5 dicas de limpeza e organização dos seus cosméticos para colocar em prática já

O beauty expert Rosman Braz dá dicas de como guardar, limpar e usar com sabedoria seu arsenal de make
LUIZA SOUZA (@LUIZAMSOUZA)

(Foto: Reprodução)

Quarentena em casa, é hora de arrumar e limpar seus cosméticos de uma vez por todas. Além de tirar de circulação produtos com a validade vencida e aqueles que não estão mais em uso (doar é a palavra da vez!), baixar a Marie Kondo também na sua área de beleza e bem-estar pode fazer maravilhas para a sua vida. Aprenda alguns truques para levar para a vida também pós quarentena

Limpeza em dia
Ok, você está cansada de saber que precisa lavar os pinceis. Mas qual a frequência certa? “Se você os usa diariamente, deve lavá-los a cada semana”, ensina Rosman. Se não, o espaçamento pode ser um pouco maior. A dica de ouro aqui é não ficar esfregando e apertando o pincel na hora do “banho” (ele indica usar xampu de bebê a água fria). “Faça movimento de vai e vem com delicadeza”. Para secar, deixe os cabos em cima da toalha na pia, com as fibras secando sem estar em contato com a mesma.” Nécessaires e gavetas não devem guardar pinceis e esponjas – o ideal é deixá-los sempre de pé. As embalagens em geral devem ser limpas com um pano úmido embebido em álcool.

Batom: pessoal e intransferível
Tudo bem que não estamos saindo e encontrando muita gente. Mas a dica é boa e vale se você vive com outras pessoas: “não empreste seu batom, nunca! É onde vivem milhares de bactérias”. Se acontecer, sem pânico. Limpe a bala com um papel com álcool e vida que segue.

Toalha amiga
Para evitar sujar e contaminar as embalagens de seus produtos enquanto faz a automaquiagem, deixe uma toalha de rosto úmida na bancada. “A cada aplicação, principalmente das makes cremosas e iluminadores, passe o dedo ali. Fica tudo mais limpo e higiênico”, ensina o expert.

Separe os produtos por função
“A melhor forma de separar os produtos é por tipo”, diz. Quanto mais nichado forem suas caixas e gavetas, menos tempo você perderá na hora de se arrumar. “Usar caixas e separadores próprios também ajudam na organização. Gaveteiros também são uma boa ideia”, ensina Rosman.

Label it!
Dica de salão profissional: etiquete suas gavetas, móveis e caixas para de longe já saber o que está aonde. “Fazendo isso, você economiza no tempo de encontrar e continua mantendo a ordem mesmo com o passar dos meses. Nada mais desagradável que abrir uma caixa nomeada e encontrar outra coisa dentro”, diz o expert.

Por dentro da casa da modelo Indira Scott para uma noite perfeita | Vogue Paris

Neste episódio de Perfect Night In, a modelo Indira Scott convida Vogue para sua casa em Nova York para uma noite de autocuidado, meditação e um desfile em casa.

Director – Andrew Rothschild
Director of Photograhpy – Alan Jensen
New York Production – Lolly Would
Stylist Assistant – Dylan Reissner
Makeup Artist – Porsche Cooper
Hair Stylist – Ro Morgan at The Wall Group
Manicurist – Ada Yeung at Bridge Artists

Lojas se unem para evitar remarcação muito cedo e adiam liquidação

Moda nacional planeja mudanças para a volta da quarentena: em carta que será divulgada na segunda-feira (27.04), a ABEST propõe mudanças das datas de venda para o atacado e de liquidações (essa última permanentemente)
VÍVIAN SOTOCÓRNO

Coleção de inverno da Isolda, uma das marcas que integram a Associação Brasileira de Estilistas (Abest) (Foto: Reprodução/Instagram) )

Com lojas físicas fechadas, o que fazer com a coleção de inverno que estaria à venda agora? Como fica a venda da coleção de verão 2020/21 para o atacado, se os showrooms deveriam acontecer neste mês de maio? A quarentena, que se iniciou em 24.03 no Brasil para tentar barrar o aumento de casos do novo coronavírus no País, tem deixado lojistas e marcas de moda extremamente angustiados – não apenas com a falta de fluxo de caixa mas com o que deve ser feito, assim que os endereços reabrirem, com a coleção que deveria ter sido vendida durante esse período.

Para discutir tais indagações, a ABEST (Associação Brasileira de Estilistas), que reúne mais de 120 marcas e designers, se reuniu no dia de ontem (23.04) com sete dos maiores showrooms brasileiros (Salão Casamoda, Contemporâneo Business, Feira TM Fashion, Maria Eugenia Showroom, Conceito +, Novo Showroom e Fashionroom) para traçar um plano emergencial. As medidas, que contemplam mudanças nas datas de showroom para o atacado das duas próximas coleções, alterações das datas imediatas de liquidações e também uma sugestão permanente de mudança do calendário do varejo, serão divulgadas em carta aberta na próxima segunda-feira (27.04), da qual Vogue teve acesso antecipado exclusivo.

Coleção de inverno da Lilly Sarti, uma das marcas que integram a Associação Brasileira de Estilistas (Abest)(Foto: Reprodução/Instagram)

Referente aos showrooms, a proposta da ABEST, que já conta com a adesão dos sete empreendimentos que participaram da reunião e terá apoio de Paulo Borges e do SPFW, é que os showrooms que aconteceriam no mês de maio sejam adiados para o período entre a segunda quinzena de junho e o dia 10 de julho. Já os showrooms para o inverno 2021 irão ocorrer na segunda quinzena de novembro.

Roberto Davidowicz (Foto: Vogue Brasil)
Roberto Davidowicz (Foto: Vogue Brasil)

A medida temporária se estende também às liquidações. As lojas foram fechadas quando haviam acabado de receber as coleções nacionais de inverno, que tradicionalmente são liquidadas em julho. A recomendação da ABEST é que as peças sejam vendidas a preço cheio até o fim de julho – e a liquidação, nesta temporada, só aconteça em agosto. “É um calendário sugerido para que o negócio de moda seja sadio. Não adianta se desesperar e sair queimando a coleção de inverno. Se for necessário, nossa sugestão é que sejam aplicadas promoções, oferecendo descontos de 10, 15 ou 20% atrelados ao volume de compra”, diz Roberto Davidowicz, vice-presidente da ABEST e dono da marca UMA. Vale lembrar que, remarcações assim que as lojas forem reabertas podem até significar um fluxo imediato de caixa, mas trataria-se de um enorme prejuízo ao pensar que a coleção inteira seria vendida sem lucro. Já para as liquidações do próximo verão, que chegariam às lojas a partir de setembro, a orientação é que aconteçam apenas em fevereiro, e não em janeiro. As mais de 120 marcas que integram a ABEST serão convidadas a aderir à medida, assim como shoppings centers e toda a moda nacional. “Tenho conversado com inúmeras marcas, clientes e lojistas e nossa ideia é apenas organizar o que todos já estavam pensando”, diz Roberto. “Esse tipo de discussão é muito importante e necessária, mas o que estamos vivendo também é consequênca da falta de valorização de um processo. O consumidor não tem ideia de quanto custa fazer uma roupa no Brasil e por isso acha que paga caro em uma peça, o que acaba gerando as liquidações. É preciso ter mais transparência desses custos: o tamanho do imposto, o valor da mão de obra… Para que o consumidor de fato entenda o preço de uma peça de roupa”, complementa Paulo Borges, criador do SPFW.

A proposta da ABEST, porém, vai além: a ideia é sugerir que tal calendário de liquidações seja adotado de maneira definitiva. Muito se vem falando sobre como a pandemia veio para acelerar mudanças e discussões que já estavam em curso – e uma delas é justamente o calendário do varejo, que já vinha apresentando sinais de colapso há tempos. Marcas e lojistas já reclamavam sobre o ritmo dos sales, que começavam cada vez mais cedo e duravam cada vez mais tempo. Com as liquidações de inverno se iniciando ainda em junho (sendo que o frio de fato só chegou à maior parte do País em julho), praticamente nenhum casaco mais era vendido a preço cheio no Brasil. “Esta é uma oportunidade para mudar algo que há muito precisava ser mudado”, finaliza Roberto.

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Coleção de inverno da Sissa, uma das marcas que integram a Associação Brasileira de Estilistas (Abest) (Foto: Reprodução/Instagram)
Em 2020, devido à pandemia, a proposta da ABEST é que as vendas no atacado aconteçam nas seguintes datas  (Foto: Vogue Brasil)
Em 2020, devido à pandemia, a proposta da ABEST é que as vendas no atacado aconteçam nas seguintes datas (Foto: Vogue Brasil)

Steven Popovich for Grazia Australia with Valerie Wetmore and Jessica Clarke

Photography: Steven Popovich. Creative Direction: Dané Stojanovicmarnelenoir. Styling: Kim Payne. Hair: Bradwyn Jones. Makeup: Katie Angus. Model: Valerie Wetmore & Jessica Clarke.

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Scape Mag é lançada com ensaios inspirados em personagens que transgrediram na nossa cultura

A quarta edição  da revista Scape está sendo lançada no perfil da revista no Instagram nesta sexta (24.04). Ela nasceu do desejo de pensar, elaborar, criar imagens e promover diálogo entre a moda contemporânea e personagens lendários que revolucionaram a história da cultura brasileira. “Estamos vivendo um momento difícil em nosso país: político, econômico e principalmente cultural. Por isso decidimos lembrar os personagens que transgrediram e ajudaram a construir nossa cultura”, diz o fotógrafo Adriano Damas, fundador da revista.

Lampião e Maria Bonita, Zumbi dos Palmares, Dona Beija, Madame Satã,
Xica da Silva, Mutantes, Paraguaçu, Aritana e o nosso Cacau e o Açaí foram
os personagens escolhidos como norte criativo dos profissionais. Participam desta edição os stylists Paulo Martinez, Flavia Pommianosky e Davi Ramos, Larissa Luchesse e Maika Mano; e os maquiadores Daniel Hernandez, Robert Estevão, Helder Rodrigues, Marcos Costa e Raul Mello.

O projeto é fruto do esforço coletivo de fotógrafos, stylists, estilistas, cenógrafos, editores de moda, maquiadores, modelos, agências, produtores e outros criativos do mercado.

A revista já estava pronta para ir para a gráfica quando começou o período de isolamento, então quando passar a quarentena, uma versão impressa poderá ser encontrada na livraria Prince Books. As images são lindas, vale à pena passar lá para ver!

Victoria’s Secret vai à justiça para garantir sua venda

Adaptações da marca de lingerie por causa do coronavírus viraram argumento para negócio ser paralisado
E-INVESTIDOR
einvestidor@estadao.com

Empresa vai à Justiça para poder ser vendida

(Sapna Maheshwari, WP Bloomberg) – O plano de vender a Victoria’s Secret a um investidor de private equity parece estar com problemas, com o comprador dizendo na quarta-feira (22) que queria encerrar o negócio por causa da resposta da cadeia de varejo à pandemia de coronavírus. A Sycamore Partners, que concordou em comprar a maioria da Victoria’s Secret de seu proprietário em apuros, L Brands, em fevereiro, discutiu o caso em um processo judicial em Delaware. A ação fez com que as ações da empresa despencassem cerca de 20% antes que a negociação das ações fosse temporariamente interrompida.

A L Brands, que também é dona da Bath & Body Works, disse em comunicado que acredita que a tentativa da Sycamore de encerrar a aquisição é “inválida” e que planeja “defender vigorosamente a ação” e trabalhar para fechar o negócio. A empresa decidiu processar o comprador para manter o negócio.

“As partes concordaram que a Sycamore absorveria o risco de qualquer impacto adverso imposto por algo como uma pandemia. O acordo traz expressamente os termos ‘impactos resultantes de uma pandemia’”, registra a empresa no processo.

A crise da saúde pública, que atingiu especialmente as cadeias de roupas, forçou os varejistas não essenciais a fechar lojas, cortar salários corporativos e dispensar funcionários. A Sycamore apontou essas ações como evidência de que a L Brands havia violado os termos do seu contrato, incluindo a obrigação de conduzir os negócios como sempre e de se abster de alterar “quaisquer políticas, práticas, princípios ou metodologias de gerenciamento de caixa”.

“Até o fechamento, a L Brands é obrigada a operar os negócios da Victoria’s Secret no curso normal, de acordo com as práticas anteriores”, disse Stefan Kaluzny, co-fundador e chefe da Sycamore, em uma carta à L Brands, incluída no documento. “Infelizmente, a L Brands não conseguiu fazer isso de várias maneiras que danificaram material e irreparavelmente os negócios da Victoria’s Secret”.

Ele acrescentou: “Embora reconheçamos que a pandemia de COVID-19 é uma tragédia internacional e uma emergência de saúde, estamos igualmente certos de que não desculpa o desempenho das obrigações da L Brands sob as obrigações do contrato de transação que a L Brands violou material e incuravelmente.”

Sycamore pagaria US$ 525 milhões por 55% da Victoria’s Secret

A Sycamore planejava comprar 55% da Victoria’s Secret por US$ 525 milhões, e a transação era esperada para fechar no segundo trimestre. A L Brands consistiria na Bath & Body Works e continuaria sendo uma empresa pública.

A transação teve implicações maiores para a L Brands e sua executiva-chefe, Leslie H. Wexner. O magnata do varejo transformou a Victoria’s Secret em uma potência global em lingerie antes de enfrentar sérias questões sobre sua liderança, com base na cultura interna da empresa e em seu relacionamento com o investidor Jeffrey Epstein.

A venda proporcionou uma saída para Wexner, que havia sido alvo de críticas intensas no crepúsculo de uma carreira de outra maneira conhecida. Esperava-se que Wexner, 82 anos, deixasse o cargo de CEO e presidente após o fechamento da venda e manteria um assento no conselho da L Brands como presidente emérito. No mês passado, a empresa nomeou uma nova presidente, Sarah Nash, que começaria o papel após a venda da Victoria’s Secret. Nash é a executiva-chefe da Novagard Solutions e foi banqueira de investimentos por muito tempo no JPMorgan Chase.

“Nesse momento, avaliaríamos a probabilidade de fechamento da transação como baixa, embora esperemos que possa haver uma taxa de quebra paga pela Sycamore à L Brands”, escreveu Jamie Merriman, analista de varejo da Bernstein Research, na quarta-feira.

A dissolução do acordo significaria que a L Brands terá menos dinheiro disponível, sem o pagamento de US$ 525 milhões da Sycamore, e manterá obrigações, incluindo aproximadamente US$ 2,5 bilhões em obrigações de arrendamento, ela escreveu.

Kaluzny e sua empresa vêm comprando varejistas angustiados há anos. A Sycamore comprou a Hot Topic, Talbots e Staples e adquiriu ativos de varejistas falidos como Coldwater Creek.

Em seu registro, a Sycamore criticou ações específicas tomadas pela L Brands, incluindo a concessão da maioria dos funcionários da Victoria’s Secret e o corte dos salários dos funcionários seniores, bem como a falta de pagamentos de aluguel da empresa em abril para as lojas de varejo dos EUA e seu “estoque de mercadorias de valor muito reduzido.”

Décor do dia: lavanderia pequena e organizada com armário embutido

Decoração minimalista é um dos truques escolhidos pela designer Jillian Dinkel para fazer o espaço pequeno render
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS DIVULGAÇÃO

Décor do dia: lavanderia pequena e organizada com armário embutido (Foto: Divulgação)

Ter uma lavanderia pequena e organizada parece um sonho distante para muitos, mas acredite: isso não é uma missão impossível! Nesta casa, por exemplo, a designer de interiores Jillian Dinkel driblou a metragem enxuta com soluções espertas de marcenaria e truques para otimizar o espaço ao máximo. Entre os destaques, um armário embutido tira proveito do pé-direito alto. Com local para armazenamento disponível do chão ao teto, fica mais fácil guardar produtos de limpeza e manter a casa sempre em ordem. Outro recurso utilizado pela profissional foi a escolha de uma decoração minimalista. Apenas o essencial marca presença no espaço, que ainda assim não abre mão de beleza e sofisticação. Adoramos!

Como o coronavírus transformou os planos do SoftBank em ilusão

Interrupção de atividades econômicas em muitos setores agravou crise do Vision Fund, fundo de US$ 100 bilhões arregimentado pelo presidente executivo do grupo japonês, Masayoshi Son
Por Agências – Reuters

600Masayoshi Son, presidente executivo do SoftBank: apostas erradas

O sonho do fundador do SoftBankMasayoshi Son, de ter um império global de tecnologia está desmoronando. O Vision Fund, sua iniciativa de US$ 100 bilhões que apostava em empresas que usariam inteligência artificial para mudar o mundo, já vinha tendo problemas no passado. Agora, com a crise do coronavírus, a angústia com as grandes apostas feitas pela empresa causa ainda mais dor. Segundo uma análise da Reuters, mais da metade do capital do fundo está em startups que sofrem com o impacto do vírus ou mostravam dificuldades antes do surto. 

Com o isolamento social, o gasto das pessoas em aplicativos de transporte, como o Uber, caiu mais de 50%. O SoftBank tem várias empresas do tipo em seu portfólio – caso da americana, mas também da chinesa Didi, que é dona da brasileira 99, por exemplo. Além disso, seis startups apoiadas pelo SoftBank postergaram para o ano que vem os planos de abrir seu capital. 

O conglomerado japonês já sinalizou uma perda de 1,8 trilhão de ienes (US$ 17 bilhões) no fundo para o ano até março – durante o qual a aposta “intuitiva” de Son na WeWork implodiu espetacularmente – abalando apoiadores do Oriente Médio que bancaram grande parte do dinheiro do fundo.

Embora muitos problemas no portfólio das empresas datem antes da pandemia, o colapso econômico resultante expôs o que os críticos chamam há muito tempo de uma estratégia extraordinariamente arriscada de aplicar grandes somas em negócios sem trajetória consolidada, na expectativa de que isso lhes permitisse dominar grandes novos mercados.

“O Vision Fund está uma bagunça. Trata-se de um caso em que uma organização com muito dinheiro saiu investindo sem a devida diligência”, disse Joe Bauernfreund, presidente executivo da Asset Value Investors, que tem ações do SoftBank.

Son transformou o SoftBank em investidor de tecnologia nos últimos três anos e criou o maior fundo de investimento em startups de estágio avançado do mundo no Vision Fund. Certamente, alguns investimentos estão indo melhor, mas os exemplos são escassos, pois a pandemia aumenta os problemas. A dor é particularmente forte nos transportes e no setor imobiliário, que representam US$ 43 bilhões em investimentos e incluem a empresa de compartilhamento de carros Getaround, o vendedor de imóveis OpenDoor e a corretora imobiliária Compass.

As restrições de circulação em todo o mundo chegaram ao mercado para as quatro principais empresas de transporte público do portfólio, com a Ola da Índia suspendendo as operações nas cidades da Grã-Bretanha, Austrália e Nova Zelândia, disseram três pessoas com conhecimento do assunto.

O SoftBank e a Ola se recusaram a dar declarações sobre a situação.

O Uber, cujas ações estão 40% abaixo do preço de oferta pública inicial de ações de 2019, disse no mês passado que tinha reservas de caixa suficientes para enfrentar a crise. A Grab, do sudeste asiático, disse que seu negócio de entrega de alimentos está indo bem. A Didi, da China, não quis comentar.

O fundo não inclui todos os US$ 13 bilhões investidos pelo próprio SoftBank na startup WeWork, ou a aposta do SoftBank na operadora de satélites OneWeb, que entrou com pedido de falência no mês passado.

Entre as startups apoiadas pelo SoftBank, pelo menos seis adiaram os planos de abertura de capital para 2021, incluindo a BigCommerce, que fornece sites de comércio eletrônico para empresas como a Toyota e a Sony, segundo três pessoas que não estavam autorizadas a falar com a mídia e pediram para não ser identificadas.

O Vision Fund apostou na DoorDash, uma startup de entrega de alimentos dos Estados Unidos que confidencialmente entrou com pedido de abertura de IPO, mas também está reavaliando esse plano, devido à volatilidade do mercado de capitais, disse uma quarta pessoa. A DoorDash se recusou a comentar. A BigCommerce não respondeu a solicitação de entrevista.

Abertura de capital

Ver startups conseguindo abrir seu capital (IPO, na sigla em inglês) são um meio vital de aumentar os recursos do Vision Fund, que além do SoftBank, tem investidores como o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF, na sigla em inglês) e a Mubadala de Abu Dhabi. Ambos receberão dividendos caso os IPOs sigam em frente – um acordo incomum para esse fundo.

O PIF e a Mubadala nas últimas semanas expressaram nova preocupação com o desempenho do fundo e sua capacidade de pagar dividendos, disseram duas pessoas diretamente cientes das conversas.”Como parceiros com uma visão de longo prazo, discutimos (com o SoftBank) as melhores maneiras de otimizar o desempenho do fundo, pois todos enfrentamos esses difíceis tempos econômicos”, disse um porta-voz da Mubadala. O PIF se recusou a fazer comentários.

Contrapartida

Consumidores em casa devido às restrições de movimento trouxeram ao portfólio alguns pontos positivos. Por exemplo, o uso do aplicativo de vídeo curto TikTok está aumentando, com a operadora chinesa Bytedance comprometendo-se a quase dobrar o número de funcionários até o final do ano. Os pedidos subiram na empresa de comércio eletrônico sul-coreana Coupang, e as ações da plataforma de atendimento médico da Ping An Good Doctor da China dobraram de preço neste ano.

No geral, desde que as startups tenham dinheiro suficiente para enfrentar a crise, a recuperação poderá ocorrer, disseram especialistas. Mas os pontos positivos são escassos. A startup indiana de hotéis Oyo é um exemplo da abordagem de Son de fornecer grandes somas para a rápida expansão antes que a empresa provasse que poderia ganhar dinheiro. Desde então, as restrições de movimento precipitaram o colapso da indústria global de viagens.

A Oyo voltou atrás nas garantias de receita de hotéis que estão no centro de seu modelo de negócios, alegando força maior, e está ajustando a força de trabalho e diminuindo a expansão, disseram as três pessoas. A Oyo não quis comentar a situação. 

Reputação

As credenciais de investidor do presidente executivo Son se baseiam em uma aposta antecipada na líder chinesa de comércio eletrônico Alibaba. No entanto, o bilionário teve uma série de contratempos, incluindo o resgate da WeWork após uma tentativa fracassada de abertura de capital. As startups de todo o portfólio têm se esforçado para demonstrar caminhos para a lucratividade ou adotaram medidas como cortar funcionários, pois a rápida expansão alimentada por dinheiro da SoftBank chegou ao fim.

Com as perdas estimadas do Vision Fund, analistas disseram que seus investimentos agora estão provavelmente avaliados abaixo do custo. Além disso, os problemas deixaram os planos de Son de arrecadar um segundo megafundo em frangalhos.Os financiadores e as partes interessadas do SoftBank, incluindo a ativista e gerenciadora de investimentos americana Elliott Management, pediram um comitê no conselho para supervisionar os grandes investimentos de Son, disseram as pessoas.

“Não acho que o Vision Fund tenha funcionado da maneira que muitos esperavam”, disse o parceiro de risco Ben Narasin, da New Enterprise Associates. “Em alguns casos, é uma questão em aberto se as apostas (do SoftBank) fizeram sentido conforme estabelecido. Outras foram certeiras, mas provavelmente serão prejudicadas pelas novas realidades devido à covid-19.”

O impacto econômico do vírus excedeu em muito o que o fundo esperava nos primeiros dias do surto, disse um parceiro do Vision Fund sob condição de anonimato. “Em novembro, o SoftBank indicou que cerca de 15 das empresas do Vision Fund provavelmente iriam à falência. Claramente, o mundo mudou desde novembro”, disse Chris Lane, analista da Sanford C. Bernstein, que continua otimista com as ações do SoftBank. “Não me surpreenderia se cerca de 30 delas falirem.” / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA