Andreas Ortner for Oui Fashion FW 2019 with Elisa Sednaoui

Campaign: Oui Fashion FW 2019. Photography: Andreas Ortner. Styling: Claudia Engelmann. Hair & Makeup: Sabine Heberle. Production: Tanja Neumaier from Show Team. Model Elisa Sednaoui.

Andrews Diez for L’Officiel Baltics with Jenny Sever

Photographer: Andrews Diez at Murasaki Agency. Art Director & Stylist: Montse Lavi. Hair & Makeup: Carolina Ondo. Model: Jenny Sever at Trend Models Management.

WarnerMedia divulga primeiro relatório de diversidade e inclusão da história de Hollywood

Documento mostra que companhia nestes termos está próxima de alcançar o equilíbrio em seu quadro de funcionários, mas ainda precisa fazer o mesmo em suas produções
Pedro Strazza

WarnerMedia lança relatório provisório de diversidade e inclusão 2018

No ano passado, a então Warner Bros. se comprometeu a colher dados para o início da produção de um relatório anual sobre o status de diversidade e inclusão em seu quadro de funcionários e executivos, aderindo oficialmente ao Production Diversity Policy que buscava garantir a preservação destes valores entre os diferentes setores de Hollywood. Passado doze meses, este documento enfim foi divulgado no dia de hoje (26) pelos canais da WarnerMedia, revelando dados interessantes da companhia no tocante a estas questões específicas.

Intitulado “WarnerMedia 2018 Diversity and Inclusion Interim Report”, o relatório é o primeiro do tipo a ser produzido por qualquer um dos grandes estúdios de Hollywood e se divide em três grandes áreas maiores da empresa, incluindo aí a força de trabalho, conteúdo produzido e programas de parceria com terceiros. Nesta primeira versão a companhia optou por focar em diversidade sob a ótica da etnicidade e gênero, mas garantiu que as próximas edições devem incluir dados sobre a porcentagem de representação e funcionários LGBTQ+.

A boa notícia é que em questão de quadro de funcionários a WarnerMedia está num cenário bem positivo em termos de diversidade. Se em nível global a porcentagem de contratados masculinos e femininos da empresa é respectivamente de 54% e 46%, no território estadunidense a divisão é ainda melhor, equilibrada entre 53% de funcionários homens e 47% de mulheres. Além disso, cerca de metade das novas contratações e promoções da empresa foram destinados ao público feminino, incluindo aí a chegada de Ann Sarnoff em junho como nova CEO da Warner Bros..

O equilíbrio também vale para diversidade racial, embora em menor escala. Os dados coletados pela companhia indicam que 42% dos funcionários fora das posições de gerenciamento pertencem a pessoas não brancas, mas nos cargos superiores esta porcentagem diminui para até 20%. Em defesa desta tendência, a WarnerMedia alega que a tendência é que nos próximos anos esta piramidação seja resolvida pelas escaladas na hierarquia dos novos funcionários.

Analisando a composição dos funcionários sem a divisão hierárquica, as três maiores etnias da força de trabalho do estúdio são branca (61), negra (12,91%) e latina (10,77%).

Já na produção o desafio é um pouco maior. Na televisão, posições para membros que não sejam homens brancos é reduzida na programação da WarnerMedia, com as mulheres possuindo apenas 34% dos papéis e 23% de trabalhos atrás das câmeras. Trabalhadores não brancos tem ainda menos espaço, possuindo 24% dos papéis e 23% de posições nos bastidores.

A disparidade se acentua nos filmes, com mulheres ganhando apenas 28% dos papéis e 24% dos trabalhos nos bastidores e pessoas não brancas recebendo 16% das participações no elenco e 20% de funções atrás das câmeras.

Sobre a pesquisa, o CEO da WarnerMedia John Stankey comenta que fica feliz com os resultados positivos exibidos no documento, mas reconhece os problemas a serem resolvidos dentro da empresa: “Enquanto estou incrivelmente orgulhoso com o que este relatório apresenta e nossa dedicação contínua por transparência, eu reconheço que nós ainda temos muito trabalho a fazer em todos os níveis. Nós sabemos que diversidade, inclusão e pertencimento são importantes para nossos funcionários, parceiros criativos, consumidores e sucesso.” escreve o executivo no comunicado.

Você poder ler o relatório na íntegra neste link.

Com valorização dos discos de vinil, obras raras chegam a mais de US$ 27 mil

Relatório mostra que, pela primeira vez em 33 anos, a venda de discos de vinil deve superar a de CDs, enquanto os valores dos discos sobem até 490%
Por Soraia Alves

No começo de setembro, a Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA) divulgou um relatório no qual mostra que 80% da receita da indústria da música vem do streaming. Mas o que chamou mesmo a atenção nos dados divulgados foi a receita de vendas de discos de vinil, que está a caminho de superar a de CDs até o final do ano.

Essa será a primeira vez em 33 anos que os discos de vinil ultrapassam as vendas de CDs. E, seguindo o aumento das vendas, os preços dos discos também subiram em até 490%.

De acordo com a CNBC, o “boom” das vendas de vinis novos e usados aconteceu na última década, indo de uma representação de 55,8% entre 2010 e 2011 para 131,8% entre 2011 e 2012. Em relação aos valores, segundo dados do eBay, o aumento foi maior ainda. Em 2007, um disco de vinil novo (lançamento) custava em média US$ 4,80, e em 2017 esse preço já era de USS$ 28,40, um aumento de mais de 490%.

O “não barateamento” dos CDs ao longo dos anos também é fator que soma na conta, uma vez que um CD lançamento, hoje, pode chegar a ser vendido por US$ 30,00.

Mesmo que as plataformas de streaming tenham barateado a música para os ouvintes, muitos ainda valorizam o ritual de comprar e possuir um disco. Por isso mesmo o streaming não é visto como uma ameaça para as vendas de vinis. Alguns especialistas, inclusive, chegam a garantir que o consumo de música via streaming acaba até ajudando a vender mais discos.

Raridades supervalorizadas

Na pegada da valorização dos vinis, alguns títulos chegam a custar milhares de dólares. Como conta o Business Insider, em 2015, o executivo farmacêutico Martin Shkreli pagou US$ 2 milhões pela única cópia do registro “Once Upon a Time in Shaolin”, de Wu-Tang Clan.

Os valores de discos supervalorizados nos mercados online de compra e venda de vinis, porém, são mais baixos – mais ainda assim bem caros. Entre os títulos com preços mais altos vendidos na última década pela Discogs, site e banco de informações de música online com um grande mercado de discos, os valores variam de US$ 2 mil a quase US$ 30 mil.

Um dos exemplos é a cópia original de “Love Me Do”, dos Beatles, que ganhou apenas 250 impressões no lançamento porque o nome de Paul McCartney saiu escrito errado nos créditos – McArtney. Uma dessas cópias foi vendida pela Discogs por US$ 10.472,89, em março de 2018. Um ano antes, outra foi cópia já havia sido arrematada por US$ 14.845,17.

Das raridades mais caras do site/loja está o “The Black Album”, de Prince. Originalmente, o trabalho seria um acompanhamento do nono álbum do cantor, “Sign O ‘the Times”, mas Prince mudou de ideia poucas semanas antes do lançamento e ordenou que todas as 500 mil cópias fossem destruídas.

Por questões contratuais, o álbum não pôde ser completamente ignorado e um pequeno número de cópias promocionais em capas pretas, sem título, nome do artista ou qualquer referência foram entregues a algumas rádios.

Somando a raridade das cópias e a mística por traz da história, o “The Black Album” chegou a valer quase US$ 30 mil e foi comprado em junho de 2018 por US$ 27.500,00.

Olivia Frolich for Harper’s Bazaar Spain with Alexandra Micu

Photography: Olivia Frolich. Stylist: Ana Tovar. Hair: Olivier Lebrun. Makeup: Tiina Roivainen. Producer: Raúl Boluda. Model: Alexandra Micu at Ford Models.

CINEMA I Estreias: Ad Astra – Rumo às Estrelas, Abominável, Hebe – A Estrela do Brasil, Predadores Assassinos, Filhas do Sol, Carta para Além dos Muros

Brad Pitt astronauta e ‘Hebe’ estão entre as 13 estreias da semana

Cena da ‘Ad Astra’, de James Gray Divulgação

Ad Astra – Rumo às Estrelas
Ad Astra. EUA, 2019. Direção: James Gray. Com: Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Donald Sutherland. 122 min. 14 anos.
Um engenheiro espacial viaja a uma região longínqua do espaço para tentar encontrar seu pai, que desapareceu em uma missão anos atrás e que pode ameaçar a vida na Terra por conta de um erro cometido.

Abominável
Abominable. EUA, 2018. Direção: Jill Culton e Todd Wilderman. 97 min. Livre.Nesta animação, uma adolescente encontra um yeti –criatura mítica do Himalaia– no telhado de seu prédio e precisa ajudá-lo a retornar a seu habitat natural. Para fazê-lo, ela e seus amigos precisam fugir de pessoas que tentam capturálas

Hebe – A Estrela do Brasil
Brasil, 2018. Direção: Maurício Farias. Com: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Caio Horowicz. 112 min. 14 anos.
Filme retrata a apresentadora de televisão no momento em que se demite como forma de protesto pela pressão dos órgãos de censura sobre seu programa nos anos 1980. Enquanto na vida pública mostrava coragem para abordar temas tabu, na particular tinha dificuldade em escapar de um relacionamento com um companheiro ciumento.

Foro Íntimo
Brasil, 2018. Direção: Ricardo Mehedff. Com: Jefferson da Fonseca Coutinho, Bia França e Léo Quintão. 74 min. 12 anos.
Recebendo ameaças de morte, um juiz se recolhe ao gabinete onde trabalha, no Fórum de Justiça, ficando isolado de seus parentes e amigos. Exibido na Mostra Internacional de Cinema de 2018.

Predadores Assassinos
Crawl. EUA, 2019. Direção: Alexandre Aja. Elenco: Kaya Scodelario, Barry Pepper e Ross Anderson. 88 min. 16 anos.
Sem conseguir falar com seu pai, uma jovem ignora as orientações do governo para evacuar a cidade em que vive, que será atingida por um furacão. Ao encontrá-lo, precisa fugir do ataque de gigantescos crocodilos que foram trazidos com as chuvas.

Filhas do Sol
Les Filles du Soleil. França/Bélgica/Geórgia/Suíça, 2018. Direção: Eva Husson. Com: Golshifteh Farahani, Emmanuelle Bercot e Zübeyde Bulut. 115 min. 16 anos.
As Filhas do Sol, um batalhão de mulheres curdas, atua ativamente na guerra contra o Estado Islâmico. Em meio a isso, a comandante tenta recuperar seu filho, que foi capturado por inimigos. Exibido nos festivais de Cannes e Toronto de 2018.

Pyewacket – Entidade Maligna
Pyewacket. Canadá, 2019. Direção: Adam McDonald. Com: Laurie Holden, Nicole Muñoz e Chloe Rose. 90 min. 16 anos.
Uma adolescente começa a se interessar por magia negra. Ela odeia a mãe e invoca uma bruxa para matá-la, mas acaba sendo vítima das entidades malignas que despertou. Exibido no Festival de Toronto de 2017.

Carta para Além dos Muros
Brasil, 2019. Direção: André Canto 93 min. 12 anos.
Documentário reconstrói a evolução da imagem do HIV e da Aids, com foco no Brasil. Por meio de entrevistas com médicos, ativistas e pacientes, transita do pavor inicial às campanhas de conscientização, passando pelo estigma imposto às pessoas que vivem com o vírus.

Meu Amor por Grace
Running for Grace. EUA, 2018. Direção: David L. Cunningham. Com: Jim Caviezel, Matt Dillon e Ryan Potter. 110 min. 12 anos.
Em tempos de segregação racial, um órfão japonês mestiço é adotado por um médico no Havaí. Ele passa distribuir remédios. Quando conhece a filha de um rico cafeicultor, enfrenta o preconceito para lutar por um amor proibido.

Sócrates
Brasil, 2018. Direção: Alexandre Moratto. Com: Christian Malheiros, Tales Ordakji e Rosane Paulo. 71 min. 16 anos.
​Após a morte de sua mãe, um garoto de 15 anos se encontra sozinho no mundo. Durante sua jornada por sobrevivência, ele enfrenta pobreza, violência, racismo e homofobia.

O Menino Que Fazia Rir
Der Junge muss an die frische Luft. Alemanha, 2019. Direção: Caroline Link. CoM: Julius Weckauf, Luise Heyer e Joachim Król. 100 min. 12 anos.
Um menino que tem um talento para fazer as pessoas rirem fica aos cuidados dos avós após a mãe afundar em depressão. Ele então tenta direcionar seu talento para curar as próprias feridas. Da mesma diretora de “Lugar Nenhum na África” (2003).

Ambiente Familiar
Brasil, 2019. Direção: Torquato Joel. Com: Marcélia Cartaxo, Zezita Matos e Beto Quirino. 93 min. 18 anos.
Três amigos que moram juntos, criam uma relação para superar os impactos do abandono familiar que viveram durante a juventude. Perda e rejeição são matérias-primas que agora precisam de ressignificação na busca por uma vida mais feliz.

Caminhos Magnétykos
Portugal/Brasil/França, 2018. Direção: Edgar Pêra. Com: Dominque Pinon, Ney Matogrosso e Alba Baptista. 86 min. 12 anos.
Um homem se arrepende de autorizar o casamento de sua filha considerando apenas os aspectos financeiros. Diante disso, ele tem uma noite de pesadelos e revoltas.

Christopher Ferguson for ELLE Australia with Isabella Emmack

Photography: Christopher Ferguson at See Management. Stylist: Sara Smith Hair: Matthew Tuozzoli at See Management Makeup: Justine Purdue Producer: Sheri Chiu. Model. Isabella Emmack.