Rotina diária de cuidados com a pele de Kehlani e guia para um rosto brilhante | Beauty Secrets | Vogue

Kehlani revela como ela mantém a pele seca e hidratada enquanto está dentro de casa, e percorre uma rotina de maquiagem inspirada no pôr do sol. Kehlani nos mostra quais produtos ela usa para sua rotina diária e dá algumas dicas sobre como obter um ótimo brilho, mesmo quando preso dentro.

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Lojas vão colocar roupas “em quarentena” depois de passarem por provador

Lojas de departamento dos Estados Unidos estão se preparando para o retorno gradual do comércio
MARIE CLAIRE

Provador de loja de lingerie na Itália é desinfetado antes de reabertura (Foto: Getty)

Conforme lojas de roupas nos Estados Unidos e na Europa se preparam para o retorno gradual do comércio físico com novas diretrizes como uso de máscara, checagem de temperatura dos funcionários e marcação de distância para circulação dos clientes, outro local outrora inofensivo para os clientes também deverá ser repensado: o provador de roupas. 

Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita pela empresa FIrst Insight, apontou que 65% das mulheres entrevistadas não se sentiriam seguras experimentando roupas em provadores. No país, lojas de departamento que têm grande volume de clientes já estão pensando numa “quarentena” para as peças. A Saks Fifth Avenue pretende retirar suas roupas das araras por 48 horas depois serem experimentadas. O mesmo valerá para peças trocadas ou retornadas. Os provadores serão limpos completamente depois do uso de cada cliente que entrar.

Já a Macy’s planeja colocar suas roupas provadas por clientes em “quarentena” por 24 horas, segundo informações do The Wall Street Journal. Outros varejistas, como Urban Outfitters e Target, devem simplesmente proibir completamente os provadores e devem “quarentenar” peças provenientes de troca ou devolução.

No Brasil, o uso dos provadores das lojas da fast-fashion Renner que ainda estão abertas está proibido. Nas lojas C&A os provadores estão também fechados por tempo indeterminado. A marca disse em comunicado que as peças de troca serão armazenadas por 72 horas e somente retornarão à área de vendas após este período. A marca afirma ainda que há reforço a limpeza e higienização de todos os ambientes, disponibilização de álcool em gel para associados e clientes, quadro de funcionários reduzido e revisão de turnos, distanciamento físico de 1,5 metros entre os caixas e os clientes, sobretudo nas filas.

Em Paris, o luxo segue com as mesmas estratégias. Nas lojas da Louis Vuitton, as roupas provadas passam por um steamer antes de voltarem às araras enquanto bolsas que forem manipuladas por clientes devem ficar em quarentena por 48 horas. Os protocolos podem mudar dependendo do material e do nível de contato que uma certa peça tiver com os clientes que passarem pela loja. 

Só toque se for comprar
“Ouvi varejistas tentarem desencorajar os clientes a tocar itens que não forem definitivamente comprar”, disse o consultor de varejo Hedgie Bartol, da Axis Communications ao The New York Post. “Imagina se alguém quisesse experimentar um maiô em uma loja que tem essa política?”, questiona. 

Além de roupas e calçados, os departamentos de beleza da Macy’s oferecerão consultas e demonstrações “sem toque” e vendedores ajudarão os clientes a testar produtos em um pedaço de papel com um diagrama de um rosto, os chamados face charts. Antes de provarem joias e acessórios, clientes serão obrigados a usar desinfetante para as mãos.

Luz ultravioleta e calor
No entanto, fechar provadores indefinidamente ou pedir para o cliente não tocarem nas roupas não são soluções viáveis a longo prazo. A empresa americana Global Ozone Innovations está desenvolvendo um sistema de higienização que promete limpar roupas usando a tecnologia baseada em ozônio dentro de uma hora, com 99,95% de garantia de que todas as bactérias e vírus são eliminados. Testes estão sendo feitos para avaliar a desinfecção contra o novo coronavírus, disse o presidente da empresa a uma reportagem da CNBC. 

Matar o Covid-19 com luz ultravioleta é outra opção que os varejistas estão avaliando. A empresa de iluminação Healthe afirma estar em contato com vários dos principais varejistas dos Estados Unidos sobre a implantação de seus produtos em lojas ou provadores, segundo matéria da CNBC. Fred Maxik, um ex-cientista da NASA e fundador e diretor científico de Healthe, desenvolveu o que ele afirma ser a primeira tecnologia com luz UVC distante e segura para humanos para combater o coronavírus.

Matt Damon, isolado na Irlanda, revela que filha teve coronavírus

Alexia, sua filha mais velha, está estudando em uma universidade em Nova York, nos Estados Unidos, mas já está bem, de acordo com o ator

Numa tranquila cidade costeira irlandesa, Matt Damon está em lockdown ao lado de sua esposa, Luciana e suas filhas Isabella, 13, Gia, 11, e Stella, 9

O ator Matt Damon revelou nesta quarta-feira, 13, que sua filha mais velha, Alexia, contraiu o novo coronavírus. A jovem estuda em uma universidade em Nova York, superou a doença e já está bem, de acordo com ele.

Em entrevista à rádio Spin 1038, da Irlanda, Matt Damon falou sobre estar passando pelo período da pandemia na cidade de Dalkey, no país, ao lado de sua esposa, Luciana e suas filhas Isabella, 13, Gia, 11, e Stella, 9.

Matt Damon também falou sobre o filme Contágio (2011) e a atual situação com o coronavírus. “A todos que disserem que não se poderia prever isso, olhe para Contágio. Há 10 anos fizemos um filme apenas falando com especialistas e perguntando a eles como seria e como aconteceria algo assim. A coisa toda é trágica e triste”.

* Com informações do The New York Times.

Designer egípcio Karim Rashid, criador de ícones americano, ganha o prêmio American Prize for Design 2020

A filosofia de Rashid para a democratização da qualidade no design e suas realizações ao longo da vida lhe rendem o maior prêmio de design nos Estados Unidos
Por Christian Narkiewicz-Laine


A filosofia de Rashid para a democratização da qualidade no design e suas realizações ao longo da vida lhe rendem o maior prêmio de design nos Estados Unidos

Em conjunto com o GOOD DESIGN® 2020, o Chicago Athenaeum anunciou que o visionário e prolífico designer americano Karim Rashid foi selecionado como o vencedor deste ano do prestigiado American Prize for Design®.

Karim Rashid é um dos maiores nomes do mercado de design contemporâneo.

Ele se descreve como “um pervertido do design, modelador cultural, poeta de plástico, digipop rockstar”.

Cidadão do mundo, Rashid nasceu no Egito em 1960, estudou no Canadá e agora com sede em Nova York, o designer é famoso pelo apelo pop futurista que ele incutiu em suas criações de design.

Ele pertence a uma geração de profissionais que fizeram a ponte entre a antiga noção de design (algo até então associado à idéia de móveis exclusivos e caros) e seu significado hoje em dia – uma ferramenta para criar produtos populares que se diferenciam dos concorrentes pela elegância e vantagens de uso. Ele afirma que existe um nicho de produtos no mercado que passa despercebido e requer uma graça e leveza mínimas. Então, ele começou a se destacar também em criações de lixeiras e notas 3Mpostadas, por exemplo.

Rashid é hoje uma das vozes mais exclusivas do design.

Com mais de 4.000 designs em produção, quase 300 prêmios em seu nome e trabalho do cliente em mais de 40 países, a capacidade de Karim de transcender a tipologia continua a torná-lo uma força entre os designers de sua geração.

Aos 60 anos, Rashid desenhou por conta própria 111 projetos de mesa, 59 projetos gráficos, 46 obras de moda, 306 projetos de móveis, 34 edifícios, 71 projetos de iluminação, 27 hotéis, 232 produtos domésticos, 76 projetos de embalagem, 19 projetos residenciais, 35 projetos de materiais arquitetônicos., 102 interiores e 93 exposições. Mais de 3.000 objetos no total.

E essa lista continua crescendo. Ou melhor, explodindo.

Seu portfólio de obras parece um livro do Guinness World Records.

O que se destaca é que o homem é dirigido. Risca isso. Hyper-driven. A qualquer momento, ele tem uma variedade estonteante de projetos em todo o mundo. Apenas seguir o seu feed no Twitter é cansativo. O homem é o PRO-LIF-IC.

Eu nem sei como esticar os poderes da pontuação para enfatizar isso o suficiente.

Entrar no mundo do design louco de Karim Rashid é como ficar preso dentro de um caleidoscópio gigantesco e rotativo, onde a rotação e torção de pedaços de materiais coloridos entre duas placas planas contra dois espelhos planos produzem uma variedade infinita de padrões enlouquecidos e possibilidades estonteantes.

“O design é meu hobby ao longo da vida”, afirma Rashid. “Design é algo que pode ser tão emocional, tão experimental, tão romântico, tão poético e humano, e ainda assim nos move constantemente para frente. Nós devemos evoluir, devemos inovar e devemos mudar. Eu quero mudar o mundo físico.

Rashid estende todo o envelope do objeto e seu design físico, colidindo com os limites como uma nave espacial fora de controle que pousa em um mundo novo e inexplorado de forma e função.

Bump Push and Shove SmartphoneCharger for Puzzle LLC., 2015

Hoje não existe designer vivo que dobre o design com tanta originalidade, que remodele e reinvente o objeto em sua própria presença única e impressionante, que recrie a figura, a forma e a estética em algo tão inteiramente tentador, tão fresco e tão completamente sem precedentes, inovador e inventivo.

Rashid realmente pega o envelope e o rasga.

Ele projeta e molda o futuro, sem trabalhar com tendências ou estilos existentes, mas reinventa tudo e qualquer coisa.

Revirando tudo, esse axioma miesiano de menos nunca será inteiramente mais.

Além disso, com um portfólio que varia de interiores sofisticados e de alto conceito a objetos utilitários de mercado de massa e distribuição em todos os cantos do mundo e em todos os espaços do mercado, seu impacto é inegável.

Rashid possui doutorado honorário na Faculdade de Arte e Design de Ontário e na Faculdade de Arte e Design de Corcoran. Ele possui doutorado honorário na Universidade Carlton, Pratt Institute, OCAD em Toronto, Instituto Britânico de Design de Interiores e Corcoran College of Art & Design. Ele prosseguiu os estudos na Itália com Ettore Sottsass e Rodolfo Benetto, entre outros.

Alessandro Mendini foi seu grande mentor e seu trabalho demonstra que ele é um dos devotos mais aderentes de Mendini.

Como modelador cultural, Karim é um palestrante convidado frequente em universidades e conferências em todo o mundo, aspirando a mudar o mundo, tornando o design um assunto público. Ele também é apresentado regularmente em plataformas impressas e digitais por empresas de mídia como CNN, Vogue e Elle, e inúmeras outras.

Ele divulga a importância do design na vida cotidiana. Rashid foi destaque em revistas e livros, incluindo Time, Financial Times, New York Times, Esquire, Elle, GQ e muitos outros.

A monografia mais recente de Rashid, “XX” (Design Media Publishing, 2015), apresenta 400 páginas de trabalho selecionadas nos últimos 20 anos. Outras monografias incluem “From The Beginning”, uma história oral da vida e inspiração de Rashid (Forma, 2014); “Sketch”, com 300 desenhos à mão (Frame Publishing, 2011); “KarimSpace”, com 36 de seus designs de interiores (Rizzoli, 2009); “Design Your Self”, o guia de vida de Rashid (Harper Collins, 2006); “Digipop”, uma exploração digital de computação gráfica (Taschen, 2005); “Portfólio de Design Compacto” (Chronicle Books 2004); e títulos clássicos “Evolution” (Universe, 2004) e “Quero Mudar o Mundo” (Rizzoli, 2001).

Rashid começou não em um mundo de bolhas de plástico coloridas, mas no campo da engenharia. Depois de saber que o programa de arquitetura estava completo na Universidade Carleton, ele optou por um diploma em design industrial e passou a criar equipamentos de raio-x para a KAN Industrial Designers, caixas de correio para o serviço postal canadense e ferramentas elétricas para a Black & Decker. Rashid mudou-se para a Nike e outros lugares mais sexy – criando a reputação de alto perfil que ele tem hoje.

A partir daí, ele abandonou o status de super estrela por conta própria.

Karim Rashid explica: “No início da minha carreira, pensei que o maior elogio era estar em uma coleção permanente em um museu. Eu entendi que muito maior do que isso é entrar na casa de alguém e ver produtos que eu projetei. Todos, coletivamente, querem um bom design. ”

Embora ele não tenha pretendido, suas obras chegaram a 20 coleções permanentes em várias instituições de arte em todo o mundo, incluindo o Museu de Arte do Brooklyn, MoMA, The Chicago Athenaeum e The Center Pompidou.

Durante mais de uma década, Rashid ganhou um número impressionante de Good Design Awards, o maior número de prêmios de um profissional de design, número que totaliza apenas Jonathan Ive, da Apple Computer. ”

A maior parte da narrativa de Good Design de Rashid se estende à sua crença em um verdadeiro design democrático para as massas.

“O design trata de moldar novos movimentos”, acrescenta Rashid, “encontrando novas direções, novas soluções e nova estética, para que o design acabe moldando ou resultando em tendências. O design tem sido o modelador cultural do nosso mundo desde o início. Nós projetamos produtos, sistemas, cidades, industrialização; projetamos tudo em todo o ambiente construído “.

Enquanto a maioria dos designers contemporâneos de hoje presta atenção apenas ao conceito modernista original de “Design Democrático”, Rashid está nas trincheiras atingindo esse objetivo exato.

Suas criações são geralmente de plástico e variam muito em relação ao mercado tradicional.

Às vezes chamado de “Príncipe do Plástico”, Rashid afirma: “O plástico sempre foi importante para mim. Eu o via como o material animado e energético de todos os materiais. Era o lustroso, o liso, o transparente, o brilhante, o macio e sensível, o reciclável, o líquido líquido sólido e o material leve que eu, quando criança, sabia ingenuamente que era o material do nosso mundo contemporâneo. “

“A noção de design como uma ‘alta arte’ sempre me pareceu ridícula, afirma o designer. “Passei minha carreira tentando não cair nessa armadilha. No início, as empresas interessadas em mim eram pequenas. Eles cobraram mais para poder pagar as ferramentas e a fabricação manualmente. É exatamente o que foi necessário para fazê-lo. Comecei a pensar: por que as empresas maiores não estão mais interessadas em design? O designer humaniza nosso mundo físico e virtual. Felizmente, as coisas mudaram muito desde então. As empresas agora reconhecem que o design é o que diferencia. É crítico e exigido “, acrescenta Rashid.

Com seu apelo ao mercado de massa, à indústria de massa e às massas em geral, seu alcance permite que Rashid cumpra sua ambição de disseminar a importância do design na vida cotidiana – tanto para o consumidor como para o especialista em design.

Rashid colaborou com os clientes para criar um design democrático para a Method Products Inc. e a Dirt Devil (Techtronic Industries), móveis e iluminação para a Artemide SpA. e Magis SpA, identidade de marca do Citibank e Hyundai Motor Company, produtos de alta tecnologia para LaCie e Samsung e artigos de luxo para Veuve Clicquot e Swarovski, entre outros.

Evitando o estilo em favor do design no modo atual, os designs da Rashid incluem artigos de luxo para a Christofle e a Alessi SpA .; produtos democráticos para Umbra, bobble para 3M e Staples Inc .; móveis futuristas para Bonaldo SpA., B-Line srl., Tonelli SpA., RIVA 1920, Martela Oyj., Axo Light srl., BoConcept, Nienkämper e Vondom; iluminação requintada para Artemide SpA. e Fontana Arte SpA .; produtos de alta tecnologia para Asus e SirinLabs; projeto de superfície para Marburg Tapetenfabrik e Abet Laminati SpA .; gráficos icônicos para Citibank e Sony Ericsson; e embalagens premiadas para Method Product Ind., Paris Baguette, Kenzo e Eos (Evolution of Smooth LLC.).

“Faz parte do meu trabalho reconhecer que as noções de luxo, que antes eram de mármore e diamantes, mudaram”, afirma Rashid.

“O luxo agora é sobre tempo livre e ter menos. Trata-se de viajar sem bagagem e ter o assento mais confortável. Acho que o plano diretor – por que estamos nos mudando para o etéreo e por que estamos tão conectados – é para que o mundo sobreviva. Quanto mais imateriais somos, mais a Terra pode existir. O analógico nos deu muitas coisas. Com todas essas tecnologias, estamos encontrando uma maneira de o mundo evoluir e progredir e continuar a existir. “

Em 2017, lançou o Kreate by Rashid, sua própria linha de utensílios de cozinha e acessórios, apresentando a Bento Lunch Box for Kreate (2017).

Como parte da busca de Rashid por um Design Democrático, duas de suas obras mais impressionantes e provocativas são a garrafa de vodka de vidro da marca americana de vodka AnestasiA (2012)

e a garrafa de vinho “desmontada” para a vinícola canadense Stratus Vineyards (2017), de propriedade do presidente / CEO da Teknion Corporation, David Feldberg.

Heartbeat, 2019 by Karim Rashid for Nienkämper Good Design Award 2019

Este último ganhou um Good Design Award em 2017.

Seu “Standard” Bottle Design (2013), os frascos de vidro patenteados de 187,5 ml, foram projetados por Rashid e são feitos em Antique Green para o vinho branco e Flint para o tinto. Cada um possui um fecho de tampa de rosca genuíno Stelvin®. As garrafas foram fabricadas pela Standardglass Co. em parceria com a Owens-Illinois, Inc., fabricante líder em embalagens de vidro do mundo.

“Por muito tempo, o design só existia para a elite e para uma pequena cultura insular. Eu trabalhei duro nos últimos 20 anos tentando tornar o design um assunto público ”, diz o designer.

Seus projetos para objetos democráticos ganharam prêmios distintos, como o onipresente Garbo Waste Can (1995) e Oh Chair (1995), ambos para Umbra e vendidos no Target, um descascador de legumes Slice “Y” (2009) para Slice e interiores como o Restaurante Morimoto na Filadélfia (2003), o Semiramis Hotel em Atenas (2008) e as sex shops da Fun Factory em Berlim e Munique (2014), além de exposições para o Deutsche Bank (2007) e Audi (2005).

Para o hotel de Atenas e o restaurante da Filadélfia, ele projetou todos os aspectos, da arquitetura aos talheres, dos menus no restaurante aos uniformes dos funcionários.

E a maioria desses desenhos apareceu em cores deslumbrantes efervescentes de pirulito.

“Adoro cores rosa e techno – cores que têm uma vibração e energia do nosso mundo digital. Existem realmente milhões de cores, então é ridículo nesta vida ter um único favorito de qualquer coisa – música favorita, livro favorito. ”

Rashid vê o design não apenas como uma área de inovação, mas como uma oportunidade de liberdade para o consumidor. Quanto maior a variedade, menos tendenciosa será a escolha do consumidor. A diferença e variedade de produtos no mercado contribuem para o que ele chama de “construção de nossa personalidade através das coisas que consumimos”.

Com esse conceito de dinamismo, suas criações são visionárias; futurista.

Como designer gráfico, Rashid trabalhou na criação de identidade visual para marcas como Hyundai, design de interiores e produtos para marcas como Alessi SpA, Sony Ericsson, Prada, Giorgio Armani e Melissa brasileira.

“Estou envolvido com muitas embalagens, o que adoro fazer”, continua Rashid.

“Depois, há a marca, que envolve muito trabalho gráfico. Estou trabalhando em uma nova linha de papel de parede e uma nova linha de tapetes. Eu realmente gosto de trabalhar em materiais de superfície, porque, embora existam todos esses materiais incríveis, ainda há uma tendência de coisas banais serem usadas. Um piso de madeira não é realmente um ótimo piso. ”

A influência pública e profissional de Rashid se expande além do produto para o interior, incluindo restaurantes como Amoje Food Capital (2013) na Coréia do Sul; design de hospitalidade para o nhow Hotel Berlin (2011) e o nhow Hotel Milan (2015) e hotéis econômicos para o Prizeotels em Bremen (2013), Hamburgo (2014) e Hannover (2015); ambientes públicos como a Estação Università de Metropolitana di Napoli (2011); e design de varejo para a Fun Factory em Berlim (2010) e Munique (2015). Além disso, ele colaborou em inúmeras exposições conceituais para clientes como Dupont Corian, Deutsche Bank, PepsiCo e Audi.

O nhow Hotel Berlin (2011) foi um projeto colaborativo com o Prêmio Europeu de Arquitetura, Sergei Tschoban, da Nps Tchoban Voss architects, enquanto a Estação Università de Metropolitana di Napoli (2011) foi um projeto colaborativo extraordinário com o Prêmio Europeu de Arquitetura Alessandro Mendini.

Em 2017, Rashid anunciou que formou uma nova empresa verticalmente integrada que incorpora arquitetura, investimento e desenvolvimento de novos projetos na cidade de Nova York.

Rashid se uniu ao diretor de design de interiores de sua empresa homônima, Alex Loyer Hughes, para formar a Kurv Architecture.

Os projetos atuais da Kurv Architecture New York incluem: 329 Pleasant Avenue (2017), 655 West 187th Street (2017), 1655 Madison Avenue (2013), 30 Thompson Street (2015) e 215 West 28th Street (2015),

Além disso, Rashid desenvolveu conceitos para uma igreja (2018), uma sinagoga (23018) e uma mesquita (2018) nos EUA, uma torre impressionante para um Kismet Hotel (2019) nos EUA e Dongtan Public Planning, Bando , Coreia, (2019).

Pensando assim, Rashid afirma: “Nossa existência é determinada em grande parte pela arquitetura e objetos ao nosso redor. Quando transformada para melhor, a vida também evolui. ”

Rashid expressa a identidade original e a vocação do design; a idéia de criar “objetos de conto de fadas”, móveis, iluminação, objetos utilitários e outras obras de arte, que viverão para sempre, através do espaço e do tempo, de maneira correta, mágica e ultra-funcional.

Seu trabalho se origina de uma intocável, palavra conceitual de pureza intelectual, contaminada por elementos altamente táteis – plástico, aço, têxteis -, mas enriquecida pela influência humana desse “H” no significado de Humanidades; transitoriedade, perfeição da imperfeição e singularidade.

Rashid é a materialização da verdadeira aspiração do projeto – aquela tensão em direção ao imperfeito da perfeição, que é um impulso radical e profundamente humano.

Se qualquer designer nos Estados Unidos se destaca entre os gostos da indústria automotiva americana, o mercado de móveis americano pouco inspirado, os imitadores imitações e derivados da Apple e os eletrodomésticos e produtos de utilidades domésticas americanos, é definitivamente Karim Rashid .

Tiramos o chapéu para Rashid e sua impressionante e exuberante carreira.

Lotte Amoje, Food Capital Food    Court, Seoul, South Korea, 2012-2013.  Photograph by Lee Gyeon Bae

A cada ano, o American Prize for Design é concedido conjuntamente pelo Chicago Athenaeum: Museu de Arquitetura e Design e pelo Centro Europeu de Arquitetura, Design de Arte e Estudos Urbanos a designers que se comprometeram a transmitir os princípios de excelência em design no contexto de nossa sociedade contemporânea e que elevaram o design a uma declaração humanista mais profunda sobre como nossa sociedade contemporânea moderna pode avançar e progredir como resultado.

Dado em conjunto com os históricos GOOD DESIGN Awards do Museu, que foram fundados em Chicago em 1950, este Prêmio homenageia um profissional de design específico com o maior prêmio público por produzir design que promove a excelência, inovação e design duradouro.

Os candidatos ao Prêmio são enviados ao Ateneu de Chicago por profissionais de design, imprensa e educadores de todo o mundo e pelo Comitê Consultivo Internacional do Museu, composto por designers mundiais notáveis ​​como Richard Meier, Adrian Smith, John Marx, James von Klemperer, Santiago Calatrava, Serqei Tchoban, Graft Architects e o falecido Alessandro Mendini.

Hyundai PYL X Collaboration Art    Car, 2013

As decisões do Comitê são baseadas em critérios fundamentais: excelência em design, inovação e contribuições para a humanidade e para o bem público.

O American Prize for Design é o maior e mais prestigiado prêmio de design dos Estados Unidos.

Os vencedores anteriores incluem Gorden Wagener, designer-chefe e vice-presidente executivo da Daimler AG., E o arquiteto / designer britânico Sir Norman Foster e o designer italiano da Ferrari, Flavio Manzoni.

Thelma, campeã do ‘BBB’, estrela campanha sobre isolamento social

‘Como médica, te faço um apelo: fique em casa’, diz campeã do reality show em material divulgado pela Prefeitura de São Paulo
JOÃO PEDRO MALAR – O ESTADO DE S.PAULO

Thelma Assis protagoniza um vídeo que reforça a necessidade de respeitar a quarentena Foto: Lua Propaganda / Divulgação

A médica Thelma Assis, vencedora do Big Brother Brasil 20, é a protagonista de uma nova campanha da Prefeitura de São Paulo sobre a necessidade de se respeitar o isolamento social em meio à pandemia do novo coronavírus, lançada nesta terça-feira, 12.

O vídeo já está circulando nas redes sociais e será veiculado também TV aberta, TV por assinatura, rádio e portais na internet. A ideia da produção é reforçar a necessidade de isolamento social, para evitar um grande aumento de casos de covid-19 e uma sobrecarga do sistema de saúde.

“Eu sou a Thelma. Passei os últimos três meses dentro de uma casa. Agora voltei para a minha casa, em Pirituba, perto de onde cresci e realizei o sonho de ser médica. E, como médica, te faço um apelo: fique em casa!”, diz Thelma no vídeo.

Ela, então, fala sobre a necessidade de se cumprir a quarentena: “Neste momento de pandemia, respeitar a quarentena é fundamental para não sobrecarregar o sistema de saúde […] Para ajudar os profissionais de saúde a salvar milhares de vidas, você só precisa ficar em casa”.

Sony se prepara para menor lucro em 4 anos após impacto de coronavírus

Empresa antecipa reflexos causados pela pandemia na demanda por TVs, câmeras e sensores de imagem de smartphones
Por Agências – Reuters

Sony espera que o lucro operacional caia pelo menos 30%

Sony espera que o lucro operacional caia pelo menos 30% neste ano fiscal para o menor nível em quatro anos, à medida que a empresa antecipa um impacto na demanda por TVs, câmeras e sensores de imagem de smartphones por conta da pandemia de coronavírus.

A Sony interrompeu a produção em algumas fábricas e sofreu interrupções na cadeia de fornecimento, já que governos de todo o mundo impuseram longas restrições ao movimento e às atividades comerciais para conter o vírus.

O vice-presidente financeiro da Sony, Hiroki Totoki, disse que o setor de eletrônicos de consumo, como TVs, “foi o mais atingido no momento, mas o impacto também se expandirá para outros negócios”.

A empresa de eletrônicos e entretenimento teve queda de 57% no lucro operacional no trimestre encerrado em março, para US$ 331 milhões de dólares, abaixo da média de US$ 690 milhões das estimativas de analistas, de acordo com dados da Refinitiv.

A Sony não forneceu previsões precisas para o ano fiscal atual que começou em abril, mas Totoki disse que os cálculos atuais mostram que o lucro deve cair “pelo menos cerca de 30%” em relação aos US$ 7,9 bilhões no ano anterior.

O lucro previsto de menos de US$ 5,61 bilhões seria o menor desde o ano que terminou em março de 2017, quando terremotos fecharam fábricas no sul do Japão que produzem sensores de imagem.

O impacto do vírus já reduziu o lucro operacional do grupo em US$ 640 milhões no ano encerrado em março, informou a Sony.

Ponto positivo: games

Um ponto positivo para a empresa foi a unidade de videogames, que teve declínio de lucro menor que o esperado no ano fiscal. O negócio teve um impacto positivo de US$ 26 milhõs com a pandemia, já que consumidores presos em casa procuraram entretenimento, passando mais tempo jogando.

A Sony deve lançar o PlayStation 5 no final deste ano, sete anos após o lançamento do console do PS4.

A Sony reiterou o cronograma do final do ano para o lançamento do PS5, negando as informações de que o coronavírus impactaria a produção e causaria um grande atraso na nova geração do console da companhia. A empresa, no entanto, foi forçada a anunciar atrasos em jogos importantes, como “The Last Of Us Part II”.

Uber torna obrigatório uso de máscaras por passageiros e motoristas

Corridas poderão ser canceladas caso uma das partes não se sinta segura; medidas começam a valer na próxima segunda-feira, 18

Imagem mostra como motorista vai tirar selfie para mostrar que está de máscara antes de iniciar viagens

aplicativo de transporte Uber anunciou nesta quarta-feira, 13, uma série de medidas de segurança para viagens e entregas como forma de precaução por conta da pandemia do novo coronavírus. A principal novidade é a de que motoristas e passageiros terão de usar máscaras faciais para poderem estar numa corrida – prática que já havia sido imposta em algumas cidades do País pelas autoridades, mas agora valerá para todas as viagens da empresa no mundo. As medidas passam a valer na próxima segunda-feira, 18. 

Segundo a empresa, as novas medidas estão sendo implementadas agora porque muitos países já estão superando a fase de confinamento (lockdown) e começam a fazer a retomada de atividades normais. “As pessoas vão voltar a Usar o uber em suas cidades, então precisamos estar comprometidos com a segurança”, disse o presidente executivo da empresa, Dara Khosrowshahi, em conferência com jornalistas, da qual o Estado participou. Durante a chamada, o executivo disse que as pessoas devem se preparar para sua segunda “primeira viagem com o Uber”. 

A partir de segunda-feira, todos os motoristas que forem iniciar uma viagem com o Uber deverão cumprir uma lista de requisitos – como usar uma máscara, ter limpado o carro e afirmar que não estão com sintomas da covid-19. O aplicativo dedicado aos condutores terá ainda uma função de reconhecimento facial, que pedirá ao motorista para tirar uma selfie com a máscara. Caso ele esteja sem máscara, não será possível receber pedidos de viagem pelo aplicativo. Ao atender uma solicitação, o motorista também poderá cancelar uma corrida caso o passageiro esteja sem máscara. 

Além disso, caso o passageiro retire sua máscara durante a viagem, o motorista poderá optar por avaliá-lo com nota baixa ao final da corrida. A empresa pedirá ainda que não sejam feitas viagens com passageiros no banco da frente – assim, o máximo de passageiros permitidos em uma única corrida serão três, todos no banco de trás. “Acreditamos que isso é seguro porque, no Uber X, todos os passageiros virão de um mesmo lugar. É diferente do Uber Juntos, em que há várias pessoas de locais diferentes”, disse Sachin Kansal, diretor global de produtos de segurança do Uber. O Uber Juntos, que combina passageiros em diferentes destinos em um só carro, segue desativado no mundo todo por conta da pandemia do coronavírus. 

Os passageiros, por enquanto, não receberão uma solicitação para tirarem uma selfie com a máscara – a tecnologia de reconhecimento facial está mais avançada no app dos motoristas, justificou a empresa. Quem solicitar uma corrida também poderá cancelá-la caso o motorista não esteja protegido. Os processos de avaliação com notas da empresa também serão usados no Uber Eats, entre entregadores e clientes e entre entregadores e restaurantes. “Será possível avisar que o restaurante não tinha local para lavar as mãos ou que não estava praticando o distanciamento social”, explicou Kansal. “Tudo isso nos ajuda a manter a segurança geral. É preciso entender que a segurança será uma responsabilidade de todos.” 

A empresa afirmou ainda que está investindo US$ 50 milhões na compra de kits com materiais de higiene para os motoristas e entregadores, incluindo máscaras de segurança e álcool em gel. Em alguns países, a empresa também fez parcerias com fabricantes desses materiais – no Reino Unido, por exemplo, está aliada à Unilever para a distribuição dos kits. 

Sebastian Hilgetag for Harper’s Bazaar Ukraine with Jennifer Farwer

Photography: Sebastian Hilgetag. Styling: Jade Sheils. Hair: Diego Fraile. Makeup: Mariana Colmenares. Model: Jennifer Farwer at M4 Models.

Hollywood | O que é real e o que é ficção na série de Ryan Murphy

Produção que reimagina a indústria brinca com fatos e personagens históricos
JULIA SABBAGA

Hollywood: cena da nova minissérie de Ryan Murphy

Hollywood, a nova série de Ryan Murphy na Netflix, é uma produção otimista e sonhadora. Ela reimagina o que teria sido o mundo se, nos anos 40, atores negros, homossexuais, ou asiáticos tivessem tido uma chance real na terra dos sonhos de Los Angeles. E enquanto a história é liderada por personagens fictícios – como o diretor Raymond Ainsley (Darren Criss), o roteirista Archie Coleman (Jeremy Pope) e a atriz  Camille Washington (Laura Harrier) – a trama é temperada por personagens que existiram e tiveram sua jornada de vida distorcida pelos padrões de Hollywood da época, mais notavelmente o ator Rock Hudson

Confira abaixo todos os personagens de Hollywood que existiram na vida real, e como a série alterou fatos históricos de suas vidas:

ROCK HUDSON – JAKE PICKING

Jake Picking em Hollywood e Rock Hudson em Seminole
Netflix/Universal Pictures/Divulgação

Em HollywoodRock Hudson é interpretado por Jake Picking (Sicário: Dia do Soldado), com uma personalidade sensível. No mundo real, Rock Hudson foi um dos maiores galãs de Hollywood, que estrelou mais de 70 produções e foi indicado ao Oscar por seu papel em Assim Caminha a Humanidade (1956). Hudson foi descoberto pelo agente Henry Willson (também personagem da série) através de uma carta enviada pelo ator, que não tinha nenhuma experiência no currículo e na época trabalhava como caminhoneiro. Boatos de sua homossexualidade sempre circularam durante sua carreira e eram controlados pelo seu agente, até que em 1955 Hudson se casou com a secretária de Wilson, Phyllis Gates, para desviar atenção dos relatos. O casamento durou três anos. 

Em 85, Hudson foi diagnosticado com HIV e sua doença foi reportada pela mídia, fazendo com que ele tenha se tornado uma das primeiras celebridades que teve seu diagnóstico divulgado. Ele morreu de AIDS em 85, e a discussão sobre sua homossexualidade, que já era conhecida nos bastidores de Hollywood, se tornou pública. 

HENRY WILLSON – JIM PARSONS

Jim Parsons em Hollywood e o agente Henry Wilson
Netflix/Divulgação/Netflix UK & Ireland/Reprodução

Entre os protagonistas, além de Rock Hudson, o outro personagem real é Henry Willson, interpretado por Jim Parsons (Big Bang Thoery). Os relatos sobre Willson são bastante condizentes com o que é retratado no início da série. O agente de talentos era conhecido por um portfólio de atores galãs e de aparência musculosa, que incluía Rock Hudson, Troy DonahueTy HardinTab Hunter, entre outros. O método de Willson, conhecido por coagir atores a manterem relações sexuais em troca de papéis no cinema, tv e publicidades, era amplamente conhecido. Assim como o próprio personagem se gaba na série, Willson foi de fato um pivô na trajetória de Lana Turner em Hollywood. 

Quando sua homossexualidade se tornou assunto público em Hollywood, já no fim de sua vida, Willson perdeu seus clientes, que tinham medo de se associar com o agente. Willson sofreu de alcoolismo e abuso de substâncias e morreu em 1978, de cirrose, sem dinheiro para cobrir custos funerários. 

ERNIE WEST (INSPIRADO EM SCOTTY BOWERS) – DYLAN MCDERMOTT

Dylan McDermott em Hollywood
Netflix/Divulgação

O personagem de Dylan McDermott é um caso à parte em Hollywood, porque um dono de posto de gasolina chamado Ernie West não existiu, mas a figura é inspirada nas memórias de um sujeito chamado Scotty Bowers. Veterano da 2ª Guerra, Bowers foi dono de um posto de combustível que funcionava como se vê na série, e foi descrito no livro publicado por ele mesmo em 2013, Full Service: My Adventures in Hollywood and the Secret Sex Live of the Stars. Bowers descreve que seus clientes incluíam Katharine HepburnVivien Leigh, Bette Davis e Cary Grant, mas seus relatos nunca foram comprovados (até porque, na época da publicação do livro, poucos nomes estavam vivos para contestar ou certificar a veracidade das histórias). Seu encontro com Vivien Leigh na casa de George Cukor também é descrito no livro do mesmo modo que é retratado na série [via Vulture].

PEG ENTWISTLE

Peg Entwistle
Divulgação

Uma figura que nunca aparece em Hollywood mas é uma das mais citadas é Peg Entwiste, a aspirante atriz que se jogou do H do sinal de Hollywood (que era “Hollywoodland” até 1949, quando durante uma restauração a prefeitura decidiu retirar o “Land”) aos 24 anos. Entwistle, como é dito diversas vezes na série, tem uma história trágica. Ela atuou em diversas peças e seu talento como atriz era aclamado, principalmente quando contracenou com Humphrey Bogart e Billy Burke no teatro, chamando atenção do produtor David O. Selznick. Apesar de insistência de Selznick, Entwistle teve dificuldades em conseguir um papel na telona, mas no início dos anos 30 ela foi escalada no elenco de Thirteen Women. Como dito em Hollywood, seu papel no longa foi cortado de 16 para 4 minutos de tela. 

Ao contrário do que se vê em Hollywood, no entanto, Entwistle não tinha um namorado carinhoso, e na realidade foi casada por dois anos com o ator Robert Keith, mas conseguiu divórcio alegando abuso e crueldade doméstica por parte dele. 

ANNA MAY WONG – MICHELLE KRUSIEC

Michelle Krusiec em Hollywood e Anna May Wong em Piccadily
Netflix/Reprodução/BIP/Divulgação

Anna May Wong, interpretada por Michelle Krusiec em Hollywood,é uma das personagens com o arco mais comovente da série, principalmente pela trágica carreira que teve na vida real. A atriz, considerada a primeira grande estrela chinesa americana de Hollywood, passou grande parte de sua carreira em busca de um papel que se afastasse dos estereótipos de raça de Hollywood, mas era repetidamente escalada em papéis como a mulher exótica, ou misteriosa e enganadora. Enquanto a série de Ryan Murphy busca dar à Wong um final feliz, ela passou por diversas desilusões na sua trajetória.

A maior delas aconteceu durante a seleção de atores para o filme Terra dos Deuses, de 1935, produção centrada em uma família chinesa, que é inclusive repetidas vezes mencionada na série. Wong buscava o papel da protagonista O-Lan desde a publicação do livro no qual o filme seria adaptado, em 1931, e sua escolha era apoiada pela mídia. No entanto, quando o europeu-americano Paul Muni foi escolhido para viver o marido da personagem, Wang Lung, a escalação de Wong se tornou impossível. Naquela época, era proibido qualquer beijo interracial nas telas, e o papel de O-Lan foi para a atriz branca Louise Renner, que inclusive ganhou um Oscar pelo trabalho. 

HATTIE MCDANIEL – QUEEN LATIFAH

Hattie McDaniel em ...E O Vento Levou e Queen Latifah em Hollywood
MGM/Netflix

Hattie McDaniel é uma das melhores personagens de Hollywood, interpretada por Queen Latifah (Chicago). A primeira mulher negra a ganhar um Oscar, por seu papel como Mammy em ...E O Vento Levou, McDaniel é retratada em sua intimidade em Hollywood por causa dos boatos de sua bissexualidade (nunca comprovados) mas ela também serve como mentora da personagem de Camille, principalmente pela triste história de sua presença no Oscar. McDaniel ficou em uma mesa afastada da premiação da qual saiu vitoriosa em 1940, sentando em um depósito onde as estatuetas eram armazenadas, porque o hotel que promoveu a cerimônia não permitia a entrada de negros no local. Ainda, ao contrário da história fictícia de Hollywood, foram mais 50 anos até que uma outra mulher negra levasse a estatueta (quando Whoopi Goldberg ganhou por Ghost em 1990).

Apesar de parecer relativamente ativista na série de Murphy, McDaniel foi, na realidade, diversas vezes criticada por sua falta de posicionamento político, e era acusada de perpetuar estereótipos pela quantidade de empregadas domésticas que interpretou em sua carreira. 

VIVIEN LEIGH – KATIE MCGUINNESS

Vivien Leigh em ...E O Vento Levou/Katie McGuinness em Hollywood
MGM/Netflix

A protagonista e …E O Vento LevouVivien Leigh, também tem seus momentos em Hollywood, que incluem uma recriação das falas da personagem Scarlett O’Hara logo na primeira cena do clássico. Interpretada por Katie McGuinness, a atriz é retratada em Hollywood como uma diva frágil, prestes a ter um ataque de nervos, que foi retirada do relato de Scotty Bowers no livro Full Service. A interpretação até que faz sentido com a realidade, já que Leigh sofria de transtorno bipolar. Em Hollywood, a atriz aparece logo após seu grande papel em …E O Vento Levou, de 1939, e ensaiando para a peça Um Bonde Chamado Desejo, na qual estreou em 1949 em Londres. A versão da peça para o cinema, que foi lançada em 1951, é considerado outro de seus grandes papéis. 

ELEANOR ROOSEVELT – HARRIET SANSOM HARRIS

Eleanor Roosevelt e Harriet Sansom Harris em Hollywood
Netflix/Divulgação

Claro que a Primeira Dama Eleanor Roosevelt também foi retirada da vida real. Esposa do presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt (que serviu entre 1933 a 1945), ativista, diplomata e delegada da ONU, na série a Primeira-Dama aparece para incentivar a escalação de Camille em Meg. Enquanto nada do tipo realmente aconteceu em sua vida, Roosevelt teve um caso de interferência na indústria de Hollywood. Em 1940, Roosevelt incentivou seu filho, James (que trabalhava na United Artists), a distribuir o filme britânico e anti-nazismo O Mártir nos EUA, porque outras produtoras o consideraram controverso demais. 

Seria ingênuo imaginar que, como a personagem da série faz em seu discurso, a Primeira-Dama realmente poderia considerar o cinema mais importante do que o governo na mudança da sociedade. Mas em 1947, Roosevelt escreveu sobre a importância do setor para a disseminação de ideias [via ERP]: “A indústria cinematográfica é uma grande indústria, cheia de possibilidades boas e ruins. Seu primeiro propósito é entreter as pessoas. Mas, ao mesmo tempo, ela pode fazer muitas coisas. Pode popularizar certos ideias e fazer a educação palatável”. 

Na série, Eleanor Roosevelt é interpretada por Harriet Sansom Harris, que atuará como a Primeira Dama também em sua próxima série, Atlantic Crossing.

GEORGE CUKOR – DANIEL LONDON

George Cukor nos bastidores de Minha Bela Dama e Daniel London em Hollywood
Warner Bros/Netflix

A série traz uma coleção de personagens coadjuvantes que representam pessoas reais, principalmente quando caminha pelos corredores da festa promovida por George Cukor. O diretor, vencedor do Oscar por Minha Bela Dama, era conhecido por suas festas luxuosas, que contavam com a presença de diversas celebridades e jovens rapazes, trazidos de diferentes locais. Interpretado na série por Daniel London (O Relatório) Cukor era secretamente gay e dirigiu uma série de clássicos do cinema, como À Meia-Luz e Nasce Uma Estrela, a versão com Judy Garland.

TALLULAH BANKHEAD – PAGET BREWSTER

Tallulah Bankhead em Mulher Infiel e Paget Brewster em Hollywood
MGM/Netflix

Nas festas de George Cukor, uma das celebridades que mais se destaca em Hollywood é Tallulah Bankhead, atuada na série por Paget Brewster (Community). Conhecida principalmente por seu papel em Um Barco e Nove Destinos, de Alfred Hitchcock, Bankhead era conhecida por sua defesa por direitos civis e por falar abertamente de questões consideradas tabu, como sua própria sexualidade. 

NOËL COWARD – BILLY BOYD

O dramaturgo, ator, diretor, cantor e compositor Noël Coward aparece em Hollywood interpretado por Billy Boyd (O Senhor dos Anéis), também na festa de George Cukor. Na vida real, também secretamente homossexual, Coward escreveu inúmeras peças, como The VortexHay Fever e Vidas Íntimas, e ganhou um Oscar honorário por Nosso Barco, Nossa Alma, produzido, dirigido e atuado por ele. 

MICKEY COHEN – FRANK CRIM

Mickey Cohen em Alcatraz e Frank Crim em Hollywood
Divulgação/Netflix

Em uma cena curta, o agente Henry Willson é visto conversando com um sujeito suspeito, responsável por fazer o escândalo da ACE Studios sair de publicação. Aquele rapaz no restaurante é Mickey Cohen, interpretado por Frank Crim (How I Met Your Mother). Cohen é conhecido como um ex-boxeador que se tornou gângster, e comandou a máfia de Los Angeles.

A situação toda, inclusive, de Willson e seu “jeitinho” para tirar certas matérias dos jornais, também é conhecida em Hollywood. Supostamente, o agente trocou escândalos de seus ex-clientes – Rory Calhoun e Tab Hunter – para impedir que a imprensa circulasse matérias de que Rock Hudson era gay. 

LUISE RAINER – CAMILLE NATTA

Luise Rainer e Camille Natta em Hollywood
MGM/Netflix

Luise Rainer, conhecida como a primeira atriz a ganhar mais de um Oscar, é interpretada em uma curta cena de Hollywood por Camille Natta (Kissing Strangers). De origem alemã, Rainer venceu o Oscar por Terra dos Deuses, longa em que interpretou uma mulher chinesa (sua outra estatueta foi por Ziegfeld, o Criador de Estrelas). Rainer é um caso peculiar da indústria, já que desde seu 2º Oscar nunca mais conseguiu um papel de destaque.

GUY MADISON – ANTHONY COONS

Guy Madison em Noite na Alma/Anthony Coons em Hollywood
RKO Pictures/Netflix

O ator Guy Madison aparece em Hollywood interpretado pelo iniciante Anthony Coons, em uma curta cena em que discute sua forma física com o agente Henry Willson. Madison é conhecido por protagonizar a série Adventures of Wild Bill Hickok entre 51 e 58 e ganhou um Globo de Ouro especial por Melhor Estrela do Faroeste em 1954.

IRVING THALBERG – TIMOTHY DVORAK

Irving Thalberg e Timothy Dvorak em Hollywood
Divulgação/Netflix

Quando Dick Samuels (Joe Mantello) relembra a história de escalação de Terra dos Deuses, ele cita o influente produtor Irving Thalberg, que aparece na tela interpretado por Timothy Dvorak (A Garota do Tempo). Um dos pilares do estúdio MGM, Thalberg foi responsável por diversas produções do estúdio e na formação de dezenas de estrelas, incluindo Joan Crawford, Clark Gable e Greta Garbo.

GEORGE HURRELL – AIDAN BRISTOW

George Hurrell e Aidan Bristow em Hollywood
Divulgação/Netflix

O lendário fotógrafo das estrelas de Hollywood, George Hurrell também aparece na série de Ryan Murphy, interpretado por Aidan Bristow (American Horror Story). Hurrell foi levado à MGM por Irving Thalberg e ajudou a criar o imaginário de glamour de Hollywood com fotos cheias de sofisticação e brilho. Sua carreira inclui fotografias glamourosas de estrelas como Robert Montgomery, Jean Harlow, Joan Crawford, Bette Davis, Errol Flynn, Olivia De Havilland, Lauren Bacall e Humphrey Bogart. Mais tarde em sua carreira, Hurrell foi responsável por fotos de capas de álbuns do Tom Waits (Foreign Affairs), Queen (The Works) e Paul McCartney (Press to Play).

HEDDA HOPPER (HOLLY KAPLAN) E ROBERT MONTGOMERY (MITCH EAKINS)

Robert Montgomery em Conquistador Irresistível/Mitch Eakins e Holly Kaplan em Hollywood/Hedda Hopper
MGM/Netflix/Divulgação

Estas duas personalidades tem pouco em comum, mas aparecem uma ao lado da outra durante a cerimônia do Oscar do último episódio. A jornalista Hedda Hopper, interpretada por Holly Kaplan (Better Call Saul), escrevia colunas de fofoca e era uma das grandes defensoras da Lista Negra de Hollywood, que censurava o trabalho de atores considerados simpatizantes da esquerda. O ator Robert Montgomery, por sua vez, interpretado por Mitch Eakins (#FreeRayshawn), conseguiu entrada em Hollywood ao contracenar com George Cukor em uma peça, e foi indicado ao Oscar duas vezes em sua carreira, por Que Espere o Céu e A Noite Tudo Encobre. Ele também era um grande defensor do Comitê de Atividades Anti-americanas dos EUA, que investigava cidadãos e suas ligações com o comunismo. 

CELEBRIDADES NA CERIMÔNIA DO OSCAR

Ashley Wood, Michael Saltzman, Brett Hollan, Marie Oldenbourg e David Gilchist em Hollywood
Netflix/Reprodução

Outras personalidades reais que aparecem na festa do Oscar de Hollywood, mas não recebem grande destaque são Loretta Young (Ashley Wood), Ernert Borgnine (Michael Saltzman), George Murphy (Brett Holland), Susan Hayward (Marie Oldenbourg) e Donald Crisp (David Gilchrist). Todos estes nomes receberam uma estatueta após os fictícios eventos de Hollywood. Murphy recebeu um Oscar honorário em 1951, Crisp levou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Como Era Verde o Meu Vale em 1942, Borgnine ganhou como Melhor Ator por Marty (1955) e Hayward, depois de quatro indicações, levou o Oscar de Melhor atriz por Quero Viver! em 59. 

Loretta Young, por sua vez, recebeu o Oscar em 1948 pela atuação em Ambiciosa. É interessante que em Hollywood Young apareça indicada exatamente por este filme, mas nos eventos da série, ela perde a estatueta para a personagem Camille Washington. 

COLE PORTER (DARREN RICHARDSON)

Cole Porter e Darren Richardson em Hollywood
Divulgação/Netflix

Descrito perfeitamente por Ermit como “o tesouro nacional Cole Porter, o músico aparece apenas por um relance, como um cliente recusado pelo personagem de Jack Costello (David Corenswet). Interpretado na série por Darren Richardson (The Baxters), Cole Porter compôs algumas canções universalmente conhecidas, como “Night and Day”, “I Get a Kick Out Of You” e  “I’ve Got You Under My Skin”. Sua homossexualidade era conhecida, mas ele foi casado desde 1919 até a morte de sua esposa Linda Lee Thomas em 1954. Ele era conhecido por uma vida luxuosa e extravagante, cheia de festas escandalosas por atividades bissexuais, homossexuais e drogas recreativas.

BÔNUS – A FICTÍCIA PERSONAGEM DE MIRA SORVINO, JEANNE CRANDALL

Mira Sorvino em Hollywood
Netflix/Divulgação

Existe uma personagem peculiar em Hollywood, com uma história tão específica que pareceria real. O papel de Mira Sorvino como a atriz Jeanne Crandall não é retirado do mundo real, mas é uma construção de um tipo de atriz de Hollywood, cuja resolução remete à história da própria Sorvino. 

Crandall tem uma trajetória de uma atriz promissora, que recebeu boas oportunidades coadjuvantes no auge de sua beleza jovial, e viu suas possibilidades diminuírem com o tempo, remetendo à nomes de Hollywood como Veronica Lake ou Ann Sheridan. Apesar de estabelecidas e bem-conhecidas, Lake e Sheridan são exemplos de atrizes que viveram mulheres sedutoras nas telas mas não conseguiram se manter no estrelato com o passar dos anos, chegando apenas na beira do 1º escalão de Hollywood. A própria Sorvino comparou Crandall à Lana Turner, como uma atriz que sempre foi elogiada mais pela sua beleza do que pelo seu talento. 

Em Hollywood, a personagem de Mira Sorvino tem um longo caso com o dono do estúdio, Ace Amberg, e após relatar a traição à esposa do executivo, sente que sua carreira estaria acabada. Mas a redenção de Crandall, que finalmente é escalada em um papel de destaque, inevitavelmente remete como uma correção na trajetória da própria intérprete da personagem. Sorvino é conhecida por ser uma das atrizes que entraram na lista negra de Harvey Weinstein por ter resistido aos abusos do dono da Miramax, e após vencer o Oscar em 95, não teve papéis de grande destaque no cinema. Anos mais tarde, Peter Jackson revelou que a Miramax barrou o teste de Sorvino para O Senhor dos Anéis, confirmando sua interferência na carreira da atriz. Ver a personagem de Mira Sorvino receber uma grande oportunidade mesmo que tardiamente em sua carreira soa como um conto alternativo para as atrizes que viram suas carreiras prejudicadas por abusos de Hollywood.