Como a top model Candice Swanepoel se prepara para passarela | Diary of a Model | Vogue

A Vogue conversou com Candice Swanepoel em Milão, a terceira etapa do mês da moda, antes de entrar no desfile inspirado nos anos 70 da Etro na primavera de 2020.

Costanza Pascolato: 80 anos de elegância

Costanza Pascolato se mantém como uma das principais referências de estilo no Brasil
Por Daniel Salles

Costanza Pascolato: novo livro, “A Elegância do Agora” (Divulgação/Divulgação)

Veio o fast fashion, chegaram as blogueiras, a crise contaminou a moda… e Costanza Pascolato se manteve como uma das principais referências de estilo no Brasil

Nascida na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, ela assistiu à reconstrução da Europa e ao processo de industrialização no Brasil, país que sua família adotou quando tinha 5 anos de idade. Testemunhou o nascimento do prêt-à-porter e incontáveis reviravoltas no mundo da moda, como o advento do fast fashion, das blogueiras e das influenciadoras.

E, aos 80 anos, completados no dia 19 de setembro, Costanza Pascolato se mantém como uma das principais referências de estilo no país. Adequada aos tempos atuais – ela própria tem mais de 600 mil seguidores no Instagram.

O aniversário foi marcado pelo lançamento de “A elegância do agora”, seu quinto livro, publicado pela Editora Tordesilhas. Nele a empresária e consultora de moda, que ganhou projeção no jornalismo de moda nos anos 1970, nas revistas femininas da Abril, rememora sua trajetória e dá dicas de comportamento e estilo. Uma delas? “Até os 60 você é jovem, depois fica adulta”.

Mais uma: “Siga sua personalidade, quem sabe se individualizar é quase uma revolucionária nos dias de hoje”. A obra foi escrita a partir de um depoimento dado à jornalista Isa Pessoa e tem fotos de Bob Wolfenson.

Semana de Moda de Milão termina com Dolce & Gabbana e Gucci

Em desfile, marcas apresentaram as coleções de primavera-verão para 2020
Por AFP

A Semana de Moda de Milão terminou neste domingo com dois grandes desfiles da Dolce & Gabbana e da Gucci. Em meio a uma luxuosa selva, a Dolce & Gabbana apresentou sua nova coleção de primavera-verão 2020.

O Metropol, antigo cinema que hoje é a sede principal da marca, foi tomado por plantas exóticas, enquanto a passarela foi decorada com uma estampa de leopardo.

As modelos se vestiam como se estivessem indo a um safári, com jaquetas, shorts ou macacões de sarja, mas de salto fino, lábios pintados e lenços de seda nos cabelos.

A exuberância deu o tom da passarela: as estampas de girafas, zebra, oncinha e tigre se combinavam com motivos tropicais, como folhas de bananeira e palmeira ou frutas exóticas.

Os penteados, os acessórios e o corte, contudo, remetiam à Sicília dos anos 1950. Monica Bellucci assistiu ao desfile com seus amigos, bem como a atriz Sofia Vergara.

Já a Gucci fechou a Fashion Week convidando o público a entrar em um laboratório enigmático, no qual Alessandro Michele, diretor artístico da casa, pretende criar uma mota antídoto contra a normal social.

Em meio a muitos jogos de luz, os modelos trajando a nova coleção de primavera-verão 2020 da Gucci desfilaram em uma passarela móvel.

A coleção lembra os anos 1970, com calças largas, lapelas largas nas jaquetas, vestidos longos monocromáticos e óculos quadrados.

As criações também se inspiraram em uniformes de trabalho, com acessórios emprestados do universo BDSM, como chicotes. Como sempre, a Gucci fez do desfile um campo em que tudo é possível e onde a moda se torna um instrumento de resistência.

Kapturing for ELLE Mexico with Olivia Kragh

Photography: Kapturing. Editor: Raul Alvarez Styling: Juan Camilo Rodriguez. Hair & Makeup: Ana Sanchez Peña. Casting: Nick Forbes Watson. Model: Olivia Kragh.

Bob Iger, presidente da Disney conta por que não comprou o Twitter em 2016

“Eles têm a capacidade de fazer muito bem em nosso mundo. Mas também têm a capacidade de fazer muito mal”, disse Iger sobre o Twitter
Por Carol Oliveira

Bob Iger, presidente da Disney: aos 68 anos, seu próximo grande desafio será emplacar o serviço de streaming Disney+ (Qilai Shen/Bloomberg)

E se o Twitter fosse parte da Disney? A perspectiva pode soar estranha, mas, há cerca de três anos, a Disney de fato esteve perto de comprar a rede social de microposts. O negócio não aconteceu no último minuto, por desistência da Disney.

Em entrevista ao jornal americano The New York Times publicada no domingo 22, o presidente da Disney, Bob Iger, explicou que o assédio e o bullying na rede social foram o motivo pelo qual desistiu da aquisição. Iger é presidente da Disney desde 2005, e presidente do conselho de administração desde 2000.

Iger falou ao The New York Times para o lançamento de seu livro “The Ride of a Lifetime: Lessons Learned from 15 Years as CEO of the Walt Disney Company” (algo como “A corrida de uma vida: lições aprendidas após 15 anos como CEO da Walt Disney Company”).

O plano da Disney era usar o Twitter para distribuir seu conteúdo para os usuários de formas diferentes. Iger conta em seu livro que acreditava que a aquisição poderia ajudar a Disney a modernizar sua distribuição — pouco antes de as empresas de entretenimento aprofundarem a discussão sobre tecnologias como o streaming, em que a Disney vai entrar definitivamente ao lançar sua plataforma Disney+ em novembro deste ano.

“Os problemas eram maiores do que o que eu queria assumir, do que o que eu pensava que era responsável assumir”, disse Iger ao The New York Times.

Iger afirma que a “maldade é extraordinária” no Twitter, se referindo aos casos de assédio e xingamentos na plataforma. “Eu gosto de olhar para a minha linha do tempo do Twitter porque eu quero seguir 15, 20 assuntos diferentes. Então você se vira e olho para as notificações e se vê imediatamente dizendo, porque estou fazendo isso? Por que eu aguento essa dor?”, conta Iger. “Como muitas dessas plataformas, eles [o Twitter] têm a capacidade de fazer muito bem em nosso mundo. Mas também têm a capacidade de fazer muito mal”, disse.

As discussões sobre os chamados “trolls” — usuários com comportamentos agressivos, como racismo ou outros tipos de preconceito — já era um problema no Twitter muito antes que o mundo passasse a questionar com mais força esse tipo de comportamento em outras redes. Em 2016, além da Disney, outra empresa, a Salesforce, também desistiu de comprar o Twitter alegando o mesmo motivo.

A saúde mental dos usuários virou prioridade no Twitter nos últimos anos. Entre as ações para “melhorar a saúde da conversa no Twitter”, a empresa reescreveu as políticas de uso com linguagem mais clara e incluiu regras para conteúdos relacionados a eleições, spam e discurso de ódio, “expandindo a proteção contra linguagem desumanizadora”.Veja também

Atualmente, além do assédio, redes sociais como Twitter, Facebook e Instagram enfrentam desafios como inibir o compartilhamento de notícias falsas e os questionamentos diante do compartilhamento de dados privados dos usuários. No segundo trimestre de 2019, último com resultados divulgados, o Twitter ressaltou com orgulho em sua carta aos acionistas que o número de reclamações por atividade de spam ou comportamentos suspeitos na rede social caiu 18%. No ano passado, o Twitter diz ter removido 6.000 posts que disseminavam conteúdo falso ou desinformação sobre as eleições legislativas dos Estados Unidos.

O Twitter não divulga mais sua base de usuários completa, mas a eMarketer estima que, até o fim de 2019, a rede social terá 283,1 milhões de usuários ativos, alta de 3,5% na comparação com o ano passado.

O Twitter acabou não sendo comprado, mas em sua mais de uma década à frente da Disney, Iger fechou outros negócios bilionários. Foi sob seu comando que a empresa do Mickey comprou a Pixar, em 2006, por 7,4 bilhões de dólares, a Marvel, em 2009, por 4 bilhões de dólares, a Lucasfilm, em 2012, por 4,06 bilhões de dólares, e a 21st Century Fox, por 71,3 bilhões de dólares.

Sua gestão também foi marcada por uma grande internacionalização da Disney, com abertura de parques na Ásia, como em Hong Kong e Shanghai, na China, que são inclusive maiores que os parques da empresa nos Estados Unidos. Em pouco mais de 13 anos, o valor de mercado da Disney sob gestão de Iger passou de 48,4 bilhões de dólares para 328,7 bilhões de dólares.

Aos 68 anos, talvez seu último desafio à frente da empresa será emplacar o serviço de streaming Disney+. A plataforma tem data de lançamento marcada para 12 de novembro, e vai colocar em seu canal próprio títulos da companhia que outrora estavam em rivais, como a Netflix. Com décadas de conteúdo na bagagem e um serviço que será ainda mais barato que a Netflix e outras concorrentes, a Disney pode sair na frente em meio ao que se tornou uma “guerra do streaming”, com nomes como Time Warner e HBO (com o HBOMax) e Apple (com o Apple TV+) também lançando serviços do tipo.

Mais do que ‘Game of Thrones’, Emmy consagra ‘Fleabag’ e voz cômica feminista

A série da Amazon dominou os prêmios da categoria e firmou a empresa no páreo contra outras gigantes do streaming
Luciana Coelho

Fleabag surpreende novamente e ganha Emmy por melhor série de comédia

Podem aplaudir os 12 prêmios conquistados por “Game of Thrones” neste domingo (22) na cerimônia do Emmy, mas a noite foi de Phoebe Waller-Bridge, sua maravilhosa “Fleabag” e da Amazon, que se firmou no páreo com as gigantes já consagradas, HBO e Netflix.

“GoT” merece, sim, reverência e apreço por ter sido o maior fenômeno pop desta década, ainda que parte dos espectadores tenha se sentido decepcionada com o final da fantasia política pseudomedieval (esta colunista aprovou).

“Fleabag”, porém, é o que há de novo e relevante no ar, fazendo comédia a partir do (necessário e ausente) ponto de vista de uma mulher sexualmente liberal, independente e mais ou menos bem resolvida, que erra tentando ser boa, que tem pequenezas e falhas, e que passa sem tropeços do adorável ao detestável. 

Ou seja, “Fleabag” é boa porque soa real e muito identificável, porque faz rir de verdade e porque traz uma voz pouco ouvida em comédia, a de uma mulher fora de arquétipos (felizmente a edição do Emmy deste ano mostra que isso começa a mudar).

“Isso está ficando ridículo”, disse Phoebe ao subir ao palco surpresa, pela terceira vez na noite, para pegar o quarto prêmio principal que “Fleabag” abocanhava na festa.

Ao contrário de “Game of Thrones”, que viu as estatuetas dramáticas se pulverizarem, a série da Amazon dominou todas as categorias cômicas mais relevantes: melhor direção, melhor roteiro, melhor atriz, melhor série —os três últimos para ela, a pessoa mais premiada desta 71ª edição.

Ela lembrou que “Fleabag” começou como seu espetáculo solo em Edimburgo. E o que veio em seguida, graças a seu texto ágil e timing impecável: a adaptação para uma série da BBC em 2016, depois distribuída globalmente pela Amazon, e uma nova e espetacular temporada neste ano

O discurso de Bornstein, lembrando que sua avó judia só escapou do Holocausto porque se atreveu a sair da fila de execuções diante de guardas nazistas, foi dos mais comoventes, convocando as mulheres a “saírem da linha”. Patricia Arquette e Michelle Williams (melhor coadjuvante e atriz em minissérie) a ecoariam em emoção e ativismo. 

A política, aliás, foi a grande ausente da noite, talvez um indício de fadiga, surgindo apenas no pedido de Ru Paul, contemplada por seu reality de competição entre drag queens, pedindo que as pessoas se inscrevam para votar em um país onde ir às urnas não é obrigação.

Além do trunfo de “Fleabag” e da Amazon, brilhou “Chernobyl”, da HBO, a minissérie que reconta o desastre nuclear soviético para abordar as consequências da mentira política e do Estado autoritário e populista, tema muito relevante aos nossos tempos.

Levou melhor minissérie, melhor direção e melhor roteiro —poderia ter levado ator (Jared Harris) e coadjuvante (Stellan Skarsgård), mas o primeiro foi suplantado pelo colossal Jharrel Jerome, que interpretou Korey Wise adolescente e adulto na magnífica “Olhos que Condenam” (Netflix), e o segundo foi inexplicavelmente preterido por Ben Whishal, de “A Very English Scandal” (Amazon).

E o que aconteceu com “Game of Thrones”, afinal?

Foi derrotada pela própria grandiosidade.

Com diversos atores, diretores e roteiristas da mesma série concorrendo entre si nas principais categorias (como escolher entre Lena Headey e Maisie Williams, Cersei e Arya, por exemplo), viu parte dos principais troféus pararem em outras mãos.

No caso de melhor atriz dramática, uma vitória surpreendente de Jodie Comer, a Vilanelle de “Killing Eve”; já a melhor coadjuvante foi a arrebatadora Julie Garner, a magnética Ruth de “Ozark”.

“Ozark”, aliás, uma ótima série subestimada, também levou melhor direção para Jason Bateman, que ainda a protagoniza (faltou premiar Laura Linney, que faz a esposa executiva que mostra um insuspeito talento para o crime no drama da Netflix).

Já o Emmy de melhor ator ficou com Billy Porter, este uma surpresa bem-vinda, por seu desempenho na ousada “Pose”, da FX, e o de roteiro para “Sucession”, da HBO.

“GoT” só levou mesmo ator coadjuvante, o quarto prêmio pelo mesmo papel para o imenso Peter Dinklage, que por oito temporadas viveu o anti-herói Tyrion Lannister, com larga vantagem o melhor personagem da série. 

E, claro, além de um caminhão de prêmios técnicos, o de melhor série dramática, lastreando o feito de ter se tornado uma referência obrigatória e incomparável em qualquer conversa, estudo ou análise sobre a produção televisiva atual. Não, não é só uma “série de dragões”.

Audiência do Emmy cai 23% em relação a 2018 e é a menor da história

Segundo números preliminares, a cerimônia teve 8 milhões de espectadores, ficando abaixo da casa dos 10 milhões pela primeira vez desde 1990
Por EFE

Game of Thrones: produção foi a maior ganhadora de prêmios nesta edição do Emmy (Mike Blake/Reuters)

Los Angeles — A 71ª edição dos Prêmios Emmy registrou no domingo, 22, a menor audiência da história do evento nos Estados Unidos, uma queda de 23% em relação ao ano anterior.

Segundo números preliminares, a cerimônia teve 8 milhões de espectadores, ficando abaixo da casa dos 10 milhões pela primeira vez desde 1990. A percentual de TVs ligadas no Emmy também caiu em relação a 2018 de 7,4% para 5,1%.

A “Fox”, emissora que organizou a exibição do Emmy, decidiu imitar o modelo do Oscar e deixar a cerimônia sem um apresentador para agilizar a entrega dos prêmios. No entanto, o resultado não foi o esperado, com a audiência despencando em relação anterior.

A superprodução “Game of Thrones” foi a principal vencedora da noite, com 12 prêmios, superando “Chernobyl”, também da “HBO”, que levou dez estatuetas. “The Marvelous Mrs. Maisel”, com oito, veio na terceira posição.

Patrick J. Adams publica fotos de Meghan Markle nos bastidores de ‘Suits’

Duquesa de Sussex interpretava Rachel Zane na série

O ator Patrick J. Adams, que vive o personagem Mike Ross em Suits, publicou fotos de bastidores da série e a então atriz Meghan Markle aparece em algumas. Na próxima quarta-feira, 25, vai ao ar o episódio final da produção, que encerra com nove temporadas.

A duquesa de Sussex atuou na série no papel de Rachel Zane até a sétima temporada. Ela decidiu que encerraria a carreira de atriz após se casar com o príncipe Harry.

Segundo o jornal britânico Daily StarMeghan teria recebido uma oferta milionária para fazer uma última participação em Suits, já depois do matrimônio.

Agora, aproveitando o clima de despedida da série, Adams publicou diversas fotos dos colegas de elenco e algumas mostram a duquesa nos bastidores da produção.

SoftBank defende a saída do presidente executivo Adam Neumann da WeWork, diz Wall Street Journal

De acordo com fontes ouvidas pelo Wall Street Journal, o grupo japonês SoftBank acredita que a mudança de liderança seria uma medida para a saúde da empresa a longo prazo

WeWork: SoftBank achava que IPO da companhia aumentaria seus lucros (Scott Olson / Equipe/Getty Images)

O presidente executivo do SoftBank Masayoshi Son e alguns diretores da WeWork defendem a saída de Adam Neumann da liderança da startup de escritórios compartilhados, de acordo com o jornal Wall Street Journal, que escutou fontes familiarizadas com o assunto. A reportagem afirma que os diretores do grupo japonês planejam se encontrar ainda nesta semana para propor que Neumann deixe o cargo na WeWork. O SoftBank é o maior patrocinador da companhia, que planeja fazer sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) este ano. 

Segundo a reportagem, há também alguns membros do conselho da WeWork que defendem a permanência de Neumann como presidente executivo. A WeWork enxerga o posicionamento do SoftBank como um esforço para evitar que a empresa abra capital. 

A agência de notícias Reuters informou na semana passada que a We Company, dona da WeWork, poderia buscar uma avaliação em seu IPO entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões, um desconto relevante em comparação com a avaliação de US$ 47 bilhões alcançada em janeiro.

De acordo com as fontes ouvidas pelo jornal, o SoftBank acredita que a mudança de liderança seria uma medida para a saúde da empresa a longo prazo. 

Na semana passada, a We Company adiou seu IPO após uma fraca resposta dos investidores aos seus planos – a expectativa era de que o IPO acontecesse este mês.  A startup norte-americana de escritórios compartilhados estava se preparando para um roadshow de investidores para sua abertura de capital antes de tomar a decisão de última hora de desistir. 

A We Company enfrenta preocupações com seus padrões de governança corporativa, bem como com a sustentabilidade de seu modelo de negócio, que se baseia em uma mistura de passivos de longo prazo e receita de curto prazo.