Estilo africano estreia na Semana de Moda de Paris

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O estilista camaronês Imane Ayissi ficou emocionado após ser recusado ‘muitas vezes’ para o seleto clube da alta-costura
LAETITIA VOLGA E MICHAELA CABRERA – REUTERS

Criações do estilista camaronês Imane Ayissi estreia na Semana de Moda de Paris 2020. Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

O estilista camaronês Imane Ayissi combinou o estilo europeu com a originalidade africana durante um desfile marcado pela estreia de um profissional da África subsaariana na Semana de Moda de Paris.

“É uma honra”, disse ele nos bastidores do desfile, referindo-se à sua admissão no seleto clube da alta-costura em Paris após anos de recusa.

“Estou lutando há 28 anos, dediquei toda minha vida ao trabalho. A Federação Francesa da Alta-Costura e da Moda abriu suas portas para mim após rejeitar minha submissão muitas vezes, porque não era o momento certo ou meu trabalho não atingia as expectativas. Mas, desta vez, deu certo”, afirmou.

O estilista camaronês Imane Ayissi se emocionou ao estrear na Semana de Moda de Paris.
O estilista camaronês Imane Ayissi se emocionou ao estrear na Semana de Moda de Paris. Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

Ayissi ingressou jovem no universo da moda, criando roupas para sua mãe, que vencera o concurso de Miss Camarões na década de 1960. Ao migrar para a modelagem, ele se mudou para Paris há 30 anos e desfilou para estilistas de ponta, como Yvés Saint-Laurent, Pierre Cardin, Givenchy e Lanvin.

O estilista Imane Ayissi combinou o estilo europeu com a originalidade africana para as criações apresentadas na Semana de Moda de Paris 2020.
O estilista Imane Ayissi combinou o estilo europeu com a originalidade africana para as criações apresentadas na Semana de Moda de Paris 2020. Foto: Francois Lenoir/Reuters

Mais tarde, Ayissi decidiu se dedicar integralmente ao trabalho de designer de moda, definindo seu estilo como minimalista e elegante, “com uma certa maestria de tecido e forma”.

As roupas do estilista Imane Ayissi eram feitas de Faso Dan Fani orgânico, um pano de algodão de Burkina Faso.
As roupas do estilista Imane Ayissi eram feitas de Faso Dan Fani orgânico, um pano de algodão de Burkina Faso. Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP

Para seu desfile na noite de quinta-feira, 23, que encerrou a edição deste ano, modelos caminharam pela passarela ao som de músicas africanas, com vestidos no estilo da moda ocidental contemporânea, mas um toque africano.

As roupas eram feitas de Faso Dan Fani orgânico, um pano de algodão de Burkina Faso organizado em tiras. “Eu faço o que posso — para mostrar tecidos africanos reais, contar histórias”, disse Ayissi sobre sua coleção.

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