São Paulo Fashion Week cancela desfiles de abril devido ao coronavírus

Pandemia altera o cronograma de lançamentos de grifes internacionais e começa a tumultuar mercado brasileiro da moda
Lays Tavares e Maria Rita Alonso – O Estado De S.Paulo

Máscaras pretas deram tom ativista à desfile da Ellus na SPFW Foto: Rahel Patrasso/ Reuters

A organização da São Paulo Fashion Week comunicou nesta quinta-feira, 12, que decidiu cancelar os desfiles previstos para o período de 24 a 28 de abril devido ao coronavírus. “Diante do cenário atípico e visando preservar a saúde e bem-estar de todos, a programação do Festival SPFW+ e a conferência internacional anunciada para o dia 27 de abril serão replanejadas”, dizia o comunicado, que informava ainda que “a temporada SPFW N50, celebrando os 25 anos do São Paulo Fashion Week, está mantida entre os dias 16 e 20 de outubro”.

pandemia, que já está espalhada em mais de cem países incluindo a China, Itália, Estados Unidos e Brasil, parecia inofensiva no começo de fevereiro, enquanto os olhos do mundo da moda estavam voltados para a New York Fashion Week e para o tapete vermelho do Oscar, mas o impacto do coronavírus já está sendo sentido na pele pelos diferentes níveis da indústria. Danos na produção, distribuição e cancelamentos dos mais importantes eventos estão afetando não só o calendário da moda em 2020, mas podem mexer com tudo o que conhecemos desse universo, em um movimento sem precedentes. 

O calendário da moda está sendo reorganizado à medida em que chegam novos dados sobre a crise global e as restrições de viagem são atualizadas. Tudo começou com o desfile de Outono/Inverno 2020 da Giorgio Armani, que aconteceu em portas fechadas em Milão no último dia da Milan Fashion Week, e funcionou como um alerta. Em seguida, as semanas de moda de Xangai, Pequim e Seul, que aconteceriam em março, foram canceladas. A Ralph Lauren, que não desfilou na última Nova York Fashion Week em fevereiro, tinha planejado um show na Big Apple em abril – também cancelado. 

Em medidas preventivas, praticamente todas as grandes grifes suspenderam ou adiaram os seus próximos desfiles da temporada Resort 2021. Conhecidos por acontecerem sempre em diferentes cidades pelo mundo, os shows de “Cruise Collection” movimentariam grande número de personalidades da moda durante os próximos meses. A Giorgio Armani adiou seu desfile que aconteceria em Dubai em abril para novembro deste ano, assim como a Versace, que deveria apresentar sua nova coleção dia 16 de maio nos Estados Unidos e não tem uma nova data para o evento. Gucci e Prada também não têm previsões para o seu Resort 2021, que aconteceria na cidade de São Francisco, na Califórnia, em 18 de maio e no Japão, em 21 de maio, respectivamente. A Hermès cancelou seu desfile em Londres em 28 de abril, seguida pela marca italiana Max Mara também cancelou o show que aconteceria dia 25 de maio em São Petersburgo, na Rússia.

Até o fechamento deste texto, Chanel e Dior seguem firmes com o seu calendário. Apesar de ter cancelado a reapresentação do seu Métiers d’Art em Pequim em maio, a Chanel ainda tem planos de desembarcar com sua cruise collection em Capri,no dia 7 de maio; enquanto a grife comandada por Maria Grazia Chiuri apresenta seu Resort 2021 em Lecce, região da Puglia, terra natal da estilista. Até então, o Festival de Cannes, que acontece entre 12 e 23 de Maio na Riviera Francesa, não será cancelado; assim como o CFDA Awards, premiação de designers e personalidades da moda americana, que acontece na Biblioteca Pública de Nova York dia 8 de junho, e o Met Gala, festa anual que abre a exposição de moda do Metropolitan Museum of Art, de Nova York, no próximo 4 de maio.

Várias feiras, como a Baselworld, também foram adiadas devido à crise do COVID-19. O Copenhagen Fashion Summit, evento anual que debate a sustentabilidade na moda marcado para maio, agora acontecerá em outubro. 

Nesta quinta-feira, 12, a Gucci anunciou o fechamento de todas as suas fábricas na Itália até o dia 20 de março. Segundo porta-voz da empresa, a medida não afetará o fornecimento de produtos aos clientes. Todas as lojas físicas da marca permanecerão fechadas até 3 de abril, de acordo com decreto do governo italiano, mas o e-commerce permanece em operação. 

Em uma ação para combater os danos e ajudar hospitais e centros de pesquisa, estilistas, CEOs e influencers da moda como Giorgio Armani, Chiara Ferragni e Marco Bizzarri da Gucci, são alguns dos nomes que estão fazendo doações milionárias. Marco Bizzarri doou 100 mil euros para os hospitais da região italiana de Emilia Romagna, enquanto a Giorgio Armani doou 1,25 milhão de euros para hospitais e instituições italianas como os hospitais Luigi Sacco e San Raffaele, ambos em Milão. Chiara Ferragni e seu marido, o músico Fedez, conseguiram arrecadar 3 milhões de euros (cerca de R$ 17 milhões na cotação atual) para as unidades de terapia intensiva em combate do coronavírus. A Itália tem o segundo maior número de casos do COVID-19 com mais de 12 mil pessoas afetadas.

Como o coronavírus afeta o mercado da moda brasileiro

No Brasil, as marcas começam a mostrar uma reação. Apesar de as grandes magazines ainda não terem um discurso pronto, o Grupo Arezzo, por exemplo, já cancelou dois eventos esta semana – o da Ana Capri que marcado para esta quinta-feira, 12, e o da Arezzo que aconteceria no sábado, 14. “Nosso compromisso, como empresa e pessoas responsáveis e conscientes dos riscos a que poderíamos expor nossos convidados, frente a rápida escalada do COVID 19, nos fez tomar essa atitude”, anunciou a marca em comunicado. O mesmo motivo fez o Summit “A Moda pela Água”, que aconteceria no próximo 20 de março no Unibes Cultural, ser adiado. Idealizado pela especialista em moda e sustentabilidade Chiara Gadaleta, o evento contava com parceria e apoio de grandes empresas nacionais como Farm, Marisa, Vicunha e Damyller. 

Para o Estado, a Riachuelo esclarece que ainda não há resultados concretos a respeito do impacto do vírus nos negócios da marca. Segundo a empresa, todos os itens importados de países afetados chegaram ao Brasil antes do início da pandemia. “A companhia reforça que está acompanhando de perto a evolução do vírus e já está estudando alternativas caso a situação se agrave, a fim de colocar em prática medidas que minimizem os possíveis impactos”, disse um porta-voz, que confirma que a varejista está tomando medidas preventivas em suas lojas e ambientes de trabalho, em razão do bem-estar e saúde dos clientes e colaboradores. 

Models From Around the World Celebrate Today’s Global Runway—in a Gorgeous Mosaic of Denim

BY CHIOMA NNADI
PHOTOGRAPHY BY TYLER MITCHELL
EDITED BY CAMILLA NICKERSON

Cover Look: FROM LEFT, model Ugbad Abdi wears an American Eagle vest. Saint Laurent by Anthony Vaccarello dress. Celine by Hedi Slimane scarf, on head. Model Adut Akech wears a Vera Wang Collection bra, bustier, and corset. Diesel jeans. Model Kaia Gerber wears a Celine by Hedi Slimane jacket and blouse. Ralph Lauren Collection jeans. Hair, Jimmy Paul; makeup, Hannah Murray.

NA MANHÃ DE BRISK, EM INÍCIO DE JANEIRO, o cenário é ostensivamente um estúdio de fotografia no centro de Manhattan – embora pudesse ser um terminal de desembarque no JFK. Adut Akech, a linda modelo sul-sudanesa-australiana de dentes fracos, acaba de chegar, depois de um voo de 30 horas de sua cidade natal, Adelaide. A modelo e estudante de engenharia francesa Mariam de Vinzelle está aninhada no sofá, com a cabeça enterrada em uma pilha de livros enquanto estuda para as aulas que fará em Paris no final da semana. Acima do zumbido dos secadores de cabelo, as modelos Jill Kortleve e Imaan Hammam – ambas transplantes da Holanda para Nova York – podem ser ouvidas conversando em holandês. “Onde mais você pode entrar em um lugar e encontrar pessoas de todo o mundo?” observa Kaia Gerber – um dos únicos modelos americanos na sala. “Se você colocar um alfinete em um globo para cada modelo, a coisa toda simplesmente se acenderá.”

Embora a varredura geográfica das estrelas da pista tenha sido traçada em linhas estreitas nas quais nacionalidade, etnia e raça eram muitas vezes reduzidas a tendências passageiras, hoje existe uma sensação real de que a moda está, finalmente, abraçando uma idéia de beleza que abrange mundo inteiro. As frases que antes eram usadas para compartimentar modelos grosseiramente – desde a “bomba brasileira” até a “beleza americana” – não se encaixam mais, e a onda de rostos da Europa Oriental de forma idêntica que dominavam as pistas nas primeiras décadas deu lugar a um novo geração de diversos caracteres internacionais com identidades multicamadas.

É nesse espírito de colaboração global que esse portfólio foi criado. Os modelos fotografados aqui – um total de 30 na versão digital desta história – representam 25 edições internacionais da Vogue e uma tapeçaria de longo alcance de nações além. Numa época em que muitos líderes políticos, aqui e no exterior, estão cada vez mais olhando para dentro – aparentemente mais preocupados em construir muros e policiar fronteiras do que olhar para fora deles – esse grupo de modelos sugere uma maneira mais abrangente e abrangente de ver o mundo.

À medida que a indústria da moda continua abordando suas deficiências na sequência do #MeToo, e a conversa sobre a saúde e o bem-estar das modelos continua a se abrir, as jovens mulheres nestas páginas estão levantando a voz e afirmando sua individualidade, sua perspectiva e seus pontos de vista. Entre eles, você encontrará Ugbad Abdi, a adolescente nascida na Somália de Iowa, que desafia estereótipos sobre mulheres muçulmanas, e Adesuwa Aighewi, cuja paixão pela moda ética é informada por sua herança na África Ocidental, no Leste Asiático e no Sudeste Asiático.

Talvez ninguém sintetize o momento mais do que a formidável Akech, que usou sua vez no Fashion Awards de dezembro em Londres – onde foi nomeada Modelo do Ano – como uma oportunidade de defender os direitos de seus colegas refugiados. Como muitos de seus colegas, ela vê a modelagem como um trampolim para ser uma presença mais consciente no mundo. “Tenho uma verdadeira paixão por modelagem e moda, mas mais do que isso, estar neste setor me permitiu ter uma plataforma para falar sobre as coisas em que realmente acredito”, diz ela. “Ver o impacto das minhas palavras e ações nas pessoas ao meu redor é realmente o que mais importa.”

Liu Wen

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J. Crew shirt. AG jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

China

“Viajei por todo o mundo para fazer esse trabalho, e é sempre um processo de aprendizado”, diz Wen, 32, que foi chamada a primeira supermodelo da China. “A moda tem a capacidade de reunir pessoas de tantos pontos de vista e lugares diferentes – e criar espaços para esse tipo de intercâmbio cultural é mais importante agora do que nunca.”


Fran Summers

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Marine Serre jacket. Victoria Beckham blouse. Mango skirt.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

United Kingdom

“Diversidade e inclusão são responsabilidade de todos”, diz Summers, 20, que cresceu na zona rural de Yorkshire e mora em Londres. “Durante toda a minha vida, vi pessoas que se parecem comigo, mas e as outras pessoas? É tão importante que as pessoas sintam que se vêem – e sempre achei que era importante ser um aliado. “


Kaia Gerber

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 Paco Rabanne jacket and jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

United States

O fato de os jovens eleitores estarem prontos para desempenhar um papel crucial na definição do resultado das eleições de 2020 não é algo que está perdido para Gerber. “Com todas as informações disponíveis, não podemos mais alegar ignorância”, diz Gerber, que completou 18 anos em setembro passado. “Minha geração vê como seu dever educar-se, falar – não seremos silenciados por ninguém.” Gerber já está pensando muito em sua candidata a escolha, um despertar político desencadeou quando ela participou do comício de março de Our Lives, em Los Angeles, há dois anos. Sua posição muito pública em relação ao controle de armas provocou uma manifestação emocional de apoio nas mídias sociais. “Temos maneiras de nos comunicar agora que não tínhamos antes”, diz Gerber, cujos seguidores no Instagram têm mais de cinco milhões de pessoas, superando até o de sua mãe supermodelo, Cindy Crawford. “Quando você tem uma grande plataforma, parece irresponsável não usá-la para sempre.”


Pasha Harulia

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Ralph Lauren denim slip dress. American Apparel T-shirt. R13 boots.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Ukraine

Evitando seus planos inspirados em Indiana Jones de se tornar “um detetive, cientista ou arqueólogo”, Harulia, 20 anos, estreou em Paris durante os shows do outono de 2016, firmando contratos exclusivos com Balenciaga e Vetements. Mas do jeito que não havia sem seus desafios: nascida e criada na Crimeia, Harlulia e sua família fugiram para Kiev quando a área foi ocupada pela Rússia em 2014. “Foi um momento estressante”, ela admite. “Foi difícil. Mas estamos bem agora. ” Dada a paisagem política complicada em casa, Harulia ficou surpresa com sua própria autonomia quando começou a trabalhar como modelo. “Pensei que quando você tem um contrato, basta fazer o que foi solicitado, mas não é assim”, diz ela. “Eu senti que poderia criar algo. Não sou apenas o espaço em branco da arte de outras pessoas. “


Daniela Kocianova

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Nili Lotan silk slip. Marine Serre vest. R13 boots.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Czech Republic

Quando menina, no nordeste da República Tcheca, “o único tipo de modelo que ouvi falar tinha meninas com cabelos longos e seios maiores”, lembra Kocianova. Ela não queria nada com isso – isto é, até que sua mãe a pegou em uma partida de vôlei um dia e a levou a um shopping local. Sua futura agência estava realizando um concurso lá e “de alguma forma eles me forçaram a me inscrever, e eu ganhei”, diz Kocianova. Ela foi para Cingapura para um emprego em pouco tempo e depois caminhou pela Céline de Phoebe Philo (onde também foi modelo por um tempo), Jil Sander, Comme des Garçons e outros. Agora com 29 anos, Kocianova observa que seus colegas parecem muito diferentes do que há cinco anos – sem mencionar doze, quando ela começou. “Estou muito feliz que você possa ver todas as outras garotas bonitas de todo o mundo”, diz ela. “Levou um longo tempo.”


Maria Miguel

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Brock Collection top. Banana Republic T-shirt. Dior skirt. Prada sandals.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Portugal

Atleta desde a infância, Miguel sempre desejava jogar futebol profissional – “Eu sempre fui super competitivo” – quando ela começou a ser cortejada por modelos. Ela se viu mais do que pronta para enfrentar o desafio da modelagem: “Era algo novo e correu muito bem, então continuei fazendo isso”, diz ela. E embora a confusão multicultural da passarela parecesse familiar – nascido em Braga, Miguel, agora com 19 anos, estudava em Angola e na Inglaterra, fazendo amigos “de todo o mundo” – estar na frente de uma câmera já estava acostumado. “Eu era como um garotinho, então fiquei super desconfortável”, diz ela rindo.


Adut Akech

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Dries Van Noten jacket and tank top. Dsquared2 jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

South Sudan, Australia

Em pouco mais de três anos, a Akech alcançou quase tudo o que você esperaria encontrar na lista de modelos: campanhas para modelos como Valentino e Saint Laurent, inúmeras capas de revistas (14 delas para várias edições da Vogue em todo o mundo), liga quase todas as passarelas principais – ela chegou até ao cobiçado local do desfile como noiva do desfile de alta costura da Chanel em 2018. Mais do que ser a nova cara mais reconhecível da moda, a jovem de 20 anos surgiu como uma das novas vozes mais importantes da indústria. “Antes de qualquer coisa, sou refugiado e tenho muito orgulho disso”, diz a modelo do Brooklyn, que nasceu na área devastada pela guerra que agora é o Sudão do Sul e cresceu em Kakuma, Quênia. , em um dos maiores campos de refugiados do mundo, antes de se mudar para a Austrália com sua família aos oito anos. “Quero educar as pessoas sobre o que isso realmente significa.” Akech fez exatamente isso em dezembro passado no The Fashion Awards em Londres – onde foi nomeada Modelo do Ano – com um discurso apaixonado que esclareceu sua história extraordinária e destacou a importância da representação no setor. Agora ela está aproveitando sua influência para efetuar mudanças no mundo inteiro: quando os incêndios florestais eclodiram na Austrália e ela e quatro de seus irmãos foram forçados a evacuar sua casa em Adelaide, Akech pediu a ajuda da comunidade da moda para apoiar os esforços de angariação de fundos. “Eu não usaria as palavras como modelo para me descrever”, diz Akech. “Estou apenas dizendo o que sei melhor.”


Mika Schneider

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Marc Jacobs blouse and jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

France, Japan

Schneider estava morando na Índia no ano passado, quando assinou com uma agência japonesa (e foi descoberta por um agente parisiense de modelagem um ano depois no Instagram), fazendo sua primeira turnê de apresentação dos shows em Milão e Paris em setembro passado. “Sinto como se crescer em todo o mundo fizesse minha identidade parecer uma colcha de retalhos”, diz Schneider, 18 anos, nascido de mãe japonesa e pai francês e agora mora em Paris. “Cada lugar e experiência me moldou de maneira diferente.”


Anok Yai

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Alberta Ferretti jacket and jeans. Prada sandals.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

South Sudan, Egypt, United States

A história da descoberta de Yai parece um conto de fadas moderno: há dois anos e meio, uma foto dela no Yardfest, o concerto anual de boas-vindas da Howard University em Washington, DC, viralizou no Instagram. “Acordei na manhã seguinte e encontrei meu telefone tocando com 30.000 notificações”, diz Yai, que estava estudando bioquímica em New Hampshire na época. Ligações de agentes de modelagem começaram a aparecer, e uma história sobre o fenômeno apareceu na capa de seu jornal local em Manchester. Ela se viu no centro do universo da moda alguns meses depois, quando foi escalada para abrir o desfile da Prada em Milão. “Eu sei que represento tantas mulheres, embora eu ache importante reconhecer que o espectro da beleza negra é tão amplo que não existe um tipo”, diz Yai, agora com 22 anos, que nasceu no Egito com pais do Sudão do Sul. “E isso é algo que vale a pena comemorar.”


Image may contain Jeans Pants Clothing Denim Apparel Human Person Fashion Sleeve Female Robe and Evening Dress
FROM LEFT TO RIGHT, Pooja in a Gap jacket and Victoria Beckham dress. Patrycja in a Saint Laurent by Anthony Vaccarello blouse and 7 For All Mankind jeans. Mariam in a Miu Miu vest, Celine by Hedi Slimane blouse and Wrangler jeans. Kris in a Blumarine shirt. RE/DONE Levi’s jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Pooja Mor

India

The Indian modeling star’s ascent has been swift since her debut in 2013, but her achievements pale in comparison to the work she’s doing off duty as a supporter of Falun Gong, the Chinese spiritual practice incorporating Buddhist and Taoist principles. “When I started modeling, I used to think if I work with these people or those magazines, I’ve accomplished something—but once I did those things, I didn’t find the happiness I was looking for,” says Mor, 28. “It was only when I found a cause I believed in that I began to feel content.”

Patrycja Piekarska

Poland, United Kingdom

“I was 17 when I was auditioning for drama schools in Manchester and Liverpool, and I was one of the youngest people there,” says the Polish-born, London-based Piekarska, now 18. “I got one callback, and that was about it—so I was like, ‘Damn, what do I do now?’ And my mom was like, ‘Well, do you not want to try modeling?’ ”

Mariam de Vinzelle

France

“I’ve never felt that I fit a mold—especially not the common ‘model’ mold,” says de Vinzelle, 22. Between seasons, her tousled blonde hair, first seen in 2016 sailing down Louis Vuitton’s spring runway on the Place Vendôme, is safely tucked away as she sees to decidedly different business. “The fact that I am studying to become an engineer and spend most of my days trying to solve scientific equations and making chemical experiments—it makes me feel apart from the norm,” says de Vinzelle, who sees modeling less as a job and “more as an artistic hobby,” a diversion from her lab life.

Kris Grikaite

Russia, Lithuania

Grikaite’s rise to prominence was decidedly old-school. The 19-year-old Russian-Lithuanian model cut her teeth on high-profile runways and editorials, and—having never spent much time thinking about Instagram fame or online infamy—she became most interested in learning more about the creative process. “Modeling is a job I love, and I approach things professionally,” she says. “Being on-set isn’t about being a diva—it’s about communicating. When everyone is working and creating together, you have to stay grateful and grounded to keep it going.”


Paloma Elsesser

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Alexander McQueen dress.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

United States, Chile, Switzerland

In the ongoing conversation around representation on the runway, Elsesser has emerged as a trailblazing agent for change, a vocal advocate of inclusivity who has spoken candidly about her experiences as one of the only curve models of color in the world of high fashion. “Growing up, I never envisioned a place for myself in fashion—even in the curve industry, I always felt like either my proportions were wrong or I didn’t fall into a prescribed Latina identity,” says Elsesser, 27, who was born to a Chilean-Swiss father and an African-American mother. “The power in me doing this is that I get to make space for the next person.” Five years ago, makeup artist Pat McGrath came across Elsesser’s Instagram profile and swiftly booked her—at the time, she was studying literature and psychology at Manhattan’s New School—to front the launch campaign of McGrath’s namesake makeup line, almost instantly catapulting her into a global spotlight. She has since become emblematic of a new class of like-minded creatives, including photographer Tyler Mitchell, stylist Carlos Nazario, and designers Mike Eckhaus and Zoe Latta, who are shaking up the fashion system from the inside out. “It feels like there’s a whole new guard of image-makers,” says Elsesser. “Yes, fashion is in the business of beauty and fantasy—but now we are able to rewrite what that fantasy looks like.”


Kerolyn Soares

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Prabal Gurung dress. Celine by Hedi Slimane sandals. Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Brazil

“For so long there was such a narrow idea of what Brazilian beauty looked like, but it’s much bigger than this blonde, green-eyed image,” says Soares, 25, who lives between São Paulo, London, Paris, and New York with her husband. “There are so many girls who look like me, and I feel proud to represent for them.”


Adesuwa Aighewi

Image may contain Clothing Apparel Human Person Sleeve and Long Sleeve
Matty Bovan top. Vintage jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Nigeria, China, Thailand

If models were traditionally seen and not heard, Aighewi upends that notion entirely. At Dior’s resort show in Marrakech last April, she used her moment backstage with creative director Maria Grazia Chiuri to raise questions about the authenticity of the collection, prompting a larger dialogue about safeguarding African traditions. “These conversations weren’t being had before, but social media has changed everything,” says the model, who posted a video of their exchange to Instagram. Aighewi, who spent the better part of her childhood in Nigeria, where her father is from (her mother is Thai-born Chinese), and now lives in New York, is hoping to bring African artisanship to the fore once again with Legacy Project, an online marketplace for independent designers and craftspeople set to launch in the near future. “Fashion is deeply political,” she says. “People want clothes with meaning.”


Imaan Hammam

Image may contain Imaan Hammam Clothing Apparel Hair Pants Human Female Person Dress Sleeve Face Woman and Coat
Rag & Bone vest. Saint Laurent by Anthony Vaccarello dress.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Netherlands, Morocco, Egypt

The Dutch-born, Egyptian-Moroccan model has the kind of global name recognition not seen since the dawn of the supermodel—and lately she’s been extending her reach beyond fashion as the global ambassador of She’s the First, a nonprofit organization empowering young women around the world through education. “I moved to New York for my career at the age of 16 in order to support my family, so the idea of being the first is something I can relate to,” says Hammam, 23. “There comes a moment when we all have to ask ourselves who we are and what we stand for.”


Ugbad Abdi

Image may contain Pants Clothing Apparel Human Person Sleeve Jeans Denim Skirt and Stage
Alanui dress. Jewels necklaces. Prada bag.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Somalia, United States

Abdi’s modeling debut converged with a particularly memorable moment in fashion in January of last year, when the Somali-born teenager from Iowa was among the 43 black models celebrated in Pierpaolo Piccioli’s landmark spring 2019 couture collection for Valentino, sweeping onto the runway in a cloud of tulle moments before Naomi Campbell closed the show. This month, as the first hijab-wearing model to appear on the cover of American Vogue, she is making history again. Abdi, 19, hopes her visibility will help dispel misconceptions about Muslim women that continue to be perpetuated in the West. “I’m still finding my voice,” says the model. “But I love when people ask me questions about the hijab, as I feel like it’s my responsibility to educate them.” (Abdi made a personal choice to commit to the Islamic veil when she was 14.) “When I read Instagram messages from young girls saying how inspired they are, I’m reminded that this is not about me—it’s bigger than me.”


Fei Fei Sun

Image may contain Clothing Apparel Hat Human Person and Sun Hat
Tory Burch cardigan. Mother jeans. Gucci hat.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

China

Sun entered a local beauty contest in 2007 at the urging of a professor at China’s Suzhou University, where she was studying design. The competition proved fateful—aside from introducing Sun, now 31, to her future husband, it propelled her toward modeling success in Shanghai. Still, the transition from creator to muse wasn’t seamless. “When I was growing up, it was hard for me to find a role model from the fashion-and-beauty world because of the lack of visibility of anyone who looked like me,” she says, “but I hope we will continue to see more and more growth in diversity.”


Öykü Baştaş

Image may contain Pants Clothing Apparel Sleeve Jeans Denim Human Person Bruna Ham Long Sleeve and Female
Balmain jacket. Frame jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Turkey

“I never thought I was this classic, beautiful girl,” says Baştaş, 22. “When I did my first fashion show and went back home to Istanbul, people bullied me on social media and asked how I became a model—but then I realized that I’m very happy with myself. I wouldn’t want to change anything about my look.”


Miriam Sanchez

Image may contain Clothing Apparel Coat Suit Overcoat Jacket Blazer Human Female Person and Woman
Gabriela Hearst blazer and pants.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Spain

A year and a half ago, Sanchez was studying business administration in Madrid, but the internet changed all that. Discovered on Instagram and thrust into the spotlight, the 24-year-old is now learning the ropes of a whole new profession. “Little by little, I’m getting the hang of it,” she says. “I’ve just started, but from what I can see of shows and casting, it’s very inclusive—which suits me well, as I don’t consider myself to be a classical beauty.”


Sora Choi

Image may contain Clothing Apparel Human Person Skirt Pants Female Woman and Sleeve
The Marc Jacobs jacket and skirt. Louis Vuitton boots.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

South Korea

In her eight-year career since her debut on Korea’s Next Top Model, Choi has seen fashion evolve into a far more diverse industry. Still, she’s eager for the day when opportunities are genuinely equal. “There is a bigger presence of Asian models in the industry,” she says, “but at the same time, that doesn’t necessarily mean we are part of the mainstream. And while it may not happen within my generation, I do believe there will be an era where race is not a factor.” Until then, she’s working to make that a reality. “All people who have the power to change the world have one thing in common: consistently doing what they love rather than being let down by the environment around them,” says Choi, 27. “I’m just doing what I love.”


Anna Ewers

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Isabel Marant top. Givenchy shorts.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Germany

Even before she graced a runway, German model Ewers was drawing comparisons to Brigitte Bardot and Claudia Schiffer. Scouted in Colombia while on a student-exchange program, Ewers paid little attention to fashion until she began working, and even now she focuses more on social responsibility than trends. “I think it’s important to be aware of our responsibility,” says Ewers, 26. “The fashion industry plays a big role in how people think about beauty—and while there’s still a long way to go, there have been a lot of positive changes since I began my career.”


Angela Yuen

Image may contain Clothing Apparel Human Person Footwear Shoe Sleeve Pants Long Sleeve and Female
Coach shirt and jeans. Celine by Hedi Slimane sandals.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Hong Kong, China

An ascendant film and television star in Hong Kong and mainland China, Yuen, 26, established her foothold in fashion as she might prepare for a role—with research. “I found amazing stories about how designers of the past empowered people with clothes,” she says. Among their more resonant lessons? “You decide what the definition of sexy is for yourself.”


Krini Hernandez

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Michael Kors Collection jacket and blouse. AG skirt.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Mexico

Discovered on Facebook in 2014, Hernandez, 20, began to achieve international visibility just six months ago—and she’s proud to be a part of a new generation of Latinx talent. “I never thought I could achieve what I have done even up to now,” she says. “Growing up, the concept of beauty was so different—but now more stereotypes are being broken than ever before. I hope that’s helping more people feel included not just in images but also in the conversations themselves.”


Ros Georgiou

Givenchy trench coat. Gucci hat. Saint Laurent by Anthony Vaccarello boots.
Givenchy trench coat. Gucci hat. Saint Laurent by Anthony Vaccarello boots.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Greece, Netherlands

Discovered in her native Athens at the age of 17, Georgiou entered fashion as a complete novice. “I wasn’t really aware of how a model should look,” she says. Georgiou has since grown up in the industry—she’s now 25—and developed her aesthetic sensibility both in front of the camera as a model and behind it as a budding director and rising-star photographer shooting mostly portraits. She credits her artistic evolution to the lessons she learned backstage. “Modeling taught me that rejection doesn’t mean failure,” she says. “I’ve become responsible, independent, and disciplined—and I don’t feed off disapproval.”


Nora Attal

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Isabel Marant top. Celine by Hedi Slimane skirt. Paco Rabanne boots.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Morocco, United Kingdom

Born and raised in culturally diverse south London, Attal felt deeply connected to her Moroccan heritage. “I’m part of a generation of young British people who’ve grown up with parents who are immigrants, who’ve seen different perspectives,” says Attal, 20, who has appeared on the covers of British Vogue and Vogue Arabia. “My parents spoke to me in Arabic and kept many of their traditions alive—even small things like having mint tea in the evening. Experiencing all of that has made me who I am now.”


Jill Kortleve

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Dolce & Gabbana dress. Alexander McQueen earrings and necklace.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Netherlands, India, Suriname, Indonesia

Kortleve’s most distinguishing feature is, arguably, in her hands, where self love is spelled out in a tattoo on her fingers. “I struggled for two years with my weight, trying to be sample size—sometimes only eating a banana a day—before I decided to stop,” says Kortleve, 26. The Surinamese-Dutch model made her return to the runway a year later, this time with the full embrace of her body’s natural size. “If someone doesn’t want to book me because of my size, that’s fine,” says Kortleve, whose résumé now boasts labels including Jacquemus and Alexander McQueen. “What’s most important is that I’m happy with who I am.”


Gia Tang

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Valentino jacket. Trave jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Taiwan, China

For Tang, becoming a model meant a chance to see more of the world. She was 30 years old when she first traveled to the United States for work; now, at 37, she’s begun facing a different boundary: “The industry prefers the young,” she says. “It’s marketing, and I get it—but I also think that could change right now.” Once encouraged to withhold her age from clients (“If you don’t look like it, don’t say it” was the guiding principle), Tang refuses to do so any longer. “We were taught to be a certain thing and to do a certain thing—but we should never be ashamed of who we really are, especially as Asian women,” she says.


Vittoria Ceretti

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Louis Vuitton jacket and jeans.Photographed by Tyler Mitchell, Vogue, April 2020

Italy

“In the last seven years, it feels like there has been a real shift,” says Ceretti, 21, who grew up close to Milan, where she is now based. “I’m seeing more respect toward models, but also toward hairstylists and makeup artists—and more opportunities for young photographers, too. It seems that the industry is really opening up to newness.”

Super Mario ganha conjunto de Lego com fases do videogame

O conjunto une os tradicionais blocos de lego com alguns recursos tecnológicos

Ainda não há previsão de lançamento do conjunto de Lego do Mario

A Lego e a Nintendo se uniram para lançar um jogo do Super Mario. E não é só um boneco do personagem: as empresas criaram um conjunto de Lego em que é possível criar fases do videogame, e percorrê-las com a figura do Mario. 

O conjunto une os tradicionais blocos de lego com alguns recursos tecnológicos: o boneco do Mario tem telas de LED e consegue interagir com determinadas peças do jogo por meio de conexão sem fio. 

As empresas afirmam que o novo jogo não é “nem um videogame nem um conjunto tradicional de blocos de Lego”.

A previsão é que o conjunto de Lego do Mario seja lançado ainda neste ano, mas ainda não há datas exatas. Não foi revelado também o preço do jogo. 

Mostra com desenhos raros de Tarsila do Amaral é adiada por causa do coronavírus

Além dela, inauguração da nova sede do Instituto de Arte Contemporânea (IAC) em São Paulo também foi cancelada

desenho com mulher careca gorda de pernas cruzadas e seio direito caído
Estudo para ‘A Negra’ (1923), de Tarsila do Amaral, parte da mostra ‘Tarsila: Estudos e Anotações’, no FAMA, em Itu – Hugo Curti/Divulgação

Uma exposição com desenhos raros de Tarsila do Amaral que teria início neste sábado (14) na Fábrica de Arte Marcos Amaro, a Fama, em Itu, no interior paulista, teve sua abertura adiada. O motivo é a decisão da Organização Mundial da Saúde de classificar como pandemia o surto de coronavírus no mundo.

É possivelmente a primeira exposição no país cancelada por causa do vírus. Em nota, a Fama afirma que uma nova data de abertura será decidida em breve, com base nas orientações das autoridades de saúde.

Organizada por Aracy Amaral e Regina Teixeira de Barros, “Tarsila: Estudos e Anotações” reúne 203 trabalhos da artista guardados por mais de 50 anos do público. Eles tinham sido exibidos uma única vez, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1969.

Além da mostra, outros eventos de artes plásticas que aconteceriam na capital neste fim de semana também foram suspensos. A inauguração da nova sede do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), na avenida dr. Arnaldo, foi adiada, embora a exposição possa ser visitada a partir de terça (17).

Um concerto de música japonesa que celebraria o encerramento de “Murakami por Murakami”, no Instituto Tomie Ohtake. O espaço funcionará normalmente no fim de semana, no entanto.

Uma exposição no Centro Cultural Fiesp que exibiria obras do acervo do centro de arte contemporâneo austríaco Thyssen-Bornemisza e marcada para abrir no final de fevereiro também foi suspensa, embora não se saiba se por causa do vírus.

Até agora, foram confirmados 69 casos de coronavírus no território brasileiro, 30 deles em São Paulo. Segundo estimativas do Instituto Pensi, centro de pesquisa clínica em pediatria do Hospital Infantil Sabará, a partir do momento em que o Brasil confirmasse o 50º caso, ele poderia chegar a mais de 4.000 casos em 15 dias.

Apple se junta a outras gigantes contra legislação anti-LGBT nos EUA

Não é nenhuma novidade que a Apple apoia publicamente os direitos LGBT1 e, recentemente, a companhia deu outro passo em prol dos direitos desse grupo nos Estados Unidos.

Reuters/The New York Times

Segundo informações do AL.com, a gigante de Cupertino se juntou a algumas das maiores empresas americanas (e do mundo) para se opor a um conjunto de projetos de lei que atualmente está sendo considerado em todo o país. Entre essas companhias, estão também AmazonGoogleMicrosoft e Nike.

As gigantes se uniram para assinar uma carta aberta [PDF] publicada pela Human Rights Campaign, uma organização americana de defesa dos direitos LGBTQ, a qual afirma que os projetos, se aprovados, os prejudicariam ao “tratá-los de maneira injusta e desigual”.

As leis afetariam acesso a assistência médica por pessoas transexuais, direito sobre paternidade, serviços sociais e familiares, esportes e mesmo instalações públicas como banheiros, acrescentando ainda mais desvantagens a esse grupo já marginalizado. Eles [os projetos] procuram colocar a autoridade do governo do estado por trás da discriminação e promover maus-tratos à população LBGTQ.

A carta ainda diz que essas leis não refletem os “valores de inclusão, justiça e igualdade” dos signatários, a exemplo da Apple. Se outorgada, a legislação também seria ruim para os negócios pois “práticas menos inclusivas levam a menos produtividade dos funcionários e atendimento ao cliente”.

Esses projetos de lei prejudicariam os membros de nossa equipe e suas famílias, privando-os de oportunidades e fazendo com que se sentissem indesejados em suas próprias comunidades. Como tal, pode ser extremamente difícil recrutar os candidatos mais qualificados para empregos em estados que adotam tais leis, e essas medidas podem sobrecarregar substancialmente as famílias de nossos funcionários que já residem nesses estados.

Por fim, a HRC pede aos legisladores que “abandonem ou se oponham aos esforços para aprovar tais leis discriminatórias e garantam a justiça para todos os americanos”. A votação dos projetos de lei na Câmara dos Representantes dos EUA deverá ocorrer ainda este mês.

VIA 9TO5MAC

Trabalhar em casa pelo coronavírus

Nas próximas semanas e meses, por conta desta nova cepa de coronavírus que assumiu as rédeas do mundo, muitos passarão pela primeira vez por esta experiência
Por Pedro Doria – O Estado de S. Paulo

Confira dicas para fazer home office

Há já uns cinco anos, trabalho principalmente entre casa e aeroportos. A tecnologia facilita em muito a colaboração para quem escolhe o home office, com uma grande quantidade de softwares gratuitos para cada função. WhatsApp e o excelente Slack servem para a comunicação cotidiana, sempre uma janela aberta para que as conversas necessárias fluam de tarefa em tarefa. Hangouts, Skype e FaceTime resolvem quando é necessário olhar no olho e ter uma conversa mais longa. Nas próximas semanas e meses, por conta desta nova cepa de coronavírus que assumiu as rédeas do mundo, muitos passarão pela primeira vez por esta experiência. É bom. Mas não é fácil.

A primeira coisa que se aprende é que estabelecer uma rotina com horários é fundamental. Há alguns motivos para isso. Os dois mais óbvios são, um, que a procrastinação é tentadora. O outro é exatamente o oposto — há risco de não parar de trabalhar nunca. E isto nem depende de pessoa a pessoa, todos estão expostos às mesmas dificuldades.

A TV está ali ao lado, há um livro empolgante pela metade na cabeceira, para não falar das redes sociais. As tentações para trabalhar daqui a pouco são inúmeras. Afinal, não há ninguém por perto para cobrar. Por outro lado, tantas ferramentas de comunicação 24 por 7 podem provocar que as demandas não parem nunca e uma tarefa vai empilhando na outra, causando exaustão e indisciplina, com toda sorte de coisas feitas pela metade.

Rotina também é importante para deixar claro para filhos, mulheres e maridos que, embora você esteja logo ali e portanto aparentemente disponível para tirar o lixo ou dar um pulinho na farmácia, não pode. Uma das coisas que a gente aprende rápido é que interrupções custam caro em tempo. Pare para responder a uma pergunta e aqueles três minutos de diálogo, quando retornamos ao monitor, exigem uma releitura do parágrafo escrito, uma nova consulta àquele email, um reconcentrar-se que leva fácil quinze ou vinte minutos.

Porque um dos maiores desafios para trabalhar em casa é justamente este: o ritual da concentração. No escritório, todos temos rituais. Nem percebemos, por vezes, mas os temos. E estes rituais, os pequenos atos repetitivos, nos embalam em direção ao trabalho. Em casa não é igual.

Alguns sentem a necessidade de acordar, tomar banho, botar roupa de trabalho. Para estes, bermudas os tiram do clima. Pode ser. Outros gostam de marcar tempos. Uma hora e meia de trabalho constante, meia hora para levantar, checar as redes, se distrair, e aí retorna o ciclo. Também pode ser. Para cada pessoa, a maneira de se organizar é uma. O importante é que, de casa, é preciso criar um clima de como é o momento do trabalho e como é o momento de interromper.

Para home offices permanentes, o que não é o caso de quem ficará um tempo em casa por conta da pandemia, uma boa mesa, na altura certa, e principalmente uma boa cadeira, assim como conexão rápida à internet, são fundamentais. E este pode se tornar um gargalo. Na Itália, já há pontos onde pessoas estão reclamando de lentidão. É que a banda larga residencial e a cooperativa são redes paralelas. O cálculo que se faz para quarteirões residenciais parte do pressuposto de que, boa parte do dia, a internet será pouco usada. Com todo mundo em casa, o estresse do sistema está derrubando a produção.

Dois últimos pontos. Comer é tentador. A toda hora. Não engorde. E segundo: você logo estará se comunicando com todos por texto e só por texto. Isto dá uma sensação de isolamento e produz atritos. Nós humanos damos informação emocional pela voz e rosto. Não fique no mal-entendido nunca. E ritualize, também, os momentos de se encontrar com pessoas. A não ser que esteja doente.

Nova máscara de cílios da Gucci, L’Obscur promete definir e dar volume aos fios

O produto é o segundo lançamento da Gucci Beauty em menos de um ano

Máscara de cílios L’Obscur da Gucci (Foto: Divulgação)

Desde que Alessandro Michele colocou suas mãos na linha de maquiagem da Gucci, reformulando totalmente os produtos e lançando uma coleção de batons, os fãs da grife aguardam ansiosamente pela próxima novidade.

Esse momento finalmente chegou! No fim de fevereiro, a marca apresentou na conta @GucciBeauty no Instagram a sua nova máscara de cílios, a L’Obscur. O produto, é claro, já conquista pelos olhos. Lembrando embalagens de itens de beleza antigos, o tubo cor-de-rosa ganha o nome da marca em dourado, cor que também cobre a tampa – sonho de qualquer millennial.

Máscara de cílios L’Obscur da Gucci (Foto: Divulgação)

O rímel não serve apenas para alongar e definir. Em campanha publicitária, o maquiador global da Gucci, Thomas de Kluyver, cobriu os cílios de uma modelo com tanto rímel que eles começam a se unir e criam um look retrô e rock and roll, combinando com os cortes de cabelo messy geralmente usados ​​pelas modelos da Gucci. 

Para quem se interessou, a Gucci Beauty’s Mascara L’Obscur custa U$ 35 e está disponível na Sephora norte-americana.

Adut Akech, Paloma Elsesser, Adesuwa Aighewi, Anok Yai, Fran Summers e + sobre as realidades do trabalho como modelo hoje | The Models

As maiores estrelas da moda se abrem sobre as diferenças entre a imagem glamourosa do setor e a realidade nos bastidores.

Featuring:
Adesuwa Aighewi
Anok Yai
Adut Akech
Jill Kortleve
Paloma Elsesser
Fran Summers
Kerolyn Soares
Ugbad Abdi

Director: Shaina Danziger
DP: Marcus Burnett
Audio Recordist: Ana M Fernandez
Editor: Victoria Mortati
Color: Jaime O’Bradovich at Company 3
Sound: Ric Schnupp at Soundtrack NY

Scarves from the Dior Autumn-Winter 2020-2021 Collection

Apresentando motivos exclusivos da Dior, como bolinhas, Toile Oblique e o tie-dye mais recente, os lenços foram tecidos com uma borda de fil coupé jacquard antes de serem impressos com precisão. Amarrados na cabeça das modelos, capturaram perfeitamente o fascínio libertado da coleção de Maria Grazia Chiuri.