Coringa | Final alternativo seria mais sombrio, diz diretor Kevin Smith que é desmentido pelo jornalista do Collider Steven Weintraub

Segundo o diretor, o vilão seria diretamente responsável pela morte dos Wayne

Joaquin Phoenix – Joker – The New York Times

Coringa quase teve um final ainda mais sombrio do que aquele que efetivamente chegou aos cinemas, de acordo com o diretor Kevin Smith. No seu podcast Fatman Beyond (via Consequence of Sound), ele contou que o filme mostraria não um dos manifestantes atirando nos Wayne, mas o próprio vilão que não pouparia nem a vida de Bruce Wayne.

“Originalmente o final no hospital era diferente. O Coringa estaria no hospital, ele riria e diria ‘estava pensando em algo engraçado’. Haveria um flashback para a morte de Thomas e Martha Wayne e era ele [Coringa] quem daria os tiros. O garoto [Bruce Wayne] gritaria e choraria. Ele [Coringa] estaria indo embora quando decidiria voltar e atiraria também na criança”.

Contradizendo a fala de Smith, o jornalista do Collider Steven Weintraub afirma que esse final nunca esteve nos planos do diretor Todd Phillips e sua equipe. No Twitter, ele escreveu: “a história de Coringa ter um final diferente em que ele matava Bruce Wayne não é real. Entrei em contato com pessoas que saberiam e tenho 100% de certeza de que é apenas a imaginação de alguém viajando. Nunca foi filmado. Nunca esteve no roteiro”.

Fato é que no longa o vilão acaba sim no Asilo Arkham depois de atirar no comediante Murray Franklin (Robert De Niro) e iniciar, indiretamente, um levante popular caótico em Gotham. Diante da sua psiquiatra, o protagonista ri, mas não explica o motivo. Questionado pela médica sobre qual seria a piada, ele apenas diz “você não entenderia”.

Da maneira que foi apresentado, este final deixa em aberto o que de fato aconteceu e o que era fruto da loucura do protagonista. Além disso, em vez de imaginar um mundo sem o Batman, a conclusão definitiva de Coringa faz referência à origem clássica do Homem-Morcego nos quadrinhos.

Coringa estreou no dia 3 de outubro e arrecadou US$ 93,5 milhões em seu primeiro final de semana, melhor marca da Warner desde Mulher-Maravilhaque, sem a mesma limitação de ser só para maiores de 18 anos, fez US$ 103 milhões. Com arrecadação de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial, o longa ultrapassou os filmes do Deadpool e se tornou o longa para maiores mais lucrativo da história.

Woodworkers Cottage By Fabric Architecture baseia-se em chalés australianos clássicos

O cliente, proprietário da Loughlin Furniture, aproximou-se da Fabric Architecture para transformar uma casa escura e incoerente em uma casa costeira cheia de luz com a carpintaria incorporada do cliente.

“Seguindo as dicas das cabanas australianas clássicas que outrora se alinhavam nesta península costeira, nossa Casa dos Carpinteiros faz referência às qualidades humildes da cabana, destacando esses detalhes através de artesanato requintado. Re-trabalhamos a maior parte do layout do interior e adicionamos uma pequena adição à parte traseira para acomodar novos quartos, um quarto dos pais completo com uma cabine de banheiro aberta e uma área de estar de cozinha de plano aberto que se conecta ao quintal. O design incorporou muitas peças de marcenaria Robs (Loughlin Furniture), incluindo uma cozinha de madeira personalizada, vaidades de madeira e unidade de entretenimento de vime da sua coleção Pacific. Juntos, criamos uma casa diferenciada e divertida; uma tela para o futuro e um testemunho da visão de nossos clientes ”, explicou Brent e Damien da Fabric Architecture.

  • Location: Central Coast, Australia
  • Date completed: 2019
  • Size: 1,570 square feet
  • Design: Fabric Architecture
  • Photos: Fabric Architecture

Os oito melhores posts no Instagram de toda a década

O aplicativo chegou aos nossos smartphones em outubro de 2010, mudando para sempre nossa relação com a moda
JULIA HOBBS – VOGUE INTERNATIONAL

Beyoncé (Foto: Reprodução/Instagram)

Com a década que trouxe as influencers do Instagram, as atualizações virais sobre contratações e demissões de estilistas, e a ascensão e queda dos blogs de moda, começa a chegar ao fim, elegemos os momentos fashion que marcaram os últimos 10 anos da plataforma

1. Beyoncé anuncia que está grávida de gêmeos (fevereiro de 2017)
Quando Beyoncé anunciou que estava esperando gêmeos com o marido Jay-Z em fevereiro de 2017, o coração da Internet disparou. A foto, com a cantora segurando a sua barriga em frente a uma mega guirlanda floral, continua sendo uma das imagens mais reconhecíveis da década, estimulando uma legião de “cópias” – mas o efeito foi muito além da estética.

Nas 24 horas após apertar o “publicar”. A futura mamãe bateu o recorde que antes pertencia a Selena Gomez de post com mais “likes” todos os tempos. A legenda que acompanhou o post da Queen Bey transmitiu uma mensagem ultra-pessoal aos seus devotos fãs. “Gostaríamos de dividir nosso amor e felicidade. Fomos abençoados duas vezes. Estamos incrivelmente gratos por nossa família estar crescendo por dois, e agradecemos por todas as mensagens e bênçãos. – Os Carters

2. Cara Delevingne torna-se a primeira insta-supermodel (maio 2013)
Não conhecíamos uma modelo como a Cara antes de 2013. Ou talvez, mais precisamente, nós não tivemos a oportunidade de conhecer uma modelo da forma que nós sentimos que conhecemos a caçula das irmãs Delevingne.

De sua amizade com Karl Lagerfeld à fase super íntima com Kendall Jenner na era #CaKe, Cara ajudou a definir a linguagem do Instagram nos círculos da moda. Sincera e natural, o mundo simplesmente não sabia lidar!

Karl Lagerfeld e Cara Delevingne (Foto: Reprodução/Instagram)

3. Na fila A com a Vogue (outubro de 2018)
Uma foto do poderoso trio Edward Enninful, Grace Coddington e Anna Wintour na fila A do desfile de verão 2019 da Chanel levou a internet à loucura. A imagem era tão icônica que não precisou de introdução. “Legende isto”, escreveu Enninful no post de outubro de 2018, convidando seus seguidores a participar deste encontro de peso.

Edward Enninful, Grace Coddington e Anna Wintour (Foto: Reprodução/Instagram)

4. Kylie Jenner quebra a internet como uma nova mãe (abril de 2018)
Depois de manter sua gravidez escondida de seus 152,5 milhões seguidores do Instagram,
Kylie Jenner fez uma série de posts pós-parto que quebraram a internet.

O filme que documenta sua gravidez, lançado em fevereiro de 2018, alcançou 101 milhões de visualizações, mas o momento mais marcante e fashionista para a nova mãe foi em abril, quando ela saiu com sua filha Stormi, vestindo o logotipo da Fendi dos pés a cabeça. Com a legenda “Stormi strolls”, atraiu o amor (e as curtidas) de 9.5 milhões de pessoas.

Kylie Jenner e Stormi (Foto: Reprodução/Instagram)

5. Indya Moore se posiciona (abril de 2019)
As figuras do mundo da moda são cada vez mais formadoras de opinião, defendendo as suas pautas quando o assunto são mudanças sociais, sexuais e políticas. Como atriz e modelo, Indya Moore a sua mensagem no dia 24 de abril: “Meu corpo. Minha autonomia. Meu território político.”

Indya Moore (Foto: Reprodução/Instagram)

6. Kate Moss não se rende à cultura da selfie (maio de 2015)
Rebobine para maio de 2015. Fotos em baixa resolução de avocado toasts aparecem cada vez mais no Instagram, atraindo todos à era do compartilhamento. Exceto Kate Moss.

Enquanto imagens da modelo britânica na década de 90 são figura carimbada no app, a própria Moss foge do aplicativo e não tira nenhuma selfie. Fãs da top vibraram quando Marc Jacobs postou uma foto dos dois dando um beijo à noite.

Marc Jacobs e Kate Moss (Foto: Reprodução/Instagram)

7. Virgil Abloh debuta na Louis Vuitton (junho de 2018)
O nome de Virgil Abloh tornou-se sinônimo de sucesso na era digital, com seu desfile de menswear da Louis Vuitton, oferecendo uma afirmação poderosa a jovens empreendedores do Instagram.

Logo após o encerramento do show, uma foto apareceu no feed de Abloh, mostrando o estilista usando na passarela usando uma camiseta com a data do desfile estampada. Na legenda ele escreveu: “Você também pode fazer isso…”

Virgil Abloh (Foto: Reprodução/Instagram)

8. Jacquemus te leva para a Provença (junho de 2019)
Como um dos estilistas de moda mais populares do instagram consegue fazer os seus desfiles serem tão populares? No dia 25 de junho de 2019, a passarela rosa chiclete nos campos de lavanda da Provença, montada por Simon Porte Jacquemus, encontrou-se nos feeds do mundo inteiro.

Se você não era um dos 450 convidados sentados ao lado da passarela bucólica, foi possível sentir o clima através das imagens imersivas capturadas por drones aéreos.

Desfile Jacquemus na Provença (Foto: Reprodução/Instagram)

Michelle Dockery – PorterEdit December 20th, 2019 By Ward Ivan Rafik

All Change   —   PorterEdit December 20th, 2019   —   www.net-a-porter.com
Photography: Ward Ivan Rafik Model: Michelle Dockery Styling: Michelle Jank Hair: Maarit Niemela Make-Up: Andrew Gallimore Manicure: Mel Shengaris

Georgina Grenville By Marcin Tyszka For Vogue Poland November 2019

GEORGINA GRENVILLE BY MARCIN TYSZKA FOR VOGUE POLAND NOVEMBER 2019

VOGUE POLAND NOVEMBER 2019
MODEL: GEORGINA GRENVILLE / PHOTOGRAPHER: MARCIN TYSZKA
FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA / BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA

MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA
MODEL: GEORGINA GRENVILLE. FASHION EDITOR: KAROLINA GRUSZECKA. BEAUTY ARTIST: ANETA KOSTRZEWA

Barack Obama divulga lista de filmes e músicas favoritos em 2019

O ex-presidente dos Estados Unidos incluiu os longas-metragens ‘O Irlandês’ e ‘Parasita’, além da série ‘Watchmen’
JOÃO PEDRO MALAR* – O ESTADO DE S.PAULO

U.S. President Barack Obama

Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, divulgou no último domingo, 29, uma lista com seus filmes e séries favoritos em 2019. O político também mostrou, em sua conta no Twitter, outras duas listas, com os livros e as músicas de que mais gostou no ano.

A relação de filmes inclui O Irlandês, produção de Martin Scorsese com Robert De Niro e Al Pacino lançada pela Netflix. 

Outro filme é Parasita, longa sul-coreano que foi premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2019 e faz uma crítica sobre a desigualdade social.

Também integram a lista os filmes Apollo 11Little Women e História de um Casamento.

Séries favoritas de Barack Obama em 2019

Já sobre as séries de que mais gostou em 2019, Barack Obama citou três: InacreditávelWatchmen e a segunda temporada de Fleabag. A inclusão desta última chamou atenção nas redes sociais por causa de uma cena no episódio piloto.

A produção britânica acompanha os dilemas e problemas da jovem Fleabag, interpretada por Phoebe Waller-Bridge. Em um dos episódios, a protagonista aparece se masturbando enquanto assiste a um discurso de Barack Obama.

Livros favoritos de Barack Obama em 2019

Na lista de livros, o ex-presidente incluiu diversas obras, como  The Age of Survaillence Capitalismo: The Fight for a Human Future at the New Frontier of Power (A Era do Capitalismo de Vigilância: A Luta por um Futuro Humano na Nova Fronteira do Poder) e Girl, Woman, Other (Garota, Mulher, Outra), cuja autora, Bernardine Evaristo, foi a primeira mulher negra a receber o Booker Prize, prêmio importante na literatura.

Como construir um nécessaire vegano compacto e multitask

Renata Kalil, colunista de veganismo da Vogue, divide dicas em prol de uma abordagem mais ética e eficiente nas suas escolhas de beauté de 2020
RENATA KALIL (@RENATAKALIL)

Penpal Alleyoop (Foto: Divulgação)

E de repente o travel size se tornou o “ideal size”! De uns tempos pra cá comecei a pensar todo nécessaire como um nécessaire de viagem. Percebi que esse é um dos caminhos para uma abordagem mais sustentável de consumo, já que desacostumamos a usar os produtos até o fim e a comprar e carregar por aí só o que realmente precisamos. Pois nesse meu exercício descobri coisas muito legais, produtos inovadores e muita marca cruelty-free desenvolvendo itens de maquiagem criativos como eu nunca tinha visto.

Flipbook da Flesh (Foto: Reprodução/Instagram)

Um dos highlights é a Alleyoop, marca californiana toda focada em multitaskers de beleza. Eles têm desde desodorante que minimiza o crescimento dos pelos até caneta inspirada na antiga Bic de quatro cores só que em versão maquiagem, com delineador preto, marrom, lápis de boca e iluminador – tudo vegano. Outras duas marcas-chave, livres de crueldade e criadas a partir do conceito multitask, são a Milk Makeup, que lança cada vez mais miniaturas de seus produtos full size, e a Flesh Beauty, com alternativas multifuncionais mais criativas, além dos bastões à moda Milk. O Flash Flipbook é uma delas: um caderno de “folhas de maquiar”, papéis com pigmento que podem ser usados para dar cor a boca, bochechas, olhos… perfeito para carregar na bolsa e total multitasker.

Ótimas alternativas de produtos 2 em 1 ou 3 em 1 também existem em marcas clássicas do mercado cruelty-free. A Bite, completamente focada em boca, tem o seu Beauty Multistick, que parece um batom como qualquer outro da marca, mas pode ser usado como sombra, blush, iluminador… A Davines, de cabelo, é outro exemplo. A linha Authentic pode ser confundida com qualquer outra família de produtos da marca, mas o xampu serve como sabonete líquido, a máscara capilar, como hidratante corporal… É esperto e inteligente, a velha máxima do menos é mais, tão bem-vinda nesse momento em que há tantas possibilidades à nossa disposição.

Cinémathèque Française se rende a Godard

 Jean-Luc Godard

Antenada com o luto da cinefilia mundial pela morte da atriz Anna Karina, aos 79 anos, em 14 de dezembro, a Cinémathèque Française prepara para o primeiro trimestre de 2020 uma retrospectiva da obra de Jean-Luc Godard, agendada de 8 de janeiro a 1º de março, a fim de antecipar as comemorações do 90º aniversário do cineasta e semiólogo, em 3 de dezembro. E tem coisa (boa, sempre) dele na grade do MUBI, o streaming dedicado a narrativas radicais da linguagem cinematográfica. A abertura da mostra na Cinemateca de Paris vai ser com “Pierrot Le Fou”, traduzido no Brasil como “O Demônio das 11 horas”: uma produção indicada ao Leão de Ouro de Veneza, em 1965. Em outubro, a “Cahiers du Cinéma” dedicou sua capa ao diretor suíço (nascido em Paris, há 89 anos) de carona na chegada de seu “Imagem e palavra” a um pequeno circuito francês e ao menu da Netflix. “Le livre d’image” – com cenas do clássico “Johnny Guitar” (1954), de Nicholas Ray, em seu explosivo miolo semiótico – conquistou uma Palma de Ouro Especial no Festival de Cannes de 2018. No dia 18 de setembro deste ano, os críticos Stéphane Delorme Joachim Lepastier bateram um longo papo com o octogenário filósofo da cinemática. A dupla arranca dele reflexões sobre realizadores que merecem uma revisão (como Frank Borzage, de “Depois do casamento” e “Homens de Amanhã”) e sobre atrizes capazes de desafiar paradigmas dos códigos de naturalismo (como Adèle Haenel). E fala muito, durante a conversa, sobre dogmas da produção digital. Há um ano e meio, em Cannes, o homem por trás de “O desprezo” (1963) concedeu uma coletiva de imprensa virtual via Facetime. Ele recusou-se a sair do pequeno escritório onde trabalha, na Suiça, e conversou com a imprensa por Skype, abrindo reflexões sobre o onipresente imperialismo do cinema americano. Enfim, é o que ele sempre fez, desde “Acossado” (1960).
“As filmagens de ‘Imagem e palavra’ não foram ação, foram arquivos: preciso do passado para falar do futuro. Falam por ai que o cinema acabou, mas teve um produtor que quis me bancar e há um festival como Cannes interessado em me exibir. Talvez a presença deste filme aqui seja apenas ação publicitaria, pois eu não sei se tem lugar para ele, e para mim, nas salas de exibição. Mas, na minha idade, o que me interessa é falar do que eu observo nos processos sociais: palavras não são um sinônimo de linguagem, pois linguagem é um conjunto de procedimentos de como empregamos signos. O problema é que as pessoas articulam esses signos sem a coragem de fantasiar o que aconteceria se as convenções fossem usadas de outra maneira. Eu faço filmes porque ainda tenho coragem”, disse o mais emblemático e polêmico representante do revolucionário movimento chamado Nouvelle Vague.

Toda a retrospectiva vai ser cercada de debates sobre o legado filosófico do realizador de “A Chinesa” (1967), que terá projeção em 16 de janeiro. Ao longo de 60 anos de carreira, Godard conquistou o Urso de Ouro, com “Alphaville”, em 1965, e o Leão dourado, em 1983, com “Prénom Carmen”.

p.s.: Prata da produção audiovisual autoral europeia em 2019, “Retrato de uma Jovem em Chamas” (“Portrait de la jeune fille en feu”), de Céline Sciamma, vai ser um dos destaques do Rendez-Vous Avec Le Cinéma Français, encontro de mercado promovido pela Unifrance, de 16 a 20 de janeiro, em Paris. O prêmio de melhor roteiro em Cannes e a Queer Palm (a láurea LGBTQ+ da Croisette) foram reconhecimentos obrigatórios diante da excelência de dramaturgia deste ensaio sobre a sororidade. Uma pintora do século XVIII (Noémie Merlant) tem uma tarefa de retratar uma jovem nobre (Adèle Haenel) forçada pela mãe a um casamento nào desejado. Da pintura vai brotar uma paixão cúmplice. E libertadora. (Rodrigo Fonseca)

(Im)permanências: tudo sobre a mostra de Fernanda Gomes na Pinacoteca

Cerca de 50 obras desde os anos 80 até hoje vão compor uma grande instalação fragmentada, que ocupa sete galerias temporárias do primeiro andar da Pinacoteca, em São Paulo
LAÍS FRANKLIN (@LAISFRANKLIN)

(Im)Permanências (Foto: Divulgação)

Uma rica retrospectiva de Fernanda Gomes, que reúne cerca de 50 obras desde os anos 80 até hoje, acaba de entrar em cartaz na Pinacoteca. Com curadoria de José Augusto Ribeiro, a mostra é composta por uma grande instalação fragmentada, que ocupa sete galerias temporárias do primeiro andar. “O museu será meu ateliê, então o resultado final só vai aparecer depois de três semanas, e o público poderá ver de perto esse processo de pesquisa contínua”, conta a artista carioca em entrevista à Vogue. Espere encontrar gesso, madeira e vidro espalhados pelo espaço, somados a objetos do cotidiano garimpados por Fernanda. 

A ideia é ter um ambiente democrático sem nome e significado preestabelecidos – nem a exposição nem as obras foram nomeadas. Muitos dos trabalhos foram pintados de branco – tonalidade que pode representar tanto a totalidade quanto a ausência de cores. “Não se sabe se o suporte de madeira é a base para uma obra ou a obra em si. Quis brincar com os sentidos, é um conjunto instável.”
Pinacoteca do Estado de São Paulo: Praça da Luz, 2, São Paulo. Até 24 de fevereiro de 2020