Aves de Rapina | Diretora Cathy Yan comenta bilheteria do filme

Cathy Yan disse que expectativas eram altas tanto para equipe quanto para o estúdio
NICOLAOS GARÓFALO

Aves de Rapina (Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa) 

Um dos principais lançamentos da DC nos cinemas em 2020, Aves de Rapina (Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa) levantou diversas discussões após seu lançamento nos cinemas, em fevereiro. Apesar de receber grandes elogios da crítica e do público (o filme registra 78% de aprovação de ambos no site RottenTomatoes), o longa de Cathy Yan foi alvo de xingamentos e boicotes antes mesmo de sua estreia. Mesmo limitado pela censura para maiores e pela exibição encurtada pela pandemia do COVID-19, o filme arrecadou mais que o dobro de seu orçamento, mas a bilheteria de US$ 201,8 milhões ainda foi classificada como “decepcionante” por alguns críticos mais ácidos da produção estrelada por Margot Robbie.

Em entrevista ao THR, Yan lembrou a sensação de decepção trazida pela arrecadação abaixo do esperado no final de semana de estreia de Aves de Rapina. “Sei que [a Warner Bros.] tinha expectativas muito altas para o filme – todos tínhamos. [Também queríamos] desfazer as expectativas em torno de um filme protagonizado por mulheres e o que mais me decepcionou nisso foi a ideia de que talvez não estejamos preparados [para esse tipo de produção]”, afirmou a diretora, que disse também já se sentir pressionada por ser uma cineasta não-branca comandando um blockbuster.

Eu acho que existem certas formas de interpretar o sucesso ou o fracasso do filme, e todos têm esse direito. Mas eu sinto que todo mundo foi extremamente rápido para escolher um lado”, disse Yan sobre as análises das cifras de Aves de Rapina lançadas ao longo de suas primeiras semanas de exibição.

Aves de Rapina acompanha a jornada de Arlequina (Margot Robbie) após o término de sua relação com o Coringa. Com diversas gangues de Gotham em seu encalço, o caminho da Palhaça acaba se cruzando com o de Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Renee Montoya (Rosie Perez) e Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), mulheres que também estão em busca de sua liberdade. O longa arrecadou US$ 201,8 milhões no mundo, partindo de um orçamento de US$ 84,5 milhões. O filme já está disponível em plataformas on demand no Brasil.

Jennifer Aniston doa R$ 53 mil para enfermeira com Covid-19 momentos depois de conhecê-la na TV

Jimmy Kimmel, a enfermeira Kimball Fairbanks e Jennifer Aniston

A enfermeira americana Kimball Fairbanks recebeu duas grandes notícias nessa semana, uma péssima e outra simplesmente maravilhosa. Na segunda-feira, Fairbanks, que é especialista em cardiologia e trabalha em um hospital de Nova York que concentra parte dos mais de 52 mil casos de Covid-19 confirmados no estado, foi informada por um médico de lá com quem se consultou que testou positivo para o novo coronavírus. Não bastasse o trauma de saber que está com a temida doença, o diagnóstico significou também que ela precisaria se afastar do trabalho até se recuperar, e sem receber salário durante a ausência, conforme a própria Fairbanks contou em uma entrevista ao vivo e pelo Skype que deu no programa de Jimmy Kimmel exibido no dia seguinte.

E foi justamente graças à participação dela na atração que a boa nova foi anunciada… É que Jennifer Aniston, que também participou de um bate papo com Kimmel no mesmo episódio, ficou tão sensibilizada com a história de Fairbanks que pediu para falar com a enfermeira só para agradecê-la por seus serviços nesse momento tão delicado. “Querida, é um prazer te conhecer. Eu nem sei como expressar minha gratidão por tudo que você e seus colegas estão fazendo”, disse a eterna Rachel de “Friends”, em seguida revelando que se juntou ao apresentador para presentear a profissional com um cheque de US$ 10 mil (R$ 53 mil) para que não passe por necessidades em seu período de licença médica. (Anderson Antunes)

DC Comics doa US$ 250 mil para manter lojas de HQ abertas

Ilustrador e chefe criativo da editora, Jim Lee leiloará 60 desenhos originais com o mesmo propósito
NICOLAOS GARÓFALO

Depois de adiar a distribuição de HQs físicas e digitais durante o período de quarentena do coronavírus, a DC Comics doou US$ 250 mil para ajudar lojas locais de quadrinhos a manterem as portas abertas após o fim da crise. A doação foi feita por meio da BINC (“fundação de caridade da indústria de livros”, em inglês) e o valor será distribuído para comerciantes do setor e seus funcionários (via PREVIEWS World).

Além da doação inicial, Jim Lee, lendário artista e chefe criativo da editora, organizará um leilão virtual de 60 ilustrações originais – uma por dia – baseadas em personagens da editora. As vendas são organizadas por um perfil do ebay e cada imagem fica disponível para oferta por três dias.

Com a pandemia do COVID-19, a Diamond Comics, principal distribuidora de HQs do mundo, anunciou que suspenderia suas atividades por tempo indeterminado a partir do dia 1º de abril. Por consequência, editoras como DC, MarvelImage e Dark Horse informaram que adiaram não só a distribuição de novas edições físicas, mas também digitais de suas HQs.

Desde o começo da pandemia do coronavírus, várias áreas do entretenimento foram afetadas com o adiamento de estreias, paralisação de produções e cancelamento de grandes eventos.

Nikos Papadopoulos for Marie Claire Greece with Marta Buiko

Photography: Nikos Papadopoulos. Styling: Elina Sygareos. Hair: Konstantinos Sakkàs. Makeup: Athina Karakitsou. Model: Marta Buiko.

CRÍTICA I Coffee & Kareem

Despretensiosa, comédia policial da Netflix entretêm com personagens exagerados e atores com timing cômico impecável
NICOLAOS GARÓFALO

Explorado à exaustão por quase 30 anos, o gênero de comédia escrachada perdeu, ao longo da década passada, a boa vontade que recebia por parte da crítica durante os anos 2000. Filmes cada vez mais parecidos estrelados por Seth RogenMelissa McCarthyLeandro HassumBen Stiller e principalmente Adam Sandler até iam bem de bilheteria, mas eram massacrados pela mídia especializada, cansada de repetições de piadas escatológicas e ultrapassadas.

Ao mesmo tempo, os anos 2010 mostraram uma queda brutal na qualidade de longas do subgênero buddy-cop, nome dado a comédias policiais protagonizadas por duplas improváveis, com produções que contavam com Sandra BullockBruce Willis e Reese Witherspoon caindo no esquecimento. Em 10 anos, foram poucos os exemplos que realmente mereceram alguma atenção, como Dois Caras Legais ou a franquia Anjos da Lei. Logo, o cenário do lançamento de Coffee & Kareem, nova produção da Netflix, é um pouco arriscado.

Na comédia, o jovem Kareem (Terrence Little Gardenhigh), um garoto negro de Detroit, encontra sua mãe (Taraji P. Henson) transando com o policial branco James Coffee (Ed Helms). Bravo, o menino arma para que o membro de uma das mais perigosas gangues da cidade ataque o policial, quando testemunha o assassinato de outro agente e dá início a uma sequência de eventos exagerados e cada vez mais perigosos.

Embora a impressão passada pelo trailer é de que Coffee & Kareem será apenas mais uma produção medíocre do gênero, o diretor Michael Dowse (Stuber) consegue usar o talento cômico de seu elenco, além de criar uma atmosfera autorreferente que se desapega completamente da realidade. O elenco, que inclui também nomes como Betty Gilpin (GLOW) e David Alan Grier (Desventuras em Série), abraça sem vergonha o ridículo do roteiro de Shane Mack e entrega atuações igualmente extrapoladas e hilárias.

A ação do filme também é exagerada. Em clara homenagem a filmes como Máquina Mortífera e Duro de Matar 3, clássicos do gênero, Coffee & Kareem traz explosões, perseguições em alta velocidade, carros atravessando lanchas e troca de socos e tiros em meio a uma chuva de cocaína. Riscando item a item de sua lista de desejos, Dowse permite que Helms manuseie granadas, Henson atire sem piedade ou consequência no grande vilão e Gardenhigh xingue a torto e a direito com um sorriso no rosto.

O filme, é claro, também não é perfeito. Embora seus exageros proporcionem risadas e a direção alucinante traga boa diversão às cenas de ação, o longa ainda escorrega em uma reviravolta óbvia, antecipada já em seus primeiros minutos. Mesmo que essa obviedade não tire a graça das piadas ou das atuações, ela faz com que a grande revelação do vilão seja recebida com indiferença.

Além disso, o filme usa a relação entre Vanessa (Henson), Kareem e Coffee como uma resolução mágica para o grave problema de violência policial contra cidadãos negros em Detroit, uma das cidades com o maior número de casos reportados de abuso de autoridade dos Estados Unidos. Embora não ignore o problema, Coffee & Kareem também pouco faz para explorá-lo além do relacionamento dos protagonistas. Citada em diálogos soltos no primeiro ato, a discussão tem impacto mínimo nos personagens e na trama, algo consideravelmente difícil na cidade em que a comédia se passa.

Ainda assim, a produção nunca se propôs a ser séria. De seu primeiro take, focado em um copo de café e um donut de creme, à bizarramente satisfatória cena final, Coffee & Kareem cumpre o papel que poucas comédias de grande alcance – e poucos originais filmes da Netflix – conseguiram fazer. Divertido, engraçado e escrachado na medida certa, o longa é uma grande opção para quem precisa se desligar do mundo e dar algumas risadas.

Coffee & Kareem
ANO: 2020
PAÍS: Estados Unidos
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
DURAÇÃO: 88 min
DIREÇÃO: Michael Dowse
ROTEIRO: Shane Mack
ELENCO: Taraji P. Henson, Betty Gilpin, Terrence Little Gardenhigh, David Alan Grier, Ed Helms
NOTA DO CRÍTICO
Ótimo

Skype agora possibilita videochamadas sem app ou conta

Em tempos de pandemia do Coronavírus (COVID-19), isolamento social e quarentena, nada melhor do que uma ferramenta que permita a realização cada vez mais rápida e fácil de chamadas, reuniões e videoconferências online, não é verdade? Pois o Skype acabou de fazer exatamente isso!

Microsoft, dona do aplicativo de videochamadas, lançou hoje o recurso Meet Now, uma nova ferramenta a qual permite que usuários iniciem reuniões pelo Skype diretamente pelo navegador, sem precisar baixar nada ou sequer criar uma conta — basta compartilhar o link da reunião com seus amigos ou colegas, aguardar que eles entrem na sala e iniciar o bate-papo.

O ambiente do Meet Now traz todos os recursos mais populares do Skype “completo”, como gravação das reuniões por até 30 dias para revisão posterior e compartilhamento da tela do seu computador. Você também pode “desfocar” os seus arredores para proteger sua privacidade ou simplesmente esconder a bagunça durante uma reunião importante, caso queira.

Meet Now, nova ferramenta do Skype

Vale notar que, por ora, o cliente web do Skype funciona apenas nos navegadores Edge e Chrome — o Safari, portanto, está de fora. Caso você clique num link do Meet Now e tenha o aplicativo do Skype instalado, ele será aberto e iniciará a chamada imediatamente, mesmo que você não esteja logado.

timing do anúncio, naturalmente, é inteligente: a Microsoft está tentando pegar as rebarbas dos usuários que têm deixado de lado o Zoom, aplicativo de videoconferências mais utilizado dos últimos tempos, por conta das suas dúvidas de confiabilidade e segurança. E há ainda aquele problema com o FaceTime, que está impedindo a realização de chamadas entre Macs ou iPhones atualizados com dispositivos iOS mais antigos.

A novidade do Skype já pode ser acessada por meio dessa página.

Natura e Avon se unem para prevenir violência doméstica durante quarentena

Movimento #IsoladasSimSozinhasNão quer combater a problemática que aumentou em pelo menos 9% por causa da Covid-19

Segundo um levantamento feito pela Central de Atendimento à Mulher, durante o isolamento já houve um aumento de quase 9% no número de denúncias feitas pelo 180

Com as medidas de isolamento e distanciamento social recomendadas para combater o novo coronavírus, a violência doméstica torna-se um desafio ainda maior.

Segundo levantamento da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, durante o isolamento, já houve um aumento de quase 9% no número de atendimentos no Brasil.

Diante desse desafio, Natura e Avon se uniram pelo movimento global #IsoladasSimSozinhasNão, lançado pelo Instituto Avon e endossado pela Natura em todos os países da América Latina onde opera.

“Para muitas mulheres e meninas, o confinamento pode aumentar a frequência e gravidade dos episódios de violência doméstica, em todas as suas formas”, aponta Daniela Grelin, diretora-executiva do Instituto Avon. “Precisamos redobrar o apoio a estas mulheres, para quem a casa, longe de ser um lar seguro, é o espaço em que está mais exposta ao risco. Queremos mostrar que elas não estão sozinhas.”

Desde 2008, o Instituto Avon articula empresas públicas e privadas, organizações sociais e órgãos públicos no Brasil e já destinou mais de R$ 30 milhões para apoiar e proteger mulheres e meninas em situação de violência. A atuação se dá em quatro frentes: formação e informação, advocacy, engajamento da sociedade e apoio a projetos nas áreas de segurança pública, justiça, saúde e educação no tema.

Destinado a atender líderes de negócio Natura e executivas de vendas Avon, as marcas fecharam parceria com a startup “Mete a Colher” para uso da ferramenta de assistência social TINA. As consultoras Natura também terão à disposição uma cartilha para identificar casos de violência doméstica, contendo orientações sobre conduta ideal, assim como divulgação de canais de denúncia.

Para o público geral, a Natura patrocinou uma minissérie com cinco episódios do podcast Mamilos sobre a temática. Ao final, cada episódio abordará a história de uma pessoa que superou o ciclo da violência.

“Historicamente, as marcas são engajadas em apoiar mulheres. Agora unidas, podemos ampliar o potencial de proteger toda nossa rede de relações, entre consultoras, colaboradores e consumidores”, diz Cida Franco, diretora de vendas da Natura.

O grupo Natura &Co também anunciou que o Instituto Avon global destinará US$ 1 milhão para organizações que atuam na linha de frente para apoio a mulheres e crianças vulneráveis.

A iniciativa foi uma resposta aos indicadores de violência doméstica de todo o mundo. Relatórios da China apontaram que os casos triplicaram em comparação com o ano anterior. As frentes de atendimento à violência doméstica no Reino Unido e nos EUA também relatam um aumento quase dobrado.

“A violência doméstica já é uma epidemia escondida a portas fechadas. Como o Covid-19, é um assassino silencioso”, defende Angela Cretu, CEO da Avon. “Uma consequência não intencional das medidas de isolamento necessárias para combater o coronavírus é que mulheres e crianças vulneráveis ​​ficam presas em casa com agressores e incapazes de procurar ajuda.”​

Apple compra startup irlandesa Voysis, especializada em linguagem natural para melhorar a Siri

Que novidades aguardam a assistente da Maçã?


Independentemente do uso e da avaliação que você faz da Siri e do seu estado atual no ecossistema da Apple, uma coisa pode ser considerada consenso: a assistente digital da Maçã ainda tem muito a evoluir em quase todos os aspectos do seu funcionamento. Pois a Bloomberg acaba de chegar com ótimas notícias nesse sentido1.

Segundo a agência de notícias, a Apple completou recentemente a aquisição de mais uma startup — desta vez, a irlandesa Voysis, focada em reconhecimento de linguagem natural por meio de aprendizado de máquina. Ou seja, o objetivo da compra, ainda que não revelado, é claro: tornar a Siri ainda mais proativa e inteligente.

A Voysis destaca-se no mundo do processamento de fala por alguns fatores. O primeiro é o refinamento nas buscas permitidas pelo sistema da startup — de acordo com a Bloomberg, o usuário pode proferir a frase “eu preciso de uma nova TV LED” e, em, seguida, complementar o pedido com a frase “meu orçamento é de R$3.000”. O sistema entenderá o pedido e mostrará os resultados nos sites de vendas mais visitados pelo usuário.

O segundo fator importante na tecnologia da Voysis é o seu tamanho diminuto: numa entrevista em 2018, um dos cofundadores da startup, Peter Cahill, afirmou que era possível “conter” o sistema num software de apenas 25MB — o que é especialmente importante para que a Apple possa implementar melhorias na Siri de forma totalmente offline, sem requerer processamento remoto (ou que o dispositivo em questão esteja conectado à internet).

Até o momento, a Voysis vendia seu sistema de reconhecimento/processamento de fala para outras empresas interessadas em utilizá-lo em seus produtos; esse tipo de negócio, certamente, será interrompido agora com a aquisição por parte da Apple.

Não há informações sobre o valor da compra, nem os planos específicos da Maçã para tal — obviamente, teremos de esperar mais alguns meses (ou até mais que isso) para vermos novidades práticas na Siri relacionadas a essa aquisição.

O fato é que a mão da Apple está aberta: essa já é a segunda grande aquisição da semana em Cupertino, depois do arremate do aplicativo de previsão do tempo Dark Sky.

Paulina Wesolowska for Harper’s Bazaar Arabia with Adda Zmora

Photographer: Paulina Wesolowska. Stylist: Alexander Garcia. Hair: Takuya Yamaguchi. Makeup: Yoshie Kubota. Model: Adda Zmora at Wilhelmina Models.