Expresso do Amanhã | Netflix anuncia estreia no Brasil para 25 de maio

Série produzida pela TNT chega na plataforma poucos dias depois da transmissão original
NICOLAOS GARÓFALO

Expresso do Amanhã mostra a história de um mundo pós-apocalíptico, sete anos depois de ter ficado completamente congelado! Minha nova série distópica chega dia 25 de maio.

Programada para estrear em 17 de maio nos Estados Unidos, a série Expresso do Amanhã chegará com pouco mais de uma semana de diferença ao Brasil. Transmitida pela Netflix no país, a estreia da produção da TNT foi confirmada para o dia 25 de maio.

A plataforma confirmou a data em seu perfil oficial no Twitter com um pôster que opõe o protagonista Andre Layton (Daveed Diggs) e a “voz” do trem, Melanie Cavill (Jennifer Connelly).

A trama, ambientada em um mundo pós-apocalíptico, mostra uma nova era do gelo causada por um experimento fracassado que tinha como objetivo parar o aquecimento global e acabou exterminando quase toda a vida do planeta. Os únicos sobreviventes vivem em um trem chamado Snowpiercer. Sem destino definido, o trem divide os passageiros por classes sociais em cada vagão – mas nem todos estão satisfeitos com seu destino e uma revolução se aproxima.

O elenco conta com Daveed Diggs (Black-ish, Hamilton: An American Musical), que viverá Layton, um prisioneiro que junta-se ao motim do trem com certo receio e Jennifer Connelly, que será Melanie Cavill, uma passageira da primeira classe que atua como a Voz do Trem – responsável por fazer anúncios diários aos demais passageiros pelo sistema de som.

Essa é a segunda adaptação de O Perfuraneve. Em 2014, Chris Evans estrelou o longa Expresso do Amanhã, de Bong Joon-ho (Parasita) que, apesar do sucesso de crítica, não foi bem nas bilheterias.

Expresso do Amanhã estreia em 25 de maio.

Facebook e Instagram lançam ferramentas de apoio a pequenas empresas

Por meio de adesivos e hashtags, usuários poderão apoiar pequenas empresas locais; outra ferramenta vai permitir a visualização de pequenos negócios nas redondezas

Imagem mostra hashtag de apoio no Facebook e selo que poderá ser usado no Stories do Instagram

Para apoiar pequenas empresas, o Facebook e o Instagram anunciaram nesta segunda-feira, 11, novas ações, como hashtags e adesivos de apoio em tempos de pandemia de coronavírus, que estarão disponíveis nas redes sociais. A ideia é permitir que os empreendimentos possam receber visualizações e sejam recomendados por outras pessoas, além de uma forma incentivar o trabalho dos estabelecimentos.

No Instagram, o adesivo “Apoie as Pequenas Empresas” permite que a publicação faça parte de um compilado de Stories chamado “Compra Local”, que mostra os comércios da região do usuário. Já o texto da hashtag no Facebook redireciona os usuários para uma página onde é possível ver outros posts de pequenas empresas e onde é possível ajudar o negócio. 

Outra novidade anunciada é o “Empresas nas redondezas”, a funcionalidade estará disponível no Facebook e os usuários poderão encontrar, por meio dela, as atividades dos comércios de bairro da região. Na ferramenta, será possível enviar mensagens, pedir comida e comprar produtos. 

Michelle Obama: nove frases inspiradoras da ex-primeira dama americana

Ex primeira-dama americana é temna de documentário que a acompanha na turnê de lançamento de sua biografia. Na tela, uma mulher cuja trajetória é exemplo para muitas
Renata Izaal

Michelle Obama

O papel de uma primeira-dama pode ser meramente decorativo. A História está repleta de mulheres que se limitaram a acompanhar os maridos em suas funções. Mas há aquelas que usaram sua posição para influenciar a política e o comportamento, exercendo um poder que vai muito além dos limites das obras de caridade. É o caso da americana Eleanor Roosevelt e da moçambicana Graça Machel. E há, é claro, Michelle Obama.

Em seus oito anos na Casa Branca, a ex-primeira dama americana foi voz ativa pelo empoderamento feminino, em particular das mulheres negras, para quem segue um exemplo. Trabalhou pela educação de meninas e pela participação política dos jovens. Advogada (estudou Direito em Princeton e Harvard), sempre ressaltou a importância  – sobretudo para as mulheres – de construir independência financeira, intelectual e emocional.

Agora, Michelle Obama é tema do documentário “Minha História” (Netflix), que a acompanha durante a turnê de lançamento de sua biografia nos Estados Unidos. Ela viajou por 34 cidades americanas, participando de eventos de lançamento do livro, se encontrando com fãs e realizando rodas de conversa com jovens. Mas, mais do que um documento sobre os bastidores da turnê, “Minha História” narra a trajetória de Michelle, de mulher negra da classe média de Chicago aos estudos em duas universidades importantes, o casamento com Barack Obama, o nascimento das filhas, a depressão pós-parto e os anos na Casa Branca. O filme se concentra na mulher, cujo carisma é indiscutível, e que permanece uma inspiração para tantas outras. E já que um pouquinho de força e inspiração não fazem mala ninguém, ainda mais em tempos de coronavírus e isolamento social, selecionamos nove frases dos discursos de Michelle Obama:

Sororidade

“Eu sou um exemplo do que é possível quando garotas são amadas e nutridas pelas pessoas a seu redor desde o início de suas vidas. Na minha vida, eu fui rodeada por mulheres extraordinárias que me ensinaram sobre força e dignidade.”

Racismo

“Eu acordo todas as manhãs em uma casa que foi construída por escravos. E vejo as minhas filhas, duas mulheres negras jovens, bonitas e inteligentes, brincando com seus cachorros no gramado da Casa Branca.”

Jovens

“Vocês estão me ouvindo, jovens?” Não  tenham medo. Foquem. Sejam determinados. Sejam esperançosos. Sejam empoderados. Empoderem a si mesmos com uma boa educação. Depois saiam e usem essa educação para construir um país digno de sua vasta promessa. Liderem pelo exemplo com esperança; nunca com medo.”

Casamento

“Em nossa casa não nos levamos tão a sério, e rir é a melhor forma de união, eu penso, em um casamento.”

Liberdade

“Não tenham as suas liberdades como certas. Assim como as gerações que vieram antes, vocês precisam fazer a sua parte para preservar e proteger essas liberdades… Vocês precisam se preparar para colocar suas vozes nas discussões nacionais.”

Sucesso

“Essa história de que se ‘pode ter tudo’. Não, não ao mesmo tempo. Isso é mentira. E nem sempre é suficiente se debruçar sobre as coisas porque elas não acontecem ao mesmo tempo.”

Opinião

“Tenha opinião e entenda que o que está na sua cabeça é realmente útil. Não esconda. Não simplifique. Não peça desculpas. Apenas coloque na mesa e deixe as pessoas lidarem com isso.”

Feminismo

“Nenhum país florescerá verdadeiramente se sufoca o potencial das mulheres e se priva da contribuição de metade de seus cidadãos.”

“Toda mãe trabalha duro, e toda mulher merece ser respeitada.”

Diversidade

“A nossa gloriosa diversidade – a nossa diversidade de crenças e cores – não é uma ameaça a quem somos. Ela nos faz quem somos”.

Avatar 2 não deve ser adiado de novo, diz James Cameron

Cineasta está confiante na luta do governo da Nova Zelândia contra o coronavírus
ARTHUR ELOI

Por conta da pandemia do coronavírus, Avatar 2 precisou ser adiado em um ano. Mesmo assim, James Cameron garante que o filme agora será lançado em 2021, e que as demais sequências não precisarão de outras mudanças de data.

A confiança do cineasta está no fato de que boa parte das gravações, tanto de Avatar 2 quanto do 3, 4 e 5, acontecerão na Nova Zelândia, país que é usado como exemplo no combate ao coronavírus. “Pelo lado bom, a Nova Zelândia está sendo bem eficiente em controlar o vírus. O objetivo deles não é mitigar, mas sim erradicá-lo, o que eles acreditam conseguir fazer com testes e investigação de contágio agressivos”, falou Cameron à revista Empire [via /Film]. “Então há boas chances de nossas filmagens serem atrasadas apenas alguns meses, mas ainda conseguirmos [lançar na data certa]”.

A produção dos novos filmes de Avatar na Nova Zelândia foi paralisada por causa da pandemia do coronavírus. Por enquanto, não há previsão de quando serão retomadas.

Zoe SaldanaSam WorthingtonSigourney WeaverStephen LangCCH PounderDileep Rao e Joel David Moore estarão de volta no elenco. Entre as novidades no elenco estão o ator neozelandês Cliff Curtis, de Fear the Walking Dead, que será Tonowari, o líder dos Metkayina, um clã dos arrecifes. Kate Winslet Oona Chaplin também estão no elenco.

Avatar 2 foi adiado em um ano e tem estreia prevista para 17 de dezembro de 2021. Com isso, Avatar 3 também foi adiado para dezembro de 2023, Avatar 4 foi para 2025 e Avatar 5 chegará ao cinema em 2027.

Anteriormente foi divulgado que os filmes podem se chamar: Avatar: The Way of Water, Avatar: The Seed Bearer, Avatar: The Tulkun Rider and Avatar: The Quest for Eywa.

Desde o começo da pandemia do coronavírus, várias áreas do entretenimento foram afetadas com o adiamento de estreias, paralisação de produções e cancelamento de grandes eventos.

Golgo 13, o mais antigo mangá do Japão anuncia pausa por causa do coronavírus

Em 52 anos de história, esta é a primeira vez que interrompem a produção de ‘Golgo 13’
Reuters

‘Golgo 13’ interrompe produção por causa do coronavírus 

mangá japonês Golgo 13 se tornou a mais recente vítima do coronavírus: a mais antiga história em quadrinhos do país anunciou que fará sua primeira pausa ao longo de seus 52 anos de história, uma vez que as restrições sociais impostas para conter o vírus dificultaram a produção manual da série.

A 599ª edição de Golgo 13 publicada na edição de 25 de maio da Big Comic será a última “por enquanto”, anunciou neste sábado, 9, a revista publicada pela editora Shogakukan duas vezes por mês, citando restrições de deslocamento.

“Dada a divisão de trabalho entre os mais de 10 funcionários da série, tornou-se cada vez mais difícil continuar produzindo o mangá”, disseram os editores da revista em um anúncio de página inteira na edição vendida neste sábado.

“Espero que vocês entendam”, escreveu o criador de Golgo 13, Takao Saito, em um comunicado na parte inferior da página.

“Não vamos ceder ao vírus e já estamos planejando a 600ª edição. Por favor, tomem cuidado.”

Golgo, cuja crueldade, engenhosidade e jeito conquistador se valeram de comparações com James Bond e Dirty Harry, vai abaixar seu revólver pela primeira vez desde que o mangá, um dos mais populares do Japão, começou a ser publicado em 1968.

Desde então, a série colocou seu assassino de aluguel no centro de cenários frequentemente relacionados à decadência da sociedade, desde a lavagem de dinheiro no Vaticano até a morte da princesa Diana, vendendo quase 300 milhões de cópias.

Também conhecido por seu pseudônimo Duke Togo, Golgo é amplamente considerado como um guerreiro samurai dos dias de hoje por fãs de mangás e gerou séries de anime, videogames e bonecos.

“Parece que Golgo está dando um tempo… será que isso significa que ele contrairá o coronavírus na próxima aventura?”, tuitou um fã após o anúncio.

Apple vai reabrir parte das lojas nos EUA nesta semana

Empresa adotará condutas semelhantes às adotadas em países como Coreia do Sul, Austrália e Áustria, onde as lojas já foram reabertas
Por Agências – Reuters

Lojas terão sistema de abertura coordenado, com protocolos parecidos aos que já aconteceram na Coreia do Sul

Apple anunciou na última sexta-feira, 8, que vai reabrir parte de suas lojas em quatro Estados dos EUA a partir desta semana, na primeira retomada de operações de varejo da empresa no país desde que fechou todos os pontos de venda em meados de março.

A companhia afirmou que vai reabrir “algumas” lojas nos Estados de Alabama, Alasca, Idaho e Carolina do Sul. “Assim que puderemos reabrir com segurança nossas lojas, nós reabriremos”, disse a Apple em comunicado.

Nas regiões onde reabrirá as lojas, a Apple afirmou que implantou novos procedimentos, similares aos adotados em países como Coreia do Sul, Austrália e Áustria, onde as lojas da empresa já reabriram.

Consumidores e empregados terão que passar por verificações de temperatura e a Apple vai fornecer máscaras aos clientes se eles não tiverem antes de entrar nos estabelecimentos. A empresa também vai limitar o número de consumidores dentro das lojas.

Guerra do streaming pega fogo na pandemia

Netflix reina soberana, mas ganha rivais como a Disney+, que chega à Europa, e a HBO Max, que estreia nos EUA
Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

Netflix lidera, mas ganha novos concorrentes com diferentes propostas de valor, como Quibi e Disney+ 

Enquanto os estúdios de cinema ainda tentam contabilizar a extensão dos prejuízos, um outro braço da indústria do entretenimento – os serviços de streaming – têm visto um horizonte azul à frente. Isso porque, mesmo depois do fim da pandemia de covid-19, as pessoas deverão continuar passando mais tempo em casa, demandando conteúdo para as horas de folga. Os resultados da Netflix e da Disney+ mostram que há apetite por um cardápio ainda mais variado de conteúdos.

A Disney+, que já atingiu 50 milhões de assinantes desde seu lançamento em novembro, nos EUA, não se intimidou pelo “lockdown” e  continuou pisando no acelerador para estrear em novos mercados europeus, onde o sucesso em terras americanas se repete. Segundo a revista The Hollywood Reporter, um dos poucos obstáculos à Disney+ veio da França, onde o lançamento foi adiado para evitar sobrecarga na rede de internet. A Disney+ deve chegar ao Brasil no segundo semestre.

A chegada da todo-poderosa Disney não afetou a Netflix. No primeiro trimestre, a gigante adicionou 15,8 milhões de usuários à sua base – mais do que o dobro das expectativas, em um efeito direto da pandemia. A empresa, na semana passada, passou o Magazine Luiza como a marca mais admirada durante o coronavírus no Brasil, de acordo com pesquisa da consultoria HSR. Prova de que o cliente está valorizando a “companhia” de séries e filmes da Netflix nesses tempos difíceis.

Embora vários outros serviços estejam disponíveis nos Estados Unidos – como Hulu (também da Disney), All Access (da rede CBS) e Peacock (da NBC), o próximo grande player global a chegar é o HBO Max – serviço de streaming que se venda como “HBO e muito mais”. Chega aos EUA com a clientela embutida de quem já assina a HBO na TV a cabo ou usa o serviço HBO Go (que será descontinuado e substituído pelo HBO Max, que tem bem mais conteúdo).

Com estreia marcada para o dia 27 nos EUA, o HBO Max inclui, além de todo o catálogo do canal que lhe dá nome e é conhecido por conteúdos premium, a oferta histórica da Warner, incluindo filmes clássicos. O novo serviço é a primeira grande consequência da compra da WarnerMedia pela AT&T. 

Após forte lobby capitaneado pela AT&T, que envolveu até o deputado federal Eduardo Bolsonaro (filho do presidente Jair Bolsonaro), a compra da WarnerMedia foi aprovada no Brasil. Há dez dias, o grupo passou a controlar 100% da operação nacional. Era o passo que faltava para que o HBO Max possa chegar ao País, que ainda não tem data para ocorrer.

Quem navega pela HBO Go brasileira já pode perceber evidências do catálogo mais variado que a HBO Max oferecerá no futuro. Hoje, séries voltadas ao público adolescente – como Katy Keene – ou baseadas no universo DC Comics, como Batwoman, já estão disponíveis. Ambas foram produzidas para o canal CW, que pertence à Warner é conhecido por seu conteúdo voltado aos jovens.

A tendência de consumo de entretenimento em casa fez a Universal Pictures decidir lançar em formato digital vários dos filmes que exibiria no cinema nos próximos meses – ao contrário do que fizeram outros estúdios, que adiaram os filmes à medida que os cinemas se mantêm fechados. A tática da Universal é baseada no êxito do lançamento da sequência da animação Trolls, que arrecadou mais de US$ 100 milhões em locação sob demanda.

Soluço

Enquanto vários estúdios apostam fortemente no streaming, o Quibi, voltado a conteúdos de até 10 minutos de duração, sofreu no primeiro mês de vida, com 2,7 milhões de downloads de seu app (o que não significa, necessariamente, assinaturas pagas). Entre os problemas estariam a quantidade limitada de conteúdos – mal que afeta outros serviços, como a Apple TV+ – e o fato de o consumidor ainda desconhecer o Quibi.

Genderless Brand BOBBLEHAUS Debuts With Elevated, Sustainable Streetwear Line

Fundada pelas co-fundadoras chinesas-americanas Ophelia Chen e Abi Lierheimer, a BOBBLEHAUS é uma marca sem gênero, produzida em Xangai, projetada em Nova York, dedicada a expressar absurdos por meio de roupas de rua elevadas e sustentáveis.

Através de uma combinação de sua herança com roupas e streetwear, a BOBBLEHAUS incentiva o mundo a ver a beleza em seus opostos, criando um espaço para a unidade. De multicultural a multissensorial, a missão da BOBBLEHAUS é construir a comunidade que o fundador ansiava em uma idade mais jovem e ainda deseja agora.

Inspirando-se em Nova York e Xangai, a BOBBLEHAUS é parceira e colabora com estúdios de design multidisciplinares, músicos, artistas e filantropos para criar uma experiência baseada na comunidade, enraizada no espírito da nova geração.

Google levou 4 dias para pôr seus 1.000 funcionários no Brasil em home office

Presidente da empresa afirma que não há plano para o retorno, mas diz que não será como antes
Bruna Narcizo

Fabio Coelho, presidente do Google – Adriano Vizioni – 14.mar.2018/Folhapress

O Google levou apenas quatro dias para operacionalizar o home office dos mil funcionários da empresa no Brasil para manter o isolamento social para combater a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o presidente do Google no país, Fábio Coelho, a companhia já possuía ferramentas para trabalhar de qualquer lugar. “Mas sempre estimulamos as pessoas a irem para o escritório, que é um ambiente de troca de ideias”, diz.

Agora, Coelho afirma que ainda não existe um plano para o retorno, mas que as coisas não podem mais ser como eram antes.

Como o Google Brasil fez para que os funcionários fossem para o home office?
A primeira coisa que temos que comentar é que temos uma empresa global que passou pela experiência na China, na Coreia do Sul e em outros países da Ásia. A gente tinha um protocolo a seguir, com estágios de entendimento da gravidade do problema e de quando as pessoas passariam a trabalhar de casa.

No dia 12 de março, em reunião interna, decidimos que estaríamos trabalhando de casa a partir da segunda-feira seguinte. No dia 16 de março 100% dos nossos funcionários passaram a trabalhar de casa. São mil funcionários.

Quais foram as dificuldades enfrentadas?
Foi um processo, não simples, mas bastante pensado e bem executado. Conto isso para que não pareça que estamos minimizando a dificuldade de empresas que não têm tecnologia avançada. Empresas que têm pedaço da atividade em receber clientes, como bar, restaurante, viagens. No nosso caso foi uma experiência que ocorreu sem grande sobressaltos.

Como ficou a produtividade da empresa?
Na verdade, vejo a gente trabalhando mais do que antes. Nosso trabalho ficou mais focado. Adotamos alguns conceitos básicos, o que significa que mantemos as rotinas. Sigo fazendo a reunião com o comercial do Google na primeira hora das segundas. Com o meu grupo de diretores, faço uma reunião diária de meia hora pela manhã. A rotina vale para o trabalho, mas vale para outras coisas. A queda de produtividade é pequena e ela existe porque precisamos do entendimento das diferenças. De coisas que fazem parte da vida de todos nós. Um suporte doméstico que não pode ter mais, crianças em casa, entre outras coisas.

Como foi para os funcionários?
A maior parte já tinha infraestrutura em casa, mas teve gente que precisou de ajuda. Pessoas que estavam com o computador com a chave de segurança desatualizada, precisamos validar a qualidade de conectividade em casa. Garantir que as pessoas estivessem conectadas foi parte do apoio.

Existe previsão de corte de custo ou redução do espaço de trabalho?
Não.Estamos ampliando nosso quadro no Brasil. Precisamos pensar também que na hora que formos voltar para o escritório vamos ter que trabalhar com distanciamento social diferente do de hoje. E talvez isso impacte no espaço necessário, mesmo que mais pessoas façam home office.

Vocês pretendem manter parte do quadro trabalhando de casa?
Vai haver uma reavaliação das empresas como um todo. Que tipo de experiência você quer em um ambiente presencial? Isso impacta call centers, escolas, escritórios, ambientes que as pessoas iam porque não tinham autorização para fazer diferente.

Se pensar bem, o modelo de trabalho de oito horas, das 8h às 17h, foi criado na revolução industrial. Faz 130 anos! Agora temos as ferramentas e a necessidade de fazer um período prolongado de casa. Abre a porta para a reflexão. Por que as pessoas têm que chegar no mesmo horário? Como as empresas vão se organizar com relação às rotinas para que possam trabalhar e ter interações com clientes e colaboradores?

Como será a volta do Google?
Vamos voltar com cuidado. Não queremos especular sobre a volta, não tem data para isso. Podemos aprender com a experiência dos outros países para poder nos antecipar, mas ainda não temos um plano de retorno.

Tem que ser cuidadosa, seguindo todos os protocolos sanitários de maneira mais abrangente e mais dura.

Com certeza não se volta para o que era antes. O momento coloca uma reflexão sobre como a gente trabalha. Podemos ter dias da semana que só mulheres podem sair, horários que só pessoas de certa idade podem sair. São discussões que estão ocorrendo ao redor do mundo. As coisas não podem ser como eram antes. Não podemos pegar transporte público lotado, até porque não é necessário.

O Google pretende fazer testagem em massa nos funcionários?
Não sei. Ainda estamos com uma discussão bem embrionária sobre isso.