Steven Chee for Grazia with Dominika Drozdowska

Photographer: Steven Chee. Fashion Direction: Charlotte Stokes at Grazia Australia.  Hair: Anthony Nader. Makeup: Katie Angus. Fashion Assistants: Lauren Boutros & Patrick Zaczkiewicz. Model: Dominika Drozdowska at Priscillas.

Exposição celebra a arte de Naoki Urasawa, um mestre dos mangás

Artista japonês ganhou destaque com histórias complexas e dramas psicológicos
André Cáceres, O Estado de S.Paulo

Naoki Urasawa
Exposição conta com cerca de 600 desenhos, incluindo originais e capítulos inteiros Foto: Hélvio Romero/Estadão

O público brasileiro, um grande consumidor de mangás, já está acostumado ao caráter aventuresco e frenético dos quadrinhos japoneses voltados ao público infanto-juvenil. No entanto, ainda há poucas referências no País de obras mais adultas nesse estilo. É essa falha que motiva a exposição Isto é Mangá: A Arte de Naoki Urasawa, que abre nesta terça, 29, na Japan House, apresentando a obra de um dos grandes nomes dos mangás atuais.

“Quando eu era criança, eu não gostava muito de mangá para criança… Quando me mostravam algo infantil eu pensava ‘não subestimem as crianças’”, afirma o artista em entrevista por e-mail ao Estado. O gênero predominante entre os mangás mais populares no Brasil é o “shonen”, voltado a adolescentes. Já a área de atuação de Urasawa é o “seinen”, que tem um público alvo mais adulto. “Quando eu era criança, a revista semanal de mangá se chamava Shonen Magazine, mas o conteúdo era praticamente ‘seinen’. Os alunos do movimento estudantil da década de 1960 também eram leitores fervorosos dessa revista”, lembra Urasawa.

Naoki Urasawa
Mulher observa a reprodução de um painel duplo de ‘Monster’, de Naoki Urasawa Foto: Hélvio Romero/Estadão

Graças à complexidade de suas tramas e profundidade psicológica de seus personagens, Urasawa conquistou público e crítica. Suas obras não foram apenas premiadas no Japão, mas também internacionalmente: ele tem dois prêmios Eisner e três honrarias concedidas no Festival de Angoulême.

“Urasawa tem histórias que podem se passar no Japão ou em outro lugar, mas tratam de dramas universais que podem ser compreendidos por pessoas de qualquer cultura. Isso explica o sucesso internacional dele”, disse Satomi Maeda, diretora do departamento de cultura da Yomiuri Shimbun, que participou da concepção da exposição. “O traço dele se diferencia de outros mangakás pelas fisionomias mais realistas, em que você consegue perceber os sentimentos de uma pessoa de verdade.”

Já Kaitaro Kiuchi, responsável pela expografia, afirmou que a ideia é “mostrar os mangás como uma forma de arte da cultura japonesa”. Os visitantes poderão ler as páginas com as artes originais de capítulos inteiros, tanto para os leigos se familiarizarem com a linguagem do mangá (há até um diagrama explicando como funciona a ordem da leitura oriental dos painéis), quanto para os fãs do estilo entrarem em contato com obras que nunca chegaram ao Brasil, como o clássico Sawara!, dos anos 1980, sobre uma jovem judoca que tenta conciliar a exigência do esporte com a tentativa de levar uma vida normal.

“O mangá é a combinação do gráfico mais a narrativa, por isso tentamos mostrar essa mescla aos visitantes. Quisemos deixar o caminho livre, sem uma ordem determinada, para que as pessoas se sentissem instigadas a ler o que as deixasse mais impactadas”, acrescenta Kiuchi, que colocou Sawara! em evidência, entre outras razões, pelo judô ser um esporte tradicional no Brasil. 

Naoki Urasawa
Artes ampliadas do mangá ’20th Century Boys’, de Naoki Urasawa Foto: Hélvio Romero/Estadão

Apenas três de seus mangás foram publicados no Brasil. Monster, seu trabalho mais conhecido, trata de um neurocirurgião de Dusseldorf com forte senso de justiça que se nega a abandonar a cirurgia de um garoto pobre para atender o prefeito da cidade, contrariando a pressão de seus superiores. Resultado: o político morre, o rapaz sobrevive e, nove anos mais tarde, torna-se um assassino. Esse é o ponto de partida para uma jornada de redenção e culpa com intensa carga psicológica. 

Em 20th Century Boys, o leitor acompanha um grupo de crianças que brincam imaginando histórias sobre salvar o mundo. Quando eles se tornam adultos, uma seita misteriosa passa a pôr em prática planos maléficos idênticos aos que eles imaginavam na infância. A mais recente a desembarcar aqui é Pluto, que se passa no universo de Astro Boy, um clássico de Osamu Tezuka (1928-1989), um dos pais do mangá moderno e a principal influência para Urasawa.

Além de Tezuka, a música é outra grande inspiração para o artista. Além de já ter produzido quadrinhos sobre os Beatles e Bob Dylan, Urasawa é compositor e se apresenta nos palcos. Uma de suas canções é reproduzida na exposição. “Provavelmente, se eu não estivesse desenhando mangá na minha juventude, eu teria investido mais tempo na música. Entendo que tanto mangá quanto a música tem como base a filosofia e aprendi muita coisa com referências como Osamu Tezuka, Bob Dylan e Beatles.”

Ciclo de palestras

Paralelamente à mostra, a Japan House promove, nos dias 7, 9, 12 e 27 de novembro, um ciclo de palestras sobre o mangá no Brasil, em parceria com a editora JBC. Os debates contam com a presença de quadrinistas e profissionais da área. Já os trabalhos de Urasawa ficam expostos até 5 de janeiro de 2020. 

As palestras são as seguintes: 

‘O mercado de Mangá no Brasil’ (07/11), às 19h – com Marcelo del Greco, Gerente de Conteúdo da Editora JBC; Junior Fonseca, Editor da New Pop; Levi Trindade, Editor da Panini; e Bruno Zago, Editor da Editora Pipoca e Nanquim.

‘O universo de Mangá no Brasil’ (09/11), às 15h – com Leonardo Galli Ponsoni, Sales Manager Brasil/Argentina da Bandai Namco; Luis Angelotti, CEO da Angelotti Licensing; e Yuri Petnys, Region Lead da Crunchyroll no Brasil.  

‘Mangá também é digital’ (12/11), às 19h – com Isadora Cal, Gerente de Contas da Bookwire; Edi Carlos Rodrigues, Gerente de Marketing na Editora JBC; e Camila Cabete, Gerente Sênior de Relações Editoriais da Kobo Rakuten.

 ‘A arte do Mangá influenciando a produção nacional’ (27/11), às 19h – com Amanda Ricarte, Quadrinista e Ilustradora; Raoni Marqs, Quadrinista; e Cah Poszar, Designer, Ilustradora e Quadrinista. 

Entrevista com Naoki Urasawa

O artista japonês Naoki Urasawa falou ao Estado por e-mail. Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Quando o senhor iniciou sua carreira, artistas como Osamu Tezuka já haviam expandido o mangá para o Ocidente, mas desde então os mangás ganharam ainda mais popularidade. Como o senhor explica o sucesso do mangá em países tão diferentes do Japão, como o Brasil?
Existem muitos quadrinhos semelhantes ao mangá, como por exemplo, a B.D (banda desenhada) da França e os comics Americanos, porém acredito que um dos motivos da popularidade do mangá seja a sua alta qualidade como entretenimento. Acho que o primeiro big bang foi o lançamento do New Trasure Island, em 1947, após a 2.ª Guerra Mundial. Essa obra mostra que apenas com caneta e papel, é possível produzir um entretenimento de alta qualidade, mesmo em um país derrotado e que perdeu tudo como o Japão, onde o entretenimento popular não era produzido em abundância por questões financeiras. Tendo como principal público as crianças, os leitores abraçaram o movimento e nesse contexto, surgiram vários excelentes mangakás. Depois disso, o mangá ganhou cada vez a popularidade e em 1959, diversas revistas semanais de mangá foram lançadas, mostrando a alta qualidade e incrível volume de produção. Acredito que mesmo comparando mundialmente, não há quadrinhos com tamanha qualidade e quantidade como o mangá do Japão. Eu nasci em 1960, tenho quase a mesma idade que as revistas semanais de mangá, e sendo da geração que vivenciou e viu com os próprios olhos o grande desenvolvimento da cultura chamada mangá, eu produzo as minhas obras pensando “espero que consiga transmitir o dinamismo que o mangá possuía originalmente para a geração de hoje”.

Quais são as dificuldades de trabalhar com o gênero seinen, uma vez que suas histórias podem ser voltadas a públicos de idades muito variadas?
Quando eu era criança, eu não gostava muito de mangá para criança… Quando me mostravam algo infantil eu pensava “não subestimem as crianças”. Isso acontecia porque quando eu era criança, a revista semanal de mangá chamava “shonen magazine”, mas o conteúdo era praticamente seinen. Os estudantes do movimento estudantil da década de 60 também eram leitores fervorosos dessa revista. Além disso, o Osamu Tezuka também desenhou a versão mangá de Crime e Castigo, de Dostoiévski, no início da sua carreira. Sendo assim, acredito que o mangá japonês originalmente possui elementos de mangá seinen, e o seu conteúdo profundo foi um dos motivos do sucesso mundial.

O senhor já criou mangás sobre os Beatles e Bob Dylan, e também tem uma carreira musical. Qual é a influência da música sobre sua arte?
Eu comecei a desenhar mangás com 4 ou 5 anos de idade. Com 13 anos, peguei o violão e comecei a compor, e com uns 15 anos, fazia overdubbing com fita cassete. Provavelmente, se eu não estivesse desenhando mangá naquela época, eu teria investido mais tempo na música. Entendo que tanto mangá quanto a música tem como base a filosofia e aprendi muita coisa com referências como Osamu Tezuka, Bob Dylan e Beatles. Me vejo como uma pessoa cujo interesse maior acaba sendo o de ser autor a ser leitor; ou, ser músico do que espectador. Se não se desenha nada, o papel é só um papel branco. Se não tocar nada, não há nenhum som. Neste ponto, acho que mangá e música são coisas muito semelhantes.

Como o senhor encara o desafio de criar histórias em um mundo tecnológico como o nosso no qual a realidade parece cada vez mais um roteiro de ficção científica?
Quem usa a “tecnologia” são os seres humanos, e penso que a “história” surge das atividades humanas. Acho que a história vai nascer desde que os seres humanos existam nesse mundo.

Instagram proibirá postagens que promovam automutilação e suicídio

A mudança veio após uma garota de 14 anos cometer suicídio ao consumir conteúdo do tipo

Em anúncio postado no site oficial, Adam Mosseri destacou que “Nada é mais importante para mim do que a segurança das pessoas que utilizam o Instagram”

O Instagram comunicou nesta segunda-feira, 28, que irá banir da plataforma quadrinhos, desenhos e memes que promovam a automutilação e o suicídio. O anúncio é uma resposta da empresa ao ativismo de Ian Russell, pai de uma garota de 14 anos que cometeu suicídio após visualizar postagens de automutilação. Desde a morte da filha em 2017, Russell vem encorajando empresas a tomar medidas para manter crianças e adolescentes seguros na rede social. 

Em fevereiro, o Instagram já havia anunciado a proibição de imagens com este tipo de conteúdo.A partir de agora, também serão proibidos memes, histórias em quadrinhos e desenhos que glamourizam e incentivam a automutilação e o suicídio. O diretor do Instagram, Adam Mosseri, destacou que não serão mais permitidas representações fictícias de danos ou suicídio. “Também removeremos outras imagens que incluem materiais ou métodos associados. Contas que compartilham esse tipo de conteúdo também não serão recomendadas na pesquisa ou na aba ‘Explorar’ na plataforma”, comentou.

Além disso, o Instagram irá investir recursos humanos e financeiros para linhas de ajuda especializadas como Samaritanos e Papyrus. Em resposta,  Russell disse à BBC que espera que a plataforma cumpra com o prometido.

Google quer comprar marca de relógios inteligentes Fitbit

Notícia fez ações das duas empresas subirem nesta segunda

Google teria interesse em comprar a Fibit 

A Alphabet, controladora do Google, fez uma oferta para adquirir a fabricante de dispositivos vestíveis Fitbit, disseram pessoas familiarizadas com o assunto nesta segunda-feira, 28.

Embora o Google tenha se juntado a outras empresas de tecnologia, como Apple e Samsung, no desenvolvimento de smartphones, a companhia ainda não desenvolveu seu próprio vestível – o Google Glass, aposentado em 2016, nunca chegou a perder a aura de experimental.

Não há certeza nem sobre o desfecho do acordo, disseram as fontes, ou sobre o preço exato que o Google ofereceu pela Fitbit. As duas companhias recusaram a comentar. As ações da Fitbit disparavam cerca de 27% após a notícia, o que dá à empresa um valor de mercado de US$ 1,4 bilhão. As ações da Alphabet subiam 2%.

Em janeiro, a Alphabet já havia desembolsado US$ 40 milhões em tecnologia para relógios inteligentes da Fossil – além da transferência de tecnologias, profissionais da Fossil foram contratados. Desde então, porém, nenhuma novidade sobre um possível relógio inteligente do Google foi revelada.  

Os dispositivos da Fitbit podem cair como uma luva no plano: eles acompanham os passos dados, calorias queimadas e distância percorrida pelos usuários. Eles também medem andares subidos, duração e qualidade do sono e ritmo cardíaco. / COM INFORMAÇÕES DA REUTERS

Acabou a espera: Apple anuncia os AirPods Pro

Eles custarão US$250 nos Estados Unidos e R$2.250 no Brasil

Imagem frontal dos AirPods Pro

Confirmando inúmeros rumores dos últimos dias, a Apple acaba de anunciar os AirPods Pro — e, como esperado, eles entram como um novo membro da “família”, trazendo cancelamento ativo de ruídos e uma promessa de som superior ao modelo normal.

O design final é bem dentro do que havia vazado recentemente, ou seja, estamos falando de fones de ouvido do tipo intra-auricular (com uma parte que entra no canal auditivo). Na caixa do produto, haverá três tamanhos diferentes — pequeno, médio e grande — da ponta de silicone, que por si só já proporciona um bom isolamento acústico.

“Os AirPods são os fones de ouvido mais vendidos no mundo. A experiência de configuração com um toque, som incrível e design icônico o tornaram um produto Apple admirado e, com os AirPods Pro, nós estamos levando a mágica adiante”, disse Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple. “Os novos AirPods Pro intra-auriculares trazem um som sensacional com equalizador adaptivo, são bem confortáveis com pontas flexíveis e trazem inovadores modos de cancelamento ativo de ruído e transparência. Nós achamos que consumidores vão amar essa nova adição à família AirPods.”

A Apple diz que o novo design dos AirPods Pro não só proporciona maior conforto, como traz um novo sistema de ventilação para equalizar a pressão que é comumente sentida em outros fones de ouvido intra-auriculares. Eles são, também, resistentes a suor e água (classificação IPX4).

A tecnologia de cancelamento ativo de ruído dos AirPods Pro usa dois microfones combinados a um software avançado que trabalha em tempo real analisando o ambiente onde a pessoa se encontra. Essa análise ocorre 200 vezes por segundo, segundo a Apple.

Mulher usando os AirPods Pro no metrô

Numa situação oposta, quem estiver num ambiente que necessite de atenção pode ativar o modo transparência — o qual mantém a reprodução de música ou chamadas nos AirPods Pro, mas capta todo o som à sua volta (muito indicado para quem usa os fones andando na rua, por exemplo). Alternar entre os dois modos é bem simples: basta pressionar e segurar a “perninha” dos AirPods Pro, o que também pode ser usado para controlar a reprodução de faixas ou atender ligações.

system-in-package (SiP) dos AirPods Pro tem o chip H1 no seu núcleo, sendo ele o cérebro de funcionamento de toda a tecnologia embarcada no produto — incluindo estar sempre ouvindo o comando “E aí, Siri”, uma das novidades que chegou há alguns meses com os AirPods de segunda geração.

Visão interior dos AirPods Pro

A Apple promete a “mesma ótima autonomia de bateria” dos AirPods, isto é, 5 horas de reprodução de músicas. Com o cancelamento ativo de ruídos ativado, serão 4h30 de reprodução e até 3h30 de conversação. O estojo de recarga sem fio deles proporciona até 24h extras de reprodução ou 18h de conversação. E, vale notar, o cabo incluso com o produto é agora Lightning para USB-C.

Estrutura interna dos AirPods Pro

Além de tudo isso, a Apple diz que os AirPods Pro terão uma espécie de teste para o usuário determinar qual o tamanho da ponta de silicone mais adequado para a sua orelha e eles suportam, obviamente, o recém-lançado recurso de compartilhamento de áudio. Com o iOS 13.2, eles passarão a ser capazes de anunciar e ler mensagens à medida que chegarem.

AirPods Pro ao lado de iPhone 11 Pro com ajuste de volume

Aliás, falando no iOS 13.2, ele é requerimento mínimo para os AirPods Pro — ou seja, a atualização deverá ser liberada em algum momento entre hoje e esta quarta-feira. O mesmo se aplica ao iPadOS 13.2, ao watchOS 6.1, ao tvOS 13.2 e ao macOS Catalina 10.15.1.

Os AirPods Pro chegarão ao mercado internacional nesta quarta-feira (30/10), por US$250 nos Estados Unidos. Os preços dos modelos anteriores não foram alterados: US$160 para os AirPods de segunda geração e US$200 para os AirPods de segunda geração com o estojo de recarga sem fio (que é vendido à parte por US$80).

No Brasil, já temos também preço definido para os AirPods ProR$2.250 (mas, por ora, eles estão indisponíveis para compra pois provavelmente terão de ser homologados pela Anatel). Os preços dos anteriores também não foram alterados: R$1.350 para o normal e R$1.680 para o modelo com estojo de recarga sem fio.

A Apple já divulgou um comercial dos AirPods Pro:

Infelizmente, não foi agora que a Apple nos trouxe AirPods com múltiplas opções de cores. Eles continuam disponíveis apenas em branco, mesmo. [MacMagazine]

Spotify tem alta de assinantes acima do esperado e amplia lucro

Serviço chegou a 113 milhões de assinantes e tem lucro de € 241 milhões
Por Agências – Reuters

Spotify amplia número de assinantes acima do esperado 

O Spotify divulgou lucro acima do esperado nesta segunda-feira, 28, impulsionado por crescimento na base de assinantes de seu serviço de streaming de música. A empresa sueca, que superou a Apple Music na corrida para dominar o mercado de streaming de música globalmente, disse que seu número de assinantes aumentou 26 milhões em relação ao mesmo período do ano passado – ao final de setembro, registrava 113 milhões de assinantes. 

Isso ainda deixa a Spotify atrás dos 158 milhões de assinantes da Netflix, mas o número é pouco maior que os 112,9 milhões esperados por analistas, de acordo com dados da Refinitiv. O serviço de streaming de música mais popular do mundo por ampla margem, prevê um total de assinantes premium no quarto trimestre na faixa entre 120 milhões e 125 milhões.

A empresa espera que sua base total de usuários mensais cresça para faixa entre 255 milhões e 270 milhões no trimestre atual, acima da estimativa média dos analistas de 259,7 milhões. No terceiro trimestre, o lucro líquido foi de € 241 milhões, ou € 0,36 por ação, em comparação com € 43 milhões de euros, ou € 0,23 euro por ação, um ano antes. Analistas esperavam um prejuízo de € 0,29 euro por ação.

As despesas operacionais aumentaram 11%, para € 387 milhões, com despesas em vendas e marketing subindo quase 22% em relação ao ano anterior. A receita, no entanto, aumentou 28%, para € 1,73 bilhão nos três meses terminados em 30 de setembro. Analistas esperavam receita de € 1,72 bilhão.

Hospital A Beneficência Portuguesa de São Paulo realiza oficina de turbantes em alusão ao Outubro Rosa

Ação é aberta ao público em geral e será realizada nesta segunda-feira, 28

Oficina de turbantes será realizada em alusão ao Outubro Rosa. Foto: Pexels/@mentatdgt

Uma vez que a queda de cabelos pode ser uma das consequências do tratamento oncológico, bem como uma preocupação para quem o faz, a BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo vai realizar uma oficina de turbantes africanos nesta segunda-feira, 28, na unidade BP Mirante. A ação faz alusão ao Outubro Rosa, mês de conscientização do câncer de mama.

O objetivo do evento é melhorar a autoestima das mulheres e reforçar a importância da valorização da autoimagem e de pensamentos positivos.

A aula, idealizada pelo hematologista José Ulysses Amigo Filho, será ministrada por Penha Crispim, professora de turbantes.

A oficina é aberta ao público geral, não apenas para quem está enfrentando a doença, uma vez que visa englobar a rede de apoio de quem está com câncer.

Os participantes ganharão os turbantes que fizerem na ocasião e poderão acessar o material completo com a história e contexto dos turbantes.

Serviço

Oficina de turbantes africanos

Data: 28/10/2019

Horário: das 14h às 17h

Local: Unidade BP Mirante (Rua Martiniano de Carvalho, 965 – Bela Vista)

Zane Lowe lança “New Music Daily”, seu novo programa na rádio Beats 1

Está na hora. ⏰ @zanelowe estreia seu programa #NewMusicDaily no @AppleMusic! Confira entrevistas com @selenagomez@taylorswift13 e Chris Martin, do @coldplayapple.co/NMDB1

Após apresentar a sua nova playlist “Novidades do dia”, o Apple Music disponibilizou um novo programa na rádio online gratuita Beats 1 voltado para a descoberta de novas músicas, o “New Music Daily” — curado e apresentado pelo diretor global do serviço, Zane Lowe.

O novo programa tem a finalidade de apresentar as maiores novidades da música, além de incluir entrevistas e comentários com os artistas em destaque.

A música se move rapidamente. Para acompanhar os fãs famintos e os criadores incansáveis, o Apple Music lançou a playlist “Novidades do dia”, com as melhores indicações e as músicas mais recentes do pop, hip-hop, latino e muito mais. O New Music Daily, transmitido ao vivo pelo Apple Music toda sexta-feira, traz essa playlist à vida: apresentado por Zane Lowe, o programa inclui entrevistas com os artistas mais importantes da atualidade, comentários pontiagudos e, claro, todas as novas músicas que você precisa ouvir agora.

O primeiro episódio estreou na sexta-feira passada e tem pouco mais de uma hora; nele, Lowe entrevistou Selena Gomez (que lançou duas novas músicas na semana passada) e Chris Martin, do Coldplay — além de destacar uma variedade de músicas. Os assinantes do Apple Music também podem ver uma prévia da entrevista com a cantora Taylor Swift e com o rapper Kanye West na página do New Music Daily.

Os novos episódios serão lançados semanalmente, às sextas-feiras; os ouvintes podem acompanhar à programação da Beats 1 ao vivo, de graça, ou sob demanda — mesmo não tendo uma assinatura do Apple Music. [MacMagazine]

VIA MACSTORIES

Startups eliminam intermediários e barateiam seguros automotivos

Empresas monitoram comportamento do motorista para definir preço do serviço
Dante Ferrasoli

Diogo Russo, 37, sócio-fundador da Kakau Seguros, na sede da empresa, em São Paulo
Diogo Russo, 37, sócio-fundador da Kakau Seguros, na sede da empresa, em São Paulo –  Karime Xavier/Folhapress

Assim como fazem em outros setores de economia, startups querem simplificar e personalizar o mercado de seguros, propondo que o usuário pague apenas pelo que efetivamente usa.

Uma dessas insurtechs —termo que junta as palavras em inglês “insurance” (seguro) e “technology” (tecnologia)— é a Onsurance, que oferece um seguro automotivo pré-pago. Tal qual se faz com um celular, o usuário coloca créditos em sua conta e eles vão se esvaindo conforme o automóvel é utilizado. Quando o carro está parado, não há desconto.

Diferentemente de seguros convencionais, não são levadas em conta variáveis como sexo e idade do motorista no cálculo do valor a ser cobrado.

“Não importa se é jovem ou velho ou onde mora. Instalamos um dispositivo no automóvel que captura como a pessoa conduz, e aí acontecem ajustes de preço. É mais justo. A pessoa pode ser nova e dirigir educadamente”, diz Adilair Silva, 35, cofundador.

Há um valor mínimo de crédito para colocar na primeira carga, que varia de acordo com o modelo do carro —para um popular, é R$ 1.199, mas o valor não expira nunca. 

A empresa estima que seu produto é entre 50% e 80% mais barato que o de uma seguradora tradicional. 
“Com isso a gente atinge pessoas que não eram atendidas por esse serviço. Cerca de 70% dos nossos clientes nunca tinham tido um seguro automotivo”, diz Ricardo Bernardes, 43, fundador. De acordo com dados de 2018 da FenSeg (federação de seguros) só 27% da frota do país têm a proteção.

A Onsurance, que é de Brasília, foi fundada em 2017 e emprega dez pessoas. A startup não revela quantos clientes tem ou o faturamento, mas diz já ter cuidado de mais de 4 milhões de minutos dirigidos.
A ThinkSeg, que começou em 2016, está mudando seus processos para oferecer um serviço parecido, no qual quem dirige mais paga mais. 

A empresa deixou de trabalhar com seguros tradicionais e atualmente testa o serviço “pague pelo que usar” com cerca de mil clientes.

O contratante pagará uma mensalidade mais uma taxa por rodagem, explica André Gregori, diretor-executivo. A cada viagem será atribuída uma nota de acordo com a prudência ao volante, medida por um aplicativo com inteligência artificial. Isso se refletirá no preço dessa taxa. 

“Não há transparência sobre o que se paga nesse mercado. Você sabe que se usar mais água e luz  vai pagar mais. Por que com seguro não pode ser assim?”, questiona Gregori. 

A estimativa é que, na média, o serviço custe R$ 90 para um carro popular. A companhia, que tem 108 funcionários e não revela faturamento, ainda não tem previsão de quanto o novo serviço deve lhe render. 

Mas a mudança no setor não é só no ramo automotivo. A Pier, por exemplo, foca a proteção de celulares.
Segundo seu fundador, Lucas Prado, 30, a ideia é que a plataforma funcione como uma comunidade, onde só  entra quem é convidado. Uma vez aprovado, o segurado paga mensalidades a partir de R$ 6,10 pelo serviço.

“Há uma relação desgastada entre segurados e seguradoras no Brasil, com burocracia de um lado e fraudes do outro. Como não temos intermediários, consigo ter uma relação transparente para explicar exatamente o que cobrimos e como funciona”, diz Prado. 

Lucas Prado, 30, fundador da Pier Seguros, no prédio onde funciona a empresa, em SP 
Lucas Prado, 30, fundador da Pier Seguros, no prédio onde funciona a empresa, em SP  – Bruno Santos/Folhapress

Para aprovar ou não um membro, a empresa avalia, além do score de crédito, o perfil digital do pleiteante, com informações fornecidas no pedido de entrada. 

O diferencial da Pier é a cobertura do furto simples, algo raro no mercado. Nesse delito, o ladrão não ultrapassa barreiras, como rasgar uma mochila, por exemplo, para subtrair um bem. Quando o faz, o furto é qualificado.

Segundo uma análise da  empresa, baseada em dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, 90% dos furtos de celular no estado são simples. E mais da metade das 400 indenizações já pagas pela Pier foram por esse delito. 

Pioneira como insurtech voltada a celulares, a Kakau Seguros também oferece seguro residencial. Nessa modalidade, é possível “ligar e desligar” o serviço, que custa a partir de R$ 19 por mês.

“Se alguém sai de férias e deixa a casa vazia ou a aluga no AirBnb, pode ligar o seguro só durante esse período e desligar quando voltar”, diz Diogo Russo 37, sócio-fundador. 

Para Eduardo Glitz, sócio da StartSe, empresa de educação executiva voltada para a nova economia, insurtechs são tendência. “A tecnologia elimina intermediários [no caso, corretores] e barateia serviços. Acho que pode haver um boom dessas empresas, assim como há das fintechs. O setor bancário e o de seguros são concentrados.”


27%  
da frota brasileira de automóveis é segurada 

48
é o número de startups do setor de seguros no país

9 em cada 10
furtos de celular no estado de São Paulo são simples


PIER

Inauguração
2019 

Número de clientes
10 mil (e mais 50 mil na fila de espera)

Número de funcionários
61

Faturamento
R$ 5 milhões (previsão para 2019)

O que oferece
seguro para celulares e tablets

KAKAU SEGUROS 

Inauguração
2017

Número de clientes
9.000

Crescimento
entre 25% e 27% em cada mês no último ano

Número de funcionários
4

O que oferece
seguro para celular e casa. Em breve, também para bicicletas