Ren Pidgeon Exclusively for FE with Juliette d’Udekem d’Acoz

Photographer: Ren Pidgeon. Model Juliette d’Udekem d’Acoz at Duval Australia.

Meghan Markle e Príncipe Harry recusam convite para apresentar o Oscar, diz Jornal Mirror

Segundo a publicação, eles iriam apresentar o prêmio de Melhor Filme
MARIE CLAIRE

Meghan Markle usa look bege (Foto: Getty Images)

Uma publicação do site do Jornal Mirror afirma que Meghan Markle e o Príncipe Harry foram convidados a apresentar uma categoria no Oscar deste ano, mas recusaram o convite. Segundo o site, eles anunciariam o vencedor de Melhor Filme.

Se aceitassem a oferta para fazer parte do maior evento de cinema de Hollywood, teria sido a aparição pública de maior destaque do casal desde que eles renunciaram aos seus papéis de membros seniores da família real britânica, no início de janeiro.

Nesta sexta-feira, 07, o casal fez sua primeira aparição pública junto desde o Megxit, participando de um ato do banco americano JPMorgan, em Miami.

Diversidade marca moda praia no litoral de São Paulo

Biquínis e maiôs se multiplicam em mulheres que só usam o que gostam
Emilio Sant’Anna

Fernanda Mosquini, 38, é dona de uma marca de biquínis  e os vende na van
Fernanda Mosquini, 38, é dona de uma marca de biquínis e os vende na van – Adriano Vizoni/Folhapress

SÃO SEBASTIÃO – Nos perfis de influencers digitais e celebridades, os biquínis e maiôs que são ou serão tendência pipocam durante o ano todo. Aí, quando chega o verão, a moda praia já está decretada e sacramentada nas redes sociais.

Asa delta, tai-dai, neon, hot pants, com cinto, sem cinto, metalizados, recortes nada convencionais, com mangas, com tiras, candy colors, cortininha, com bojo, sem bojo, engana mamãe… uma infinidade de possibilidades que se alternam e que só fazem os homens terem certeza de que a vida é mais fácil para a maioria deles.

Esse mar de alternativas e alternâncias, no entanto, esconde (ou revela) uma realidade. Nem tudo tem que servir para todas. E nem todas querem servir em tudo. O verão real é diverso. 

Na areia que as não celebridades dividem, a moda que se vê é, claro, uma mistura de tendências deste e de verões passados. Muitas vezes, nem isso. É só o que te cai bem mesmo, sem dramas.

A leitora mais atenta que topar com a vendedora de moda praia Larissa Cabrioti, 26, andando por Maresias, no litoral norte paulista, com um sutiã cortininha e um “levanta bumbum” pode até pensar: “ela trabalha com isso e não está usando nada de novo…” Mas ela, assim como uma infinidade de mulheres por ali, só usa o que realmente gosta.

Surfista, o que ela quer é algo que permita pegar onda sem se preocupar em não conseguir fazer as manobras que quiser por estar com um biquíni cavado demais ou confortável de menos. De quebra, quer se sentir bem e bonita. Simples assim. 

Larissa Cabrioti, 26, vendedora de biquínis em São Sebastião; o importante é o conforto, diz ela
Larissa Cabrioti, 26, vendedora de biquínis em São Sebastião; o importante é o conforto, diz ela – Adriano Vizoni/Folhapress

Se esse modelo vai ser um asa delta ou um maiô bem comportado também pode depender do dia, de seu humor, do sol, do seu horóscopo ou do que for. Só não vale seguir a tendência só porque é tendência, ela diz.

Em seu trabalho, não é raro ter que delicadamente dizer a uma cliente que o melhor é levar algo que seja confortável e deixar de lado a última novidade incômoda.

Márcia Rodrigues, 23, sua colega de loja, prefere os maiôs. Entre eles, o engana mamãe, aquele com decotes laterais, que revelam sem mostrar muito. “Não me sinto bem com modelos menores e quero ficar confortável quando venho à praia”, diz. 

Segundo elas, há alguns modelos que se destacam por serem os mais procurados. Cortininha e tai dai são dois dos que mais saem na praia do litoral norte. 

Criadora da marca Maria Parafina, Fernanda Moschini, 38, vende seus biquínis em uma van. Segundo ela, o que mais sai neste verão são os modelos cortininha e o ripple, o popular levanta bumbum. 

Larissa, Márcia e Fernanda estão em uma das pontas de uma cadeia que cria e dita tendências a cada ano. A estilista Adriana Degreas está na outra. Suas criações reconhecidas internacionalmente, indiretamente, refletem esse comportamento natural das mulheres.

“A cada coleção, a liberdade de usar o que te faz feliz e te traz autoestima está muito mais forte do que ‘criar tendência'”, afirma.

Seus modelos remetem ao “new vintage”, e a coleção deste ano é repleta de estampas botânicas e tons amenos. Tendência ou não, para ela, o que já não cabe nesse mercado é o certo ou errado. 

“Não existe mais esse conceito, existe a vontade de se expor, como você próprio se aceita. Cada um dita sua própria tendência”, diz. 

Sobre as peças que prometem valorizar determinadas partes do corpo, Degreas vai na contramão.
“Não faço maiô ou biquíni ortopédico para consertar ninguém. Nunca me preocupei em levantar bumbum, dar efeito de próteses no seios, listras que emagrecem. Faço peças [para] que as pessoas se identifiquem e que respeitam seu biotipo. Isso para mim é ser elegante.” Não dá para não concordar.

Espiões, ameaças e spam: Como Harvey Weinstein intimidou quem tentou denunciá-lo

Filho de Woody Allen e Mia Farrow, jornalista Ronan Farrow relata em livro as estratégias da ‘indústria do silêncio’ por trás dos assédios
Alessandra Monnerat, O Estado de S.Paulo

Foram décadas de silêncio até que o produtor de cinema Harvey Weinstein fosse levado ao banco dos réus, acusado por inúmeras mulheres de assédio sexual e estupro. O figurão de Hollywood era a baleia branca de vários repórteres, que tentaram – sem sucesso – trazer a série de abusos cometidos por ele à tona. Esses casos só seriam revelados em 2017, em reportagens do The New York Times e da New Yorker. Mas por que a verdade demorou tanto a aparecer? Um dos repórteres responsáveis por expor Weinstein, o vencedor do prêmio Pulitzer Ronan Farrow, se dedica essa pergunta no livro Operação Abafa – Predadores Sexuais e a Indústria do Silêncio. E a resposta tem várias camadas.

Uma parte da explicação é digna de um thriller de espiões. Weinstein contratou uma empresa de inteligência israelense chamada Black Cube para investigar os jornalistas que estavam escavando seu passado – o que inclui Farrow e as repórteres do Times Jodi Kantor e Megan Twohey. Entre as táticas empregadas pela agência para obter informações sobre Farrow, estava o envio de mensagens spam para o celular do jornalista – alertas de previsão do tempo, por exemplo. Mais tarde, essas comunicações provariam ser parte de um esquema para roubar os dados do repórter. 

A Black Cube também se valia de técnicas mais tradicionais. Farrow começou a reparar em um carro Nissan Pathfinder que sempre estacionava perto de seu prédio – eram os agentes contratados para segui-lo. O autor conta se sentir paranoico, a ponto de colocar os resultados da apuração sobre Weinstein em um cofre com o bilhete: “Caso algo aconteça comigo, faça essa história ser publicada”. A atriz Rose McGowan, que acusou Weinstein de estupro, foi outro alvo da Black Cube. Por meses, uma mulher chamada Diana Filip se aproximou dela e ganhou sua confiança. Depois, se descobriria que Diana, na verdade, se chamava Stella Pechanac, uma ex-soldado da Força Aérea Israelense treinada em operações psicológicas e contratada para descobrir os segredos da atriz. 

Farrow sabe que tem uma história cinematográfica em mãos, e conduz a narrativa com ritmo preciso e algumas notas de bom humor. Aos poucos, ele pinta um quadro de “nós contra eles”, uma cena de batalha liderada por algumas mulheres e jornalistas corajosos contra um grande complô. Em sua própria versão de Todos Os Homens do Presidente, Farrow tem até seu próprio Garganta Profunda. É Sleeper, uma fonte anônima misteriosa, que trabalhava na Black Cube e resolveu vazar vários documentos da firma para o repórter. “Realmente acredito que Weinstein é um criminoso sexual e tenho vergonha, como mulher, de estar participando disso”, diz Sleeper no livro. 

Mas a história por trás do silêncio que protegia Weinstein não é só sobre espionagem. O autor expõe ainda elementos de uma conspiração maior e mais nociva: a cultura de cumplicidade que envolvia setores da política, da mídia e da indústria do cinema americano. Farrow lembra ao longo do livro que alguns dos que se calaram a respeito dos abusos continuaram a ser celebrados sem grandes questionamentos. Hoje, o favorito a ganhar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, Brad Pitt, disse saber do assédio contra sua ex-noiva, Gwyneth Paltrow. O diretor de Era Uma Vez… Em Hollywood e indicado a receber a estatueta por Melhor Roteiro Original, Quentin Tarantino, confessou “saber o suficiente para fazer mais” do que fez. 

Os dois não eram os únicos. Weinstein garantiu financiamento e premiações a uma boa parcela de Hollywood – e também trabalhou na arrecadação para campanhas democratas, como a de Hillary Clinton. Mas a lealdade ao produtor em setores considerados progressistas não se explica apenas com dinheiro e poder. O que Farrow dá a entender é que muitos dos que protegeram o predador sexual também tinham esqueletos no armário. O autor conta como sua investigação sobre Weinstein, feita em parceria com o produtor, Rich McHugh foi embarreirada por mais de um ano pela NBC – onde Farrow trabalhava antes de levar sua apuração para a New Yorker. A emissora tinha fechado seus próprios acordos de confidencialidade para abafar casos de abuso sexual cometidos por homens em seu alto escalão. 

Um dos casos revelados no livro é o da ex-produtora da NBC Brooke Nevils, que disse ter sido estuprada por um dos principais nomes da casa, o apresentador Matt Lauer. O relato de Brooke é o mais contundente em Operação Abafa. Ela conta que, durante a cobertura da Olimpíada de Inverno de Sochi, em 2014, Lauer a forçou a fazer sexo anal quando ela estava bêbada. “Quando acordou, havia sangue por toda a parte, empapando a calcinha, empapando o lençol”. Ao menos outras dez ex-colegas de Lauer registraram conduta inapropriada do apresentador, que nega as acusações.

Como narrador dessas histórias, Farrow tem uma posição curiosa. Ao mesmo tempo que, como jornalista, tem um olhar de fora, ele é filho de duas importantes e controversas figuras do cinema: a atriz Mia Farrow e o diretor Woody Allen. A crônica da família é marcada por uma acusação de abuso sexual. A irmã adotiva de Ronan, Dylan, diz que Allen a molestou quando ela tinha 7 anos de idade. O cineasta nunca foi indiciado criminalmente e nega as acusações. No livro, Ronan expressa seu distanciamento do pai e argumenta que ele contratou um time de detetives particulares para atrapalhar as investigações do caso. Essa posição de defesa da irmã e da mãe tornou o jornalista uma figura mais confiável para algumas de suas fontes, como Rose McGowan. Antes de entrevistar a atriz, o repórter pediu conselhos a Dylan. “Diz pra ela que o negócio é segurar a barra. É igual arrancar um band-aid”.

O autor admite não ser um árbitro imparcial sobre a história de sua família. De qualquer forma, ele defende a importância de que relatos como o de Dylan sejam ouvidos. “Esse tipo de silêncio não é apenas injusto. Ele é perigoso.”

Rianne Van Rompaey + Ugbad Abdi Front Michael Kors SS 2020 Campaign

Models Rianne Van Rompaey and Ugbad Abdi front the Michael Kors Spring Summer 2020 ad campaign, lensed by Inez van Lamsweerde and Vinoodh Matadin.