O.N.S Clothing x Death To Tennis Capsule Collection

Intitulada DOMANI (em italiano para “Amanhã”), a coleção de cápsulas é uma visão satírica da evolução do sportswear esportivo, visto através das lentes dos estetas modernos. As roupas são inspiradas nos heróis dos atletas olímpicos, maratonistas que surfam no sofá e retardatários hiperprodutivos. A principal premissa da coleção é misturar conforto e descanso em peças altamente funcionais, criadas para um estilo de vida ativo.

‘O Pequeno Príncipe Preto’ chega às livrarias depois do sucesso da peça infantil

Com texto de Rodrigo França e ilustrações de Juliana Barbosa Pereira, ‘O Pequeno Príncipe Preto’ vai além da representatividade e busca o protagonismo
Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

O Pequeno Príncipe Preto’ vira livro para crianças depois do sucesso da peça homônima Foto: Juliana Pereira Barbosa

Na clássica história de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), lida por muitas gerações de crianças nos quatro cantos do mundo desde que foi lançada em 1943, a baobá é uma erva daninha que precisa ser combatida pelo Pequeno Príncipe diariamente – e ele faz isso assim que termina de se lavar pela manhã. Ele diz que, com isso, está limpando carinhosamente o planeta cujo solo está “infestado” de sementes de baobá. Elas esburacam o chão e existe o risco de rachar tudo. O cuidado maior é para não se confundir e arrancar uma muda de rosa no lugar de uma de baobá.

A baobá é uma árvore milenar, sagrada e muito simbólica para a cultura africana, e seria natural que numa versão que colocasse um garoto negro no papel do principezinho ela fosse não uma erva daninha, mas uma importante personagem. E ela está lá, ilustrada por Juliana Barbosa Pereira, bem atrás do protagonista, já na capa de O Pequeno Príncipe Pretolivro que Rodrigo França lança pela Nova Fronteira.

Essa é uma história conhecida para as 60 mil pessoas que viram a peça, com texto de França e interpretação de Junior Dantas, nos mais diversos palcos do País, em especial em teatros e escolas do Rio de Janeiro, ao longo de dois anos. 

Nela, acompanhamos a aventura de um menino que mora em um minúsculo planeta com uma árvore baobá. Ele diz que gosta muito de regar a baobá, que é sua única companheira. É assim que tudo começa, e ele logo se apresenta: “Eu sou o Príncipe deste planeta. A Baobá disse que sou o Pequeno Príncipe. Ela é a grande princesa”. Há também uma raposa, um rei e a viagem do menino, mas, apesar desses elementos em comum, França diz que não se trata exatamente de uma adaptação de O Pequeno Príncipe de Exupéry.

“Quisemos trabalhar com esse imaginário lúdico de realeza e ter um príncipe preto. E fazer uma associação com o segundo livro mais vendido no mundo é uma forma de provocar uma reflexão com relação a essa estrutura”, explica o autor que mergulhou neste universo a convite de Junior Dantas, que queria fazer uma peça infantil sobre representatividade. As crianças nunca estiveram na mira do autor, que é cientista político, professor, dramaturgo e ex-Big Brother (edição 2019), mas ele conta que durante o processo entendeu que estava errado. “Elas são o princípio de tudo: dá tempo de modificar a raiz, a essência, e transformar.” 

Convite feito e aceito, França achou que era preciso ir além da representatividade: ele tinha de avançar, discutir e pôr em prática o protagonismo.

O autor tem duas sessões de autógrafos previstas para São Paulo – no domingo, 15, às 17h, no Aparelha Luzia – Centro Cultural e Quilombo Urbano, e na quinta, 19, na Blooks do Shopping Frei Caneca. A peça deve voltar aos palcos da cidade no segundo semestre.

Do palco para o prelo

Ele conta que a ideia de publicar um livro baseado no texto que escreveu para o palco surgiu porque ele sempre soube que por mais sucesso que uma peça faça seu alcance é pequeno. “Viajamos muito pelo Brasil, mas não conseguimos furar uma bolha necessária. E o livro pode estar na biblioteca, ele é dado de presente, pode ser comprado pela internet. A ideia foi que os valores que têm dentro do espetáculo chegassem para outras crianças e adultos”, conta o autor. 

Esses valores, passados a Rodrigo, hoje com 42 anos, por seus pais e, principalmente, por sua avó, são transmitidos aqui, pela baobá. “É como se ela fosse a avó do menino que vai passar os valores, a sabedoria, o sentido de autovalorização e de autocuidado e que vai mostrar que é importante ouvir e respeitar os mais velhos”, conta o autor que explica ainda que a baobá dá frutos, serve de reservatório de água quando chove porque seu tronco é oco e é onde os africanos enterram seus mortos. Nada como a erva daninha de Saint-Exupéry.

Na história, o pequeno príncipe tem o sonho de conhecer outros planetas, saber quem mora lá e o que fazem. Ele aproveita a chegada das ventanias e, ao visitar esses lugares, vai espalhando a semente da baobá e o ubuntu. Essa foi uma promessa dele para sua árvore companheira: espalhar sua semente e ensinar que juntos todos ganham.

“Não existe tecnologia mais potente do que estar junto, aquilombado, para usar um termo mais histórico. Essa é uma característica dos nossos povos originários, indígenas e africanos, que estamos perdendo. As novas formas de organização social nos levam a estar separados, cada um no seu celular, focado no seu projeto e na sua vida”, comenta França. 

Rodrigo França
Rodrigo França, autor de ‘O Pequeno Príncipe Preto’ Foto: Julio Ricardo da Silva

É sobre isso também que ele quer conversar com seus leitores. “Quando percebemos que a dor não está relacionada só a você, que ela é estrutural e compartilhada com outras pessoas, entendemos que não temos gerência sobre aquilo, que a culpa não é nossa e que não há motivo para chegar à tristeza extrema”, diz depois de comentar sobre o aumento dos casos de depressão e suicídio entre os jovens.

Ele completa: “Acredito que devemos estar juntos, que cada um deve procurar seu grupo e seu coletivo para poder realizar e transformar. É impossível estar nesse mundo, especialmente nesse momento, sem poder transformar algo, sem poder colaborar para uma mudança para melhor. E não dá para fazer sozinho”.

Com humor e sensibilidade, O Pequeno Príncipe Preto fala sobre ancestralidade, afeto e empatia, e também sobre valorizar quem somos e nossa história – valores que Rodrigo e Juliana aprenderam em casa e colaboraram para a autoestima deles. 

Aos 22 anos, a estudante de design que já trabalhou na identidade visual da peça e que ilustra agora seu primeiro livro conta que seus pais sempre lhe deram livros e mostraram filmes com personagens que se pareciam com ela. 

“É sobre isso que o livro e a peça falam: que nossa pele é bonita, que nosso cabelo é bonito. Eu tive o privilégio de ter pais assim, numa época em que o assunto não era forte, e isso com certeza mudou a visão do que eu sou e me fez ter a autoestima que tenho hoje. É importante ter essa representatividade, ver uma pessoa igual a você fazendo coisas que você gostaria de fazer, abrir esse caminho de possibilidades”, diz. Para ela, a história fala também sobre amizade, amor, aceitação, se achar bonito e aceitar a diferença dos outros. É também sobre abraçar todo mundo. “A importância de uma história como essa é enorme ainda mais para as crianças que estão lendo, independentemente de como elas são”, completa Juliana.

Seu desafio nesse projeto foi criar um rosto para o personagem. “Eu queria passar uma expressão leve, infantil, de uma criança que está explorando esse universo e viajando por esses planetas. E que fosse um rosto com o qual as crianças pudessem se identificar porque a representatividade é essencial. Se você não tem um livro com um personagem que se pareça com você, como vai poder achar que é capaz e pode fazer alguma coisa?”

Este é um livro para todos, diz Rodrigo França. “Ouvimos de pessoas não negras que elas não sabiam como tocar nesse tipo de assunto com os filhos e sentiam que as crianças estavam reproduzindo valores nos quais a família não acredita.” Para o autor, o que faz com que uma criança reproduza o racismo ou qualquer tipo de preconceito é não entender que existe uma diversidade e que essa diversidade é uma característica positiva e rica. E isso está no livro e na peça. “Quem ler ou assistir ao espetáculo vai entender que não existe uma única cor da pele”, diz Rodrigo, alvo de racismo quando participou do Big Brother Brasil e que tem outros três projetos teatrais em andamento: é codiretor de Yabá: Mulheres Negras, que estreia no Rio; é autor e diretor de Capiroto, previsto para estrear em São Paulo em abril, e em junho apresenta, no Rio, O Circo de Benjamin, para crianças, sobre o primeiro palhaço negro.

O PEQUENO PRÍNCIPE PRETO
Autor: Rodrigo França
Ilustradora: Juliana Barbosa Pereira
Editora: Nova Fronteira
(32 págs.; R$ 39,90)

Palomo Spain SS20 “POMPEII” Campaign

Palomo Spain apresenta sua nova campanha SS20 Pompeii. A coleção, que estreou em junho passado em Paris, é capturada pelo objetivo do fotógrafo Pablo Zamora em um exercício de inocência e honestidade. Esta campanha é uma lufada de ar fresco e minimalismo no imaginário da marca, geralmente mais profusa e excessiva.

Shot by @pablucozam
Styled by @aliciapadron_
Production @thisis_sample @maycamarquez
Graphics @jotateamstudio @jotadejoya
Model @louiswavey @nischmanagement
Special thanks to Inés & Mauro Muñoz Martínez-Mora

Coronavírus: Apple fecha todas as suas lojas fora da China até 27 de março

Assim como as medidas estabelecidas pelos próprios governos, a Apple nas últimas semanas foi aos poucos escalando suas decisões frente à pandemia do Coronavírus (COVID-19).

Enquanto na China todas as 42 lojas físicas da empresa já estão reabertas e voltarão a operar em horários normais paulatinamente, há alguns dias a Apple decidiu fechar suas 17 localidades na Itália e ontem suspendeu toda a programação Today at Apple — inclusive no Brasil.

Agora, sim, veio a decisão mais drástica: em uma carta publicada no site da Apple, o CEO Tim Cook anunciou o fechamento de *todas* as lojas físicas da empresa fora da China (que são quase 470!) até o dia 27 de março.

Na carta, o executivo deixa claro que todos os milhares de empregados da Apple afetados receberão seus salários normalmente, mesmo com as lojas inoperantes.

Além disso, a Apple dobrará toda e qualquer doação feita por empregados para a causa do COVID-19. Até agora, a companhia já destinou US$15 milhões no combate ao vírus.

Aos que quiserem/precisarem comprar produtos da Apple, suas lojas online — e o app Apple Store — continuam operando normalmente em todo mundo. Todavia, diante dessa situação, acho que o rumor de um novo MacBook Air sendo lançado na semana que vem não será concretizado. O momento não é esse.

Ainda ontem, a Apple também anunciou que a Worldwide Developers Conference (WWDC) 2020 será toda online.

Tóquio 2020: Centro de ginástica tem um dos maiores tetos de madeira do mundo

A construção usou 2.300 m³ de madeira, que será devolvida após os jogos

O centro de ginástica Ariake, construído para as Olimpíadas de Tóquio em 2020, é uma celebração da marcenaria japonesa. Com mais de 2.300 m³ de madeira, o ginásio terá um dos maiores tetos de madeira do mundo. Nele, ocorrerão as competições de ginástica artística, rítmica, e trampolim acrobático.

Para ser construído, o teto utilizou madeira da ilha de Hokkaido e da cidade de Nagano. O material será devolvido às respectivas prefeituras após os jogos. A construção foi inspirada no passado do local, que era usado para armazenar madeira.

“Como serão os Jogos Olímpicos, um evento global como nenhum outro, precisamos dar um passo a mais e mostrar o verdadeiro artesanato japonês”, diz Nagamachi Yugo, que participou do time que ergueu parte do ginásio no ano passado.

O Ariake é um dos exemplos da busca da organização dos Jogos deste ano por realizar um evento sustentável. Outras iniciativas neste sentido incluem medalhas feitas de material reciclado, camas de papelão para os atletas e uma tocha olímpica feita de alumínio reciclado.

iFood cria fundo de R$ 1 milhão para ajudar entregadores com coronavírus

Quem entrar em quarentena ou contrair o covid-19 poderá pedir auxílio para a startup; veja como as startups brasileiras de entrega estão lidando com a nova epidemia
Por Bruno Capelas – O Estado de S. Paulo

Entregador que for infectado ou tiver sintomas de poderá pedir auxílio

startup brasileira de entregas de refeições iFood anuncia, na manhã deste sábado, 14, a criação de um fundo de R$ 1 milhão para ajudar os entregadores que entrarem em quarentena ou contraírem o novo coronavírus. A notícia foi revelada por Diego Barreto, diretor financeiro da startup, com exclusividade ao Estado. Segundo a empresa, o fundo será gerido com ajuda da ONG Ação da Cidadania, que será responsável pela distribuição de recursos aos entregadores. 

“Após demonstrar por atestado médico ou via telemedicina que está com sintomas, o entregador vai receber alimentos ou uma quantia, para sua subsistência alimentar e a de sua família, com ajuda da ONG, durante 14 dias”, explicou Barreto. Os detalhes, segundo o executivo, ainda serão definidos ao longo da próxima semana. Em comunicado, a empresa afirma ainda que está “avaliando cuidadosamente a evolução do cenário no país e estudando medidas para garantir a segurança de nossos colaboradores e parceiros”. 

Com o aumento da quantidade de pessoas isoladas, é bastante possível que o negócio de entregas sofra uma alta na demanda nos próximos dias. “Com mais gente em casa fazendo home office e crianças não indo para as escolas, entendemos que o delivery vai ter uma função importante nos próximos dias”, afirma Barreto. 

A situação é complexa: bastante dependentes dos aplicativos para pagar suas contas no final do mês, muitos entregadores “não têm opção” de deixar de lado suas atividades por conta do risco. Ao mesmo tempo, se forem contaminados, podem ser um grande vetor de disseminação da doença. 

Questionado sobre o tema, Barreto afirmou que o “iFood não quer que as pessoas se sintam desconfortáveis para ficar em casa”, caso sintam tal necessidade. O executivo disse ainda que acredita que, “com as ações das autoridades, os entregadores terão condição de continuar transitando com plena capacidade de prestar os serviços.” 

O iFood não é a única empresa do setor da chamada “gig economy” (a economia dos “bicos”, em apps como Uber, 99 e Loggi) a criar um fundo para dar apoio aos seus parceiros. Nesta sexta-feira, 13, a chinesa Didi Chuxing, dona da startup brasileira 99, divulgou que vai colocar US$ 10 milhões à disposição de seus motoristas e entregadores em todo o mundo, a fim de cobrir os gastos por conta de quarentena ou infecção com a doença. Procurada pelo Estado, a empresa afirmou que o Brasil está na lista de países que receberão recursos do fundo. 

Sem contato

Na Europa, onde o cenário está mais grave, empresas como Deliveroo e Takeaway já criaram políticas de entregas sem contato físico – ao chegar na casa do consumidor, o entregador toca a campainha e deixa o pacote com a refeição na porta. É algo que o iFood também está estudando por aqui. “Estamos desenvolvendo ferramentas para essas situações, caso o contato não seja recomendado”, explica Barreto. 

A empresa não está sozinha: aqui no Brasil, a startup de entregas Loggi afirmou, em nota, que está revendo seus processos para minimizar o contato humano e o risco de contágio do vírus em sua cadeia logística. “Como reforço, a empresa também distribuirá álcool gel e luvas em suas principais agências”, afirmou a empresa. Já a Rappi disse que está oferecendo álcool em gel e panos desinfetantes para os entregadores parceiros e está em contato com todos os “elos de seu ecossistema para difundir mensagens de prevenção contra a doença.” 

O iFood, por sua vez, decidiu não fazer a entrega de kits com álcool gel para os entregadores. “Queremos evitar a aglomeração de pessoas em pontos de retirada. Em vez disso, decidimos reforçar a comunicação para algo que os entregadores têm sempre à mão: água e sabão”, afirma Barreto. 

A Verdadeira História da Gangue de Ned Kelly ganha novo trailer alucinante

Filme estrelado por George McKay e Russell Crowe conta a trajetória de criminoso australiano
NICOLAOS GARÓFALO

Após se destacar no indicado ao Oscar 1917George McKay estrelará o novo o filme A Verdadeira História da Gangue de Ned Kelly, que contará a trajetória de um criminoso australiano que lidera uma gangue contra as autoridades locais. Além de McKay no papel principal, o filme conta ainda com Russell Crowe (Gladiador) e Nicholas Hoult (X-Men: Fênix Negra) – assista acima.

Dirigido por Justin Kurzel (Assassin’s Creed), A Verdadeira História da Gangue de Ned Kelly é inspirada no livro de Peter CareyShaun Grant assina o roteiro.

A Verdadeira História da Gangue de Ned Kelly será lançada em plataformas digitais em 8 de maio de 2020.