Morre o fotógrafo Peter Beard, conhecido como “o último dos aventureiros”

Famoso por seus retratos da fauna africana, Beard também marcou a fotografia de moda do seu tempo

Peter Beard (Foto: Reprodução/Instagram)

Conhecido por suas inacreditáveis fotografias da fauna africana, e por ser figura das mais fervidas da noite novaiorquina de seu tempo (pense na pista do Studio 54 e na roda de Andy Warhol – lá estava ele), o fotógrafo Peter Beard teve sua morte confirmada, depois de 19 dias desaparecido. Beard era vítima de demência, e tinha 82 anos.

Seu trabalho mais conhecido foi o livro The End of The Game (1965), em que ele retrata a vida dos elefantes do Quênia, documentando a beleza natural do lugar e denunciando cenas de desmatamento. Acostumado a desafiar o perigo para conseguir a melhor imagem, chegou a nadar com crocodilos, e em 1996 quase morreu após ser pisoteado por um elefante. Ao longo de sua trajetória, foi consagrado com mostras solo no International Center of Photography em Nova York, e o Centre National de la Photographie em Paris, só para citar algumas das prestigiosas instituições que homenagearam seu trabalho ao longo de sua vida.

Peter Beard (Foto: Reprodução/Instagram)
Iman (Foto: Peter Beard/Reprodução/Instagram)

Herdeiro de uma grande fortuna, Beard também fazia sucesso no mundo da moda, tendo fotografado para Vogue e outras revistas. Também tinha fama de sedutor, comprovada por Candice Bergen e Lee Radziwill, irmã de Jacqueline Kennedy Onassis, duas das mulheres célebres que namorou (e fotografou) em seu tempo de vida. Ainda na seara fashion, ele ficou conhecido por descobrir Iman nas ruas de Nairobi. Vogue lamenta a perda do fotógrafo e deixa aqui sua homenagem.

Nos EUA, Facebook está banindo protestos contra o isolamento social

Em Estados que esses eventos desafiam as ordens do governo, rede social está removendo links de suas plataformas

Evento em Seattle protesta contra ordens de isolamento social

Nos EUA, o Facebook decidiu começar a banir eventos de protesto contra as medidas de distanciamento social. Segundo comunicado da empresa nesta segunda-feira, 20, os eventos serão removidos após consulta com os governadores das regiões em que eles deveriam acontecer – por enquanto, apenas manifestações em Estados como Califórnia, Nebraska e Nova Jersey foram removidos. 

Em locais como Nova York, a empresa está consultando o governo para saber se os protestos desafiam as ordens de isolamento social. A decisão, portanto, partirá do Estado. “Permitiremos que o evento exista, a menos que os governos locais sejam contra sua existência”, disse um porta-voz da empresa ao site americano The Verge, especializado em tecnologia. 

Em entrevista ao programa de TV Good Morning America, um dos mais populares dos EUA, o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, explicou a diferença. “É importante que as pessoas debatam as práticas de cada local, mas existe uma diferença entre isso e discussões políticas normais. Tem muita coisa sendo dita em torno dessa emergência de saúde que pode sim ser classificada como desinformação danosa”, disse o executivo. 

Nem ele nem sua empresa disseram quantos eventos foram removidos, mas o Facebook disse que está supervisionando esse tipo de evento desde janeiro. 

MANS FW20 Backstage!

Photographer Victor Ceccato brings us in exclusive for Fucking Young!, some analog photos he did during MANS backstage the past edition of Mercedes-Benz Fashion Week Madrid.

Oliver Pedrosa for ELLE Croatia with Flora Marchon

Photographer: Oliver Pedrosa. Stylist: Irene Monje. Hair & Makeup: Alvaro Sanper x ICON by Mön. Photography assistant: Javier Tebar. Model: Flora Marchon at Trend Models.

Estilistas da próxima geração da moda | i-D

Qual é o papel de um estilista? Como você entra no estilo de vida? E por que tantos estudantes de moda aspiram a um trabalho que envolva tanto trabalho físico, administração infinita e resistência – sem mencionar referências detalhadas, relacionamentos com a marca e constante entusiasmo criativo que o trabalho exige?

Neste episódio do FUTURE NOW, a i-D segue 3 estilistas para descobrir exatamente como criar uma imagem atemporal, desfile ou ensaio de moda.

Em Nova York, Sydney Rose Thomas faz uma sessão com os novos designers de Nova York com seu amigo fotógrafo e ‘força colaboradora’, Deirdre Lewis. Em outros lugares, a estilista nascida no Japão, Ai Kamoshita, viaja para Paris para trabalhar em um desfile durante a Fashion Week, e Lana Jay Lackey lança um zine com Rick Owens, o lorde sombrio da moda de luxo.

Você gostaria de ser estilista? O que faz você querer trabalhar na moda?

Featuring
Sydney Rose Thomas
Ai Kamoshita
Lana Jay Lackey

Director Tom Ivin
Exec Producer Declan Higgins
Global Head of Content Elektra Kotsoni
Editor-in-Chief Alastair Mckimm

Additional Camera Xavier Thesnon-Hily
Colour George Dutton
Dubbing Mixer Ben Sims
Production Manager Lauran Clark
Production Coordinators Becs Rainey, Georgia Chandler
Production Secretary Anna Margeti
Senior Social Editor Danil Boparai
Motion GFX Designer Calum Glenday

Archive courtesy of Deirdre Lewis, Olivia Rose, Liz Johnson Artur, Mame Kurogouchi, Luke Mayes, Rick Owens

iPad Pro de 12,9″ com Magic Keyboard é mais pesado que o atual MacBook Air

O acessório é mais pesado que o tablet em si, inclusive

A combinação do novo iPad Pro com o Magic Keyboard pode fazer muita gente questionar a necessidade de um laptop “completo”: o iPadOS já é maduro o suficiente para realizar todas as tarefas básicas de um usuário comum, e a presença de um trackpad — combinada com o suporte melhorado a dispositivos de ponteiro no iPadOS 13.4 — é suficiente para que você use o tablet normalmente como um computador portátil em todas as situações.

Entretanto, para quem pensou em substituir o MacBook por um iPad Pro de 12,9 polegadas imaginando uma possível carga menor na mochila, é melhor pensar novamente: a combinação do tablet com o Magic Keyboard, na verdade, pesa mais do que o atual MacBook Air — ainda que a diferença não seja tão grande.

A Apple não tinha revelado o peso do Magic Keyboard para iPad Pro à época do seu lançamento, mas agora, com o acessório chegando aos primeiros consumidores ao redor do mundo, já temos os números: de acordo com um leitor do MacRumors, a capa com teclado para o modelo maior do iPad pesa 710 gramas — mais, inclusive, do que o próprio iPad Pro de 12,9″, que pesa 641 gramas.

Com isso, a combinação iPad Pro 12,9″ + Magic Keyboard fica com 1,35kg — 60g a mais que o atual MacBook Air, e mais próximo do peso de um MacBook Pro de 13″ (1,37kg).

Para quem optar pelo iPad Pro de 11″, aí sim, a diferença é considerável: o Magic Keyboard para o tablet menor pesa 601 gramas, levando o peso total da combinação a 1,07kg.

m outras palavras, a escolha entre um iPad Pro e um MacBook Air não é tão simples: tudo dependerá do uso que cada pessoa fará da máquina, e de que tipo de tarefas ela priorizará na hora da compra. Vale lembrar que, com a queda de preço do MacBook Air, o iPad Pro de 12,9″ e o portátil da Maçã custam o mesmo em seus modelos de entrada (US$1.000, ou R$10.500/R$10.300 no Brasil, respectivamente) — com a diferença que, no caso do iPad Pro, você precisará gastar US$350 extras (ou R$3.000, no Brasil) pelo teclado com trackpad.

Carregamento pelo Magic Keyboard é quase igual

Ainda no assunto iPad Pro/Magic Keyboard, outros detalhes interessantes começaram a ser descobertos agora que o acessório começou a ser despachado. Por exemplo: à época do anúncio, alguns usuários temeram que a porta USB-C do teclado carregasse o tablet a uma potência menor do que a entrada do próprio dispositivo em si. Felizmente, entretanto, a diferença é mínima.

O jornalista Benjamin Mayo citou o tweet de um leaker, constatando que a porta USB-C do iPad Pro carrega o tablet a 26W, enquanto a porta do Magic Keyboard diminui essa potência para aproximadamente 22W. Ou seja, há uma diferença, mas ela certamente não será notada pelos usuários.

Caso alguns segundos a mais de carregamento sejam inaceitáveis para você, entretanto, sempre há a opção de conectar o carregador diretamente à porta USB-C do iPad Pro.

VIA IDOWNLOADBLOG

No Filter with Naomi: Venus & Serena Williams

Venus & Serena Williams on No Filter with Naomi

LG Velvet, primeiro aparelho de nova filosofia da marca, terá Snapdragon 765 e 5G

Por Giovanni Santa Rosa

Imagens: LG

A LG promete uma grande mudança em sua linha de smartphones com o Velvet. Além do nome, que quebra uma sequência de aparelhos batizados com letras e números (como G8 e V60), ele terá também um novo design e 5G, como mostra um vídeo divulgado nesta segunda-feira (20) pela marca.

Publicado pelo perfil coreano da empresa, o vídeo confirma algumas partes do visual, como as bordas curvas simétricas e a câmera “pingo de chuva”, com três lentes organizadas em círculos alinhados verticalmente. Na parte da frente, a câmera fica em um pequeno recorte centralizado em formato de “U”, o que indica que a LG pode ter abandonado sua Z Câmera, com dois sensores ToF para reconhecimento facial e da palma das mãos (que, verdade seja dita, nem funcionava tão bem assim).

A especulação de que a LG poderia usar algum material não tão convencional no acabamento, como sugeria o nome Velvet (que quer dizer “veludo”) não foi confirmada por estas primeiras imagens, pelo menos.

O vídeo traz poucas informações sobre especificações, mas mostra que o Velvet terá o chip Snapdragon 765 da Qualcomm. Ele está uma linha abaixo do topo de linha Snapdragon 865, mas deve oferecer bom desempenho. Pode ser uma estratégia da marca para não encarecer demais o aparelho — a Motorola também usou um processador da linha 700 (o Snapdragon 710) no seu dobrável Moto Razr. A opção pelo Snapdragon 765 também significa que o LG Velvet terá 5G.

Uma grande mudança na sua linha de smartphones de topo de linha parece necessária para a LG. Os aparelhos da marca não são ruins, mas sem uma estratégia de preços mais agressiva ou recursos que chamem a atenção (e funcionem bem de fato), ela fica atrás das concorrentes. E isso está afetando financeiramente a empresa: as vendas baixas de aparelhos mais caros resultaram em um prejuízo de US$ 850 milhões no ano passado.

Aliança verde europeia, saída para a crise do coronavírus

Por João Lara Mesquita

Imagem, LEON NEAL / GETTY IMAGES.

Alguns estão chamando de Aliança Europeia para uma Recuperação Verde. Outros chamam de Green Deal (Acordo Verde) Europeu de crescimento sustentável. O nome é o que menos importa. A iniciativa recém-criada é relevante e importante. Mesmo em um momento em que quase todas as nações do planeta, incluindo as europeias, batalham contra um inimigo invisível chamado novo coronavírus. A ideia da Aliança verde europeia é não deixar que o mundo se esqueça de uma guerra ainda maior que também precisa ser vencida: a crise climática. O que é melhor nessa iniciativa é que ela busca articular estratégias para que a saída dos países europeus da crise econômica causada pela covid-19 seja por meio de investimentos em projetos sustentáveis. E com proteção da biodiversidade.

O movimento é muito bem-vindo, especialmente agora em que os negacionistas do clima estão mais a postos. E já se utilizam da pandemia para tentar afrouxar ainda mais as poucas medidas existentes de combate ao aquecimento globalAlém de tentar frear os poucos avanços conquistados nos últimos anos. Também porque poucos ousam citar que pandemias como a do novo coronavírus podem ser resultados da degradação ambiental causada pela própria humanidade.

Aliança Europeia para uma Recuperação Verde é formada por nomes de peso do cenário europeu. O grupo está propondo que a saída para a crise econômica no velho continente seja pautada no investimento maciço em princípios ambientais. Investimentos em projetos sustentáveis que tornem a Europa o primeiro continente neutro em carbono até a metade deste século.

Aliança verde europeia: investimento de meio trilhão de euros

O manifesto, lançado em 14 de abril de 2020, se soma a uma carta assinada por líderes europeus em março deste ano. No documento, eles se comprometem a adotar um foco verde como estratégia para encontrar soluções de reaquecimento econômico. Segundo a agência de notícias Bloomberg, os líderes do bloco devem se reunir até o final de abril para discutir “medidas no valor de mais de meio trilhão de euros (US$ 550 bilhões) para ajudar a mitigar o impacto econômico da pandemia”.

A carta foi assinada por ministros da Alemanha, França, Itália, Suécia, Luxemburgo, Portugal, Áustria, Finlândia e Espanha. Mas no total assinam a Aliança cerca de 180 nomes. “Promovida pelo deputado Pascal Canfin, membro da bancada verde do Parlamento Europeu, ela inclui (também) 79 eurodeputados de 17 países da UE (União Europeia), 37 CEOs de multinacionais e grandes empresas, 28 associações empresariais, confederações e federações sindicais e sete ONGs, além de vários grupos de especialistas”, contabilizou o El País.

O jornal espanhol e a Bloomberg afirmam que, entre os nomes, estão diretores-executivos de empresas como L’OréalVolvoDanone, Ikea, Enel, EON, Unilever e Iberdrola. Além de representantes de ONGs ambientais como WWFBirdlife e Rede de Ação Climática (conhecida pela sigla em inglês CAN).

Aliança verde europeia, resposta econômica coordenada

O movimento assume que o principal problema agora é o combate à covid-19. É prioridade. E “deve ser feito tudo o que for necessário para deter e erradicar o vírus”. “Mas, olhando para as consequências econômicas da covid-19, explicam que a Europa deve dar ‘uma forte resposta econômica coordenada’ para superar um golpe mais duro que o da crise de 2008. A forma de dar essa resposta, segundo o documento, é realizar ‘investimentos maciços’ que deverão ‘desencadear um novo modelo econômico europeu’ que gire em torno de ‘princípios ecológicos’”, disse o El País.

Aliança verde europeia: redução de gases de efeito estufa

O objetivo de carbono zero ou neutro considera, obviamente, a redução drástica de emissões de gases de efeito estufa, ao menos como estima o Acordo de Paris. Eles são os principais responsáveis pelo aquecimento global, que causa a crise climática. E a transição para uma economia verde na Europa, e que preserve a biodiversidade, deverá envolver redução das emissões em variados e importantes setores produtivos. A começar pela agricultura, passando pelos transportes até a produção de energia. De longe, os principais emissores.

“Embora países europeus ainda precisem se unir no combate à pandemia, a recuperação futura oferecerá à região a chance de desenvolver um novo modelo de prosperidade”, disse a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Svenja Schulze, à Bloomberg. Ela está entre os signatários da iniciativa.

Medidas devem gerar empregos e crescimento

Os signatários acreditam que, quando implementadas, as medidas podem “gerar rapidamente emprego e crescimento”. Além, claro, de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. A Aliança Europeia para uma Recuperação Verde “lembra (ainda) que a transformação rumo a uma economia verde não é um caminho que tenha de ser iniciado do zero agora, porque na última década ocorreram importantes avanços: ‘Dez anos atrás, os veículos sem emissão de poluentes eram apenas protótipos. A energia eólica era três vezes mais cara do que é hoje e a energia solar, sete vezes mais’”.

“‘A vontade política está aqui’, disseram os signatários, no comunicado. ‘Já temos os planos e a estratégia. Projetos como o Green Deal Europeu e outros planos nacionais de desenvolvimento de carbono zero têm enorme potencial para recuperar nossa economia e contribuir para um novo modelo de prosperidade.”

Crise climática tem solução e é lucrativa

Se há vontade política, como afirmam os signatários, o movimento da Aliança verde europeia tem muito mais chances de prosperar. Mar Sem Fim já mostrou que existem dezenas de soluções para a crise climática. E todas são mais lucrativas do que manter o setor produtivo com os atuais meios e métodos de produção.  Um exemplo são as soluções propostas pelo Projeto Drawdown e publicadas em um livro, de 2017. Mais vendido na lista do The New York Times naquele ano, a publicação oferece 100 soluções, entre as mais substanciais, para o aquecimento global. E foi revisada e atualizada em 2020.

Denominado Drawdown Review, a revisão mostra que seriam necessários gastos entre US$ 23 trilhões e US$ 26 trilhões em todo o mundo. Dinheiro a ser investido em soluções para se cumprir as metas do Acordo de Paris. No entanto, esse investimento pode gerar economias e ganhos até cinco vezes maiores.

Economias de até US$ 143,5 trilhões

“Argumentos infundados sobre a inviabilidade econômica de ações contra a crise climática persistem, mas são evidentemente falsos. O Projeto Drawdown analisa as implicações financeiras das soluções: quanto dinheiro uma determinada solução custará, ou economizará, quando comparada com a tecnologia ou prática do status quo que ela substitui? Essa análise financeira considera a implementação inicial de uma solução, bem como o uso ou operação dessa solução ao longo do tempo”, explica a publicação.

“No geral, as economias operacionais líquidas excedem os custos líquidos de implementação quatro a cinco vezes: um custo inicial de US$ 23,4-26,2 trilhões versus US$ 96,4-143,5 trilhões economizados. Se considerarmos o valor monetário dos cobenefícios (por exemplo, menos gastos com assistência médica por causa da redução da poluição do ar) e danos climáticos evitados (por exemplo, perdas agrícolas), o caso financeiro se torna ainda mais forte”, enfatiza. E assegura que não existe uma justificativa econômica para não se implantar planos de redução de emissões.

Cenários para as metas do Acordo de Paris

Com destaque no site Yale Climate Connections, iniciativa da Escola de Estudos Florestais e Ambientais da Universidade de Yale (EUA), a revisão aponta dois panoramas possíveis para a redução das emissões. No primeiro cenário, prevê soluções para atender à meta do Acordo de Paris de temperatura abaixo de 2°C, quando comparada à da época pré-industrial. Nesse cenário, a meta de redução é alcançada na década de 2060. Já no segundo panorama, as temperaturas globais devem ficar abaixo de 1,5°C, também como pede o Acordo de Paris. Com esse cenário mais ambicioso, a redução de carbono seria alcançada na década de 2040.

Drawdown Review considera investimentos, economias e lucros com a implantação de soluções que incluem desde a troca de lâmpadas menos eficientes por LEDs. Passando por equipamentos e edifícios mais eficientes em consumo de energia. Até a redução sistemática do uso de energia gerada por usinas termoelétricas e outras fontes mais poluidoras. Trocadas por fontes mais limpas, como eólica e fotovoltaica.

“Esse cenário (o segundo) prevê que a parcela da eletricidade global proveniente do vento cresça seis vezes, passando de 4,4% hoje para 27% até 2050. E fazendas solares explodindo de pouco mais de 1% hoje para 25% em 2050. No primeiro cenário, cada um forneceria cerca de 20% de eletricidade global até 2050.”

Desperdício de alimentos custa US$ 1 trilhão

O levantamento, realizado por cientistas de várias partes do mundo, ainda prevê economias com a implantação de soluções para a redução no desperdício de alimentos. Ele custa hoje à economia global cerca de US$ 1 trilhão. Além de responder por 10% das emissões globais. Sugere ainda uma mudança na dieta. “Cerca de um quinto das emissões globais de gases de efeito estufa provém dos alimentos que ingerimos. Como Drawdown afirmou, “se o gado fosse sua própria nação, seria o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa do mundo” (Saiba mais sobre o consumo de carne de gado e o aquecimento). Mudar para dietas vegetais pode, assim, reduzir significativamente as emissões e, ao mesmo tempo, melhorar a saúde pública.”

Como soluções para reduzir as emissões, a publicação destaca ainda a substituição dos gases refrigerantes de aparelhos de ar-condicionado e geladeiras. A restauração de florestas degradadas, além do cessar dos desmatamentos. O uso cada vez maior de veículos elétricos também está entre as 100 soluções. E destaca que a economia estimada não inclui os gastos menores com saúde pública, entre outros, que a redução das emissões pode proporcionar.

Imagem de abertura: https://medium.com/

Fonteshttps://brasil.elpais.com/internacional/2020-04-15/nasce-alianca-europeia-para-defender-uma-saida-verde-para-a-crise-economica-do-coronavirus.html; https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2020/04/14/ceos-europeus-e-ministros-lancam-campanha-para-recuperacao-verde.htm; https://www.yaleclimateconnections.org/2020/03/aggressive-action-to-address-climate-change-could-save-the-world-145-trillion/; https://drawdown.org/; https://drawdown.org/sites/default/files/pdfs/Drawdown_Review_2020_march10.pdf