O café Sargon é um local durante todo o dia para café, café da manhã e almoço situado em Port Melbourne Industrial Estate. O projeto foi elaborado by studio Christina Kotsiris Architecture.

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Exterior

“O fitout tem uma estética industrial simples, com muitos materiais mantidos crus com manchas de vegetação e cores frescas. A paleta é mantida simples, mas refinada com uma base de madeira de carvalho da Tasmânia e toques de verde. Há um uso lúdico do revestimento de madeira com sua moldura expressa ”, diz Christina Kotsiris.

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Coffee bar
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Kitchen
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Larry Kramer, escritor e produtor americano, morre aos 84 anos

Artista ajudou a moldar a política de saúde dos Estados Unidos com sua defesa de uma resposta nacional à aids
Reuters

Larry Kramer em seu apartamento em Nova York, em maio de 2017  Foto: Joshua Bright/The New York Times

NOVA YORK — Autor, dramaturgo e produtor de cinema que ajudou a moldar a política de saúde dos Estados Unidos com sua defesa de uma resposta nacional à aids quando ela surgiu na década de 1980, Larry Kramer morreu na quarta-feira, 27, aos 84 anos.

Kramer, co-fundador do movimento ACT UP que transformou a aids em um assunto nacional, morreu de pneumonia após sofrer doenças por grande parte de sua vida, incluindo uma batalha contra a imunodeficiência, disse seu amigo próximo Will Schwalbe por telefone.

Schwalbe, que também atuou como agente literário de Kramer, afirmou que a morte de seu amigo em um hospital de Nova York não estava relacionada à pandemia de covid-19.

Kramer, cujas obras incluem a premiada peça de 1985 The Normal Heart, estabeleceu-se como um feroz defensor dos direitos LGBTQ, num momento em que a comunidade gay, incluindo muitos de seus amigos, era afetada pela aids.

Ele foi co-fundador da organização GMHC (Gay Men Health Crisis) em 1981 para ajudar as vítimas da aids antes de co-fundar a mais militante ACT UP em 1987.

“O ativismo de Larry Kramer foi além das fronteiras do país”, disse o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, o Unaids, em comunicado. “Sua contribuição para a resposta global à Aids foi inestimável.”

Laurence David Kramer nasceu em 25 de junho de 1935, em Bridgeport, Connecticut. Depois de se formar na Universidade de Yale em 1957, serviu no Exército, trabalhou na Agência William Morris e mais tarde na Columbia Pictures.

Ele se casou com o arquiteto David Webster, seu parceiro de longa data, em 2013.

‘Chromatica’, de Lady Gaga, é a trilha sonora da distopia chamada 2020

Sexto álbum da diva pop é um retorno à pista de dança e um de seus melhores trabalhos
Márcio Bastos

Lady Gaga cria um disco que propõe uma ressignificação da dor a partir da pista de dança

A música pop, queiram os puristas ou não, tem uma ímpar habilidade de capturar o espírito de seu tempo e a articular várias de suas questões, possibilitando caminhos para entender as angústias e necessidades de um período. Chromatica, sexto disco de Lady Gaga, que chega aos streamings nesta sexta-feira (29), é um disco que não nasceu como uma resposta ao coronavírus (já estava finalizado meses antes da pandemia estourar), mas é permeado pelos símbolos de um mundo em crise e da tentativa de repensar essas estruturas a partir dos escombros, tendo a pista de dança como marco zero.

“Apenas dance/ Vai ficar tudo bem”, cantava uma ainda pouco conhecida Lady Gaga – nome artístico de Stefani Germanotta, em Just Dance. O ano era 2009 e a canção chegava ao topo das paradas alguns meses após o disco de estreia da nova-iorquina, The Fame, chegar às lojas. Barack Obama começava seu primeiro mandato e havia uma certa esperança no ar. Com sua estética que misturava no mesmo caldeirão referências como Madonna, David Bowie, Grace Jones e o mundo queer, dos club kids às drag queens, Gaga logo se tornaria uma figura-chave da cultura pop contemporânea, influenciando uma geração de artistas e fãs.

O frenesi em torno da figura de Lady Gaga era justificado: talentosa, divertida e ousada, ela injetou uma estranheza que estava ausente do mainstream há algum tempo. A visão de pop art de Andy Warhol encontrava nela mais uma seguidora ávida, capaz de se apropriar dos símbolos da cultura capitalista, se valer deles e, ao mesmo tempo, subvertê-los, entendendo a superficialidade que há no consumismo desenfreado e na cultura de celebridades.

Sua visão ficava cada vez mais ambiciosa em trabalhos como The Fame Monster (2009) e Born This Way (2011), disco que incorporava referências musicais ousadas e se tornou um hino para uma juventude LGBT que encontrava na artista uma aliada e, talvez acima de tudo, um símbolo de aceitação da diferença, de que está tudo bem em ser diferente.

Sob os holofotes, Gaga conseguiu bater recordes, vender milhões de álbuns e provocar discussões sobre temas ligados a autenticidade, sexualidade, gênero e fama. E não saiu incólume dessa superexposição: sua visão artística, antes tão certeira, parecia mais turva e caótica, como provou a campanha de divulgação do álbum Artpop (2013). Entre as declarações de artista de que se tratava do “disco do milênio” e o material em si havia um abismo.

Não se tratava de um trabalho ruim. Há ótimos momentos, mas é uma obra irregular e que não atinge a ambição de sua criadora. As táticas de marketing de Gaga que beiravam a exaustão e atitudes como a inclusão do cantor R. Kelly, já com várias acusações de estupro e abusos contra mulheres, na faixa Do What U Want, também pesaram para que o trabalho fosse recebido de forma morna.

Recentemente, com novas evidências da culpabilidade de R. Kelly, Gaga, que já foi vítima de violência sexual, se desculpou pela parceria, afirmou que ela foi feita em um momento de fragilidade emocional, e retirou o dueto das plataformas digitais, substituindo-o por uma parceria com Christina Aguilera. Em 2014, lançou o álbum Cheek To Cheek, com Tony Bennet, interpretando clássicos da música americana.

O distanciamento da música eletrônica se aprofundou em Joanne (2016), disco com influências country que leva o nome da tia da americana, que faleceu de lúpus. Gaga encarava o álbum como uma espécie de constelação familiar, uma forma de dar fechamento a feridas de sua família. A aclamação com Nasce Uma Estrela, seu primeiro papel de destaque no cinema, que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz e a estatueta de Canção Original por Shallow, parecia consolidar essa nova Gaga, “normal” e sem riscos.

PLANETA CHROMATICA

E então veio o Chromatica. A cantora e compositora já vinha atiçando seus fãs desde meados de 2019 e prometia um álbum dançante. Com o primeiro single, Stupid Love, não só parecia cumprir sua promessa, como também criava um mundo distópico, pós-apocalíptico, dividido em facções. A proposta pacificadora só podia vir de um lugar: a união através da música.

Inicialmente programado para ser lançado em 10 de abril, a campanha de divulgação do álbum foi interrompida com a eclosão da pandemia do novo coronavírus. Gaga se engajou no combate à pandemia, promoveu um festival online e ajudou a arrecadar milhões de dólares para auxiliar os profissionais de saúde. Segundo ela, primeiro havia a necessidade de encarar a realidade para, depois, oferecer o escapismo.

E é isto que Chromatica oferece: um caminho para imaginar outro cenário melhor, mais esperançoso. A utopia de Lady Gaga não nasce da negação da dor, mas da sublimação dela. “Esta é minha pista de dança pela qual eu lutei”, canta ela em Free Woman, em uma explosão de sintetizadores que transportam o ouvinte para as luzes de estrobo e os corpos suados das boates. A felicidade é uma batalha – e dor e felicidade podem ser lados de uma mesma moeda.

A música eletrônica, a house music, dão o tom do disco. Não há aqui espaço para as baladas de piano que sempre estiveram presentes nos outros trabalhos de Gaga. O disco tem uma certa urgência que reflete os tempos desesperadores e politicamente conturbados em que foi concebido. É, também, uma de suas criações mais coesas: o álbum é dividido em três partes, cada uma marcada por um interlude instrumental que conferem uma atmosfera cinematográfica, quase de ficção científica.

Babylon, um acid house hipnótico, convoca para a festa, o encontro, uma das maiores utopias nesse período de isolamento social. “Ainda estou viva?”, questiona em Replay. “Eu não sei o que fazer/ Não sei o que dizer/ As cicatrizes na minha mente estão no replay”, completa, em um espiral emocional que remete aos cativeiros emocionais que se tornaram, também, nossas casas.

Que ela cante sobre temas tão delicados, como sua saúde mental, a exemplo de 911, que fala sobre sua relação com antipsicóticos, em cima de batidas frenéticas, é uma escolha ousada e que reforça a força da música eletrônica como veículo de transbordamento emocional.

1000 Doves é outro momento de puro êxtase pop, que parece saído de uma máquina do tempo, diretamente do final dos anos 1990. Outra surpresa de Chromatica é Sine From Above, parceria impecável com Elton John. Há algo quase onírico e com toques gospel que a interpretação da dupla evoca. Tudo isso embalado em um “bate-cabelo” experimental da melhor qualidade.

Alice, sobre a busca de um País das Maravilhas como resposta ao desespero e ao desalento do aqui e agora; Rain on Me, com Ariana Grande, e Sour Candy, com o grupo sul-coreano Blackpink, reposicionam Gaga como uma força das pistas, providenciando refrões marcantes. Em Enigma, ela se questiona: “O que estou vendo é real ou só um sinal? É tudo virtual?”, um resumo certeiro da contemporaneidade.

No livro Last Night a DJ Saved My Life, os autores Bill Brewster e Frank Broughton descrevem o gênero musical que definiria a década de 1970 como sinônimo de “liberdade, união, amor”; “sujo, espiritual, excitante e poderoso”. Perigoso, não branco, queer e faminto. Uma emancipação. Em 2020, a música eletrônica continua essa tradição de rebeldia e questionamento, mesmo que ela venha embalada em produtos prontos para o consumo em massa, como o Chromatica. Gaga, por sua vez, retorna à linha de frente do pop, concretizando sua visão ambiciosa, camp e deliciosamente bizarra.

Tecelagem da família Pascolato entra com pedido de recuperação judicial

Empresa foi fundada em 1948 pelos pais da consultora de moda Costanza Pascolato
Mônica Bergamo

Costanza Pascolato. Foto: Helm Silva

A tecelagem Santaconstancia, fundada em 1948 pelos pais da consultora de moda Costanza PascolatoGabriella e Michele, entrou com pedido de recuperação judicial.

O recurso ocorre quando uma empresa não consegue honrar o pagamento de suas dívidas no prazo. A decisão, de acordo com a tecelagem, foi tomada como medida preventiva, a fim de resguardar a operação da companhia a partir de um plano de reestruturação.

“A empresa registrou crescimento em 2019 e já vinha equacionando seus fluxos financeiros, mas a crise de liquidez provocada pela pandemia do novo coronavírus interrompeu esse processo”, afirma a Santaconstancia em nota enviada à coluna.

Leia, abaixo, a nota em sua íntegra:

“A Santaconstancia – empresa brasileira do setor têxtil que atua há mais de 70 anos na produção e comercialização de tecidos de alto valor agregado para a indústria da moda – confirma que ajuizou pedido de Recuperação Judicial. A decisão foi tomada como medida preventiva, a fim de resguardar a operação da companhia a partir de um plano de reestruturação que a permita honrar seus compromissos financeiros e garantir a perenidade de suas atividades e a geração de empregos.

A empresa registrou crescimento em 2019 e já vinha equacionando seus fluxos financeiros, mas a crise de liquidez provocada pela pandemia do novo coronavírus interrompeu esse processo. Diante do cenário que afeta sobremaneira toda a indústria têxtil, a Santaconstancia precisou buscar outro mecanismo para honrar seus compromissos e reequilibrar sua gestão financeira.

A história da companhia, iniciada em 1948, é marcada pelo pioneirismo, resiliência e liderança no mercado nacional. Foram feitos importantes investimentos nos últimos anos para ter uma indústria robusta, bem equipada, com equipe experiente e focada no incremento das linhas de produtos e novos lançamentos. A Santaconstancia está confiante e preparada para manter suas atividades, preservando seus níveis de qualidade, inovação e excelência no atendimento e relacionamento com clientes, fornecedores, parceiros e demais públicos.”

Rosalía & Travis Scott Drop New Video TKN

by Anna Barr

Listel Rosalia + Travis Scott TKM on all platforms.

O verão está começando a parecer mais cedo neste ano, graças à mais recente faixa TKN de Rosalía & Travis Scott, dirigida por Nicolás Méndez, também conhecido como CANADA. Scott até nos dá alguns bares espanhóis. Os dois colaboraram anteriormente no remix de “High in the Room” de Scott.

“Travis é um artista que eu admiro muito desde o início de sua carreira e não consigo imaginar um artista melhor para colaborar nessa música”, disse Rosalía. “Sinto que agora é o momento de lançar essa música, depois de tantos meses em ambientes fechados, perdendo a liberdade ou estando com pessoas que amamos. Espero que ‘TKN’ lhe dê energia, faça você dançar e dê força se você estiver passando por momentos difíceis. “

O clipe mostra crianças dançando e adotando uma postura jovem de aprendiz e muda para Rosalía como figura mentora materna. Com tanta coisa acontecendo no mundo tão rapidamente nos últimos meses, é difícil não pensar em uma rápida divisão de gerações das crianças que se lembram da vida antes da pandemia e daquelas que só sabem depois. É difícil não ser levada um pouco hipnoticamente.

Vivara doa R$ 1 milhão a fundo criado por Gisele Bündchen em prol do combate ao novo coronavírus

Saiba quais ações promoveu a joalheria para ajudar na pandemia

Saiba quais doações a Vivara fez em prol do combate ao coronavírus (Foto: Divulgação)

Desde que a covid-19 começou a avançar no Brasil e muitos estados entraram em regime de quarentena e isolamento social, marcas brasileiras prontamente começaram a desenvolver ações de ajuda e solidariedade para as mais diversas causas e pessoas afetadas pela crise que gerou a pandemia. Entre elas, a Vivara anuncia uma doação de 1 milhão de reais para o fundo Luz Alliance, criado por Gisele Bündchen – rosto das campanhas da marca – em parceria com a Brazil Foundation. Os projetos beneficiados pelo fundo fazem ações de distribuição de cestas básicas, kits de higiene e refeições para comunidade vulneráveis – a doação será feita em fases, permitindo que o repasse seja realizado ao longo de todo o ano, mantendo um auxílio contínuo para aqueles que estão mais necessitados.

A joalheira já havia também feito uma parceria com a Cruz Vermelha Brasileira, para distribuir 10 mil kits de higiene pessoal para pessoas em regiões de vulnerabilidade social. Contendo álcool em gel, sabonete antibacteriano, máscara, e um folheto com dicas de segurança, foram distribuídas em unidades de saúde, centros de acolhimento de idosos e para população em situação de rua, principalmente, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro – locais onde há o maior número de casos confirmados do novo coronavírus.

Hedy Lamarr | Série de Gal Gadot sobre atriz e inventora será lançada pela Apple

Produção estava em desenvolvimento no Showtime
GABRIEL AVILA

Hedy Lamarr, série protagonizada por Gal Gadot 

Apple vai lançar Hedy Lamarr, série protagonizada por Gal Gadot que conta a história da atriz e inventora que dá nome à produção. De acordo com o THR, a produção estava em desenvolvimento na Showtime, mas nunca foi oficialmente encomendada. Sem estreia definida, o seriado será lançado no streaming Apple TV+.

Hedy Lamarr será uma minissérie roteirizada e produzida por Sarah Treem, criadora de The Affair, junto com Warren Littlefield (The Handmaid’s Tale, Fargo). A trama deve mostrar tanto a carreira de Lamarr quanto suas contribuições como inventora, tendo sido uma das responsáveis por desenvolver tecnologias de comunicação para os Aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Essa será a primeira série de TV de Gadot nos Estados Unidos. Antes de ganhar a fama como a Mulher-Maravilha dos cinemas, a atriz também atuou em seriados israelitas.

Estilista francês Simon Porte Jacquemus fotografa a avó para campanha de moda durante quarentena

Aline Fava – Colaboração para Universa

Avó em campanha para Jacquemus Imagem: Reprodução/Instagram

Diante das restrições durante o período de isolamento social, o designer francês Simon Porte Jacquemus usou a criatividade para fotografar sua campanha de verão 2020: fotos feitas por ele mesmo e sua avó como modelo.

O blazer oversized e a bolsa Le Chiquito estão entre as peças hits de Jacquemus fotografadas na campanha, que mostra a avó Liline vestindo terninhos pink, branco e um vestido de alcinha verde ao ar livre e em poses bem descontraídas.

Se nas passarelas o estilista é conhecido por seus castings glamourosos com nomes como Gigi e Bella Hadid, Adut Akech e Joan Smalls, quem segue a marca nas redes já está acostumado a ver as criações que conquistaram famosas como Rihanna e Bruna Marquezine usadas em amigos e familiares.

Passear pelo seu feed do Instagram é quase como se sentir no sul da França, terra natal do estilista, com paisagens lindíssimas e uma estética bem solar. A união de todos esses fatores do universo de Simon resultou em imagens muito elogiadas pelos seguidores e pelas publicações de moda. Todo mundo se rendeu ao charme e à naturalidade de Liline!

A inspiração familiar é bem forte no trabalho de Simon. Antes de seu último desfile realizado em janeiro de 2020, ele fez um discurso contando que, aos sete anos, começou instintivamente a construir uma saia para sua mãe a partir de uma cortina e cadarços. E esta peça é o pontapé inicial para a coleção intitulada L’année 1997, que contou com a participação da icônica atriz e modelo francesa Laetita Casta nas passarelas.

Como ele mesmo diz, sua moda é sua autobiografia. O nome Jacquemus é uma homenagem ao sobrenome da mãe Valerie, sua grande musa, que faleceu aos 42 anos em um acidente de carro, quando Simon tinha 18 anos.

As imagens fazem parte da série #JacquemusAtHome, que contou também com fotos de Bella Hadid, Barbie Ferreira e a cantora Rosalía produzidas à distância durante a quarentena.

YouTube barra clipe de ‘DADDY’ de integrante do Faith No More com o namorado

O tecladista do Faith No More, Roddy Bottum, anunciou hoje que o YouTube removeu o videoclipe de estreia de seu projeto musical MAN ON MAN alegando “violações sexuais”. No vídeo, ele e o namorado aparecem de cuecas brancas.

O vídeo foi retirado da plataforma por “violações sexuais”Imagem: Divulgação

“Por motivos desconhecidos, o vídeo de ‘DADDY’, do MAN ON MAN, foi removido pelo YouTube por violações sexuais. Por enquanto, está no nosso perfil do Instagram”, afirmou o músico no Twitter.

Na rede social, os fãs elogiaram o vídeo e comentaram: “Se o vídeo fosse recriado com mulheres de biquíni, não teria sido removido.”

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Premiere video from MAN ON MAN.

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“Já vi coisas muito piores no YouTube do que duas pessoas dividindo sua arte e seu amor… Alguém provavelmente reclamou que são dois homens, como se não estivéssemos em 2020. Que bom que você encontrou outro lugar para publicar. Música excelente, e vídeo incrível”, disse outro fã.

Em entrevista à revista Rolling Stone, Roddy Bottum afirmou que a intenção do projeto é “abordar a importância da criatividade e da união” durante a pandemia do novo coronavírus. E explicou o motivo pelo qual optaram por fazer as imagens promocionais de cueca:

“Há representações suficientes na comunidade gay de jovens homens bonitos e sem pêlos. É bom representar uma facção de nossa cultura que não é assim. É algo estridente e bem cuidado. Com base nas respostas etaristas e homofóbicas postadas na seção de comentários de um veículo heterossexual que publicou nossa foto, fico feliz por sermos esses rostos no mapa queer.”