Athletica Editorial Exclusively for Fashion Editorials by Juliet Taylor

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Photography: Juliet Taylor. Stylist: Jana Bartolo. Hair: Graeme Cumming. Makeup: Desiree Wise. Models: Sofya Titova at Priscillas, Millicent Lee at CHIC, India Stibilj at CHIC, and Aneka Morley at Priscillas.

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TTT X HÖR – Ellen Allien / April 4 / 10pm-11pm

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Lachlan bailey for WSJ Magazine with Felice Noordhoff

Publication: WSJ. Magazine. Photography: Lachlan bailey. Styling: Geraldine Saglio. Hair: Cim Mahony. Makeup: Lynsey Alexander. Casting: Piergiorgio Del Moro. Manicurist: Barbara Cosoli. Model: Felice Noordhoff.

Amazon se arma para a guerra dos videogames e vai produzir e distribuir jogos

Game de ficção científica ‘Crucible’, a ser lançado em maio, é primeiro original de grande orçamento da empresa
Seth Schiesel

'Crucible', primeiro jogo original de grande orçamento da Amazon
‘Crucible’, primeiro jogo original de grande orçamento da Amazon – Reprodução/IGDb

THE NEW YORK TIMES – Abrindo uma nova frente em sua campanha para dominar o entretenimento digital, a Amazon está investindo centenas de milhões de dólares para se tornar uma importante criadora e distribuidora de videogames.

A gigante da internet anunciou que pretende lançar seu primeiro jogo original de grande orçamento, um ambicioso game de combate de ficção científica chamado “Crucible”, em maio, depois de diversos adiamentos relacionados ao coronavírus. A companhia também está desenvolvendo uma plataforma completa para jogos em nuvem, chamada Project Tempo. E está trabalhando em novos jogos casuais, que poderão ser jogados em tempo real por meio de seu popular serviço de streaming de jogos Twitch.

A campanha é o investimento mais significativo da Amazon em entretenimento original desde que a companhia se tornou uma grande produtora de séries e filmes para seu serviço de streaming, na década passada. A Amazon também tem rivais estratégicos como Microsoft e Google na mira, porque eles expandiram suas ofertas de videogames.

Em uma demonstração do compromisso da companhia para com os videogames, e do envolvimento de seu fundador, Jeff Bezos, no projeto, a Amazon deu ao seu estúdio de videogames em Seattle o nome de Relentless Studios. Esse era o nome que Bezos havia planejado originalmente para a companhia que se tornou a Amazon, e ele registrou o domínio em seu nome; digitar o nome Relentless como endereço conduz ao site da Amazon.

“O quadro mais amplo envolve tentar aproveitar o melhor da Amazon nos videogames”, disse Mike Frazzini, vice-presidente de serviços e estúdios de jogos da Amazon, o principal responsável pela estratégia de jogos da empresa. “Estamos trabalhando há algum tempo, mas produzir jogos demora muito, e estamos adotando muitas das práticas da Amazon na produção de jogos.”

A presa potencial seria atrair mais dezenas de milhões de pessoas ao ecossistema de serviços da Amazon. Nos 10 últimos anos, os videogames floresceram e se tornaram uma das formas de entretenimento mais populares e lucrativas do planeta.

Os jogos devem gerar mais de US$ 160 bilhões (R$ 848 bi) em faturamento em 2020, o que faz deles um negócio duas vezes maior que o setor fonográfico (que fatura US$ 19 bilhões ao ano) e o setor cinematográfico (US$ 43 bilhões) combinados. Agora que boa parte do mundo está ficando em casa por conta da pandemia, os videogames estão se tornando ainda mais populares.

No mês que vem a Amazon planeja lançar não só “Crucible” mas “New World”, um jogo online para múltiplos jogadores que permitirá que milhares de jogadores ocupem a um só tempo uma terra de fantasia no século 17, baseada em uma realidade alternativa. “Crucible” foi desenvolvido pela Relentless em Seattle, mas “New World” foi criado por um outro estúdio de videogames controlado pela Amazon, em Irvine, Califórnia, desde que ela adquiriu a Double Helix Games, em 2014.

O estúdio de Irvine também está desenvolvendo um jogo online para múltiplos jogadores com base na franquia “Senhor dos Anéis”. John Smedley, ex-presidente da Sony Online Entertainment, foi contratado pela Amazon em 2017 para criar um terceiro estúdio de videogames na companhia, em San Diego, mas o novo projeto que ele está desenvolvendo não foi revelado.

Com esses jogos online intrincados, a Amazon vai buscar conquistar os jogadores mais dedicados, que tipicamente são os consumidores de jogos mais exigentes do planeta.

Se “Crucible” e “New World” tiverem sucesso, a Amazon não só criará uma divisão de jogos para o consumidor como também demonstrará o potencial de seus instrumentos de tecnologia. A empresa desenvolveu um sistema de processamento para jogos chamado Lumberyard, e espera aproveitar o poder de seus serviços de computação em nuvem a fim de propiciar experiências online inovadoras, como batalhas envolvendo grande número de jogadores, em “New World”.

Frazzini, o comandante da área de jogos da Amazon, se transferiu da divisão de livros da empresa para o segmento de varejo em 2009. Ele rapidamente percebeu uma oportunidade de comercialização de serviços de computação em nuvem para desenvolvedores de jogos, e deu os primeiros passos na jornada da companhia para a produção de jogos por conta própria. Ele disse que persuadir a Amazon a investir em videogames não foi difícil.

“Estava muito claro para todo mundo que as pessoas, os clientes, amam videogames”, disse Frazzini. “Eles eram tão evidentemente importantes para os clientes que nós simplesmente tínhamos de fazer alguma coisa.”

“Crucible”, um jogo de combate para equipes, toma elementos de empréstimo a jogos de “arena de batalha” como “League of Legends” e “Dota 2”, para acrescentar mais profundidade estratégica ao modelo usual de jogo de combate. Louis Castle, um veterano executivo de videogames contratado pela Amazon para dirigir o estúdio Relentless, disse que “Crucible” havia passado por muitas mudanças de design desde que foi concebido, em 2014, e que veio a ter por foco o jogo online e o streaming ao vivo via Twitch.

“É o envolvimento ativo de centenas e centenas de pessoas, por períodos de tempo muito longos, que resulta em um grande produto”, disse Castle, creditando a riqueza dos recursos da Amazon pela paciência demonstrada quanto ao desenvolvimento do novo jogo. “Por sorte estamos em uma empresa que dispõe dos recursos necessários a permitir que uma nova equipe ganhe coesão, e coloque uma grande expressão disso no mercado.”

“Crucible” deveria ter sido mostrado no começo do mês passado e lançado em 31 de março. Depois que as restrições de viagens adotadas por conta do coronavírus começaram a interferir com os planos de marketing, a data inicial foi adiada para 14 de abril. Em 23 de março, Frazzini e outros executivos, que estavam trabalhando em casa, convocaram uma videoconferência pelo sistema Chime, da Amazon, e decidiram adiar o lançamento do “Crucible” mais uma vez, para maio.

“Não sabemos em que ponto o mundo estará dentro de suas semanas”, disse Castle. Os executivos decidiram adiar o jogo, ele disse, “em vez de colocar muita pressão e um grande peso nos ombros dos integrantes de uma equipe que trabalhou demais, por muitos anos de suas vidas, em um momento em que as pessoas estão passando por grandes dificuldades, em suas vidas pessoais e familiares”.

Depois do lançamento de “Crucible” e de “New World”, em maio, a Amazon planeja introduzir jogos interativos no Twitch, no terceiro trimestre. Milhões de espectadores simplesmente assistem a outras pessoas jogando videogames no Twitch, hoje, mas a Amazon quer derrubar essa parede virtual.

“Temos a ideia de que será possível ter um jogador, um apresentador e um espectador todos compartilhando entretenimento interativo sincronizado no Twitch”, disse Frazzini.

O sigiloso projeto da Amazon para o uso da computação em nuvem em videogames, Project Tempo, é ainda mais ambicioso. Usualmente, os cálculos requeridos para acionar um videogame são executados por um console, computador ou aparelho móvel de propriedade do jogador. Mas com um serviço em nuvem, o processamento acontece em um banco de servidores da empresa. Isso pode permitir que usuários joguem em aparelhos mais baratos, sem precisar baixar os jogos.

O Google revelou o primeiro grande serviço de jogos usando computação em nuvem, o Stadia, no ano passado. A Nvidia, gigante do setor de placas gráficas para computadores, introduziu uma plataforma de computação em nuvem para jogos, a GeForce Now, em fevereiro. A Microsoft está desenvolvendo o Projeto xCloud, a versão da empresa para esse tipo de tecnologia.

Executivos e analistas do setor de videogames suspeitavam de que a Amazon estivesse trabalhando em um serviço de computação em nuvem para jogos; pessoas que conhecem o Project Tempo disseram que a companhia inicialmente tinha a esperança de introduzir uma primeira versão do sistema este ano, mas que isso pode demorar até 2021, em meio às perturbações causadas pelo coronavírus.
Tradução de Paulo Migliacci

Katy Perry e Orlando Bloom serão pais de uma menina

Cantora está grávida do ator Orlando Bloom

Katy Perry e Orlando Bloom serão pais de uma menina – Valerie Macon /AFP

Após anunciar a gravidez ao aparecer com um barrigão de cinco meses no clipe da música “Never Worn White”, Katy Perry finalmente compartilhou com os fãs o sexo do bebê que está esperando. Com uma foto do rosto do noivo Orlando Bloom coberto de glacê cor-de-rosa, a cantora anunciou no Instagram: “É uma menina!”.

Jogar uma torta de cor azul ou rosa na cara dos futuros pais é uma das formas de contar para família e amigos o gênero da criança em chás de revelação nos Estados Unidos.

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💕 it’s a girl 💕

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Juntos desde 2016, Katy e Orlando ficaram noivos no Dia dos Namorados de 2019. Com nascimento previsto para julho deste ano, a criança será a primeira filha da cantora. O ator já é pai de Flynn Christopher Bloom, 11, fruto de seu relacionamento anterior com a supermodelo australiana Miranda Kerr.

Em ‘Patriotismo’, Yukio Mishima revela seu extremismo político

Escritor japonês narra tentativa frustrada de golpe de Estado que acaba em suicídio, antecipando a maneira como ele próprio morreria
Flávio Ricardo Vassoler – O Estado De S.Paulo

‘Rito de Amor e de Morte’ (1966), filme dirigido por Yukio Mishima e Masaki Dômoto Foto: Yukio Mishima Production

Em Patriotismo (Editora Autêntica), o escritor e dramaturgo japonês Yukio Mishima (1925-1970), pseudônimo de Kimitake Hiraoka, narra o desenlace suicida, por meio do ritual do seppuku/harakiri, para o tenente Shinji Takeyama e sua esposa Reiko, após a tentativa frustrada de golpe de Estado perpetrada por jovens oficiais do Exército Imperial japonês, no episódio que ficou conhecido como incidente de 26 de fevereiro de 1936. 

Bastante ativos nos anos 1920 e 30, os golpistas de extrema direita da facção imperial pretendiam estabelecer um governo militar, totalitário e imperialista – algo como a versão nipônica do nazifascismo. Dadas as dissensões e clivagens nas forças armadas, a moderada facção de controle conseguiu desbaratar o golpe e submeter os oficiais a severas penas disciplinares ou mesmo a sentenças capitais. 

Ainda que não pretendamos estabelecer, inequivocamente, ilações entre o trágico fim do tenente Shinji Takeyama e a morte do próprio Yukio Mishima, é importante frisar que, em novembro de 1970, o escritor e outros quatro membros da milícia privada Tatenokai renderam o comandante do quartel-general das forças de autodefesa japonesas em Tóquio. A Tatenokai (Sociedade dos Escudos) defendia os valores tradicionais japoneses, tais como a ética samurai, a prática do kendo, arte marcial à base de espadas desenvolvida à época do Japão feudal, e a veneração ao imperador, cujos poderes haviam sido cerceados após a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial e a consequente ocupação do país por tropas norte-americanas. Após a tomada do quartel-general, Mishima profere um discurso patriótico a fim de persuadir os soldados a restituírem plenos poderes ao imperador. Em face da indiferença da soldadela, Yukio Mishima comete suicídio por meio do seppuku e acaba por emular o fim das personagens de Patriotismo

Segundo a ética samurai, o seppuku configura uma morte altamente honorável, por meio da qual o suicida se oferece em holocausto e naufraga, heroicamente, junto com a sacralidade de sua causa. (Resguardadas as diferenças históricas e culturais, é possível entrever afinidades eletivas entre o seppuku e a paixão de Jesus Cristo, já que, de acordo com a tradicional interpretação católico-protestante, o Messias teria se oferecido em holocausto, por meio da crucificação, para expiar os nossos pecados.) Durante a Segunda Guerra Mundial, o teatro de operações no Oceano Pacífico se viu eivado pela temerária e desconcertante presença dos kamikazes, pilotos da força aérea japonesa que, a bordo de aviões repletos de explosivos, se lançavam contra as embarcações norte-americanas, seguindo a mesma (escato)lógica de sacrifício em nome da causa sagrada da pátria em guerra. 

Engana-se, no entanto, quem imagina que encontrará, ao longo de Patriotismo, uma narrativa transpassada univocamente por um fanatismo febril a ser arrematado pelo esventramento do tenente Takeyama e a consequente degola de Reiko, já que, na tradição samurai e patriarcal do seppuku, a mulher, servil por excelência, naufraga junto com o marido. Yukio Mishima centra a trama no recinto forrado por tatames em que o harakiri terá lugar. Mas, a despeito da morbidez final, o carinho e o desejo que marido e mulher nutrem um pelo outro despontam em imagens como que talhadas pela ourivesaria do poeta. É assim que, “alguns meses após o casamento, a beleza de Reiko se refinara, tornando-se nítida como a lua após a chuva”. Reiko, ademais, “já não se surpreendia com o fato de um homem que até alguns meses antes não passava de um completo desconhecido ter se tornado o sol de todo o seu mundo”.

Em uma cena de amor ardente – é como se o desejo do casal (o falo, o sêmen) fosse ainda mais avivado pela morte iminente (a espada, o sangue) –, interpôs-se um silêncio entre Shinji e Reiko, em meio ao qual “havia uma limpidez semelhante à do curso de água formado pela neve derretida”. Súbito, enquanto faz cafunés no marido, Reiko discerne que “a pele do tenente tem um brilho semelhante ao de um campo de trigo”. Mas, “antes mesmo que se dessem conta, os dois estavam nus diante da chama do aquecedor. Embora permanecessem mudos, seus corações, seus corpos e seus peitos ofegantes ardiam com a consciência de que aquela seria sua última vez. Era como se as palavras ‘última vez’ estivessem gravadas com tinta nanquim invisível por todas as partes de seus corpos”.

Chegada a hora da despedida solene e sagrada, “o tenente sentou-se sobre os calcanhares e pousou o sabre no tatame, diante dos joelhos. Reiko sentou-se aprumada diante dele, mantendo entre os dois a distância de um tatame. Por estar toda de branco, o batom avermelhado em seus lábios se destacava de forma bastante sedutora”. [Diante do entrelaçamento visceral entre Eros e Tânatos, pulsão de vida e pulsão de morte na ardência de Shinji e Reiko, é possível discernir por que os franceses se referem ao cume vertiginoso do orgasmo como la petite mort (a pequena morte).]

Tomado pelo sentimento de honraria militar – era como se o tenente Takeyama tivesse levado Reiko para o campo de batalha, para que a esposa pudesse testemunhar a bravura de seu marido guerreiro a cavalgar o dorso da morte –, Shinji se regozija ao pensar que “ter cada momento de seu fim observado pelos lindos olhos de sua esposa era como se render à morte ao sopro de uma brisa fragrante”.

“Longa Vida ao Exército Imperial!” – assim exclama o tenente Shinji Takeyama no momento em que sua lâmina de guerra está prestes a retalhá-lo. Enquanto isso, Reiko luta consigo mesma para evitar correr ao encontro do marido no instante em que ele introduz a lâmina no flanco esquerdo do abdômen. É quando ela vê, mediada pelo lirismo do narrador, “o sangue se esvair de sua face como uma cortina que se fecha bruscamente”.

A despeito da suma poesia com que Yukio Mishima embebe o ritual do seppuku, de modo a incensar ainda mais a aura historicamente honorável do autossacrifício, precisamos mediar nossa leitura de Patriotismo com o espírito da dúvida, esse movimento mundano, herético e inerentemente avesso a quaisquer fanatismos sacrificiais. Assim, em contraposição à certeza translúcida que conduz Shinji e Reiko ao cadafalso, o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) nos alerta para o fato de que “uma causa não é necessariamente verdadeira porque alguém morre por ela”. Imbuídos do espírito cético de Wilde (e em oposição ao patriotismo de Mishima), nós assim poderíamos sentenciar: melhor do que uma causa pela qual vale a pena morrer é uma causa pela qual vale a pena viver. 

Numa época ensandecida e enceguecida por fanatismos dos mais variados matizes – da negação da esfericidade da Terra e do aquecimento global à falta de afã político e científico, por parte de líderes tão despreparados quanto deslumbrados com a própria ignorância, para coibir uma das mais graves pandemias de que a humanidade já foi vítima –, é preciso temperar a leitura do belo e visceral Patriotismo com pinceladas céticas e bem-humoradas (você já viu um fanático conseguir rir de si mesmo?), de modo a insuflar ar democrático e plural nas certezas que se petrificam (e nos aprisionam) em dogmas ditatoriais. Afinal, ao fanático que despreza a própria vida a ponto de dar cabo de si mesmo em nome de uma causa (supostamente) inquestionável, não falta muito para que a vida do outro se torne igualmente perecível.  

Patriotismo
Autor: Yukio Mishima
Tradução: Victor Kinjo
Editora: Autêntica
128 páginas
R$ 67,90

*Flávio Ricardo Vassoler, escritor e professor, é doutor em Letras pela USP, com pós-doutorado em Literatura Russa pela Northwestern University (EUA). É autor de O evangelho segundo talião (nVersos, 2013), Tiro de misericórdia (nVersos, 2014), Dostoiévski e a dialética: Fetichismo da forma, utopia como conteúdo (Hedra, 2018) e Diário de um escritor na Rússia (Hedra, 2019). 

Carlos Mittenhoff for Vanidad Magazine with Katya

Photography: Carlos Mittenhoff. Styling: Ana Blanch. Hair & Makeup: Ruth Guerrero. Model: Katya at FIFTH Models

La Casa de Papel | 7 motivos por que a Nairóbi é a melhor da equipe

Destaque desde a primeira temporada, personagem da atriz Alba Flores sempre foi um ombro amigo, seja dos ladrões ou dos reféns
MARIANA CANHISARES

La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

Desde a primeira temporada, Nairóbi (Alba Flores) foi um destaque claro em La Casa de Papel. Com seu jeito carismático e espontâneo, ela ganhou a confiança dos seus colegas de assalto, proporcionando momentos divertidos mesmo quando a situação estava extremamente tensa. Não bastasse isso, ela sempre se mostrou uma líder nata, que sabe perfeitamente quando é a hora da bronca e quando os colegas só precisam de um pouco de estímulo para seguir em frente. E mais: um ombro amigo, seja para os ladrões, seja para os reféns.

Os eventos da Parte 4 definitivamente não mudaram em nada essa perspectiva. Pelo contrário, enfatizaram como a personagem é incrível! Relembre a seguir 7 motivos por que a Nairóbi sempre foi a melhor da equipe:

EMPATIA PELOS REFÉNS

Alba Flores em La Casa de Papel
La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

Por mais que esteja causando terror na Casa da Moeda, mantendo pessoas reféns e roubando dinheiro do Estado, Nairóbi nunca perde sua empatia pelas pessoas. Logo no início da Parte 1, quando conhece Estocolmo (Esther Acebo) – na época, apenas Mónica Gaztambide, a secretária do diretor -, ela dá a sua primeira demonstração de humanidade.

Mónica pedira para o grupo de assaltantes uma pílula abortiva, já que a notícia da sua gravidez não foi muito bem recebida pelo pai, Arturo Román (Enrique Arce). Nairóbi, então, se aproxima da refém e se solidariza pela situação da moça. “Não é fácil dar adeus a um bebê”, diz a ladra que sabe muito bem a dor de perder um filho. Porém, ainda que Mónica queira no primeiro momento abortar, Nairóbi nunca a julga. Apenas oferece sua compreensão e um momento de conversa franca, ignorando o roubo que estava em curso.

LÍDER NATA

Alba Flores em La Casa de Papel
La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

É ao som da “Sinfonia n.º 9”, de Beethoven, que Nairóbi mostra pela primeira vez que poderia muito bem ocupar o cargo de Berlim (Pedro Alonso) no roubo à Casa da Moeda. Levando os reféns para produzir milhões e milhões de euros, ela dá instruções claras e mostra que não está ali para brincadeira. Mas, claro, de um jeito charmoso característico da Nairóbi. “Quero as máquinas funcionando 24 horas. Como se fosse uma rave tecno. Sabem, não é?”.

Assim que suas expectativas são atingidas, ela de modo algum esconde seu contentamento. Pelo contrário, ela reconhece publicamente os esforços dos reféns, principalmente do Sr. Torres, que acaba eleito o Refém do Mês e recebe palmas de todos.

Ao longo da série, há muitas outras demonstrações desse seu traço de personalidade, mas nenhuma delas é tão forte quanto a frase “que comece o matriarcado”. Fala a verdade, chega a arrepiar.

SEM MEDO DE SE POSICIONAR

Alba Flores em La Casa de Papel
La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

Embora respeitasse os comandos de Berlim, Nairóbi nem sempre concordou com ele e nunca teve problema de manifestar sua discordância. Quando Moscou (Paco Tous) teve um ataque de pânico, a ladra não apenas apoiou a decisão de Denver (Jaime Lorente) de levá-lo para tomar um ar, como também deu uma dura no Berlim quando o líder os acusou de serem pouco profissionais.

“Isso não te parece profissional?”, disse, segurando uma nota. “Lindo, não. Uma nota melhor do que as que os bancos dão. Não se pode nem rastrear. Uma obra de arte. E sabe por quê? Porque foi feita com amor. Eu sou uma profissional. O que não sei é o que fazer quando seu pai tem um ataque de pânico. Ser ladrão antes que filho? Antes que ser humano?”. Berlim, obviamente, ficou sem palavras.

SEM MEDO DE FAZER A COISA CERTA

Alba Flores em La Casa de Papel
La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

Contrariando as ordens de Berlim, Denver manteve Mónica viva e escondida no cofre. Para fingir que tinha matado a refém, o jovem deu um tiro na perna dela, uma atitude que se complicou conforme os episódios foram passando. Com a ajuda do pai, ele tentou tirar a bala de Mónica, mas sem muito sucesso. Nairóbi, diante da cena que certamente acentuaria as divergências da equipe, não repreendeu o colega por ter poupado a vida da secretária. Na realidade, assumiu o bisturi e a responsabilidade de salvar a vida dela. Como bem ressalta a narradora Tóquio (Úrsula Corberó), “Nairóbi usou todo seu esforço e meticulosidade a serviço do bem comum”. Por mais arriscado que fosse, a personagem de Alba Flores sabia a importância de fazer a coisa certa.

CORRE RISCOS PELOS AMIGOS

Alba Flores em La Casa de Papel
La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

A lealdade de Nairóbi é incomparável e, por isso, ela não tem medo de se arriscar pelos seus amigos. Diante do sofrimento de Helsinki com o ataque dos reféns a Oslo (Roberto Garcia), a ladra mais uma vez de opôs a Berlim e exigiu com armas em pulso que eles pedissem por atendimento médico à instrutora Murillo (Itziar Ituño) – agora, também conhecida como Lisboa. Helsinki eventualmente a convenceu a desistir, mas como Nairóbi bem demonstrou em outras ocasiões, como quando defendeu a vida de Denver, ela sempre está disposta a se colocar na linha de frente para que as pessoas que gosta fiquem bem.

ÓTIMA CONSELHEIRA

Alba Flores em La Casa de Papel
La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

Nairóbi também sempre sabe a coisa certa a se dizer. Quando seus colegas estavam prestes a começar uma missão arriscada no Banco da Espanha, a personagem disse sábias palavras para dar mais coragem e motivação a todos. Aliás, não apenas disse, como fez com que eles gritassem em alto e bom som que eram os melhores e, portanto, nada de mal aconteceria. Quando, mais tarde, eles ficaram paralisados de medo diante de uma ameaça interna, ela deu a bronca na medida certa, assumindo que também temia pela sua vida em mais um exercício de empatia bem-humorado.

Porém, talvez o conselho mais memorável da personagem tenha sido a Alison Parker (María Pedraza). Depois de vê-la sofrendo bullying dos colegas de classe, Nairóbi ajudou a menina a recuperar sua autoestima em um momento verdadeiramente poderoso no banheiro, em que a jovem se encarou no espelho e percebeu que não tinha razão para temer sua turma.

SEM MEDO DE AMAR

Alba Flores em La Casa de Papel
La Casa de Papel/Netflix/Reprodução

Nairóbi é uma mulher que não tem medo dos seus sentimentos. Inclusive, geralmente é ela quem ajuda seus colegas a entenderem o que estão passando. Por exemplo, quando Helsinki estava fingindo que não ficara chateado com Palermo por ter sido expulso do quarto, a ladra disse com todas as letras ao amigo que ele precisava se amar mais. “Quando ele disser ‘boom boom’, você diz ‘ciao’”, aconselhou-o.

Mas talvez a lição mais valiosa que ela tenha dado sobre o amor tenha sido sua declaração a Helsi, já dentro do Banco da Espanha. Escancarando a frustração de Palermo por nunca ter assumido que estava apaixonado por Berlim, ela lembrou a todos que para amar precisa coragem e, assim, revelou que de fato gostaria de se casar com Helsinki e formar uma família. Mais um momento honesto e fofo da personagem.

Selena Gomez revela ter sido diagnosticada com transtorno bipolar: ‘Não me assusta mais’

Atriz e cantora se abriu em conversa online com Miley Cyrus no programa ‘Bright Minded’

Selena Gomez no Hollywood Beauty Awards 2020 – Tibrina Hobson/Getty Images/AFP

A cantora e atriz Selena Gomez, 27, revelou​ nesta sexta-feira (3) que foi diagnosticada com transtorno bipolar. Em conversa online com a amiga Miley Cyrus, no programa “Bright Minded”, Selena conversou a respeito da doença.

“Eu finalmente tive conhecimento do por que sofri com várias depressões e ansiedade por tantos anos”, afirmou Gomez. “Recentemente, fui a um dos melhores hospitais psiquiátricos dos Estados Unidos, o McClean Hospital, e discuti que depois de anos passando por muitas coisas diferente, percebi que eu era bipolar.”

“Então quando consegui mais informação, na verdade me ajudou. Não me assusta mais desde que eu soube”, completou a atriz.

Miley tem feito o programa Bright Minded (Mentes Brilhantes, em português) há algumas semanas, direto de sua casa, com a ideia de manter os fãs animados durante esse período de quarentena. Ela já recebeu especialistas de diversas áreas, conversou com fãs e recebeu nomes como Anitta, Alicia Keys, Reese Witherspoon, Hilary Duff, Bebe Rexha, Zoe Kravitz, DJ Diplo e Dua Lipa,