Empresa de moda Forever 21 pede recuperação judicial nos EUA

Reestruturação deve provocar o fechamento de lojas em todo o mundo e saída da rede de países na Ásia e Europa.

Rede Forever 21 atua no Brasil desde 2014.

A empresa americana de moda Forever 21 anunciou neste domingo (30) que entrou com pedido de recuperação judicial para tentar evitar uma falência, no mais recente caso das redes de lojas de rua obrigadas a uma reestruturação em consequência do avanço do comércio online.

A empresa recorreu ao “Capítulo 11” da lei americana de falências, que permite manter o controle e posse de seus bens enquanto administra uma reestruturação – situação similar à recuperação judicial prevista nas leis brasileiras.

A empresa possui atualmente mais de 800 lojas nos Estados Unidos, Ásia, Europa e América Latina. A rede atua no Brasil desde 2014.

Em comunicado, a Forever 21 informou deverá fechar entre 300 e 350 lojas em todo o mundo, incluindo 178 somente nos Estados Unidos.

“Como parte da estratégia de reestruturação, a companhia planeja sair da maioria de suas localizações internacionais na Ásia e na Europa, mas continuará suas operações no México e na América Latina”, afirmou a empresa.

Procurada pelo G1, a empresa não informou se haverá fechamento de lojas no Brasil, e afirmou apenas que continua a trabalhar de perto com consultores neste mercado “para determinar qual será a estratégia e o plano futuros. Nesse meio tempo, continuamos funcionando normalmente”.

Fundada em Los Angeles em 1984 pelo casal sul-coreano Do Won e Jin Sook Chang, a Forever 21 se tornou uma das lojas favoritas das adolescentes nos Estados Unidos, ao oferecer roupas similares às de grandes marcas de moda a preços acessíveis.

Competindo com empresas como H&M e Zara, a rede iniciou uma expansão agressiva no setor de roupa masculina e calçados após a crise econômica de 2008.

Mas os analistas consideram que a Forever 21 falhou no momento de reagir ao avanço das vendas online, assim como ao impacto da mudança de atitude dos consumidores pelo impacto no meio ambiente das redes “fast fashion” e sua preocupação com as condições de trabalho nas fábricas que elaboram seus produtos, destaca a agência France Presse.

Desde 2017, mais de 20 varejistas já entraram com pedido de recuperação judicial nos EUA, incluindo a Sears e a Toys ‘R’ US.

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