Dave Grohl, do Foo Fighters, cria playlist para a quarentena

Com Beatles e Smashing Pumpkins, músico escolheu 10 canções de acordo com os estágios do isolamento
GABRIEL AVILA

O músico Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, criou uma playlist especial para a quarentena. A lista, montada para a revista The Atlantic, levou em consideração os “estágios” da quarentena, indo de preparação, passando por produtividade e claustrofobia, até chegar em esperança. Confira a lista e ouça as canções abaixo:

  • Preparação: “Let’s Go” – The Cars
  • Aninhamento: “Our House” – Madness
  • Produtividade: “Ahmad’s Waltz” – Ahmad Jamal
  • Conexão Virtual: “Drunk Girls” – LCD Soundsystem
  • Aprendizado online: “School’s Out” – Alice Cooper
  • Intimidade: “Moments in Love” – Art of Noise
  • Claustrofobia: “Bullet With Butterfly Wings” – Smashing Pumpkins
  • Pânico: “Linus and Lucy” – Vince Guaraldi Trio
  • Insanidade: “Crazy” – Patsy Cline
  • Esperança: “Here Comes the Sun” – Beatles

O décimo álbum de estúdio do Foo Fighters ainda não tem título, mas já está pronto, revelou o artista recentemente. Ghrol também contou que o disco foi gravado em uma casa mal assombrada.

Desde o começo da pandemia do coronavírus, várias áreas do entretenimento foram afetadas com o adiamento de estreias, paralisação de produções e cancelamento de grandes eventos.

‘Insecure’ volta para quarta temporada com protagonista mais confiante

Série estreia nova temporada na HBO depois de um ano e meio de pausa
Mariane Morisawa – O Estado de S. Paulo

Insecure estreia quarta temporada na HBO Foto: HBO

Durante as três primeiras temporadas de Insecure, os sentimentos de Issa Rae, sua criadora, roteirista e protagonista, foram mudando. “Na primeira era: ‘incrível, vou ter uma série no ar, mas, se não funcionar, tudo bem, fiz o meu melhor’”, disse ela em entrevista por telefone ao Estado – em razão da pandemia de covid-19, os contatos pessoais entre jornalistas e artistas, claro, foram suspensos. 

“Na segunda, era: ‘que legal, as pessoas amaram o show!’ Mas, na terceira, eu estava cansada, trabalhando três anos em Insecure, sem intervalo. Queria ver o que mais poderia fazer.” A parada de um ano e meio serviu para atuar em alguns filmes, estar mais presente em sua produtora e ficar novamente empolgada e grata de voltar a Issa, Molly e outros personagens da série, que estreou sua quarta temporada ontem, na HBO

“Tirar essa folga foi fundamental. Muitas das histórias que usamos vêm das nossas vidas pessoais, e eu sentia que não estava vivendo”, disse Rae. Também foi uma boa época para colocar a cabeça no lugar em relação a críticas que vinha recebendo. “Eu sempre quis que Insecure mostrasse facetas diferentes da experiência de ser negro”, contou. “Eu esperava que, a essa altura, houvesse muito mais séries fazendo isso, mas não foram tantas. E, quanto mais você fica sob os holofotes, mais as pessoas esperam que a experiência seja uma determinada coisa.” 

Rae disse acreditar que recebeu muitas críticas injustas sobre a maneira “como retratamos a experiência de ser negro”. “Por exemplo, teve a polêmica dos preservativos. Muitas séries têm cenas de sexo, e ninguém precisa ficar mostrando como usar camisinha. Por que a cobrança com a gente? Eu ouço e absorvo algumas coisas, mas, às vezes, há muita pressão.”

Na terceira temporada (atenção para os spoilers), Issa Dee (Issa Rae) finalmente pediu demissão do emprego que não a satisfazia, disse que não tinha gostado de uma atitude de sua melhor amiga Molly (Yvonne Orji) e recusou a desculpa de seu namorado Nathan (Kendrick Sampson) pelo sumiço de semanas, preferindo ficar sozinha. Sinais de que Issa, a personagem, está ficando menos insegura. “Ela percebeu que estava confiando em outras pessoas para definir quem era. Agora, finalmente vai poder descobrir quais são suas paixões, vai fazer algo que ama. Isso tudo é fundamental para ela descobrir quem é e por qual caminho deseja seguir.” 

O relacionamento de Issa e Molly é um dos assuntos principais dos novos episódios. “Falamos muito sobre se pessoas estão na sua vida por uma razão ou uma estação”, disse. O público também vai ter a oportunidade de finalmente conhecer a mãe de Issa, interpretada por Wendy Raquel Robinson. “No passado, a personagem só falava da família. Nunca conhecemos ninguém a não ser seu irmão. Mas esta temporada tem muito a ver com seu mundo desmoronando, ela definindo quem é, achei que era a hora ideal para apresentar sua mãe.”

Curiosamente, enquanto sua personagem fica menos insegura, Issa Rae disse que está mais. “Eu sempre fui muito autoconfiante e faço o que amo. Mas, quanto mais embarco em projetos que sinto que posso fazer bem, mais insegura eu fico porque amo tanto que tenho medo de perder tudo.” 

Além da série, ela tem uma produtora e um selo musical e está abrindo um café em Inglewood, um bairro tradicionalmente de grande população negra que está gentrificando rapidamente. “Eu tenho oportunidade de produzir o conteúdo que quero ver, ser uma artista e dar oportunidade a outros artistas. Isso me motiva demais. E voltei a Insecure super empolgada.”

A única coisa estranha é estrear bem no meio da pandemia. “Eu acho esquisito promover a série agora. Normalmente fazemos festas e reunimos os roteiristas para assistir aos episódios. Mas as pessoas estão aguardando com ansiedade a estreia, dizendo que vai ser um alívio nessa loucura. Que bom. Ainda assim, não é o ideal.”

Como a indústria da moda se reinventou depois de grandes guerras e pandemias

O que podemos aprender com a maneira como grandes estilistas enfrentaram momentos difíceis para a Humanidade
Silvia Rogar

Coco Chanel em Biarritz, na França, em 1928: retrato da modernidade Foto: FPG / Getty Images

Depois da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), não só a moda, mas tudo associado à antiga ordem causava desconfiança. Chanel inventou como as mulheres modernas deveriam se vestir porque ela sintetizava essa nova figura independente que quebrava regras”, resume a historiadora americana Caroline Rennolds Milbank, em livro sobre a obra da estilista, uma das primeiras a serem celebradas no métier pela própria personalidade. Seguindo a cartilha de Gabrielle (Coco) Chanel, entrou em cena nos anos 1920 uma nova imagem feminina: o comprimento dos cabelos e das saias se encurtou, o corpo deu adeus ao espartilho, as linhas das roupas se tornaram mais simples. O look à la garçonne, como ficou conhecido, acompanhou grandes evoluções nas metrópoles da época: as primeiras britânicas conquistaram o direito ao voto em 1918 — e as americanas tiveram essa vitória dois anos depois.

É difícil pensar em moda quando a Humanidade está sob a ameaça de conflitos armados, catástrofes naturais ou pandemias como a que vivemos hoje. Mas, muito além do look e do like, há uma indústria global avaliada em US$ 2,5 trilhões, de acordo com levantamento da consultoria McKinsey. Um mercado que mantém vivas técnicas seculares e conecta muitas mãos — só no Brasil, são 1,5 milhão de empregos diretos e 8 milhões se adicionarmos os indiretos. Acima de tudo, a moda reflete seu tempo: segue as grandes transformações do mundo e as rupturas que o acompanham nos momentos mais sombrios da História.

O tailleur Bar de Christian Dior, em 1947, símbolo do New Look Foto: Richard Avedon
O tailleur Bar de Christian Dior, em 1947, símbolo do New Look Foto: Richard Avedon

No caso da Primeira Guerra, a revolução fashion começou quando as mulheres precisaram assumir atividades até então masculinas, como trabalhar em fábricas de aviões e guiar bondes. Para evitar risco de acidentes, as antigas roupas, pesadas e apertadas, foram trocadas por uniformes ou peças mais práticas. O mundo vivia um momento nefasto que ia além dos campos de combate: causada pelo vírus da Influenza A (H1N1), a gripe espanhola tomou proporções de pandemia a partir de 1918. Os acampamentos superlotados da guerra só pioraram a situação, e estima-se que o número de vítimas fatais da doença em todo o planeta tenha sido maior que 20 milhões.

Ao resgatar a paz (momentânea), a década de 1920 propagou um novo estilo de vida, em especial entre europeias e norte-americanas. De um lado, surgiam as flappers, as jovens que curtiam a vida como se não houvesse amanhã, no melhor estilo “O Grande Gatsby” — romance de F. Scott Fitzgerald que é ótimo retrato dos Anos Loucos nos Estados Unidos. De outro, despontava um desejo por momentos ao ar livre e atividades físicas, também reflexo dos traumas do conflito armado e da reclusão da pandemia. Materiais confortáveis como o jérsei começaram a ocupar lugar nobre do guarda-roupa, graças ao reinado de Chanel na alta-costura.

Ilustração com modelos de Chanel: praticidade, corpo em movimento e cabelo curto formaram a nova imagem da mulher depois da Primeira Guerra Mundial Foto: Pierre Mourgue / Conde Nast via Getty Images

Em 1939, o início da Segunda Guerra deixou o mundo novamente de ponta-cabeça — e a escassez se tornou a palavra da vez. Com o racionamento de combustível, a bicicleta virou o meio de transporte de muitas mulheres, que passaram a adotar calças. Normas rígidas começaram a regular as matérias-primas: em 1940, ficou proibido o uso de mais de 4 metros de tecido para confeccionar um mantô. Em 1941, um decreto limitou a produção e a compra de roupas para civis no Reino Unido. A campanha Make Do and Mend (faça e conserte) pediu que os britânicos usassem peças que já tinham no armário.

“Durante a guerra, houve muita conversa fiada de que Paris havia acabado como centro da moda”, escreveu a jornalista Carmel Snow, então editora-chefe da revista “Harper’s Bazaar” americana. De fato, a alta-costura da Cidade Luz tinha perdido parte do seu brilho quando o conflito chegou ao fim, em 1945. Mas a efervescência começou a voltar com a notícia de que um novo estilista havia se instalado na Avenue Montaigne. No dia 12 de fevereiro de 1947, o tal couturier — Christian Dior — deixou o mundo da moda boquiaberto com seu primeiro desfile. Rompendo com a austeridade, ele buscou referências na belle époque e colocou na passarela saias rodopiantes e de cintura estreita combinadas a bustos marcados. Carmel Snow decretou: “Seus vestidos têm um new look” — e a expressão se tornou sinônimo não só de Dior, mas da couture do pós-Segunda Guerra. “O New Look tinha como mensagens principais a esperança e a beleza, uma feminilidade delicada de um passado imaginado”, resume Rebecca Arnold, professora de história da indumentária no Courtauld Institute of Art, de Londres.

Maiôs assinados por Claire McCardell , em 1946. Estilista é “mãe do estilo americano” Foto: Genevieve Naylor / Corbis via Getty Images
Maiôs assinados por Claire McCardell , em 1946. Estilista é “mãe do estilo americano” Foto: Genevieve Naylor / Corbis via Getty Images

Sob o efeito otimista do tailleur Bar, as mulheres correram para as lojas de tecidos, inclusive do outro lado do Atlântico, onde as norte-americanas enlouqueceram ao saber da novidade. Mas os Estados Unidos também tinham dado passos ousados na moda: durante a Segunda Guerra, viu-se no país a expansão da roupa pronta, o chamado ready-to-wear. Claire McCardell se tornou a mãe do estilo americano, com seus maiôs de jérsei.

Depois de Claire abrir caminho para as gerações seguintes, o American Look se firmou no cenário internacional. Ralph Lauren, Calvin Klein e Donna Karan ajudaram a consolidar uma indústria que se viu devastada quando uma série de ataques terroristas atingiu o país no dia 11 de Setembro de 2001. O impacto das perdas humanas foi seguido de um forte movimento de união entre empresas, estilistas e imprensa. Anna Wintour, da “Vogue” americana, foi uma das responsáveis ao se juntar ao Council of Fashion Designers of America na criação de um fundo de apoio a jovens estilistas. No fim do mês passado, ela anunciou que o fundo este ano irá ajudar negócios afetados pela pandemia da Covid-19.

Bicicleta: meio de transporte de mulheres em 1939, em Londres, exigia novos trajes Foto: Daily Herald Archive / SSPL via Getty Images
Bicicleta: meio de transporte de mulheres em 1939, em Londres, exigia novos trajes Foto: Daily Herald Archive / SSPL via Getty Images

Impactos profundos provocam transformações viscerais. O novo coronavírus parece ter eliminado supérfluos e colocado uma lente de aumento em valores como sustentabilidade e democracia, além de ter posto em xeque a cultura do excesso. A pandemia despiu a moda: o futuro da roupa que vai nos habitar está em aberto.

‘Guardiões da Galáxia 3’ e ‘Esquadrão Suicida’ não serão adiados, diz diretor James Gunn

Segundo diretor, planos para os dois filmes não foram adiados devido à pandemia de coronavírus

James Gunn com elenco de Guardiões da Galáxia (Foto: Getty Images)

James Gunn, diretor do próximo filme dos Guardiões da Galáxia e do Esquadrão Suicida, disse que nenhum dos filmes será afetado por atrasos durante a pandemia de coronavírus.

Respondendo às perguntas dos fãs em sua conta no Twitter, Gunn disse que o novo filme de “Esquadrão Suicida” para a Warner Bros. e a DC Comics está progredindo conforme planejado para seu lançamento em 6 de agosto de 2021.

“No momento, não há motivo para a data de lançamento do esquadrão suicida”. Estamos dentro ou fora do prazo. Tivemos muita sorte em encerrar as filmagens e montar a edição em nossas casas (devido a uma equipe de pós-produção e estúdio com previsão) antes da quarentena ”, disse Gunn.

Então, Gunn fez uma atualização semelhante em “Guardiões da Galáxia Vol. 3 “, que ainda não tem data de lançamento.

“Neste momento, os planos com‘ vol. 3 ‘também são exatamente os mesmos que eram antes do coronavírus “, disse ele.

Pandemia de coronavírus aumenta risco de furtos em museus agora fechados

Instituições na Holanda e no Reino Unido foram alvo de crimes durante o período de quarentena
Colin Moynihan

Fachada do Museu Guggenheim, em Nova York, fechado por causa da pandemia da Covid-19
Fachada do Museu Guggenheim, em Nova York, fechado por causa da pandemia da Covid-19 – Juan Arredondo/The New York Times

THE NEW YORK TIMES – O local em que eles trabalham é um segredo que guardam, mesmo de velhos amigos. Os artesãos que operam nas instalações de armazenagem do museu Guggenheim, no West Side de Manhattan, compreendem há muito tempo que manter o silêncio sobre o local em que trabalham, um armazém separado do museu que abriga algumas das mais preciosas obras de arte do planeta, é parte de seus deveres.

Por isso, agora, abrigados em casa e preocupados com a possibilidade de licenças não remuneradas e demissões por um museu que enfrenta dificuldades causadas pela falta do dinheiro gerado pela venda de ingressos, os trabalhadores que ajudam na manutenção da coleção e na preparação das peças para exposições dizem compreender o compromisso que assumiram.

“Eles sentem uma responsabilidade moral de proteger essas obras”, diz Andres Puerta, membro da direção local do sindicato que representa os trabalhadores. “Estão cientes do grande peso dessa responsabilidade.”

As preocupações deles se reproduzem nos corredores silenciosos de um mundo fechado, à medida que os museus trabalham para compreender como enfrentar a possibilidade de riscos adicionais de segurança. Os sistemas de alarme e os seguranças uniformizados continuam em atividade, claro, e nunca foi fácil vender peças roubadas das famosas coleções dos museus.

Mas a pandemia significou o fechamento de instituições e reduções de quadro. Os grandes espaços dos museus agora estão em geral vazios durante o dia todo, e não só de noite. Em muitos lugares, a polícia está distendida pelo esforço de combate à doença e pela falta de pessoal. O distanciamento social significa que muitas das pessoas que seriam testemunhas de um possível furto agora passam o dia trancadas em casa.

“O risco é sério”, diz Steve Keller, consultor de segurança de museus, que trabalhou com a Galeria Nacional de Arte, em Washington, com a Smithsonian Institution e outros museus. “Os ladrões podem imaginar que os museus estão enfraquecidos e isso agrava a ameaça”.

Na semana passada, ladrões invadiram um pequeno museu da Holanda, fechado por causa do coronavírus, e furtaram um quadro dos anos iniciais de carreira de Van Gogh, “Jardim da Paróquia de Nuenen na Primavera”. Os policiais que responderam ao alarme do museu encontraram uma porta de vidro quebrada e um lugar vazio na parede, onde o quadro costumava estar.

Duas semanas antes, uma galeria da Universidade de Oxford, também fechada em função do vírus, teve três quadros dos séculos 16 e 17, entre os quais “Soldado a Cavalo”, do artista flamengo Anthony van Dyck, furtados.

Os museus, compreensivelmente, não discutem suas medidas de segurança ou preocupações, e se limitam a dizer que “as salvaguardas usuais estão em vigor”.

“Os edifícios do museu estão tão seguros, nas circunstâncias atuais, quanto sempre estiveram”, diz uma porta-voz do Museu de Belas Artes de Houston, que tem seguranças trabalhando 24 horas por dia.

Um porta-voz do Metropolitan de Nova York se limitou a dizer que lamenta, “mas simplesmente não falamos sobre procedimentos de segurança”.

Keller e Stevan Layne, fundador e diretor da Fundação Internacional de Proteção a Propriedades Culturais e antigo diretor de segurança do Museu de Arte de Denver, dizem que os museus não estão necessariamente mais vulneráveis, agora.

Mas ainda assim os dois recomendam que as instituições confirmem que os sistemas de alarme estão funcionando e que o ingresso de pessoas nos edifícios dos museus seja restringido de maneira mais severa. “Que um curador tenha esquecido o óculos na mesa não deve ser tratado como emergência”, diz Keller.

Em mensagem de email, uma porta-voz do Guggenheim citou precauções semelhantes.

“O museu Guggenheim continua a manter operações de segurança 24 horas por dia, com monitoração reforçada de todas as instalações e escritórios”, escreveu a porta-voz, Sarah Eaton. “Durante o período de fechamento, nenhum convidado ou empregado não autorizado ou inesperado está sendo admitido no museu ou no local de armazenagem, até ordem contrária.”

A polícia de Nova York, que ajuda a proteger o Guggenheim e outros museus, foi seriamente prejudicada pela doença. Há uma semana, por exemplo, quase 7.000 de seus integrantes uniformizados estavam em licença médica, o que representa mais de 19% do pessoal uniformizado do departamento.

Além disso, policiais vêm realizando milhares de visitas ao dia para garantir que bares e restaurantes estejam fechados e que as pessoas sigam as normas de distanciamento social nos supermercados e lugares públicos.

O crime em geral caiu em Nova York na segunda quinzena de março, ante o mesmo período em 2019. Mas os furtos subiram 17%.

Uma porta-voz da polícia, sargento Jessica McRorie, afirmou em mensagem de email que “a polícia de Nova York se adaptou rapidamente e com sucesso” aos desafios gerados pelo vírus.

Perguntada se alvos importantes como os museus estavam recebendo atenção especial, McRorie escreveu que “o comandante de cada distrito policial decide se patrulhas adicionais serão conduzidas em um local, e essa decisão se baseia nas condições específicas do distrito e nos recursos disponíveis”.

Enquanto durar a pandemia, diz Keller, os museus deveriam presumir que estão em “modo noturno” permanente, e confiar nas medidas de segurança que costumam adotar quando as instituições fecham as portas para o público, à noite.

Ele diz que alguns sistemas, como alarmes, câmeras e sensores de movimento, que se propriamente configurados são capazes de detectar uma pessoa caminhando de galeria a galeria, ainda seriam uma forma efetiva de combater possíveis ladrões, especialmente se os seguranças e outros trabalhadores essenciais, como equipes de manutenção, estiverem equipados com rádios para que qualquer incursão possa ser investigada de imediato.

E, embora as galerias de museus que contenham certos tipos de obra, como pinturas e desenhos sobre papel, possam sofrer com exposição prolongada à luz, Keller diz que sugeriu aos seus clientes que mantenham as luzes acesas permanentemente em outras galerias, para que qualquer atividade nelas possa ser vista, de dia ou de noite, pelos guardas que observam os monitores de segurança.

Os custos de seguro provavelmente não mudarão, ele diz, a não ser que um museu esteja exibindo obras emprestadas por outra instituição. Nesse caso, segundo Keller, o museu que recebe as peças pode ajustar seu seguro de forma a cobrir os itens recebidos.

Cada museu opera de modo diferente, mas tipicamente todos têm cobertura de seguro que os ressarciria em caso de roubos, incêndios e inundações. O seguro de uma coleção permanente pode ser expressado por um contrato genérico, em lugar de com base em uma lista específica de obras.

E alguns especialistas aconselham que os museus mantenham seguros em valor que cubram as partes das coleções que podem ser perdidas ou destruídas em um mesmo momento, e que os museus garantam que a cobertura aconteça pelo valor corrente de mercado da peça.

Além disso, diz Keller, ele aconselhou seus clientes a distribuir seus seguranças mais experientes entre os diversos turnos e garantir que as mesmas equipes de segurança trabalhem juntas, para evitar que um guarda adoeça e possa infectar toda a força de segurança.

Pelo menos um museu, ele diz, havia instalado catres e estava fornecendo comida para que os seguranças possam essencialmente viver lá, isolados de qualquer pessoa que possa ter contraído o coronavírus e oferecendo segurança 24 horas.

Mas Keller diz que quanto mais tempo a pandemia durar, mais os seguranças teriam de compensar a ausência do pessoal regular dos museus cujos olhos e ouvidos podem ajudar a proteger as instituições contra problemas mais cotidianos —como vazamentos em encanamentos, capazes de danificar obras de arte, ou uma luminária deixada ligada ao lado de uma pilha de papéis, o que poderia causar um incêndio.

“Os seguranças terão de ficar um pouco mais atentos às condições ambientais dentro do edifício, ao cheiro de fumaça e ao som de água gotejando”, ele diz. “Isso ameaça a coleção tanto quanto um ladrão o faz.”

Tradução de Paulo Migliacci

Atômica | Filme estrelado por Charlize Theron está disponível na Netflix

Longa de 2017 colocou atriz no papel de uma espiã enviada à Alemanha durante a Guerra Fria
GABRIEL AVILA

Netflix disponibilizou hoje (12) no Brasil o filme Atômica. Estrelado por Charlize Theron e James McAvoy, o filme acompanha Lorraine Broughton, uma agente secreta do MI6 é enviada para a Alemanha durante a Guerra Fria para recuperar uma lista perdida de agentes duplos após o assassinato de um colega agente.

Com direção de David Leitch (Deadpool 2John Wick), o filme é uma adaptação da HQ Atômica: A Cidade Mais Fria, escrita por Antony Johnston com arte do brasileiro Sam Hart.

Lançado em 2017, o longa pode ganhar uma sequência pela Netflix. O segundo filme teria retorno de Charlize Theron como protagonista e produtora.

Homem de Ferro 2 | Don Cheadle teve duas horas para decidir se aceitaria papel

Ator substituiu Terrence Howard como o Máquina de Combate no MCU
GABRIEL AVILA

Don Cheadle – Máquina de Combate

Don Cheadle teve duas horas para decidir se aceitaria papel de Máquina de Combate em Homem de Ferro 2. Em entrevista ao A.V. Club, o astro relembrou que chegou a ter reuniões para interpretar o coronel James Rhodes, o melhor amigo do Homem de Ferro, no primeiro filme, mas acabou perdendo o papel para Terrence Howard:

“No início eu tive reuniões sobre o papel, e haviam produtores que queriam a mim e outros que queriam Terrence Howard. A voz mais poderosa na sala ganhou, e Terrence ficou com ele, o que foi ótimo. Acho que ele estava ótimo no primeiro. Então aconteceram algumas coisas nos bastidores, que estão bem-documentadas, e ele não estava mais no papel, então me ligaram.”

Ele se referiu aos problemas nos bastidores do primeiro Homem de Ferro, em que o diretor Jon Favreau teria ficado insatisfeito tanto com a atuação de Howard, quanto com sua postura arrogante. No fim, o ator acabou cortado da sequência, o que levou a Marvel a entrar em contato com Don Cheadle, que estava no aniversário do seu filho.

Na ligação, os executivos do estúdio deixaram claro que tinham um plano a longo prazo para Rhodey, já que falaram sobre o MCU como um projeto de “11 ou 12 anos”. Assustado pela proposta repentina, Cheadle não teve muito tempo para pensar. “Bom, nós precisamos saber, porque se você não disser sim teremos que ir atrás da próxima pessoa. Então você tem 1 hora”.

Hoje a escolha pode parecer óbvia, já que o personagem apareceu não apenas nos filmes do Homem de Ferro, mas também em Capitão América: Guerra Civil e nos Vingadores. Porém, na época o ator não estava muito familiarizado com o MCU. “Uma hora para decidir 12 anos e um papel com personagens que eu nem conheço em filmes que estão sendo feitos sem que eu tenha ideia do que serão”.

O ator então tentou ganhar mais tempo por estar numa festa de aniversário de seu filho, mas não adiantou muito. “‘Ah, então você tem 2 horas’. Quanta generosidade”. Após conversar com sua esposa, que o encorajou com a escala dos filmes, que seriam diferentes de tudo o que Cheadle já havia feito até então.

Questionado se ele teria alguma ideia sobre o impacto dessa escolha, o astro foi realista: “Acho que honestamente ninguém tinha. Eu sei que eles tinham um plano, mas acreditar que ele seria executável e que conseguiríamos sustentá-lo por tanto tempo, ninguém previu”.

O último filme em que Don Cheadle viveu o Máquina de Combate foi Vingadores: Ultimatosequência de Guerra Infinita, que superou Avatar e se tornou a maior bilheteria de todos os tempos. Agora, a Marvel tem cinco das dez maiores bilheterias da história. Entre os outros longas estão também Vingadores: Guerra Infinita em 5º lugar e Os Vingadores em 7º – confira as 10 maiores bilheterias.

Xavi Gordo for Harper’s Bazaar Spain with Vanessa Axente

Photography: Xavi Gordo at 8 Artist Management. Stylist: Beatriz Machado. Hair & Makeup: Manuela Pane. Model: Vanessa Axente.

Vendas de Macs teriam despencado 21% no primeiro trimestre de 2020

Apple Store

A firma de pesquisas Canalys divulgou na última sexta-feira suas estimativas de vendas do mercado de PCs no primeiro trimestre de 2020, já levando em conta o impacto inicial do Coronavírus (COVID-19) tanto na cadeia de produção quanto na demanda mundial.

Globalmente, o mercado registrou uma retração anual de 8% — a maior desde o primeiro trimestre de 2016, quando os números caíram 12%.

Todavia, analisando os números estimados por cada fabricante, a coisa fica bastante feia para a Apple.

Com exceção da Dell, todas as fabricantes registraram quedas em seus números, mas a maior foi a da Maçã: 21%, segundo a Canalys, reduzindo também o seu market share mundial de 7% para 6%.

De acordo com a Canalys, foram vendidos 53,7 milhões de computadores em todo o mundo de janeiro a março, contra 58,3 milhões no mesmo período de 2019. As vendas de Macs, especificamente, teriam caído de 4 para 3,2 milhões. A líder no segmento foi a Lenovo, com 12,8 milhões de vendas (contra 13,4 milhões há um ano).

Apesar da retração mundial e de fábricas fechadas na China, bem como dificuldades de logística, houve também uma demanda inesperada por portáteis destinados a uso em ambientes de home office — provavelmente onde a Dell se deu bem.

A Canalys estima que o restante do ano ainda deverá ser severamente impactado pela pandemia, principalmente considerando que consumidores controlarão mais gastos com eletrônicos e afins. [MacMagazine]

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