Oyo demite centenas no Brasil; Conta Azul enxuga um terço do time

Startup indiana de hospedagem fez corte massivo de equipe ao ser afetada pelo coronavírus; já a companhia de contabilidade foi impactada por redução de atividade de pequenas empresas

Quarto oferecido pela Oyo na zona sul de SP; empresa fez demissões que chegaram às centenas no País

O novo coronavírus não para de afetar os empregos no setor de startups aqui no Brasil. Desta vez, a onda de demissões afetou a startup indiana Oyo, que havia chegado ao País em um ano com a proposta de “digitalizar e padronizar” hotéis com seu serviço.  Bastante afetada pela redução das atividades no setor de turismo e hospedagem, a empresa confirmou ao Estado que teve de “demitir uma parcela” de seus colaboradores. 

Em comunicado, a empresa disse que a ” atual situação de pandemia afetou significativamente nossas operações. Como resultado, descobrimos que seria imprescindível tomar decisões difíceis para a sustentabilidade do negócio”. 

Questionada pela reportagem, a indiana não confirmou números das demissões – relatos em redes sociais afirmam que os cortes giraram em torno de 500 pessoas. Em fevereiro, em entrevista ao Estadoo gerente-geral da Oyo no Brasil, Henrique Weaver, afirmou que a companhia tinha um time de 700 funcionários espalhados pelo País. Uma fonte com conhecimento do tema revelou à reportagem, ainda, que o time da empresa ficaria com cerca de 150 pessoas. Segundo a fonte, que preferiu não se identificar, os cortes aconteceram em várias cidades e uma pasta no Google Drive com currículos dos funcionários em busca de recolocação já está circulando pela internet. 

Na mesma ocasião, a startup disse ter uma rede de 450 hotéis afiliados em 40 cidades diferentes, somando cerca de 12 mil quartos em todo o território nacional. 

Os ajustes da Oyo não ficaram restritos ao Brasil: em todo o mundo, a empresa decidiu reduzir os salários de um percentual considerável de seus funcionários. Em março, a empresa tinha 30 mil funcionários, mas havia decidido cortar 5 mil pessoas. Segundo o presidente executivo da empresa, Ritesh Agarwal, o coronavírus reduziu até 50% das receitas da empresa e dos níveis de ocupação, afetando bastante o caixa da empresa. 

Contabilidade

Quem também teve de fazer demissões nos últimos dias foi a startup Conta Azul, de Joinville (SC)Especializada na área de contabilidade, com softwares para gestão de pequenas empresas, a startup foi afetada pelo impacto causado pelo coronavírus no setor. Em texto publicado na rede social LinkedIn, o presidente executivo Vinicius Roveda afirmou que a empresa precisou direcionar esforços para seguir em frente. 

Vinícius Roveda, da startup Conta Azul, teve 'ajuda' do fundo americano 500 Startups
Vinícius Roveda, da startup Conta Azul, teve ‘ajuda’ do fundo americano 500 Startups

Ao todo, foram realizados 140 cortes, especialmente nas áreas de operação de vendas e expansão. Segundo a empresa, que permanece com 300 pessoas, não houve cortes nas áreas de tecnologia e antendimento ao cliente. Questionada, a startup afirmou ainda que não pretende fazer contratações em breve.

Ao todo, mais de dez startups brasileiras já tiveram de fazer cortes em suas operações em meio ao período do coronavírus – entre elas, estão os unicórnios Quinto Andar, Loft e Gympass, bem como fintechs conhecidas como Creditas e Neon. As demissões já somam pelo menos mil vagas reduzidas no setor. 

Cama de ferro: 10 ideias para usar a peça na decoração de quartos

Cheia de contornos e elegância, peça pode ser usada em diferentes estilos de decoração.
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS DIVULGAÇÃO

Quarto com cama de ferro em projeto assinado pela arquiteta Duda Senna (Foto: Lufe Gomes)

cama de ferro é mais uma das criações icônicas que resistem ao tempo. Com seus contornos únicos e traços sutis, a peça é capaz de originar ambientes de diversos estilos. Seja para os amantes da decoração rústica aos fãs do conceito industrial, o móvel tem tudo para ser o protagonista de qualquer quarto

Criada ainda no século XVIII, a cama de ferro foi idealizada para que os colchões não ficassem infestados por pragas que viviam nos modelos de madeira. Assim, a peça ganhou cada vez mais popularidade e, com o passar dos anos, se reiventou na decoração de quartos. O desenho típico e encantador faz dela um objeto muito associado ao estilo romântico, mas a verdade é que ela também pode compor ambientes modernos, clássicos ou mesmo boho

Como escolher uma cama de ferro?
Apesar da cama ser a peça principal do quarto, é o tamanho do ambiente quem define as dimensões do móvel. Lembre-se que é importante garantir um espaço de circulação. Se você já tem o colchão que será colocado no estrado, não se esqueça de ter as medidas em mãos. No caso de um novo, opte por uma compra em conjunto, já que ele precisa se encaixar perfeitamente para garantir uma base estável e confortável.

Quarto em projeto assinado pela arquiteta Cristiane Schiavoni

“Essas opções de camas são um alívio para o nosso olhar dentro de cabeceiras que estão super em alta e são lindas, mas acabam caindo sempre no mesmo, como as estofadas e de madeira. A de ferro sai um pouco do comum e podemos buscar esse estilo que remete a nossa memória afetiva, a casa da avó, era muito comum usar este modelo, mas, agora, com um visual renovado”, explica a arquiteta Cristiane Schiavoni.

A seguir, inspire-se com ideias de quarto decorados com cama de ferro:

Conto de fadas

Cama de ferro: ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)

Cheia de charme, a cama de ferro é uma das protagonistas do cômodo, com seus contornos únicos, sutis e, ao mesmo tempo, encantadores. Já a pintura geométrica na parede não está ali por acaso: ela foi o recurso utilizado por Andrea de Groot, que assina o espaço, para trazer um pouco de moderninade ao ambiente.

Só na cabeceira

Cama de ferro: ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)

As camas de ferro já foram muito usadas no passado e trazem o ar vintage que tanto amamos. Por outro lado os preços podem assustar um pouco, mas se este é o seu sonho de consumo, aposte em uma cabeceira de ferro! O efeito será bem próximo e custará menos que uma cama inteira.

Estilo comfy

00Cama de ferro: ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)

Assinado pelo escritório Apartamento 203, este quarto é a prova de que uma cama de ferro combina até com uma decoração mais leve e delicada. Não à toa, a parede de tijolinhos brancos deixa em evidência o charme (e as curvas) da cabeceira preta. Elegância pura!

Decoração artesanal

5Cama de ferro: ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Raphael Briest)

Neste quarto assinado pela arquiteta Beatriz Quinelato, a decoração artesanal é o grande destaque. Aqui, lambris e a cama de ferro trazem um visual clássico revisitado, que combina bem com a roupa de cama contemporânea. “Tínhamos uma preocupação em não deixar a decoração muito básica, por isso a mistura de elementos naturais com mobiliário sofisticado foi essencial para que houvesse o equilíbrio na medida certa”, explica a profissional. 

Casa de campo

Cama de ferro: ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Luis Gomes)

No quarto assinado pela arquiteta Patricia Cillo, a ideia foi criar um ar de campo mais moderno, usando papel de parede estampado e essa cama com cabeceira de ferro. Uma cadeira de madeira rústica cumpre a função de mesa lateral e abriga livros e outros adornos.

Confira mais ideias:

Cama de ferro: 10 ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)
Cama de ferro: 10 ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)
Cama de ferro: 10 ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)
Cama de ferro: 10 ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)
Cama de ferro: 10 ideias para usar a peça na decoração de quartos (Foto: Divulgação)

Madeira carbonizada e volumes recuados definem o chalé à beira do lago do Atelier Schwimmer em Quebec, Canadá

Por Lynne Myers

charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom
all images © adrien williams

Projetado para acomodar duas famílias e seus amigos, o Atelier Schwimmer construiu um chalé de madeira nas margens do lac brome, em quebec, canadá. Com um cenário idílico em meio à natureza, os elementos da casa são organizados para maximizar as incríveis vistas sobre a água e os picos das montanhas além.

Além de fornecer muito espaço, o cliente também queria uma casa que se tornasse um local para música, culinária e diversão em geral. o programa é dividido em dois níveis, com as funções sociais localizadas no térreo e os espaços mais privativos reservados para o nível superior. Residentes e convidados acessam o chalé da elevação voltada para o nordeste, de onde entram em uma grande sala de estar em plano aberto que leva a uma cozinha e espaço para refeições.

charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom

Para criar uma variedade de experiências espaciais, o Atelier Schwimmer empurrou e puxou as paredes da casa. isso é expresso na sala de estar como um volume alto de altura dupla, que abriga uma corda de escalada e uma enorme janela que oferece vistas deslumbrantes sobre o lago. em outros lugares, as fachadas recuadas criam espaços ao ar livre cobertos, como um terraço à beira do lago. grandes janelas de sacada verticais na frente e na traseira cortam a casa ao meio e fornecem um ‘corredor visual’ para o exterior; por dentro, isso divide o segundo andar em duas áreas para as respectivas famílias.

charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom

Esses volumes recuados também conferem ao exterior um caráter único, pois o revestimento de madeira enegrecida dá lugar a uma cor natural quente. a massa geral da casa também é projetada como uma reinterpretação de chalés vernaculares, adaptando-se aos prédios vizinhos da década de 1950, além de adicionar um toque contemporâneo.

charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom
charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom
charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom
charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom
charred timber and receding volumes define atelier schwimmer's lakeside chalet in quebec designboom

project info:

Project info:
Project type: Residential
Location: Lac-brome, Quebec, Canada
Architecture firm: Atelier Schwimmer
Director: Felix Schwimmer
Engineer: Yannick Pelletier, AGC Group
Project manager: Guillaume Dumas
Manufacturer: Dunfab
Photography: Adrien Williams

USP está entre as universidades mais comprometidas com objetivos sustentáveis da ONU

Novo ranking do Times Higher Education avalia impacto das instituições em áreas como combate à pobreza e mudanças climáticas
JULYANA OLIVEIRA | FOTO DIVULGAÇÃO

Universidade de São Paulo (USP) ocupa a 14ª posição no levantamento THE Impact Ranking, que avalia como as instituições de Ensino Superior do mundo todo estão contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em termos de pesquisa, divulgação e governança.

O ranking foi divulgado nesta quarta-feira, 22 de abril, pela consultoria britânica Times Higher Education (THE). O propósito é avaliar o comprometimento e o impacto social das ações desenvolvidas pelas universidades, enfrentando questões como desigualdade de gênero, educação de qualidade, mudanças climáticas, paz mundial e crescimento econômico.

Ao todo, foram avaliadas 766 instituições de 85 países. A primeira posição ficou com a Universidade de Auckland (Nova Zelândia), seguida da Universidade de Sydney (Austrália) e da Universidade de Western Sydney.

Na pontuação geral, a USP atingiu 93,9 pontos de um total de 100, ficando na 14ª posição. Em três dos 17 itens avaliados, entretanto, a universidade ficou entre as dez melhores instituições do mundo: 3º lugar na erradicação à pobreza, 3º lugar em energia limpa e em 10º lugar em vida terrestre. Além da USP, outras 29 universidades brasileiras foram avaliadas e quem também aparace no ranking é a Universidade Estadual de Londrina, na 91ª posição.

“Esse ranking é uma oportunidade para as universidades mostrarem como estão contribuindo para a construção de uma sociedade mais sustentável e igualitária. Tomando como exemplo a pandemia da COVID-19, a resposta da USP e de outras instituições foi imediata, contribuindo com a pesquisa para o desenvolvimento de tratamentos, remédios, vacinas e equipamentos médicos, além de administrar centros de diagnóstico e leitos hospitalares”, afirma o reitor Vahan Agopyan ao Jornal da USP.

HISTÓRICO
Este é o primeiro ano que a USP participa do THE University Impact, já que o levantamento foi publicado pela primeira vez em 2019, ainda em caráter experimental.

O ranking avalia o comprometimento das instituições em relação aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: erradicação da pobreza; fome zero; saúde e bem-estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; água potável e saneamento; energia limpa; trabalho e crescimento econômico; indústria, inovação e infraestrutura; redução das desigualdades; cidades sustentáveis; consumo e produção responsável; mudanças climáticas; vida na água; vida terrestre; paz, justiça e instituições eficazes; e parcerias e meios de implementação.

Morre Theodosina Rosário Ribeiro, primeira mulher negra vereadora de SP

Em sua carreira, a parlamentar, de 89 anos, procurou combater as desigualdades, principalmente as que cercam as mulheres e homens negros
MARIE CLAIRE

Theodosina Rosário Ribeiro (Foto: Reprodução)

Morreu aos 89 anos, nesta quarta-feira (22), Theodosina Rosário Ribeiro, a primeira mulher negra eleita para o cargo de vereadora na cidade de São Paulo. Ela foi também, advogada, professora e diretora de escola. 

Theodosina iniciou sua vida política em 1968 e, dois anos depois, tornou-se a segunda vereadora votada da capital. Quatro anos depois, a parlamentar conquistava uma cadeira na Assembleia Legislativa, como deputada estadual pelo partido MDB.

Theososina nasceu em Barretos, no interior do estado, em 1930. Cursou Letras na Universidade de Mogi das Cruzes e foi para a capital paulista trabalhar como professora. A política também atuou como diretora de escola e advogada

Em sua carreira, procurou combater as desigualdades, principalmente as que cercam as mulheres e homens negros. Theodosina não exercia mais cargo público, mas continuava atuando dando palestras sobre a importância da atividade política e também era membro da Comissão da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo.

Até o momento, a causa da morte não foi informada.

Stephan Lisowski for Harper’s Bazaar Russia with Cate Underwood

Photography: Stephan Lisowski. Stylist: Ekaterina Tabakova. Hair: Christos Bairabas. Makeup: Olga Ostapchuk. Model: Cate Underwood.

Índice de Transparência mostra quais são as marcas mais e menos transparentes do mundo

FFW

Dentro do guarda-chuva da sustentabilidade, uma das palavras-chave é a transparência. É muito difícil responsabilizar uma marca sem ter informações sobre como ela opera. Nesta semana do Fashion Revolution, o escritório global da organização publicou a quarta edição do seu Índice de Transparência, avaliando diversos quesitos das 250 maiores marcas e varejistas de vestuário do mundo com base na quantidade de informações que eles compartilham sobre suas cadeias de suprimentos, práticas ambientais e compromissos sociais. Entre elas, estão as gigantes do fast fashion H&M e Zara, as esportivas Adidas e Reebok e as do segmento de luxo, como Gucci, Valentino e Balenciaga (esse índice também é feito anualmente no Brasil desde 2018).

As 250 marcas e varejistas foram escolhidas com base em seu faturamento anual (mais de US$ 400 milhões), representando uma variedade de segmentos do mercado, como luxo, roupas esportivas, acessórios, calçados e jeans em toda a Europa, América do Norte, América do Sul, Ásia e África. “Acreditamos que a transparência é o primeiro passo para responsabilizar as principais marcas pelos impactos de suas práticas comerciais”, disse em comunicado a diretora de políticas globais do Fashion Revolution e a autora do relatório, Sarah Ditty.

A pesquisa analisa o que as marcas estão fazendo em relação a trabalho forçado, igualdade de gênero, salário digno, desperdício, circularidade, superprodução, uso de materiais mais sustentáveis, microplásticos, desmatamento, mudança climática e uso da água.

Neste ano, as cinco empresas que melhor pontuaram foram: H&M (73%), C&A (70%), Adidas e Reebok (ambas com 69%), Esprit (64%) e Patagonia e Marks Spencer (ambas com 60%). E entre as que tiveram a pontuação mais baixa, de 0%, estão Tom Ford, Dolce & Gabbana, Longchamp e Max Mara, pontuando ainda menos que fast fashions como Fashion Nova (2%) e Forever 21 (35).

No segmento de luxo, a Gucci está à frente, com uma pontuação de 48%, seguida de perto por outras marcas pertencentes ao Grupo Kering, como Balenciaga, Saint Laurent e Bottega Veneta. Já Ermenegildo Zegna foi “a primeira marca de luxo a publicar uma lista detalhada de seus fornecedores”.

Para deixar claro, o fato de uma marca pontuar alto no quesito transparência, não significa que ela é sustentável. A H&M é a mais transparente, tornando públicas as informações citadas acima, mas não significa que ela é a marca mais sustentável.

O QUE DIZ A PONTUAÇÃO

Uma empresa que atinge a pontuação da H&M (entre 71% a 80%) está divulgando a maioria de suas políticas de direitos humanos, procedimentos, metas e informações sociais e ambientais sobre seus processos de governança, além de tornar públicas listas detalhadas de fornecedores para fabricantes, fornecedores de matérias-primas como algodão, lã ou viscose. Ela também compartilha informações e dados comparativamente mais abrangentes e detalhados do que qualquer outra marca no Índice de Questões em Destaque.

Já as marcas com pontuação entre 0 e 5% não divulgam nada ou um número muito limitado de políticas, que tendem a estar relacionadas às práticas de contratação da marca ou às atividades de envolvimento da comunidade local. E aí um estilista como Tom Ford se vê encrencado, mais do que normalmente estaria apenas por se recusar a divulgar as informações de sua empresa. Ford é o atual presidente do CFDA e parece estranho para não dizer preocupante que ele esteja abaixo de uma Forever 21 em um ranking de transparência. Que tipo de mensagem ele está passando para as outras marcas do mercado americano? Ele certamente será cobrado por isso, talvez nem tanto por seus consumidores, mas pelas grifes que integram o CFDA.

Nenhuma marca jamais obteve pontuação acima de 80%, mas quando isso ocorrer, significa que elas mapeariam impactos sociais e ambientais em seu modelo de negócios financeiros e divulgariam dados amplos sobre o uso de materiais sustentáveis e forneceriam dados desagregados por sexo sobre cargos em suas próprias operações e na cadeia de suprimentos. Poderíamos encontrar informações detalhadas sobre as práticas de compra da empresa, a abordagem e o progresso da empresa no combate à escravidão moderna e aos salários dignos dos trabalhadores de sua cadeia de suprimentos. Essas marcas estariam divulgando suas emissões de carbono, uso de energia renovável e pegada hídrica de suas próprias operações até o nível de matéria-prima.

Imagine o nível de civilização de uma marca disposta a detalhar e divulgar tudo isso. Aqui no Brasil e na edição global, muitas marcas se recusam a responder o questionário de transparência do Fashion Revolution. Para as empresas que têm receio de ser transparentes por achar que não conseguirão uma boa pontuação, vale saber que esse ranking não se trata de ficar bem na fita. Sua marca naturalmente vai colher os frutos de ter uma pontuação alta e vai servir de exemplo para milhares de outras. Mas antes disso, há muito trabalho a ser feito. Olhar para dentro e rastrear todos os seus processos é um mergulho profundo e ele tem que começar de algum lugar, nem que seja do zero.

+ O índice completo e detalhado pode ser visto aqui

+ Saiba mais informações de cada marca em reação à transparência aqui no wikirate

Executivos do Apple Music oferecem almoços exclusivos em leilão beneficente

As reuniões poderão ser marcadas para até maio do ano que vem

Global Creative Director Larry Jackson

A ideia do leilão de almoço beneficente não é nem um pouco nova entre os executivos da Apple: figuras como Tim Cook e Eddy Cue já participaram de iniciativas do tipo, nas quais pessoas podem dar lances até que uma delas adquira a oportunidade de ter um almoço exclusivo com a personalidade em questão — o dinheiro, em todos os casos, é doado para uma instituição ou causa.

Agora, quem está seguindo os passos de Cook e Cue são três executivos do Apple Music: Larry Jackson (diretor criativo global), Denise Watts (chefe global de produção de conteúdo em vídeo) e Alexa Dedlow (produtora criativa de relações e parcerias artísticas).

Os três fizeram uma parceria com a instituição de caridade Pablove, dedicada a combater o câncer infantil e a ajudar crianças acometidas pela doença a viverem mais confortáveis e felizes. Cada um deles está leiloando um almoço exclusivo de 30 minutos — os de Jackson e Dedlow valem para duas pessoas, enquanto o de Watts é pensado para apenas um convidado.

Os almoços em questão ocorrerão em local privado, selecionado pela equipe do executivo, e serão marcados para datas livres na agenda da figura em questão. Com a pandemia do Coronavírus (COVID-19), as reuniões poderão ser marcadas até maio do ano que vem.

Os leilões já estão ativos no site Charitybuzz [JacksonWatts e Dedlow] e correrão pelos próximos 15 dias — há, ainda, a oportunidade de dar lances em reuniões com a banda Pentatonixo executivo Ezekiel “Zeke” Lewis e várias outras personalidades do mundo da mídia; essa página mostra todos os leilões disponíveis.

VIA IMORE

Pesquisadores suíços estão criando app que identifica pacientes com Covid-19 pelo som da tosse

A ideia surgiu após relatos médicos sobre a diferença perceptível no som da tosse de pessoas infectadas com coronavírus
JULYANA OLIVEIRA | FOTO GETTY IMAGES

Pacientes com Covid-19 possuem tosse diferente de outras doenças

Os novos usos da Inteligência Artifical (IA) não cansam de nos surpreender. Graças à ela, em breve, os smartphones serão capazes de identificar pacientes infectados com coronavírus. Pelo menos, é neste aplicativo que um grupo de pesquisadores da universidade suíça École Polytechnique Fédérale de Lausanne está trabalhando.

A ideia do app surgiu após relatos de médicos e profissionais da saúde que notaram uma diferença importante no som da tosse que pessoas com Covid-19 — um chiado no final da respiração, que não é percebido em outras doenças. “Nós temos muito contato com médicos, e eles nos contaram que, quase sempre, conseguem identificar os pacientes com coronavírus pela tosse”, contou Tomas Teijeiro, um dos pesquisadores do app, ao Business Insider.

Nomeado de “Coughvid”, o aplicativo está em fase de desenvolvimento. Os cientistas estão recolhendo mais de 15 mil áudios de tosse, sendo mil de pessoas com Covid-19. A ideia é criar um banco de dados extenso no app, para que ele possa ser uma ferramenta de fácil acesso que indicará se o paciente necessita fazer um teste para a doença ou não.

Apesar de uma solução incrível e acessível, Teijeiro acredita que os próximos dois meses ainda serão dedicados apenas à construção desta base de dados. Por enquanto, o app não tem data de lançamento. Ainda assim, é uma grande inspiração sobre como podemos utilizar ferramentas já existentes para desenvolver novas soluções.