Skim Milk + MINISTRY Capsule Collection

A marca esquisita de arte de Los Angeles, Skim Milk acaba de lançar uma colaboração com as lendas industriais / metálicas, MINISTRY. A colaboração utiliza obras de arte clássicas de álbuns e algumas paródias engraçadas para fornecer a combinação perfeita de estética para camisetas, boné e calções de banho malucos que serão perfeitos quando a pandemia terminar. O modelo de tendência da Gucci, Dani Miller, e Sean Powell, da banda punk, Surfbort modelaram os itens e a Skim Milk lançou um engraçado anúncio em vídeo para a colaboração dirigida por Ben Floss. As coleções estão disponíveis agora exclusivamente no site da Skim Milk.

Gabriela Pugliesi faz festa na quarentena durante pandemia, causa revolta e pede desculpas

Gabriela Pugliesi postou fotos e vídeos de uma festa que fez em casa, no sábado (25), e foi criticada nas redes sociais

Gabriela Pugliesi (Foto: Reprodução/Instagram)

Gabriela Pugliesi pediu desculpas nas redes sociais por ter feito uma festa na noite do sábado (25), reunindo amigos em casa. A influenciadora havia feito uma séria de posts nos stories durante a madrugada e depois apagou.

Gabriela foi uma das primeiras famosas infectadas pelo novo coronavírus – o contágio aconteceu na festa de casamento da irmã da influenciadora, onde também se contaminaram Preta Gil e Fernanda Paes Leme.

Ainda assim, Gabriela manteve vídeos em que aparecia bebendo, falando palavrão e ouvindo música alta, com a voz de outras pessoas ao fundo do registro. A celebração teria sido para dar boas-vindas à Mari Gonzalez, que foi eliminada do BBB 20 essa semana.

“Eu só estou fazendo esse vídeo para pedir desculpas, do fundo do meu coração. Ontem eu juntei meia duzia de amigos aqui em casa, a gente pediu comida, bebeu. Eu me passei, postei, falei besteira”, admitiu.

“Enfim, estou extremamente arrependida, estou mal comigo mesma, fui irresponsável, imatura, e mais uma vez quero pedir desculpas. Errei porque não é para juntar gente em casa, porque tem gente passando dificuldade, porque é ofensivo, não ajuda ninguém nesse momento”, ponderou.

“A quarentena está difícil para mim, mas sei que está muito mais difícil para outras pessoas. E eu que me proponho sempre a falar sobre como a vida pode ser maravilhosa, tenho que ter responsabilidade sobre o que eu falo, sobre o que eu faço, sobre o que eu posto. Então, queria pedir desculpas do fundo do meu coração”, concluiu.

Gabriela Pugliesi postou fotos de festa e depois deletou os registros (Foto: Reprodução/Instagram)

Tata Werneck deixou um comentário na publicação de Pugliesi e chamou atenção pela “bronca” na influenciadora. “Gabriela, você vai me achar uma babaca depois desse comentário. Mas eu acho menos importante isso do que alertar as pessoas. Tão pedindo caminhão pros hospitais. Porque tá um caos”, reforçou a apresentadora.

“Minha prima médica (que pegou) chega chorando em casa. Porque eles já têm que escolher quem salvar. Você já teve. Está teoricamente ‘imune’. Eu acho que essa atitude, ainda mais pra um monte de gente que te segue e se inspira na sua vida saudável foi inadmissível”, afirmou Tata.

No Twitter, uma das marcas que tem Gabriela como parceira de divulgação afirmou que cancelaria o contrato com a influenciadora. “Não incentivamos atitudes que possam colocar a saúde de qualquer pessoa em risco, assim, estamos suspendendo todas as ações que tínhamos programadas com a influenciadora e adiantamos que esse é nosso posicionamento em qualquer outra situação similar”, afirmou o perfil. Depois dessa, outras marcas parceiras afirmaram que vão cancelar contratos com a influenciadora.

Assista ao vídeo:

Confira ensaio de moda com Camila Pitanga

A atriz posa para as lentes do fotografo Fernando Tomaz em editorial inspirado em obras de arte

Camila Pitanga usa Fernanda Yamamoto Foto: Fernando Tomaz / Foto: Fernando Tomaz | Styling: Leandro Porto | Edição de moda: Patricia Tremblais | Beleza: Krisna Carvalho | Assistência de fotografia: Carlos Ximenes e Vinícius Corrêa | Produção de moda: Maria Antonia Valladares | Assistência de beleza: Arthur Lordelo | Set designer: João Arpi | Assistência de set design: Diego Terçarioli, Matheus Terçarioli e Pietra Perrone | Camareira: Olivia Barbosa | Produção executiva: Matheus Martins | Tratamento de imagem: Chico Duarte | Agradecimento: Tintas Eucatex | Direção de arte: Dushka Tanka e Mayu Tanaka
Vestido Carolina Herrera e calça Emilio Pucci Foto: Fernando Tomaz / Foto: Fernando Tomaz
Vestido Lino Villaventura Foto: Fernando Tomaz / Foto: Fernando Tomaz
Vestido Apartamento 03 Foto: Fernando Tomaz / Foto: Fernando Tomaz
Saia Modem e calça Carolina Herrera Foto: Fernando Tomaz / Foto: Fernando Tomaz
Vestido Loulou na Farfetch Foto: Fernando Tomaz / Foto: Fernando Tomaz
Vestido Gucci Foto: Fernando Tomaz / Foto: Fernando Tomaz

Mathieu Puga Exclusively for Fashion Editorials with Sasha Rudakova

Mathieu Puga Exclusively for Fashion Editorials with Sasha Rudakova

Kim Kardashian é detonada nas redes após celebrar quarentena em família

A socialite perguntou aos fãs qual eles consideram “a coisa favorita da quarentena”
MONET-NET

A foto compartilhada pela socialite Kim Kardashian que veio acompanhada da pergunta sobre o momento favorito das fãs durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus (Foto: Instagram)

A socialite Kim Kardashian vem sendo alvo de críticas enfáticas nas redes sociais após celebrar no Instagram seu período de distanciamento decorrente da pandemia do novo coronavírus na companhia de companhia de sua família.

O espaço de comentários da foto mais recente da celebridade, com ela e a filha de seis anos, North, está repleto de críticas que a chamam de insensível durante um momento tão dramático para a população mundial.

O questionamento feito por Kim Kardashian aos fãs sobre o momento favorito da quarentena (Foto: Instagram)
O questionamento feito por Kim Kardashian aos fãs sobre o momento favorito da quarentena (Foto: Instagram)

“Qual é a sua coisa favorita da quarentena? A minha é ficar com os meus bebês 24 horas por dia, sete dias por semana”, escreveu a celebridade de 39 anos na legenda de seu post.

Na imagem, ela e North aparecem encarando a câmera, com ela fazendo biquinho com os lábios enquanto sua primogênita posa ao lado.

Kim Kardashian e Kanye West com os quatro filhos (Foto: Instagram)
Kim Kardashian e Kanye West com os quatro filhos (Foto: Instagram)

“Kim, há pessoas morrendo por aí”, escreveu uma pessoa no espaço de comentários do post. “Não há nada de legal nessa quarentena, estamos vivendo uma tragédia”, afirmou outra. “Sério? ‘Coisa favorita da quarentena’?”, retrucou uma terceira.

A esposa do rapper Kanye West não respondeu a nenhum dos questionamentos e das críticas em seu post até o momento. Além de North, Kim e o marido ainda são pais de Saint (4 anos), Chicago (2 anos) e Psalm (11 meses).

A socialite Kim Kardashian (Foto: Instagram)
A socialite Kim Kardashian (Foto: Instagram)

‘Basta um peteleco para o seu castelo de cartas cair’, diz Taís Araújo

Em casa com o marido e os filhos, a atriz chora ao falar dos aprendizados e angústias da quarentena
Mônica Bergamo

Taís Araújo é fotografada pelo marido, Lázaro Ramos, no jardim de sua casa, em Humaitá, no Rio Foto Lázaro Ramos Lázaro Ramos

A atriz Taís Araujo se lembra perfeitamente do dia em que tudo mudou por causa do novo coronavírus. Era 12 de março e ela se preparava para viajar aos EUA com o marido, Lázaro Ramos.

A vida andava em alta velocidade. Taís era uma das estrelas da novela “Amor de Mãe”, da TV Globo. Ele lançaria o filme “Medida Provisória” no SXSW Film Festival, no Texas.

“A gente estava super feliz. Pensamos ‘vai ser ótimo pegar um aviãozinho, ver outras pessoas, outros ambientes’. E o evento ia ser importante para ele [Lázaro]”, relembra ela.

De repente, eles tiveram que pisar no freio: o festival, como milhares no mundo, tinha sido cancelado por causa da disseminação da Covid-19.

Os dois tentaram seguir, em menor velocidade. Pegaram os filhos João Vicente, 8, e Maria Antônia, 5, e passaram o fim de semana em Paraty, no Rio. Mas as informações começaram a despencar na cabeça do casal: o Brasil já registrava 77 casos confirmados da Covid-19, e 1.400 suspeitos.

Lázaro começou a ficar preocupado. “Pede para o Zé [José Luiz Villamarim, diretor de “Amor de Mãe”] parar de gravar.” Nem precisou. No domingo (15), o diretor ligou para Taís: a novela estava suspensa. E o mundo finalmente parou —ou o mundo que Taís, e milhares de brasileiros, conhecia até então.

“Neste dia, eu percebi que a coisa era séria. Porque a gente nunca deixa de gravar uma novela. A gente fica doente e vai gravar doente”, relembra.

O casal e as crianças entraram em casa e nunca mais saíram —foram apenas uma vez de carro à TV Globo para tomar vacina contra a gripe.

Taís ajeita a câmera do Zoom para falar com a coluna. Está de cabelo preso, sem maquiagem alguma, em seu quarto. As mãos estão com marcas vermelhas e roxas, de tanto lavar roupas e louças.

“Não tá fácil”, diz a atriz. A residência do casal, em Humaitá, no Rio, tem cinco suítes. Quatro funcionários trabalham lá. Todos estão de quarentena, recebendo seus salários.

Na conversa, Taís se diverte, ri. Mas também chora.

A CASA

Estamos só eu, Lázaro e as crianças, há 33 dias sozinhos [neste domingo serão 41 dias]. Eu limpo banheiro, jardim, cachorro. Ele cozinha. As crianças lavam o prato, o copo. Se não lavar, fica sujo.

Eu não estava acostumada [com serviços de casa] porque desde os 15 anos trabalho fora. Não tinha intimidade. Fiz uma imersão, comecei a estudar a minha casa. Fiz pesquisas na internet: como limpa o banheiro, por onde começa. Encontrei dicas ótimas.

Eu me achei ridícula. Ao mesmo tempo me senti bem, me aprimorando nesse lugar. Tem sido importante. Primeiro, para valorizar as profissionais que fazem o serviço doméstico. E valorizar esse vínculo. Depois, para conhecer a nossa própria casa.

É simbólico você cuidar das suas coisas, das coisas dos seus filhos. É uma delícia, é maravilhoso? Não. Tem coisas de que eu gosto mais e outras de que eu gosto menos.

Eu sou workaholic, então me joguei. Nos primeiros 26 dias, não tinha tempo para mais nada. Só lavava roupa, banheiro, quintal, cozinha. Até que o Lázaro me chamou e disse: para. A gente não vai conseguir fazer tudo. A quarentena não pode virar isso.

DOAÇÕES

Além de passar o dia limpando, eu fiquei desesperada para ajudar. Passava o dia no computador, destinando recursos para a Cufa, a Uneafro, a Comunitas, a Gerando Falcões.

MARIDO, FILHOS E LIVROS

Depois dessa primeira fase, procurei um livro para ler. Na verdade, três livros. Vamos ver qual deles me “pega”.

Estou começando “Mulheres que Correm com os Lobos” [da autora Clarissa Pinkola Estés], o “Sapiens” [de Yuval Noah Harari] e “Amada”, do Toni Morrison. E escolhi também uma série para ver.

Eu e o Lázaro conversamos bastante. Como vamos nos relacionar 24 horas por dia? A convivência excessiva é mais desagradável do que agradável. A gente vai ter embate, nem sempre vai ser legal. Se deixar, fico dando ordem o tempo inteiro para as crianças. Corre o risco de eu virar só uma autoritária. Não vou criar conexão nem com meus filhos. Fizemos então um cronograma, com dias e horários para cada serviço da casa. Reservamos tempo para atividades com as crianças, e a hora de eu e o Lázaro vermos um filme juntos, por exemplo. Para ter uma rotina de casal. Não dá pra dizer “amor, o casamento a gente retoma depois da quarentena [risos]”.

A gente está num momento muito instável que pode gerar situações não muito agradáveis. Precisamos ficar atentos para não degringolar toda e qualquer relação.

MEDOS

Está todo mundo com muito medo. Medo de pegar a doença. De morrer. Medo de alguém que amamos morrer.

Eu tenho uma irmã médica. Ela é obstetra. E nos avisou: eu ainda não fui chamada. Mas, se o sistema colapsar, todos seremos. Temos medo pelos nossos empregos.

Eu entendo todos os meus privilégios: despensa cheia, casa confortável, estamos em uma empresa [Globo] que tem um respiro e pode aguentar. Mas é um medo que vai muito além do meu núcleo familiar.

MEUS PAIS

Os meus pais [Ademir, 75, e Mercedes, 72] estavam separados há 20 anos. Ela aceitou ele de volta por esse tempo. Eu falei: “Mãe, pelo amor de Deus. Vocês vão me matar de preocupação”. Eu mando comida todos os dias para ele.

COMO SERÁ

Como será a vida depois? Eu tenho a sensação de que tudo vai mudar. A gente vai sair diferente disso. Não temos como adivinhar. Estamos no meio de um processo. Mas eu espero que consigamos descomplicar, simplificar.

De uma coisa eu sei que não preciso: uma casa desse tamanho. Mesmo.

Quando a gente comprou a casa, ela dizia respeito às nossas vitórias. Era a concretude das nossas conquistas. De dois negros que venceram pelo trabalho, pelo estudo, pela dedicação, num país em que tudo estava ao contrário pra gente. E a gente queria dividir tudo isso com a nossa família, com os nossos amigos, receber todo mundo aqui.

Quando compramos, andamos pela casa inteira. Na área de serviço, o Lázaro dizia “eu saí daqui”. A mãe dele foi empregada doméstica. Ele chorava, eu chorava.

[Taís começa a chorar] Mas o símbolo das nossas conquistas não precisa ser uma casa. A gente não precisa disso tudo. Isso já foi. Tudo vai ressignificar agora. O mundo não quer mais saber de nada disso.

Quando a natureza dá esses sinais, ela fala: “Você depende do outro, sim”. Um depende do outro, independentemente de sua origem.

Que diferença faz se você nasceu em Higienópolis [bairro de classe média alta de São Paulo] ou em Heliópolis? Basta um peteleco para o seu castelo de cartas cair.

O SILÊNCIO

O silêncio na minha rua é tanto que eu ouço as vozes dos vizinhos, o barulho dos animais: tucano, passarinho, macaco.

É um outro sinal, de que temos que desacelerar. Havia um excesso de tudo. De desigualdade. De falta de respeito.

O meu olhar positivo diz que tudo isso vai servir para ressignificar os nossos valores.

A SÉRIE

Eu tenho visto pouquíssimas notícias porque elas me adoecem um pouco. Uma alienação relativa é necessária.

Mas a reflexão também. A serie “Aruanas” [que vai estrear na TV Globo depois de ter sido exibida no Globoplay, serviço de streaming da emissora, e de ter sido exibida em 150 países] vai passar todas as terças, no lugar do Big Brother Brasil.

Ela fala sobre o desmatamento. Os números são gigantescos.

Eu interpreto uma advogada de uma ONG. Um jornalista investigativo chama a organização para fazer uma denúncia. E é encontrado morto na mala de um carro.

O roteiro é incrível. Tem suspense, tem assassinato. Fala sobre a preservação da vida dos ativistas, sobre o genocídio indígena. Sobre a preservação da floresta.

A gente só pensa na cura do novo coronavírus. E a cura está dentro da mata. Nesse momento, ter uma série que fala da importância da Amazônia e mostra que a nossa vida está ali dentro, que a cura está ali dentro, é muito importante.

QUERO GELATINA

[A filha de Taís entra no quarto com a cara toda pintada de batom. Pede uma gelatina].

Ela tá com fome. Ainda tem isso. Eles [os filhos] comem o dia inteiro [risos].

[Taís se levanta e vai para a cozinha. É sábado. Ela consulta o cronograma pendurado no armário] Hoje eu vou lavar as roupas das crianças, lavar a cozinha e também o quintal. O Lázaro Ramos vai cozinhar. Amanhã, limparemos os quartos.

Mônica Bergamo
Jornalista e colunista.

Grupos anti-aborto estariam usando dados para controlar saúde sexual de mulheres por meio da tecnologia

Ativistas de privacidade dizem que sites falsos e o rastreamento de localização são utilizados para tentar restringir o acesso de mulheres à saúde sexual e reprodutiva
Thomson Reuters Foundation

Segundo relatório da Privacy International, os grupos espalham informações erradas, esperando adiar a decisão de uma mulher que considera o aborto até que seja tarde demais para agir Foto: Reuters

LONDRES. De sites falsos ao rastreamento de localização, grupos anti-aborto estão usando dados e tecnologia para restringir o acesso de mulheres à saúde sexual e reprodutiva, dizem ativistas da privacidade.

Como os bloqueios por coronavírus fecham as clínicas de planejamento familiar e ameaçam os direitos ao aborto em todo o mundo, um relatório da instituição Privacy International pede salvaguardas contra a exploração de dados que interfiram no corpo de uma mulher e nas suas escolhas reprodutivas.

Os grupos anti-aborto mencionados no relatório não foram encontrados pela Thomson Reuters Foundation para comentar.

Aqui estão alguns destaques do estudo:

Quem está usando a tecnologia?

Grupos anti-aborto visam mulheres para minar e explorar seus dados, diz o relatório, compartilhando informações com organizações com ideais semelhantes e divulgando informações enganosas online.

Por meio de serviços de chat incorporados em sites de clínicas e sites falsos, os grupos coletam dados pessoais, incluindo opiniões sobre o aborto, de usuárias que procuram aconselhamento online sobre gravidez.

Eles acessam dados de geolocalização, uma tecnologia de rastreamento amplamente disponível, e dados sobre vida sexual ou menstruação ao financiar aplicativos de contracepção, de acordo com o relatório.

Essas informações são compartilhadas com uma rede de clínicas de planejamento familiar que desencorajam o aborto, inclusive em alguns países onde o aborto é proibido.

Qual o impacto na saúde da mulher?

Grupos anti-aborto encontram mulheres que já estão dentro das clínicas usando a tecnologia de rastreamento de localização e enviam mensagens projetadas para semear dúvidas sobre sua decisão, diz o relatório.PUBLICIDADE

Eles também têm como alvo as mulheres jovens nas mídias sociais com anúncios anti-aborto, incluindo aqueles de pílulas de “reversão do aborto”, medicamentos duvidosos que inundam o corpo de uma mulher com hormônios destinados a combater os efeitos de uma pílula para aborto.

No relatório, Monica McLemore, professora associada da Universidade da Califórnia, chama o produto de “cientificamente impreciso” e “não conhecido por ser seguro ou eficaz.”

Os grupos espalham informações erradas, esperando adiar a decisão de uma mulher que considera o aborto até que seja tarde demais para agir, muitas vezes sob o pretexto de oferecer conselhos objetivos ou oficiais do governo.

“O nível de organização e determinação desses grupos anti-aborto é aterrador”, disse um porta-voz da Rede de Apoio ao Aborto, uma instituição de caridade que apoia o acesso à interrupção voluntária da gravidez.

“A maneira como eles são capazes de replicar seus sites, processos, linguagem e imagens, buscando intimidar, assustar e atrasar os que buscam o aborto, é preocupante.”

O coronavírus mudou a situação?

O aumento da dependência de ferramentas online durante o confinamento global imposto pelo coronavírus expande a oportunidade de exploração desses dados, dizem os especialistas.

“Sabemos que mais mulheres estarão buscando informações e suporte online por causa do fechamento de hospitais e clínicas”, informou o Serviço Britânico de Consultoria em Gravidez.

“Isso dá às organizações anti-escolha (contra o aborto) mais oportunidades para interceptar e redirecionar as mulheres que procuram atendimento para interromper uma gravidez.”

O que pode ser feito?

Especialistas em saúde dizem que o ônus não deve recair sobre as mulheres para policiar sua própria privacidade. Em vez disso, as organizações devem ser responsabilizadas quando violarem as regras.

“Aqueles que procuram informações, serviços e assistência em saúde reprodutiva não precisam se tornar especialistas técnicos para se protegerem das tecnologias de exploração de dados que estão sendo desenvolvidas para atrasar ou restringir seu acesso a direitos reprodutivos”, disse a representante do setor na Privacy International, Sara Nelson, à Thomson Reuters Foundation.

Um porta-voz do Facebook disse que estava investigando os anúncios sinalizados no relatório, mas “não permite que os anunciantes façam reivindicações enganosas ou enganosas sobre os serviços que prestam, inclusive em relação a abortos.”

Na internet, as mulheres também ganham menos que os homens

Pesquisa feita com 2,8 mil produtores de conteúdo no Brasil aponta que as influenciadoras mulheres ganham 20,8% a menos do que os homens no meio digital
Por Bruna Arimathea – O Estado de S. Paulo

Nanda Padilha é youtuber de games, setor onde os homens ganham quase o dobro que as mulheres

Nanda Padilha sempre gostou de videogames. Quando criança, era a única menina da turma da escola que passava horas em frente aos consoles depois da aula. Hoje, aos 35 anos, a gaúcha já foi costureira, manicure e atendente de call center, mas hoje é com os games que ela faz sua renda. Formada em Design de Games, ela faz vídeos e transmissões de suas partidas no YouTube. Mas, todos os dias, quando liga o computador para trabalhar, ela tem de superar mais uma barreira: a disparidade de estar em mais uma das muitas áreas onde, financeiramente, as mulheres recebem menos que os homens. 

Segundo pesquisa recente realizada pela consultoria Youpix e a empresa especializada em marketing de influência Squid, as influenciadoras digitais ganham cerca de 20,8% a menos do que os homens no setor. Intitulada “Machismo, Sexismo & Equidade no Marketing de Influência”, foi realizada com 2814 influenciadores e trazia perguntas como rendimentos mensais, quantidades de campanha nas redes sociais e valor de publicações no Instagram, por exemplo. 

Mesmo representando a maioria dos profissionais que trabalham em carreiras digitais  —  quase 80% dos participantes da pesquisa eram mulheres  — , elas ainda saem em desvantagem na remuneração. E a área com maior diferenciação na remuneração entre gêneros foi o de cultura nerd/geek e tecnologia, justamente na qual Nanda trabalha. Nesse segmento, os influenciadores homens ganham, na média, o dobro que as mulheres. Para a youtuber, com quase 29 mil inscritos em seu canal, a credibilidade é o principal argumento. 

“Se tem um produto usado por um streamer (alguém que faz transmissões de partidas) homem, a sensação de boa parte do público é que ele tem mais propriedade para falar do produto só por ser homem”, diz Nanda. “A marca que busca credibilidade vai pagar mais por isso, é um empecilho bastante grande no nosso meio.” 

Para Isabela Ventura, presidente executiva da Squid, o levantamento mostra um cenário diferente do que o imaginado sobre o mercado de influenciadores. “Por ser um mercado mais novo, a gente acreditava que essa diferença entre gêneros não fosse ser uma realidade. Surpreende esse mercado ‘jovem’ ter uma postura também conservadora”, diz. No fim das contas, os valores são muito parecidos com os de “profissões comuns” – no Brasil, a disparidade salarial entre homens e mulheres é de 20,5%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), feita pelo IBGE com dados referentes a 2018. 

Professora da Digital House, centro de estudos especializado em redes sociais, Hendy Almeida acredita que a diferença de remuneração está dividida em duas etapas: a contratação e o reconhecimento profissional. “Durante a fase de contratação, existe a oportunidade da mulher demonstrar o seu potencial e colocar seu preço e condições para assumir aquela posição. Durante sua jornada na empresa, a importância é de se posicionar constantemente”, diz. Para Hendy, “apesar de ser moderno, o meio digital ainda tem o desafio de quebrar o conceito de que mulher só se comunica com mulher.” 

Tema velado

Em algumas áreas, a disparidade nos valores pagos por marcas para produtores e produtoras de conteúdo é um tema tácito. É o caso do setor de moda e beleza, afirma o influenciador Abner Almiro – formado em Contabilidade, ele tem um canal que dá dicas de cuidados com cabelos crespos, como o dele. Com mais de 50 mil seguidores no Instagram, ele conta que percebe, nos bastidores de campanhas que participa, que ganha mais que as colegas mesmo tendo menor potencial de alcance que elas.

“É algo que está enraizado na sociedade. Há mulheres com potencial e influência muito grande, mas que ganham menos do que eu ganho em campanhas que fazemos juntos”, diz o influenciador, de 22 anos. “Muitas vezes, prefiro não comentar o tema para não fazer com que elas se se sintam desvalorizadas, mas é uma situação triste.” Segundo Abner, essa é uma posição que muitos colegas partilha, mas também não expõem por medo de serem prejudicados no futuro. 

Em um ambiente repleto de demandas em relação a padrões de beleza, dizer não a um trabalho pode significar um corte considerável no fim do mês. “Levantar essa bandeira traz o risco de você não trabalhar mais para as marcas. Afinal, no fim das contas, a marca sempre pode ir procurar outro influenciador que aceite o trabalho”, afirma. 

Exceção à regra

Mas há setores do mundo digital em que as mulheres também têm maior reconhecimento que os homens. Segundo a pesquisa do Youpix e da Squid, em áreas como saúde e finanças, o rendimento das mulheres pode ser até 103% maior que o dos homens. Para a produtora de conteúdo de finanças Carol Sandler, que tem 116 mil inscritos no YouTube, isso acontece porque as mulheres conseguem dar uma visão mais abrangente em áreas mais técnicas. 

“O fato de eu ser mulher não faz com que eu só fale para mulheres. Tem a ver com o contexto, a escolha dos temas, a linguagem. Quando um público iniciante vai procurar informação sobre finanças, vai procurar alguém que não fale termos complicados logo de cara”, diz ela, que afirma que a inspiração para começar a produzir conteúdo foi justamente o mundo digital. 

Influenciadoras de finanças, como Carol Sandler, são exceção à regra e recebem mais que os homens
Influenciadoras de finanças, como Carol Sandler, são exceção à regra e recebem mais que os homens

“Quando eu comecei, em 2012, vi muitas jovens endividadas por quererem consumir como as blogueiras da época. A audiência dos sites de finanças era 80% masculina, então percebi espaço para meu tipo de conteúdo”, conta Carol, que é jornalista e também tem um blog sobre o tema, no qual fala tanto para homens quanto para mulheres. 

Na visão de Bia Granja, fundadora do Youpix, o levantamento serve não só como um mapeamento, mas também pode ajudar os produtores de conteúdo a somar forças para mudar esse cenário. Aumentar o número de áreas em que a equidade de gênero existe pode levar tempo, segundo ela, mas o trabalho precisa começar agora. “Esse é um mercado com muitas pessoas. Quando mais gente se colocar como agente de mudança, mais chance existe das coisas ficarem igualitárias. Como o mercado é novo, as bases não estão formadas”, diz ela. “Há uma chance de ouro para fazermos mudanças enquanto é tempo.” 

Caroline de Maigret encontra o caminho perfeito para a quarentena| Vogue Paris

Como podemos aproveitar ao máximo nosso tempo em casa? Talvez esteja finalmente na hora de pegar aquele pacote de seis ou fazer a desintoxicação digital que você pretende fazer … ou talvez não. Caroline de Maigret está aqui para dizer que não há maneira certa de ficar em casa. Apenas fique em casa! Exclusivamente para a Vogue Paris, a modelo parisiense e embaixadora da Chanel nos mostra como é sua rotina de quarentena, de ‘esporte’ a ‘almoço saudável’ e, é claro, muitos livros (aka Netflix).

Editor – Sofiana Pubill