Crítica I Mr. Robot – 4ª Temporada

Série entrega excelente ano final cheio de surrealismo e experimentação, e se firma como a última grande produção da década
ARTHUR ELOI

As vantagens da televisão são uma via de mão-dupla, facilmente aproveitadas para ir na contramão: o mesmo formato que permite aprofundar personagens e tramas ao longo de vários capítulos e temporadas dá espaço para programas ficarem em estado de coma, meramente respirando por aparelhos durante anos e anos. É por isso que ver uma série planejada desde o início, com direcionamento visivelmente mapeado, é tão satisfatório. Os últimos anos foram marcados por várias produções do tipo, e agora Mr. Robot fecha a lista de grandes seriados da década com uma quarta temporada que amarra muito bem toda a jornada até aqui.

O seriado cresceu muito desde o primeiro momento que apresentou Elliot Alderson (Rami Malek), hacker ambicioso, com o sonho de acabar com a terrível E Corp e melhorar o mundo. De lá para cá não só ele conseguiu, como também colheu os frutos de seus feitos ao ser preso, jogar os Estados Unidos em uma crise ainda mais profunda e comprar briga com o Dark Army, comandando pela enigmática Whiterose (BD Wong). Agora tudo precisa chegar ao fim, e o programa demonstra a importância de cada fase na construção de seu elenco. São episódios bastante reveladores, que discutem tanto a origem e financiamento do exército hacker chinês, como também os vários traumas do protagonista e, sim, o triste motivo da criação de seu “amigo imaginário” Mr. Robot (Christian Slater). Cada capítulo parece colocar o dedo mais a fundo na ferida. Isso, narrativamente, é excelente.

A quarta temporada é impiedosa, não dá um segundo de respiro ao público e nem ao protagonista. Um capítulo foca em respostas, outro em um passo importante para o conflito, já outro resgata algum elemento do ano dois. É um ritmo frenético, que funciona bem quando o tema discutido é urgência, a iminência do fim e também a impulsividade de Elliot, abordada desde o começo da série. Os poucos momentos que o ritmo desacelera são usados para elevar o impacto de decisões questionáveis, ou então destrinchar o emocional dos personagens. Por exemplo, uma subtrama em que o protagonista se envolve com um de seus “alvos” para manipulá-la acaba com ele forçando-a cooperar de forma brutal, destruindo sua vida no processo, o que quase a leva ao ponto de suicídio. Mais do que nunca, Mr. Robot sabe quando ser fria e chocante.

Praticamente todo episódio traz a equipe de produção no ápice de suas habilidades. O criador Sam Esmail e seus roteiristas criam cenários inéditos para carregar a tensão, mas sempre trabalhando em função de amarrar as pontas soltas e esclarecer o que ficou em aberto. Os diálogos aqui são alguns dos melhores de toda a série, e ressoam ainda mais graças à poderosas atuações: as cenas em que Christian Slater assume a narração, a excelente caracterização do traficante Fernando Vera (Elliot Villar), que rouba o foco sempre que dá as caras, ou então BD Wong dando dramaticidade à Whiterose e ao ministro chinês Zhang. O subarco de Darlene (Carly Chaikin) e da agente Dominique DiPierro (Grace Gummer) também impressiona ao combinar drama, violência e bastante ação. A trilha sonora de Mac Quayle complementa o suspense com sintetizadores pulsantes. É um daqueles raros casos em que tudo parece se alinhar e ser executado a perfeição – e nada deixa isso mais visível do que a fotografia.

A estética visual é componente central do programa desde o piloto, e foi apenas evoluindo com o passar dos anos. A partir da terceira temporada, ganhou um toque mais experimental, o que funcionou maravilhosamente bem como no episódio inteiramente realizado em plano-sequência. Aqui isso é elevado, e o diretor de fotografia Tod Campbell domina o espectador com planos fluidos e movimentos inusitados. A inventividade rouba os holofotes: um capítulo pode ser inteiramente conduzido sem diálogos, só através da comunicação não-verbal, enquanto o outro é gravado como uma peça de teatro. Cada episódio tem algo de especial, e a estética se torna uma obra por si só.

Mr. Robot não entrega apenas um prato cheio aos fãs, mas serve um verdadeiro banquete de despedida. O plano de Esmail de concluir tudo em “quatro ou cinco temporadas” é executado com o mais alto nível de qualidade, graças à uma equipe unida que passou muitos anos afinando suas habilidades. Mais surpreendente é como a série consegue seguir com narrativas bizarras, as vezes que desafiam a própria lógica, mas ainda fechar tudo de forma coesa, justificada e bastante satisfatória. É essa combinação de surrealismo e realismo sombrio que lhe dá personalidade única. O programa poderia ser só mais um caso de sorte de iniciante, daqueles que começam bem e vão se desgastando, cegos pelo próprio sucesso. Mas o controle que o criador exerceu ao longo dos anos nunca deixou a produção descarrilar – na verdade, o seriado chegou ao fim dos trilhos sem sequer balançar muito. Com o iminente fim da década, as listas de retrospectivas terão um problema espacial para acomodar tantos clássicos dos últimos dez anos, como The Americans, AtlantaThe LeftoversFargo e incontáveis outros. Mesmo com toda a dor de cabeça, o hacker vigilante, seu alter-ego imaginário e a série que combinou cultura tecnológica, ativismo, saúde mental e técnica cinematográfica artística, merecem seu lugar no pódio.

NOTA DO CRÍTICO ***** Excelente!

Kylie Jenner: biscoitos de Natal com Stormi


O amor de uma mãe! Kylie olhando para sua adorável filha enquanto ambos faziam cookies e usavam roupas combinando
Kylie Jenner: biscoitos de Natal com Stormi
‘Feliz Natal’ Kylie Jenner vestiu um macacão de Natal e compartilhou docemente um beijo com Stormi, que faz dois anos em 1 de fevereiro

Saskia de Brauw By Peter Ash Lee For Vogue Korea December 2019

MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: PETER ASH LEE. FASHION EDITOR: KIHOH SOHN. HAIR STYLIST: TINA OUTEN. MAKEUP ARTIST: MAKI RYOKE. SET DESIGNER: DAVID DE QUEVEDO. CASTING DIRECTOR: BERT MARTIROSYAN. PRODUCER: INYOUNG PARK

VOGUE KOREA DECEMBER 2019 / INSTAGRAM
MODEL: SASKIA DE BRAUW / PHOTOGRAPHER: PETER ASH LEE
FASHION EDITOR: KIHOH SOHN / CLOTHING: BOTTEGA VENETA
HAIR STYLIST: TINA OUTEN / MAKEUP ARTIST: MAKI RYOKE
SET DESIGNER: DAVID DE QUEVEDO / CASTING DIRECTOR: BERT MARTIROSYAN
PRODUCER: INYOUNG PARK


MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: PETER ASH LEE. FASHION EDITOR: KIHOH SOHN. HAIR STYLIST: TINA OUTEN. MAKEUP ARTIST: MAKI RYOKE. SET DESIGNER: DAVID DE QUEVEDO. CASTING DIRECTOR: BERT MARTIROSYAN. PRODUCER: INYOUNG PARK
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MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: PETER ASH LEE. FASHION EDITOR: KIHOH SOHN. HAIR STYLIST: TINA OUTEN. MAKEUP ARTIST: MAKI RYOKE. SET DESIGNER: DAVID DE QUEVEDO. CASTING DIRECTOR: BERT MARTIROSYAN. PRODUCER: INYOUNG PARK
MODEL: SASKIA DE BRAUW. PHOTOGRAPHER: PETER ASH LEE. FASHION EDITOR: KIHOH SOHN. HAIR STYLIST: TINA OUTEN. MAKEUP ARTIST: MAKI RYOKE. SET DESIGNER: DAVID DE QUEVEDO. CASTING DIRECTOR: BERT MARTIROSYAN. PRODUCER: INYOUNG PARK
SASKIA DE BRAUW BY PETER ASH LEE FOR VOGUE KOREA DECEMBER 2019
SASKIA DE BRAUW BY PETER ASH LEE FOR VOGUE KOREA DECEMBER 2019

Chiara Scelsi for Vogue Spain | January 2020

Chiara Scelsi for Vogue Spain | January 2020. Shot by Iris Humm. Styled by Beatriz Machado.

O laço de cabelo é seu próximo acessório favorito

Entre no clima festivo e vista o cabelo no clima do Natal
MARIE CLAIRE

Lenço de cabelo de veludo (Foto: Getty)

Não existe época melhor do que o final do ano (tá, talvez o Carnaval também) para brincar com o estilo pessoal e experimentar brilhos, mangas exageradas, acessórios marcantes … a lista é longa.  A temporada de festas de Natal e Ano Novo inaugura um período de moda festiva – e existe algo mais festivo que laços?

Sejam eles de veludo, cetim, brocado, tule: existem inúmeras opções. O melhor: eles são um complemento baratinho e que funciona com qualquer tipo de cabelo — esteja ele preso num coque, rabo-de-cavalo, ou, para os mais curtinhos, numa presilha. Não à toa, para os eu desfile de Métiers d’Art 2019/2020 (que rola sempre no mês de dezembro e propõe uma moda mais elaborada), a Chanel colocou justamente laços de cabelo na passarela, combinados com uma voilette e a tradicional camélia. 

Backstage do desfile Métiers D’Art da Chanel (Foto: Reprodução/Instagram)

Desde as versões mais exageradas que lembram o scrunchie dos anos 80, ou mais delicadas como os tipos em fita — é possível para improvisar um laço com a fitinha de embrulho dos presentes (fica a dica), mostramos a seguir algumas opções para inspirar seu próximo look. 

Junto e misturado
Dá para usar só o laço no cabelo? Dá, mas por que não combinar com várias presilhas para um efeito máxi?

Laço de cabelo com presilhas (Foto: Getty)

Lenço e laço
Mais clássicos, os lenços podem ser amarrados em volta do coque ou do rabo-de-cavalo e dar cor ao look

Lenço de cabelo com laço (Foto: Getty)

Com ares natalinos
Amamos os as versões de cetim ou de veludo, que lembram embrulhos de presente e fazem um statement delicado

Laço de cabelo de cetim (Foto: Getty)

Isis Valverde é a estrela de capa da Vogue de janeiro de 2020

Atriz faz sua estreia na capa (e recheio) da revista
PAULA MERLO

Isis Valverde, fotografada por Mariana Maltoni (Agência AN), usa maiô Cia Marítima. Edição de moda: Pedro Sales. Beleza: Krisna Carvalho (@tcayres) / Produção executiva: David Jensen e Patrícia Veneziano (Wborn Productions). Tratamento de imagem: Studio Bruno Rezende

Isis Valverde abre 2020 em grande estilo, a atriz faz sua estreia como cover-star da Vogue Brasil em janeiro, com ensaio exclusivo realizado em Itacaré, na Bahia.

Aos 32 anos, a mãe de Rael [de 1 ano, fruto do seu casamento com o modelo André Resende] posou para as lentes de Mariana Maltoni, com edição de moda de Pedro Sales e beleza de Krisna Carvalho, em um dia ensolarado na paradisíaca região. 
A atriz subiu mais de 30 vezes no coqueiro para conquistar o clique final.

Vogue Brasil de janeiro começa a chegar às bancas na sexta-feira (27.12) – garanta a sua!

Isis Valverde usa biquíni Osklen e colar Claudia Savelli (R$ 420) (Foto: Mariana Maltoni)
Ela é de verdade: Isis Valverde (Foto: Mariana Maltoni)
Colar Claudia Savelli (R$ 420) (Foto: Mariana Maltoni)
Camisa Louis Vuitton e hot pants Osklen. Colar Claudia Savelli (R$ 420) (Foto: Mariana Maltoni)
Biquíni Osklen (R$ 997) e colar Claudia Savelli (R$ 440) (Foto: Mariana Maltoni)
Isis Valverde usa biquíni Cia Marítima (R$ 316) e colar Claudia Savelli (R$ 560) (Foto: Mariana Maltoni)

Fotos: Mariana Maltoni
Edição: Pedro Sales
Beleza: Krisna Carvalho (@tcayres) com produtos L’Oréal Professionnel e Dior Cosmetics
Direção executiva: David Jensen e Patricia Veneziano (WBorn Productions)
Produção executiva: Ramon Mattos (WBorn Productions)
Tratamento de imagem: Studio Bruno Rezende

Meghan Markle e Harry compartilham cartão de Natal com filho engatinhando

Imagem com Archie foi publicada por um dos perfis ligados à família real britânica

Príncipe Harry, a esposa Meghan Markle e o filho Archie. Foto: REUTERS/Toby Melville/Pool

Meghan Markle e o príncipe Harry compartilharam nesta terça-feira, 24, um cartão de Natal nas redes sociais.

Na imagem, o casal aparece sentado em frente a uma árvore natalina e sorrindo para o pequeno Archie, primogênito de Meghan e Harry. O menino aparece sorrindo e engatinhando.

Archie nasceu no dia 6 de maio de 2019.

Ele é o sétimo na linha de sucessão do trono britânico, o oitavo bisneto da rainha Elizabeth II e não tem título de príncipe.

Nesta semana, Harry havia se vestido de Papai Noel para desejar feliz Natal aos internautas.

Travis Kalanick, cofundador e ex-presidente do Uber deixa conselho do grupo

Travis Kalanick iniciou a startup que definiu a indústria de transporte de passageiros; renunciou à presidência em 2017 após queixas relacionadas à privacidade e discriminação, assédio sexual
Agências internacionais

Travis Kalanick, de 43 anos, deixou presidência da Uber em 2017

Travis Kalanick, cofundador e ex-presidente do Uber, deixou nesta terça-feira, 24, o conselho de administração da empresa, cortando o último vínculo que o unia ao grupo. Kalanick, de  43 anos, deu início ao Uber em 2009, com Garrett Camp, e a expandiu de uma pequena startup para um gigante que definiu a indústria de transporte de passageiros.

A empresa abriu seu capital em maio. Mas Kalanick já não era o presidente da companhia naquela data: o conselho do Uber havia forçado o empresário a renunciar ao cargo em 2017, após uma série de incidentes relacionados à  privacidade e queixas de discriminação e assédio sexual na empresa.

“O Uber faz parte da minha vida nos últimos 10 anos. No final da década, e com a empresa agora pública, parece o momento certo para eu me concentrar nas minhas atividades comerciais e filantrópicas atuais”, disse Kalanick em comunicado nesta terça-feira, 23. “Estou orgulhoso de tudo isso que o Uber alcançou e continuarei torcendo pelo seu futuro do lado de fora.”

Kalanick já vendeu mais de US$ 2 bilhões em ações da empresa e, na quinta-feira, 26, concluirá a venda de suas ações restantes, disse uma porta-voz da companhia. 

Atualmente, Kalanick administra um fundo de risco e é o principal investidor da Cloudkitchens, uma startup de cozinhas colaborativas – a ideia é que cozinheiros de aplicativos de refeições a domicílio aluguem espaços para seu trabalho, em um modelo semelhante ao dp WeWork. No início de novembro, o Wall Street Journal informou que o negócio tinha recebido, no início de 2019, um investimento de US$ 400 milhões do fundo soberano da Arábia Saudita, conhecido pela sigla PIF. 

Em seu site, a Cloudkitchens descreve suas operações como “apoio a outros restaurantes” com cozinhas otimizadas para pedidos de delivery, com clientes como as populares marcas nos EUA Halal Guys e Fat Sal’s Deli. 

O aspecto curioso sobre a empresa, que é comandada por Kalanick, é que ela vai bater de frente com o antigo negócio do empreendedor, o Uber. A divisão de entrega de comidas da empresa, a Uber Eats, também está investindo para transformar áreas vazias, como estacionamentos, em cozinhas colaborativas e espaços para entrega de comida.