Lady Gaga revela que chorou ao encontrar Ariana Grande para gravação

Cantoras gravaram recentemente o feat ‘Rain On Me’, que será lançado na próxima sexta-feira (22)

Lady Gaga e Ariana Grande

Lady Gaga e Ariana Grande estão trabalhando juntas no projeto na música Rain On Me, que será lançada na próxima sexta-feira (22). Gaga deu uma entrevista nesta quarta-feira (20) falou sobre a faixa, parte do seu álbum Chromatica. Ela detalhou os bastidores da gravação e contou que chorou ao ver a amiga.

Lady Gaga falou à Zane Lowe, da Beats1, que a emoção veio ao se dar conta do que Ariana passou, como o ataque terrorista no seu show em Manchester, em 2017, e a morte do ex-namorado Mac Miller. “Eu disse a ela: ‘Agora, tudo o que você se preocupa, quero que você esqueça enquanto canta. E enquanto você faz isso, eu vou dançar na sua frente!’”, relatou.

Gaga ainda explicou que o convite foi feito para Ariana porque a letra trata da superação de traumas. “Eu sentei com ela e nós falamos sobre nossas vidas. São duas mulheres tendo uma conversa sobre como seguir em frente e como ser grata pelo que você faz”, falou a cantora.

Co-fundador da Driade, Enrico Astori morre aos 83 anos

Diretor de arte italiano criou a marca de mobiliário com sua esposa e sua irmã em 1968
FOTO: DIVULGAÇÃO / DRIADE

Enrico Astori, diretor de arte e co-fundador da marca de mobiliário italiana Driade

Enrico Astori, diretor de arte e co-fundador da marca de mobiliário italiana Driade, morreu aos 83 anos no último domingo, 17 de maio. O italiano fundou a marca em 1968, ao lado da esposa Adelaide Acerbi e da irmã Antonia Astori.

Enrico era responsável pelas estratégias de comunicação e envisionou o design da marca. Já a irmã Antonia Astori era a principal designer e responsável por criar os produtos. Adelaide Arcebi, esposa de Enrico, ficou responsável pelas relações públicas da Driade. A empresa é conhecida no ramo por suas peças modernas e inovadoras, e ao longo dos mais de 50 anos desde que foi fundada, já trabalhou com diversos nomes do design, como Philippe Stark, Patricia Urquiola, Fabio Novembre, Tokujin Yoshioka, e Ron Arad. Dentre as funções de Enrico na empresa, estava garantir que cada designer estivesse alinhado com a visão da marca. 

Gal Gadot e Kristen Wiig na revista SFX!

Gal Gadot & Kristen Wiig in SFX Magazine, June 2020

Conheça a fotógrafa Hannah Beier de 23 anos que filmou a capa da edição de pandemia da TIME

BY KATHERINE POMERANTZ MAY 20, 2020 8:49 PM EDT

Photograph by Hannah Beier for TIME

Tendo me formado na faculdade quatro meses antes dos trágicos eventos de 11 de setembro, tenho pensado muito sobre a turma de 2020 e como esse momento global moldará para sempre suas vidas. Para a capa do TIME da Pandemia de geração desta semana, queríamos contar essa história pelas lentes de uma delas. O departamento de fotografia da TIME procurou professores de fotografia em faculdades de todo o país, procurando um aluno que documentou esses momentos extraordinários. Recebemos uma incrível variedade de portfólios impressionantes, mas ficamos especialmente impressionados com o trabalho de Hannah Beier, uma fotógrafa de 23 anos da Drexel University, na Filadélfia. Suas fotografias fornecem uma visão íntima de como seus amigos e colegas de classe estão marcando marcos e tentando navegar em seu novo normal.

Antes da pandemia, Hannah estava trabalhando em uma tese sênior que focava na vulnerabilidade dos relacionamentos e amizades em sua vida. A potência de seu trabalho dependia da intimidade dos tiros em pessoa, que ela usava para forjar conexões profundas com seus súditos.

Hannah Beier passou seu último ano na Universidade Drexel documentando relacionamentos significativos em sua vida para um projeto que ela chamou de “Time Apart”.

Quando suas amigas se espalharam pelo país após o fechamento da escola, Hannah foi forçada a mudar de abordagem. Mas, apesar de seu novo processo – agora todas as sessões de fotos são realizadas virtualmente – ela decidiu manter esse foco íntimo. Ela ligava para as amigas via FaceTime e dirigia com arte toda a filmagem: desde locais de observação e montando a câmera da pessoa com eles, até verificando a parte traseira da câmera e reposicionando as amigas até que ela estivesse satisfeita com a foto. Hannah usou esse processo para fotografar a capa desta semana da TIME, apresentando a colega sênior e importante de fotografia Melissa Nesta e seu namorado, Daniel Mosley, em casa na Filadélfia. Hannah, que já morou na casa onde a imagem da capa foi tirada, estava familiarizada com o local. Ela e Melissa decidiram sobre a configuração exata e a hora do dia para fotografar a imagem. Sua tese agora é apropriadamente chamada “Time Apart”.

Mesmo que seu próprio futuro tenha sido lançado na incerteza, Hannah está focada em encontrar maneiras de se adaptar. “No futuro, lembrarei que existem coisas na vida para as quais você não pode se preparar”, diz ela. “É o que você tira dela, como você cresce, aprende e se desafia durante os tempos em que é o que importa.”

’13 Reasons Why’: Netflix divulga trailer e mostra Clay prestes a revelar seus segredos

Quarta e última temporada estreia no dia 5 de junho

Elenco da série “13 Reasons Why” – Alberto E. Rodriguez-7.mai.2017/AFP

Atenção! Contém spoiler de temporadas anteriores.

A Netflix divulgou nesta quarta-feira (20) trailer da temporada final da série “13 Reasons Why”, que tem previsão de estreia na plataforma de streaming no dia 5 de junho. A última temporada do drama se sustentar se a verdade do assassinato de Bryce Walker (Justin Prentice) será revelada.

A quarta temporada de “13 Reasons Why” será mais curta do que as outras anteriores, que têm 13 episódios cada uma, e vai mostrar formutura do alunos colégio Liberty High. O trailer começa com a chegada dos estudantes à escola e se deparando com uma pichação: “Monty foi incriminado”.

“Não pire agora”, diz Justin Foley (Brandon Flynn) a Clay Jensen (Dylan Minnnette). A mensagem é uma referência ao personagem de Timothy Granaderos (Montgomery de La Cruz), que foi acusado de assassinar Bryce Walker, que cometou diversos crimes, como estuprar Hannah Baker (Katherine Langford), Jessica Davies (Alisha Boe) e Chlöe Rice (Anne Winters).

A terceira temporada foi sobre quem estava por trás da morte de Bryce e, através dos flashbacks, a verdade foi sendo revelada. No final, os espectadores descobrem que Jessica e Alex Standall (Miles Heizer) foram as responsáveis. Elas foram confrontar Bryce após ele ter sido espancado por Zach Dempsey (Ross Butler). No episódio final, Ani Achola (Grace Saif) diz à polícia que era Monty quem estava por trás do assassinato.

A sequência do trailer focada em Clay que passa a ser pressionado. “Temos um problema”, questiona Tony Padilla (Christian Navarro). Entre muitas trocas de olhares, os personagens começam a se questionar se vão conseguir manter o segredo.

“Precisamos resolver isso pelo Monty”, diz Winston Williams (Deaken Bluman). No episódio final, Monty e Winston aparecem dormindo juntos. Clay passa a ser atormentado por imagens de Monty e passa a frenquentar um terapeuta, Dr. Robert Ellman (Gary Sinise, de “Forrest Grump”).

“Quanto eu te vejo Clay, vejo um garoto que está pagando caro e não sei por quê. Suspeito que seja pelos seus segredos”, diz Ellman a Clay, que aparece na sequência com as mãos cheia de sangue. “Está pronto para revelar seus segredos?”, questiona o médico no final.

Startup de saúde Zenklub recebe aporte de R$ 16,5 milhões

Com planos de investimento no segmento corporativo, o Zenklub já atende mais de 100 empresas brasileiras através do aplicativo da startup
Por Bruna Arimathea – O Estado de S. Paulo

Fundada pelos portugueses José Simões e Rui Brandão, o Zenklub já triplicou o seu crescimento em 2020 

O Zenklub, startup de serviços de bem estar e saúde emocional, acaba de receber um aporte de R$ 16,5 milhões, liderado pelo fundo português Indico Capital Partners, com participação de investidores brasileiros. O aplicativo, que oferece serviços de consulta com profissionais de saúde mental e guias de meditação e exercícios, dobrou o número de parceiros e clientes durante a pandemia de coronavírus.

Com o aporte, o Zenklub, fundado pelos portugueses Rui Brandão e José Simões em 2016, mira duas frentes: o serviço corporativo no Brasil e o time de tecnologia, em Portugal. Por aqui, o investimento vai ser voltado para a expansão da assinatura oferecida diretamente para as empresas, que compram planos para que seus funcionários façam uso da plataforma.

“De certa forma, nós somos um braço a mais do departamento de recursos humanos. Há muitas coisas podem ser faladas dentro do ambiente corporativo, mas muitas outras coisas você não quer falar naquele ambiente. Estamos vendo que as empresas ganharam muita consciência do quão importante é o capital humano delas e, nessa fase de incerteza, apoiar o emocional de seus colaboradores é uma grande prioridade”, explica Rui Brandão, em entrevista ao Estadão. Em Portugal, o foco vai ser no desenvolvimento de tecnologias para melhorar o serviço da plataforma. 

Apesar de se concentrar nos serviços corporativos, o Zenklub também tem assinaturas simples em seu app, que permite que usuários comuns, sem vínculo com empresas, possam utilizar a plataforma. Nessa opção, alguns conteúdos podem ser acessados gratuitamente enquanto outros são cobertos pela mensalidade de R$14,90, que cobre guias de meditação, planos de acompanhamento e descontos em consultas de atendimento psicológico — cada uma sai por cerca de R$ 75 para os assinantes.

O avanço da pandemia de coronavírus no mundo também impactou o negócio do Zenklub, que percebeu um aumento tanto na aquisição de planos no app quanto no interesse de empresas. Desde o começo do ano, a startup já triplicou o seu crescimento, em relação ao ano anterior. Os planos corporativos, que antes representavam 10% do faturamento, agora já são 30% da arrecadação da startup, que atende mais de 100 empresas como NaturaNubankRaizen e Elo. 

Esse cenário incentiva serviços digitais, observa Brandão. O caráter virtual da startup acaba se destacando, principalmente quando empresas começam a enxergar o valor da saúde emocional de seus funcionários em plena crise.  “O isolamento social nos tornou muito mais conscientes da importância com os cuidados da nossa mente e de que a saúde precisa ser digitalizada. Estamos vendo que é eficaz. Infelizmente, foi a pandemia que acelerou muito essa consciência da importância da questão”, afirma.

Brandão afirma ainda que, em meio à crise do coronavírus, um dos maiores desafios está na personalização do atendimento, já que a necessidade emocional de cada pessoa varia. Segundo ele, a demanda do serviço já justificou a mudança do foco do setor de marketing, que explicava a necessidade do produto aos clientes, para a solução de novas formas de entregar o atendimento psicológico.

“Eu nunca imaginei que a gente ia passar de um [foco] para outro tão rápido. O grande desafio que temos, agora, é em como ajudar a personalizar a jornada de cada pessoa, como usar tecnologia e dados para entender melhor e sugerir o melhor caminho pra elas. A saúde emocional saiu da caixinha do Rivotril e passou para caixinha do bem estar”. 

Henry Cavill revela desejo de terminar trilogia iniciada em Batman vs Superman

Ator manifestou vontade durante sessão comentada do filme Homem de Aço com o diretor Zack Snyder, na qual foi anunciado o lançamento do Snyder Cut
ARTHUR ELOI E MARIANA CANHISARES

O ator Henry Cavill, em cena do filme “O Homem de Aço” 

O ator Henry Cavill afirmou que adoraria terminar a trilogia iniciada em Batman vs Superman. Participando de uma sessão comentada de Homem de Aço, acompanhado do diretor Zack Snyder, ele disse:

“Esse foi um grande momento para mim, Lembro quando o primeiro trailer saiu, como era minha vida na época, e como o reassisti mais de 500 vezes depois. Toda a experiência de rodar o filme mudou minha vida. Fazer as entrevistas, assistir ao filme foi um ponto de virada para mim. Me lembro de tudo em detalhes, todas as emoções. Estava passando por um período difícil e foi uma jornada enorme. Ainda amo ver aquele filme e vou me lembrar daqueles dias até o meu fim. Foi uma longa jornada desde então. Acho que seria legal terminar uma trilogia. Adoraria ver uma versão de Liga sem o bigode”.

A trilogia a que Cavill se refere é formada por Batman vs SupermanLiga da Justiça e Liga da Justiça 2 – este último, porém, nunca saiu do papel.

Nessa live, Zack Snyder revelou que sua versão de Liga da Justiça será lançada em 2021 no streaming HBO Max.

Taís Araújo fará live sobre aumento de violência doméstica na quarentena

Denúncias têm aumentado durante a pandemia do novo coronavírus; atriz também é embaixadora da ONU Mulheres
JOÃO PEDRO MALAR – O ESTADO DE S.PAULO

Atriz e apresentadora Taís Araújo

A atriz Taís Araújo realizará nesta quinta-feira, 21, uma live que discutirá o aumento de casos de violência doméstica em meio à quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus. A ação é organizada pela ONU Mulheres, entidade da Organização das Nações Unidas voltada para a igualdade de gênero.

Durante a live, Taís, que é embaixadora da ONU Mulheres, entrevistará Clátia Vieira, do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 (vinculado à entidade) e do Fórum Nacional de Mulheres Negras. O objetivo da transmissão é não apenas alertar para o aumento nas denúncias de violência, mas também mostrar novas ferramentas para denunciar os casos.

A transmissão também discutirá o impacto da violência doméstica para as mulheres negras. Segundo levantamento feito pelo Atlas da Violência de 2019, 60% das mulheres assassinadas no país são negras.

Levantamentos feitos pela ONU Mulheres ao redor do mundo e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam um aumento na violência devido ao isolamento em casa. O confinamento dificulta a denúncia, além de aumentar o contato com os agressores.

Uma das ferramentas de denúncia apresentadas pela organização é o ISA.bot, robô que recebe as denúncias e pode ser instalado enviado uma mensagem para a página no Facebook do IsaBot (clique aqui para acessar). A live ocorrerá às 19h pela conta de Taís no Instagram

Galpão da Amazon nos EUA tem alto contágio por coronavírus e não consegue conter doença

Armazém na Pensilvânia tem maior número de casos da empresa

Armazém da Amazon em Hazleton, Pensilvânia, que teve mais casos de Covid-19 do que qualquer um dos outros da empresa – Hannah Yoon/The New York Times

NOVA YORK | THE NEW YORK TIMES – Therese Kelly chegou para seu turno de trabalho em um armazém da Amazon, no dia 27 de março, e encontrou seus colegas reunidos, em meio ao cavernoso espaço. Eles estavam aguardando um anúncio que seria válido para todo o edifício, um acontecimento raro em um complexo conhecido como AVP1. Pelo alto-falante, um executivo confirmou aquilo que os trabalhadores já temiam: pela primeira vez, um empregado da instalação havia sido confirmado como portador do coronavírus.

Alguns dos trabalhadores abandonaram seus turnos de trabalho e voltaram para casa. Kelly, 63, decidiu trabalhar, como uma das centenas de milhares de empregados da Amazon que vêm atendendo ao pico de encomendas online feitas pelos milhões de consumidores americanos que estão confinados em suas casas.

Nos pouco menos de dois meses transcorridos desde então, o armazém localizado no sopé dos Montes Poconos, na região nordeste do estado da Pensilvânia, se tornou o foco mais intenso de contágio pela Covid-19, entre as instalações da Amazon.

Therese Kelly, uma funcionária de longa data da Amazon que deu positivo para Covid-19, em sua casa em Jim Thorpe, Pensilvânia – Michelle Gustafson/The New York Times

Legisladores locais acreditam que mais de 100 trabalhadores do armazém tenham sido identificados como portadores do vírus, mas o número exato não é conhecido. No começo, a Amazon informava seu pessoal sobre cada caso novo. Mas quando o número de pessoas infectadas chegou a cerca de 60, os anúncios pararam de informar números específicos.

A informação quanto a contágios também foi suspensa em outros armazéns da Amazon. A melhor estimativa é que mais de 900 dos 400 mil trabalhadores braçais da empresa contraíram a doença.

A Amazon viu a pandemia de perto antes de muitas outras companhias dos Estados Unidos. No começo de fevereiro, a empresa expressou preocupação com sua cadeia mundial de suprimento e consultou um especialista em doenças infecciosas. Sediada em Seattle, um dos focos iniciais de contágio, a empresa instruiu seus 50 mil empregados na área a trabalharem de casa, a partir do dia 5 de março.

Mas o estoque de papel higiênico e de quebra-cabeças do site quase se esgotou, e os 100 milhões de domicílios que são clientes do programa Amazon Prime nos Estados Unidos viram a companhia enfrentar obstáculos. Encontrar um equilíbrio entre cumprir a promessa de entregas em um ou dois dias e manter os trabalhadores seguros vem sendo um desafio para a Amazon desde então.

Em 1º de abril, Kelly, que trabalha no armazém há nove anos, percebeu que os quatro recipientes de desinfetante afixados a um pilar na sua área de trabalho estavam vazios. Mais tarde no mesmo dia, sentindo incômodos e uma dor de garganta, ela saiu mais cedo do trabalho. Poucos dias mais tarde, um exame a identificou como infectada com a Covid-19.

Dave Clark, que comanda as operações mundiais da Amazon, afirmou em comunicado que “começamos mais cedo que a maioria das empresas a adotar medidas de proteção para nossas equipes, e nos adaptamos a cada dia a fim de conseguir melhoras”. Ele apontou que o armazém fica em uma região onde o grau de contágio comunitário é elevado, e disse que não acreditava que os trabalhadores tivessem contraído a doença no local de trabalho.

Mas trabalhadores e líderes locais estavam preocupados desde o começo por a Amazon não estar fazendo o suficiente.

A companhia em fevereiro recorreu aos serviços do médico Ian Lipkin, especialista em doenças respiratórias na Universidade Columbia, que aconselhou que a empresa adotasse verificações de temperatura, distanciamento social e outras medidas.

Mas algumas das recomendações de segurança padrão não entraram em uso comum no AVP1 por quase dois meses, de acordo com entrevistas com seis trabalhadores, líderes locais e autoridades eleitas, alguns dos quais solicitaram que seus nomes não fossem mencionados por medo de represálias.

Foi só na primeira semana de abril, cerca de um mês depois que os trabalhadores de escritório da empresa em Seattle foram instruídos a trabalhar de casa, que verificações de temperatura foram adotadas no armazém de Hazle Township. Máscaras estavam disponíveis para os trabalhadores que as solicitassem, mas seu uso não era obrigatório.

As mesas no refeitório foram distanciadas, mas quando os trabalhadores que tinham decidido permanecer em casa começaram a voltar ao trabalho, o salão começou a ficar lotado na hora do almoço. A Amazon adotou um novo período de intervalo, em 21 de abril, depois que os trabalhadores reclamaram.

Em mensagens na mídia social e entrevistas, trabalhadores argumentaram que as instalações deveriam ser fechadas temporariamente e passar por uma limpeza profunda.

Pelo final de março, a deputada estadual Tarah Toohill, republicana cujo distrito eleitoral abarca o armazém, começou a ouvir reclamações dos trabalhadores. Um parente de um deles ligou para dizer que a equipe de limpeza da Amazon não tinha aparecido para trabalhar no dia anterior. Dois dias depois, a mãe de um prestador de serviços à Amazon disse à deputada que as mudanças no armazém não haviam sido suficientes.

A Amazon continuou a alertar os trabalhadores sobre novos casos de contágio. Em 4 de abril, foram quatro casos. Em 6 de abril, nove. Em 8 de abril, oito.

A vizinha Hazleton, que fica no cruzamento de duas rodovias interestaduais, se tornou um foco de difusão do vírus, e surgiu pressão crescente sobre outros empregadores da área para que fechassem suas instalações. Em poucos dias, mais de 1,5 mil pessoas assinaram uma petição online pedindo que a Amazon fechasse o AVP1. A petição afirmava que era quase impossível respeitar o distanciamento social, no complexo.

O deputado federal do distrito, o democrata Matt Cartwright, concedeu uma entrevista coletiva online e anunciou que havia solicitado que a Administração de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA, na sigla em inglês), do governo federal investigasse três dos grandes empregadores da área, porque ele havia sido informado de problemas na adoção do distanciamento social e de uma falta de equipamento de proteção.

Ele confirmou mais tarde que um desses empregadores era a Amazon. Toohill ligou para os grandes empregadores industriais da região, entre os quais a Amazon, pedindo que fechassem temporariamente mas continuassem a pagar os trabalhadores.

A pressão cresceu quando uma fábrica de processamento de alimentos da Cargill, no mesmo parque industrial ocupado pela Amazon, fechou as portas, e prometeu que manteria por duas semanas os pagamentos de seus 900 trabalhadores. Mais de 100 deles haviam sido identificados como portadores do vírus.

Em 10 de abril, a Amazon anunciou 11 casos novos. Em 13 de abril, houve quatro novas infecções e no dia 15 a empresa informou aos trabalhadores que mais 11 pessoas estavam infectadas. Depois disso, não surgiram mais informações específicas; apenas anúncios de que casos adicionais haviam surgido.

Em um quadro de avisos no armazém, diversos trabalhadores perguntaram aos seus gerentes por que o número de pessoas infectadas não estava mais sendo informado. A resposta foi que isso não fazia diferença, e a empresa não queria causar medo aos trabalhadores.

Cedinho na manhã de 11 de abril, caminhões de uma companhia de dedetização chegaram ao estacionamento do armazém. Uma equipe de trabalhadores vestindo trajes de proteção pesados aspergia um desinfetante em forma gasosa no armazém durante as paradas dos trabalhadores.

Houve outras melhoras na segurança. Enquanto antes duas pessoas trabalhavam juntas para mover uma pilha de 10 pallets vazios, o novo método usava trabalhadores individuais cada qual movimentando cinco pallets. Os administradores instruíram o pessoal a mover material pesado aos empurrões, em lugar de pedir ajuda de outros trabalhadores para erguê-lo. O uso de máscaras se tornou obrigatório.

Mesmo assim, no final de abril certas áreas da instalação ainda tinham movimento de pessoal excessivo, e os trabalhadores não se sentiam seguros. Um trabalhador disse a colegas em um grupo no Facebook que o distanciamento social estava sendo praticado em toda parte, menos na movimentada área próxima às baias de embarque, conhecida como End of Line. Outra trabalhadora disse ter visto 25 pessoas trabalhando de rosto descoberto em lados opostos de pallets, apanhando produtos para prepará-los para embarque.

Desde que Kelly voltou ao trabalho, no final de abril, ela em muitos dias faz turnos de quase 11 de duração – horas extras para compensar o tempo adicional que ela passou fora do trabalho por doença, além das duas semanas de licença de saúde remunerada que a Amazon oferece aos trabalhadores contaminados com a Covid-19.

Ela disse estar contente por algumas estações de trabalho terem sido removidas, em sua ausência, porque ficavam perto demais umas das outras. E alguns trabalhadores foram contratados apenas para manter os recipientes de desinfetante abastecidos.

“Mas isso aconteceu tarde demais”, disse Kelly.

Tradução de Paulo Migliacci