Epidemia do engajamento: a pandemia é hora da virada para indústria da moda

Desfiles internacionais cancelados, lojas fechadas, quedas assustadoras no varejo global. Em meio ao caos gerado pelo coronavírus, pensar em moda pode parecer fútil e inoportuno. Mas não é. Agora é a hora da virada para uma indústria que não tem como sair dessa pandemia ilesa nem repetindo padrões
MARIA RITA ALONSO

Epidemia do engajamento - Loja de departamento Printemps, em Paris, de portas fechadas (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento – Loja de departamento Printemps, em Paris, de portas fechadas (Foto: Divulgação)

Ainda que as pessoas sentadas diante da passarela vejam tudo através da tela do iPhone, fazer um desfile da coleção resort sem plateia parece algo de uma esquisitice absurda. Na era do culto à experiência elevada à máxima potência pelas marcas de luxo, o contato pessoal e personalizado é justamente o que faz toda  diferença. Nas altas rodas da moda, o jogo da sedução passa pelos cinco sentidos e a atmosfera de um desfile é criada para fazer o espectador se sentir especial, mimado e inserido em um universo criativo de surpresas e prazeres. Por isso, tirar o calor do momento evitando a reunião de consumidores e influenciadores em torno de uma passarela soa nonsense.

No entanto, estamos todos nós aqui, em meio a uma pandemia sem precedentes na história, vendo marcas como Gucci e Prada cancelarem suas apresentações da coleção resort marcadas para os próximos meses porque, como todos sabem, o mundo parou. Com esse surto de coronavírus, não se pode mais nem dar um aperto de mão em alguém, muito menos viajar para destinos exóticos ou paradisíacos localizados no Japão, na Rússia ou em Dubai. Dior e Chanel, as últimas a tomarem a decisão de cancelar seus eventos, coincidentemente desembarcariam nesta temporada na Itália – a primeira em Lecce, região da Puglia, dia 9 de maio, e em Capri, em 7 de maio.

Epidemia do engajamento -  De repente, muitas pessoas tiveram que adotar a prática do home office  (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento – De repente, muitas pessoas tiveram que adotar a prática do home office (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento -  Máscaras se tornaram o acessório da nova década (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento – Máscaras se tornaram o acessório da nova década (Foto: Divulgação)

Para entender o impacto desses cancelamentos, é preciso saber que as coleções chamadas resort chegam às lojas sempre no fim do ano, antes do Natal. Elas surgiram para oferecer, em pleno inverno europeu, um guarda-roupa de verão para os que viajavam por balneários solares, fugindo do frio. Hoje, com a globalização da moda e a expansão das redes sociais, essas coleções acabaram ganhando um calendário próprio e badalado, com apresentações grandiosas, que envolvem organização com staffs de até mil pessoas, em locações cinematográficas, gerando um mega-awareness de marca.

Em termos comerciais, as coleções resort se tornaram as principais responsáveis pelo lucro anual de boa parte das marcas de luxo. Suas peças são mais casuais, mais leves, têm um preço melhor dos que as de prêt-à-porter e ficam à venda por um período maior nas lojas.
Enquanto governos de toda a Europa ordenaram o fechamento temporário do comércio e das grifes de luxo e dezenas de grandes lojas e magazines norte-americanos anunciam o encerramento temporário de suas lojas físicas, gigantes globais do varejo, como a H&M, começam a sofrer quedas brutais de venda. Em uma indústria que faturou $ 150 bilhões nos meses de março e abril de 2019, as previsões agora não chegam nem perto desse número para o mesmo período de 2020. Só nos últimos meses, por exemplo, a H&M precisou fechar mais de 300 lojas em 13 países. Paralelamente, marcas pequenas e estilistas independentes desprevenidos enfrentam a pandemia como podem. Muitos devem ficar pelo caminho, com uma situação financeira complicada, tendo de cancelar suas próximas coleções.

“A economia europeia está passando pelo equivalente a uma guerra”, declarou Mário Centeno, presidente do Eurogrupo, em uma videoconferência dos ministros das Finanças da Europa. No Brasil, as perspectivas também são nebulosas. Analistas econômicos esmiúçam os acontecimentos recentes na China para tentar prever os próximos passos nos mercados do Ocidente, com a propagação do coronavírus.

Epidemia do engajamento -  Há um segmento de roupas que tem tudo para crescer: o loungewear, de olho na prática de home office  (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento – Há um segmento de roupas que tem tudo para crescer: o loungewear, de olho na prática de home office (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa realizada pela agência espanhola Red Points mediu como a quarentena está mexendo com os hábitos de compra do consumidor na Europa e nos Estados Unidos. O resultado foi exatamente o esperado: mais de 46% dos consumidores têm maior probabilidade de comprar moda, roupas e vestuário em e-commerces do que nas lojas físicas devido aos temores causados pelo vírus. Assim, a expectativa é de que as vendas on-line de moda saltem de 16% para 21% nos Estados Unidos, apesar de esse número não ser suficiente para compensar os prejuízos computados.

Epidemia do engajamento -  Máscaras se tornaram o acessório da nova década (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento – Máscaras se tornaram o acessório da nova década (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento - A fast fashion H&M fechou mais de 300 lojas em 13 paÍses  (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento – A fast fashion H&M fechou mais de 300 lojas em 13 paÍses (Foto: Divulgação)

A boa notícia é que essa pode ser a hora da virada para diversos setores da moda, acostumados a dar respostas rápidas a tudo que é novo – olha aí o grupo francês de luxo LVMH fabricando álcool gel para hospitais de Paris e as fábricas têxteis da Itália vendendo máscaras hospitalares de algodão a preço de custo. De fato, não tem como a indústria da moda sair dessa ilesa nem repetindo padrões. Faz sentido, por exemplo, produzir toneladas de roupas com estoques excedentes que depois viram lixo? Que roupas sejam feitas por meios análogos ao trabalho escravo? E que o abuso, a discriminação e a violência de gênero contra mulheres sejam endêmicos na indústria global de vestuário? Claro que não. Isso tudo, de fato, é inaceitável!

Epidemia do engajamento -  Butique da Dior em Paris com as portas fechadas por conta das restrições do coronavÍrus (Foto: Divulgação)
Epidemia do engajamento – Butique da Dior em Paris com as portas fechadas por conta das restrições do coronavÍrus (Foto: Divulgação)

Redes sociais
Em tempos em que as conexões não são feitas no campo real, é preciso buscar engajamento estimulando a interatividade. Para agir nesse cenário de distanciamento social, as marcas terão de se dedicar a uma escuta atenta. E tomar atitudes a partir dessa demanda. “A moda pode aprender a construir melhor a relação de lealdade à marca, criando uma experiência personalizada para cada cliente”, disse Jay Hakami, diretor da Skypad, serviço de software usado por 72% das marcas de luxo globais, ao portal WWD.
Nesse contexto, há um segmento de roupas que tem tudo para crescer: o de loungewear, como já haviam previsto birôs de tendência, de olho na prática de home office. Kim Kardashian, inclusive, anunciou recentemente a criação de uma marca com essa pegada.
É verdade que pensar em moda agora, nesse momento dramático, pode até parecer fútil e inoportuno. Mas a moda tem um lado admirável e positivo. Roupas têm potencial para transmitir emoções, influenciar nosso estado de espírito e fazer com que a gente se sinta parte de um todo. A moda se define por se referir ao conjunto. Na moda, tudo acontece em cadeia, ninguém é por si só. Estamos juntxs!

Maria Rita Alonso (Foto: Divulgação)
Maria Rita Alonso (Foto: Divulgação)

Maria Rita Alonso é jornalista e consultora de moda. Para ela, falar de moda é falar de como as pessoas vivem, se posicionam, se reunem e se expressam.
(@mariaritaalonso)

Bond Girl Honor Blackman morre aos 94 anos

Segundo família, atriz de ‘007 Contra Goldfinger’, ‘Vingadores’ e ‘O Diário de Bridget Jones’ teve morte de causas naturais não relacionadas ao coronavírus

Honor Blackman (Foto: Divulgação)

Honor Blackman, atriz que ficou conhecida por interpretar a Bond Girl Pussy Galore ao lado de Sean Connery no filme 007 Contra Godfinger e pela série de TV Os Vingadores, morreu aos 94 anos por causas naturais não relacionadas à pandemia de coronavírus. “‘É com muita tristeza que temos que anunciar a morte de Honor Blackman, 94 anos. “Ela morreu pacificamente de causas naturais em sua casa em Lewes, Sussex, cercada por sua família”, dizia um comunicado enviado por sua família ao jornal The Guardian.

“Ela era muito amada e sentirá muita falta de seus dois filhos, Barnaby e Lottie, e dos netos Daisy, Oscar, Olive e Toby. Além de ser uma mãe e avó muito adorada, Honor era uma atriz de talento criativo extremamente prolífico; com uma extraordinária combinação de beleza, inteligência e capacidade física, juntamente com sua voz única e uma ética de trabalho dedicada, ela alcançou um status icônico incomparável no mundo do cinema e do entretenimento e com absoluto compromisso com seu ofício e total profissionalismo em todos os seus empreendimentos. Ela contribuiu para alguns dos grandes filmes e teatro de nossos tempos”, continuava o comunicado.

Honor trabalhou em dezenas de filmes e séries, atuando em Doctor WhoCoronation Street e O Diário de Bridget Jones. Seu último trabalho foi em 2015, em You, Me & Them. Republicana convicta ela recusou ser Comendadora do Império Britânico (CBE). “‘Eles ligam para você antes para perguntar se você gostaria de aceitar, e acho que eles ficaram bastante chocados quando eu recusei. Mas como sou republicana, pensei que seria um pouco hipócrita aparecer no palácio”, explicou ela em uma entrevista ao jornal The Daily Mail em 2014.

Ela criticou Sean Connery por te aceitado a comenda da realeza sem viver no Reino Unido, mas elogiou o ator como James Bond. “Acho que ele é a criatura mais sexy que já conheci. E ele também era divertido”, contou.

Sean Connery e Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Sean Connery e Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Honor Blackman (Foto: Divulgação)
Sean Connery e  Honor Blackman (Foto: Divulgação)

Como o coronavírus matou o debate sobre tempo de tela – e as telas venceram

Por anos, muita gente se preocupou sobre quanto tempo passava na frente de uma tela luminosa; agora, com a quarentena, parece difícil ficar distante delas e não se isolar do mundo
Por Nellie Bowles – The New York Times

Em meio à quarentena, a ordem natural parece ser se cercar de telas

Antes do coronavírus, havia algo com que eu costumava me preocupar. Era o chamado tempo de tela. Talvez você se lembre disso. Eu pensava sobre isso. Eu escrevi sobre isso. Muito. Eu testava diferentes regimes de desintoxicação digital como se fossem dietas da moda, cada um funcionando por uma semana ou duas antes de voltar aos cômodos vidros brilhantes.

Agora, em meio à quarentena, afastei o peso da culpa sobre o tempo na tela. Minha televisão está ligada. Meu computador está aberto. Meu telefone está desbloqueado, brilhando. Eu quero estar coberta por telas. Se eu tivesse óculos de realidade virtual por perto, eu os usaria. 

A tela é meu único contato com meus pais, de quem sinto falta, mas não posso visitar porque não quero matá-los acidentalmente com o vírus. Ela me leva a um happy hour com meus amigos do Ensino Médio e me mostra fotos de pessoas cozinhando no Facebook. Houve um tempo em que pensei que o Facebook era ruim? Uma artéria de propaganda perigosa inundando o corpo político do país? Talvez. Não me lembro. Aquela era uma época diferente.

Muitas pessoas estão na mesma situação. Walt Mossberg, meu ex-chefe e um experiente crítico de produtos de tecnologia influente, desativou suas contas do Facebook e Instagram em 2018 para protestar contra as políticas e negligências do Facebook em relação a notícias falsas. Agora, enquanto durar a pandemia, ele está de volta.

“Não mudei de ideia sobre as políticas e ações da empresa”, escreveu Mossberg no Twitter na semana passada. “Eu só quero ficar em contato com o maior número possível de amigos.”

Voltar ao básico do Facebook. Estar ali pelos amigos. A caixa de som conectada do Facebook, o Portal, que tem uma câmera que parece espionar a sua casa, não parece tão louca agora. Iniciativas que foram criadas explicitamente para ajudar as pessoas a escapar das telas agora estão se adaptando a elas. 

“Comecei o Forest Bathing Club para levar pessoas como eu para o mundo fora das telas e entrar em contato com a natureza, experimentando o mundo real”, disse Julia Plevin, designer e fundadora do Forest Bathing Club. “Agora estamos explorando florestas virtuais”.

Evitar telas orientou as escolhas de vida de Arrington McCoy, terapeuta em Boston, por muitos anos. “Eu escolhi empregos baseados pelo uso de telas fazer parte deles ou não”, disse ela, que se tornou instrutora para mochileiros e agora trabalha como terapeuta. “E há 10 dias estou conectada a uma vibração diferente.”

Um amigo meu admitiu estar em frente a uma tela em média 16 horas por dia, geralmente usando vários dispositivos ao mesmo tempo. Tenho 31 anos e vivi quase toda a minha vida em São Francisco, o que significa que meus amigos estão tendo bebês ou estão recebendo pessoas que querem entrar em contato com a natureza.

Até mesmo as crianças estão perto das telas

Dada a nossa demografia, a maioria das pessoas que têm bebês elaborou planos cuidadosos para manter os olhos dos pequenos longe das telas. Planos para impedir que os bebês usem telas, é claro, mas também para evitar que eles vejam as telas em uso. Como estão esses planos agora? “Isso virou fumaça na semana passada”, disse minha amiga Ashley Spinelli, administradora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, que acabou de ter um filho, Nico. 

Shary Niv, mãe de um bebê, disse: “Eu imploro que ela assista à programação infantil na Amazon Prime”. Já Daniela Helitzer, audiologista em Boca Raton, Flórida, disse que o tempo de tela costumava ser um debate constante entre os pais de sua cidade. Ela tinha alguns amigos com crianças que nunca tinham visto uma televisão ligada antes disso. Mas isso acabou. “Todos nós oficialmente perdemos a batalha”, disse Daniela, que tem filhos de 2 e 3 anos de idade.

“Acessei todos os aplicativos educacionais possíveis. Eu usei todas as planilhas interativas online que encontrei”, disse Daniela. “Se ele estiver sentado usando o iPad por duas ou três horas por dia, eu literalmente nem me importo. É como se lhe dissesse: “Use essa tela o máximo que puder”. “

Imersa em telas nas últimas semanas, notei algumas mudanças positivas. Faço tantas chamadas de vídeo com meus amigos que os conheço melhor do que antes. Decidi aprender o que era o TikTok e adoro usá-lo. Passo horas com o queixo enfiado no peito e um sorriso estranho no rosto, observando o que há na tela. Estou usando o Duolingo, um aplicativo para aprender idiomas.

Carolyn Guss, mãe de dois filhos e vice-presidente da PagerDuty, uma empresa de computação em nuvem em São Francisco, já foi muito rigorosa. Seus filhos, de 8 e 9 anos, não possuíam nenhum dispositivo. Eles podiam assistir apenas televisão, mas com tempo muito limitado. No primeiro dia de quarentena em casa, Carolyn fez uma programação voltada para mantê-los fora das telas.

“No terceiro dia, eu tinha desistido”, disse ela. “Acho que o fato de chover no primeiro fim de semana destruiu meu plano.” De repente, ela estava dando o telefone para eles e colocando laptops em seus colos. Cada um com um dispositivo diferente. Parecia uma derrota. Então, algo surpreendente aconteceu. Eles começaram a fazer coisas bem impressionantes com essas telas.

“Meu filho aprendeu sozinho a mexer no iMovie e agora as crianças fazem vídeos de si mesmas fazendo coisas básicas – fazendo gelatina, atirando aros – e, depois, editam as imagens para terem aparência profissional”, disse ela. “Então eles compartilham a tela com seus amigos no Zoom. Essas crianças não tinham acesso à tela antes e me ultrapassaram em poucos dias.”

Para céticos, o momento é apocalíptico

Os céticos do uso de telas veem isso como um momento apocalíptico. Muitos ativistas passaram anos lutando contra o aprendizado online nas escolas. A experiência presencial com os professores é insubstituível, eles argumentavam.

“Agora, as empresas de tecnologia educacionais estão pegando carona no momento e dizendo: ‘Veja, nós dissemos isso para você'”, disse Emily Cherkin, consultora em Seattle. “Muitas delas estão oferecendo seus serviços gratuitamente agora. É o capitalismo de desastre. ” Mas mesmo alguns dos padrinhos do movimento cauteloso estão entrando nessa onda.

Uma das vozes mais importantes sobre esse assunto é Sherry Turkle. Durante anos, ela alertou que a tecnologia estava destruindo a estrutura social. Ela escreveu o livro Alone Together (Sozinhos juntos, em tradução livre), sobre a dor social que advém dos silenciosos jantares em família e das pessoas que andam com o queixo para baixo enquanto olham para seus telefones.

Agora, ela está dizendo que talvez parte do movimento que inspirou esteja focado na direção errada. “Acho que isso revela a questão do tempo de tela como uma ansiedade deslocada”, disse Sherry. “Agora, forçados a ficar sozinhos, mas querendo ficar juntos, muitos estão descobrindo o que deve ser o tempo de tela”.Deve ser sobre aprender e se conectar. Deveria ser humanizador, disse Sherry. Todas essas horas de sessões de drinks e coquetéis em videochamadas são ótimos uso de tela. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

‘Love 101’: nova série da Netflix é a ‘Elite turca’?

Com adolescentes problemáticos causando em uma escola particular e muita pegação, o trailer da nova série da Netflix, “Love 101”, lembra muito o sucesso “Elite”. No entanto, ao invés da Espanha, somos transportados para a Turquia, onde os protagonistas vivem.

Karem (Kubilay Aka), Sinan (Mert Yazicioglu), Eda (Alina Boz) e Osman (Selahattin Pasali) são apresentados no trailer, lançado hoje pela plataforma. A primeira temporada de “Love 101” chega em 24 de abril na Netflix.

Como a prévia mostra, o quarteto de amigos arranja tanta confusão na escola onde estuda que o diretor está pronto para expulsá-los assim que a professora que os proteje, Burcu (Pinar Deniz), deixar o trabalho e mudar de cidade.

Para evitar que isso aconteça, os estudantes decidem fazer a docente se apaixonar por alguém. O plano, no entanto, vai causar mais transformações nas vidas dos próprios protagonistas do que eles esperavam.

Julia Bergshoeff – Elle France March 13th, 2020 By David Ferrua

Spring Sparkles   —   Elle France March 13th, 2020   —   www.elle.fr
Photography: David Ferrua Model: Julia Bergshoeff Styling: Hortense Manga Hair: Mark Francome Painter Make-Up: Lloyd Simmonds Manicure: Elsa Deslandes

Paul McCartney, Elton John e Lady Gaga farão shows para arrecadar fundos no combate ao coronavírus

Uma ação inédita da Organização Mundial de Saúde chamada ‘One World: Together At Home’ (Um Mundo: Juntos em Casa), em parceria com Lady Gaga, vai produzir shows com mais de 20 grandes artistas no próximo dia 18, em diversas plataformas
O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

Lady Gaga

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda (6) que irá fazer uma parceria com a cantora Lady Gaga e com a Instituição Global Citizen para realizar um evento chamado One World: Together At Home (Um Mundo: Juntos em Casa). Uma série de shows serão apresentados com o intuito de arrecadar fundos para o combate o novo coronavírus no mundo. O evento será transmitido digitalmente no dia 18 de abril em diversas plataformas, incluindo YouTube, Facebook, Instagram e Twitter, e terá como convidados já confirmados, além de Lady Gaga,  Paul McCartney, Elton John, Billie Eilish e seu irmão Finneas, Lizzo, Stevie Wonder, John Legend, Chris Martin (vocalista do Coldplay), Eddie Vedder, Kacey Musgraves, J Balvin, Keith Urban, Alanis Morissette, Lang Lang e Andrea Bocelli, Billie Joe Armstrong, Burna Boy e Maluma. A apresentação será de Jimmy Fallon, Jimmy Kimmel e Stephen Colbert.

Segundo Lady Gaga, os valores arrecadados vão ajudar os profissionais de saúde, que estão na linha de frente na luta contra a covid-19, e as instituições de caridade locais e regionais que ajudam infectados com comida, abrigo e assistência médica. Em entrevista coletiva, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse que “a pandemia da covid-19 continua afetando pesadamente famílias, comunidades e nações do mundo inteiro. Mas também está dando origem a atos incríveis de generosidade, solidariedade e cooperação”. Gaga disse, também em entrevista, que só nos últimos sete dias a indústria do entretenimento levantou cerca de US$ 35 milhões para o fundo de solidariedade da OMS. 

Miss Inglaterra Bhasha Mukherjee deixa o concurso para voltar a medicar contra o coronavírus

Bhasha Mukherjee é especializada em doenças respiratórias e vai entrar na linha de frente
MARIE CLAIRE

Miss Inglaterra deixa o concurso para voltar a medicar (Foto: Reprodução)

Após o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, afirmar que vai voltar aos hospitais para conter a o avanço do coronavírus no país, agora é a vez da Miss Inglaterra 2019 anunciar que também vai voltar a medicar.

Bhasha Mukherjee deu uma pausa na medicina para concorrer ao Miss Mundo e seguiu trabalhando em projetos voluntários ligados ao título.

Miss Inglaterra deixa o concurso para voltar a medicar (Foto: Reprodução Instagram)

Em uma conversa com seus amigos do Pilgrim Hospital, localizado no leste da Inglaterra, a médica resolveu voltar aos pacientes depois de ouvir desabafos de como a situação estava ruim e não tinha previsão de melhorar.

Facebook lança ferramenta global para monitorar avanço do coronavírus

Mapas cruzam informações públicas com dados da rede social para indicar a movimentação de populações
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Facebook anuncia ferramenta para monitoramento de covid-19

Facebook anuncia nesta segunda, 6, o lançamento de novas ferramentas de monitoramento geográfico para que autoridades possam acompanhar e implementar políticas de distanciamento social em todo o mundo. Os mapas de prevenção de doenças usam dados agregados públicos, como as geradas por recenseamentos, com informações geradas pelos usuários da rede social. Dados de Instagram e de WhatsApp, plataformas que pertencem ao Facebook, não fazem parte do projeto. 

São três novos recursos que pertencem ao projeto Data for Good, que já disponibilizava mapas sobre o movimento populacional para pesquisadores e organizações sem fins lucrativos monitorarem o avanço de diferentes doenças.

O primeiro é chamado de “Mapas de Colocalização”, que revelam a probabilidade de que pessoas em uma área entrem em contato com pessoas em outra. Isso pode indicar onde novas ondas de covid-19 podem surgir. O segundo é o “Tendências de Raio de Movimento”, que mostram se as pessoas ficando perto de casa ou se estão visitando diversas partes da cidade. A ferramenta pode ser usada para indicar se as politicas de isolamento estão funcionando. O terceiro mapa é o “Índice de Conexão Social”, que mostra amizades entre de estados e países, o que pode antecipar a propagação da doença. 

Empresa com histórico dúbio sobre proteção de privacidade, o Facebook afirma que os dados são totalmente anônimos, e não permitem a reidentificação dos usuários – há consenso entre especialistas em privacidade de que “dados agregados”, aqueles que não apontam informações específicas sobre uma única pessoa, podem ser revertidos para identificação única. 

“Colocamos em prática vários procedimentos para evitar a reidentificação”, explica ao Estado Rebeca Garcia, gerente de políticas públicas do Facebook. “Fazemos agregação de dados de maneira que não seja muito granular. Trabalhamos com o número total de pessoas em uma determinada região, em vez de trabalhar no nível individual”, diz. Ela fala também em uma técnica chamada “suavização”. Em áreas menos povoadas e com maior potencial de identificação, por exemplo, a companhia faz estimativas com áreas próximas para evitar a reidentificação. 

Segundo Rebeca, o Facebook não vai distribuir diretamente a governos as partes do projeto que usam os dados da rede social – autoridades teriam acesso apenas aos dados, mapas e imagens de satélite ja disponíveis publicamente. A companhia busca parceiros no mundo acadêmico, ou  em outras instituições de pesquisa, que passarão por um processo de seleção “rigoroso” – vale lembrar que o escândalo Cambridge Analytica, o maior da história do Facebook, surgiu num projeto acadêmico que acabou transferindo dados para a consultoria de marketing político. “Aprendemos muito com essa situação”, disse Rebeca.  

No Brasil, ainda não há parceiros trabalhando os dados do projeto. Na América Latina, a empresa tem parceiros como o Instituto Tecnológico de Monterrey, México, e a Universidade de Rosário na Colômbia. 

Questionada pelo Estado, Rebeca afirmou que o Facebook terá um relatório de transparência do projeto, embora não precisou quando e de que maneira isso será disponibilizado. Ela afirmou também que os dados relacionados ao projeto não serão armazenados indefinidamente, mas lembrou que, assim como a pandemia, o projeto não tem data de encerramento. O local onde os dados serão armazenados também não foi informado.    

Ainda de acordo com a empresa, os dados de Facebook só são coletados com autorização dos usuários, que têm a opção de compartilhar com a empresa informações de geolocalização. 

O Facebook não é a única a disponibilizar ferramentas de geolocalização no combate ao avanço do coronavírus. O Google anunciou iniciativa global na semana passada. No Brasil, a startup InLoco vem realizando trabalho semelhante. Há ainda iniciativas das operadoras de telefonia celular. Tudo isso, porém, vem gerando debates sobre o legado para privacidade digital em todo o mundo

Na semana passada, um grupo de 40 pesquisadores de saúde de universidades como Harvard, Princeton e Johns Hopkins, disse que desde meados de março seus membros compartilham impressões obtidas com os dados do Facebook na CalifórniaMassachusetts e em Nova York, e que isso tem sido importante para combater a doença nos EUA. 

Google Maps mostra restaurantes com delivery e retirada no local

Nova atualização do aplicativo visa ajudar usuários a encontrar estabelecimentos próximos com esse serviço durante pandemia de coronavírus

Atualização do Google Maps agora mostra restaurantes com delivery e opção para retirada

Para facilitar a vida tanto de usuários quanto de restaurantes locais durante a pandemia do novo coronavírus, o Google Maps recebeu atualizações em suas versões para Android e iOS. De acordo com o site Engadget, agora o Maps indica os restaurantes próximos ao usuário com opção de delivery e take-away ou take-out (serviço de retirada no local).

Para ver essa opção, basta apertar um botão de filtro assim que abrir o aplicativo. É uma forma de procurar e apoiar negócios locais durante a quarentena. A única contrapartida é que não é possível pedir comida pelo Maps a não ser que haja uma integração direta entre o aplicativo e o restaurante.

A atualização teve início nos Estados Unidos, Canadá e França, mas já chegou ao Brasil e está disponível na última versão do aplicativo. Essa é mais uma atualização do Google Maps desde o começo da pandemia da covid-19. O serviço já permitia que estabelecimentos se marcassem como fechados temporariamente por conta do coronavírus, por exemplo.