Oito pequenas marcas de joias ou bijoux que você precisa conhecer

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Confira uma seleção de produtores brasileiros que criam peças autorais e cheias de personalidade
VÍVIAN SOTOCÓRNO

Colar de latão com banho de ouro 24K e acabamento em ouro vintage, Paula Marques (R$ 670) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação/ Colagem: Julia Filgueiras)

Paula Marques (@paulamarques1971)
Ex-braço direito de Clô Orozco na Huis Clos (grife da qual ela chegou a assumir a direção criativa após a morte da estilista), Paula Marques ficou conhecida pelas peças que misturam referências arquitetônicas a materiais de pegada industrial como parafusos e juntas metálicas. Agora, tem olhado mais para a natureza, como no colar com formas orgânicas e texturizadas que remetem a conchas e arabescos.

Colar de madrepérola, Arqvo (R$ 325) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)
Colar de madrepérola, Arqvo (R$ 325) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)

Arqvo (@arqvo_)
Criada há pouco mais de um ano, a marca já emplacou dois grandes hits entre a turma paulistana: os brincos descombinados de conchas e pérolas barrocas, que se esgotaram rapidamente no Shop2gether, e um brinco inspirado em rede de pesca no qual pérolas parecem flutuar ao redor do rosto de quem o usa. “Gosto de trabalhar com assimetrias para transmitir a ideia de que o imperfeito é bonito”, conta a designer Camila Alves, ex-integrante da equipe de estilo da Lool.Promote health. Save lives. Serve the vulnerable. Visit who.int

Colar de porcelana modelada e esmaltada à mão e elos de prata com banho de ouro, Paola de Orleans e Bragança (R$ 1.300) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)
Colar de porcelana modelada e esmaltada à mão e elos de prata com banho de ouro, Paola de Orleans e Bragança (R$ 1.300) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)

Paola de Orleans e Bragança (@paolaorleansebraganca)
“O trabalho manual transformou minha vida, me fez perceber a importância de criar métodos e processos mais sustentáveis”, conta a designer sobre as joias de porcelana que vem criando há dois anos. As peças, que não seguem coleções e ganham pintura com esmalte ou aplicação de pedras preciosas, são minuciosamente desenvolvidas e levam mais de uma semana para serem finalizadas.

Brincos de prata com banho de ouro e ametista, bordado à mão com fios de algodão egípcio, Maria Frering (R$ 3.900) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)
Brincos de prata com banho de ouro e ametista, bordado à mão com fios de algodão egípcio, Maria Frering (R$ 3.900) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)

Maria Frering (@mariafrering_jewelry)
Foram meses de estudo para chegar à técnica de bordados em ponto-cruz sobre o metal que é a assinatura da marca de Maria – e que hoje são desenvolvidos por mulheres treinadas por ela através da COOPA-ROCA, negócio social que integra e capacita artesãs têxteis de baixa renda em cidades do Rio de Janeiro. Pedras brasileiras complementam as joias com exuberante explosão de cores, que já ganharam trunkshow no Moda Operandi.

Brincos Olga, de prata com banho de ouro, Paola Vilas (R$ 1.380) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)
Brincos Olga, de prata com banho de ouro, Paola Vilas (R$ 1.380) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)

Paola Vilas (@paolavilas)
Tão delicioso quanto admirar as joias da designer é mergulhar em todo o seu universo completamente artsy, que passa por sua maneira de se vestir e até de cozinhar e pela casa-conceito da marca recém-inaugurada nos Jardins, em São Paulo. As peças, à venda lá fora no Net-A-Porter e no Moda Operandi, são praticamente mini esculturas surrealistas, caso do brinco hit que homenageia Olga Picasso.

Brincos de prata com banho de ouro e vidro reciclado, Aluf (a partir de R$ 622 a unidade)  (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação/ Colagem: Julia Filgueiras)
Brincos de prata com banho de ouro e vidro reciclado, Aluf (a partir de R$ 622 a unidade) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação/ Colagem: Julia Filgueiras)

Aluf (@aluf___)
Foi ainda durante a faculdade de moda, em 2017, que a estilista Ana Luisa Fernandes começou a fazer experimentos com porcelana, material-base das primeiras joias da Aluf, que acabaramficando conhecidas antes mesmo das roupas da marca. “Me empenho na busca por matérias-primas únicas, não começo desenhando a forma, e sim estudando um novo material”, conta ela, que agora vem trabalhando com vidro reciclado (caso dos brincos ao lado). “A inovação que está ocorrendo no mercado de moda neste momento, com a valorização do propósito e da sustentabilidade, se deve muito aos pequenos produtores.”

Colar com aplicação de pedras naturais (citrino, fluorita, ametista e quartzo de cristal) sob resina com banho de ouro, Annaka (R$ 1.180) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)
Colar com aplicação de pedras naturais (citrino, fluorita, ametista e quartzo de cristal) sob resina com banho de ouro, Annaka (R$ 1.180) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)

Annaka (@annakarinalins)
Durante anos, o ateliê de Anna Karina Lins, na Gávea, foi uma espécie de segredo bem guardado entre as fashionistas cariocas, que buscavam ali o trabalho autoral da joalheira acostumada a desenhar bijoux para marcas como Andrea Marques, Printing e Eva. Ex-visual merchandising (ela já foi responsável pela loja de Karl Lagerfeld na Rue Saint-Honoré, em Paris), Anna Karina foi uma das pioneiras em moldar acrílico à mão no Brasil. “Enquanto grandes grifes precisam se preocupar em agradar a maior quantidade de pessoas possíveis, os pequenos produtores podem se arriscar mais.

Brincos pintados por Maíra Senise com acrílica e esmalte de unha sobre metal e resina, Gansho (R$ 1.300) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)
Brincos pintados por Maíra Senise com acrílica e esmalte de unha sobre metal e resina, Gansho (R$ 1.300) (Foto: Daniel Geller, Nathalie Bohm e Divulgação)

Gansho (@gan.sho)
Prestes a ganhar e-commerce próprio, a label de Fernanda Rabello levou o termo “joias artsy” a outro nível ao convocar artistas plásticos brasileiros para criarem as mini obras que protagonizam os brincos e pingentes da série Mini e uma noites – a peça ao lado, por exemplo, foi pintada por Maíra Senise, filha de Daniel Senise. “A piração em materiais, o trabalho artesanal e o bom humor são o mais especial da minha marca”, conta Fernanda, que no momento faz experimentos com vidro, resina, matérias orgânicas, água e cristal – aguardemos!

Colaborou: Giovanna Gama

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