Xavi Gordo for ELLE Spain with Dree Hemingway

Photography: Xavi Gordo at 8 Artist Management. Styling: Bárbara Garralda. Hair: Owen Gould. Makeup: Hung Vanngo. Talent: Dree Hemingway.

Startup chilena NotCo lança sorvete vegano no Brasil, feito com algoritmos

O produto tem proteína de ervilha no lugar do leite; a empresa por trás da criação do sorvete é a NotCo, que já vende maionese sem produtos de origem animal

O Not IceCream inicialmente estará à venda apenas em supermercados em São Paulo no sabor chocolate

Está chegando às lojas do País o Not IceCream, um sorvete vegano criado por meio de inteligência artificial: o algoritmo é responsável por escolher a receita perfeita do produto, inserindo proteína de ervilha no lugar do leite. Trata-se do segundo produto da startup chilena NotCo, que lançou no País em abril uma maionese que leva grão de bico no lugar do ovo.

O produto inicialmente estará à venda apenas em supermercados em São Paulo no sabor chocolate. O sorvete não contém glúten, transgênico ou ovo.

Segundo a empresa, o sorvete não dá a sensação de que está faltando algo. “Se ninguém disser que é feito a partir de ervilha e outros ingredientes vegetais, o consumidor não nota”, afirma Luiz Augusto Silva, presidente da NotCo no Brasil. A startup tem como objetivo recriar alimentos de origem animal apenas com ingredientes vegetais. 

A NotCo afirma que em breve lançará outros sabores do sorvete, como baunilha e morango. A empresa também pretende oferecer o produto em outras capitais brasileiras.

Fundadores da NotCo, que recria produtos de origem animal usando apenas ingredientes vegetais
Fundadores da NotCo, que recria produtos de origem animal usando apenas ingredientes vegetais

A startup levou três anos para desenvolver o sistema de inteligência artificial que escolhe a combinação dos ingredientes. A NotCo chama seu  “algoritmo chef de cozinha” de Giuseppe. Ele usa dados nutricionais e sensoriais, além da composição molecular, sobre milhares de plantas e animais para chegar a uma fórmula ideal da receita.

Um dos investidores da NotCo é o fundador da Amazon, Jeff Bezos: seu fundo  de investimentos pessoal, o Bezos Expeditions, participou da última rodada de aportes da startup, em US$ 30 bilhões.

“Guerra na neve” é o foco do novo comercial da Apple filmado com o iPhone

Dando sequência à sua campanha “Filmado com iPhone” (“Shot on iPhone”) — o último comercial mostrou uma aventura nos desertos da Arábia Saudita —, a Apple publicou hoje um novo, agora focado nas festividades natalinas.

Uma cinemática luta com bolas de neve Filmada no iPhone 11 Pro pelo diretor David Leitch.

Intitulado “Snowbrawl”, nele temos uma luta cinematográfica com bolas de neve filmada com o smartphone topo-de-linha da Maçã e dirigida por David Leitch.

Além do filme, a Apple publicou também um making of da produção:

Veja os bastidores com o diretor David Leitch, enquanto ele transforma uma luta de bolas de neve em um épico filme de ação.

Lembrando também que a Maçã já soltou o seu comercial de Natal de 2019 — e que não tem nada a ver com guerras de bolas de neve, por sinal.

Anok Yai & Grace Elizabeth – Vogue Japan January 2020 By Nick Knight

The Roses Of Fall   —   Vogue Japan January 2020   —   www.vogue.co.jp
Photography: Nick Knight Model: Anok Yai & Grace Elizabeth Styling: Sarajane Hoare 
Casting: Piergiorgio Del Moro  Hair: Sam McKnight Make-Up: Lisa Eldridge Manicure: Marian Newman
Set Design: Andrew Tomlinson 

Bella Hadid By Hugo Comte For POP Magazine Fall-Winter 2019

MODEL: BELLA HADID. PHOTOGRAPHER: HUGO COMTE. STYLIST: VANESSA REID. HAIR STYLIST: CHI WONG. MAKEUP ARTIST: NAMI YOSHIDA

POP MAGAZINE FALL-WINTER 2019 / INSTAGRAM
MODEL: BELLA HADID / PHOTOGRAPHER: HUGO COMTE
STYLIST: VANESSA REID / CLOTHING: BOTTEGA VENETALANVINLOEWEPRADA
HAIR STYLIST: CHI WONG / MAKEUP ARTIST: NAMI YOSHIDA

BELLA HADID BY HUGO COMTE FOR POP MAGAZINE FALL-WINTER 2019
MODEL: BELLA HADID. PHOTOGRAPHER: HUGO COMTE. STYLIST: VANESSA REID. HAIR STYLIST: CHI WONG. MAKEUP ARTIST: NAMI YOSHIDA
MODEL: BELLA HADID. PHOTOGRAPHER: HUGO COMTE. STYLIST: VANESSA REID. HAIR STYLIST: CHI WONG. MAKEUP ARTIST: NAMI YOSHIDA
MODEL: BELLA HADID. PHOTOGRAPHER: HUGO COMTE. STYLIST: VANESSA REID. HAIR STYLIST: CHI WONG. MAKEUP ARTIST: NAMI YOSHIDA
MODEL: BELLA HADID. PHOTOGRAPHER: HUGO COMTE. STYLIST: VANESSA REID. HAIR STYLIST: CHI WONG. MAKEUP ARTIST: NAMI YOSHIDA
MODEL: BELLA HADID. PHOTOGRAPHER: HUGO COMTE. STYLIST: VANESSA REID. HAIR STYLIST: CHI WONG. MAKEUP ARTIST: NAMI YOSHIDA
BELLA HADID BY HUGO COMTE FOR POP MAGAZINE FALL-WINTER 2019

Tim Cook, Elon Musk, Satya Nadella, Sundar Pichai e outros CEOs pedem que Trump mantenha EUA no Acordo de Paris

Desde que Donald Trump anunciou suas intenções de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, o importante tratado climático assinado em 2015, as reações choveram de todos os lados. No Vale do Silício, especificamente, a notícia foi encarada com muita negatividade: vários executivos importantes expressaram contrariedade em relação à saída, e a Apple garantiu que continuaria comprometida com os termos do acordo mesmo com a saída dos EUA.

Agora, mais de dois anos depois (e com o governo americano nas tratativas finais para deixar o acordo), vários CEOs e figuras importantes do mundo empresarial americano se juntaram para assinar uma carta endereçada a Trump. O motivo ainda é o mesmo: pedir que o presidente reconsidere a decisão, citando argumentos como geração de empregos, o apoio da população americana ao tratado e a posição de liderança — e consequente responsabilidade — dos EUA perante os mercados globais e os ecossistemas do planeta.

Tim Cook esteve entre os 70 signatários da carta, assim como Satya Nadella (da Microsoft), Elon Musk (da Tesla), Sundar Pichai (do Google), Bob Iger (da Disney), Richard Branson (da Virgin), Enrique Lores (da HP), Ginny Rometty (da IBM) e David Solomon (do banco Goldman Sachs). Temos também presença brasileira no documento, com a assinatura de Roberto Marques, da Natura.

Abaixo, traduzimos alguns pontos importantes da carta:

Em 2017, muitos de nós nos unimos para apoiar a permanência dos EUA no Acordo de Paris. Nós nos juntamos novamente para dizer que ainda estamos dedicados a isso. Dois anos atrás, os impactos da subida da temperatura global eram evidentes. Hoje, com recordes de temperaturas ao redor do país, furacões mais fortes devastando as costas, incêndios florestais ainda mais destrutivos e enchentes/secas perturbando a economia, não temos tempo a perder.

Dois anos atrás, nós sabíamos que apoiar o Acordo de Paris era o necessário para manter nossas empresas competitivas e bem-sucedidas de acordo com as novas expectativas do povo americano. Nós estamos do lado de 77% dos eleitores registrados dos EUA e mais de 4.000 estados, cidades e negócios do país que apoiam o acordo.

Hoje, nós reforçamos nossa convicção de que um comprometimento com o Acordo de Paris requer uma transição justa da força de trabalho — uma transição que respeite os direitos do trabalhador e seja conquistada por meio do diálogo com os empregados e os seus sindicatos. A participação no acordo permite que nós planejemos uma transição lista e criemos novos empregos decentes e a oportunidade econômica para que famílias se sustentem.

[…] Houve progresso, mas não o suficiente. Este momento exige ações maiores e mais rápidas do que nós temos visto. Ele exige as diretrizes fortes oferecidas pelo Acordo de Paris, que permitem aos EUA a liberdade de escolher seu próprio caminho para a redução de emissões.

Cook reforçou a mensagem com uma publicação no seu Twitter:

A humanidade nunca enfrentou um desafio tão grande ou urgente quanto as mudanças climáticas — e trata-se de um desafio que devemos encarar juntos. A Apple continuará seu trabalho para deixar o planeta melhor do que nós o encontramos e para produzir ferramentas que encorajem outras pessoas a fazer o mesmo.

Resta saber, agora, se a mensagem surtirá algum efeito perante Trump e sua turma. Vamos torcer que sim.

VIA APPLE WORLD TODAY

Saiba como iluminar sua casa para o Natal com a designer Cris Bertolucci

De acordo com ela, pequenos detalhes são capazes de transformar qualquer ambiente
MARCELO LIMA – O ESTADO DE S. PAULO

A designer Cris Bertolucci, em meio à decoração de seu atêlie Foto: Cris Bertolucci

Cris Bertolucci cresceu brincando entre as luzes e máquinas da fábrica de iluminação decorativa fundada por seu pai, Walter, no bairro da Vila Romana, em São Paulo. E, como não poderia deixar de ser, tinha as comemorações natalinas em família como um dos momentos mais aguardados do ano. “Até hoje prezo por tornar a data tão iluminada quanto possível. Não só por meio das minhas luminárias, mas também de pequenos detalhes capazes de transformar qualquer ambiente”, conta ela, que este ano resolveu convidar o cenógrafo Michell Lott para criarem, juntos, um espaço de Natal em seu ateliê, com base em sombras suaves, luzes difusas e plantas secas em diferentes estágios. “Aos pinheiros do acervo pessoal dele vieram se somar plantas secas trazidas do meu sítio, tingidas em tons variados de bege, lilás e rosa. O toque de luz veio por meio de uma de minhas luminárias, a Sacurá”, explica a designer. “As luminárias parecem brotar de um bosque encantado onde a luz faz parte da magia”, comenta Cris, que, nesta entrevista exclusiva ao Casa, conclama nossos leitores a arregaçarem as mangas e também decorarem suas casas com muita criatividade e luz.

Quais os equipamentos que você recomenda para a decoração natalina?
O Natal combina com aconchego, luzes difusas, homogêneas e acolhedoras. Por isso prefiro trabalhar sempre com lâmpadas de cores mais quentes e abajures posicionados em pontos estratégicos da sala. Fios de luz ou fitas de LED são bem-vindos desde que atendam a um propósito específico e que deve ser pensado antes da instalação. Se não for assim, melhor reservá-los para os ambientes externos, como jardins, ou nas fachadas, contornando janelas.

O cenário criado com Michell Lott
O cenário criado com Michell Lott Foto: Cris Bertolucci

O que é fácil de ser feito e surte efeito?
Considere a possibilidade de montar sua árvore de Natal a partir das suas próprias plantas de casa. Assim, sua versão será exclusiva e única. Galhos secos arranjados dentro de vasos, iluminados por fios de LED também podem causar um belo efeito. De qualquer forma, o importante é usar a imaginação e fazer seu Natal ser diferente, se possível com o que você tem em casa, e sem gastar muito. Também gosto de montar cordões de luz dentro de vasos de vidro transparentes. Experimente, por exemplo, dispor con juntos com dois ou três desses vasos iluminados em diversos pontos da casa. Ah, vale lembrar que velas são muito importantes pois, além do clima, remetem para a parte religiosa da comemoração natalina. É quando a mente cede lugar à emoção.

Por fim, o que deve ser evitado?
Devo admitir que muitos dos cordões e fios destinados à temática natalina, mais atrapalham do que ajudam na hora de decorar a casa. De qualquer forma, evite dispô-los de modo aleatório, sem um motivo claro e definido. Isso deixa qualquer cenografia sem propósito, e sem estilo. Sem falar que pode acabar sobrecarregando a fiação elétrica. Por fim, seja qual for o tipo de iluminação escolhida, evite o excesso e a mistura de cores e formas. Isso pode tornar sua decoração de Natal banal e saturada.

Detalhe da luminária Sacurá, em formato de flor, inspirada nas cerejeiras japonesas
Detalhe da luminária Sacurá, em formato de flor, inspirada nas cerejeiras japonesas Foto: Cris Bertolucci

Farol Santander promove jantar com grandes chefs latino-americanos

Edgar Núñes, do SUD 77, Rodolfo Guzmán, do Boragó, e Pedro Miguel Schiaffino, do Malabar, preparam menu-degustação harmonizado no dia 5

Edgar Núñes, do mexicano SUD 77. Foto: Cocinas Latino-Americanas

Na noite do próximo dia 5, o edifício Farol Santander, no Centro da cidade, reúne três grandes nomes da gastronomia latinoamericana: os chefs Edgar Núñes, do SUD 77, no México, Rodolfo Guzmán, do chileno Boragó, e Pedro Miguel Schiaffino, do Malabar, em Lima.

Juntos, eles vão preparar um menu-degustação harmonizado de seis tempos (R$ 500) com pratos inspirados em suas culinárias, como a torta de cavaquinha com caldo de raízes de alga kollof de Guzmán e a rillette com banana-da-terra, formigas e cupuaçu de Schiaffino.

Serviço

Experiência Gastronômica – Cocinas latino-americanas

Quando: dia 5/12, às 20h

Onde: Farol Santander – Rua João Brícola, 24, Centro. 

Passarela e redes sociais exaltam mulheres de diferentes formas, tamanhos e idades

Indústria de beachwear, no entanto, tenta acertar o passo
Gilberto Júnior

Da esquerda para a direita, Gabriela usa biquíni Flaminga (R$ 194,40); Ana, maiô TM Rio (R$ 512); Sheila, maiô ESC (R$ 348) e quimono Wasabi (R$ 1.505); Rita, maiô ARO (R$ 288); Duda, biquíni Farm (R$ 183,20). Todas usam acessórios Totta (preços sob consulta). Guarda-sol Farm e esteiras Trama Casa (preços sob consulta). Edição de moda: Patricia Tremblais. Beleza: Fernanda Suzz. Produção de moda: Agatha Barbosa e Matheus Martins. Assistência de fotografia: Bel Corção. Assistência de beleza: Marcela Vieira e Raissa Santiago. Produção executiva: Matheus Martins. Set design: Ana Laura Coelho.Modelos: Ana Patrocínio (Mix Models), Rita Carreira (Ford Models), Gabriela Caroli (Rock MGT), Sheila O’Callaghan (Joy Model) e Duda Miranda. Camareira: Thayna Cristina N. Nazaret. Agradecimento: Quisoque do Alemão Foto: Pedro Bucher
Da esquerda para a direita, Gabriela usa biquíni Flaminga (R$ 194,40); Ana, maiô TM Rio (R$ 512); Sheila, maiô ESC (R$ 348) e quimono Wasabi (R$ 1.505); Rita, maiô ARO (R$ 288); Duda, biquíni Farm (R$ 183,20). Todas usam acessórios Totta (preços sob consulta). Guarda-sol Farm e esteiras Trama Casa (preços sob consulta). Edição de moda: Patricia Tremblais. Beleza: Fernanda Suzz. Produção de moda: Agatha Barbosa e Matheus Martins. Assistência de fotografia: Bel Corção. Assistência de beleza: Marcela Vieira e Raissa Santiago. Produção executiva: Matheus Martins. Set design: Ana Laura Coelho.Modelos: Ana Patrocínio (Mix Models), Rita Carreira (Ford Models), Gabriela Caroli (Rock MGT), Sheila O’Callaghan (Joy Model) e Duda Miranda. Camareira: Thayna Cristina N. Nazaret. Agradecimento: Quisoque do Alemão Foto: Pedro Bucher

Seja na recepção de um hotel, seja no hospital, toda vez que a modelo Rita Carreira, de 25 anos, precisa informar sua profissão, recebe de volta olhares surpresos. “Quando digo que sou do segmento plus size, entendem e acham maravilhoso. As pessoas não estão acostumadas com essa realidade. Para elas, Gisele Bündchen ainda é a personificação da figura da manequim”, comenta a paulista, estrela da capa desta edição ao lado de Gabriela Caroli, Duda Miranda, Ana Patrocínio e Sheila O’Callaghan — todas lindas e confortáveis em seus próprios corpos, independentemente de peso, altura e idade.

Com uma década de carreira, Rita comemora o atual momento da indústria, que, enfim, abraça a diversidade. “Estamos desconstruindo a sociedade em que vivíamos. Num passado recente, tínhamos que nos encaixar no padrão vigente para não sermos descartadas”, conta ela.

Rita tem toda razão: se olharmos somente para o século passado, encontraremos exemplos explícitos de como as mulheres tiveram que se submeter a arquétipos estéticos ditatoriais. Na virada do século, o espartilho, que espremia as costelas das damas, era obrigatório para conferir curvas; nos anos 1920, usava-se uma faixa para achatar os seios, que saíram de moda. A cinturinha de pilão da década de 1950 e a magreza infantil da modelo Twiggy também foram ideais perseguidos. E o que falar dos anos 1980 e 1990, quando o corpo malhado e o silicone fizeram muitas suarem a camisa e adotar próteses incômodas? Tanto esforço, privação e cobrança começaram a ser questionados nos anos 2000. O boom das modelos brasileiras trouxe a reboque o fantasma da anorexia, colocada em xeque. A democratização da informação, graças à popularização da internet e ao surgimento das redes sociais, fez com que grupos, até então “marginalizados”, ganhassem voz. E aí o jogo começou a virar: grande parte das marcas que nasceu no Instagram ouviu esse público e tem a diversidade e a sustentabilidade como pilares.

A SPFW N48, em outubro, provou esta mudança de rota: Rita foi a sensação ao ser escalada para os desfiles das grifes Handred, Issac Silva e Cavalera. “Estava me sentindo uma diva. O sentimento era: ‘Gente, venci na vida’. Depois da temporada, trabalho todo santo dia. Todos me querem.” Os números começam a refletir essa transição. De acordo com uma pesquisa do Coresight, o setor de roupas de tamanhos grandes deve movimentar US$ 24 bilhões até 2020 nos Estados Unidos. No Brasil, segundo a Associação Brasileira do Vestuário, esse mercado gerou cerca de R$ 7 bilhões em 2018. Mas ainda é pouco. “Óbvio que a situação está melhor do que antes, mas estamos longe do ideal. Basta circular num shopping. De 200 lojas, vamos encontrar três ou quatro que oferecem modelagens grandes. O que é uma discrepância, pois mais da metade da população do país ( 55,7%, informa o Ministério da Saúde ) tem excesso de peso”, analisa a modelo paulistana Gabriela Caroli, de 34 anos. De acordo com a empresa de pesquisa e inteligência de mercado IEMI, em 2018, a produção plus size no setor vestuário brasileiro representou 4,7% do total de peças confeccionadas.

Enquanto a indústria tenta acertar o passo, a passarela acelera. Na última edição da fashion week nova-iorquina, em setembro, os desfiles foram tomados por uma pluralidade nunca vista no evento. Jovens criadores e nomes estabelecidos apostaram em modelos altas, baixas, magras, gordas, jovens, maduras… “A diversidade sempre existiu, o que não existia era seu reconhecimento. Acredito ser um caminho sem volta e de uma importância enorme para os indivíduos e para os negócios, incluindo aqueles ligados à indústria têxtil”, aponta a pesquisadora Paula Acioli, coordenadora do curso de Formação Executiva em Moda da Fundação Getúlio Vargas.

Além da questão da balança, o mercado também  ‘descobriu’ a beleza na maturidade, em contraponto à exigência da eterna juventude. Stephanie Seymour, Christy Turlington e Cindy Crawford, todas na faixa dos 50, seguem requisitadas por grifes importantes, como Marc Jacobs e Versace. A irlandesa Sheila O’Callaghan, de 49 anos, virou modelo há três meses, após ser descoberta num mercado, no Rio, onde mora com o marido e o cachorro. “Não imaginava que algo assim poderia me acontecer”, confessa.

Aos 23 anos e muito orgulhosa de suas raízes africanas, a paulistana Ana Patrocínio, que deixou de alisar os cabelos em 2015, ressalta: “Queremos nos reconhecer como somos, sermos bonitas da nossa maneira”.