Condé Nast será carbono neutro até 2030 (e está lançando um novo glossário de moda sustentável)

A proprietária de Vogue revela a nova fase de sua estratégia ambiental, que inclui um guia com mais de 250 termos-chave sustentáveis que tomaram a indústria da moda
EMILY CHAN – VOGUE INTERNACIONAL

Condé Nast será carbono neutro até 2030 (e está lançando um novo glossário de moda sustentável) (Foto: Getty Images)

Desde que a pandemia começou, a indústria da moda foi tomada por discussões sobre como poderia mudar para melhor. Um grupo de estilistas, incluindo Dries Van Noten, Gabriela Hearst e Marine Serre, assinou uma carta aberta propondo uma revisão do calendário de moda a fim de fazer de seus negócios “mais ambiental e socialemente sustentáveis.” O futuro dos desfiles também tem sido amplamente debatido, com Marc Jacobs dizendo, no Vogue Global Conversations no mês passado: “A maneira como apresentamos um desfile, sinto que isso nunca mais vai existir como conhecíamos, como fazíamos.”

Agora, a Condé Nast, proprietária de títulos como Vogue, GQ, The New Yorker e Wired, mostra o importante papel que organizações de mídia podem ter. Como parte da próxima fase de sua estratégia global de sustentabilidade, a empresa se compromete a virar carbono neutro até 2030. A editora também está lançando o Glossário da Moda Sustentável, um guia proprietário para mais de 250 termos e tópicos sustentáveis desenvolvido em parceria com o Centro para Moda Sustentável da London College of Fashion e com contribuições de editores de Vogue de todo o planeta. 

glossário, que está disponível on-line, surgiu depois que os editores de Vogue identificaram uma necessidade de maior educalçai e sustentabilidade na moda. Ele traz tópicos fundamentais com que a indústria da moda tem precisado lidar, incluindo transparência, compensadores de carbono e biodiversidade. Essa fonte será atualizada regularmente com novos termos conforme as conversas dentro da indústria progridem.

“Na Condé Nast, acreditamos que a saúde das pessoas está conectada à dos nossos negócios e à do planeta. Não podemos nos preocupar com uma e ignorar a outra”, diz Wolfgang Blau, global chief operating officer e presidente internacional da Condé Nast. “Nossa estratégia sustentável quinquenal mostra o comprometimento dos nossos times em todos os continentes em liderar pelo exemplo, em trabalhar com parceiros na indústria e em usar a influência global de nossas marcas para inspirar uma ação coletiva.”

Condé Nast será carbono neutro até 2030 (e está lançando um novo glossário de moda sustentável) (Foto: Tim Boddy)
Condé Nast será carbono neutro até 2030 (e está lançando um novo glossário de moda sustentável) (Foto: Tim Boddy)


“Enquanto governos, empresas e muitas organizações voluntárias ao redor do planeta estão tentando lidar com a pandemia da Covid-19, o desafio da crise climática global, obviamente, não está indo embora e companhias como a nossa precisam fazer sua parte. As marcas internacionalmente influentes da Condé Nast não apenas atingem mais de um bilhão de seguidores e leitores a cada mês, o que por si só é uma grande responsabilidade, como também estão cobrindo indústrias que têm um grande papel a ser desempenhado na luta contra a crise climática.

Elevar a conscientização sobre a crise climática global é crucial, mas agora é também importante fazer com que o debate global sobre o clima siga adiante e focar em soluções possíveis”, Blau explica sobre o glossário. “Para esse debate em torno de como fazer da moda mais sustentável, nossa indústria precisa de uma linguagem em comum e de um conjunto de definições científicas ao qual todos nós podemos nos referir.” 

Dilys Williams, diretora do Centro para Moda Sustentável e professora de design de moda sustentável na London College of Fashion acrescenta: “O Glossário da Moda Sustentável facilita uma expressão de moda criativa, crítica e informada no contexto dos nossos tempos. Espera-se que as classificações, esclarecimentos e explicações mudarão o discurso da moda, encontrando beleza e criatividade em práticas restorativas, equitativas e ecológicas.”

O compromisso da Condé Nast em se tornar carbono neutro até 2030 vai além dos objetivos estipulados em um relatório de 2018 do IPCC, que sugeria que as emissões deveriam ser zeradas até 2050 para limitar o aquecimento global a 1,5ºC. A editora definiu um objetivo inicial de 20% de redução nas emissões até o fim de 2021. Ela também vai trabalhar com fornecedores em uma transição para materiais mais sustentáveis, com um compromisso de usar papel de fontes 100% sustentáveis, certificado pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC) e Forest Stewardship Council (FSC), até o fim de 2021.

Em 2019, a Condé Nast se transformou na primeira empresa de mídia a assinar o Fashion Industry Charter for Climate Action, que foi lançado pela Framework Convention on Climate Change da ONU (UNFCCC) em dezembro de 2018 e que foi assinada por marcas como Burberry, Stella McCartney e H&M. A editora global também assinou o New Plastics Economy Global Commitment da Fundação Ellen MacArthur e se comprometeu em eliminar plásticos não-recicláveis de todos os produtos ao longo de seus mercados proprietários até 2025.

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