Tim Ashton for Grazia with Hannah Scherf

Photography: Tim Ashton. Stylist: Patrick Zaczkiewicz. Hair & Makeup: Katie Angus. Fashion Assistant: Anneliese Zanchetta Models: Hannah Scherf at IMG & Nat Gregory at Priscillas.

Thor se aposenta dos Vingadores em nova HQ; veja prévia

Nova fase da HQ terá roteiros de Donny Cates
GABRIEL AVILA

Uma prévia da nova HQ do Thor revela que o herói se aposentou dos Vingadores. As primeiras páginas da nova revista mostram o Deus do Trovão auxiliando a equipe à distância, atirando o Mjölnir em um monstro que atacava a Terra. Ao chamar o martelo de volta, ele nota uma mensagem que diz “boa pontaria! Aproveite a aposentadoria”. As imagens foram reveladas pelo roteirista Donny Cates (Motoqueiro Fantasma Cósmico), que ficou responsável pela revista do Filho de Odin após a saída de Jason Aaron, que roteirista do título desde 2012.

A revista mostrará Thor, agora Rei de Asgard, enfrentando o Inverno Negro, ameaça que pode causar a destruição dos Dez Reinos. De acordo com Cates, sua intenção é fazer com que a nova fase da HQ passe a mesma sensação que ouvir “black metal norueguês”. Thor #1 será publicada em janeiro de 2020 nos Estados Unidos.

Kate Middleton destaca papel das parteiras como humilde e crucial

Duquesa de Cambridge tem três filhos com o príncipe William
AGÊNCIA – REUTERS

Kate Middleton, duquesa de Cambridge, posa para foto com equipe de maternidade do Kingston Hospital. Foto: Palácio de Kensington/PA Wire/Divulgação via REUTERS

Kate Middleton, esposa do príncipe William, escreveu uma carta aberta de agradecimento às parteiras britânicas nesta sexta-feira, 27, depois de passar vários dias observando um hospital maternidade, chamando o trabalho delas de humilde e crucial.

A duquesa de Cambridge tem 37 anos e é mãe de George, de seis, Charlotte, de quatro, e Louis, de um aninho. Ela passou um mês no hospital Kingston, no sudoeste de Londres, acompanhando as parteiras em suas rondas diárias e indo para a casa das pessoas com elas.

“Fiquei verdadeiramente emocionada com a confiança que as pessoas depositaram em mim, compartilhando suas experiências e expressando seus medos abertamente”, escreveu ela.

Kate também visitou clínicas e enfermarias pós-natal. “Não importa o cenário, fiquei continuamente impressionada com a compaixão que demonstraram aquelas de vocês com quem passei um tempo e com a incrível ética de trabalho que demonstraram em nome de toda a sua profissão”, escreveu.

Ela disse que dedicou uma quantidade significativa de seu trabalho aos primeiros anos das crianças, o período entre a gravidez e os cinco anos de idade.

O papel das parteiras no apoio a essa fase vai muito além da complicada tarefa de dar à luz um bebê com sucesso, ponderou. “A ajuda e a garantia que vocês fornecem aos futuros pais e pais de recém-nascidos são igualmente cruciais”, acrescentou. “É um longo caminho para construir a confiança dos pais desde o início, com um impacto ao longo da vida na felicidade futura de seus filhos”, declarou a duquesa.

Ela observou que a Organização Mundial de Saúde designou 2020 o “Ano da Enfermeira e Parteira” em homenagem ao 200º aniversário de nascimento de Florence Nightingale.

Apple oferecerá descontos no Japão no dia 2 de janeiro

A Apple anunciou, por meio do seu site oficial japonês, que realizará um evento de compras no dia 2 de janeiro (próxima quinta-feira), quando a empresa oferecerá cartões-presente de até ¥24.000 (cerca de ~R$880) na compra de produtos selecionados.

Os detalhes sobre quais produtos participarão da oferta e quanto será disponibilizado de desconto para cada um deles não foram divulgados; contudo, no ano passado, os cartões-presente ofereceram descontos para iPhonesiPadsMacsApple WatchesApple TVsfones de ouvidos da Beats e AirPods.

A promoção será válida para produtos adquiridos na Apple Store Online japonesa ou nas lojas físicas da companhia espalhadas pelo país. Na prática, é como se o evento fosse uma Black Friday fora de época para celebrar o Ano Novo — a única diferença é que ela ocorrerá exclusivamente no Japão e apenas no dia 2/1.

Anteriormente, a Maçã costumava realizar uma promoção de “Sacolas da Sorte” no Japão, na qual oferecia aos clientes um combo de produtos e acessórios selecionados por um preço especial — mas desde 2015 essa oferta não ocorre mais. [MacMagazine]

VIA MACRUMORS

Jess LaFrankie Exclusively for Fashion Editorials with Got Malual

Photography: Jess LaFrankie. Hair & Makeup: Sally Goodwin. Model: Got Malual at Vivien’s Models.

Sue Lyon, a ninfeta adolescente de ‘Lolita’, morre aos 73 anos

A atriz americana Sue Lyon morreu nesta quinta-feira (26) em Los Angeles, aos 73 anos, informou o jornal The New York Times.

Sue Lyon em cena de "Lolita"
Sue Lyon em cena de “Lolita” – Divulgação

De acordo com a publicação, um amigo de Lyon, Phil Syracopoulos, confirmou que sua saúde estava debilitada, apesar de não ter informado a causa da morte da atriz.

Lyon ficou conhecida por interpretar a adolescente sexualizada do filme “Lolita”, dirigido por Stanley Kubrick em 1962. Adaptação do livro homônimo de Vladimir Nabokov, a trama acompanha um professor universitário que se apaixona por uma jovem de 14 anos.

Para interpretar Dolores Haze no longa, Lyon, até então uma modelo com apenas dois trabalhos de atuação, precisou vencer outras 800 atrizes que haviam feito teste para o papel.

Depois de “Lolita”, pelo qual venceu o Globo de Ouro da finada categoria de melhor atriz estreante, Lyon esteve no elenco de filmes como “A Noite do Iguana” (1964), de John Huston, e “Tony Rome” (1967), de Gordon Douglas.

Lyon deixa uma filha de um dos seus cinco casamentos.

Biógrafo Benjamin Moser fala das semelhanças entre Clarice Lispector e Susan Sontag

Pesquisador da vida das duas escritoras, Moser fala também de ‘Sontag – Vida e Obra’, que acaba de lançar
Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

Clarice e Susan Sontag Foto: Baptistão

Em sua carreira como biógrafo, o americano Benjamin Moser orgulha-se da pesquisa que fez sobre duas grandes escritoras, a brasileira Clarice Lispector (1920-1977) e a americana Susan Sontag (1933-2004), também duas mulheres fascinantes. Foram trabalhos de fôlego: para desvendar o enigma clariceano, Moser pesquisou durante dez anos até publicar, em 2009, pela antiga Cosac Naify, Clarice, Uma Biografia. Fôlego idêntico exigiu o trabalho de sete anos para descobrir a pessoa que se escondia por trás da grande pensadora, cuja mecha branca no cabelo escuro era a marca registrada. Tarefa que Moser, depois de entrevistar 573 pessoas, concluiu ao publicar Sontag – Vida e Obra, que sai agora no Brasil, pela Companhia das Letras, que também assumiu a biografia de Clarice.

Juntos, os dois trabalhos representam um desafio para o leitor, tamanha a complexidade do legado das duas autoras. Afinal, se Clarice ainda perturba com o modo anticonvencional de organizar uma narrativa, valendo-se de uma escrita intimista, Susan deixou uma vasta obra, em que tanto desvendou os mistérios da fotografia como, em ensaios, celebrou a arte da complexidade e da ambiguidade.

Um desafio que exigiu esforços distintos do biógrafo. Afinal, na pesquisa sobre Clarice, Moser teve dificuldade ao entrevistar as pessoas que a conheceram, desabituadas a conversar sobre tais intimidades. Para a biografia de Susan, no entanto, o trabalho maior foi desvendar a verdade em meio à profusão de histórias que ouviu dos amigos da americana, todos acostumados a falar – e também a mentir – muito.

Ainda no caso de Susan Lee Rosenblatt, que logo adotou Sontag, sobrenome do padrasto, o biógrafo contou com o valioso acesso aos arquivos da autora, mantidos nos arquivos da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e que inclui mais de 100 periódicos, milhares de cartas, fotografias de família, rascunhos de manuscritos e até mesmo seu computador pessoal.

Das entrevistas, a mais esperada foi com a fotógrafa Annie Leibovitz, com quem Susan manteve um relacionamento duradouro, diversas vezes negado em público. Annie relutou em receber o biógrafo, mas, quando o fez, foi extremamente sincera em seu depoimento. Para Moser, elas se completavam, pois Susan era fascinada por fotografia enquanto Annie tornou-se famosa pelos retratos de celebridades.

Susan e Clarice, no entanto, viviam em função da escrita. No texto de Clarice, “as personagens não são seres excepcionais, antes são pessoas comuns, vivendo em um mundo, por assim dizer, mágico; mas de uma magia diferente, clariceana, feita de enigmas e perplexidades – uma magia nascida da exacerbação da palavra”, no entender do poeta Ferreira Gullar.

Já Susan revelava respeito pelo ofício. “Escrever, em última análise, consiste em uma série de permissões que conferimos a nós mesmos para que possamos nos expressar de determinadas formas, e possamos também inventar, saltar, voar, cair até descobrir nosso traço peculiar de narrativa e insistir nele. Em outras palavras, até descobrirmos nossa liberdade interior. É ser severo, sem ser crítico consigo”, escreveu ela para o New York Times, em 2001. Antes de viajar para Índia e Austrália, onde participa de palestras sobre Clarice Lispector, Moser conversou com o Estado.

Em suas pesquisas, você encontrou semelhanças entre Clarice e Susan?
Encontrei. Além do fato de serem dois grandes nomes da literatura mundial do século 20, filosoficamente há semelhanças, especialmente na forma com que trabalharam a linguagem, um recurso em que é possível fazer distorções. Clarice e Susan eram muito conscientes disso. Susan, aliás, trabalhava com isso também na fotografia, na qual é possível representar uma pessoa de uma forma horrível ou, ao contrário, apresentar alguém de uma forma melhor. No caso da linguagem, essas possibilidades são, para as duas, muito importante. Para Clarice, era uma questão mística, como se pode chegar ao divino pela linguagem. Com Susan, era diferente, pois ela queria saber como a linguagem, a representação, pode distorcer, seja na política, na sociedade ou mesmo na filosofia. Algo tão poderoso que pode até matar.

Você se lembrou da relação de Susan Sontag com a fotografia – no final da vida, Clarice começou a pintar quadros, ou seja, a imagem também influenciou de alguma forma sua escrita. Como funciona a relação das duas com a imagem?
É muito interessante. Susan nunca fotografou nada, não tinha prática alguma. O que a interessava era como essa arte influencia nossa vida – a maioria das pessoas fotografa por hobby, portanto, não se dá conta do poder da imagem. Tanto Susan como Clarice era mulheres muito bonitas. Talvez por isso Susan percebia a crueldade da câmera, que parece estar esperando você envelhecer. Susan dizia que a câmera julgava as pessoas – e também podia reduzi-las.

Como assim?
Susan costumava brincar, ainda que de forma pesarosa, que ela era conhecida pela mecha branca de seu cabelo – não por alguma obra, mas pelo contraste de cor de seu cabelo. Era algo tão poderoso naquela época (anos 1960 e 70) que o (programa de humor) Saturday Night Live tinha uma peruca escura com um mecha branca em seu departamento de vestuário, para quando fosse satirizá-la. O curioso é essa marca surgiu sem querer: quando estava com 42 anos, ela sofreu com um câncer que quase a matou. Seu cabelo ficou todo branco e, para reparar, Susan foi ao cabeleireiro da mãe, no Havaí, que deixou uma mecha clara. Ela gostou e acabou se tornando a marca dessa intelectual nova-iorquina. Mas isso é um ato de tirania, pois existe uma pessoa real atrás da imagem. É o que Susan sempre fez questão em seu trabalho, o de mostrar a realidade que está por trás da imagem. Ela dizia que a foto de uma pessoa não é a pessoa.

E o que dizer da escrita de Clarice e Susan: elas se revelavam ou se escondiam atrás das próprias palavras?
Para quem conhece a escrita da Clarice, sabe que é uma revelação total, e não é só uma revelação pessoal, mas do ser humano em geral. É algo chocante a forma como Clarice, que não nos conheceu, chegou de fato a nos conhecer. Creio ser a sua revelação mais poderosa. Já Susan adotou uma postura que considero interessante ao assumir uma personagem pública quando era ainda muito nova. Ela sabia que seria alguém importante, o que de fato aconteceu. Mas, aos 12 anos, Susan tinha a consciência de que era lésbica, algo recriminável em sua época. Por isso, construiu uma fachada pública, aquela que despontava nas fotos, na televisão. Ela guardou a menina vulnerável, insegura, nos diários. Descobri isso ao ter acesso ao arquivo privado dela. Isso exigiu um preço muito alto em sua vida dela.

Há ainda outro assunto, mais delicado, que as une de uma certa forma: câncer. Clarice morreu sem saber que sofria desse mal e Susan foi obrigada a lutar contra três tipos de câncer, um dos quais a vitimou.
Sim, é um assunto interessante. O primeiro câncer de Susan aparece em 1975, dois anos antes do da Clarice, que acabou morrendo sem saber, em 1977. Quando fazia pesquisas para a biografia da Clarice, fiquei surpreso ao descobrir que, no Brasil da época, não se dizia que uma pessoa morria de câncer. Parecia uma vergonha. E você era atacado por essa doença porque era sexualmente reprimido ou tinha vivido de forma errada. Por isso que Clarice nem soube que morreu de câncer. E Susan, quando descobre seu primeiro, também foi obrigada a abafar o assunto, questionando-se o que fizera de errado. Até que escreve A Doença como Metáfora, para derrubar essa ideia, mas também para se convencer. Graças a esse livro, Susan pode morrer sem pensar que tinha desperdiçado a vida.

Neste mês de dezembro, iniciou-se a comemoração do centenário de nascimento de Clarice, que acontece em dezembro de 2020. Ao lado de Susan Sontag, qual a importância dessas mulheres nos dias de hoje?
O mais importante é entendermos como elas nos ensinam a nos aprofundarmos em diversos assuntos. A como entender as coisas. Em nossa eterna necessidade entendimento, Clarice nos dá a perspectiva de toda uma vida. E a Susan é a pessoa que oferece os alicerces da cultura. Ela abre a porta. Você pode entrar ou não entrar, como no quarto da empregada da G. H. no romance de Clarice – mas ela te faz entender o que é a filosofia moderna, o que é o cinema, o que é a política, porque pensamos de uma determinada maneira. Isso nos ajuda a sair da gritaria do Twitter e do dia a dia político, do mundo todo, para finalmente entendermos o que está acontecendo.

The Top 10 Models Of 2019

The Top 10 Models Of 2019
Video edited by Anna Davidsson, December 2019

Video credits: Versace Michael Kors Tom Ford Givenchy Max Mara Ralph Lauren Alberta Ferretti Chanel Isabel Marant Off-White Fashion To Max Valentino Sies Marjan Philosophy di Lorenzo Serafini Prada Moschino Roberto Cavalli Etro Fila Mugler Brandon Maxwell Lanvin

Music: 1. Bosiyaw – Be Mine, 2. Rae Morris – Closer (Kid Arkade Remix)

Netflix rejeita comerciais, mas vem acolhendo marcas

Plataforma com 158 milhões de assinantes tem o que as empresas buscam, um público jovem
Tiffany Hsu, The New York Times

Série. Cena com vários produtos que não pagam para aparecer Foto: Netflix via The New York Times

Os assinantes da Netflix gostam de assistir a temporadas inteiras de Stranger Things ou The Crown sem ter de ver comerciais de seguros ou carros SUV. São as assinaturas, e não a publicidade, que impulsionam os US$ 16 bilhões de receita anual da plataforma, e ficar “livre de comerciais” continua a ser parte importante da nossa proposta”, informou a Netflix em um comunicado.

Embora seja a plataforma de streaming dominante, com 158 milhões de assinantes em todo o mundo, a Netflix também contabiliza uma dívida de US$ 12 bilhões e vem enfrentando uma forte concorrência de recém-chegados ao streaming, como Walt Disney Co. e Apple. A empresa de pesquisa eMarketer declarou este mês que os dias da Netflix no topo “estão contados” e muitos analistas e executivos acham que, para manter suas vigorosas receitas, ela terá de inserir anúncios comerciais na sua programação.

“Não sei por que não o fariam”, disse Peter Naylor, chefe da divisão de vendas de anúncios da plataforma de streaming Hulu.

Mesmo resistindo aos comerciais, a Netflix vem encontrando maneiras de trabalhar com marcas. No mês passado, ela se juntou à cadeia de fast-food Subway para oferecer o sanduíche Green Eggs and Ham Sub ligado à nova série Green Eggs and Ham, baseada no livro do Dr. Seuss. O sanduíche gerou muita publicidade para a Netflix na imprensa dedicada a estilo de vida e colocou o nome da plataforma diante de milhões de pessoas que diariamente compram sanduíches na Subway.

Em outra promoção cruzada, a Netflix recebeu da companhia Diesel uma taxa de licença para produzir roupas inspiradas na série A Casa de Papel, uma das mais populares na plataforma. Os anúncios online da Diesel enviam repetidamente mensagens sobre a conexão, mostrando o nome da Netflix, mencionando a série e mostrando personagens com os inconfundíveis macacões vermelhos usados pelos protagonistas.

“A Netflix está ativamente passando informações para sua equipe de marketing”, segundo a empresa de pesquisa Forrester. “Estão sendo mais flexíveis quanto aos tipos de parceria que podem oferecer”, disse Ellie Bamford, executiva da agência de marketing R/GA.

Quando a Netflix trabalhou com a Samsung e a Aviation American Gin num comercial no mês passado, mostrando o ator Ryan Reynolds e seu novo filme 6 Underground, não entrou dinheiro no acordo. Para a Netflix, esses acordos têm a ver mais com manter as pessoas ligadas na marca. A companhia não disse se acordos desse tipo constituirão uma parte maior das receitas no futuro.

Mas as empresas há muito tempo estão ávidas para realizar negócios com a Netflix, mesmo antes de ela conquistar 34 indicações ao Globo de Ouro este mês. A plataforma tem algo que as marcas anseiam: um público jovem. A média de idade dos assinantes é de 31 anos, uma audiência cobiçada pelas companhias uma vez que o pessoal mais jovem evita a TV a cabo e odeia anúncios.

“As marcas querem estar na frente desse público”, disse Bamford. “Alcançar essa plateia inatingível, essas pessoas que cancelam assinaturas da TV a cabo que detestam anúncios, é uma grande preocupação das companhias.”

A Netflix tem um grupo dedicado a parcerias liderado pelo executivo Barry Smith que trabalha com as empresas para usarem o nome da Netflix em campanhas promocionais. Ele recentemente contratou profissionais que saíram da Fox, Lionsgate e outras empresas de mídia. Num anúncio de oferta de empregos na Europa, a companhia disse que pretende “ampliar o escopo e o impacto das nossas campanhas de marketing quando trabalhamos com outras marcas”.

No meio deste ano, a série mais popular da plataforma, Stranger Things, de ficção científica, ambientada na década de 80, gerou acordos com 75 companhias. As marcas não pagam para aparecer na série, mas a Netflix recebeu uma taxa de licenciamento pela promoção de Stranger Things em Londres concebida pela empresa de teatro Secret Cinema, que recriou um centro de compras que aparece na série vendendo cosméticos especiais da Mac e produtos da Coach. O shopping abriu em novembro, quatro meses depois de a Netflix lançar a terceira temporada da série.

Em uma videoconferência com analistas, este ano, o diretor executivo da Netflix, Reed Hastings, afirmou que as promoções no caso de Stranger Things tiveram por objetivo atrair mais pessoas para a série, e assim “eles aderem à Netflix e falam para seus amigos”.

A mesma lógica pode se estender para as colocações de produto. A Netflix normalmente deixa esse tipo de decisão para os produtores individuais, afirmando que “muitas marcas que aparecem em séries e filmes são adicionadas pelos criadores, que acreditam que elas contribuem para a autenticidade da história. Essas colocações de produto pagas são raras e não são um objetivo de negócio para nós”.

O que contrasta com muitas concorrentes da companhia que cortejam as empresas oferecendo expor seus produtos na tela. A Hulu, por exemplo, tem uma equipe dedicada a à inserção de marcas em seus programas, registrando um aumento de 200% dos acordos pagos entre 2018 e 2019. A Netflix não tem uma equipe equivalente. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO