Yulia Gorbachenko for Vogue Mexico with Charlee Fraser

Photography: Yulia Gorbachenko. Styling: JP Micallef. Hair: Peter Gray. Makeup: Tyron Machhausen. Model: Charlee Fraser.

Nobel de Literatura Olga Tokarczuk diz temer ‘autocensura’ na Polônia

A escritora, que participa da Feira do Livro em Frankfurt, avalia que seu país vive uma ‘guerra cultural’

Olga Tokarczuk

AFP – A polonesa Olga Tokarczuk, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, declarou nesta terça (15), na Alemanha, que teme o desenvolvimento da “autocensura” em seu país, onde, segundo ela, há uma “guerra cultural” entre o partido nacionalista Lei e Justiça (PiS) e a oposição.

“Não há censura oficial na literatura, mas sim um certo medo quando vejo um tipo de autocensura sendo desenvolvida na Polônia”, lamentou a escritora em coletiva de imprensa na Feira do Livro de Frankfurt.

Romancista, ensaísta, roteirista e celebridade literária em seu país, a polonesa Olga Tokarczuk nasceu em 1962 e é autora de ‘Flights’, livro pelo qual ficou conhecida mundialmente após ganhar a versão internacional do Man Booker Prize em 2018.

Thilo Schmuelgen/Reuters

Google lança Pixel 4 com câmera dupla, tela de 90Hz e sensor de movimento; Nest Mini virá ao Brasil

Confiram todas as novidades anunciadas pela gigante de Mountain View

Depois da Amazon, da Microsoft e da própria Apple, chegou a vez do Google apresentar suas armas para o fim do ano e o início de 2020. E a gigante de Mountain View veio forte: depois de meses de vazamentos (alguns até dela própria), a empresa mostrou uma linha sólida, cheia de novidades interessantes — e alguns acenos ao Brasil, inclusive. Vamos dar uma olhada em tudo.

Pixel 4

A primeira das novidades do dia, como não poderia deixar de ser, são os novos smartphones do Google. Como já é tradição na linha, o Pixel 4 e o Pixel 4 XL são idênticos em quase tudo — exceto, claro, no tamanho (físico, bateria e tela/resolução); o foco da empresa continua sendo o poder fotográfico dos smartphones e em novas tecnologias que poderão ajudar os usuários.

Google Pixel 4

Para começar, temos — pela primeira vez na linha Pixel — um sistema de câmera dupla na traseira, com uma lente teleobjetiva de 16MP e um sensor grande-angular “Dual-pixel” de 12MP. A maioria das inovações, como de costume, está no software: temos um modo Live HDR1 que traz controles duplos de exposição e uma prévia em tempo real de como ficará a imagem final; um ajuste automático de balanço de branco usa aprendizado de máquina para deixar todas as fotos com os tons mais realistas possíveis.

O famoso modo noturno (Night Sight) também ganhou melhorias, e agora conta com um recurso específico (chamado de “fotografia astral”) para capturar céus estrelados, planetas ou satélites; você pode simplesmente deixar o telefone parado por alguns minutos na posição correta e o software levará em conta fatores como rotação e translação da terra e movimentos feitos pelo próprio aparelho.

Outra inovação dos Pixels 4 está na frente — e explica a enorme borda superior dos aparelhos. O chamado Motion Sense, nome comercial daquilo que o Google outrora chamou de Projeto Soli, é basicamente um radar instalado dentro do seu telefone que detecta sua presença e abre um leque de possibilidades.

Para início de conversa, ele permite que os aparelhos tenham o sensor facial mais rápido do mercado, com o radar trabalhando com a câmera frontal para detectar o rosto do usuário antes mesmo que ele pegue o telefone nas mãos. Não há informações sobre a confiabilidade do recurso, mas considerando que ele chegou aqui para substituir completamente a leitura de digitais, é de se considerar que o Google colocou aqui tecnologias de segurança aprofundadas.

Motion Sense tem outras cartas na manga: ele permite que o aparelho saiba quando você está por perto e deixe o Always-On Display ligado somente nesses momentos. Se um alarme ou chamada está tocando e o Pixel 4 percebe que você está levando as mãos até ele, o som é diminuído. E você pode realizar gestos básicos, como deslizar a mão por cima do aparelho, para silenciar alarmes/ligações ou passar faixas num serviço de streaming.

Os novos smartphones contam, ainda, com telas OLED2 HDR de 5,7 polegadas (FHD+, Pixel 4) e 6,3 polegadas (QHD+, Pixel 4 XL) com taxa de atualização de 90Hz — colocando os smartphones próximos dos iPads Pro com telas Pro Motion (no sentido de exibir animações muito mais fluidas e realistas — no caso do tablet, estamos falando de telas com taxa de atualização de 120Hz). Temos, também, processador Snapdragon 855, 6GB de RAM3, 64GB ou 128GB de armazenamento, alto-falantes estéreo, certificação IP68 e um coprocessador neural de aprendizado de máquina.

O recurso Active Edge permite que você “esprema” as laterais do smartphone para ativar a Google Assistente — que, por sua vez, chegou no Pixel 4 em nova versão. Agora, há processamento de voz com “latência quase zero”, respostas 10x mais rápidas e várias novas técnicas, como a habilidade de “assumir seu lugar” quando você é colocado na espera em uma chamada (a assistente simplesmente lhe enviará uma notificação quando você for atendido). Ela também tem novas integrações com apps nativos e processa comandos no próprio aparelho, em vez da nuvem.

Os novos smartphones partirão de US$800 (Pixel 4) e US$900 (Pixel 4 XL) nas cores “Just Black” (preto), “Clearly White” (branco). e “Oh So Orange” (laranja, edição limitada). As pré-vendas começam hoje, e as vendas serão iniciadas nos Estados Unidos na próxima quinta-feira (24/10) pelas maiores operadoras do país — fato inédito para o Google, que sempre preferiu trabalhar com uma ou duas telefônicas.

Será que o Pixel 4 vem para o jogo?

Pixel Buds

O Google apresentou também a nova geração dos seus novos fones de ouvido sem fio — que, agora, são totalmente sem fio, sem um cordão ligando as duas pontas. Os novos Pixel Buds contam com uma nova conexão Bluetooth de longa distância, que permite usá-los a até três cômodos ou um campo de futebol de distância do seu smartphone; em aparelhos rodando o Android 6.0 ou superior, é possível conectar os fones com apenas um toque.

Google Pixel Buds

Os fones também contam com todos os tipos de truques de software. Sensores detectam quando os Pixel Buds são retirados do seu ouvido, e outros conseguem “ler” sua voz por meio do movimento da sua mandíbula para assegurar que seus comandos para a Google Assistente serão entendidos mesmo em ambientes barulhentos. Falando nela, a assistente é profundamente integrada aos fones e pode ser acessada com um simples comando de voz.

Os Pixel Buds contam com uma superfície sensível ao toque para controle de músicas, chamadas e volume; o design dos fones é in-ear, mas uma abertura na parte inferior permite a passagem de sons do ambiente. Ah, e em mais um truque de software, os fones conseguem detectar quando alguém está falando com você e abaixam o volume automaticamente.

Em termos de bateria, os fones duram 5 horas com uma carga; combinando isso com as recargas fornecidas pelo estojo, temos 24 horas de uso; os Pixel Buds trazem, ainda, resistência a água e suor. O único problema é a disponibilidade: segundo o Google, os fones serão lançados somente entre março e junho de 2020, por US$180.

Nest Mini

O pequeno Nest Mini (nova versão do Google Home Mini, agora que a nomenclatura “Google Home” foi descontinuada) também foi anunciado no evento de hoje, e a sua maior novidade — para nós, brasileiros, pelo menos — é que o dispositivo será o primeiro alto-falante inteligente do Google a desembarcar na nossa querida república; já está no ar uma página em português referente ao produto, afirmando que ele estará disponível por aqui “em breve” e convidando os usuários a entrar numa lista de espera.

Google Nest Mini

Mesmo quase idêntico ao seu antecessor, o Nest Mini tem algumas novas cartas na manga. O som, por exemplo, está muito melhor, com reprodução de tons graves até 2x melhor; temos, agora, três microfones (contra os dois de antes) para lhe ouvir de qualquer lugar. O processador é mais rápido e permite que você conecte vários alto-falantes pela casa, criando um único sistema de som; um sensor de presença faz com que o Nest Mini se ilumine quando você se aproxima para controlar seu volume.

O acessório também é capaz de detectar o barulho do ambiente e aumentar ou diminuir o volume da reprodução para que você ouça a assistente ou sua música mesmo que algum ruído surja na sua presença. Além disso, o Nest Mini conta ainda com um suporte embutido para que você o acople na parede, como um quadro, e tem sua cobertura de tecido feita 100% com garrafas plásticas recicladas.

O Nest Mini será lançado, nos EUA, na próxima terça (22/10) por US$50. Ainda não há informações sobre o preço do dispositivo no Brasil, mas ficaremos atentos.

Nest Wifi

O Google também combinou sua Assistente com roteadores: com os novos Nest Wifi, você pode configurar sua internet doméstica com dispositivos estrategicamente localizados (por meio das chamadas redes mesh, ou de malha) que, adivinhem, também respondem aos seus comandos de voz, respondem perguntas e realizam tarefas.

Google Nest Wifi

Temos um dispositivo principal, o Router (Roteador), que pode ser conectado aos Points (Pontos), dispositivos secundários que estendem o alcance da sua rede Wi-Fi para outros lugares da casa. Uma combinação de um Router e um Point é suficiente para cobrir uma casa de 350m², por exemplo — mas vale notar que apenas o Point conta com a Google Assistente embutida.

A Assistente, aliás, poderá ser utilizada aqui para controlar a rede doméstica com uma ajudinha do app Google Wifi. Você pode, por exemplo, pedir que ela “pause a internet das crianças” na hora de dormir.

O Nest Wifi será vendido em pacotes, todos com um Router: o kit com duas peças sairá por US$270, enquanto o pacote com um trio de dispositivos custará US$350; os aparelhos são retrocompatíveis com os roteadores Google Wifi e serão lançados nos EUA no dia 4 de novembro. Não há, ao contrário do Nest Mini, menção sobre lançamento no Brasil.

Pixelbook Go

Acham que acabou? Pois o Google apresentou também o Pixelbook Go, o Chromebook mais acessível já feito pela empresa. Partindo de US$650, o portátil tem design ultrafino e especificações satisfatórias — incluindo uma tela de 13,3 polegadas (que, dependendo da configuração, pode ser Full HD ou 4K), processadores Intel m3, Core i5 ou i7, 8GB ou 16GB de RAM e armazenamento entre 64GB e 128GB. O modelo com tela Full HD aguenta 12 horas longe da tomada.

Google Pixelbook Go

Ao contrário das criações anteriores do Google, não temos aqui uma tela conversível nem nada do tipo; o Pixelbook Go é um laptop e apenas isso. Mas ele tem seus charmes, como uma parte de baixo texturizada (pensada para que você carregue o computador nas mãos com mais firmeza), uma dupla de alto-falantes estéreio e um trackpad multitouch de tamanho generoso. Ele roda, claro, o Chrome OS.

O Pixelbook Go já está em pré-venda nos EUA, na versão preta (a versão rosa será disponibilizada em breve), e chegará às prateleiras do país no dia 28 de outubro.

Stadia

Por fim (ufa!), o Google anunciou a data de lançamento da sua plataforma de jogos por streaming. O Stadia chegará no dia 19 de novembro nos seguintes países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Noruega, Países Baixos, Reino Unido e Suécia. Ainda não há informações sobre o Brasil.

Nos EUA, o Stadia Pro custará US$10 mensais, com acesso à biblioteca de jogos (que desde já conta com títulos renomados como Red Dead Redemption 2, Destiny 2 e Assassin’s Creed Odyssey), transmissão 4K a 60FPS, HDR e som surround 5.1.

Seu progresso nos jogos é salvo na nuvem e acessível em qualquer dispositivo compatível. No ano que vem, jogadores poderão também usufruir do Stadia gratuitamente, num modelo onde os jogos serão adquiridos de forma individual (neste caso, a jogatina será limitada a 1080p).

Um kit de acesso, chamado “Founder’s Edition”já está sendo vendido pelo Google por US$130 e conta com uma unidade do Chromecast Ultra, um controle azul-marinho e duas assinaturas de três meses do Stadia Pro; quem adquirir esse pacote poderá acessar a plataforma já no dia da estreia. [MacMagazine]

VIA 9TO5MAC

Três mulheres e um truque de styling para te inspirar: o escarpin amarelo flúo

Tracee Ellis Ross, Victoria Beckham e Margot Robbie vão te convencer de que o arremate perfeito para qualquer look não precisa ser sem graça

Tracee Ellis Ross (Foto: Instagram Tracee Ellis Ross/ Reprodução)

A febre dos tons neon que energizou os looks dos fashionistas em 2018 pode ter dado espaço a tons terrosos e neutros, mas isso não quer dizer que as cores caprichadas nos megawatts saíram de cena.

Muito pelo contrário: são elas que ainda contribuem com bem-vindos pontos de cor nos looks desta temporada, mostrando-se mais versáteis do que você imaginava. Duvida?

Pois três famosas te mostram aqui que um escarpin amarelo flúo pode ser o complemento perfeito, qualquer que seja seu estilo.

Victoria Beckham e o ponto de cor nos pés

Victoria Beckham (Foto: BACKGRID)

Os tons neon como pontos de cor isolados nos looks são o truque de styling favorito das fashionistas que se renderam a cores mais sóbrias nesta próxima estação. 

Acertando mais uma vez no aerolook e na alfaiataria, Victoria Beckham é a inspiração perfeita para seus looks de meia estação ao combinar a calça cáqui, suéter azul e blazer xadrez com um par de escarpins amarelo flúo.

Margot Robbie e a alfaiataria monocromática

Margot Robbie (Foto: Getty Images)

A bordo de um terno Attico, Margot Robbie mostra que o monocromatismo aliado à alfaiataria é a atualização perfeita para quem ainda não encerrou seu relacionamento com cores flúo. Seu segredo é apostar em peças de corte clássico e atemporal e beleza bem cool e radiante.

Tracee Ellis Ross e o neon + neon

Tracee Ellis Ross (Foto: Instagram Tracee Ellis Ross/ Reprodução)

Em um look da neolabel de Sterling Ruby, Tracee Ellis Ross é a inspiração para quem gosta de looks ultracoloridos e com pegada pop. O par da modelo, de PVC com pontos de cor amarelo flúo, é made in Brazil, e faz parte da coleção da Schutz.

Para quebrar a profusão de tons acesos? Um bom batom vinho e bolsa preta.

Jennifer Aniston cria perfil no Instagram; veja primeira foto publicada por ela

Atriz causou furor ao surgir na rede social e postar foto com os amigos do elenco de ‘F.R.I.E.N.D.S’

Jennifer Aniston postou primeira foto em sua conta do Instagram (Foto: Instagram/ Reprodução)

Jennifer Aniston já afirmou em entrevistas que não é muito fã de redes sociais, mas finalmente parece que a atriz mudou de ideia. Isso porque um @ com o nome da atriz surgiu comentando fotos de amigos famosos, no Instagram.

Durante a manhã de terça-feira (15.10), o perfil Comments by Celebrities, que compila essas trocas de mensagens geralmente divertidíssimas, sugeriu que a estrela de Hollywood já estivesse dando as caras na rede de compartilhamento de imagens e, momentos depois, a conta foi verificada.

A notícia causou furor e Jennifer logo postou a primeira foto – o que deixou muita gente feliz. A imagem em questão é de um encontro recente dela com os amigos e colegas de elenco de F.R.I.E.N.D.SCourteney CoxLisa KudrowMatt LeBlancMatthew Perry e David Schwimmer.

“Agora somos amigos de Instagram também”, escreveu na legenda. Ela, inclusive, já tem seguidores famosos como Jessica Biel e Demi Moore.

Unicórnios e dragões como inspiração para a moda de Gloria Coelho

Estilista fala sobre sua carreira e a coleção que apresenta na quinta na SPFW
Entrevista com Gloria Coelho
Maria Rita Alonso, O Estado De S.Paulo

Misticismo. Gloria, em seu ateliê, ao lado de uma modelo com look de seu próximo desfile que é inspirado em vários filmes Foto: JF Diorio/ Estadão

No casamento improvável entre técnica e intuição, habitam as criações de Gloria Coelho. Do alto de seus mais de 45 anos de história na moda brasileira, a estilista ainda encara o ofício com a mesma curiosidade de quando começou. Fã de Game of Thrones, de astrologia e de arquitetura urbana, ela mistura referências díspares em suas roupas, ao mesmo tempo em que mantém uma identidade muito bem construída em cada peça. 

Para seu próximo desfile do SPFW, marcado para quinta-feira, na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), Gloria parece ter feito um exercício de criatividade ainda mais interessante, partindo de um mix que une criaturas místicas a um passeio por entre os elementos mais simbólicos de cada década da moda. A coleção tem cores vibrantes como o pink – pouco comum em suas últimas apresentações -, estampas florais e texturas que imitam pele de dragão, inspirado no livro Necromane: a conquista do Planeta dos Dragões e o Bestiário das Criaturas por Ricardo Gontijo.

Sua consciência intelectual, aliada a um forte interesse – e entendimento – da cultura pop, aproxima Gloria Coelho do que faz a italiana Miuccia Prada na Prada. Criadoras longevas, ambas são mestras em combinar elementos aparentemente antagônicos, confundindo ao mesmo tempo em que capturam a atenção do espectador. Coisa de quem não briga com os fatos, mas os domina. De quem entende o espírito destes tempos. A seguir, trechos da entrevista ao Estado

Gloria Coelho
Para seu desfile do SPFW Gloria Coelho fez um exercício de criatividade interessante, partindo de um mix que une criaturas místicas a um passeio por entre os elementos mais simbólicos de cada década da moda Foto: JF Diorio/ Estadão

Você é uma das poucas estilistas que quase nunca pularam uma edição de SPFW. Como explica essa longevidade e constância na marca?

Eu pulei só uma edição. Eu amo o que eu faço. E quando a gente ama o que faz, não para de fazer. 

Lá fora e aqui, há um questionamento sobre a importância das semanas de moda hoje. Como você vê isso?

Para mim, um desfile representa a organização dos meus seis meses. Um cronograma para que os lojistas façam o pedido, para chamar os clientes, dar informação para todos os veículos. É importante também para saber o que vai ter no mercado. 

Você vê uma mudança nesse formato no futuro?

É difícil falar, mas acho que haverá mudança em tudo, inclusive, nas roupas. Acho que vamos ter roupas holográficas. Tem gente também fazendo construções enormes na impressora digital, não só roupa. Para mim, criar uma apresentação ainda é gostoso demais, mas você vai ter novas maneiras de fazer isso.

Muito se fala sobre a importância de o desfile ser um show, e você desfila há anos em um palco [no teatro da Faap, em São Paulo]. Como faz essa relação?

Todo mundo gosta de desfile. Às vezes vejo desfiles de marcas que são muito ricas, cheios de luzes, de quadros, e fica horrível. O importante é a roupa. Você tem que limpar tudo e mostrar a roupa. Quanto mais você mostrar de que maneira você pode usar aquela roupa, o que está propondo com aquilo, melhor fica.

A busca por peças mais duráveis, em um movimento antifast fashion, acabou resgatando a moda dos anos 1990, que era minimalista e de certa forma espelha muito a sua criação. Como vê isso?

A turma de estilistas que eu gosto fez desfiles superesquisitos, retrô. E eu não gosto de ser retrô. Nesta coleção, a gente misturou todas as décadas, 60, 70, 80, 90 e 2000, para criar uma coisa nova. Pegou as características de cada década e jogou num liquidificador. Por exemplo, um vestido com cauda dos anos 70, mas ombro da década de 80, que resulta numa estética 2000. Agora, a gente está criando 2020. Então eu não acredito em fazer algo retrô. 2020 não é retrô, já tem uma cara nova. A data 2020 remete a uma ideia de futurismo. Em Guerra nas Estrelas dos anos 1980, a princesa Leia tinha um blush marcado, aquele penteado. Nos novos filmes, a protagonista usa uma camiseta assimétrica, uma bermuda e nada de maquiagem. Um naturalismo absurdo. Matrix tinha razão. Você está na matriz, mas você faz parte de um sistema todo lesado, com roupas simples, naturais, um primitivismo. O cinema mostra muito isso.

Você segue correntes distintas. Mistura não só as décadas como costuma combinar referências díspares, como do universo da ficção científica, do misticismo… 

Tenho paixão por unicórnio, por todos os filmes de dragões. Harry PotterGame of ThronesPokémon. Nessa coleção, as estampas são imagens do livro infantil Necromane, de Ricardo Gontijo, sobre dragão. As joias também são inspiradas em dragões. Também quisemos recriar a pele de dragão, como em telas ou em dois echarpes de matelassê.

Como é seu processo criativo?

Quando acaba o desfile, a gente tem um mês para fazer lookbook, catálogo, conteúdo para Instagram. Mas a gente nunca para, porque tem coisas que já está pensando para as próximas. O cinema também estimula muito, essas coisas fantasiosas. Game of Thrones foi superimportante para a moda, as roupas são muito fortes, características de 2020. Essas histórias com dragão, eu queria que fossem verdade. É um absurdo que não exista dragão, eu queria ter um dragão. 

Um modo de produção mais sustentável é pauta urgente na moda. Como você trabalha isso na sua marca?

Não tem mais volta, é uma obrigação ser sustentável. Tudo o que a gente faz é pouco ainda. A pessoa vai continuar casando, sendo madrinha. Mas o tecido vai ser o que menos agride o planeta, você vai desenhar seu molde e a roupa vai sair sem resíduo extra. Mas é preciso começar de algum lugar. Eu li que o dono da Zara disse que até 2025 todas as suas coleções vão ser totalmente sustentáveis. E se ele fizer, toda a cadeia vai fazer.

COLABOROU NATÁLIA GUADADNUCCI

Remini: app usa inteligência artificial para recuperar fotos antigas

App que fez sucesso no Dia das Crianças aumenta nitidez e contraste de imagens em baixa qualidade; lista de permissões necessárias reacende discussões sobre armazenamento de dados
Por Ana Luiza de Carvalho – O Estado de S. Paulo

Aplicativo usa algoritmo para ‘limpar e restaurar’ imagens antigas

Com o lema “Brings memories back to life” (ou “Traga memórias de volta para a vida”, em tradução livre), o aplicativo de fotos Remini teve um ‘boom’ de popularidade na última semana. Não é à toa: às vésperas do Dia das Crianças, muitos usuários usaram o app para recuperar fotos antigas da infância, manchadas e com baixa qualidade. Isso porque o aplicativo usa um sistema de inteligência artificial para aumentar a nitidez e resolução das fotos e resolver pequenas falhas como ‘riscos’ nas imagens. 

O Remini está disponível na Play Store, loja de aplicativos do Android, e também na loja do iOS.  Além do melhoramento de imagens antigas, o app tem outros recursos, como o face mash up —que mistura diferentes rostos em uma cara só—, uma ferramenta que transforma fotos em desenhos e outra que colore fotos em preto e branco.

O aplicativo funciona com base em ‘créditos’: a versão gratuita permite três melhoramentos de imagem por dia. A partir disso, é preciso assinar o recurso Pro da ferramenta, que vende créditos a partir de US$ 4,99 (com 7 usos extras) até US$ 99,99 (com 230 créditos).

Uso de dados pelo app é questão nebulosa

Para utilizar as ferramentas do Remini é necessário fazer um registro no aplicativo  – o cadastro pede apenas e-mail e senha. Nos termos de privacidade, porém, o Remini deixa claro que as imagens são armazenadas em um banco de dados, o que reacende discussões sobre privacidade dos usuários e uso indevido de informações pessoais. 

Há poucas semanas, o aplicativo FaceApp, utilizado para envelhecer fotos de usuários, foi alvo de polêmicas por ser um repositório de reconhecimento facial e chegou a ser questionado pelo Senado americano.

Os termos de privacidade e uso do Remini afirmam que ele é desenvolvido pela Dagong Technology (ou Dayu Technology), empresa com sede em Pequim, na China. De acordo com o texto, o Remini não compartilha informações com terceiros sem a permissão do usuário, ‘a não ser nos casos indicados’. 

O aplicativo, porém, é pouco preciso em relação a quais são as circunstâncias de compartilhamento de dados. Uma das alternativas citadas é a requisição de informações pela Justiça, para segurança pessoal dos usuários. Além disso, o app cita explicitamente a análise de dados para desenvolvimento de produtos e serviços da própria empresa.

De acordo com o segundo artigo dos termos de uso, o app é regido pelas leis da República Popular da China – o que já gerou muita polêmica com outras empresas do país, uma vez que o governo pode requerer acesso às bases de dados das companhias que funcionam por lá. Já no quarto artigo dos termos e condições de uso, o Remini garante que usa uma ‘variedade de tecnologias de segurança’ e que a base de dados inclui informações como nome completo, número do celular do usuário e seu endereço IP. 

Mesmo em meio à falta de clareza com as implicações de privacidade sobre o uso do Remini, alguns usuários já se posicionaram quanto à questão nas redes sociais: 

Richie Hawtin – Apple Music Lab: CLOSER Masterclass & Live Performance (Full Version – Milan)

Para mim, tocar música é se comunicar com as pessoas na pista de dança e compartilhar minha paixão pela música eletrônica. No entanto, também adoro compartilhar minhas experiências e pensamentos sobre o que impulsiona e inspira minha criatividade, como nas séries de apresentações da Apple que fiz recentemente focando no CLOSE live e no meu novo lançamento combinado CLOSE.

Aqui está a apresentação completa da loja da Apple em Milão. Espero que você goste. Ansiosos para ver todos no CLOSE no Amsterdam Dance Event na próxima semana – Richie Hawtin CLOSE & Modeselektor LIVE // ADE

#TodayAtApple #CLOSEcombined #RichieHawtin