“Abrace sua história e avance” e outras 5 lições que aprendemos com Naomi

Com o seu 50º aniversário se aproximando, Naomi Campbell convida amigos e colaboradores para compartilhar momentos íntimos em sua série do YouTube, No Filter. Confira seis lições que podemos tirar das conversas
ALEX KESSLER – VOGUE INTERNATIONAL

Naomi Campbell (Foto: Divulgação)

Poucas pessoas na moda têm uma carreira tão duradoura e ilustre quanto Naomi Campbell. Durante suas três décadas e meia na indústria, as inúmeras conquistas fizeram da supermodelo uma lenda.

Perto de completar 50 anos e isolada em sua casa em Nova York, não é de admirar que Naomi esteja com um humor reflexivo. Sua série no YouTube (apropriadamente intitulada de No Filter), lançada no início de abril, traz uma visão sincera da vida e uma lista estrelada de convidados, como Anna Wintour, Christy Turlington, Marc Jacobs, Pierpaolo Piccioli, Akut Adut, Ashley Graham e Nicole Richie.

Aqui, algumas lições que aprendemos com as conversas de Campbell no No Filter até o momento.

Você pode escolher sua família
Ao longo dos anos, Naomi estabeleceu muitos relacionamentos significativos na indústria da moda e além – “a família escolhida por ela”. Seu vínculo pai-filha com o falecido designer Azzedine Alaïa a levou a chamá-lo de ‘papai’, enquanto Nelson Mandela era seu ‘avô’. Agora Campbell é uma espécie de mãe – ela refere-se amorosamente à modelo Adut Akech como sua “filha bebê”, chegando ao ponto de dizer que “procurou em todo o mundo encontrá-la”.

Como Marc Jacobs disse a Campbell quando era convidado no No Filter: “Estou muito entusiasmado com a ideia de “família que você escolheu” porque não tinha esse relacionamento com minha família de nascimento, mas tenho com você e nosso grupo de amigos. Isso não significa que a gente precise se ver todos os dias, mas sabe quando precisa aparecer e estar lá. E você aparece e está lá.

Peça o que você merece – você pode fazer história
Quando Campbell e Ashley Graham discutiram a capa da Sports Illustrated de 2016 estrelada por Ashley (a primeira a trazer na capa uma modelo de tamanho 16 americano), Campbell contou uma história semelhante de 1988, quando se tornou a primeira modelo negra a estrelar a capa da Vogue Paris.

No ano seguinte, Campbell conseguiu a cobiçada capa de setembro da Vogue americana – novamente, a primeira modelo negra a ocupar tal espaço. Era a primeira edição de setembro (a mais importante do ano) de Anna Wintour como diretora – e Wintour lembra como ela se recusou a ceder quando seus superiores questionaram sua decisão: “Eu apenas pensei: ‘Esta é uma garota fantástica, a modelo do momento, E fizemos história juntos, então muito obrigada.”

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Ashley Graham e Naomi (Foto: Reprodução)

Sempre defenda grandes talentos
Enquanto Campbell compartilha boas lembranças de suas filmagens com os lendários Irving Penn e Richard Avedon, bem como Herb Ritts e Peter Lindbergh, ela também usa sua plataforma para apoiar talentos emergentes, como os fotógrafos Campbell Addy e Tyler Mitchell e o designer nigeriano Kenneth Ize.

Campbell e Wintour discutiram o brilho dos tecidos de Ize e o senso de comunidade criativa. “O único desfile que fiz na última semana de moda de Paris foi o de Kenneth”, conta Campbell. Ela também elogia Pierpaolo Piccioli, de Valentino, não apenas pela beleza de seus desenhos, mas também pela diversidade de seus castings. “Chorei apenas duas vezes na passarela ao longo da minha vida, e o desfile de alta-costura para o verão 2019 da Valentino foi uma delas.”

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Adut Akech e Naomi (Foto: Reprodução)

O autocuidado é a chave para o bem-estar mental
Se você é um dos 9 milhões de seguidores do Instagram de Campbell, já reparou que ela se exercita diariamente. “Eu preciso fazer isso por minha própria mente, sabia?” Quando ela recebeu as irmãs campeãs de tênis Venus e Serena Williams no programa, elas discutiram seus planos para a semana juntas: “Então, temos um treino na quinta-feira e na sexta darei uma espiadinha em você com um mocktail”, disse Naomi.

Como uma alternativa a visitar seu massagista ou quiroprata, Campbell toma banhos com uma mistura de ingredientes à noite. A receita? “Sais Epsom de lavanda, sal kosher e uma xícara de vinagre de maçã”, explica.

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Cindy Crawford e Naomi (Foto: Reprodução)

Abrace sua história e avance
Tanto Campbell quanto seus convidados usaram alguns dos seus minutos no programa para clamar por mudanças. Esforços notáveis ​​incluem: o Vogue/CFDA fashion fund para a Covid-19, A Common Thread, anunciado por Anna Wintour em março; Diddy prometeu US $ 1 milhão para abrir uma nova escola no Bronx; a organização sem fins lucrativos de saúde materna de Christy Turlington, Every Mother Counts; e Adut Akech – uma ex-criança refugiada – que falou sobre seu trabalho com a agência de refugiados das Nações Unidas UNHCR. A própria Campbell, enquanto isso, é a porta-voz da instituição de caridade Fashion For Relief, que arrecada dinheiro para causas ambientais e humanitárias.

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Marc Jacobs e Naomi (Foto: Reprodução)

Seja o melhor amigo possível, especialmente nas horas mais sombrias
Ao relembrar o início de sua carreira de modelo, Campbell declarou sua gratidão a Christy Turlington: “Você falou de mim para Steven Meisel, me apresentou a Gianni Versace … Você apenas se colocou na linha de frente.” Jacobs e o diretor Lee Daniels foram transparentes sobre a recuperação do vício, com Daniels elogiando Campbell por seu papel fundamental na recuperação dele. “Você me deixou sóbrio”, disse ele.

Modscape injeta nova vida na casa de meados do século em Elsternwick com uma paleta contida e rica

O Modscape  recentemente renovou a casa clássica de meados do século em Elsternwick, com uma moderna e respeitosa extensão de dois andares.

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Kitchen & highlight windows

“Os proprietários adoravam a casa de meados do século, mas em seu estado ruim – layout desordenado, janelas com vazamentos, caixilhos apodrecidos e falta de armazenamento – a casa simplesmente não estava funcionando. As fachadas originais voltadas para a rua foram restauradas e as árvores maduras ao redor foram preservadas. Uma renovação sensível e uma nova extensão modular composta por cinco pequenos módulos dão nova vida à casa, revigorando as qualidades originais e simpatizando com a época e o estilo. A nova planta mantém a essência do original, com uma moderna cozinha em plano aberto / sala de estar / jantar que maximiza o aspecto do norte. A adição de uma nova zona infantil no andar de cima, com três quartos, banheiro da família e sala de zaragata, permite que sejam feitas modificações ponderadas na casa existente para criar uma suíte master generosa, completa com roupão e vestiário invejáveis. No coração da adição está uma nova cozinha, projetada como o centro de atividades. Uma das queixas sobre a casa original foi a falta de armazenamento na cozinha. A inclusão da despensa de um mordomo – completa com segunda pia, lava-louças, geladeira e muitas prateleiras abertas – ajuda a resolver esse problema. Slyly integrado na parede de marcenaria, a despensa é escondida discretamente longe da sala principal. As janelas de destaque acima da marcenaria da cozinha não apenas aumentam a luz natural e ajudam a ventilação, mas também ajudam na ilusão de que o piso acima está flutuando. O mesmo acabamento de piso e teto continua de dentro para fora, chamando a atenção e conectando a casa e o jardim sem esforço. A paleta de materiais contidos, porém ricos e texturizados, leva pistas das tendências modernas de meados do século com azulejos de terracota, paredes de tijolos expostos, tetos de madeira e uma escada em espiral. O resultado é uma casa de família confortável e atraente que respeita, celebra e expande suas qualidades originais, ao mesmo tempo em que oferece todas as comodidades para a vida familiar moderna e garante que existirá por muitas outras décadas ”, explica Modscape.

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Dining area
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Terracotta tiles, timber ceilings & spiral staircase
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Living room
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Staircase
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Master bedroom
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Bathroom
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Bedroom
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Exterior
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Vivienne Rohner – Vogue Russia May 2020 By Van Mossevelde+N

New Norm   —   Vogue Russia May 2020   —   www.vogue.ru
Photography: Van Mossevelde+N Model: Vivienne Rohner Styling: Marine Braunschvig Hair: Olivier De Vriende Make-Up: Sandrine Cano

Uber tem prejuízo de US$ 2,9 bi, mas ações sobem com sinal de reabertura

Volta à normalidade em alguns países, segundo presidente executivo, pode provocar movimentação da empresa, que viu queda de 80% na demanda por corridas em alguns mercados
Por Agências – Reuters

Uber Office – Aldgate – London, England

Uber disse nesta quinta-feira, 7, que vê sinais encorajadores em alguns mercados atingidos pela pandemia do coronavírus. Ao revelar seus resultados no primeiro trimestre de 2020, a empresa afirmou ter tido um crescimento de 14% na receita no período, suportada pelo crescimento de seu negócio de delivery de refeições Uber Eats. Ao todo, a receita do Uber entre janeiro e março foi de US$ 2,54 bilhões. 

A empresa, porém, teve prejuízo de US$ 2,9 bilhões nos três primeiros meses do ano – as perdas incluem uma desvalorização de US$ 2,1 bilhões em investimentos feitos pelo Uber em algumas áreas específicas. No entanto, o presidente executivo do Uber disse que já vê sinais de recuperação no movimento em alguns mercados, que demonstram reabertura após o período de isolamento social por conta do coronavírus. “Além do bom movimento no negócio de comida, também estamos encorajados por sinais em mercados que estão se reabrindo”, escreveu Dara Khosrowshahi em nota a investidores. 

Com a notícia, as ações da empresa dispararam 7% após o fechamento do mercado, depois de uma valorização de 11% durante o pregão desta quinta-feira. Assim, a empresa deve encerrar o dia avaliada em torno de US$ 56 bilhões. No início do ano, a empresa tinha a expectativa de conseguir ser lucrativa até o final de 2020 – a previsão foi retirada em abril, por conta da incerteza em torno da pandemia global de coronavírus. Além disso, é importante lembrar que o Uber anunciou, nesta semana, a demissão de 3,7 mil funcionários em todo o mundo, por conta da crise. 

Neste primeiro trimestre, o negócio de corridas do Uber cresceu 2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas caiu 18% na comparação com o quarto trimestre de 2019. Já a receita do Uber Eats subiu 11% – normamente, a área costuma apresentar problemas por conta de altos gastos com incentivos para consumidores e entregadores. 

O conhecimento arquitetônico é “muito útil” na moda, diz Iris van Herpen| Virtual Design Festival

Na segunda de três entrevistas em vídeo exclusivas com Iris van Herpen para o Virtual Design Festival, a estilista holandesa explica como trabalhar com arquitetos informou sua abordagem ao design têxtil e a levou a trabalhar em uma extensão de museu em grande escala no ano passado.

Van Herpen é conhecida por criar coleções de moda elaboradas e esculturais. Ela frequentemente colabora com arquitetos para ajudá-la a desenvolver os materiais e técnicas incomuns que usa em seus projetos.

“De certa forma, o conhecimento que existe na arquitetura é muito útil para o desenvolvimento de materiais em menor escala”, disse ela no vídeo, que Dezeen filmou em seu ateliê em Amsterdã. “Então, realmente traduzindo técnicas em larga escala em texturas ou tecidos finos”.

O mundo está pagando um preço alto por roupas baratas

Isabelle Gerretsen e Ivana Kottasová da CNN Business

Jaquetas em fibra de abacaxi, incluindo a desenvolvida para a coleção ‘Conscious Exclusive’ da H&M
Foto: Ivana Kottasova/CNN

Quando clientes entraram na loja da H&M do centro de Londres no último verão, a primeira coisa que viram foi um vestido azul marinho florido, pendurado no ponto de maior destaque da loja. Colocado à venda por apenas 4 libras (ou cerca de R$ 28), o vestido trazia mais do que o preço baixo: havia nele uma etiqueta verde com a palavra “Conscious” (consciente).

Mais à frente no corredor, lixeiras de reciclagem foram colocadas ao lado de uma coleção de camisetas e vestidos listrados. Tal configuração não é incomum nas 4.473 lojas da H&M em todo o mundo, já que a empresa quer ser vista como campeã da luta contra as mudanças climáticas.

O império sueco de roupas executa uma série de programas de sustentabilidade, incentivando os clientes a trazer de volta roupas indesejadas para reutilização. Desde 2002, a empresa divulga relatórios anuais de sustentabilidade. Sua primeira coleção Conscious, usando algodão orgânico e materiais reciclados, saiu em 2010.

Mais recentemente, o H&M Group anunciou um plano para fabricar todo o seu vestuário a partir de materiais reciclados ou de origem sustentável até 2030. Outra ideia foi criar estações de costura de “conserto e reforma” em lojas selecionadas e testar o aluguel de roupas em Estocolmo.

Como seus outros rivais da fast fashion, como é conhecida a indústria da moda rápida, a H&M tem como principal modelo de negócios os preços baixos, consumo rápido e as tendências que mudam rapidamente – elementos que estão em conflito direto com sua missão de sustentabilidade. A indústria da moda global gera uma enorme quantidade de resíduos – um caminhão de lixo cheio de roupas é queimado ou enviado para um aterro a cada segundo, de acordo com um relatório da Ellen MacArthur Foundation, organização sem fins lucrativos que trabalha para melhorar o registro de sustentabilidade do setor.

Quando uma camisa custa US$ 5, ela é rapidamente vista como descartável. Temos maior probabilidade de descartar roupas mais baratas produzidas em massa do que itens mais caros, de acordo com um estudo de 2009 sobre hábitos de consumo.

A H&M está bem ciente do problema. Hendrik Alpen, gerente de engajamento em sustentabilidade da empresa, admitiu que o setor de fast fashion está lutando para equilibrar seu compromisso climático com o desejo de atender às demandas dos consumidores.

“Não é tão difícil quanto física quântica, basta observar como a população global se desenvolverá até 2040, quando poderemos ser nove bilhões de pessoas. Naturalmente, isso é ótimo da perspectiva de ter mais clientes em potencial”, disse Alpen à CNN Business. “Mas se olharmos para as fronteiras planetárias, a conta não fecha”, admitiu.

Peças em fibra de abacaxi com uma etiqueta consciente da H&M
Foto: Ivana Kottasova/CNN

Coletivamente, a indústria global da moda produz quase quatro bilhões de toneladas métricas de emissão de gases de efeito estufa, ou 8,1% do total mundial, de acordo com a Quantis, uma consultoria climática que analisa o impacto ambiental da indústria da moda. Esse cálculo inclui os sete estágios da vida de uma peça de vestuário, começando com a criação das fibras usadas para fabricá-la (o cultivo do algodão, por exemplo), até a montagem da roupa e, por fim, seu transporte e venda. As estimativas consideram vestuário e calçados.

Quando você vai a um shopping ou faz compras online, é difícil compreender as consequências globais dessas aquisições individuais. Mas considere o impacto de uma única camiseta de algodão ou uma calça jeans como exemplos.

O processo de confecção de uma camiseta de algodão emite cerca de cinco quilos de dióxido de carbono – mais ou menos a mesma quantidade gerada em uma viagem de carro de 20 quilômetros. Além disso, a fabricação usa até 1.750 litros de água. Isso ocorre, em parte, porque o algodão é uma cultura que consome muita água. A irrigação ineficiente, assim como o processo de branqueamento e tintura, aumentam o uso da água, explicou a Quantis à CNN Business.

A produção de uma calça jeans consome ainda mais água (cerca de três mil litros) devido ao tingimento e ao branqueamento envolvidos, segundo cálculos da Quantis. Fabricar uma única calça emite cerca de 20 quilos de CO2, a mesma quantidade produzida durante uma viagem de carro de 80 quilômetros.

Existem maneiras mais sustentáveis de cultivar algodão, que incluem o uso prioritário da água da chuva, rotação de culturas para preservar a qualidade do solo e o uso limitado de pesticidas. No entanto, o algodão sustentável continua sendo um produto de nicho, representando apenas cerca de 15% do total global de 2017, de acordo com a CottonUp Initiative.

Em 2017, a indústria da moda sugou cerca de 79 bilhões de metros cúbicos de água, o suficiente para encher quase 32 milhões de piscinas olímpicas. E só deve piorar. A Global Fashion Agenda e o Boston Consulting Group estimam que o uso de água na indústria da moda aumente outros 50% até 2030.

Segundo eles, esse uso abusivo ameaça principalmente os países produtores de algodão, que estão rapidamente ficando sem água. Pesquisadores do Twente Water Centre, da Universidade de Twente, na Holanda, afirmam que quatro bilhões de pessoas sofrem de escassez severa de água por pelo menos um mês por ano. Quase metade dessas pessoas vive na Índia e na China, os dois maiores produtores de algodão do mundo.

Na Ásia Central, outra importante região produtora de algodão, essa cultura é parcialmente responsável pela seca do Mar de Aral, que já foi um dos quatro maiores lagos de água doce do mundo.

O Mar de Aral, localizado na fronteira entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, já foi o quarto maior lago de água doce do mundo. Ele diminuiu para apenas 10% do seu tamanho original em 2000 e continua secando desde então
Foto: Nasa

A questão não se encerra com a produção. Lavar roupas também pode ter um efeito prejudicial ao meio ambiente, principalmente por causa de materiais sintéticos, como o poliéster, que contêm fibras plásticas. Após muitas lavagens, essas fibras se decompõem em microplásticos, que podem chegar aos oceanos e prejudicar a fauna marinha.

“Sessenta por cento dos materiais usados pela indústria são fibras plásticas, cuja lavagem polui os oceanos com resíduos equivalentes a 50 bilhões de garrafas plásticas por ano”, disse Francois Souchet, que lidera o programa Make Fashion Circular, da Ellen MacArthur Foundation, unindo os principais atores do setor para criar uma moda mais sustentável.

O fabricante de jeans Levi Strauss está em uma missão para mudar isso. Durante anos, a empresa incentiva seus clientes a reduzir o número de vezes que lavam seus jeans. Um relatório de 2013 encomendado pela empresa revelou que a lavagem costumeira era responsável por 23% da água usada no ciclo de vida de seus jeans.

A Levi’s também encontrou uma maneira de criar o jeans desbotado usando apenas um dedal de água e gás ozônio em vez do método tradicional, que pode gastar até 42 litros de água.

A empresa também usa pedras em vez de água para obter a aparência de “gasto”, uma técnica que reduziu o volume de água usada no acabamento de vestuário em 96% desde 2011, segundo a empresa.

600Funcionário descarrega jeans de uma máquina de tingimento de tecidos em uma fábrica na Índia
Foto: Dhiraj Singh/Bloomberg/Getty Images

O alto preço da sustentabilidade

A H&M lançou sua Coleção Conscious em 2010. Para se qualificar para a etiqueta consciente, as roupas devem conter pelo menos 50% de materiais sustentáveis, como algodão orgânico ou poliéster reciclado, de acordo com o site da H&M.

A empresa foi acusada pelos clientes de fazer “greenwashing” (ou “banho verde”) por ser vaga sobre as credenciais de sustentabilidade da coleção. No meio do ano passado, a Autoridade Norueguesa do Consumidor (NCA) enviou uma carta à H&M, acusando a empresa de enganar os consumidores com reivindicações de sustentabilidade excessivamente vagas associadas à sua coleção Conscious. A NCA disse à CNN Business que as informações no site da H&M não especificavam a quantidade de material reciclado usado em cada peça.

“Acreditamos que essa é uma informação que o consumidor deve ter à mão, pois a roupa é comercializada como reciclada”, opinou Elisabeth Lier Haugseth, diretora geral da NCA. “É preciso saber se isso representa 2% ou 50% do material da roupa.”

Quando perguntado sobre o tema, Alpen, gerente de sustentabilidade da H&M, disse que a empresa aceitaria as críticas e aprenderia a “comunicar esse valor extra” aos consumidores.

A coleção Conscious inclui itens como uma jaqueta rosa vegan feita de Pinatex, um material parecido com couro feito de resíduos de abacaxi e poliéster reciclado, em vez de couros de animais.

O problema: seu preço de saída é US$ 299.

Esse preço, que se destaca em um mar de roupas superbaratas, ilustra uma dura verdade: embora a H&M esteja se esforçando mais para falar sobre mudanças climáticas, é difícil ampliar práticas sustentáveis e ainda manter os preços baixos.

Desenvolvido pela especialista em artigos de couro Carmen Hijosa, a Pinatex tornou-se um material bastante procurado. Hijosa se uniu a vários estilistas de luxo, incluindo Hugo Boss e Trussardi, além de colaboração na H&M. A empresária espera ampliar sua empresa para que a Pinatex possa eventualmente fornecer a mais fabricantes de roupas uma alternativa de couro por um preço mais baixo. Por enquanto, ela reconhece que a jaqueta de US$ 299 da H&M provavelmente está fora do alcance de muitos consumidores.

Em um esforço para incentivar as pessoas a doar roupas, em vez de jogá-las, a Levi Strauss & Co. exibiu 19 mil pares de jeans em um estádio em 2014
Foto: Jed Jacobsohn/Getty Images for Levi’s

Mas Carmen Hijosa também disse à CNN que cabe aos clientes desempenhar o seu papel – comprando produtos menos descartáveis e mais duradouros. “Nós, consumidores, temos muito poder. Acho que todos sabemos que não precisamos de vinte camisetas. Talvez seja melhor pagar um pouco mais e ter duas camisetas”, observou.

“Acho que estamos muito, muito mais conscientes”, acrescentou. “As pessoas param por cinco segundos e pensam: ‘se eu comprar isso, será um desperdício daqui a seis meses, se eu comprar aquilo, vai durar mais tempo. Custa mais, mas também vou usá-lo mais’”.

Moda descartável

As empresas de fast fashion produzem bilhões de peças de vestuário a cada ano para levar as últimas tendências aos seus clientes. Os críticos, do Greenpeace ao Parlamento do Reino Unido, dizem que essa produção em massa promove a ideia de que as roupas são descartáveis e incentiva o desperdício excessivo.

Mais da metade dos itens de fast fashion são descartados em menos de um ano, de acordo com estimativas da consultoria McKinsey & Company.

O problema está se tornando aparente. Em seu relatório “Fixing Fashion” de 2019, o comitê de auditoria ambiental da Câmara dos Comuns do Reino Unido propôs que o governo introduzisse um imposto de fast fashion para combater a mentalidade descartável dos consumidores. O slogan do inquérito: “O custo da moda não devia ser a Terra.”

A mensagem abrangente do comitê foi direta: as pessoas precisam repensar a maneira como se vestem comprando itens com mais qualidade e duração.

“O verdadeiro problema da indústria da moda rápida é que, se você estiver vendendo coisas por 5 libras, as pessoas não vão tratá-la com nenhum respeito e, no final de sua vida útil, ele estará na lixeira”, disse Mary Creagh, a parlamentar que presidiu o comitê.

O imposto proposto era pequeno, apenas um centavo por item. Os legisladores queriam usar a receita para impedir que as roupas fossem para um aterro sanitário.

Por fim, o governo rejeitou a ideia, dizendo que queria se concentrar na eliminação do plástico descartável primeiro.

A maioria das roupas usadas não é reciclada

Em uma tentativa de fazer sua parte, a H&M lançou um programa de reciclagem em 2012, permitindo que os clientes trocassem roupas indesejadas por cupons de desconto.

O último relatório de sustentabilidade da H&M declarou que, das peças de roupa usadas que coletava, 50% a 60% foram classificadas para reutilização. Cerca de 35% a 45% foram reciclados para se tornarem produtos não de moda, como panos ou materiais de isolamento, ou se transformarem em novas fibras têxteis. Os 3% a 7% restantes que não puderam ser reciclados foram queimados para produção de energia. E 0% acaba em aterro.

A empresa pretende operar um modelo de negócios 100% circular até 2030, o que significa garantir que “não haja fim da vida útil dos materiais, mas criando um ciclo fechado em que tudo seja usado pelo máximo de tempo possível até ser finalmente reciclado”, detalhou Alpen.

No entanto, alguns críticos chamam isso de mais um exemplo de greenwashing por parte da empresa.

Orsola de Castro, designer e cofundadora da Fashion Revolution, um movimento global sem fins lucrativos, disse que o foco da indústria na circularidade é um sinal de que as maiores empresas estão “empenhadas em continuar” com seu modelo de negócios atual.

“Essas marcas sabem muito bem que apenas jogar alguns milhões em alguma circularidade experimental não resolveria o problema, mas lhes daria a oportunidade de dizer ‘no futuro, poderemos produzir o máximo que pudermos, e você poderá comprar o quanto quiser, porque, em última análise, reciclaremos tudo’, mas isso não é verdade “, afirmou.

Segundo Orsola de Castro, o futuro sobre o qual as empresas falam está tão longe que não fará diferença tão cedo. “Precisamos introduzir um comportamento diferente, alterando os hábitos de compra nesse meio tempo”, acrescentou.

H&M Group diz que coletou mais de 29.005 toneladas de roupas indesejadas em 2019, mas admite que, para muitos tipos de têxteis, soluções viáveis de reciclagem ou não existem ou não estão disponíveis comercialmente em escala.

Em todo o mundo a partir de 2015, 73% das roupas acabaram em aterros sanitários ou incineradores porque não podem ser recicladas, de acordo com a Ellen MacArthur Foundation, uma organização sem fins lucrativos que trabalha para melhorar o registro de sustentabilidade do setor.

O principal desafio é a falta de infraestrutura de reciclagem de têxteis. A tecnologia atual permite que menos de 1% das roupas seja reciclada, disse à CNN François Souchet, que lidera o programa Make Fashion Circular da Ellen MacArthur Foundation.

Ele conta que a indústria da moda deve projetar roupas com final de uso em mente, integrando materiais recicláveis, como a liocel, uma fibra feita de polpa de madeira biodegradável.

“Os produtos não foram projetados para ser transformados em novos itens ou atualizados em grande estilo. Com os materiais usados você não pode reciclar economicamente as roupas”, acrescentou.

A maioria dos especialistas e empresas de moda reconhece que a tarefa à frente é enorme e exigirá uma infinidade de soluções e tecnologias que ainda não estão disponíveis.

“Não acho que exista um negócio de moda verdadeiramente sustentável, mas, olhando para o resto da indústria hoje, posso dizer com muita confiança que a H&M é uma das opções mais sustentáveis nesse cenário”, sustentou Alpen.

Residência para uma artista / Castroferro Arquitectos

ArchDaily  – Curadoria de Clara Ott

CASAS VIGO, ESPANHA
Arquitetos: Castroferro Arquitectos
Área: 150 m²
Ano: 2019
Fotografias: Héctor Santos-Díez
Fabricantes: Cortizo, Finsa, Santos Cocinas

Descrição enviada pela equipe de projeto. Alejandra é uma escultora que decidiu unir todo seu mundo em uma pequena moradia. Uma residência localizada nessas regiões que as cidades esquecem de digerir, construída, como todas suas semelhantes, a golpes de desejos e sagacidade, gerando um conjunto feito a base de retalhos que em cada momento se mostraram necessários.

Habitar no mesmo espaço que se trabalha sempre se supõe uma reflexão sobre a relação física de ambos lugares, sobre quanto um intoxica o outro.

Este projeto está centrado – partindo de uma moradia base – no fato de que a arquitetura ajude a separar emocional e fisicamente ambos lugares. Um térreo e subsolo para o trabalho e um pavimento superior para o descanso.

© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez
Planta
Planta
© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez
Corte
Corte
© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez

A área de trabalho é tratada com a maior literalidade possível, deixando aparentes todas as instalações do pavimento superior, a estrutura do forro de madeira com suas vigas de pinus que foram corretamente reforçadas, assim como todas as paredes originais com seus múltiplos remendos construtivos. 

A moradia se fez assim e seguirá sendo construída assim, adicionando camadas. 

© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez

Para criar um cenário necessário para um lugar de trabalho, onde a criação escultórica deva ser o único centro de intensidade, se decide abstrair toda essa base material por meio de uma camada branca que, mantendo o olhar atento às texturas materiais, consegue evitar o fundo e enfatizar o trabalho escultórico de Alejandra. 

A escultora desejava também mesclar seu lugar de trabalho, onde fossem vistos os testes, os erros, a sujeira, o processo… com uma pequena área de exposições para aquele visitante que, porventura, possa aparecer. Uma pequena escada expositiva feita de concreto e as vigas reutilizadas da moradia servem para mostrar essas obras como uma galeria de arte. 

© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez

A moradia da artista surge afastada do solo, abaixo dela está o espaço de trabalho com uma imagem abstrata e massiva feita em pedra e concreto polido do solo. A moradia será outra coisa. 

Primeiramente, o espaço não é similar ao outro. Decide-se eliminar o forro existente para poder desfrutar de todo o volume. As frágeis ripas do telhado são reforçadas e dois montantes de abeto laminado, unidos à treliça existente com placas metálicas, são evidenciados dando continuidade à honestidade dessa construção em suas camadas de uso que sempre definiram a arquitetura desse tipo de moradia.

© Héctor Santos-Díez
© Héctor Santos-Díez

Uma intervenção mínima de madeira laminada completa a estrutura principal do dormitório com suas vigas de abeto laminadas e, novamente, a peça de madeira compensada como painel final no piso e na parte inferior do teto.

O piso de madeira compensada é um antônimo perfeito para o concreto polido na área de trabalho. Este espaço superior é deliberadamente tratado como um contraste com a materialidade da pedra inferior, resolvendo com tons quentes da madeira toda a nova atuação que reflete o dever do descanso.

Nicolas Valois for Madame Figaro with Indiah Lavers

Photography: Nicolas Valois. Styling: Barbara Baumel. Hair: Kazuko Kitaoka. Makeup: Hugo Villard. Model: Indiah Lavers.

Katy Perry anuncia lançamento do single “Daisies” para maio

Canção, que chega em breve, estará no próximo álbum da cantora pop
ARTHUR ELOI

The first single from #KP5 is called #DAISIES and she’s coming MAY 15, 2020
THE MUSIC MUST GO ON http://katy.to/Daisies

Katy Perry anunciou que lançará um single em breve. “Daisies” chegará às plataformas digitais em 15 de maio.

Como indicou no tuíte, a canção fará parte do quinto álbum de estúdio da cantora.

Apesar de não ter confirmado dado a data do novo álbum, Katy Perry está aquecendo para o sucessor de Witness, lançado em 2017. Em 2019, Perry lançou as inéditas “Never Really Over“, “Small Talk” e “Harleys In Hawaii”.

Anteriormente, Perry havia lançado colaborações; o remix de “Con Calma” com Daddy Yankee e Snow e a colaboração com Zedd, “365”.