O que comer – e o que evitar – para conseguir uma pele saudável na quarentena

Por mais que a gente precise de uma válvula de escape na forma de doces e drinks, não é hora de baixar a guarda – até mesmo quando o assunto é saúde e beleza da pele
OLGA PENTEADO

(Foto: Reprodução)

Indulgências na forma de bolos, pães e drinks até podem trazer conforto imediato nesses dias de confinamento, mas, cuidado: eles prejudicam não só a saúde como um todo como a beleza da sua pele.

Por outro lado, alimentos do dia a dia, fáceis de encontrar e preparar, podem fazer maravilhas para o rosto, deixando-o mais resistente, hidratado e luminoso. Conheça os nutrientes que não podem faltar na sua mesa, de acordo com Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), principalmente agora no outono, estação que favorece o ressecamento e descamação da pele.

Proteínas: garantem o tônus e a sustentação
A pele precisa de um bom aporte proteico para manter o tônus, renovar suas estruturas e manter suas funções. A principal proteína que dá estrutura à derme é o colágeno, formado pelos aminoácidos que consumimos. Mas como esses aminoácidos só chegam às fibras de colágeno da pele depois de terem passado por outros tecidos conjuntivos do organismo, como músculos e ossos, é importante manter o adequado. As principais fontes são: carnes, ovos, laticínios e leguminosas.

Vitamina C: ajuda na construção do colágeno
Além do efeito antioxidante, é essencial para a formação das fibras de colágeno que compõem a derma e são responsáveis pela sustentação da pele. As apostas são: frutas cítricas, morango, kiwi, manga, acerola, caju, brócolis e vegetais folhosos.

Ômegas 3: formam a barreira de proteção da pele
Os alimentos fonte de ácidos graxos do tipo ômega 3 são fundamentais para a manutenção do manto hidrolipídico da epiderme, barreira que garante proteção e hidratação — o que é ainda mais importante no clima seco, típico do outono. Além disso, eles têm atividade anti-inflamatória e antioxidante e ajudam a prevenir ou reduzir o agravamento doenças cutâneas inflamatórias como as dermatites. São fontes alimentares de ômega 3: peixes de água fria, sementes oleaginosas, leguminosas, algas e vegetais verde-escuro.

Polifenóis: são os melhores antioxidantes
Pigmentos presentes principalmente em frutas, legumes e verduras, são antioxidantes capazes de combater o excesso de radicais livres responsáveis pelo aparecimento de doenças e do envelhecimento precoce. Para a pele, os principais são os flavonoides, com forte ação anti-inflamatória, e que podem ser encontrados no suco de uva, no chá verde, nas leguminosas e nas frutas. Destaque também para as lignanas (linhaça, cereais, grãos, algas), estilbenos (chocolate com maior concentração de cacau, amendoim) e ácidos fenólicos (canela, café, chá, kiwi, maçã, frutas vermelhas e roxas).

Carotenoides: fortalecem a imunidade da pele
Do amarelo ao vermelho, passando pelos alaranjados e esverdeados, esses pigmentos, presentes em frutas, legumes e verduras, são antioxidantes e promovem proteção da pele. Também estimulam a comunicação entre as células e atuam melhorando a resposta imune. Estão presentes em alimentos como abóbora, pimentão, mamão, acerola, manga, cenoura, tomate, brócolis, legumes, folhas, batata doce, inhame, gema de ovos e especiarias como cúrcuma, açafrão e páprica.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Água: previne o ressecamento e descamação
É essencial que a quantidade adequada de líquidos seja ingerida durante a quarentena, pois estamos no outono e o ar fica mais seco pode causar ressecamento da pele e mucosas, além de propiciar alergias e resfriados. Para manter a hidratação da pele, a água pura é sempre a melhor pedida, mas existem outras opções saudáveis: águas com ou sem gás saborizadas com frutas cítricas, água de coco, chás e infusões. Sucos naturais e não coados, cafés e outros líquidos, desde que não adoçados com açúcar, também podem ser consumidos, mas com moderação.

“Os alimentos com funcionalidades citados aqui devem ser inseridos em uma dieta equilibrada, variada e o mais natural possível, lembrando que a saúde da pele geralmente é um reflexo da saúde do organismo”, reforça diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), que destaca, a seguir, os itens “proibidos” para quem busca uma pele saudável e viçosa.

Doces e massas: inflamam e liberam radicais livres
Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo em geral e para a pele em particular. Os mais comuns são os carboidratos de maior índice glicêmico como açúcares, massas de farinhas brancas e refinadas. Os mesmo vale para os alimentos ultraprocessados, gorduras trans, excesso de gorduras saturadas e as frituras.

Álcool: resseca e favorece descamação
O consumo de álcool aumentou na quarentena — entre outros problemas, ele desidrata, porque o organismo precisa de grande quantidade de água para metabolizá-lo, além de sobrecarregar o fígado, tudo o que não precisamos nesse momento. Se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, caso da pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação.

Conheça o moderno escritório da empresa de engenharia DataMap em Tel Aviv, Israel

A empresa de engenharia DataMap contratou recentemente a empresa de arquitetura Roy David Studio para projetar seu novo escritório em Tel Aviv, Israel.

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Waiting area

“O processo de planejamento foi desafiador, pois os projetistas foram obrigados a planejar um piso de galeria com 4 escadas separadas que pudessem acomodar 4 sub-inquilinos diferentes. Uma tarefa que exigia a intervenção de um número considerável de elementos profissionais para produzir pisos dignos dos espaços de trabalho dos funcionários designados da empresa que posteriormente os preenchiam. Os aspectos acústicos, estruturais, eletromecânicos e de design foram necessários para trabalhar em perfeita sinergia para alcançar o melhor resultado.

O designer escolheu uma linha elegante que preserva as qualidades e os valores do grupo – refletidos na cor grafite dominante em todo o espaço. Além disso, a equipe do estúdio selecionou um banco de imagens do mundo do mapeamento e do planejamento urbano, como a grade ortodôntica urbana e o uso de camadas topográficas; Estes formaram uma base conceitual para a linguagem de design.

Na passagem principal, você pode ver um sistema de iluminação personalizada que simula a grade de uma cidade urbana. Esse sistema auxilia na orientação no espaço, pois acompanha o eixo central em cada andar. Além desses, você pode ver elementos de iluminação do artista Ohad Benit emulando a forma de bolhas de ar que sobem pelo centro da escada que leva ao segundo andar do escritório.

Cada andar contém um layout central de espaço aberto que permite que os funcionários desfrutem da vista magnífica que esses andares têm para oferecer, enquanto os executivos estão localizados em salas compactas e funcionais ao redor do núcleo do edifício. No topo de cada linha de estações de trabalho, no espaço aberto há uma peça final personalizada que atua como um amortecedor entre o corredor público e as estações de trabalho privadas, a fim de manter um ambiente de trabalho silencioso e apropriado para os funcionários da empresa ”, diz Roy David Studio.

  • Location: Tel Aviv, Israel
  • Date completed: 2018
  • Size: 21,527 square feet
  • Design: Roy David Studio
  • Photos: Itay Benit
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Reception
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Reception
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Meeting room
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Meeting room
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Corridor
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Kitchen
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Torpedo e Kraken, clássicas HQs europeias, ganham campanha no Catarse

Títulos desenhados pelo espanhol Jordi Bernet chegam ao país em agosto
GABRIEL AVILA

Editora Figura anunciou uma campanha de financiamento coletivo para o lançamento de Torpedo 1936 Kraken, clássicas HQs europeias desenhadas por Jordi Bernet. Escrita por Enrique Sánchez Abulí, Torpedo acompanha Luca Torelli, um notório assassino da máfia. Já Kraken tem roteiros de Antonio Segura conta a história do tenente Dante, um policial da distópica cidade de Metropol. Confira abaixo uma prévia dos títulos:

Leia a sinopse de Torpedo 1936: “Obra maior de Enrique Sánchez Abulí e Jordi Bernet, Torpedo é Luca Torelli, um cruel assassino profissional na Nova Iorque dos anos 1930. Luca é um sujeito absolutamente amoral, capaz dos atos mais bárbaros, agindo no submundo da máfia norte-americana.”

Leia a sinopse de Kraken: “O protagonista da série é o tenente Dante, anti-herói que lidera os Krakeneiros, um esquadrão que patrulha as gigantescas cloacas de Metropol, a mais corrupta e violenta das cidades, local onde atuam os mais sórdidos criminosos – de políticos corruptos a sádicos assassinos – e lar do Kraken, o monstro mítico composto pelos dejetos de toda a podridão e maldade humana.”

A campanha – que pode ser acessada aqui – ficará no ar até 3 de julho e tem entre as recompensas marca-páginas, pôsteres e outras HQs publicadas pela Figura.

Casal Beckham é criticado por comprar imóvel enquanto pede fundo emergencial

David e Victoria compraram cobertura em Miami avaliada em US$ 20 milhões

Victoria e David Beckham

David e Victoria Beckham estão sendo criticados por comprarem uma cobertura em Miami avaliada em US$ 20 milhões (cerca de R$ 115,3 milhões), enquanto a marca de moda de Victoria pediu US$ 185 mil (R$ 1 milhão) em fundos emergenciais para colocar 30 de seus funcionários em licença por dois meses, em meio à pandemia do novo coronavírus.

Segundo informações divulgadas pelo portal Page Six, o imóvel foi comprado após o casal ter feito um empréstimo bancário de US$ 12 milhões (R$ 69 milhões) por meio da empresa Beckham Brand Ltd. Procurada pelo portal, a empresa de Victoria afirmou no início de maio que não estava mais buscando a assistência ao contribuinte.

O apartamento comprado pelo casal fica em uma torre futurista de 62 andares, conhecida como Museu dos Mil, e projetada pela falecida arquiteta Zaha Hadid, vencedora do prêmio Pritzker de arquitetura.

Família Beckham

O imóvel tem aproximadamente 960 m², com cinco quartos e sete banheiros, além de uma vista de 360º da cidade, inclusive do mar. Seu condomínio conta com comodidades que incluem um lounge no último andar, uma academia, duas piscinas, sauna, spa e um heliporto particular.

Morre a cantora americana de soul e R&B Betty Wright, aos 66 anos, em Miami

Wright ficou conhecida pelos sucessos ‘Clean Up Woman’, ‘No Pain (No Gain)’ e ‘Tonight is the Night’

A cantora Betty Wright
A cantora Betty Wright – Reprodução

Morreu neste domingo (10), aos 66 anos, a cantora americana Betty Wright. Segundo sua sobrinha, a morte ainda não teve causa confirmada. Cantora do gênero musical R&B, Wright ficou conhecida pelos sucessos “Clean Up Woman”, “No Pain (No Gain)” e “Tonight is the Night”. Ela morreu em sua casa, em Miami, segundo o New York Times.

No dia 2 de maio, a cantora ganhadora de várias edições do prêmio Grammy Awards, Chaka Khan, fez um apelo para seus seguidores na rede social Twitter, onde pediu orações para Betty Wright.

Além de cantora, Betty foi a primeira artista feminina a lançar a sua própria gravadora, nos anos 1980. A artista foi recentemente homenageada no canal TV One, em um programa que contou com a participação do rapper Lil Wayne.

Steph Pedersen for Factice Magazine with Alex Woll

Photographer: Steph Pedersen. Stylist: Amelia Lee. Hair: Bianca Nikolic. Makeup: Eve Lyn. Model Alex Woll at Kult Models.

Anna Jarvis, a mulher que se arrependeu de ter criado o Dia da Mães

Americana vivia na Virgínia Ocidental e era filha dedicada
Vibeke Venema

Anna Jarvis fundou o Dia das Mães nos Estados Unidos há mais de um século. – Getty images

BBC NEWS BRASIL – Quando Elizabeth Burr recebeu um telefonema de uma pessoa perguntando sobre a história de sua família, ela inicialmente pensou que era um golpe.

No entanto, a ligação veio de um pesquisador que procurava parentes vivos de Anna Jarvis, a mulher que criou o Dia das Mães (comemorado em muitos países no segundo domingo de maio) nos Estados Unidos há mais de um século.

Anna Jarvis era uma criança em meio a um total de 13 filhos, dos quais apenas quatro viveram até a idade adulta. Seu irmão mais velho foi o único a ter filhos, mas muitos morreram jovens de tuberculose e seu último descendente direto morreu na década de 1980. Assim, Elisabeth Zetland, da plataforma de genealogia online MyHeritage, decidiu procurar primos em primeiro grau, e foi isso que a levou a Elizabeth Burr.

Elizabeth Burr deu ao MyHeritage a notícia surpreendente de que seu pai e tias não comemoravam o Dia das Mães, por respeito a Anna, que defendia que sua ideia havia sido invadida por interesses comerciais e tinha sido degradada.

A campanha de Anna Jarvis por um dia especial para celebrar as mães foi algo que ela herdou de sua própria mãe, Ann Reeves Jarvis. A historiadora Katharine Antolini diz que Ann Reeves Jarvis queria que o trabalho das mães fosse reconhecido, pelo serviço incomparável que prestavam à humanidade em todos os campos da vida.

Ann Reeves Jarvis era muito ativa na Igreja Metodista Episcopal, onde, a partir de 1858, dirigiu clubes de trabalho das mães para combater altas taxas de mortalidade infantil, principalmente devido a doenças que devastaram sua comunidade em Grafton, Virginia Ocidental.

Nesses grupos, as mães aprendiam sobre higiene e saneamento, como a importância vital de ferver água antes de beber. Os organizadores forneciam remédios e suprimentos para famílias doentes e, quando necessário, colocavam famílias inteiras em quarentena para evitar epidemias.Jarvis, a mãe, perdeu nove filhos, incluindo cinco durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), que provavelmente morreram por doenças, diz Antolini, professora do West Virginia Wesleyan College.

Quando Ann Reeves Jarvis morreu, em 1905, cercada pelos quatro filhos sobreviventes, Anna ficou triste e prometeu realizar o sonho de sua mãe, embora sua abordagem de dia das mães fosse bem diferente, diz Antolini.

Enquanto a mãe queria celebrar o trabalho das mães por melhorar a vida dos outros, a perspectiva de Anna era a de uma filha dedicada. Seu lema para o dia das mães era “Para a melhor mãe que já viveu – sua mãe”. Era por isso que deveria ser no singular, não plural.

“Anna imaginou o feriado como uma volta para casa, um dia para homenagear sua mãe, a única mulher que dedicou a vida a você”, diz Antolini.

A mensagem poderia tocar todo mundo e também se comunicava com as igrejas. E a decisão de Anna de ter colocar essa data no domingo foi uma jogada inteligente, diz Antolini.

Três anos após a morte da mãe dela, o primeiro dia das mães foi celebrado na igreja metodista de Andrews, em Grafton. Anna Jarvis escolheu o segundo domingo de maio porque seria sempre próximo de 9 de maio, o dia em que sua mãe tinha morrido. Anna distribuiu centenas de cravos brancos, a flor favorita de sua mãe, para as mães que compareceram.

A popularidade da celebração cresceu. Em 1910, o Dia das Mães se tornou um feriado do estado da Virgínia Ocidental e em 1914 foi designado feriado nacional pelo então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson.Um grande fator para o sucesso do dia foi seu apelo comercial. “Mesmo que Anna nunca quisesse que o dia fosse comercial, logo isso aconteceu. Portanto, a indústria floral, a indústria de cartões comemorativos e a indústria de doces merecem parte do crédito pela promoção do dia”, diz Antolini.

Mas isso não era isso o que Anna queria.

Quando o preço dos cravos disparou, ela divulgou um comunicado à imprensa condenando os floristas: “O que você faz para derrotar charlatães, bandidos, piratas, mafiosos e sequestradores que minariam com sua ganância um dos melhores, mais nobres e verdadeiros movimentos e celebrações?”

Em 1920, ela estava pedindo às pessoas que não comprassem flores. Ela estava chateada com qualquer organização que usasse seu dia para qualquer coisa, exceto seu desenho original e sentimental, diz Antolini. Isso incluía instituições de caridade que usavam o feriado para arrecadar fundos, mesmo que pretendessem ajudar mães pobres.

“Era um dia para celebrar as mães, não de ter pena delas porque eram pobres”, explica Antolini. “Além disso, algumas instituições de caridade não estavam usando o dinheiro para mães pobres, como diziam.”

O dia das mães foi arrastado também para o debate sobre os votos das mulheres. Os anti-sufragistas diziam que o verdadeiro lugar de uma mulher era o lar e que ela estava ocupada demais como esposa e mãe para se envolver na política. De outro lado, os grupos de sufrágio argumentavam: “Se ela é boa o suficiente para ser mãe de seus filhos, ela é boa o suficiente para votar”. E enfatizaram a necessidade de que as mulheres tenham voz no futuro bem-estar de seus filhos.

A única que não se aproveitou do Dia das Mães, ao que parece, foi a própria Anna. Ela recusou o dinheiro oferecido a ela pela indústria de flores.

“Ela nunca lucrou com o dia e poderia facilmente fazê-lo. Eu a admiro por isso”, diz Antolini.

Ann e sua irmã Lillian, que era deficiente visual, sobreviveram da herança de seu pai e do irmão Claude, que dirigia um negócio de táxi na Filadélfia antes de morrer de um ataque cardíaco.

Mas Anna passou a gastar cada centavo lutando contra a comercialização do Dia das Mães.

Antes mesmo de a data se tornar um feriado nacional, ela havia reivindicado direitos autorais sobre a frase “Segundo domingo de maio, Dia da Mãe” e ameaçou processar qualquer pessoa que o comercializasse sem permissão.

“Às vezes, grupos ou indústrias usavam propositalmente a grafia ‘Dia das Mães’, no plural, para contornar as reivindicações de direitos autorais de Anna”, diz Antolini. Um artigo da Newsweek escrito em 1944 dizia que ela tinha 33 processos abertos.

Naquela época, ela tinha 80 anos e estava quase cega, surda e indigente, e estava sendo cuidada em um sanatório na Filadélfia. Há muito tempo se diz que as indústrias de flores e cartões pagavam secretamente pelos cuidados de Anna Jarvis, mas Antolini nunca conseguiu confirmar isso. “Gostaria de pensar que sim, mas pode ser uma boa história e não a verdadeira”, diz ela.

Um dos atos finais de Anna, enquanto ainda morava com a irmã, foi ir de porta em porta na Filadélfia pedindo assinaturas para apoiar um pedido de cancelamento do Dia das Mães.

Quando Anna foi admitida no sanatório, Lillian morreu de envenenamento por monóxido de carbono enquanto tentava aquecer a casa. “A polícia disse que pedaços de gelo pendiam do teto porque estava muito frio”, diz Antolini.

E Anna morreu de insuficiência cardíaca em novembro de 1948.

Jane Unkefer, de 86 anos, prima de primeiro grau de Anna (e tia de Elizabeth Burr), acha que Anna Jarvis ficou obcecada em sua cruzada contra a comercialização.

“Eu não acho que eles eram muito ricos, mas ela usou todo o dinheiro que tinha”, diz. “É constrangedor. Eu não gostaria que as pessoas pensassem que a família não estava cuidando dela, mas ela acabou no equivalente a uma vala comum”.

Eles podem não ter sido capazes de ajudá-la no final de sua vida, mas a família honrou a memória de Anna de outra maneira: não comemorando o Dia das Mães por várias gerações.

“Nós realmente não gostamos do Dia das Mães”, diz Jane Unkefer. “E a razão pela qual não gostamos é que minha mãe, quando criança, ouviu muitas coisas negativas sobre o Dia das Mães. Reconhecemos isso como um sentimento agradável, mas não fazíamos jantar especial ou comprávamos flores”.

Quando era uma jovem mãe, Jane costumava parar em frente a uma placa em homenagem ao Dia das Mães na Filadélfia e pensar em Anna.

“É uma história comovente porque há muito amor nela”, diz Jane. “E acho que o resultado disso é uma coisa boa. As pessoas se lembram da mãe, do jeito que ela gostaria que elas fizessem.”

Jane confessa que mudou de ideia sobre a celebração agora. “Muitas gerações depois, eu esqueci todas as coisas negativas que minha mãe já disse sobre isso, e fico muito zangada se não falar com meus filhos. Quero que eles honrem a mim e ao meu dia”, diz ela.

A irmã mais nova de Jane, Emily d’Aulaire, também viu sua atitude em relação ao dia das mães mudar ao longo do tempo.

“Eu nem sabia disso até que meu próprio filho estava na escola e voltou para casa com um presente de Dia das Mães”, diz ela. “Nossa mãe costumava dizer algo como ‘Todo dia é dia das mães’.”

Durante muito tempo, Emily ficou triste devido à intenção original de Anna ter sido frustrada, mas hoje em dia ela envia um cartão para sua nora, a mãe de seus netos.

Este ano, muitas famílias não poderão presentear suas mães com flores ou um dia de passeio. Em vez disso, celebrarão o Dia das Mães por meio de uma chamada de vídeo, devido às medidas de isolamento social.

Mas Antolini acha que Anna e a mãe dela teriam ficado satisfeitas com essas celebrações reduzidas. Ela imagina que Ann Reeves Jarvis, uma veterana de muitas epidemias, ressuscitaria os clubes das mães para ajudar os outros. E Anna ficaria encantada com a redução de oportunidades de compras, que ela sentia ofuscar a pureza de sua ideia original.

Sérgio Sant’Anna, autor fundamental da literatura brasileira, morre aos 78 anos, vítima da covid-19

Muitos colegas consideravam o autor, vítima da covid-19, o grande escritor brasileiro vivo; ele deixa uma obra de imensa sabedoria
Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

O escritor carioca Sérgio Sant’Anna, em seu apartamento no bairro das Laranjeiras, no Rio, em outubro de 2017. Sant’Anna morreu aos 78 anos, vítima da covid-19  Foto: Wilton Junior/Estadão

No país do conto, desbravado por Rubem Fonseca e Dalton Trevisan, o ambiente urbano viu outro escritor do mesmo calibre consolidar a obra mais sensual que a literatura brasileira já teve notícia. Sérgio Sant’Anna morreu neste domingo, 10, vítima da covid-19. Sérgio Sant’Anna foi talvez o pós-modernista brasileiro mais importante da nossa literatura, unindo sabedoria com um profundo interesse nas letras, ao mesmo tempo em que nutria um ceticismo sobre qualquer papel idealizado da literatura na nossa sociedade. Essa visão influenciou mais de uma geração de escritores. Ele estava internado no Hospital Quinta D’Or, na zona norte do Rio, há uma semana.

Acostumado a distinções e reconhecimentos críticos, Sant’Anna continuou criando até o fim da vida, nos seus textos ficcionais, uma ambientação sensual para reflexões profundas que encontra poucos paralelos na literatura brasileira contemporânea. A proliferação de sua escrita contrasta com a construção da frase em seus textos, pensada como elemento estético-político, sempre tratada com elegância mesmo na ativa participação do escritor nas redes sociais.

Profundamente interessada pelo mundo ao seu redor, bem como a histórias do passado, e situada numa geografia tipicamente brasileira, carioca, a obra de Sant’Anna se volta para os conflitos íntimos dos seus variados personagens, colocando-os em confronto com a sociedade, tornando-se assim universais. Incansável, o escritor sempre buscou novos caminhos, mantendo em sua obra a coerência de um universo particular.

Sua tendência à experimentação formal é facilmente detectada no trânsito que sua obra mantinha com diversos gêneros, embora ele mesmo reconhecesse no conto o seu métier principal. “Me dou melhor com formas mais breves”, disse o escritor num encontro com leitores em Curitiba, há 10 anos. “Tenho muito mais tendência à narrativa curta do que ao romance. No romance, existe uma vocação. Tem gente que é romancista quase que nato. Tem gente que cria, que puxa aqueles fios da meada, por exemplo, a saga de uma família inteira, que encontra personagens secundários desenvolvidos. Comigo é o contrário, tenho uma tendência à concentração. Inclusive, tem uma coisa que eu sei explicar: o conto me permite experimentar mais. Eu gosto de ser lido — não é experimentação no sentido de tornar o livro absolutamente ilegível. É experimentação no sentido de procurar formas novas para cada livro.” Mais recentemente, porém, ele demonstrava inquietação com a definição “conto”, preferindo em seu lugar a palavra “narrativas”.

Seus narradores, seguindo a coerência, têm plena consciência da própria condição de narrar, estabelecendo assim desde o primeiro plano narrativo uma metalinguagem que coloca em jogo sempre as representações da realidade, e não a realidade em si, atribuindo sofisticação à sua literatura.

Um dos exemplos dessa constatação é Um Crime Delicado (1997, vencedor do Jabuti de 98), romance em formato de desabafo, escrito por um crítico de teatro, encenado como peça, trabalhado como crítica. Antonio Martins é um crítico que se envolve em um processo criminal após o seu envolvimento com Ines, uma mulher manca que causa nele uma profunda impressão. O seu desabafo, que é então a narrativa, é a sua versão dos fatos. Ao colocar o narrador no papel do crítico, Sant’Anna cria um romance em que o crítico, no lugar de avaliar, é avaliado, gerando um curto circuito de alta voltagem narrativa.

Torcedor dedicado do Fluminense, o escritor também foi um dos responsáveis por inserir o futebol no contexto da literatura brasileira, em diversos contos, como Páginas Sem Glória, do livro de mesmo nome em 2012.

O escritor gostava de citar, em textos ficcionais e nas entrevistas, sua “experiência mineira”, quando ele viveu 12 anos em Belo Horizonte, mas o Rio de Janeiro acabou sendo sua principal morada, real e literária. Em um dos contos do seu último livro publicado em vida, Anjo Noturno (2017), o narrador lê Proust ao som dos “tiros de grosso calibre”.

“O Rio é mesmo o meu cenário, pois nasci e vivi aqui”, disse ele ao Estado na ocasião do lançamento do livro. “Mas também morei em Belo Horizonte por 12 anos, estada que, pela convivência com muitos artistas, foi fundamental na minha formação literária. E, por incrível que possa parecer, durante um certo tempo eu ouvia, constantemente, os tiroteios, com armas de alto calibre, vindo dos morros mais próximos. E houve momentos, sim, que me vi lendo alta literatura, ou escrevendo, ao som desses tiroteios. Mas é também porque as balas não chegam a atingir o prédio onde moro. E no conto mencionado há um episódio em que um bandido adolescente faz amor com sua namorada numa situação de alto risco. É imperdoável que o País não tenha criado perspectivas para as crianças e adolescentes das comunidades mais pobres.”

Suas obras foram traduzidas para alemão, italiano, francês, espanhol e tcheco, e ele venceu, entre uma lista enorme de outros prêmios, quatro vezes o Jabuti (que ele dizia “que todo mundo já ganhou”), três vezes o APCA e o prêmio da Biblioteca Nacional. Diversos de seus trabalhos foram adaptados para o cinema e para o teatro.

Sant’Anna começou na literatura em 1967, realizando enfim o sonho de escrever. Inscreveu um conto num concurso para alunos da Faculdade de Direito da UFMG, onde estudava, e ficou em segundo lugar, recebendo elogios da comissão julgadora, liderada por Murilo Rubião (o primeiro lugar ficou com Humberto Werneck, seu amigo e primo em segundo grau). Ele passou a publicar na revista Estória, editada por Luiz Gonzaga Vieira, e também no Suplemento Literário de Minas Gerais, conduzido pelo próprio Rubião.

Começou em livro com os contos de Sobrevivente, em 1969 (nascido no contexto da ditadura militar, ferida histórica que seus livros nunca perderam de vista, sem, porém, nenhuma derivação moralizante), que ele mais tarde renegou. Ao longo das décadas, dezenas de títulos aclamados ajudaram a consolidar sua obra no panteão da literatura brasileira, como O Concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro (1983), A Tragédia Brasileira (1984), O Monstro (1994), Voo da Madrugada (2003), O Livro de Praga (2011) e Anjo Noturno (2017), seu último livro publicado até agora.

Quando questionado qual era o seu livro preferido (no podcast da Companhia das Letras, a editora de seus livros, que comemorou os seus 50 anos na literatura, em 2019), Sérgio Sant’Anna respondeu sem pensar muito: era A Tragédia Brasileira (1987). “Eu contei uma história muito cheia de acidentes de percurso, há várias linguagens mas ao mesmo tempo é uma história que me seduz muito, a história de uma mocinha atropelada no Rio de Janeiro. Por várias circunstâncias que estão no texto, ela é considerada uma virgem santa. A partir daí pego toda uma religiosidade, o cemitério… Ela morre, mas fica com o corpo tão intacto que vira uma morta muito bonita. Por uma estranha coincidência, escrevi esse livro ao mesmo tempo em que o Amazona, um livro de ação, passado num Brasil moderno, a Dionísia é uma amazona que vai ascendendo ao poder. Por uma razão muito simples: eu cansava de um e pegava o outro.”

Sérgio Andrade Sant’Anna e Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 1941, e foi na biblioteca da casa dos pais onde adquiriu o gosto pela leitura, driblando a severidade da mãe em bloquear o acesso a títulos supostamente não adequados à sua idade (ele falava com humor sobre o Index católico depositado em uma das estantes da casa). Ele citava Monteiro Lobato como primeiro interesse. Quando tinha 12 anos, mudou-se para a família para a Inglaterra, onde aprendeu a ler em inglês, língua em que leu autores beat ainda na adolescência; Franz Kafka e Machado de Assis também sempre estavam no seu imaginário de escritor.

Quando volta ao Brasil, alguns anos depois se muda para Belo Horizonte, onde cursa a faculdade de Direito da UFMG, e em seguida volta para a Europa para concluir sua formação. Passa o 1968 em Praga, onde testemunha as revoluções sociais, e entre idas e vindas volta a viver no Rio de Janeiro em 1977, quando se torna professor da Escola de Comunicação da UFRJ, onde permanece até 1990. Antes disso, também trabalhou na Petrobras e na Justiça do Trabalho. Depois, se dedica exclusivamente à literatura, contribuindo para os principais jornais do País (inclusive o Estadão).

Além das influências literárias, Sant’Anna sempre colocou em sua obra elementos de artes plásticas e do teatro, presença que ele justificava como provocadora dos sentidos sem a tentação da imitação que os escritores provocavam. Quadros frequentemente se tornavam o ponto de partida de textos, seja pelo tema, seja pelo ambiente. Um de seus ídolos era Marcel Duchamp, e mais recentemente ele adorou a exposição do artista chinês Li Zhang Yang, no CCBB do Rio. 

Em entrevista ao Estado em 2011, ele se indignava, bem humorado, de estar chegando aos 70. “Acho inacreditável. Acho um absurdo. Ninguém acha que vai chegar a uma idade dessas. Você sabe disso. Quando a gente tem 15 anos, não acha que vai chegar aos 30, acha que 30 é velho pra burro. Isso me chateia.” 

Em 2017, lançando aquele que foi seu último livro publicado em vida (Anjo Noturno), Sant’Anna refletia sobre a própria vida em narrativas com fortes tintas autobiográficas, incluindo ali uma reconstituição impressionante do golpe militar de 1964. Na época, ele era sindicalista e trabalhava na Petrobras, de onde foi prontamente demitido pela ditadura.

“(Alguns dos textos) são mesmo totalmente autobiográficos, mas com um tratamento literário. Estou com 75 anos e andei sentindo um grande impulso de mergulhar no meu passado, de certa forma tornando este passado uma nova realidade. É um privilégio, sendo um escritor, poder fazer isso. Gostei também de tirar do baú o golpe militar, que me pegou em pleno ativismo político de esquerda. Felizmente, não fui preso ou torturado, como vários de meus amigos, o que me deixa entristecido até hoje. Mas fui processado num inquérito policial-militar e demitido de meu emprego. Porém, acho a situação política brasileira, apesar de tenebrosa (em 2017), com a corrupção instalada nos mais alto escalões, nem de longe mostra a violência da ditadura militar. Mas estão abusando da paciência do povo; só espero que a verdadeira direita não venha a lucrar com isso”, disse na ocasião, prevendo um futuro que mesmo os analistas políticos mais sérios ignoravam.

Em 2018, como um dos principais convidados da Festa Literária Internacional de Paraty, lamentou o fato de as pessoas estarem na rua pedindo a volta da ditadura militar. “Fico chateado com gente pedindo a volta da ditadura. A maior parte das pessoas que estão aí pedindo não viveram aquilo. Foi barra muito pesada. O que se vive no Brasil hoje perto daquilo não é nada. Embora haja muita coisa condenável, naquela época era uma impotência total. Os jornais eram censurados. Quem advoga ditadura, se for com honestidade, está cometendo um tremendo equívoco”, disse o autor, para palmas do público, na ocasião.

Mais recentemente, Sérgio Sant’Anna publicava diariamente na sua página no Facebook opiniões incisivas sobre o estado político do Brasil, lamentava a perda de amigos e colegas, como Rubem Fonseca, mas também pedia aos amigos contatos nos jornais, que usou para publicar dois textos inéditos em abril e maio, um na Folha de S. Paulo e um na revista Época. Costumava se referir ao presidente Jair Bolsonaro como “a Besta”, e sempre ressaltava que era necessário manter o comando do País na mão dos civis.

“Meus queridos e minhas queridas, não quero assustar ninguém, mas acho a peste que nos assola simplesmente aterrorizante. Não encontro outro modo de reagir se não escrevendo”, disse ele no dia 23 de abril. A peste levou Sérgio Sant’Anna, mas a peste não pode levar de quem ficou as suas palavras, eternas.

Fashion weeks na era digital

Em decorrência da pandemia da covid-19, organizações responsáveis pelas semanas de moda na Europa e nos EUA anunciam formatos inovadores
Alice Ferraz, O Estado de S.Paulo

A notícia dos cancelamentos das versões físicas dos eventos de moda internacionais chegou cedo  Foto: Charles Platiau/Reuters

A notícia dos cancelamentos das versões físicas das semanas de moda internacionais chegou cedo. Com as grandes capitais da moda mundial sendo afetadas pela crise de saúde pública causada pela pandemia, as organizações responsáveis pelos desfiles das coleções resort, moda masculina e alta-costura anunciaram, no final de março, que ocorreriam alterações drásticas nos calendários. Agora, dois importantes polos fashion se preparam para colocar em prática as novidades, com a realização de semanas de moda digitais.

Londres será a primeira cidade com eventos nesses moldes. O British Fashion Council, organização responsável pelo evento na capital inglesa, irá manter as datas originais da London Fashion Week de forma online, sem a realização de eventos físicos. “Estamos adaptando a inovação digital para melhor atender às nossas necessidades e para construir uma vitrine global para o futuro. Os estilistas poderão compartilhar suas histórias e coleções com uma comunidade global mais ampla. Esperamos que, além de perspectivas pessoais sobre este momento difícil, haja inspiração em abundância. É por esse motivo que a moda britânica é reconhecida”, declarou Caroline Rush, CEO do conselho de moda britânico, à plataforma WWD.

As coleções masculinas e femininas serão reunidas em uma mesma plataforma digital que será lançada no dia 12 de junho com conteúdos em vídeo, fotos e podcasts. Além de ser uma vitrine virtual, a novidade também trará oportunidades para as marcas venderem suas novas coleções para os compradores de boutiques e lojas de todo o mundo. 

Em um formato similar, a Câmara Nacional da Moda Italiana divulgou esta semana um comunicado oficial sobre a realização de um evento virtual entre os dias 14 e 17 de julho. Os organizadores do chamado Milano Digital Fashion Week prometem mostrar não só as novas coleções, mas também o backstage da moda, com imagens e entrevistas que irão falar mais sobre cada marca participante. O evento ocorrerá em torno de um cronograma com horários definidos para a apresentação de cada marca e, assim como a semana britânica, também trará oportunidades de negócios.

Nos Estados Unidos, os eventos de moda programados para setembro estão mantidos. A principal alteração oficial anunciada até o momento é a junção das apresentações das coleções masculinas e femininas. “A unificação do calendário é importante como uma forma de colaboração e inovação”, explica Simone Jordão, consultora e curadora brasileira do Show Coterie NY, principal feira de negócios de moda dos EUA.

O movimento digital surge também como uma importante solução para as feiras que comercializam coleções para multimarcas. Os desdobramentos da pandemia provocaram uma retração do mercado que afetou principalmente os pedidos para o Inverno 2020. A Coterie, uma das mais importantes feiras B2B do mercado da moda, registrou queda de 50% nos pedidos de compras. No entanto, a feira caminhava em direção ao digital antes da crise e os números mostram grande adesão por parte dos compradores.

O aplicativo criado pelos organizadores registrou 50 mil acessos, enquanto o número de visitantes no evento físico, em fevereiro, atingiu 13 mil pessoas. “A experiência digital já era presente na Coterie. Tínhamos um app em que os compradores podiam sair do show e descobrir mais sobre a marca e ver o lookbook digitalmente”, diz Jordão, sobre a incorporação da tecnologia no evento.

No Brasil, a edição da São Paulo Fashion Weekque deveria ter ocorrido entre 24 e 28 de abril, não aconteceu. Até agora, a edição marcada para o dia 16 de outubro segue confirmada no calendário em sua forma física. “Sempre acreditamos na moda como um movimento vivo e orgânico, que se transforma com o tempo, como de fato é o princípio da moda”, comenta Paulo Borges, idealizador e diretor criativo do evento. “O SPFW foi a primeira semana de moda no mundo a transmitir os desfiles ao vivo pela internet, isso ainda em 2001”, complementa.