando mais um momento inesquecível e digno do Google da Versace.

Antiga academia de ginástica artística se transforma em loft aconchegante

Cores neutras, muito espaço de circulação e minimalismo dão o tom do apê
POR MARIA CLARA VIEIRA | FOTOS RENÉ DE WIT

Este loft tem um passado inusitado: ele já foi o centro de treinamento de ginástica artística de um complexo escolar do início do século 20 em Roterdã, na Holanda. Os responsáveis pela transformação do edifício em sete residências independentes são os arquitetos do escritório Eklund Terbeek. No andar de baixo, living, sala de jantar e cozinha são totalmente integrados e o ambiente é inundado por iluminação natural – repare nas enormes janelas arqueadas, uma das características do projeto original.

O volume fechado em madeira resguarda os quartos das crianças. A suíte principal fica no piso superior, que é acessado pela monumental escada que parece flutuar. Outra opção para chegar ao andar de cima é a escada parcialmente escondida atrás da cozinha, que oferece uma passeio circular tridimensional pelo apartamento. As dimensões muito amplas do espaço pediam boas soluções para o design de inteirores. A questão foi resolvida com uma composição de elementos horizontais que unem diferentes pontos e enfatizam linhas de visão, como o balcão da cozinha e o pódio junto às janelas. Cores neutras e minimalismo tão o toque final ao décor. Como não amar?