Burberry Launches “Reburberry Edit”

Como parte de seus programas de sustentabilidade de produtos líderes do setor e com base em uma herança de inovação, a Burberry está lançando uma edição com curadoria de 26 estilos da coleção Primavera / Verão 2020, criada com os mais recentes materiais sustentáveis ​​usados ​​em toda a gama de produtos Burberry. A introdução do ‘ReBurberry Edit’ coincide com o lançamento global de etiquetas de sustentabilidade dedicadas em todas as principais categorias de produtos. Os rótulos fornecerão, pela primeira vez, aos clientes uma visão das credenciais ambientais e sociais líderes do setor do programa Burberry.

Uber vai dobrar gorjeta de motoristas; empresa lança serviço Direct no Brasil

Recurso já tinha sido anunciado em outros países e ajuda pequenos comércios e seus clientes; outras medidas também entram em atividade durante a pandemia

Uber vai dobrar gorjeta de motoristas 

Uber lançou nesta quarta-feira, 22, o Uber Direct no Brasil, funcionalidade que permite entregas entre pequenos comércios e clientes. Além disso, diante do cenário de pandemia de coronavírus, a empresa anunciou também que vai dobrar as gorjetas que os usuários podem deixar para os motoristas no app. 

Lançado nesta segunda-feira, 20, em países como Estados Unidos, Portugal e África do Sul, Uber Direct foi desenvolvido para a entrega de produtos entre estabelecimentos e clientes, semelhante à expansão que o Uber Eats fez no início de abril. No Brasil, o serviço é válido para usuários do Uber para Empresas e pode ser solicitado no próprio app. 

Os motoristas também vão contar com um pequeno reforço na renda das viagens. Até o próximo dia 6 de maio, o Uber vai dobrar todas as caixinhas que os motoristas receberem no aplicativo, independente do valor. A gorjeta pode ser selecionada após o término da viagem e a campanha da empresa vai valer para as corridas pagas pelo aplicativo, no cartão. 

A empresa informou, ainda, que é possível fazer a contribuição para motoristas de viagens que já aconteceram, em corridas de até 90 dias atrás. Todo o valor selecionado na gorjeta extra das viagens é repassado integralmente aos motoristas do app. 

Outra medida anunciada é a continuidade do benefício da gratuidade de corridas para pessoas que utilizarem o aplicativo de transporte para doar sangue. Agora, o desconto também vale para as cidades de Manaus, Belém, Natal, Vitória e Florianópolis. Ao todo, 13 cidades já fazem parte do programa.

No Rio de Janeiro, as viagens serão gratuitas também para pessoas curadas da covid-19 doarem plasma sanguíneo, em prol das pesquisas realizadas no Hemorio. Para participar, os usuários devem agendar um horário para a coleta pelo número 0800 282 0708. A ação vai até o dia 22 de maio. 

Brodie Scott for GANT | SS20 Campaign

Brodie Scott for GANT | Spring Summer 2020 Campaign. Shot by Johan Sandberg.

Carbon neutral: o que a indústria da moda está fazendo para neutralizar seus impactos no meio ambiente

A Gucci anunciou que irá compensar todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) anualmente de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos

A Gucci anunciou que agora é carbon neutral (Foto: ImaxTree)

A sustentabilidade nunca foi uma pauta tão urgente na moda. Em meio à crise climática que ocorre no mundo, a Gucci anunciou que está se tornando carbon neutral, compensando todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de suas próprias operações e de toda a cadeia de suprimentos.

A ação acontece com o apoio da grife a projetos de conservação florestal nos países em desenvolvimento por meio de uma iniciativa internacional chamada REDD+ (Reduzir as Emissões do Desmatamento e da Degradação florestal, desenvolvida pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima). Todas as emissões da marca a partir de 2018 foram medidas e compensadas, e atualmente a grife rastreia suas emissões de 2019, que serão totalizadas e compensadas no próximo ano. 

“É uma estratégia clara para garantir que nos responsabilizamos por nossas emissões de GEE, e agimos para evitá-las, reduzi-las e restaurá-las, e então compensar as inevitáveis”, disse Marco Bizzarri, presidente e CEO da Gucci. 

Outra marca que recentemente deu um grande passo em relação à neutralidade foi a Gabriela Hearst, que apresentou o primeiro desfile carbon neutral durante a semana de moda de Nova York. Entre as iniciativas da estilista está a doação de todos os custos de energia associados com a produção da apresentação para o Projeto Hifadhi-Livelihoods, no Quênia. Eles trabalham para trocar os fogões de famílias de Embu e Tharaka Nithi, províncias do país, por opções modernas e eficientes, reduzindo o uso de madeira e os vapores nocivos proveniente de fogões antigos para cozinhar.

Gabriela Hearst foi a primeira marca a fazer um desfile carbon neutral (Foto: ImaxTree)

Nós, da Condé Nast, também estamos fazendo a nossa parte: Desde agosto passado, todas as revista da casa (Vogue, Glamour, GQ e Casa Vogue) passaram a ser carbon neutral. No projeto em parceria com o Laces and Hair, conseguimos neutralizar mensalmente nossa pegada de carbono (21 toneladas) ao replantarmos 35 árvores por mês.

Em 2011, a Puma foi a primeira marca a implementar o EP&L (The Environmental Profit & Lost/Lucros e Perdas Ambientais), que mede as emissões de carbono, o consumo de água, a poluição do ar e da água, o uso da terra e a produção de resíduos. Uma declaração de lucros e perdas ambientais resume o custo em relação a esses impactos. No mercado do luxo, a Gucci foi uma das pioneiras a ter o EP&L e a partir do parâmetro de 2015 criou metas de sustentabilidade para 2025, incluindo o objetivo de reduzir as emissões de GEE em 50%.

E as ações não param por aí: recentemente, a indústria da moda se uniu pela sustentabilidade com o Fashion Pact, um conjunto de objetivos que podem ser adotados a fim de reduzir seu impacto ambiental apresentados na cúpula do G7. A iniciativa foi liderada por François Henri Pinault, CEO da Kering, que recebeu a missão do presidente francês Emmanuel Macron de reunir os principais players do mercado para assinar o pacto, que foi aderido pela própria Gucci e a Puma a ainda outras gigantes como Chanel e Prada. 

Vulnerabilidade no Mail permite que invasores ataquem iPhones e iPads silenciosamente

A Apple já está ciente, mas o iOS/iPadOS 13.4.1 continua vulnerável

Mais um dia, mais uma vulnerabilidade: desta vez, estamos falando de uma que ainda não foi corrigida pela Apple nas versões mais recentes do iOS/iPadOS e que poderia, potencialmente, permitir a invasão dos seus dispositivos de forma totalmente silenciosa.

O problema, na verdade, gira em torno de duas vulnerabilidades no Mail, descobertas pela firma de segurança ZecOpsA publicação original da empresa tem todos os detalhes, mas, basicamente falando, a falha permite que invasores injetem códigos executáveis remotamente no aparelho da vítima por meio de uma mensagem aberta no aplicativo, permitindo a instalação de softwares maliciosos.

O email em questão não precisa ter nenhum tipo de conteúdo, e o ataque não exige que a vítima toque/clique em algum link ou baixe algum arquivo — segundo a descoberta da ZecOps, o processo pode ser iniciado simplesmente abrindo a mensagem. Todo o ataque é realizado silenciosamente: a única anomalia sentida pelo usuário seria um travamento do aplicativo Mail (no iOS 12) ou alguns momentos de lentidão (no iOS/iPadOS 13).

Os pesquisadores afirmam que basicamente todas as versões do sistema operacional móvel (desde o iOS 6, que foi o mais antigo a ser testado) são vulneráveis; por outro lado, a Apple já está ciente do problema. A falha parece já ter sido corrigida na versão beta mais recente do iOS 13.4.5, mas ainda está presente na versão “corrente” atual do sistema.

Ainda assim, por ora, não há razão para pânico ou para desabilitar completamente o Mail até segunda ordem. De acordo com a ZecOps, as falhas têm sido exploradas por invasores do mundo real e já foram, inclusive, adquiridas por uma nação-estado; os ataques, entretanto, têm sido realizados apenas em usuários altamente visados — jornalistas internacionais, executivos de grandes empresas e outras figuras de amplo interesse. Ou seja, é bem improvável que as vulnerabilidades sejam utilizadas para invadir os aparelhos de meros mortais como nós.

Ainda assim, se você vê razões para se preocupar ou simplesmente não quer correr nenhum risco, o jeito é deixar o Mail de lado até que a Apple corrija o problema. Parece que não será uma separação muito longa, pelo menos.

Vulnerabilidade “Insomnia” ressurge

Essa não é a única notícia recente envolvendo vulnerabilidades no iOS/iPadOS, entretanto. De acordo com a ZDNet, uma falha conhecida como “Insomnia”, que já tinha sido explorada no ano passado e corrigida pela Apple, voltou a surgir no iOS/iPadOS 12.3 e 12.3.2.

Nós falamos sobre a vulnerabilidade nesse artigo, detalhando como hackers financiados pelo governo da China estavam explorando-a para invadir e vigiar indivíduos da população uigure, uma etnia muçulmana que vive no noroeste do país e, por sua identificação com a cultura e costumes da Ásia central, é frequentemente perseguida por Pequim.

iOS 12.4 corrigiu definitivamente o “Insomnia”, mas como ainda há muitos dispositivos desatualizados ao redor do mundo, é possível que os grupos de hackers continuem invadindo aparelhos para vigiar a população uigure. Esse artigo da firma de segurança Volecity tem mais informações sobre o método de ataque e a vulnerabilidade em questão. [MacMagazine]

VIA CULT OF MAC

Jeremy Choh for Grazia with Ioni Guraliuc

Photography: Jeremy Choh. Creative Direction: Marne Schwartz. Fashion Direction: Kim Payne. Hair: Francesco Avolio. Makeup: Karin Borromeo Model: Ioni Guraliuc at Fashion Models Milan.


Fortnite está oficialmente na Play Store para a tristeza da Epic Games

Produtora do jogo decide disponibilizá-lo na loja oficial do Google, mas demonstrou descontentamento com a gigante

A Epic Games anunciou nesta terça, 21, que Fortnite está disponível para download na Play Store. Apesar de ser um dos jogos para celular mais populares dos últimos anos, Fortnite nunca esteve no catálogo da loja oficial de apps do Google – a Epic Games sempre tentou contornar a mordida na receita que o Google dá nos apps que se submetem à sua loja.  

A mudança, porém, não significa que o estúdio esteja satisfeito com as políticas do Google. O comunicado sobre o assunto foi bastante incisivo. “O Google deixa em desvantagem aplicativos baixados fora da Play Store”, diz parte do texto. Segundo a Epic Games, os jogadores recebem mensagens insistentes sobre a segurança após baixarem o jogo. O estúdio acusa também o Google de restringir parcerias com fabricantes e operadoras, além de bloquear diretamente apps baixados por fora – a Epic Games deixava Fortnite disponível em seu site para que usuários de Android fizessem download.  

Para evitar perder jogadores, e os rendimentos gerados em microoperações dentro do jogo, a Epic Games decidiu levar Fortnite para a Play Store. 

“Esperamos que o Google revise suas políticas num futuro próximo para que todos os desenvolvedores sejam livres para realizar transações com clientes por meio de serviços abertos no Android e na Play Store, incluindo pagamentos”, diz outra parte do comunicado. O Google não havia comentado até a publicação deste texto. 

No Filter with Naomi: Anna Wintour

Anna Wintour on “No Filter with Naomi”

Fiona Apple lança um disco insuperável

‘Fetch the Bolt Cutters’ é chamado de obra-prima pelos críticos do NYT
The New York Times, O Estado de S.Paulo

Desde 2012, Fiona não lançava disco

Primeiro álbum da cantora e compositora Fiona Apple desde 2012, Fetch the Bolt Cutters é uma obra-prima desafiadora, catártica, ousada. Nossos críticos têm muito a dizer sobre ele.

Jon Pareles. Traumas e obstáculos confrontam Fiona Apple o tempo todo, em Fetch the Bolt Cutters. É o seu primeiro álbum desde 2012 e, de longe, o mais ruidoso, destinado não para a rádio ou para playlist selecionadas e organizadas inofensivamente – mas a uma catarse. Fiona Apple nunca foi tímida. Mesmo no seu álbum de estreia, em 1996, lançado quando ela era uma adolescente, suas músicas já exploravam situações psicológicas explosivas e não poupavam ninguém. Mas Fetch the Bolt Cutters é ousado de uma nova maneira, tumultuando e rompendo estruturas da música pop que outrora serviram como sua base.

As novas músicas de Apple confrontam ferimentos presentes e passados: bullying, assédio sexual, jogos mentais destrutivos, debacles românticas, seus próprios medos e compulsões e as pessoas que se aproveitaram disto. Às vezes, é um meta-álbum, lidando com inseguranças que prolongaram o seu próprio processo de gravação – Fetch the Bold Cutters é somente seu quinto álbum lançado. É uma antologia espontânea das batalhas de uma mulher contra a depressão, amantes mentirosos e lembranças tóxicas, oferecida não com autocomiseração, mas com lucidez e lampejos de raiva. Não é de admirar que ela acaba rosnando e golpeando as coisas.

A percussão define o som do álbum: bateria padrão, palmas, batidas de pés e um depósito cheio de acessórios, que vão de sinos e blocos de madeira ao que soa como bumbos gigantes de desfiles de rua. Apple já brincou antes com arranjos centralizados na percussão, em músicas como Daredevil, de Idler Wheel…, mas agora ela os institucionaliza.

Sim, vestígios de Fiona Apple como cantora-compositora pianista, apresentados meticulosamente, ainda estão aí, particularmente nas músicas de abertura do álbum. E, se ela murmura com uma solicitude sarcástica ou cantando com uma voz áspera que chega quase a um grito, ela articula cada palavra de modo claro, emotivo, e nunca perde o controle. Mas seu piano apaga e, às vezes, desaparece no decorrer do álbum, enquanto os estrondos, ruídos metálicos e surdos a envolvem.

Por outro lado, ela perverte as expectativas da forma verso-refrão-verso, quando canta falando ou cantando, às vezes deixando que refrões de Fionas superpostas – alguns melodiosos, outros apenas fala – sequestrem completamente sua música. Algumas pessoas podem ouvir essas tangentes como autocomplacência, mas eu as entendo como liberdade.

Lindsay Zoladz. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a Fiona Apple por lançar um álbum tão rico, tão premente no meio da nossa quarentena comunitária. Fetch the Bolt Cutters é definitivamente um poema que estarei sussurrando para mim mesma com uma urgência cada vez maior nas próximas semanas.

Estou abismada com essa gravação. Ouço liberdade também. Essas músicas fazem curvas fechadas de tirar o fôlego, como a repentina mudança para o maravilhoso e metálico I Want You To Love Me, que lembra Yoko Ono. É o primeiro indicador flagrante de que as outras músicas não vão se conformar às ideias patriarcais de propriedade – na maior parte do tempo, elas parecem ter diretamente por fim desafiar essas ideias.

Epic Records

Estou curiosa para saber o que sons análogos desta gravação vêm à sua mente. Ela não soa como outras coisas no catálogo de Fiona Apple – ou de algum outro –, mas tem algo de maestria e libertação que me faz lembrar da era de Hissing of Summer Lawns, de Joni Mitchell. Sempre achei que Fiona e Joni eram espíritos gêmeos, não do ponto de vista sonoro, mas mais por causa da maneira como ambas deram as costas para as trajetórias de carreira mais fáceis e, ao contrário, esculpiram seus próprios caminhos sinuosos. Acho também que suas composições com frequência fazem uma das mesmas perguntas centrais, que é se uma mulher pode ser realmente livre ao mesmo tempo em que ama os homens. Porque, apesar de todos seus momentos como Ladies, este álbum certamente tem algumas coisas a dizer sobre homens!

Pareles. Do ponto de vista sonoro, diria que esse é o seu lado Tom Waits, similar à volta que ele deu em Swordfishtrombones, quando decidiu que as usuais produções do compositor e cantor não chegavam à essência estridente, áspera das suas músicas. Mas a voz dele e a de Apple são mundos à parte.

Wesley Morris. Nunca pensei em outros artistas quando a ouvia – ela é por demais singular e se forjou sozinha. Desta vez, contudo, sinto Waits e Mitchell. Mas, na canção que dá título ao álbum, detectei Rick Lee, Jones e Beyoncé. Em outras, Nina Simone, Kate Bush, Shakira, Merrill Garbus e Lorde (Simone sempre esteve em Apple espiritualmente; esses outros são novos). Seu fraseado aqui tem uma nova escala (Jon P, você está muito certo sobre a sua articulação das palavras).

Veja For Her. A música começa com o suspiro de uma pessoa criando forças para sair da cama – ou empunhar um machado. Dura menos de três minutos e tem três partes. A primeira é uma espécie de canto que você entoa numa brincadeira com um amigo. Facts! Ela interrompe – mas num ritmo mais rápido, nervoso e sobre algo sombrio e recordado. Depois, a música se torna uma saudação tribal e uma reprimenda: “como você sabe que deveria saber, mas não sabe o que fez”. Depois, se transforma no que só posso descrever como algo espiritual que se transforma em uma torrente de lamentos.

Jon Caramanica. “Chutar-me para baixo da mesa é tudo o que você quer/mas não vou calar/não quero calar” – quando você ouve Fiona cantar isto firmemente, desafiadoramente, e de um modo um pouco divertido, não consegue esquecer. Esta, que é a quarta música, foi onde o álbum realmente se abriu para mim: Koans de jazz encontrando cantos de protesto e a doçura da música infantil.

A partir daí, fica tudo frenético: blues com batida forte em Relay (“Eu me ressinto por ter sido educada direito / Eu me ressinto por você ser alto – mas não se engane, são crimes ativos, não passivos”). E logo depois disto um soco duplo com Newspaper e Ladies, sobre o parentesco entre os que sabem o que é ser abandonado pela mesma pessoa.

Fiona canta para as pessoas magoadas: uma rede de apoio informal, invisível e talvez imaginada que se torna real no momento em que a música a traz à existência. Se você está do lado errado desta união de forças, Deus o ajude – você fez isso para si mesmo. /TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO