Bad Boys Para Sempre ganha pôster com Will Smith e Martin Lawrence

Terceiro filme da franquia chega aos cinemas em janeiro de 2020
GABRIEL AVILA

A Sony Pictures divulgou o primeiro pôster de Bad Boys Para Sempre, terceiro filme da franquia, que mostra os detetives Mike (Will Smith) e Marcus (Martin Lawrence) prontos para a ação.

Contando com o retorno de Lawrence como Marcus Burnett e Smith como Mike Lowrey, Bad Boys for Life deve acompanhar a dupla, após tanto tempo em ação, considerando uma mudança de vida e partindo em suas últimas missões. O elenco também conta com Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig, Charles Melton, Jacob Scipio e Paola Nunez.

O primeiro Bad Boys saiu em 1995 e lançou Michael Bay como diretor e Smith como astro de ação, arrecadando 141 milhões de dólares mundialmente. A sequência de 2003 teve arrecadação mundial de 272 milhões de dólares.

Bad Boys For Life chega aos cinemas brasileiros em 30 de janeiro.

Microsoft anuncia celular dobrável com sistema Android

O novo smartphone com Android marca a volta da Microsoft ao mundo dos celulares desde que o Windows Phone foi descontinuado em 2017

O celular Surface Duo terá duas telas de 5,6 polegadas

Microsoft revelou nesta quarta-feira, 2, o smartphone Surface Duo, que vai funcionar com o sistema operacional Android, do Google. A anúncio foi feito durante um evento da empresa em Nova York, nos Estados Unidos, e marca a volta da Microsoft ao mundo dos celulares desde que o Windows Phone foi aposentado em 2017. A empresa pretende lançar o aparelho em 2020.

O aparelho é dobrável, mas, diferentemente dos celulares do tipo apresentados pela Samsung e pela Huawei, o celular da Microsoft tem uma dobradiça exposta separando duas telas de 5,6 polegadas. 

Os visores podem executar dois aplicativos diferentes ao mesmo tempo, e também podem ser complementares – a segunda tela pode ser usada para exibir apenas o teclado, por exemplo.

A empresa não apresentou muitos detalhes sobre o celular. De acordo com o site Wired, o Surface Duo terá o processador Snapdragon 855, topo de linha da Qualcomm. 

No evento, executivos da Microsoft convidaram desenvolvedores a criarem aplicativos para o novo celular, agora com o sistema Android.  

Em 2017, a Microsoft afirmou que uma das principais razões para o fim do Windows Phone foi o fato de que os desenvolvedores de aplicativos nunca apoiaram a plataforma. A Microsoft enfrentou muitos problemas com a sua loja de apps e também teve dificuldades para segurar os aplicativos desenvolvidos para seu sistema próprio. 

Diretor Todd Phillips de ‘Coringa’ contesta críticas e diz que plateia tem de sentir a violência do filme

Depois de ganhar principal prêmio em Veneza, filme chega aos cinemas envolto em controvérsia
Rodrigo Salem

LOS ANGELES – Em uma era na qual estúdios de cinema e artistas fazem questão de reverenciar comunidades de fãs, o cineasta Todd Phillips (“Se Beber, Não Case!”) toma outro caminho ao explicar a razão de ter escolhido dirigir “Coringa”, a reimaginação perturbadora da origem do vilão do Batman.

“Filmes de heróis estão tomando conta da indústria e eu estava procurando uma maneira de fazer um longa que não desaparecesse em pleno ar”, diz Philips ao repórter. “Para ser sincero, não gosto de filmes de HQs. Estaria mentindo se falasse que não foi para chamar a atenção das pessoas.”

O diretor conseguiu seu objetivo. O filme estreia mundialmente nesta quinta-feira (3) como um dos mais esperados do ano. Não apenas por ter vencido o Leão de Ouro no prestigiado Festival de Veneza, mês passado, mas por ser um drama pesado com classificação indicativa para maiores de 16 anos no Brasil, algo incomum para produções baseadas em gibis.

Nesta nova encarnação, Arthur Fleck (Phoenix) é um aspirante a comediante que sobrevive fazendo bicos como palhaço de aluguel numa Gotham City decadente entre o fim dos anos 1970 e começo dos 1980.

O roteiro de Phillips e Scott Silver (“O Vencedor”) mostra um personagem com distúrbios mentais que comete uma série de assassinatos após várias tragédias geradas por crises econômicas, abusos na infância, cortes no sistema de saúde e incapacidade de se relacionar.

“Não queria mostrar Arthur caindo em um tonel de ácido e aparecendo com a pele branca. O objetivo é entender o porquê daquele sujeito se maquiar como um palhaço no fim”, explica o diretor.

A trama foi recebida com reações extremas no Festival de Veneza. Alguns críticos americanos acusaram “Coringa” de ser uma apologia do movimento “incel”, termo oriundo dos “celibatários involuntários”, homens raivosos que não conseguem se relacionar e culpam a sociedade e, principalmente, as mulheres por suas inadequações.

“‘Coringa’ quer ser um filme sobre o vazio da nossa cultura. Em vez disso, é um exemplo primário e perigoso dela”, destacou a revista Time. A Vanity Fair disse que o longa pode ser “um panfleto irresponsável”.

“Espero que o filme seja um exame”, confirma Todd Phillips, dias antes de o filme ser apresentado em Veneza. “Conversamos frequentemente sobre a ponta do iceberg, mas nunca falamos sobre as coisas que nos levam para a ponta do iceberg, como o sistema em que o personagem é jogado no filme. Quero que comecemos a conversar sobre as coisas abaixo da superfície e o filme tenta fazer isso sem se tornar muito pesado.”

Phillips e seu astro, Joaquin Phoenix, evitaram falar sobre suas visões sobre a origem do Coringa, que vira um símbolo dos oprimidos de Gotham após matar três yuppies no metrô.

“Um jovem de 18 anos pode assistir e achar que é a origem do Coringa. Outra pessoa pode dizer que é o espelho da sociedade, sobre lutas de classes. Não queremos explicar o filme, pois o sentimento do espectador e como ele enxerga a obra são o mais interessante”, acredita o cineasta.

Mas a estratégia não durou muito tempo. Com a epidemia de tiroteios nos Estados Unidos, muitos anteciparam “Coringa” como um veículo de justificativa para a violência. Tanto que a Landmark Theaters, maior cadeia de cinema independente do país, proibiu fantasias de Coringa durante a estreia do filme. Em Los Angeles e Nova York, a polícia enviará um efetivo maior para os cinemas como forma de precaução.

“O filme fala sobre traumas de infância e a ausência de amor e compaixão no mundo. Acho que as pessoas podem suportar essa mensagem”, declarou o diretor ao site IGN.

“Aqueles que não sabem distinguir o certo do errado fazem isso com qualquer coisa, letras de música ou trechos de livros. Não acho que seja responsabilidade de um cineasta ensinar moralidade ou a diferença entre o certo e o errado. Acho que isso é óbvio”, completou Joaquin Phoenix.

Mesmo assim, as famílias do massacre em um cinema de Aurora, Colorado, em 2012, durante uma sessão de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, enviaram uma carta pública ao estúdio Warner. Nela, se dizem preocupadas com o fato de o longa tratar o Coringa como uma figura pela qual as pessoas podem ter simpatia e pedem ajuda para um maior controle de armas.

A Warner respondeu falando sobre doações a grupos de apoio a vítimas de violência e de controle de armas, mas diz acreditar também que “uma das funções das histórias é provocar conversas difíceis sobre problemas complexos”. “Não é intenção do longa, dos cineastas ou do estúdio tratar esse personagem como um herói”, finaliza a declaração.

O olhar fixo em cima de “Coringa”, no entanto, parece incomodar Phillips. “Vi ‘John Wick’ algumas semanas atrás e são mostradas bem mais mortes ali. Não sei quantas pessoas morrem em ‘Vingadores’, mas são muitas”, brinca o diretor.

“A violência no meu filme é mais visceral, porque queria ter um impacto, já que não são tantas cenas. Outros filmes matam 40 mil pessoas e ninguém nem se importa, porque está anestesiado. A violência que acontece em ‘Coringa’ é para o espectador sentir.”

Conheça os novos e elegantes escritórios da Parameters

A Parameters, uma empresa de móveis de escritório que distribui móveis de escritório Knoll, contratou recentemente a empresa de design de interiores Studio BV  para projetar seu novo escritório de peças, showroom de peças em Minneapolis, Minnesota.

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Lobby

“Criamos um showroom de trabalho que equilibra o legado de Knoll com os sentimentos contemporâneos de Muuto. Este showroom de trabalho é o equilíbrio perfeito entre showroom e escritório. O próprio escritório deve ser um laboratório para os clientes e designers que vierem a usar o espaço. A equipe criou um espaço de trabalho de design que acomoda sessões de trabalho durante todo o dia e ainda integra os materiais e as necessidades de tecnologia.

Este projeto equilibra materiais clássicos de mármore, cobre e cortiça, com os belos objetos e ferramentas de trabalho necessárias para apoiar a equipe de vendas.

O design do showroom teve que equilibrar as duas marcas de Knoll e Muuto. Essas duas marcas são complementares e integradas ao longo do design. Dividir as peças herdadas do Knoll Studio com a nova coleção Muuto cria uma combinação dinâmica e mostra aos designers e clientes como você pode fazer a ponte entre as marcas.

O design do showroom mostra pequenos escritórios – tamanhos 8 × 10, comuns em escritórios contemporâneos. O espaço mostra apenas 6 × 6 estações de trabalho e benching e mostra várias iterações de layouts usando o mesmo produto. Esta é uma ferramenta importante para mostrar aos clientes como os produtos podem ser flexíveis e alterados para atender às suas necessidades.

A equipe de design usou materiais clássicos como cortiça e cobre contrastados com terrazzo e concreto como uma tela para o showroom. Esses materiais ancoram os móveis e criam um cenário elegante e atemporal. O espaço trabalha duro para a equipe do showroom, com paredes flexíveis, espaços para oficinas e muitos lugares para se divertir. Este é o futuro do showroom que conta a história da mudança ”, Studio BV.

  • Location: Minneapolis, Minnesota
  • Date completed: June 2019
  • Size: 16,000 square feet
  • Design: Studio BV
  • Photos: Corey Gaffer
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Reception
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Communal space
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Communal space
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Communal space
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Meeting space
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Kitchen
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Collaborative space
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Meeting room
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Coffee point
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Private offices
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Angelina Jolie confessa crush de adolescência em Michelle Pfeiffer: “Muito gostosa”

Michelle Pfeiffer, Angelina Jolie e Elle Fanning em pré-estreia de Malévola: Dona do MalImagem: Getty Images

Angelina Jolie confessou que, quando adolescente, tinha um grande crush em sua atual colega de elenco de Malévola: Dona do Mal, Michelle Pfeiffer. Em entrevista ao Access Hollywood, as duas atrizes falavam ao lado de Elle Fanning, que vive a Princesa Aurora no filme. Quando perguntadas sobre os primeiros crushes da adolescência, Fanning foi a primeira a fazer sua escolha: “Eu amava Danny Zuko [personagem de John Travolta] em Grease: Nos Tempos da Brilhantina”.

“Eu amava você em Grease”, emendou Jolie, apontando para Pfeiffer. A atriz estrelou a continuação do musical, Grease 2: Os Tempos da Brilhantina Voltaram, em 1982 — quando Jolie tinha apenas 7 anos de idade. “Obrigada. Eu sou o seu crush de adolescente?”, perguntou Pfeiffer a seguir. “Na verdade, sim”, respondeu Jolie. “Quando você estava cantando Cool Rider, naquela escada. Você era muito gostosa. Em Scarface [de 1983] também, eu tinha um grande crush em você”.

Jolie e Pfeiffer vivem rivais em Malévola: Dona do Mal. A estrela de Grease 2 e Scarface interpreta a mãe do Príncipe Phillip (Harris Dickinson), que não gosta nada de ver Malévola (Jolie) chegando a reboque quando seu filho vem apresentá-la a Aurora (Fanning), após pedí-la em casamento.

Dona do Mal chega aos cinemas brasileiros em 17 de outubro.

Julia Goldani Telles, a Whitney de ‘The affair’ estrelará ‘The girlfriend experience’

GABRIELA ANTUNES

Julia Goldani Telles (Foto: Divulgação / Starz)

Julia Goldani Telles, a Whitney de “The affair“, foi escalada para viver a protagonista da terceira temporada de “The girlfriend experience“, série de antologia do Starz exibida no Brasil pela Fox Premium. Famosa nos EUA, a atriz é filha de uma brasileira e morou no Rio de Janeiro quando era criança.

Julia Goldani Telles interpretará Iris, uma jovem neurocientista que é atraída para o mundo da ‘Girlfriend experience’, termo em inglês usado em referência à prostituição de luxo. A nova leva de episódios será ambientada em Londres e terá como pano de fundo a cena tecnológica da capital inglesa. Os clientes de Iris farão com que ela experimente sensações até então desconhecidas, mas ela irá se questionar se está sendo guiada pelo livre-arbítrio ou controlada por algo maior que ela.

A antologia foi criada por Steven Soderbergh e é baseada em seu filme de 2009. Anja Marquardt está escrevendo os roteiros e irá dirigir a nova temporada.

Enquanto “The girlfriend experience” não estreia, Julia Goldani Telles pode ser vista na última temporada de “The affair“, que está sendo exibida pelo Showtime.

Kylie Jenner e Travis Scott se separam após dois anos juntos, diz site TMZ

Casal estava havia semanas tentando fazer o relacionamento dar certo, diz site

Travis Scott e Kylie Jenner na estreia do documentário “Travis Scott: Voando Alto” – Rich Fury/Getty Images/AFP

O namoro de Kylie Jenner, 22, e Travis Scott, 28, chegou ao fim. O casal, que estava junto há dois anos e tem uma filha, Stormi, 1, se separou após várias semanas tentando fazer o relacionamento dar certo, segundo informou o portal norte-americano TMZ. A revista US Weekly confirmou a separação do casal.

Kylie e Scott foram vistos juntos publicamente pela última vez no final de agosto, durante o lançamento do documentário do rapper na Netflix, “Travis Scott: Voando Alto”.

A empresária também apareceu acompanhada somente da filha Stormi no casamento de Justin Bieber e Hailey Baldwin, nesta segunda-feira (30).

O casal, no entanto, ainda pode voltar, uma vez que fontes próximas a ele afirmam ao TMZ que eles estão apenas “dando um tempo”. Os dois também já enfrentaram outras crises, como os boatos de uma possível traição de Scott.

Nos últimos dias, Kylie foi internada em um hospital em Los Angeles e chegou a faltar na cerimônia do Emmy, na qual seria uma das apresentadoras junto às irmãs Kim Kardashian e Kendall Jenner.

A Jenner também cancelou uma viagem que faria a Paris para uma festa de lançamento de sua colab de maquiagem. Nas redes sociais, ela lamentou sua ausência no evento. “Infelizmente, eu estou muito doente e não poderia viajar. Estou de coração partido por perder o desfile, mas eu sei que meu time incrível e meus amigos que estão na cidade para o evento vão me representar. […] Claro que esta coleção não é somente para as passarelas… Eu criei para que vocês pudessem ter um pedaço disso em um evento incrível”.

Rádios independentes brasileiras crescem na contramão dos algoritmos

Projetos abrem espaço a artistas que não caem nas listas de grandes estações ou das plataformas de streaming
Felipe Maia

O coletivo Metanol, que tem em suas atividades festas gratuitas de rua e programa de rádio online – Gabriel Cabral/Folhapress

Ao menos uma vez por semana, a publicitária Natalia França ouve música em rádios independentes. Em vez de playlists no Spotify ou estações FM, ela escuta a seleções feitas por DJs que vão de faixas garimpadas em lojas de vinil a lançamentos que chegam a poucos ouvidos.

Essas plataformas, funcionando integralmente online, formam um movimento que vem crescendo no Brasil em contraponto à pasteurização de rádios comerciais ou à onipresença dos algoritmos do streaming.

“Quando é uma rádio dessas, tem uma pessoa por trás das músicas, e isso me leva para algo mais emocional, algo menos frio, parece que estou conhecendo um pouco do que a pessoa tem a falar”, diz Natalia, ouvinte contumaz da rádio NaManteiga, de São Paulo.

A capital reúne ainda a Veneno, a Cereal Melodia, a Víruss e a veterana Metanol. Mesclando transmissão contínua e programas esporádicos a uma ferrenha curadoria, elas se juntam a nomes como Nas Radio Show, de Porto Alegre, e Magma Radio, do Rio de Janeiro. ​

“A curadoria de quem vai tocar na rádio cria recortes específicos sobre temas que dificilmente você encontra no streaming. Num mundo em que tudo é por algoritmo, botar a escolha na mão de alguém é quase uma contracultura”, explica Thiago Arantes. Ele é um dos fundadores da NaManteiga ao lado do DJ Caio Taborda e do publicitário Marcel Guainaim. 

O projeto começou em 2015 em uma pequena sala da Galeria Ouro Fino, na rua Augusta, por onde já passaram DJs e produtores de diferentes escolas, origens e países. É o caso dos coletivos Discopédia e Feminine Hi-Fi e habitués de clubes internacionais como DJ Marky e Laurent Garnier. Em troca do espaço para tocar, os artistas não cobram cachê. A rádio é mantida pelos próprios fundadores e por algumas parcerias pagas. 

A Veneno opera no mesmo esquema desde outubro de 2018 em uma saleta na Vila Madalena. A plataforma também transmite seus programas sem interrupção em um site próprio. Segundo Rico Jorge, músico que comanda o projeto ao lado do pesquisador Rafael Toledo, a rádio tem cerca de trinta mil acessos por mês.

“Por mais que você tenha uma busca ou um conhecimento, você pode virar um refém do algoritmo”, explica Jorge. “Só o fato de ter um site também já é um contraponto aos serviços de streaming porque essa página não é limitada a certo algoritmo.”

O artista vê o surgimento de rádios independentes em São Paulo também como resposta às dificuldades práticas da cena noturna. Na primeira metade desta década, a cidade experimentou um boom de festas promovidas por coletivos e DJs de diferentes estilos: Carlos Capslock, Venga Venga e Mamba Negra são alguns dos nomes que surgiram na época. 

“Hoje ficou inviável fazer festas, a prefeitura começou a inviabilizar os alvarás, as companhias que tomam conta dos espaços começaram a cobrar alto”, diz Jorge. “Esse movimento das rádios está em ascendência pela forma com que a cena tem se gerido, e nesse circuito as pessoas tem sido bem abertas.”

Taborda ressalta que os custos de uma rádio independente online nem se comparam ao orçamento de uma difusora tradicional, que podem incluir manutenção de uma estrutura parruda e pagamentos ao Ecad. 

Toca-discos ou picapes, uma mesa de som, uma câmera e um computador que conecte esse sistema à internet são suficientes para botar a rádio para cima. O DJ estima um valor máximo de R$ 5 mil para dar um pontapé inicial. “Se o cara fizer algo do quarto dele, com R$ 500 dá para fazer. Se ele tiver os equipamentos, pode não custar nada”, explica Taborda.

A transmissão fica por conta de serviços de áudio, como SoundCloud ou Mixcloud, ou vídeo, como Facebook Live e YouTube. Nesse estágio, contudo, volta à cena o enigmático e onipresente algoritmo.

Essas plataformas rodam sistemas de rastreamento de músicas que, ao identificar uma faixa protegida por direitos autorais, podem tirar uma transmissão do ar ou eliminar uma gravação disponível para download. 

“É o Shazam do mal”, diz Taborda, em referência ao aplicativo que pode identificar músicas. Segundo ele, cerca de 70% dos programas da NaManteiga foram retirados do YouTube nos seus primeiros meses de atividade. 

A limitação criou uma prática curiosa entre DJs: os sets à prova de algoritmo. Seleções mais lapidadas, escolhas pouco ortodoxas e artistas desconhecidos tornaram-se a tônica entre alguns seletores. A ideia é evitar músicas muito populares e tocar faixas inexistentes ou pouco acessadas na base de dados desses robôs de rastreamento.

Conflitos com a regulação vigente não são novidade para rádios de música independentes. A necessidade de uma concessão para radiodifusão forçou a criação de centenas de rádios piratas pelo mundo até meados dos anos 1990. Na Inglaterra, novas ondas da música eletrônica são até hoje acompanhadas por novos projetos do tipo. É o caso da Rinse, da NTS ou da Reprezent Radio.

Jorge lembra que uma das inspirações para a criação da Veneno foram justamente as rádios britânicas, ponto compartilhado pelos fundadores da NaManteiga. Se a internet hoje parece indissociável do oráculo do algoritmo, ela também favorece a um maior contato entre projetos do Brasil e do mundo. “Não é muito mapeado esse movimento, mas existe uma grande comunidade de rádios online, e todos tem os mesmos problemas que a gente”, diz Taborda.

Décor do dia: verde menta revitaliza banheiro antigo

Reforma de baixo custo transformou ambiente em apartamento de 32 m²
POR PAULA JACOB | FOTOS MARCELO NAVA/DIVULGAÇÃO

Reformar dá trabalho, sabemos. Mas existe a opção de fazê-la sem obra, com baixo custo e menos dor de cabeça. Este banheiro faz parte de um apartamento de 32m² no Edifício Copan e os acabamentos antigos estavam tirando de vista o potencial do espaço. Por isso, Paulo Biacchi resolveu usar a própria base como ponto de partida. “Os azulejos e piso estavam bem encardidos. Aproveitamos a cor original do piso para criarmos uma atmosfera menta também nas paredes e móveis”, explica ele. A saída foi pintar os azulejos brancos com a tinta epóxi a base de água, criando uma meia parede interessante. Na parte inferior, tudo ficou menta, incluindo gabinete e banheira; na parte superior, branco detalhes geométricos e ramos de eucalipto para decorar. “Outra mudança que fez grande diferença foi pintar o tampo de granito de branco fosco, com uma tinta epóxi a base de solvente – ela é mais agressiva, mas eficiente para essa tarefa.” Para finalizar, o vidro do box e os detalhes dourados nos metais. Apaixonante!