Juli Balla for Grazia Italy with Rosie Tupper

Photography: Juli Balla. Fashion Direction: Aileen Marr. Fashion Assistant: Patrick Zaczkiewicz. Hair: Kenneth Stoddart. Makeup: Desiree Wise. Model: Rosie Tupper at Img.

Facebook busca trégua com jornais ao lançar serviço de notícias

Acusada de afetar os negócios da imprensa, empresa vai pagar jornais para exibir reportagens a usuários; teste começa nos EUA
Por Mike Isaac e Mark Tracy – The New York Times

Mark Zuckerberg e Robert Thompson, presidente da News Corp., falam sobre iniciativa jornalítisca da rede social 

O Facebook e a indústria editorial são amigos há tempos, mas é uma relação de fachada: às vezes, há união, mas a competição é mais presente. Nos EUA, os dois lados formaram uma trégua incerta ontem, quando a empresa divulgou o Facebook News, sua mais recente incursão em publicações digitais. O produto é uma nova seção do aplicativo móvel da rede social dedicada inteiramente ao conteúdo de notícias, no qual a empresa aposta para trazer usuários de volta ao site regularmente para consumir notícias.

O Facebook News trará matérias de uma série de publicações, incluindo The New York TimesThe Wall Street Journal e The Washington Post, além de sites como Buzzfeed. Algumas histórias serão selecionadas por uma equipe de jornalistas profissionais, enquanto outras serão adaptadas aos interesses dos leitores ao longo do tempo usando a tecnologia de aprendizado de máquina do Facebook.

“Sentimos uma responsabilidade porque obviamente há a consciência de que a internet trouxe perturbação ao modelo de negócios do setor de notícias”, disse Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, em entrevista. “Criamos uma maneira diferente de fazer isso, que acreditamos ser melhor e mais sustentável”.

O Facebook pagará por uma variedade de conteúdo de dezenas de publicações – incluindo alguns acordos na casa dos milhões de dólares. O esforço foi elogiado. “Mark Zuckerberg parece comprometido em garantir que o jornalismo de alta qualidade tenha um futuro viável e valorizado”, disse Robert Thomson, presidente executivo da News Corp., que controla a Fox, em comunicado. “É absolutamente apropriado que o jornalismo de alta qualidade seja reconhecido e recompensado.”

Entre tapas e beijos

O relacionamento entre o Facebook e as grandes publicações tem sido tenso. Como o Facebook e o Google dominam o mercado de publicidade online, absorvendo até 80% da receita, as empresas jornalísticas veem os gigantes da tecnologia como uma limitação às suas expansões digitais.

Ao longo dos anos, o Facebook cortejou as publicações por meio de diferentes iniciativas de jornalismo, como o a ferramenta de vídeos ao vivo Facebook Live e os Instant Articles – um produto no qual os editores forneciam artigos que apareciam na íntegra na rede social. 

Mas essas relações azedaram quando o Facebook mudou sua estratégia, deixando as publicações se sentindo insultadas quando a rede social mudou de planos. Depois de promover fortemente parcerias para projetos de vídeo, por exemplo, o Facebook decidiu não renovar alguns acordos de vídeo com editores, com efeitos catastróficos. A Mic, uma editora digital com o objetivo de atingir aos jovens, foi forçada a colocar-se à venda por uma avaliação abaixo do mercado, depois que seu acordo não foi renovado pelo Facebook.

Zuckerberg admitiu a tensão entre a rede e as empresas e disse que experiências passadas mudaram sua abordagem. “Não será algo passageiro: os acordos são de vários anos”, disse ele. “Elaboramos uma fórmula agora pela qual poderemos pagar de forma sustentável pelo conteúdo.” / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

Felicity Huffman deixa a prisão antes de concluir pena

Atriz havia sido condenada a 14 dias de detenção por seu envolvimento no escândalo de admissões em uma universidade
Agências, AFP

Felicity Huffman deixa a prisão após escândalo em faculdade nos EUA — Foto: Reuters/Katherine Taylor

A atriz americana Felicity Huffman foi libertada nesta sexta-feira, 25, de uma prisão federal na Califórnia pouco antes de cumprir os 14 dias de condenação por seu envolvimento no escândalo de admissões em uma universidade.

Huffman, de 56 anos e famosa por seu papel em Desperate Housewives, completaria a sentença no domingo em um centro de segurança mínima em Dublin, a 56 km de San Francisco. No entanto, a atriz foi libertada da custódia da Agência Prisional sob a política de “libertação de presos antes de um fim de semana ou feriado legal”, afirmou a agência federal à AFP.

Os 14 dias de prisão fazem parte de sua sentença após se declarar culpada de pagar 15 mil dólares ao chefe de uma empresa especializada em exames de admissão na universidade para que o resultado de sua filha fosse melhorado, no quadro de um grande escândalo de suborno para garantir acesso a universidades de prestígio dos Estados Unidos.

A juíza Indira Talwani também condenou a atriz indicada ao Oscar e esposa do ator William H. Macy a um ano em liberdade condicional, uma multa de 30 mil dólares e 250 horas de trabalho comunitário.

Um total de 50 pessoas foram acusadas neste caso, incluindo 33 pais ricos. Outra celebridade envolvida é a atriz Lori Loughlin, da série Três é Demais. Tanto Loughlin como seu marido alegam inocência.

O chefe do esquema, William Rick Singer, que teria recebido cerca de 25 milhões de dólares em subornos, se declarou culpado e cooperou com as autoridades, inclusive denunciando secretamente seus clientes, entre eles Huffman. De acordo com a promotoria de Massachusetts, Singer chegou a arrecadar até 6,5 milhões de dólares para garantir a admissão, através de armadilhas ou subornos para instrutores, para recrutar estudantes sem habilidades esportivas.

Nenhum estudante e nenhuma universidade foi acusado no âmbito deste escândalo, que envolve as prestigiadas universidades de Yale, Stanford, Georgetown, Wake Forest, Universidade do Sul da Califórnia (USC), Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e a Universidade do Texas em Austin.

Margaret Atwood é homenageada pela rainha Elizabeth no Castelo de Windsor

Criado em 1917, o prêmio é dado àqueles que fizeram ‘uma grande contribuição às artes, ciência, medicina ou governo que perdura por um longo período de tempo’
O Estado e Reuters

Margaret Atwood acaba de se tornar membro da Ordem de Companheiros de Honra da Inglaterra Foto: Aaron Chown/Pool via Reuters

Margaret Atwood aumentou sua longa lista de homenagens, nesta sexta-feira, 25, ao se tornar membro da Ordem de Companheiros de Honra por seus serviços à literatura, em um cerimônia no Castelo de Windsor, no Reino Unido. A autora canadense de 79 anos, que escreveu o romance distópico best-seller O Conto da Aia, de 1985, disse ter ficado “comovida” ao receber a homenagem da rainha Elizabeth, de 93 anos. 

O Conto da Aia foi adaptado com grande sucesso para a TV e The Handmaid’s Tale já foi renovada para a quarta temporada. A história se passa em um futuro próximo, no qual o estado da Nova Inglaterra foi desmantelado por um golpe teocrático do qual nasceu Gilead, regime tirânico que impõe castigos brutais e o estupro é um mandato do novo Estado, em meio a uma crise de infertilidade.

“Fiquei um pouco comovida. Você está contemplando muita história, e sou velha o suficiente para lembrar muito desta história”, disse Margaret Atwood à agência de notícias PA Media após a cerimônia, segundo uma citação da mídia britânica.

“Ela foi brilhante na guerra… quando você vê a rainha com essa idade e o cronograma que ela cumpre, é uma inspiração para todos, você segue em frente”.

Mais tarde Atwood posou para fotos diante do Castelo de Windsor.

Criado pelo rei George 5º em 1917, o prêmio é dado àqueles que fizeram “uma grande contribuição às artes, ciência, medicina ou governo que perdura por um longo período de tempo”. Segundo o site oficial da realeza, sempre existem 65 membros contemplados pela honraria.

Entre os atuais estão a atriz Maggie Smith, o ex-primeiro-ministro britânico John Major e a historiadora canadense Margaret MacMillan.

Ainda neste mês, Atwood conquistou o prestigioso prêmio literário Booker Prize, que dividiu em uma ocasião rara com a autora britânica Bernardine Evaristo, por The Testaments, a sequência de O Conto da Aia.

Marvel vs. Scorsese e Coppola: estúdio esbarra com inimigos de peso em seu caminho

No centro da polêmica que movimentou Hollywood nas últimas semanas, fica a seguinte questão: será que o cinema é feito só de bilheteria?
Jake Coyle/ Associated Press, Agências

‘Vingadores – Ultimato’ foi um grande sucesso comercial, se tornando, neste ano, a maior bilheteria do cinema, posto que era ocupado pelo ‘Avatar’ de James Cameron Foto: Disney/ Marvel/ Divulgação

NOVA YORK – Não é exatamente novidade o fato de alguns dos maiores cineastas do mundo protestarem contra o boom de filmes de super-heróis e o enorme lugar que vêm ocupando na nossa cultura cinematográfica. Mas comentários recentes feitos por Martin ScorseseFrancis Ford Coppola foram recebidos como uma bravata antes de uma luta de boxe.

“Num canto o campeão mundial das bilheterias, os estúdios Marvel, o  ‘incrível estúdios Hulk’, e do outro lado o realizador de 76 anos de épicos católicos e clássicos policiais”, Martin ‘Touro Selvagem Scorsese!”. Houve muito alvoroço depois que Scorsese, em uma entrevista a uma revista no início do mês, insinuou que os filmes da Marvel não são cinema, mas “algo diferente”: atrações de parques temáticos desinteressadas em “transmitir emoções que motivam psicologicamente outro ser humano”.

Coppola também se expressou a respeito no fim da semana, ao afirmar à imprensa na França, quando recebeu o Prix Lumière, que Scorsese não só tinha razão, mas não foi longe o suficiente. Os filmes da Marvel são “desprezíveis”, afirmou. “Ele tem razão, pois esperamos aprender algo com o cinema, esperamos ganhar algo. Um pouco de iluminação, adquirir algum conhecimento”, afirmou Coppola.

Os inúmeros fãs dos filmes da Marvel, como cavaleiros do século 19, ficaram ofendidos e levaram sua causa para as redes sociais como se tivessem sido desafiados para um duelo. Foram apoiados por alguns dos realizadores de filmes da Marvel, como James Gunn, diretor de Guardiães da GaláxiaJoss Whedon, que dirigiu Os Vingadores e Taika Waititi, diretor de Thor:Ragnarok.  Waititi ironicamente sublinhou que seu filme “está nos cinemas”.

 E não seria um tumulto real se Ken Loach não se envolvesse também. O cineasta britânico de 83 anos se uniu ao debate ao afirmar à Sky News que os filmes da Marvel “são um exercício cínico” e produtos básicos como os hambúrgueres. Muitos se perguntam o que diriam as grandes lendas do cinema que já morreram. O que Hitchcock diria de Homem Aranha de Volta à Casa?  John Ford acharia que Vingadores, Ultimato, é longo demais?”.

Martin e Francis
Na esquerda, Francis Ford Coppola e na direta, Martin Scorsese. Os diretores iniciaram uma grande polêmica após criticarem abertamente os filmes da gigante Marvel Foto: AP

Apesar dessa recente discussão midiática, a aprovação ou desaprovação dos filmes do estúdio já dura uma década. Por mais que os seguidores fervorosos da companhia de histórias em quadrinhos queiram acreditar o que é o contrário, nem todo mundo é fã dela. O modo como são produzidos os filmes, como uma linha de montagem, na verdade é uma nova evolução no tipo de controle dos estúdios que sempre desempenharam um papel importante nas produções de Hollywood. Sabe-se muito bem que os diretores com frequência são convidados para um filme da Marvel com a promessa de que o estúdio se encarregará das grandes cenas de ação, eles têm apenas de produzir o resto.

A visão global planejada pelo diretor criativo dos estúdios Marvel, Kevin Feige, teve um sucesso incomum. Mas nem os 20 milhões de ingressos vendidos podem competir na realidade com O Poderoso Chefão ou Taxi Driver. Embora alguns queiram decidir o debate apresentando o montante arrecadado nas bilheterias, existem outras medidas métricas mais significativas.

Há seis anos Steven Spielberg previu a implosão de Hollywood devido à profusão de filmes de enormes orçamentos. Spielberg, cujo filme Tubarão contribuiu para o nascimento do cinema moderno dos blockbusters, também sublinhou que a cultura cinematográfica inevitavelmente se move em ciclos. “Chegará um momento em que os filmes de super-heróis seguirão o caminho dos filmes de faroeste”, disse ele à AP.

Christopher Nolan, cujo filme Batman O cavaleiro das Trevas é considerado o maior triunfo do gênero, disse que já não está mais interessado em filmes de franquias devido à maneira como hoje são produzidos. “O panorama cinematográfico mudou desde que comecei a realizar os filmes de Batman. Quando estávamos produzindo a trilogia acho que era mais fácil para um cineasta na minha posição expressar uma visão mais pessoal do que quando se trata de uma franquia”.

Os fervorosos simpatizantes da Marvel dirão que grande parte da atração dos filmes do estúdio é que todos se sentem parte de uma mesma peça. São todos tão similares que Gwyneth Paltrow nem sequer consegue lembrar em quais ela apareceu.

Não significa que a expressão pessoal não se destaque num filme da Marvel. Como ocorre com qualquer outro gênero de filme, os cineastas podem criar algo individual. Seria difícil subestimar a anarquia cósmica em Os Guardiães da Galáxia, de Gunn, as inúmeras indicações ao Oscar no caso de Pantera Negra, de Ryan Coogler ou a desconstrução O Homem Aranha – Um Novo Universo.

Ken Loach
Ken Loach também deu opinião negativa sobre os filmes produzidos pelo estúdio Foto: Stephane Mahe/ Reuters

Mas – e este é o ponto principal evocado por Scorsese e Coppola – há muito mais do que isso. O universo cinematográfico real é muito mais vasto do que o “universo cinematográfico Marvel”. E eles gostariam que o foco na Marvel fosse desviado para outros lugares.

“Há uma geração que pensa que cinema é bilheteria”, afirmou Scorsese à AP, em junho na estreia do documentário Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story. O que mais o incomoda, disse, é ver inúmeros cinemas projetando em suas 11 ou 12 salas uma única película (como Vingadores Ultimato).

“Temos de lutar contra essa prática de lotar o mercado com um blockbuster. O filme regular, que é deslocado, tem de ir para algum lugar. É preciso. Sabe a razão? Porque vai ter gente que irá assisti-lo”.

A preocupação com a morte do “filme regular” é justificada. Nove dos 10 filmes de maior bilheteria este ano foram continuações e remakes de quadrinhos (a única exceção foi Us, de Jordan Peele) e este tem sido o caso há anos. A Netflix e outros serviços de streaming estão, no momento, financiando uma grande porcentagem de filmes originais de grande orçamento no setor, incluindo um novo trabalho de Scorsese, O Irlandês(Tradução de Terezinha Martino)

Ralph Lauren considera ‘emocionante’ documentário sobre sua história

‘Very Ralph’, da HBO, conta a vida do estilista desde a infância no Bronx, em Nova York, até a abertura de lojas em todo o mundo
YAHAIRA JACQUEZ – REUTERS

O estilista Ralph Lauren e a mulher dele, Ricky Anne Loew-Beer, na premiere mundial do documentário ‘Very Ralph’, da HBO. Foto: Angela Weiss/AFP

O estilista norte-americano Ralph Lauren se considera uma pessoa discreta. Por isso, permitir acesso de câmeras para sua vida e seu império da moda para o documentário Very Ralph, da HBO, foi desafiador. “Às vezes, quando prestei atenção, foi difícil”, disse Lauren. “Mas eu tentei ignorar.”

O documentário, que conta a vida de Lauren de sua infância no Bronx, em Nova York, até a abertura de lojas em todo o mundo, foi exibido em uma festa de estreia no Museu Metropolitano de Arte de Nova York nesta quarta-feira, 23, com participação dos nomes mais conhecidos da moda e do entretenimento.

Entre os presentes na homenagem ao estilista, ainda diretor-executivo e chefe de criação da grife Ralph Lauren, estavam Bruce Springsteen, Martha Stewart, as modelos Lily Aldridge e Karlie Kloss, Ansel Elgort, Michael J. Fox e a estilista Vera Wang.

“Ele é um grande herói americano”, disse Wang. “Ele realmente levou a experiência americana para todo o mundo e duvido que isso seria possível de ser reproduzido hoje”, completou.

Assista abaixo ao teaser de Very Ralph:

Ralph Lauren e Friends

No ano em que Friends completou 25 anos, a marca de Ralph Lauren lançou uma coleção especial inspirada em Rachel Green, personagem do seriado interpretada por Jennifer Aniston.

O vínculo entre a grife e a produção televisiva não é tão surpreendente. Na série, Rachel trabalha para a Ralph Lauren durante algumas temporadas — tendo, inclusive, feito cenas ao lado do dono da marca.

Intitulada Wear-to-Work, a coleção inclui camisas polo, calças em couro preto, saias em camurça, couro e xadrez e jaquetas de veludo e pele falsa de leopardo. Os terninhos também fazem parte da linha.

Para tornar a experiência mais imersiva, a Ralph Lauren fez uma parceria com a Bloomingdale’s, loja onde Rachel também trabalhou, para a venda das peças, que também estão disponíveis no site da marca (veja aqui).