Disney começa a vender máscaras tematizadas da Marvel, Star Wars e mais

Valor arrecadado será doado para ONG nos Estados Unidos
ARTHUR ELOI

Conforme a quarentena avança, as máscaras ganham mais importância, tendo uso obrigatório em muitos estabelecimentos. Pensando nisso, a Disney está lançando uma linha de máscaras com estampas de Star WarsMarvel e das animações da empresa.

A iniciativa também tem um lado beneficente. A empresa doará um milhão de máscaras para crianças e famílias vulneráveis dos Estados Unidos, e também doará o dinheiro arrecadado para a MedShare, ONG dos EUA que distribuirá o valor e os itens aos necessitados. A Disney afirma que a demanda é tão grande que já repassaram US$1 milhão à organização.

Em kits tematizados de quatro máscaras, os pacotes estão em pré-venda por US$19,99 (cerca de R$109) na loja oficial da Disney. Veja alguns conjuntos abaixo:

Para pop stars de 20 e poucos anos, como Dua Lipa, os anos 1990 estão de volta

Entenda por que artistas como Charli XCX e Ariana Grande representam uma retomada da estética Y2K, pré-11 de setembro
Lindsay Zoladz

Dua Lipa Covers The Guardian April 2020 Issue

THE NEW YORK TIMES – O vídeo aerodinâmico colorido de “Break My Heart”, de Dua Lipa, parece acontecer num período de tempo indeterminado —ou, quem sabe, apenas no hiperpresente eterno e flutuante dos vídeos de música pop.

Uma pista de dança verde-mar brilha de baixo para cima enquanto a cantora britânica e suas dançarinas se exibem de minissaia e com scrunchies nos cabelos, parecendo figurantes de “As Patricinhas de Beverly Hills” (filme lançado em 1995, o ano em que Dua Lipa nasceu).

O cabelo chanel oxigenado e repartido ao meio de Lipa agora ostenta as presilhas que são sua marca registrada, evocando os tempos de glória da cultura dos shoppings encarnada na Claire’s Accessories.

A própria canção também é uma fusão elegante do presente e de vários passados: o riff elástico da guitarra remete ao sucesso de 1987 do INXS “Need You Tonight”, e o ambiente de dance-pop digitalizado recria não tanto a primeira onda do disco quanto seu revival na virada do milênio encabeçada pelo brilho virtualmente reforçado de Kylie Minogue e do Jamiroquai.

Até o título do disco de Dua Lipa é temporalmente vertiginoso, apropriadamente “Future Nostalgia”.

Alguma coisa nessa frase cristaliza uma estética que vem ganhando força nos últimos 12 meses, mais ou menos, com uma microgeração de bebês dos anos 1990 virando gente grande, alcançando o estrelato musical e começando a controlar as tendências emergentes da música pop.

Artistas como Ariana Grande (nascida em 1993), Normani (1996), Charli XCX (1992), Troye Sivan (1995), Summer Walker (1996) e SZA (1990) começaram de diversas maneiras a recriar ou se inspirar no pop Y2K (do ano 2000) de sua infância, criando canções e vídeos musicais que dão a impressão de que eles estão relembrando e depois reescrevendo suas primeiras memórias musicais.

É claro que a nostalgia dos anos 1990 não constitui novidade. Não é de hoje que a paisagem da cultura pop é carregada de elementos da primeira parte dessa década, como as roupas de estilo athleisure (atlética mais lazer) e de flanela e os sons correspondentes.

Mas o tempo não para, e a mesma coisa ocorre com o ciclo que se repete mais ou menos a cada 20 anos que leva o velho a voltar à moda, tornando-se estilosamente novo. E agora os alegres e quase esquecidos artefatos pop do final dos anos 1990 —boy bands, futurismo irreverente, glitter em quantidades homéricas— estão sendo retomados e renovados pelos astros mais jovens de hoje.

Os mundos da moda e do design chegaram primeiro a essa nostalgia futura. Em 2016, Evan Collins lançou um Tumblr popular chamado Institute for Y2K Aesthetics, descrito por um jornalista como um compêndio de “relógios Baby G, Britney Spears segurando um cachorrinho robô no colo, um Walkman pink cintilante em formato de feijão, mais mochilas infláveis”.

Em julho passado a revista GQ publicou uma reportagem sobre o porquê de “roupas e acessórios Y2K terem de uma hora para outra virado os objetos mais cobiçados do mundo das roupas vintage”. Ousado, obcecado por grifes e frequentemente fixado no futuro, o estilo daquela janela do tempo entre 1995 e 2001 foi, como destacou a escritora Erin Schwartz, fruto de “um misto de empolgação e ansiedade diante da disseminação da tecnologia na virada do milênio”.

A mesma coisa se deu com a música.

A era Y2K coincidiu com a ascensão do pop teen cintilante, idealizado na Suécia e industrialmente eficiente de Britney Spears, ’N Sync e Backstreet Boys, além do R&B futurista do TLC, Destiny’s Child e Aaliyah.

O que unia todos esses sons era a fusão ciborgue do “artificial” e do “real”: o som da guitarra acústica preso sob o brilho digital gelado de “No Scrubs”, do TLC, o refrão martelante do piano que reforçou o digitalmente processado “oh-baby-baby” de Britney Spears (mas que fique claro: embora não fosse uma garota, ela ainda não era um robô).

Naquela época a indústria musical ainda era otimista, despreocupada e tinha dinheiro de sobra —ainda não enfrentara os serviços de streaming nem sentira plenamente os efeitos da partilha de arquivos (o Napster estreou em junho de 1999 e foi fechado em julho de 2001).

Assim, muitos selos topavam apostar em nomes novos com o potencial de virar estrelas ou pagar por vídeos musicais conceituais caros. Para citar “Larger than Life”, a canção que passou mais tempo como número um na parada de vídeos da MTV “TRL”, do início dos anos 2000, tudo era chamativo, tudo era fora de série.

Por isso mesmo foi algo desorientador quando Ariana Grande, em sua apresentação no festival Coachella em 2019, em que ela foi a atração principal, chamou ao palco como seus convidados de surpresa quatro dos cinco integrantes do ’N Sync.

Eles pareciam pequenos, comuns ou talvez apenas simplesmente humanos. A situação se invertera. De repente, aquela que no passado era uma fã jovem e ensandecida agora é uma artista todo-poderosa —“venho ensaiando para este momento minha vida inteira”, Ariana Grande disse à multidão—, enquanto os antes futuristas reis galãs da indústria musical foram reduzidos a simplesmente mais uma banda de revival que deixou saudades. Do pó viemos, ao pó voltamos. Garotos viraram homens.

As variações sobre a estética Y2K vêm sendo cozinhadas há anos fora do mainstream musical pop americano, quer seja no som experimental do coletivo PC Music ou no sucesso crossover global das girl groups e boy bands perfeitamente coreografados do k-pop. Mas, para o ouvinte mediano, o álbum mais recente de Ariana Grande, “Thank U, Next”, de 2019, representou a atualização de mais alto padrão feita até agora do som pop do milênio.

No single irreverente “Break Up With Your Girlfriend, I’m Bored”, Ariana imprimiu seu toque próprio a um refrão da faixa “Makes Me Ill”, de 2000, do ’N Sync, mas com uma agressividade e um palavrão que as rádios pop não estavam preparadas para encarar 20 anos atrás. O sucesso enorme “Thank U, Next” evocou a antigravidade ascendente do pop Y2K, e, no vídeo, Ariana representou as heroínas de alguns dos filmes teens mais amados daquela era.

Justin Timberlake não foi ao reencontro do ’N Sync no Coachella, mas fez um duo dance-pop com a ícone millenial SZA em “The Other Side”, da trilha sonora de “Trolls World Tour”. O vídeo é um espetáculo retrofuturista do início dos anos 2000 filmado num set que parece a câmara a vácuo de uma nave espacial, com SZA trajando lantejoulas prateadas que a fazem cintilar como Britney Spears no vídeo de “Toxic”.

Um mês antes disso, a estrela R&B ascendente Summer Walker lançou o single “Come Thru”, que sampleia o clássico “You Make Me Wanna …”, de 1997, de Usher e traz o próprio Usher como o pretendente de Walker no videoclipe. Galãs mais velhos da era da “TRL” são o acessório mais procurado da temporada.

Nenhum vídeo musical conseguiu reviver o pop da virada do milênio tão bem quanto o clipe de Normani, de 2019, para “Motivation”, em que a vemos rendendo homenagens diretas a Britney Spears, Jennifer Lopez e Beyoncé do início de sua carreira solo —sem falar em vestir um top estampado orgulhosamente com “1996”, o ano de seu nascimento.

Charli XCX e Troye Sivan homenageiam outro ano clássico em “1999”, sua ode aos dias de glória do pop. O vídeo hilário os mostra fazendo mais paródias dessa época que o Blink-182 em “All the Small Things”.

Dois outros artistas que aparecem no LP mais recente de Charli também tiveram inspirações semelhantes. O excelente álbum “Pang”, de 2019, de Caroline Polachek remixou pop facilmente palatável com os sucessos kitsch do adulto contemporâneo da era do milênio, enquanto as irmãs Haim, em seus singles mais recentes, personalizaram a vibe que remete ao final dos anos 1990. O suntuoso “Now I’m in It” possui a distinção de ser a primeira canção de uma delas a atrair comparações com o Savage Garden.

Pode ser surreal processar a nostalgia por eras que parecem ter acabado de acontecer; por tanto tempo “os anos 2000” foram simplesmente o presente. Mas, se a estética é algo que é mais fácil ser visualizada em retrospectiva, o mesmo pode ser dito sobre as datas de validade.

O bug Y2K não nos obrigou a nos isolar em nossos bunkers estocados com comida enlatada —seria preciso esperar 20 anos para que uma pandemia o fizesse—, mas dois eventos imprevistos e totalmente diferentes acabariam por romper a bolha maximalista e tecno-utópica da indústria musical –a ascensão da partilha de arquivos seguida pelo choque sombrio do 11 de setembro de 2001. De repente o futuro deixou de parecer tão iluminado.

Mas a música do momento Y2K permanece um sonho glorioso em tons néon, criado com orçamentos extravagantes, congelado eternamente no momento certo antes de o despertador o ter chamado de volta à realidade.

E, à medida que a internet nos permite revisitar mais e mais facilmente os passados que nos deixaram saudades, o pop do milênio vai continuar a exercer uma atração escapista. Na seção de comentários no YouTube do vídeo de Jennifer Lopez “I’m Real”, de 2001, uma espectadora escreve em tom nostálgico: “Vim para cá à procura do som cintilante do final dos anos 1990, início dos 2000”.

Tradução de Clara Allain

Naomi – My Favorite Met Gala Look & Dresses in My Closet

Naomi de Valentino no Met Gala 2019

O Met Gala deste ano foi adiado para uma data posterior, então pensei que seria divertido experimentar meu visual favorito do Met Gala do passado e alguns outros vestidos no meu mais próximo que eu amo! Eu também enfrento o TimeTime, meu querido amigo Pierpaolo Piccioli, diretor criativo da Valentino, para relembrar como minha roupa de 2019 surgiu. Espero que todos gostem deste. Fique em casa e fique seguro! Xoxo

Chloë Sevigny by Elizaveta Porodina in Baby Countdown for The Cut May 2020

A atriz Chloe Sevigny, grávida de nove meses é capa da edição de maio de 2020 da The Cut, da New York Magazine, styling by Elizaveta Porodina with fashion direction by Rebecca Ramsey and photography direction by Liane Radel.

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Encontramos Sevigny escondida em seu apartamento em Manhattan com o namorado, o diretor de galeria, Siniša Mačković. Ao lidar com o auto-isolamento e a maternidade que definem seus dias, Sevigny não é nada positiva sobre o FaceTime e o Zoom.

“É sempre incrivelmente desagradável”, descreve Sevigny. “Talvez eu seja vaidosa e não saiba como fazer isso direito. Tenho amigos que são mais jovens que eu, como na casa dos 20 anos, e tudo o que eles querem fazer é o FaceTime ”, continua o atriz de 45 anos. “Eu penso: ‘O que há de errado com essas pessoas?’ Mas acho que elas são muito jovens e sempre são bonitas, então não importa.”

Dito tudo isso, Elizabeta Porodina fotografa o atriz via Zoom for The Cut. MAS, ela não está fazendo festas com o Zoom. Ela também não está assando pão ou acumulando papel higiênico. Ela está tentando comer um pepino todos os dias para ajudar na retenção de água. Então ela está esperando para dar à luz, não está claro se Siniša estará com ela para receber o bebê. Leia todos os detalhes em Chloë Sevigny in Her Lonely City.

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SYREETA tech-rollers in The Lab: Home Session #StayHome

A estrela em ascensão Syreeta com seus tech-rollers and good vibes. @syreetamusic

O Lab USA é a transmissão ao vivo semanal e pós-trabalho do BULLDOG Gin and Mixmag, que se desenrola nos escritórios de LA e NYC. Mas durante o bloqueio, estamos trazendo para você DJs da casa deles – essa semana recebemos bumpin’ tech de SYREETA.

Bebel Gilberto prepara volta com canções eletrônicas

Depois de perder a mãe, Miúcha, e o pai, João Gilberto, em um intervalo de seis meses, cantora faz um disco com o celebrado produtor norte-americano Thomas Bartlett diluindo nostalgias na atmosfera
Julio Maria, O Estado de S.Paulo

Bebel. Já vive no Brasil há dois anos depois de 20 em Nova York Foto: Luigi & Lango

A cantora e compositora Bebel Gilberto, 53 anos, se preparar para lançar um novo álbum imerso muitas vezes em uma tristeza contida e diluída pela atmosfera dos arranjos eletrônicos. Na verdade, ela já começou a fazer isso, divulgando até aqui duas músicas, Deixa e Bolero, do disco que terá o nome de Agora. Produzida por Thomas Bartlett, pianista e um especialista em criar ambientações que já foram requisitadas em álbuns de artistas em busca de alguma sofisticação eletrônica, desde a banda The National até Yoko Ono, passando por São Vicente, Anna Calvi, Norah Jones, Florence + The Machine e Glen Hansard, Bebel fala ao Estado com o disco já finalizado, mas aguardando o melhor momento social para lançá-lo. É seu primeiro trabalho depois da perda da mãe, a cantora Miúcha, em dezembro de 2018, e o pai, João Gilberto, seis meses depois. Bebel conta o que pode sobre o novo álbum, sobre a vida sem os pais e, de volta ao Brasil há dois anos depois de uma longa temporada em Nova York, sobre sua avaliação do governo de Jair Bolsonaro.

Ouvindo as músicas lançadas até aqui, Bolero e Deixa, podemos esperar um disco novo dentro dessa aura de clima eletrônico? Essa seria uma indicação da produção do Thomas Bartlett?
Sim, este disco tem um clima eletrônico e também um clima nostálgico. O Thomas é um tecladista que gosta de trabalhar com loops e acaba por misturar teclado com outros instrumentos também eletrônicos. A ideia de fazer um disco totalmente eletrônico, na verdade, veio de nós dois quando começamos a trabalhar juntos. Chegamos à conclusão de que a gente queria para este projeto ter apenas ele e o Magrus, baterista brasileiro que mora nos Estados Unidos há 25 anos e trabalha comigo há 20.

Já havia um conceito antes da gravação?
Na verdade, começamos a gravar este disco sem nos dar conta de que estávamos realmente compondo para um novo disco. Quando eu e Thomas nos encontramos pela primeira vez, o objetivo era apenas compor sem absolutamente nenhuma direção. Como ele conhece muito o meu gosto musical, foi preparando algumas ideias que se encaixaram nas minhas melodias perfeitamente. Quando nos demos conta, tínhamos 17 músicas! Onze delas estão no disco.

Que hotel é esse que aparece no clipe da música Deixa?
O nome do hotel é The NoMad Hotel e fica em Los Angeles. A ideia do clipe foi do Erik Sohlstrom, talentoso diretor de fotografia sueco e amigo meu de longa data, mas quem escolheu o hotel fui eu. Conheço o diretor-geral, que trabalhou por 20 anos no Hotel Chateau Marmont, onde eu sempre me hospedava, o que acabou facilitando tudo, uma vez que já estava hospedada lá para fazer um concerto privado, em fevereiro deste ano. A direção-geral foi do Erik.

Alguma das novas canções você já leva no coração?
Como a gente levou um bom tempo gravando, eu acabei me apaixonando pelas composições mais recentes. Eu diria que Essence e Cliché são duas das minhas preferidas.

Você terá parceiros cantando com você?
A convidada especial deste disco é a querida Mart’nália. A gente compôs juntas a letra de Na Cara por WhatsApp, e ela gravou comigo quando esteve em Nova York. Ainda ganhei o seu vocal numa outra composição minha, Raio. Amei ter a Mart’nália no disco.

A música Bolero, você diz, é você dançando pelas ruas de Madri com um amor que deixou escapar. Há um texto em que você escreve assim: “Nós dois dançando no escuro era como um sonho dentro de um sonho. O mistério desse amor especial que poucos temos a sorte de encontrar… Como se Pedro Almodóvar estivesse nos dirigindo em uma de suas maravilhosas fantasias”. Puxa, isso parece forte mesmo, uma cena por si apaixonante. Coisas que, de repente, parecem não serem mais possíveis de existir. Como você está vivendo espiritualmente essa quarentena? Como ficam as paixões?

Sim, quando escrevi Bolero eu estava terrivelmente apaixonada. Estar apaixonado sempre ajuda se temos que escrever uma música… Assim como quando estamos com dor de cotovelo. O barato é que usar experiências verdadeiras como as dessa música não deixa de ser um sonho. E se deixar viajar neste momento de quarentena é pura inspiração… Pois sonhar, viajar, repensar e relembrar acontecimentos funcionam para você refletir e depois decidir o que ainda é bom para sua vida e o que não é mais.

Algo mais pessoal sobre seu pai: você era muito ligada a João Gilberto. Como ficou o mundo, e o seu mundo, sem ele?
A minha relação com meu pai sempre foi muito especial e intensa. Éramos muito próximos. É impossível explicar em poucas palavras o vazio que eu estou sentindo, sem meu pai e minha mãe. O que me dá força neste momento é focar do meu novo disco, na minha carreira.

Algo mais político: como está vendo a atuação do presidente Jair Bolsonaro com relação sobretudo ao combate da epidemia?
É extremamente preocupante o que estamos vivendo. Não consigo acreditar que o senhor presidente possa nos tratar com tamanho desrespeito e desprezo. A cada dia fico com mais medo do futuro aqui no Brasil, especialmente diante da forma como o governo vem lidando com a pandemia. Essa falta de responsabilidade só faz aumentar a desigualdade no país, que já era imensa. A população mais vulnerável é quem mais está sofrendo com esse descaso e isso me entristece e revolta.

Onde acredita que seja melhor estar em tempos de pandemia? Rio ou Nova York?
Na minha opinião, o melhor lugar para se estar durante essa pandemia é dentro da sua própria casa e, depois de 20 anos morando em Nova York, a minha casa nos últimos dois anos tem sido o Rio de Janeiro. Eu realmente sou muito grata que o destino tenha me trazido de volta e que eu tenha permanecido aqui neste momento, falando português, perto da minha família.

Bebel, como andam as burocracias referentes à obra de seu pai? Pergunto porque ela seguirá sendo um objeto de desejo de consumo por muitas e muitas gerações, mas as rusgas familiares podem infelizmente travar a divulgação de lançamentos, relançamentos e regravações. Acha que em algum momento haverá um consenso familiar para que essa obra seja liberada?
Este é um assunto que segue em segredo de justiça, então não posso me estender muito. Meu objetivo sempre foi concentrar todas as minhas energias para cuidar da saúde e bem-estar dele em vida, daí a minha opção pela curatela. Fiz tudo o que estava ao meu alcance. Porém, depois da morte de papai preferi não ser inventariante neste processo, não me interessava. Por isso, hoje em dia, não tenho menor controle do que vai acontecer. Espero que tudo se resolva da melhor forma e que o mundo possa voltar a usufruir da obra tão linda que meu pai deixou, e da maneira cuidadosa que ele desejava.

Há pessoas com material inédito com medo de mostrar isso e entrar em embates jurídicos com a família. Uma pena, porque todos perdem, não?
Vamos torcer para que tudo se resolva e que todo mundo possa ter acesso a todas as obras já existentes e também às que possam futuramente vir à luz.

Décor do dia: sala de jantar com teto pintado e parede descascada

Reforma comandada pelo escritório Superlimão em edifício clássico de Artacho Jurado mantém acabamentos originais do projeto
POR RAFAEL BELÉM | FOTO MAÍRA ACAYABA

Décor do dia: sala de jantar com teto pintado e parede descascada (Foto: Maíra Acayaba)

Evidenciar as marcas do tempo na decoração é algo que nem todos têm coragem, mas que proporciona gratas surpresas para quem o faz. Neste apartamento da década de 50 em São Paulo, por exemplo, os moradores fizeram questão de preservar a história e a memória do local – no caso, o clássico edifício Saint Honoré, de Artacho Jurado. A reforma, realizada pelo escritório Superlimão, manteve os acabamentos originais do imóvel, o que fez o piso de taco de madeira e as paredes lixadas guiarem boa parte do projeto. 

Edita Vilkeviciute Covers Numéro 213, Lensed by Sebastian Kim In Sensual Modernism

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Top model Edita Vilkeviciute covers the May 2020 issue of Numéro 213, dedicated to the body. Charles Varenne styles Edita in sculpted, modern tailored pieces lensed by Sebastian Kim. / Makeup by Min Kim; hair by .Olivier de Vriendt

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Os melhores truques de maquiagem que aprendemos no Tik Tok

A procura de novos jeitos de estilizar sua sobrancelha, contornar o rosto e corrigir olheiras? Você não precisa de mais do que uma pesquisa rápida no feed do app
VOGUE

@rajyaatluri (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Os dias de isolamento social são o período perfeito para se render ao aplicativo mais millenial dos últimos tempos: o TikTok. Mas saiba que não só de memes e dancinhas vive o feed do app que é febre do momento. Com o follow certo e algumas hashtags, o TikTok pode ser seu novo meio de pesquisa de tendências e técnicas de make inusitada. Abaixo, selecionamos algumas das mais curiosas para você conhecer. Confira:

1- Como usar seu bronzer e contorno corretamente

@makeupbymaritsa (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Qual a diferença entre bronzear e contornar o seu rosto? Se para você os dois tons de produtos amarronzados tem a mesma função no make, vale seguir o perfil da maquiadora @makeupbymaritsa. Por lá ela ensina uma série de conceitos de make, truques rápidos e tutoriais complexos.  


2- Soap Brows

@_christianaelisa (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Sonha com o efeito de sobrancelhas despenteadas mas o rímel incolor não é o suficiente para segurar seus pelos no lugar? Tente um sabonete de glicerina! O truque aqui é umidecer a barra com um pouco de spray fixador e alinhar os fios com a ajuda de um pente específico para sobrancelhas. Aqui, @_christianaelisa demonstra a técnica com expertise. 


3- Como corrigir olheiras em peles negras

@rajyaatluri (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Dica de ouro para peles negras: chega de sofrer com corretivo acinzentado. Para corrigir tons na face sem se preocupar com o subtom do seu produto, use um corretivo alaranjado como primeiro passo do make e depois cubra com o produto do seu tom de pele, como mostra a beauty guru @rajyaatluri. A técnica é infálivel!


4- Como curvar seu cílios sem curvex

@mirandaallynnn (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Ama cílios supervolumosos mas não se adapta com o curvex? O truque aqui para dar mais definição é, após aplicar a máscara, secá-la com um jato de ar frio do secador. A força do vento promete criar a curvatura perfeita nos cílios, como mostra @mirandaallynnn.


5- Como contornar seu rosto com autobronzeador

@brittanybearmakeup (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Para as fãs fiéis do contorno facial, já pensou em fazer o mesmo processo que usamos para o pó na finalização do make mas com autobronzeador? A dica de @brittanybearmakeup é esculpir seu rosto a noite com a ajuda de um pincel macio e dormir com o produto. O resultado no dia seguinte promete ser um bronze supernatural e sombras marcadas.


6- Como transformar sua base matte em acabamento glow

@beautyinfo (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Você não precisa se livrar da sua base matte para testar um novo acabamento no seu make. O segredo da pele glow mora no truque de adicionar algumas gotas de óleo ou sérum facial na sua base e voilà, um boost de hidratação! A dica é da guru @beautyinfo – criadora de conteúdo focada em truques de beauté. 


7- Como criar sardas fake 

Beleza Tik Tok (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

@daniellemarcan é um nome para seguir já se você ama beleza. Além de ser sucesso no Instagram com seus tutoriais de make, a inglesa soma quase 10 milhões de seguidores no TikTok. Aqui, ela ensina a maneira de criar sardas fake com aspecto supernatural: com tinta permanente para sobrancelha. O resultado é realmente impressionante, mas é válido lembrar que o produto fica na pele por, pelo menos, dois dias. Para o efeito apenas imediato, as canetinhas de sobrancelha também são ótima opção.