NEVER TOO SMALL 23sqm/247sqft Micro Apartment – The Cairo Flat

Set within lush green communal gardens, the art deco Cairo Apartments are a landmark in Melbourne’s architectural heritage. Designed by Best Overend and completed in 1936, they were (and remain) an exercise in minimal living.

Architecture architecture have completed a fit-out of one of the Cairo Studio Apartments – an exercise in creating a fully functional abode within a mere 23m2/.

In a studio apartment of such modest dimension, the smallest modifications make a significant difference to the feel and functionality of the space.

Compact robes and clever storage solutions are integrated with a fold-out bed and a handsome full-height curtain, creating the flexibility to quickly convert the single-room space from a study to a bedroom to a dining room or party space.

Situado entre jardins comuns verdes exuberantes, o Art Déco Cairo Apartments é um marco no patrimônio arquitetônico de Melbourne. Projetados por Best Overend e concluídos em 1936, eles eram (e continuam sendo) um exercício de vida mínima.

A arquitetura arquitetônica completou um ajuste de um dos Cairo Studio Apartments – um exercício na criação de uma residência totalmente funcional em apenas 23m2 /.

Em um apartamento de tamanho modesto, as menores modificações fazem uma diferença significativa na sensação e funcionalidade do espaço.

Robes compactos e soluções de armazenamento inteligentes são integrados com uma cama dobrável e uma cortina de altura total bonita, criando a flexibilidade para converter rapidamente o espaço de um quarto de um escritório em um quarto para uma sala de jantar ou espaço de festa.

Music: You Where in This Place by Hidden Tapes. Start your free trial subscription on Musicbed by using the link here http://share.mscbd.fm/nvtsmall

Website https://www.nevertoosmall.com

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Produced by https://newmac.co

Creator: Colin Chee
Director: Colin Chee
Producer: Lindsay Barnard
Camera: Colin Chee
Editor: Colin Chee

Início da Semana de Moda de Londres é marcado por protesto ambiental

Ativistas do grupo Extinction Rebellion fecharam ruas e pediram que o Conselho de Moda Britânico tome medidas por políticas públicas
AGÊNCIA – AP

Grupo Extinction Rebellion realiza protesto durante a Semana de Moda de Londres. Foto: Henry Nicholls/Reuters

Ativistas do meio ambiente roubaram a cena neste sábado, 15, no segundo dia da Semana de Moda de Londres, com um protesto que parou o trânsito enquanto pediam o cancelamento do evento britânico de cinco dias.

Dezenas de manifestantes do grupo Extinction Rebellion chamaram atenção e provocaram a ira de alguns motoristas ao soltarem chamas de fumaça colorida no ar e bloquearem as vias no centro de Londres, perto do local da feira fashion.

Alguns protestantes usavam máscaras de gás e roupas feitas de correntes enquanto outros levavam cartazes em que se lia “Sem moda em um planeta morto”. Eles pediram ao Conselho de Moda Britânico que tome mais medidas para fazer lobby por políticas ambientais.

Ativistas ambientais do grupo Extinction Rebellion fecharam ruas com um protesto durante a Semana de Moda de Londres em fevereiro de 2020. Foto: Henry Nicholls/Reuters

Em setembro do ano passado, no mesmo evento, o Extinction Rebellion se vestiu de branco com manchas vermelhas para chamar atenção para o impacto da indústria de vestimenta sobre o meio ambiente.

Os organizadores da Semana de Moda de Londres disseram que querem ajudar a promover a sustentabilidade e criar mudanças positivas na indústria.

Nesta temporada, a feira apresenta uma exposição chamda Moda Positiva e uma “loja de troca”, onde os visitantes poderão trocar roupas usadas por itens doados. A maioria dos participantes da semana de moda, no entanto, terá seus olhos firmemente treinados nas ofertas da nova temporada.

Bilheteria EUA: Sonic: O Filme, Aves de Rapina, A Ilha da Fantasia, The Photograph, Bad Boys Para Sempre

Sonic: O Filme estreia na liderança da bilheteria dos EUA

Sonic – O Filme
Sonic The Hedgehog. Canadá/Japão/EUA, 2020. Direção: Jeff Fowler. Com: James Marsden e Jim Carrey. 99 min. 10 anos.

Sonic: O Filme estreou no topo da bilheteria norte-americana. O longa do ouriço azul arrecadou US$ 57 milhões em seu primeiro final de semana em cartaz, superando Aves de Rapina (Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa), que levantou US$ 17,1 milhões no período.

O também estreante A Ilha da Fantasia arrecadou mais de US$ 12,4 milhões entre sexta e domingo nos EUA, fazendo com que o reboot da famosa série dos anos 1970 chegasse à 3ª posição da bilheteria. O longa superou The Photograph, o drama estrelado por LaKeith Stanfield e Issa Rae, que levantou mais de US$ 12,2 milhões.

Fechando o top 5 da bilheteria dos EUA ficou Bad Boys Para Sempre, o terceiro filme da franquia estrelada por Will Smith e Martin Lawrence, que arrecadou mais de US$ 11,3 milhões em seu 5º final de semana em cartaz.

Charlee Fraser | Vogue Australia February 2020

Photographer: Will Davidson Stylist: Philippa Moroney

Imprevisível, coronavírus tira o sono de executivos da indústria de tecnologia

Empresas do setor interromperam produção em fábricas e fecharam lojas no país asiático; dificuldade de se prever quando doença será controlada pode trazer consequências como escassez de componentes e alta em preços de eletrônicos em todo o mundo
Por Giovanna Wolf e Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Loja da Apple fechada na China; coronavírus preocupa o mundo da tecnologia

Mais de 1,3 mil mortes, pelo menos 64 mil pessoas infectadas e um prejuízo ainda incalculável para a economia global. Além de ser uma ameaça para a saúde mundial, o coronavírus está tirando o sono de executivos da indústria de tecnologia. Por causa do surto, a produção de fábricas chinesas foi interrompida. Lojas no país foram fechadas. E até mesmo a maior feira de celulares do mundo, a Mobile World Congress (MWC), prevista para o fim do mês em Barcelona, foi cancelada. A indústria de smartphones e PCs será a mais atingida pela doença, segundo previsão da consultoria Gartner, em amostra do quanto o mercado de tecnologia depende da China. 

Identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, na província de Wuhan, o coronavírus se tornou uma ameaça global rapidamente. Com ritmo de disseminação rápido, o vírus tem motivado a tomada de precauções em toda parte. Devido a ordens do governo chinês, as fábricas da Foxconn estão paradas desde a última semana de janeiro – a empresa é conhecida por liderar a produção de iPhones no mundo. Segundo cálculos de analistas, uma semana sem produção da Foxconn faz a Apple perder o equivalente à venda de um milhão de iPhones. 

A companhia de Tim Cook está longe de ser a única afetada. No começo da semana, a consultoria de pesquisas TrendForce informou que a produção global de smartphones deve cair 12% no primeiro trimestre de 2020, atingindo seu menor nível em cinco anos. Hoje, as cinco maiores marcas de celular do mundo, responsáveis por mais de 70% dos aparelhos comercializados no planeta, têm fábricas no país. Três delas – Huawei, Xiaomi e Oppo – são chinesas. 

Além do impacto na produção, o vírus também provocou o fechamento de lojas de marcas como Apple, Samsung e Xiaomi. É algo que promete pesar no bolso das empresas: segundo a consultoria Canalys, as vendas de smartphones na China devem cair pela metade entre janeiro e março de 2020, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Já a IDC aposta em queda de 30%. 

Os números são significativos: no início de 2019, quando a Apple divulgou queda de 27% no faturamento com iPhones no país asiático, a empresa teve um de seus maiores tombos da história na bolsa de valores, com queda de 10% nas ações em um só dia. Hoje, a China responde sozinha por cerca de 20% das receitas da companhia de Tim Cook. Em conferência com investidores, Cook já disse que a empresa busca meios de mitigar problemas na cadeia de suprimentos caso as fábricas permaneçam fechadas. 

O cenário de indefinição fez a chinesa Alibaba alertar seus investidores para uma queda nas receitas de comércio eletrônico, decorrente do impacto do surto de coronavírus na cadeias de fornecimento e entregas de produtos. A Xiaomi também disse que prevê redução nas vendas no primeiro trimestre de 2020. 

E os efeitos econômicos do coronavírus já são sentidos em outras partes do planeta: o medo pelo contágio provocou o cancelamento, na Espanha, da MWC, feira de tecnologia que movimenta US$ 500 milhões, segundo dados da organizadora do evento, a GSMA. 

Contaminação
Embora seja palpável, o prejuízo causado pelo coronavírus ainda está longe de poder ser calculado. As primeiras respostas, dizem os analistas, devem vir nos resultados financeiros das empresas para o primeiro trimestre de 2020 – algo que só deve acontecer a partir de meados de abril. Parte da dificuldade nessa equação está justamente em precisar quanto estrago a doença ainda fará em todo o mundo.

Na última semana, o governo chinês previu que a epidemia será controlada até abril, o que permitiria a reabertura de fábricas. Não é uma opinião unânime: a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que não há informações suficientes para prever quando o avanço da doença será contido. Também não se sabe quando uma vacina para o vírus ficará pronta. 

Mobile World Congress, em Barcelona, foi cancelado por temores em relação ao coronavírus
Mobile World Congress, em Barcelona, foi cancelado por temores em relação ao coronavírus

Brasil
A incerteza contamina mesmo quem não utiliza produtos de marcas produzidas na China. Em relatório recente, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) afirmou que 42% das importações de componentes no País vêm da China. Com a escassez de produtos, algumas fábricas podem parar no Brasil – em levantamento na última semana com 50 associados, a Abinee afirmou que 25 empresas tinham sido afetadas pela falta de insumos e que a paralisação poderia acontecer.

“Praticamente todos os aparelhos eletrônicos têm componentes feitos na China. Uma parte da câmera, um alto-falante ou um cabo de energia, muita coisa vem de lá”, diz Pietro Delai, analista da IDC Brasil. “Não existe no mundo um lugar que tenha capacidade ociosa de produção para suportar a redução de fornecimento do mercado chinês.” 

Ao longo das últimas décadas, a China atraiu empresas de tecnologia por oferecer mão de obra abundante e barata. Ao longo do tempo, o país se especializou na produção e montagem de peças e aparelhos, distanciando-se do que está disponível em vizinhos, como Vietnã, Camboja ou Índia. “Algumas empresas estão buscando alternativas, mas não é uma mudança simples. Mesmo que as fábricas saiam da China, muitas peças ainda vêm de lá”, afirma Brad Gastwirth, estrategista-chefe de tecnologia da corretora Wedbush Securities. 

O processo de treinar novos fornecedores também não é simples: além da necessidade de investimento, é preciso afinar especificações, qualidade de materiais e cadeia de logística. “É um trabalho que não leva menos do que 120 dias”, afirma o professor de economia internacional e chinesa do Insper Roberto Dumas. Tempo suficiente para que, segundo previsões otimistas, a epidemia já tenha sido controlada. 

Pessimismo
Se um cenário desfavorável se instalar, com a epidemia não sendo controlada até o fim do semestre, é possível haver escassez de alguns eletrônicos no mercado. A Apple, que já vinha tendo problemas para atender a demanda global pelos fones de ouvidos sem fio AirPods, assume que a questão pode se intensificar.

Na visão de Dumas, não seria de todo inesperado que houvesse alta nos preços dos eletrônicos do Brasil. Outra consequência possível é a redução no ritmo de inovação em dispositivos. Se passar muito tempo preocupada com questões básicas, como garantir produção e distribuição global de seus últimos lançamentos, a indústria de tecnologia pode não conseguir ter foco ou mesmo recursos o suficiente para planejar como pode trazer novidades e surpreender o consumidor. 

Coreia do Sul mostra como políticas de audiovisual podem ser vitoriosas

Seul fez política centrada na distribuição, não na produção, o que atraiu público e recursos privados
Ana Paula Sousa

O diretor sul-coreano Bong Joon-ho na festa após a cerimônia do Oscar, no último domingo (9) – Eric Gaillard/Reuters

[RESUMO]  Sucesso internacional, “Parasita” é fruto de uma política de cinema agressiva da Coreia do Sul, centrada na distribuição, o que atraiu público e recursos privados, ao passo que o Brasil, mais focado na produção, não avançou tanto na conquista de mercado.

A vitória de “Parasita” no Oscar fez com que, ao longo da semana, muito se falasse, na imprensa e nas redes sociais, sobre a política audiovisual sul-coreana. Sem ela, sublinhou-se, não teria havido o filme de Bong Joon-ho. O exemplo vindo da Coreia da Sul serve, de fato, para demonstrar o quão profícuas podem ser as políticas voltadas ao setor e, por extensão, o quão desastroso pode ser seu desmonte.

Assim como aqui, lá também há um órgão responsável pelo cinema, que oferece subsídios, prevê a obrigatoriedade de exibição de filmes locais em um determinado número de dias por ano e, historicamente, encara a batalha contra a hegemonia hollywoodiana. No entanto, apesar de algumas semelhanças de princípios, as diferenças entre as políticas dos dois países são muitas —e, no nosso caso, iluminadoras.

bong joon ho com seis oscars no colo
O diretor sul-coreano Bong Joon-ho na festa após a cerimônia do Oscar, no último domingo (9) – Eric Gaillard/Reuters
Muitas das informações difundidas tiveram como fonte um artigo acadêmico apresentado no 10º Seminário Internacional de Políticas Culturais, realizado em 2019 na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio. Os autores, Alex Braga e Luana Rufino, hoje diretores da Agência Nacional de Cinema (Ancine), analisam com acuidade a experiência sul-coreana e propõem uma comparação com o caso brasileiro.

Um dado que o artigo destaca é que os filmes sul-coreanos, no espaço de 20 anos (1994-2014), saíram de uma participação de mercado de 2% para 57%. O número é espantoso. Na França, conhecida pelo pioneirismo e pela solidez da política de cinema, o market share (participação de mercado) dos filmes locais oscila entre 35% e 45%. No Brasil, a média da última década foi de 14%.

Em 2001, ano em que nasceu a Ancine, foram lançados 30 longas-metragens brasileiros que, juntos, responderam por 9,3% dos ingressos vendidos; em 2018, com 177 lançamentos, o percentual foi de 14,6%. Ou seja, a despeito do expressivo aumento na produção, o Brasil não avançou na conquista de mercado —estabelecida, desde o início, como uma meta da Ancine.

Começam aí as diferenças entre Brasil e Coreia do Sul. Antes de tratar delas é, porém, preciso registrar que a política dos últimos 20 anos nos tirou do desolador cenário da década de 1990, quando o cinema brasileiro foi ao chão; nos colocou nos grandes festivais e até no Oscar; e propiciou a existência de blockbusters locais, como a trilogia “Minha Mãe É uma Peça”. Gerou, enfim, bens tangíveis e intangíveis; resultados econômicos e artísticos.

A primeira pergunta que o exemplo sul-coreano suscita é: por que essa política vitoriosa em tantos aspectos empacou na conquista de mercado e fracassou na atração de investimentos privados? As respostas vêm também de lá.

A política audiovisual sul-coreana foi forjada a partir de uma grande derrocada vivenciada, como no nosso caso, na década de 1990. Antes, o país havia experimentado, também como o Brasil, um período de sucesso, sobretudo na década de 1960. As retomadas foram, contudo, muito diversas.

Um primeiro aspecto a ser tratado é o da televisão. Na Coreia do Sul, a cota de tela que obriga canais fechados e abertos a reservar parte da grade para obras locais, feitas por produtores independentes, existe desde 1980. Aqui, a cota para a TV foi estabelecida em 2011, e a regulação atingiu somente a TV paga.

No que diz respeito ao financiamento, a política sul-coreana se baseia em quatro pilares: empréstimos a empresas que queiram investir em produção; subsídios voltados a produtores; subsídios para infraestrutura e canais de distribuição; e um programa de internacionalização que inclui apoios que vão da participação em festivais à administração das produções feitas fora do país.

“De forma consensual na literatura, a forma mais importante de fomento não é a da produção de conteúdo, mas sim a dos canais de distribuição desse conteúdo, considerados de forma integrada”, escrevem Braga e Rufino. E mais: o apoio à produção prevê que o subsídio não ultrapasse 80% do orçamento —os 20% restantes têm de ser obtidos via recursos privados.

No Brasil, a política historicamente teve como foco a produção, ou seja, a feitura de filmes e, depois, de séries. O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), hoje a principal fonte de recursos do setor, direcionou 89% de suas verbas, entre 2008 e 2017, para a produção. Alex Braga e Luana Rufino chamam essa política, norteada pela ideia de sobrevivência, de “defensiva”, enquanto denominam a política sul-coreana, cujo eixo gira em torno da distribuição, de “ofensiva e estruturante”.

Roberto Moreira, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP que, em sua tese de livre-docência, também estudou o caso sul-coreano, atribui a direção escolhida pelo Brasil a uma “ideologia anti-industrial do cinema brasileiro”. Essa ideologia estaria por trás da baixa presença do cinema de gênero na nossa cinematografia e no tímido tamanho das produções.

Moreira afirma que, na Coreia do Sul, o número de filmes lançados de 1996 a 2005 aumentou 21%, enquanto os orçamentos tiveram o valor médio quadruplicado. “Parasita”, para se ter uma ideia, custou US$ 11 milhões. O orçamento de “A Vida Invisível”, indicado pelo Brasil para concorrer ao Oscar, foi o equivalente a US$ 1,5 milhão. O de “Bacurau”, a US$ 2,2 milhões.

Cabe observar ainda que a batalha cultural coreana se dá, fortemente, nas salas de cinema, muitas delas de propriedade dos próprios distribuidores dos filmes. Isso é possível porque o país, com 51 milhões de habitantes, possui 2.500 salas. O parque exibidor brasileiro tem 3.400 salas para uma população quatro vezes maior. Enquanto a Coreia do Sul vendia, em 2017, 4,3 ingressos por habitante, o Brasil não passava da marca de 0,9.

O investimento em salas de cinema tornou-se, inclusive, um negócio rentável e totalmente conectado com a contemporaneidade: “Seul é uma cidade 100% digital, então a digitalização do circuito foi instantânea, via cabo. Trata-se de um mercado supermoderno, com uma infraestrutura sensacional”, afirma Paulo Sérgio Almeida, criador do portal Filme B, que há anos radiografa o mercado de cinema

Ao estabelecer uma política industrial agressiva, o governo coreano atraiu, para toda a cadeia produtiva do audiovisual —produção, distribuição, exibição e importação— empresas gigantes como Hyundai, Samsung e Daewoo.

No Brasil, apesar de já ter sido forte o discurso sobre o potencial do audiovisual como gerador de divisas e como ponta de lança das chamadas indústrias criativas, a política de cinema não conseguiu, na prática, ter o que Braga e Rufino chamam de “concepção sistêmica”.

Essa fragilidade contribui para que, a despeito de todas as vitórias recentes, o cinema brasileiro se veja refém de um governo que, além de desprezar aquilo que foi conquistado até aqui, se mostra incapaz de entender do que se fala quando falamos de cinema.


Ana Paula Sousa, jornalista, é autora da tese de doutorado “Dos Conflitos ao Pacto: As Lutas no Campo Cinematográfico Brasileiro no Século 21” (Unicamp, 2018).