NET-A-PORTER x Burberry AW19 by Riccardo Tisci

Campaign: NET-A-PORTER x Burberry AW19. Art Direction: Samuel McWilliams. Photography: Stefan Heindrichs. Styling: Kate Iorga. Hair: Naoki Lomiya. Makeup: Janeen Witherspoon. Set: George Lewin. Model: Caroline Knudssen.

Novo As Panteras tem cartaz nacional divulgado

Longa chega no Brasil em novembro
NICOLAOS GARÓFALO

Sony Pictures/Divulgação

Novo reboot da franquia, As Panteras ganhou um novo cartaz nacional que dá destaque aos principais personagens do longa.

Elizabeth Banks assume a direção do filme e interpreta Bosley, personagem que será vivido também por Patrick Stewart e Djmon HounsonNaomy Scott interpreta Elena Houghlin, uma cientista do MIT descrita como o “coração do filme”; Kristen Stewart será Sabina Wilson, uma peça coringa muito habilidosa da equipe e Ella Balinska interpreta Jane Kano, ex-agente do MI6 e responsável pela força do time.

Ainda não há muitos detalhes sobre a trama em si, mas o chamado de Charlie levará As Panteras para vários lugares do mundo e elas usarão disfarces em várias oportunidades. A estreia no Brasil está marcada para 14 de novembro de 2019.

NET-A-PORTER x Saint Laurent Fall Winter 2019

Campaign: NET-A-PORTER x Saint Laurent FW 2019. Art Direction: Samuel McWilliams. Photography: Lukasz Pukowiec. Styling: Hannah Cole. Hair: Daniel Martin. Makeup: Janeen Witherspoon. Set: George Lewin. Model: Steffi Soede.

‘Border’, o filme mais esquisito do ano, ignora fronteiras freudianas entre o humano e o animalesco

Apresentação do longa encerrou módulo do Ciclo de Cinema e Psicanálise
Bianka Vieira

Cena do filme ‘Border’, de Ali Abbasi – Divulgação

Conta um dos mitos freudianos que a humanidade, quando quadrúpede, lançava mão do olfato para identificar o cio. Ao descobrir que o sexo podia ser praticado para além da reprodução, no entanto, homens e mulheres se levantaram, afastaram-se do chão e, com isso, potencializaram o olhar em detrimento do faro.

Se Freud utilizou os sentidos para explicar a passagem da condição animal para a humana através do erotismo, essas fronteiras são completamente ignoradas em “Border”, longa premiado no último Festival de Cannes na seção Um Certo Olhar.

Dirigido pelo iraniano Ali Abbasi, chegou a ser considerado o filme mais esquisito de 2019

Tina, uma fiscal de alfândega num porto da Suíça e protagonista da história, tem um faro sobre-humano capaz de flagrar a mentira, a vergonha e a culpa nas pessoas que passam pela imigração.

Sua aparência é disforme e seus dentes, metidos numa boca que está sempre aberta, são pontiagudos e sujos. Tina tem afeição por insetos e o hábito de farejar, de modo animalesco, desde itens de supermercados a animais selvagens.

O filme, exibido e discutido nesta terça (8), encerrou o módulo “Mal-estar na civilização e violência” do Ciclo de Cinema e Psicanálise, realizado pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e pelo MIS (Museu da Imagem e do Som), com apoio da Folha.

“Todos nós somos um p ouco de outro planeta, e é muito difícil aceitar pessoas tão diferentes. A gente é mais humano quando consegue respeitar e é menos humano, mas demasiadamente humano, quando massacra aquilo que nos incomoda”, afirmou a psicanalista Luciana Saddi, mediadora da conversa.

Transitando entre a fantasia, o drama e o suspense sem se fixar em uma categoria, a produção subverte padrões de comportamento, gênero, biologia e sexualidade em cenas que causam aversão.

“É uma dúvida que o diretor arrasta pelo filme todo: quais critérios a gente usa para avaliar uma pessoa como humana ou não? Eu não tenho a resposta e acho, inclusive, que nem ela [Tina] tem”, comentou Naief Haddad, jornalista da Folha.

A cultura tem uma força de violência muito grande sobre Tina, avaliou o psicanalista Ricardo Trapé Trinca. “Ela cria marcas físicas e psíquicas que dizem ‘você é uma aberração, você tem os cromossomos alterados’.”

Em caso de pessoas que fogem aos padrões concebidos como a norma, a cultura é aquilo que lhes dá condições para que possam se reconhecer como são ou o que as impede de mostrar todas as suas potências? “Ambas as coisas”, respondeu Trapé Trinca.

Ao questionar seu pai sobre as diferenças que observa em si, Tina frequentemente recebe respostas vagas. Entre outros debates sobre a violência que podem ser lidos na obra, Luciana Saddi destacou sua presença no âmbito da familiarização, que é uma das chaves do processo da análise psicanalítica. 

“Todo processo de familiarização é muito violento, não importa se é uma adoção ou não, porque a gente é enquadrado numa cultura, numa ordem familiar ou cultural, e esse enquadro é sempre violento.”

Um ato sexual, que ocorre em um momento-chave para a descoberta da identidade da personagem e é uma das passagens mais grotescas do filme, causou desconforto no público presente, que ficou inquieto nas poltronas.

“Eu senti uma estranheza, um mal-estar, inclusive falei ‘nem sei se eu gostei'”, comentou uma mulher da plateia durante o debate sobre “Border”. “Depois, caindo as fichas, eu entendi a beleza.”

O que Gwyneth Paltrow me ensinou sobre negócios

De atriz a dona de empresa de US$ 250 milhões, ela é inspiração para todo mundo que – como eu – resolveu empreender na internet
ALÊ GARATTONI (@ALEGARATTONI)

Gwyneth Paltrow (Foto: Getty Images)

Em 2014, depois de dois anos de pausa na minha carreira no jornalismo para cuidar da minha filha, eu resolvi empreender. Em parte por conta dos efeitos da maternidade (que levam tantas mulheres a repensarem suas rotinas), em parte porque eu tenho um siricutico eterno de querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, criei uma empresa de conteúdo que unia minha formação, minhas experiências e minha paixão por escrever na internet. E nestes cinco anos meus maiores aprendizados e inspirações vieram, definitivamente, de grandes empreendedoras: Gwyneth Paltrow é uma delas!

Nunca fui super fã de cinema e pouco sabia sobre a trajetória da atriz americana, de quem eu me lembrava mais pelo vestido Ralph Lauren de tafetá rosa com o qual ela ganhou um Oscar em 1999. Também não acompanhei em 2008 o lançamento do Goop, newsletter de conteúdo que deu origem a seu super negócio, atualmente avaliado em mais de US$ 250 milhões. Mas, desde que decidi viver os altos e baixos de empreender, Gwyneth e seus ensinamentos estão sempre no meu radar. Como não se inspirar com uma mulher que criou uma marca multimilionária – que hoje tem linha de roupas, produtos de beleza, branded content, podcast, portal, evento, livros, e em breve uma série na Netflix – na cozinha de sua casa?!

O que eu aprendi com Gwyneth…

MESMO GOSTANDO DO QUE FAZ, A GENTE PODE RECOMEÇAR!
Muita gente ainda liga mudanças de carreira a insatisfação ou insucesso. Gwyneth é a prova viva de que a gente pode – e deve! – recomeçar e experimentar novos caminhos mesmo gostando do que faz. Com a expectativa de vida aumentando e o mundo cada vez mais volátil, ninguém vai ser uma coisa só a vida toda.

NÃO ESPERAR: A GENTE NÃO PRECISA DE UM NOVO CURSO, UM NOVO APRENDIZADO, UM ESCRITÓRIO OU UM BUDGET INICIAL!
Um caderninho de dicas e a mesa da cozinha de sua casa: muita gente pode imaginar que uma atriz de Hollywwod só lançaria um novo negócio com uma estrutura gigantesca, mas Gwyneth começou no formato “EUpresa” – e está aí a prova defintiva de que o lance é começar de onde está usando o que você tem. HOJE!

NOSSA HISTÓRIA É UM ATIVO DO NOSSO NEGÓCIO!
“Ahh, mas para ela é fácil, uma atriz famosa tem muitos contatos, muita exposição, fama…”. É verdade que a carreira de atriz ajudou o início do Goop em muitas maneiras. Mas ninguém precisa estar em Hollywood para ter um passado que age a seu favor – use o que construiu, sua história, seus relacionamentos, suas experiências. Um negócio é a soma disso tudo!

O QUE VOCÊ SABE TERÁ GRANDE VALOR PARA ALGUÉM
Goop nasceu porque Gwyneth queria ser a pessoa que recomendava coisas: o que, quem, onde. O que é básico ou óbvio para você pode ser a dica que o outro precisa – e quando a gente foca em ajudar uma única pessoa acaba ajudando muitas. É assim que um negócio dá certo.

NEM TODO MUNDO VAI NOS AMAR!
Nem Gwyneth é unanimidade – ninguém é, afinal! Vira e mexe os conteúdos e produtos Goop se veem em meio a polêmicas e ataques na internet. Em uma palestra em Harvard, ela disse que o crescimento de fãs faz crescer também o número de haters e que estes… fazem crescer sua audiência: “Posso monetizar esses olhos revirados!”. Haja inteligência emocional para lidar com essa fórmula, mas ela é positiva e infalível.

Moog Matriarch | Paris Strother | Dream Catcher

Paris Strother, da dupla de R&B, We Are KING, apresenta uma peça original com sintetizadores Matriarch, Moog One, Grandmother, Mother 32 e DFAM no estúdio doméstico de We Are KING em Los Angeles.

Alfonso Anton Cornelis for Style Magazine Hong Kong with Valou Weemering

Photographer: Alfonso Anton Cornelis. Stylist: Giorgio Branduardi. Hair Artist: Tetsuya Kaneko. Makeup Artist: Miki Matsunaga. Photographer Assistant: Etienne Oliveau. Stylist Assistant: Nicole Costi. Model: Valou Weemering at Elite Model Paris.

CINEMA I Estreias: Projeto Gemini, Amor Assombrado, Em Guerra, Greta, Jessica Forever, Luna, Morto Não Fala, O Pintassilgo

Will Smith em dose dupla e terror brasileiro estão entre as 12 estreias da semana

Projeto Gemini – Gemini Man. China/EUA, 2019. Direção: Ang Lee. Com: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen. 117 min. 14 anos.

Amor Assombrado
Brasil, 2019. Direção: Wagner de Assis. Com: Vannessa Gerbelli, Carmo Dalla Vecchia e Guilherme Prates. 91 min. 12 anos.
Em um bloqueio criativo, uma escritora se perde entre pessoas da vida real e as personagens criadas em seus textos.

Em Guerra
En Guerre. França, 2018. Direção: Stéphane Brizé. Com: Vincent Lindon, Mélanie Rover e Jacques Borderie. 113 min. 16 anos.
Desrespeitando acordos trabalhistas, uma empresa francesa decide fechar uma de suas fábricas. Revoltados, os funcionários se organizam em torno de seu porta-voz, que precisa se manter firme em meio à pressão do governo e de colegas descrentes no movimento. Do mesmo diretor de “O Valor de um Homem” (2015).

Eu Sinto Muito
Brasil, 2019. Direção: Cristiano Vieira. Com: Juliana Schalch, Rocco Pitanga e Wellington de Abreu. 100 min. 14 anos.
Um diretor produz um documentário sobre transtorno de personalidade borderline, caracterizado por instabilidade emocional e impulsividade. Para isso, ele acompanha pessoas que apresentaram crises recentes. Mas lidar com tais personagens se mostra complexo.

Frans Krajcberg: Manifesto
Brasil, 2018. Direção: Regina Jehá. 96 min. Livre.
O documentário mostra o lado engajado de Frans Krajcberg, polonês naturalizado brasileiro e expoente da arte ecológica, morto em 2017 aos 96 anos. Durante a vida, ele usou a arte para se manifestar por causas como a preservação da floresta amazônica.

Greta
Brasil, 2019. Direção: Armando Praça. Com: Marco Nanini, Denise Weiberg e Démick Lopes. 97 min. 18 anos.
Um enfermeiro precisa liberar uma vaga para sua amiga no hospital onde trabalha. Para isso, ele ajuda um criminoso que foi internado a fugir e o esconde em sua casa. Exibido no Festival de Berlim de 2019.

Jessica Forever
Idem. França, 2018. Direção: Caroline Poggi e Jonathan Vinel. Com: Aomi Muyock, Sebastian Urzendowsky e Augustin Raguenet. 97 min. 16 anos.
Em um futuro distópico, uma guerreira resgata jovens órfãos que vivem nas ruas, à margem da lei, e são caçados pela polícia. Selecionado para o Festival de Berlim de 2019.

Luna
Brasil, 2018. Direção: Cris Azzi. Com: Eduarda Fernandes, Ana Clara Ligeiro e Inês Peixoto. 89 min. 14 anos.
Uma jovem da periferia se torna amiga de uma colega de sala no primeiro dia de aula. Na ausência dos pais, elas passam a frequentar salas de bate-papo em vídeo na internet, usando máscaras e codinomes. A relação de confiança, porém, é abalada quando fotos de uma delas vaza pela rede, gerando uma onda de cyberbullying.

Morto Não Fala
Brasil, 2018. Direção: Dennison Ramalho. Com: Daniel de Oliveira, Fabiula Nascimento e Bianca Comparato. 110 min. 16 anos.
Um homem que trabalha em um necrotério possui o dom de se comunicar com os mortos. Quando as conversas são direcionadas a questões de sua vida pessoal, ele se torna alvo de uma maldição que ameaça sua família.

A Noite Amarela
Brasil, 2019. Direção: Ramon Porto Mota. Com: Ana Rita Gurgel. Caio Richard e Clara de Oliveira. 102 min. 12 anos.
Um grupo de adolescentes faz uma viagem para celebrar o fim do último ano do ensino médio. Mas a euforia acaba logo na primeira noite após um estranho acontecimento, que eles não conseguem discernir se foi real ou uma alucinação.

O Pintassilgo
The Goldfinch. EUA, 2019. Direção: John Crowley. Com: Sarah Paulson, Ansel Elgort e Aneurin Barnard. 149 min. 16 anos.
Um atentado terrorista no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, tira a vida da mãe de um jovem de 13 anos. Ele sobrevive e guarda consigo o quadro de um pintassilgo que resistiu à explosão. Em meio aos traumas, a pintura se torna sua única conexão com a progenitora. Baseado no livro homônimo, vencedor do Pullizer, escrito por Donna Tartt.

A Princesa de Elymia
Brasil, 2019. Direção: Silvio Toledo. 104 min. 12 anos.
Na Pedra da Gávea, na cidade do Rio de Janeiro, uma jovem encontra um portal que leva ao reino de Elymia, um mundo mágico. Ao chegar lá, descobre que possui poderes e que precisa combater bruxos, dragões e monstros.

Projeto Gemini
Gemini Man. China/EUA, 2019. Direção: Ang Lee. Com: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead e Clive Owen. 117 min. 14 anos.
Um assassino profissional que trabalha para o governo dos Estados Unidos decide se aposentar depois de uma missão de alto risco que o fez refletir sobre sua atividade. Após descobrir que mentiram a respeito deste último trabalho, ele passa a ser perseguido por um clone seu, mais jovem, que tenta matá-lo.

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Photographer: Carmen Rose. Stylist: Rosie Deschanel. Hair: Mae Taylor. Makeup: Barney Gleeson. Model: Grace at Pride Models & IMG.

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