Com acesso a clínicas reduzido, procura por aborto por telemedicina cresce nos EUA

Pandemia do novo coronavírus amplificou fenômeno que crescia silenciosamente no país, onde cada vez mais mulheres que desejam interromper a gravidez buscam auxílio médico à distância
Pam Belluck, do New York Times

Ashley Dale toma medicamentos que foram enviados a ela através de um serviço de telemedicina de aborto em Honaunau, Havaí, em 28 de junho de 2019 Foto: The New York Times

Ashley Dale disse estar agradecida por poder terminar sua gravidez em casa. Enquanto sua filha de 3 anos brincava nas proximidades, ela conversou por vídeo de sua sala de estar no Havaí com Bliss Kaneshiro, uma ginecologista-obstetra, que estava a quase 500 km de distância, em Honolulu. A médica explicou que os dois remédios que seriam enviados para Dale interromperiam sua gravidez e causariam um aborto espontâneo.

“Parece o que você quer fazer em termos de interromper a gravidez?”, Kaneshiro perguntou gentilmente. Dale, que disse que adoraria ter outro bebê, lutou com a decisão, mas as circunstâncias que envolviam um namorado distante deixaram a escolha clara: “Sim”, ela respondeu.

aborto por telemedicina é um fenômeno que cresce silenciosamente nos Estados Unidos, impulsionado em parte pelas restrições dos estados conservadores e do governo Trump que limitaram o acesso e aumentaram a distância que muitas mulheres precisam percorrer para as clínicas de aborto.

Agora, a pandemia de coronavírus está catapultando a demanda por aborto por telemedicina para um novo nível, com grande parte do país sob estritas regras de isolamento social e com vários estados, incluindo Arkansas, Oklahoma e Texas, tentando suspender o acesso a abortos cirúrgicos durante crise.

O programa de telemedicina de que Dale participou foi autorizado a operar como um estudo de pesquisa por vários anos, sob um acordo especial com a Food and Drug Administration, orgão de vigilância sanitária equivalente à Anvisa nos EUA. Ele permite que as mulheres que procuram abortos tenham consultas em vídeo com médicos certificados e, em seguida, recebam pílulas abortivas por correio para tomarem por conta própria.

No ano passado, o programa, chamado TelAbortion, expandiu o atendimento de cinco para 13 estados, adicionando dois deles — Illinois e Maryland — quando a crise do coronavírus explodiu. Sem considerar esses novos estados, cerca de duas vezes mais mulheres fizeram abortos através do programa em março e abril do que em janeiro e fevereiro.

Para acomodar as mulheres durante a pandemia, a TelAbortion está “trabalhando para expandir para novos estados o mais rápido possível”, disse Elizabeth Raymond, médica associada da Gynuity Health Projects, que administra o programa. O projeto também está ouvindo mais mulheres nos estados vizinhos que procuram cruzar as fronteiras estaduais para que a TelAbortion possa atendê-las.

Até 22 de abril, a TelAbortion havia enviado um total de 841 pacotes contendo pílulas para interrupção de gravidez e confirmado 611 abortos completos, disse Raymond. Outras 216 participantes ainda estavam no processo de acompanhamento ou ainda não entraram em contato para confirmar seus resultados. O crescimento do programa é significativo o suficiente para que os senadores republicanos tenham apresentado recentemente um projeto de lei para proibir o aborto por telemedicina.

O FDA, que permitiu à TelAbortion continuar operando durante o governo Trump, se recusou a responder a perguntas do The New York Times sobre o programa.

O aborto através de medicamentos, aprovado pela FDA em 2000, está se tornando cada vez mais o método preferido das mulheres. Pesquisas recentes estimaram que cerca de 60% das pacientes elegíveis — com dez semanas de gestação ou menos — escolheram o aborto por medicação em vez de sucção ou cirurgia.

Mas a FDA exige que o primeiro medicamento do método (que utiliza dois medicamentos para concluir a interrupção da gravidez), o mifepristone, seja administrado em clínicas ou hospitais por médicos especialmente certificados ou por outros prestadores de serviços médicos.

As regras da FDA, no entanto, não especificam que os profissionais devem atender as pacientes pessoalmente; portanto, algumas clínicas começaram a permitir que as mulheres fizessem as consultas em vídeo com médicos certificados localizados em outros lugares. A TelAbortion vai mais longe, oferecendo consultas de telemedicina para mulheres em casa (ou em qualquer outro lugar), enviando-lhes remédios e acompanhando depois que as mulheres os tomam.

Em entrevistas, sete mulheres que interromperam a gravidez por meio da TelAbortion descreveram as emoções conflitantes e a logística complexa que pode acompanhar a decisão de fazer um aborto, e suas razões para optar por fazê-lo por telemedicina.

Dale é mãe solo e estava prestes a começar um emprego em um centro de armazenamento quando engravidou, no ano passado. Ela teria que voar para Honolulu, incorrendo em despesas com viagens e cuidados infantis.

“A alternativa seria esperar que um médico chegasse à minha ilha em três semanas”, disse Dale, 35 anos, a Kaneshiro durante sua consulta, a qual ela permitiu que um repórter do Times observasse. Até então, ela estaria num estágio muito avançado da gravidez para fazer um aborto medicamentoso.

Shiloh Kirby que conta que engravidou após ser estuprada em uma festa e decidiu recorrer ao aborto por telemedicina Foto: RACHEL WOOLF / NYT
Shiloh Kirby que conta que engravidou após ser estuprada em uma festa e decidiu recorrer ao aborto por telemedicina Foto: RACHEL WOOLF / NYT

Muitas pacientes da TelAbortion moram perto de clínicas. Shiloh Kirby, 24 anos, de Denver, conta que ficou grávida depois de ser estuprada em uma festa e disse ter escolhido a TelAbortion por conveniência e privacidade. Ela conduziu a consulta em vídeo enquanto estava sentada em seu carro, no estacionamento da loja de ferragens onde trabalhava.

Dawn, 30 anos, uma mãe divorciada de dois filhos que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome, ficou aterrorizada com o fato de que a debilitante depressão pós-parto que ela experimentou após o nascimento de seus filhos pudesse retornar se seguisse com a terceira gravidez. E também estava preocupada em ser reconhecida pelos manifestantes em frente à Planned Parenthood em Salem, Oregon. “Eu só não quero lidar com esse ridículo”, disse.

Atendimento pelo país

Com base nas leis estaduais que regem a telemedicina e o aborto, Raymond estimou que o TelAbortion pode ser legal em pouco mais da metade dos estados, incluindo alguns conservadores. Atualmente, o projeto atende Colorado, Geórgia, Havaí, Illinois, Iowa, Maine, Maryland, Minnesota, Montana, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.

Os médicos (e enfermeiras ou parteiras em alguns estados) que fazem as consultas em vídeo da TelAbortion devem ser licenciados nos estados onde a medicação é enviada, mas não precisam praticar lá. Da mesma forma, os pacientes não precisam morar nos estados que a TelAbortion atende. Eles apenas precisam estar em um deles durante a videoconferência e fornecer um endereço lá – o de um amigo, parente, até mesmo um hotel ou agência postal – para onde os remédios podem ser enviados.

“Tivemos pacientes que atravessaram as fronteiras do estado para receber o TelAbortions”, disse Raymond. Espera-se que mais o façam durante a pandemia. Neste mês, uma mulher do Texas dirigiu dez  horas em meio à neve para o Novo México, onde se hospedou em um hotel na estrada para fazer sua consulta via videoconferência e receber as pílulas.

Efeitos da pandemiaCoronavírus pode levar milhões de mulheres em todo o mundo ao aborto inseguroPUBLICIDADEhttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Durante essas consultas, os médicos explicam que a maioria das mulheres não sente desconforto com o mifepristone, que bloqueia um hormônio necessário para o desenvolvimento da gravidez. Cólicas e sangramentos, semelhantes a um período intenso, ocorrem após a expulsão do tecido fetal causado pelo segundo medicamento, o misoprostol, que é tomado até 48 horas depois. Após várias horas, o sangramento diminui, mas pode continuar por duas semanas. Em casos raros, as mulheres podem desenvolver febre, infecções ou sangramento extenso, exigindo atenção médica.

A TelAbortion relata que dos 611 abortos completos documentados até 22 de abril, a maioria foi realizada apenas com as pílulas e sem complicações. Em 26 casos, a aspiração foi realizada para finalizar o procedimento.

A médica Kristina Tocce é diretora da Planned Parenthood of the Rocky Mountains e atendeu Shiloh Kirby via teleconferência do seu escritório, em Denver, em novembro de 2019 Foto: RACHEL WOOLF / NYT
A médica Kristina Tocce é diretora da Planned Parenthood of the Rocky Mountains e atendeu Shiloh Kirby via teleconferência do seu escritório, em Denver, em novembro de 2019 Foto: RACHEL WOOLF / NYT

Raymond disse que 46 mulheres foram a pronto-socorros ou centros de atendimento urgente com problemas que parecem ter a mesma probabilidade de ocorrer se seguissem a prática comum de visitar clínicas de aborto para consultas, tomando o primeiro medicamento lá e o segundo em casa. Duas mulheres foram antes de receber as pílulas e duas antes de tomá-las, seja por enjoo matinal ou por acharem que estavam abortando. Quinze acabaram precisando de tratamento médico. Algumas receberam remédios para dor ou náusea.

Três foram hospitalizadas, todas tratadas com sucesso: duas mulheres tiveram sangramento excessivo e outra teve convulsão após uma aspiração, disse Raymond.

Onze mulheres decidiram não abortar e não tomaram as pílulas enviadas. Outra mulher continuou sua gravidez após a medicação falhar, assim como outra depois de vomitar o mifepristone. Dezesseis mulheres foram submetidas a dois ‘teleabortos’, disse Raymond.

Uma consulta silenciosa

Durante a videoconferência de Dale no Havaí, Kaneshiro falou calmamente. “É bastante normal passar alguns coágulos sanguíneos que talvez sejam do tamanho de uma moeda”, explicou.

“Estou preparada porque, na verdade, tive um aborto espontâneo no ano passado aos quatro meses de gravidez”, respondeu Dale.

“Isso não será tão ruim. Quero dizer, nesta fase da gravidez, o embrião real é menor que o tamanho de um grão de arroz”, disse a médica. “É muito improvável ver algo que seja reconhecível como gravidez.”

“Tudo bem, isso é bom”, disse Dale, depois de oito semanas e meia de gestação.

“Isso não afeta futuras gestações, portanto não tem efeitos a longo prazo”, disse Kaneshiro.

“OK, essa foi uma das minhas perguntas, obrigada”, disse Dale.

“Mamãe, mamãe!” disse a filha, Sophia, pulando na sala de estar cheio de Legos. “Ela é linda”, respondeu Kaneshiro.

Um exame de ultrasom, pílulas de Mifeprex e instruções sobre a mesa da cozinha de Ashley Dale, em Honaunau, Hawaii Foto: MICHELLE MISHINA KUNZ / NYT
Um exame de ultrasom, pílulas de Mifeprex e instruções sobre a mesa da cozinha de Ashley Dale, em Honaunau, Hawaii Foto: MICHELLE MISHINA KUNZ / NYT

A consulta de Dale e os testes de laboratório foram cobertos pela assistência pública do Havaí. As pílulas, que lhe custaram US$ 135, chegaram por correio. Ela as colocou em uma mesa perto de duas fotos de ultrassom da gravidez.

“OK, isso está acontecendo”, disse Dale a si mesma. “Eu vou fazer isso.”

Suas razões envolviam parcialmente discordâncias com seu namorado, o pai de Sophia, agora com 4 anos. O relacionamento tenso deles fez Dale acreditar que ela teria que criar seu segundo filho sozinha.

“Tenho uma filha linda e adoraria ter outra”, disse ela. “Mas isso não é viável para minha sanidade e sinto que basicamente estaria nos colocando para viver na pobreza”.

No verso de uma imagem de ultrassom, ela escreveu: “Nunca se esqueça por que você teve que tomar a difícil decisão de deixar esse bebê ir embora”. Ela engoliu a pílula.

Dale fez Sophia ficar na casa da mãe e tomou os outros comprimidos e disse que pareciam giz na boca. Para distrair as sete horas de cólicas e sangramentos intensos, ela assistiu todos os filmes da série “Matrix”.PUBLICIDADEhttps://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

“Não é fácil,” ela refletiu mais tarde, “mas ao mesmo tempo é claramente a escolha certa.”

28 selfies de celebridades sem maquiagem para te inspirar a fazer um detox na pele durante a quarentena

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
Katy Perry (Foto: Reprodução/ Instagram)

Shows para milhares de pessoas, gravações por horas no estúdio, shootings para revista… Celebridades são praticamente dependentes da maquiagem 24 horas por dia para exercer seus trabalhos e também para sair na rua as vezes. Com acesso a alguns dos maquiadores mais talentosos do mundo, até as famosas gostam de colocar sua beleza natural para jogo – e parecer absolutamente incrível fazendo isso. E a quarentena veio para ajudar nesse processo. 

Sejam adolescentes, avós ou em algum lugar intermediário, essas celebridades mostram que sua pele fica deslumbrante sem um toque de corretivo, que seus olhos brilham sem a ajuda do rímel e que um pouco de protetor labial é bastante útil. E tão bonitas quanto estrelas como Lady Gaga, Salma Hayek e Hailey Bieber parecem com maquiagem dramática, elas provam que a confiança e uma ótima rotina de cuidados com a pele podem se unir para um resultado igualmente lindo e sem maquiagem.

Aqui estão algumas das selfies de celebridades sem maquiagem, de estrelas como Gabrielle Union, Drew Barrymore e Millie Bobby Brown – selfies que fizeram nossas mandíbulas caírem, nos deram uma nova apreciação por sardas e nos inspiraram a passar um tempo extra aprimorando nosso regime de cuidados com a pele, para que nós também pudéssemos ter essa coragem sem maquiagem.

Gisele Bündchen

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Lily Collins

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
(Foto: Reprodução/ Instagram)

Lady Gaga

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Tia Mowry-Hardict

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Halsey

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Kylie Jenner

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Salma Hayek

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Christina Aguilera

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Charlize Theron

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Gabrielle Union

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Jennifer Lopez

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Michelle Pfeiffer

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Yara Shahidi

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Kate Hudson

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Janet Jackson

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Lady Gaga

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Gabrielle Union

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Drew Barrymore & Cameron Diaz

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Hailey Bieber

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Kesha

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Millie Bobby Brown

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Kris Jenner

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Carrie Underwood

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Eva Mendes

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Priyanka Chopra Jonas

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Lana Del Rey

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Megan Thee Stallion

Celebridades sem maquiagem (Foto: Reprodução/ Instagram)
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Greg Adamski for Harper’s Bazaar Arabia with Van kha

Photography: Greg Adamski. Styling: Anna Castan. Hair & Makeup: Melanie Meyer. Retouch: Dominik Herman. Model: Van kha.

Vídeo insano de Zoë Bell com Margot Robbie, Zoe Saldana, Scarlett Johansson, Rosario Dawson e + saem na mão em ‘Boss Bitch Fight Challenge’

Dublês e estrelas “trocaram socos” em vídeo-desafio

Nesse período de quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus — Covid-19 — a atriz e dublê Zoë Bell — coordenadora de dublês de Quentin Tarantino — resolveu fazer um vídeo insano onde várias atrizes e dublês “lutam” umas com as outras pela câmera.

Inspirado em um vídeo que circula no TikTok sobre maquiagem, Zoë Bell convidou várias celebridades “BADASS” e dublês para participarem da brincadeira, onde em vez de se maquiarem ou cantarem, elas tinham que socar, chutar e lutar diante da câmera.

Intitulado BOSS BITCH FIGHT CHALLENGE, com o texto “Aqui está……! Chutando o tédio com alguns dos melhores! Senhoras, vocês são todos meus heróis”Zoë Bell juntou todos os filmes enviados e publicou em seu canal no Youtube com uma trilha sonora bem agitada… ficou insano!!

Participaram do vídeo: Scarlett JohanssonFlorence PughMargot RobbieDrew BarrymoreRosie PerezJuliette LewisCameron Diaz, Rosario DawsonLucy LawlessHalle BerryZoe SaldanaThandie Newton e dentre outras Julia Butters, de 11 anos de idade, de “Era uma vez em Hollywood“, O interessante é ver a Margot Robbie pegando o bastão de Arlequina e a participação de Daryl Hannah, em seu papel icônico de “Kill Bill” de Quentin Tarantino , com direito a musiquinha assobiada. Café com NERD 

5 dicas de especialistas para dormir melhor

Pesadelos, sono agitado e insônia estão incomodando os quarenteners. Saiba como se prevenir e melhorar a qualidade do seu sono
NATHALIA FUZARO

Dieta do sono? Sim, ela existe! (Foto: Reprodução/Vogue Espanha)

Se você se interessou por essa matéria, talvez se identifique com o tema ou conheça alguém que está enfrentando problemas para dormir. Você ou seus familiares/amigos estão tendo mais pesadelosinsônia ou noites agitadas? Não à toa: diversos fatores da quarentena podem causar distúrbio no sono, tais como a ansiedade, o medo, o estresse, a mudança na rotina (consequentemente, nos horários de acordar e dormir, nos hábitos alimentares e na prática de exercícios físicos, por exemplo)… Mas, então, o que podemos fazer dormir melhor? Especialistas respondem abaixo:

Desconecte-se

Segundo neurologista Letizia Borges, os sonhos ocorrem durante a fase REM, que tem intensa atividade cerebral. “E os pesadelos são um reflexo do que sentimos, das nossas inseguranças mais profundas. Como estamos nesse contexto de sofrimento pela pandemia, com medo, é natural que os pesadelos aumentem”, explica a doutora. “Por isso, é importante que as pessoas evitem ter contato com uma quantidade exagerada de notícias ruins e ler sobre a Covid-19 à noite. Antes de ir para o quarto, é melhor ficar com a família, assistir a um seriado, ler livros, meditar e escutar uma música relaxante.” Nada novo, mas que fazem ainda mais sentido agora.

Cuide da coluna e do pescoço

Taí outra recomendação conhecida, mas que normalmente menosprezamos. Em casa, as pessoas tendem a ficar mais tempo sentadas e deitadas, o que pode comprimir a coluna e dificultar a vascularização – ainda mais em tempos de home office. Mas o que isso tem a ver com o sono? “Quando as artérias da parte de trás do corpo são comprimidas, a carótida (que fica na parte da frente) tem que trabalhar mais para irrigar o cérebro. Só que é justamente essa parte frontal do cérebro a responsável por nos colocar em estado de alerta, então o sono acaba sendo prejudicado”, esclarece o Dr. Lucas Rech, criador do Centro de Quiropraxia Casa da Coluna e do estúdio de condicionamento físico QuiroGym. Para amenizar os efeitos da quarentena, ele recomenda fazer exercícios de alongamento e fortalecimento da coluna e dos músculos estabilizadores do pescoço, principalmente o trapézio e o escaleno.

Mantenha a rotina

Sem ter que encarar o trânsito, há quem esteja aproveitando para dormir um pouco mais. Mas a Dra. Letízia ressalta a importância de estipular horários para acordar e dormir – e consequentemente comer, trabalhar, descansar. “Levantando mais cedo, o sono virá mais cedo também. Além disso, é essencial ter um ritual com atividades relaxantes para ir acalmando a mente. Evite usar o celular à noite, por exemplo, pois além de estimular o cérebro com um excesso de informações a luz emitida pela tela reduz a produção do hormônio do sono, a melatonina.”

Vigie o que come

Por falar em melatonina, a nutrição pode ser uma boa aliada! Alguns alimentos, como aveia e cereja, são fontes naturais que ajudam na sua secreção. Além disso, escolhas estratégicas podem melhorar ainda seu humor e sua disposição. A nutricionista esportiva e bariátrica Natália Bisconti, da Clínica Franco e Rizzi, enumera algumas recomendações: “Mantenha a ingestão adequada de proteínas, como carnes magras, ovos, leite desnatado e seus derivados, cogumelos e grãos. Diversos neurotransmissores como a serotonina e a dopamina dependem de aminoácidos essenciais para serem secretados. Também atente para o consumo de gorduras boas, principalmente o Ômega 3, tais como peixes, azeite de oliva, sementes, abacate e oleaginosas, pois a deficiência dos ácidos graxos pode estar relacionada com o aumento da depressão. Evite alimentos gordurosos à noite, pois dificultam o processo de digestão e podem prejudicar o sono. E, por fim, capriche no uso de chás como camomila, melissa e maracujá, que têm efeito calmante”.

Prepare o cenário

Ajude seus cinco sentidos a entenderem que é hora de descansar. O tato pode ser beneficiado por um colchão e um travesseiro adequados. “Veja na tabela de densidade qual corresponde ao seu tipo físico, pois o colchão deve dar suporte à coluna. E o ideal é dormir de lado com um travesseiro confortável, na altura da curvatura natural do pescoço”, lembra a neurologista. Já o olfato pode ser estimulado com o uso de óleos essenciais. “Eles funcionam como uma chave que abrem e fecham receptores em nosso cérebro, auxiliando nos níveis de estresse e em outras funções fisiológicas”, explica Paloma Doro, diretora de marketing da Young Living Essential Oils. Ela recomenda pingar essências de lavanda ou o blend Peace & Calming no difusor e deixar alguns minutos no quarto antes de deitar. “Para quem não tem difusor, aplique duas gotas nos pés com uma gota no travesseiro ou duas gotas nas mãos, esfregue uma à outra e inspire algumas vezes profundamente.”

Associação de Estilistas defende um novo calendário para lançamentos e liquidações

A próxima liquidação de inverno acontecerá em agosto, e não em julho, pleno inverno. Lançamentos da coleção Verão 2021 serão em setembro, e não em agosto, como costumava ser.
Alice Ferraz, O Estado de S.Paulo

Inversão de calores. Às vésperas de ser lançada a coleção de inverno, tudo mudou Foto: MARCIA ANGELICA

Por que lançamos coleções de inverno em pleno janeiro quando o calor brasileiro está no auge? O oposto é recíproco: tentar vender vestidos de verão com temperaturas baixas sempre foi um mistério que ninguém da moda conseguia resolver.

Questionar o motivo de ver, em pleno frio de agosto, casacos sendo vendidos pela metade do preço, é questionar todo o calendário de moda que há décadas parecia errado – mesmo assim, o setor não conseguia se unir para alterar. Pois a pandemia do novo coronavírus e sua crescente onda de transformação em vários setores chegou ao mercado da moda para modificar de maneira emergencial um calendário que merecia essa mudança. “Há um mês, fechamos abruptamente, do dia para noite, no momento em que lançaríamos nossas de coleções de inverno”, afirma Roberto Davidowicz, vice-presidente da Associação Brasileira de Estilistas (Abest). “Durante as últimas quatro semanas, nos reunimos com marcas de todos os tamanhos, showrooms e multimarcas, ouvimos as dores de cada um e conseguimos, em um movimento de integração e forte união ao bem comum da moda nacional, resolver questões importantes do setor”, diz.

A associação, que representa 120 estilistas e marcas nacionais, apresentou uma carta-proposta com apoio de sete showrooms, o elo que une grifes para a venda em mais de 500 multimarcas de todo Brasil, e redefiniu o calendário de lançamentos e liquidação até 2022. “Poucas vezes presenciei na moda uma vontade tão forte do próprio mercado. Nosso manifesto é orientativo, quer dizer, serve para nortear marcas nesse momento desafiador”, explica.

Para o consumidor final, o que muda parece simples, mas terá impacto nacional em toda cadeia da moda. A próxima liquidação de inverno acontecerá em agosto, e não em julho, pleno inverno. Lançamentos da coleção Verão 2021 serão em setembro, e não em agosto, como costumava ser. Mais do que datas, o que altera é a valorização do produto que fica mais tempo nas araras das lojas – assim, começamos um processo de afastamento da tendência do fast fashion, que lança novas coleções a cada 15 dias. Um movimento que enaltece as criações nacionais e educa o consumidor que passa a ter um olhar mais cuidadoso com o design brasileiro.

Décor do dia: banheiro tricolor com meia parede pintada

Quem assina o projeto é o escritório israelense Studio Gal Gerber
POR RAFAEL BELÉM | FOTOS DIVULGAÇÃO

Décor do dia: banheiro tricolor com meia parede pintada (Foto: Divulgação)

Banheiros todos brancos têm lá seu charme, é verdade. Mas o poder das cores de criar ambientes personalíssimos e cheios de estilo também é irrefutável. Neste banheiro assinado pelo escritório israelense Studio Gal Gerber, por exemplo, a combinação tricolor é o grande destaque da decoração. Aqui, vermelho, preto e branco pontuam os espaços de forma categórica. Enquanto a meia parede pintada garante espaço para o tom avermelhado, o azulejo branco recobre as superfícies baixas até chegar ao chão. Já o preto marca presença em pequenos detalhes, que vão desde o rejunte até a pia e os metais. Ao fundo, quadros com figuras geométricas coloridas reforçam a identidade do projeto. 

Décor do dia: banheiro tricolor com meia parede pintada (Foto: Divulgação)