Giorgia Angiuli LIVE techno set in The Lab NYC

The Lab NYC é o BULLDOG Gin e a transmissão ao vivo semanal da Mixmag e descontração pós-trabalho, onde apresentamos os melhores DJs direto de nosso escritório no Brooklyn. Nesta terça-feira, 29 de outubro, o talento vibrante Giorgia Angiuli passa por uma rara apresentação íntima mostrando seu cativante set ao vivo.

Nascido na Puglia, Giorgia Angiuli é um músico, compositor e multi-instrumentista com formação clássica. Muito cedo ela desenvolveu um grande interesse pela música eletrônica e começou a experimentar novas técnicas ao vivo. Ela usa sua voz para criar uma dimensão de sonho intensificada pelo uso de instrumentos de brinquedo exclusivos. Durante seu set ela combina teclados, drum pad e theremin com os sons de uma flauta de brinquedo, sax, trompete e muitos outros brinquedos. Misturando todos esses samples e loops, ela forma um groove vibrante e energético que incendeia a pista de dança.

Desde 2013 ela foi lançada em algumas das maiores gravadoras, incluindo Stil vor Talent, Crosstown Rebels, Kindisch, o lendário techno KMS de Kevin Saunderson, Harry Klein, Einmusika, Systematic e Suara, para citar alguns. Em 2018, ela lançou seu EP “No Body No Pain”, bem como seu álbum de estreia “In a Pink Bubble”, que ganhou atenção mundial e aclamação da crítica. Seu mais recente EP ‘You Shine’ na Warung Recordings apenas cimentou ainda mais sua reputação. Ao longo de sua carreira, ela tocou em alguns dos clubes mais renomados do mundo, incluindo Berghain, Output, Rex Club, The Egg, Privilege Ibiza, KaterBlau, Watergate e inúmeros outros. Com uma ascensão meteórica, sua performance ao vivo no The Lab NYC é altamente esperada.

WhatsApp acusa empresa de de Israel de auxiliar invasões a telefones de jornalistas

Aplicativo de mensagens entrou com processo contra empresa de vigilância NSO, afirmando que grupo atuou ilegalmente
Por Craig Timberg e Jay Greene – The Washington Post

WhatsApp entrou com processo em corte nos EUA

O aplicativo de mensagens WhatsApp entrou com um processo em uma corte federal dos Estados Unidos nesta terça-feira, 29, contra a empresa de vigilância israelense NSO Group. O WhatsApp, que é de propriedade do Facebook, acusa a empresa de ajudar governos pelo mundo a invadir dispositivos de mais de 100 pessoas em todo o planeta, incluindo jornalistas, ativistas de direitos humanos e mulheres que foram vítimas de ataques online. O processo está sendo visto como uma forma de reprimir os abusos feitos pelas empresas de segurança e vigilância online. 

Segundo o WhatsApp, a NSO Group ajudou órgãos governamentais a instalar softwares maliciosos nos dispositivos dos usuários por meio de chamadas de vídeo de WhatsApp – mesmo se o alvo do ataque não tivesse respondido à ligação. O malware da empresa teria sido capaz de espionar e interceptar comunicações dos usuários, roubando fotos e outros tipos de dados, ativando microfones e rastreando a localização dos usuários, disseram fontes próximas à tecnologia da NSO. Os alvos também incluíam advogados e figuras religiosas e foram identificados em 20 países diferentes. 

Apesar das queixas de ativistas por privacidade e direitos humanos, esta é a primeira vez que um aplicativo de mensagens criptografado entra com uma ação judicial contra uma empresa de vigilância, disseram fontes próximas ao caso. “É algo sem precedentes”, disse John Scott Railton, pesquisador sênior do Citizen Lab da Universidade de Toronto. Ele trabalhou com o WhatsApp no caso. “É um grande passo.” Procurada, a NSO Group não respondeu imediatamente. 

Em nota, o WhatsApp disse que a empresa acredita que a NSO violou a lei americana e a da Califórnia, bem como os termos de serviço do WhatsApp. O aplicativo de mensagens tem criptografia de fim a fim, tornando difícil interceptar as comunicações, mas a tecnologia ainda é vulnerável à invasão de dispositivos de indivíduos específicos. Desde 2013, com as revelações do informante Edward Snowden, empresas como Facebook, Google e Microsoft intensificaram seu uso de criptografia como forma de defender os usuários. Em reação, porém, surgiram os negócios de vigilância como a da NSO, que consiste em hackear os alvos em vez de interceptar as chamadas. 

O WhatsApp disse ainda que bloqueou um ataque sofisticado feito com software da NSO em maio e alertou 1,4 mil usuários que poderiam ter sido afetados. Ao menos 100 vítimas foram identificadas. “O número pode crescer conforme as vítimas nos avisam. Estamos comprometidos em fazer o que pudermos, em parcerias com a indústria, para proteger os usuários”, declarou o aplicativo, por meio de nota. / TRADUÇÃO DE BRUNO CAPELAS

Para Claudia Woods, diretora da Uber no país, revolução da mobilidade só começou

Claudia Woods escreve sobre o futuro e os desafios do app de transporte Top of Mind
Claudia Woods

Claudia Woods, diretora da Uber no país

Há pouco mais de cinco anos, a ideia de que não seria mais preciso possuir um carro para se movimentar em uma cidade como São Paulo era impensável. Ao usar a tecnologia para conectar pessoas que precisavam ir de um lugar a outro com quem tinha um carro disponível, a chegada da Uber representou uma profunda transformação na mobilidade urbana do Brasil.

De um lado, permitiu que milhões de pessoas conseguissem se locomover de um jeito acessível e simples. Como efeito disso, ajudou também a evitar acidentes no trânsito ao oferecer uma alternativa à mistura de bebida e direção, e ainda devolveu o tempo para quem antes precisava ficar preso ao volante nos congestionamentos. Do outro lado, criou milhares de novas oportunidades de geração de renda de forma flexível, sem complicação. 

Mas isso ainda é só o começo. Cinco anos e 2,5 bilhões de viagens depois, ainda temos um longo caminho a percorrer no país. Menos de 2% do total de quilômetros percorridos no planeta são feitos por meio de aplicativos como a Uber. Sabendo disso, temos trabalhado incansavelmente para colocar as pessoas em movimento por meio de uma plataforma que apresente cada vez mais opções de mobilidade e que continuamente reduza a necessidade de ter um carro próprio. 

​​E não é só para carros que estamos olhando, queremos ir muito além. Seja oferecendo uma ampla integração com transporte público —como já acontece em Denver, nos EUA—, seja  fornecendo dados agregados de nossas viagens para ajudar no planejamento das cidades —como já fazemos em São Paulo com o ​Movement—, seja disponibilizando viagens em diferentes modais, desde bicicletas e patinetes até veículos aéreos, seja conectando restaurantes, entregadores parceiros e pessoas que querem comprar comida de qualidade sem sair de casa, com o Uber Eats.

Esse é o nosso grande desafio para os próximos anos aqui no Brasil: ampliar as opções da nossa plataforma, para que ela atenda a diversas demandas de mobilidade: custo, forma de pagamento, tempo, acesso ou conforto. Tudo isso colocando segurança no topo de nossas prioridades, é claro. O Brasil, como segundo maior mercado global da Uber, é um território crucial para aprendizados. Não é à toa que o país foi escolhido para receber nosso novo Centro de Desenvolvimento Tecnológico, focado em segurança e que já exporta conhecimentos e soluções para os demais mercados da empresa. 

Sabemos que a tecnologia por si só não é a solução para os inúmeros desafios de mobilidade, mas, sim, um completo ecossistema que deve ter ao centro as pessoas e que ofereça a elas não só mobilidade e conveniência, mas também novas oportunidades de geração de renda. É assim que acreditamos ser possível estender essa revolução para os próximos 5, 10 ou 50 anos.

Claudia Woods , 44, é diretora-geral da Uber no Brasil

“Muita gente acha que sou brasileira”, diz top russa Irina Shayk

Top russa conversou com Marie Claire antes de desfile de lingerie na Itália
MARIE CLAIRE

Irina Shayk (Foto: Getty)

A mais nova fã do Brasil? Ninguém menos que Irina Shayk. Numa conversa com Marie Claire na Itália, onde a top faz passagem para acompanhar desfile da marca italaian Intimissimi, a russa declarou ser apaixonada pelo país. “Eu amo o Brasil. As pessoas são muito amáveis, a comida é maravilhosa, sempre me sinto muito bem acolhida mesmo que não entenda nenhuma palavra em português!”, contou. “Mas sempre me perguntam se sou do Brasil. Até perguntei para minha mãe: você já foi para o Brasil alguma vez?”, acrescentou, rindo. 

Nascida na antiga União Soviética e filha de um minerador e uma professora de música, Irina perdeu o pai aos 14 anos e começou a trabalhar cedo para ajudar a família. Em 2004, aos 18 anos, ganhou um concurso de beleza e decidiu se tornar modelo. Pouco tempo depois, foi descoberta em um casting para, justamente, a Intimissimi — marca da qual é embaixadora desde 2010, substituindo Ana Beatriz Barros. A fama internacional veio um pouco depois, quando fez, em 2011, sua primeira capa da revista Sports Illustrated.

Irina Shayk (Foto: Getty)

Quando o assunto é estilo, Irina — que escolheu vestido transparente de paetês, combinado com sutiã e hot pants aparente — dá a dica: “Menos é mais. No meu armário eu sempre tenho peças clássicas que você pode usar por anos e anos. Tipo um vestidinho preto atemporal, como dizia Coco Chanel”. A modelo também comemorou o novo momento da moda e da indústria, que hoje se abre mais e mais para outros formatos de corpo. “Eu definitivamente sinto que a moda vem abraçando outros tipos de beleza nos últimos anos. Hoje vemos mais diversidade na passarela e nas revistas. O tamanho 34 já não é obrigatório na moda. Uma mulher não tem que ser de certo tamanho para ser bonita”, cravou. 

Primeiras séries do Apple TV+ têm recepção mista da crítica especializada

Uma pedra no sapato para as ambições iniciais da Maçã?

Trailer de "The Morning Show"
The Morning Show estrelado por Jennifer Aniston

Depois de muita espera, o Apple TV+ finalmente fará sua estreia na próxima sexta-feira (dia 1º de novembro) e nós poderemos enfim conferir o que a Maçã tem guardado na manga para nós. Um obstáculo inesperado, entretanto, apareceu esta semana no horizonte de Cupertino: a crítica especializada.

Como é costume na indústria televisiva, a Apple liberou os três primeiros episódios das quatro séries iniciais do Apple TV+ para que jornais, revistas e sites especializados oferecessem suas considerações. E, ao contrário do que muitos esperavam, quase todas as produções tiveram reações gerais variando entre o “meh” e a insatisfação completa — a única exceção foi “For All Mankind”, no geral elogiada pela crítica.

“The Morning Show”

Sobre “The Morning Show”, considerada a “menina dos olhos” dessa leva inicial de séries da Apple, TIME escreveu que “falta coragem” aos roteiristas do seriado, o qual trata de temas espinhosos mas acaba sem se posicionar sobre nenhum deles. TVLine afirmou que a série é “exagerada no falatório, confusa no tom e com um elenco terrivelmente escalado em alguns casos — e, considerando o talento envolvido, uma grande decepção”.

“See”

“See” também foi duramente criticada: Variety classificou a série como “sem estrutura” e com um “ritmo lúgubre”, enquanto o Collider, numa análise mais positiva, afirmou que a narrativa é imersiva, elogiando o visual da produção. Vários veículos, por outro lado, criticaram a falta de visão e a trama que “atira para todos os lados”. Ao menos, o Screentimes.net notou que a Apple “não fugiu” de temas e conteúdo adulto, com lutas cheias de sangue e cenas de sexo (embora sem nudez explícita).

“Dickinson”

“Dickinson”, por sua vez, teve uma reação mais morna. IndieWire elogiou o charme e o humor da série, mas criticou a mão pesada no anacronismo e referências forçadas incluídas no episódio piloto; Variety notou que a série demora até encontrar um tom e, mesmo após os três episódios iniciais, não consegue decidir se é uma comédia ou um drama.

“For All Mankind”

Por fim, “For All Mankind” parece ser a pérola da crítica nessa leva inicial de séries. Paste Magazine classificou a produção como “a série que precisa ser vista no Apple TV+”, elogiando o ritmo, a trama política e o tratamento científico do roteiro. Variety também afirmou que a série é a melhor do serviço da Maçã, especialmente por conseguir aproveitar seu orçamento da melhor forma e entregar ótimas direções com roteiros inteligentes.

Notas

No momento, “The Morning Show” e “See” têm notas amarelas (60 e 47, especificamente) no agregador de críticas Metacritic; “Dickinson” e “For All Mankind” conquistaram notas verdes (66 e 72). Naturalmente, boas críticas não são tudo o que uma série almeja — várias produções podem perseverar mesmo com análises ruins —, mas uma reação morna ou negativa pode influenciar a opinião pública de forma decisiva.

Para esses passos iniciais do Apple TV+, certamente não era essa a recepção que a Maçã estava esperando, e certamente as próximas produções do serviço terão de se esforçar mais para atrair os consumidores e não colocar na plataforma uma aura de mediocridade.

Estreia de “The Morning Show”

Ontem à noite, por sinal, aconteceu no Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York, a première do seriado que estrela Reese Witherspoon e Jennifer Aniston.

Quem estava por lá excepcionalmente, como mostram as fotos a seguir, foi o CEO da Apple, Tim Cook. Já o ator Steve Carell, por algum motivo, não marcou presença.

Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Jennifer Aniston, CEO da Apple, Tim Cook e Reese Witherspoon na Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York
Première do seriado “The Morning Show” em Josie Robertson Plaza and David Geffen Hall do Lincoln Center for the Performing Arts, em Nova York

Os primeiros três episódios de “The Morning Show” chegarão ao Apple TV+ nesta sexta-feira. A partir daí, um novo episódio será liberado por semana.

Segunda temporada de “For All Mankind”

Bom, ao menos a série mais bem-recebida dessa leva inicial já está garantida para continuar: em entrevista recente à Variety, o protagonista Joel Kinnaman revelou que já está gravando a segunda temporada de “For All Mankind”.

Divulgação de "For All Mankind"

O ator revelou que está dividindo seu tempo entre as gravações da série e do filme “Esquadrão Suicida 2”, o qual será lançado no ano que vem. Ele afirmou que está muito satisfeito com a série e com o que a equipe tem feito:

Eu fico impressionado com o que eles criaram. Eles fizeram um trabalho incrível e tem sido um prazer filmar. Eu não me lembro de já ter ficar animado desse jeito para mostrar algo que eu fiz às pessoas.

Boas notícias, não?

Robert Forster

Enquanto isso, Deadline informou que a série “Amazing Stories” trará a última performance do ator Robert Forster (de “Jackie Brown”), que morreu no dia 11 de outubro. Ele aparecerá no episódio “Dynoman and The Volt”, que será agora dedicado a ele.

Robert Forster

O episódio girará em torno de um adolescente e seu avô (interpretado por Forster) os quais descobrem que conseguem se transformar em super-heróis ao entrarem num ringue adquirido pelo mais velho 50 anos antes. “Amazing Stories” ainda não tem data de estreia, mas deverá chegar ao Apple TV+ no ano que vem. [MacMagazine]

VIA MACRUMORSCULT OF MACCINEPOP

iFood vai testar robôs para agilizar entregas de comida

A partir de janeiro de 2020, os veículos vão começar a operar em shoppings, andando curtas distâncias
Por Giovanna Wolf – O Estado de S. Paulo

O iFood também fez parceria com a operadora de shopping centers Aliansce Sonae

Em breve, será possível encontrar robôs do iFood andando pelos shopping centers do País. Ontem, o aplicativo de entrega de comida anunciou que vai começar a testar robôs autônomos para realizar entregas a partir de janeiro de 2020. Inicialmente, os veículos vão operar em shoppings, andando curtas distâncias, levando pedidos da praça de alimentação até um hub do iFood, onde entregadores poderão receber as encomendas e levá-las até os consumidores finais. O anúncio foi feito durante evento na sede da empresa, em Osasco, região metropolitana de São Paulo.

Para viabilizar o projeto, o iFood fez duas parcerias estratégicas. Uma delas é com a operadora de shopping centers Aliansce Sonae, que receberá os dois primeiros programas piloto da operação – um no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas, e o outro no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Os termos financeiros do acordo não foram revelados. 

O outro acordo foi feito com a companhia de inteligência artificial Synkar, que será responsável pelo desenvolvimento dos robôs. De acordo com o iFood, as máquinas serão capazes de andar uma distância de no máximo um quilômetro carregando pedidos de até 30 kg, e terão autonomia de 12 horas de trabalho.

Por enquanto, o objetivo da companhia é usar robôs para trabalharem na etapa inicial e na etapa final do processo de entrega, para facilitar o trabalho dos entregadores. “É com o olhar para o futuro que estamos sendo pioneiros em testar equipamentos autônomos para entregas, garantindo otimização logística pela complementaridade com outros modais. Depois dos primeiros três meses de teste, teremos uma ideia mais concreta de como poderemos escalar”, disse o gerente de inovação logística do iFood, Fernando Martins.

Em um segundo momento, a empresa também pretende levar os robôs para dentro de condomínios fechados. Neste caso, os entregadores iriam apenas até a portaria dos condomínios, cabendo aos robôs levar a comida até a casa do usuário. 

Expandir e diversificar a rede de modais de transporte para entregas faz parte do plano do iFood para crescer no País. No início do ano, o Estado mostrou que a empresa também está utilizando patinetes, bicicletas elétricas e estuda a entrega de produtos por drones. Neste último caso, a empresa precisa da autorização das autoridades, mas já fez testes em grandes eventos como o Carnaval e o São João de Caruaru (PE). Outro teste feito pela empresa é o iFood Box, uma espécie de guarda-volumes colocado na entrada de prédios, onde o entregador pode depositar as refeições – poupando tempo para as duas partes. 

Durante o evento de ontem, o iFood também revelou novas estatísticas sobre suas operações no Brasil: ao todo, são 116 mil restaurantes, 882 cidades e 83 mil entregadores em todo o País, responsáveis por 21,5 milhões de pedidos mensais. É um crescimento expressivo de 50%, na comparação com janeiro deste ano, quando a startup realizava 14,1 milhões de pedidos mensais. Na época, a empresa tinha 55 mil restaurantes na base. 

Camila Coutinho: influenciadora de moda, nativa digital e escalável

Com mais de 2,4 milhões de seguidores, a recifense fez de seu nome uma empresa e fecha negócios com multinacionais
Letícia Ginak, O Estado de S.Paulo

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Camila Coutinho criou o blog Garotas Estúpidas em 2006, quando ainda era estudante de design de moda no Recife (PE) Foto: Felipe Rau/Estadão

Já ouviu falar das empresas Garotas Estúpidas e Camila Coutinho? Multinacionais da indústria da moda e agências de publicidade as têm no topo de suas listas para campanhas, contratos de licenciamento de produtos e disputam visibilidade em seus canais online. Ainda não se situou?

Uma das pioneiras dos blogs de moda, a pessoa física Camila Coutinho desbrava a internet há 13 anos, desde que era estudante de design de moda. Passou por períodos em que o Instagram ainda não existia, muito menos o termo influenciador digital. Com o Garotas Estúpidas, blog que começou como uma plataforma para falar do mundo das celebridades e da moda, ela transformou seu hobby em negócio.

Nativa digital, disruptiva e escalável. Parece uma startup. Mas é Camila Coutinho. Recifense, residente em São Paulo. Tem 32 anos de idade e 2,4 milhões de seguidores. Camila assinou o primeiro licenciamento de produto em 2015 para uma coleção da Riachuelo e, no mesmo ano, tornou-se embaixadora digital da Pantene no Brasil. Desde então, assinou contratos com marcas como Hering, H.Stern, Nivea e TRESemmé.

Para posicionamento de marca, Camila – a pessoa física – é presença garantida nas semanas de moda mais importantes do mundo. Já Camila – a pessoa jurídica – mantém uma empresa com equipe de seis pessoas, além dela. “É estranho ainda me ver como CEO.”

Ela não revela números de faturamento, mas conta que, após um reposicionamento do Garotas Estúpidas, do ano passado para cá a marca cresceu 600%, ao deixar as repostagens de lado e focar em conteúdo exclusivo.

Mudança de @

A história remonta a 2006, quando lançou o blog Garotas Estúpidas. Aos 20 anos, tinha tanto acesso no site que, após uma conversa despretensiosa com o pai, resolveu registrar o domínio. “Ele me disse que eu deveria comprar o nome e registrar o domínio porque poderia virar algo legal”, conta. E virou. 

Logo em seguida à compra, entrou o primeiro anúncio – de uma instituição de ensino. No segundo, de uma marca norte-americana de óculos, Camila já começou a enxergar o blog como negócio. “Rapidamente eu já estava abrindo uma empresa, contratando contador e me portando de maneira diferente”, lembra.

Por cerca de oito anos, Camila Coutinho era a voz e o rosto do endereço. Cravou seu nome no mundo da moda e na internet. Acompanhou mudanças importantes, como a chegada das redes sociais, principalmente o Instagram, que a levou inclusive a adaptar o modelo do negócio. 

Há cinco anos, decidiu separar as marcas Garotas Estúpidas e Camila Coutinho. “Eu era o @garotasestupidas no Instagram e já tinha 1 milhão de seguidores. Decidi separar os perfis por feeling, após participar de um evento em Los Angeles. Tinha que limitar as postagens que fazia mesmo tendo muito conteúdo”, conta ela, explicando que não dava para só falar de Camila Coutinho no Garotas Estúpidas.

Em 2014, buscou @camilacoutinho no Instagram e descobriu que já tinha dona. Resolveu comprar o domínio. “Posso dizer que foi a melhor coisa que já comprei na minha vida”, confessa, aos risos.

“Foi um investimento de branding. Tinha percebido que eram duas marcas independentes, com forças diferentes. Comercialmente falando, hoje eu tenho ações que vendo só para Garotas Estúpidas e outras só para Camila Coutinho”, conta.

A influenciadora digital já fechou contratados com multinacioinais da indústria da moda e beleza, como Dior, Nivea e H.Stern  Foto: Felipe Rau/Estadão

Relação marca e público 

Assim como Camila acompanha a evolução da internet, ela também vive as mudanças no comportamento do seguidor/consumidor. O ponto principal é o posicionamento de suas marcas, ou de marcas parceiras, sobre temas que causam grande engajamento e comoção nas redes sociais.

“Estamos no meio de uma mudança muito grande. Pela primeira vez, desde que comecei, eu tive que ligar para uma marca para ouvir uma satisfação sobre um erro que cometeram”, revela ela, que é cobrada por seus seguidores.

Sobre sua atitude individual, independentemente de marcas parceiras, Camila é categórica. “As pessoas se tornaram marcas e isso é um casamento de valores. Não é sobre ter mais seguidores, mas cuidar bem da comunidade que você já tem. E às vezes isso significa perder seguidores e ganhar em posicionamento.” 

Hoje com seus dois negócios dentro do Instagram, Camila reflete sobre essa dependência, mas lembra que viveu muito tempo na internet sem a rede social e pensa que há outras coisas por vir. “Se o Instagram acabar, vai estar todo mundo no mesmo barco e vai ter uma outra coisa aí, para a gente usar.”

Atualmente em uma viagem na China, Camila quer conhecer e explorar o potencial do streaming. “É uma viagem de estudo, para ver o que está acontecendo por lá. Também penso que o Whatsapp é uma coisa muito forte, porque as comunidades são muito fortes. Você ter o e-mail do seu leitor ou um outro contato, uma outra forma de falar com ele, é muito importante.”

Camila em making-off de campanha para uma marca de sapatos. Foto: Reprodução/Instagram 

Negros são discriminados por algoritmo médico nos EUA, diz artigo da revista Science

Inteligência artificial igualava pacientes brancos a negros com necessidades médicas maiores
Por Carolyn Y. Johnson – The Washington Post

Estudo nos EUA mostrou que algoritmo médico é racista 

Nos EUA, um algoritmo que prevê quais pacientes se beneficiarão de cuidados médicos extras subestima drasticamente as necessidades de saúde dos pacientes negros mais doentes, ampliando as disparidades raciais de longa data na medicina, constataram pesquisadores em artigo na revista Science.

O problema foi detectado em um algoritmo vendido por uma empresa líder em serviços de saúde, chamada Optum, para orientar a tomada de decisões para milhões de pessoas em assistência médica. Mas, de acordo com os pesquisadores, o mesmo problema quase certamente existe em outras ferramentas usadas por várias empresas privadas, sistemas de saúde sem fins lucrativos e agências governamentais para administrar os cuidados de saúde de cerca de 200 milhões de pessoas nos EUA a cada ano. 

A correção do viés mais do que duplicaria o número de pacientes negros que precisavam de cuidados médicos no sistema de saúde estudado pelos pesquisadores – eles já estão trabalhando em parceria com a Optum numa correção. Quando a empresa replicou a análise em um conjunto de dados nacional de 3,7 milhões de pacientes, verificou que os pacientes negros classificados pelo algoritmo como necessitando de cuidados extras estavam muito mais doentes que brancos em situações similares: os negros sofreram coletivamente 48.772 doenças crônicas adicionais.

“Para mim, é realmente inconcebível que o algoritmo de outras pessoas não sofra com isso!”, disse Sendhil Mullainathan, professor de computação e ciência do comportamento na Faculdade de Administração Booth da Universidade de Chicago, que supervisionou o trabalho. “Espero que isso faça com que toda a indústria diga: ‘Nossa, temos que consertar isso’”.

O algoritmo não era intencionalmente racista – de fato, ele excluiu especificamente a raça. Em vez disso, para identificar pacientes que precisavam de mais apoio médico, o algoritmo usou uma medida aparentemente cega: o custo de pacientes ao sistema de saúde no futuro. Mas o custo não é uma medida de necessidade neutra de cuidados de saúde em relação à raça. Pacientes negros custavam cerca de US$ 1.800 a menos por ano do que pacientes brancos com o mesmo número de condições crônicas. Assim, o algoritmo igualou os pacientes brancos com pacientes negros que tinham muito mais necessaidade médicas.

Cada vez mais máquinas tomam decisões que afetam a vida humana. Grandes organizações, principalmente na área da saúde, estão tentando aproveitar conjuntos de dados massivos para determinar como operam. Eles utilizam dados que podem não parecer racistas ou tendenciosos, mas podem ter sido fortemente influenciados por vieses sociais, culturais e institucionais de longa data – como custos com saúde. Sistemas de computador determinam quais candidatos a emprego devem ser entrevistados, quem deve receber um empréstimo ou como triar as pessoas doentes. Nesses processos, eles correm o risco de automatizar o racismo ou outros preconceitos humanos.

Longa história de viés

Na medicina, há uma longa história de pacientes negros enfrentando barreiras ao acesso aos cuidados e recebendo cuidados de saúde menos eficazes. Estudos constataram que pacientes negros são menos propensos a receber tratamento de dor, cirurgia para câncer de pulmão ou medicamentos para baixar o colesterol. Tais disparidades provavelmente têm raízes complicadas, incluindo racismo explícito, problemas de acesso, falta de seguro, desconfiança no sistema médico, mal-entendidos culturais ou preconceitos inconscientes que nem os próprios médicos sabem que têm.

Mullainathan e seus colaboradores descobriram que o algoritmo estudado, desenvolvido para ajudar os sistemas de saúde a selecionar pacientes que teriam maiores necessidades futuras de cuidados de saúde, estava na realidade prevendo a probabilidade de as pessoas usarem muitos cuidados de saúde que resultariam em altos custos no futuro. Como os pacientes negros geralmente usam os serviços de saúde de taxas mais baixas, o algoritmo tem menor probabilidade de sinalizá-los como propensos a usar muitos serviços de saúde no futuro.

O algoritmo aprofundaria essa disparidade indicando pacientes brancos mais saudáveis como necessitando de um tratamento mais intensivo.

“Os algoritmos para previsões que alimentam essas ferramentas devem ser continuamente revisados e refinados, e complementados por informações como dados socioeconômicos, para ajudar os clínicos a tomar as decisões de cuidados mais bem informadas para cada paciente”, disse o porta-voz da Optum, Tyler Mason. “Conforme alertamos a nossos clientes, essas ferramentas nunca devem ser vistas como um substituto para a experiência e o conhecimento de um médico sobre as necessidades individuais de seus pacientes”.

Ruha Benjamin, professora associada de estudos afro-americanos da Universidade de Princeton, traçou um paralelo ao modo como Henrietta Lacks, uma jovem mãe afro-americana com câncer do colo do útero, era tratada pelo sistema médico. Lacks é bem conhecida agora porque suas células cancerígenas, obtidas sem o seu consentimento, são usadas em toda a pesquisa biomédica moderna. Ela foi tratada na ala para negros do Hospital Johns Hopkins, em uma época em que os hospitais eram segregados. Imagine se hoje, Benjamin escrevesse em um artigo anexo, Lacks passasse por uma “triagem digital” com um algoritmo que não levasse em conta explicitamente sua raça, mas subestimasse sua doença porque usava dados que refletiam o viés histórico para projetar suas necessidades futuras. Esse racismo, embora não seja motivado por uma ideologia odiosa, poderia ter o mesmo resultado que a segregação anterior e os cuidados abaixo do padrão.

“Estou impressionado com o fato de tantas pessoas ainda pensarem que o racismo sempre tem que ser intencional e alimentado pela malícia. Eles não querem admitir os efeitos racistas da tecnologia, a menos que possam identificar o bicho-papão por trás da tela”, disse Benjamin.

O software usado para prever a necessidade de suporte médico mais intensivo dos pacientes foi resultado da Lei de Assistência Acessível (Affordable Care Act, em tradução literal), que criou incentivos financeiros para os sistemas de saúde manterem as pessoas bem, em vez de esperar para tratá-las quando adoecerem. A ideia era que seria possível simultaneamente conter os custos e manter as pessoas mais saudáveis, identificando os pacientes com maior risco de ficarem muito doentes e fornecer mais recursos a eles. Porém, como as pessoas brancas e ricas tendem a utilizar mais cuidados de saúde, essas ferramentas também podem levar os sistemas de saúde a se concentrarem neles, perdendo a oportunidade de ajudar algumas das pessoas mais doentes.

Christine Vogeli, diretora de avaliação e pesquisa do Centro de Saúde da População da Partners HealthCare, um sistema de saúde sem fins lucrativos em Massachusetts, disse que quando sua equipe testou o algoritmo pela primeira vez, eles mapearam as pontuações mais altas em sua população de pacientes e os encontraram concentrados em alguns dos subúrbios mais ricos de Boston. Isso os levou a usar a ferramenta de uma forma limitada, complementando-a com outras informações, em vez de usar o que estava pronto para uso.

“Você terá que garantir que as pessoas tenham conhecimento sobre isso. Ou terá um problema em que estará apenas servindo às pessoas mais saudáveis e ricas”, disse Vogeli.

Sempre é possível corrigir

Tais tendências podem parecer óbvias em retrospectiva. Algoritmos, porém, são conhecidos pela falta de transparência, pois são produtos proprietários que podem custar centenas de milhares de dólares. Os pesquisadores que realizaram o novo estudo tiveram uma quantidade incomum de acesso aos dados inseridos no algoritmo e ao que ele previu.

Eles também encontraram uma maneira relativamente direta de resolver o problema. Em vez de apenas prever quais pacientes incorrem em custos mais elevados e usam mais cuidados de saúde no futuro, eles aprimoraram o algoritmo para fazer previsões sobre suas futuras condições de saúde.

Suchi Saria, especialista em aprendizado de máquina e em saúde da Universidade Johns Hopkins, disse que o estudo é fascinante porque mostra como, uma vez detectado um viés, ele pode ser corrigido. Grande parte do estudo científico das disparidades raciais na medicina fornece evidências de desigualdade, mas a correção desses problemas pode exigir mudanças sociais e culturais abrangentes, bem como mudanças no comportamento individual de milhares de provedores. Ao mesmo tempo, uma vez que um algoritmo defeituoso é identificado, o viés pode ser removido.

“O legal é que podemos facilmente medir o viés que existe historicamente, mudar o algoritmo e corrigir a distorção”, disse Saria. A parte mais complicada pode ser o desenvolvimento de um mecanismo de supervisão que irá detectar os vieses em primeiro lugar.

Saria disse que uma possibilidade é que os especialistas em dados possam testar potencialmente os algoritmos das empresas, da mesma forma que as empresas de segurança testam se as defesas cibernéticas de uma empresa são suficientes.