Com mudança climática, plantas do futuro consumirão mais água do que atualmente, aponta estudo da Faculdade de Dartmouth, nos EUA

A pesquisa da Faculdade de Dartmouth indica que a interação entre três efeitos das mudanças climáticas nas plantas reduzirá a disponibilidade regional de água doce. Entenda
JULYANA OLIVEIRA | FOTO DIVULGAÇÃO

Um estudo realizado pela Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, aponta que apesar da previsão de um futuro com mais chuvas por conta do aquecimento global, as populações da América do Norte e da Europa sofrerão com falta de água causada por um elemento surpresa: as plantas.

De acordo com a pesquisa, a interação entre três efeitos das mudanças climáticas reduzirá a disponibilidade regional de água doce. Primeiro porque à medida que o dióxido de carbono aumenta na atmosfera, as plantas precisam de menos água para fotossintetizar, molhando a terra. No entanto, as estações de cultivo ficam mais longas e mais quentes, o que significa que as plantas têm mais tempo para crescer e consumir água, secando a terra.

Por fim, é provável que as plantas cresçam ainda mais e a fotossíntese se torne amplificada. O que significa que mais vegetação consumirá mais água por um longo período de tempo. Como resultado, as plantas deixarão menos água nos solos e riachos, mesmo que haja chuvas adicionais e a vegetação seja mais eficiente com o uso da água. 

O estudo desafia uma expectativa na ciência climática de que as plantas tornariam o mundo mais úmido no futuro. Os cientistas acreditam há muito tempo que, à medida que as concentrações de dióxido de carbono aumentam na atmosfera, as plantas reduzem o consumo de água, deixando mais água doce disponível. As novas descobertas revelam que essa previsão limita-se aos trópicos e às latitudes extremamente altas, onde a disponibilidade de água doce já é abundante e as demandas concorrentes são baixas. No entanto, para muitos lugares, há uma desconexão fundamental entre quando a precipitação cai e quando as pessoas usam essa água, como é o caso da Califórnia, que recebe mais da metade de sua precipitação no inverno, mas as demandas de pico são no verão

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