O TikTok pode ser hoje o que Facebook e Instagram já foram um dia.
Por Maurício Benvenutti – O Estado de S. Paulo

Aplicativo da chinesa ByteDance foi um dos mais baixados de 2019

É bem provável que você já tenha ouvido falar sobre o TikTok. Afinal, ele foi o segundo aplicativo mais baixado no mundo em 2019, atrás apenas do WhatsApp. No total, a rede social já possui 1,65 bilhão de downloads e 800 milhões de usuários ativos por mês. Desses, 18 milhões estão no Brasil. 41% do público tem entre 16 e 24 anos de idade. Porém, o total de adultos na plataforma cresceu 5,5 vezes em 18 meses.

Esses são os números. Mas, e o conteúdo? Bem, muita gente acha que o TikTok só tem vídeos engraçados, feitos por jovens, que não agregam valor. No entanto, quero que as suas conversas sobre ele sejam bem mais profundas. 

Antigamente, o Facebook era só para universitários. Em seguida, se tornou um lugar para encontrar amigos e parentes distantes. Depois, virou o que virou. O Instagram, no início, era para adolescentes postarem fotos bacanas. Agora, é uma das ferramentas de marketing mais poderosas do mundo. O TikTok pode ser hoje o que Face e Insta já foram um dia.

Essas redes sociais caíram nas graças da garotada porque, entre vários motivos, entenderam um fator importantíssimo para essa faixa etária: não é cool frequentar os mesmos lugares que a sua mãe. Basta ver como Facebook e Instagram focaram nos jovens e, gradativamente, amadureceram suas estratégias para atrair os adultos. Hoje, mães de todo lugar estão nessas plataformas. E o TikTok deve seguir essa tendência também.

Também adoro quando apps atuam como ferramentas. O Instagram, por exemplo, ofereceu uma série de funcionalidades para transformar usuários comuns em fotógrafos. Primeiro, ele criou uma audiência em torno desse serviço. Depois, virou uma rede social. Idem ao TikTok, que disponibiliza um conjunto de ferramentas para criar, editar e publicar vídeos. Após fazer qualquer mortal se tornar um videomaker de respeito, ele construiu uma comunidade em torno dessas ferramentas e se expandiu.

Além disso, os TikTok Clubs invadiram as escolas americanas. Esses clubes, aprovados por professores para estimular atividades artísticas e criar vídeos na plataforma, se tornaram atividades extracurriculares em inúmeros colégios dos EUA. Para completar, o TikTok entrou de vez no mercado de educação com o lançamento do EduTok, um programa de e-learning que está sendo testado nesse momento na Índia. A empresa fez parceria com vários produtores de conteúdo indianos, como escolas de programação, idiomas e negócios, e passou a oferecer cursos sobre esses assuntos dentro do aplicativo.

Não é à toa que Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, falou: “O TikTok é o primeiro produto de internet das gigantes chinesas que está se saindo bem no mundo inteiro.” Espero, portanto, que a sua próxima conversa sobre ele vá muito além de considerá-lo como um simples aplicativo para jovens postarem conteúdos sem valor algum.

É SÓCIO DA EMPRESA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA STARTSE

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