Chinelo com meia é tendência também fora de casa. Stylist ensina como usar

Confira 6 dicas que vão te convencer a sair de casa de sandálias com meia, dadas por nossa stylist Juliana Beukers Ruiz, adepta da combinação
JULIANA BEUKERS RUIZ

Tendência: Sandália com Meia (Foto: Reprodução)

Chinelo com meia são seus companheiros infalíveis quarentena gelada? Saiba que, no que depender das passarelas, você não vai precisar deixar o combo para trás passado o isolamento social! Eu mesma sou adepta da dupla e sempre achei que pode trazer um toque divertido para uma produção mais séria ou básica. Aproveite o momento de home office para testar diferentes combinações, que podem ser de exageradas e extravagantes até mais discretas, acredite. Se você não está convencido, os desfiles do verão 2020 confirmam que usar meia com sandália pode ser sim muito fashion. Abaixo, confira as marcas que apostam nas tendências e algumas dicas minhas de como usá-la.

Look do home office da nossa stylist, Juliana Beukers Ruiz (Foto: Divulgação)
Look do home office da nossa stylist, Juliana Beukers Ruiz (Foto: Divulgação)

1. Aposte em meias mais girly com sapatos pesados. Uma opção curtinha e estampada, como a da Anna Sui, com sandália com salto de madeira e tachas formam o equilíbrio perfeito. Essa combinação ainda fica ótima com vestidos florais, no melhor estilo hippie-boho.

Anna Sui (Foto: IMaxTree)
Anna Sui (Foto: IMaxTree)

2. A A.P.C. combina sandália de tiras caramelo com meia mais comprida e colorida. Cores contrastantes ao marrom criam um color-blocking bem cool e podem transitar de vestidos ao jeans com t-shirt branca.

A.P.C (Foto: IMaxTree)
A.P.C (Foto: IMaxTree)

3. Aqui é a hora de tirar as Birkenstocks ou aquela flat surradinha do armário. Uma meia branca em bom estado – sem aquela cara de encardida e cheia de bolinhas! – fica muito chique com vestido curto ou conjunto de blazer e bermuda de alfaiataria, como sugere a Chalayan.

Chalayan (Foto: IMaxTree)
Chalayan (Foto: IMaxTree)

4. Se você ainda está com receio de parecer que saiu de casa de pijama, escolha uma meia mais delicada com materiais transparentes ou brilhantes, como o lurex. Como no look da Fendi, combine com uma sandália de salto bloco e não tem erro.

Fendi (Foto: IMaxTree)
Fendi (Foto: IMaxTree)

5. E que tal escolher materiais mais inusitados e especiais? A opção de couro da Salvatore Ferragamo eleva qualquer meia à um acessório supersofisticado. Use com um look mais despretensioso, como um vestido de camisaria.

Salvatore Ferragamo (Foto: IMaxTree)
Salvatore Ferragamo (Foto: IMaxTree)

6. Combine a sandália com uma meia da mesma cor e ela quase dá a impressão de um sapato fechado. No caso da Simone Rocha, com aplicações, estampas e um look cheio de babados e volumes você pode usar até para ir a uma festa.

Simone Rocha (Foto: IMaxTree)
Simone Rocha (Foto: IMaxTree)

À frente da SpaceX e ex-queridinho da internet, Elon Musk se aproxima da direita de Trump e Bolsonaro

Bilionário passou a usar as plataformas para questionar a gravidade da pandemia de coronavírus
Mariana Sanches

Elon Musk está entre os que negam a gravidade do coronavírus e violam quarentena

WASHINGTON | BBC NEWS BRASIL – O nome do bilionário Elon Musk foi, durante muito tempo, sinônimo de progresso da ciência e de investimento em uma economia verde. No Vale do Silício, celeiro californiano de start-ups, ele é uma espécie de “Professor Pardal high-tech”, com soluções engenhosas e ultratecnológicas para assuntos cotidianos ou extraterrestres, que lhe renderam fama e seguidores no ambiente geek e politicamente progressista, especialmente nos Estados Unidos.

Musk criou a Space X, que neste sábado (30) tenta se converter na primeira empresa privada a enviar foguetes tripulados ao espaço. E é também o criador da fábrica de carros elétricos de luxo Tesla. Ter um Tesla até recentemente não era apenas sinal de riqueza: ao desembolsar os até 125 mil dólares (ou quase R$ 800 mil) que um modelo desses pode custar, o proprietário declarava a quem o visse passar pela rua que seus valores se alinhavam a uma política ambientalmente sustentável e que seu dinheiro estava à serviço do desenvolvimento da ciência.

Conhecido por alimentar pessoalmente —e em abundância— seus perfis em redes sociais, ele passou a usar as plataformas para questionar a gravidade da pandemia de coronavírus e combater as medidas de distanciamento social impostas pelas autoridades da Califórnia, onde está a sede de sua fábrica de carros.

Tesla teve lucro recorde no primeiro trimestre de 2020, embalada por um 2019 em que a empresa produziu mais de 300 mil veículos, e seu valor de mercado, de US$ 140 bilhões, superou o de gigantes como McDonalds e Nike. Principal acionista da empresa, Musk, cuja fortuna é estimada em US$ 41 bilhões, viu seu patrimônio aumentar em US$ 13 bilhões apenas em janeiro de 2020, graças ao bom desempenho da montadora.

Para esse ano, a empresa prometia produzir 500 mil carros, mas a obrigatoriedade de fechamento da fábrica deve forçar a Tesla a rever as projeções.

Motivado ou não pelos custos financeiros que a epidemia deve impor, o comportamento político de Musk nas redes tem feito com que ele caia nas graças de políticos populistas de direita. O empresário tem sido defendido pelo presidente americano Donald Trump e há ainda um flerte em curso entre ele e o governo brasileiro de Bolsonaro.

“TOMEI A PÍLULA VERMELHA”

Em 6 de março, via Twitter, Musk chamou o pânico em relação ao coronavírus de “estúpido” e, duas semanas mais tarde, quando os americanos já contavam milhares de vítimas fatais, afirmou que “o temor causará mais perdas do que o próprio vírus”.

The coronavirus panic is dumb— Elon Musk (@elonmusk) March 6, 2020

Nesse meio tempo, também opinou que “crianças são essencialmente imunes” à Covid-19 e que usar cloroquina “é melhor do que nada” no tratamento à doença —há cada vez mais evidências em contrário. Criticou ainda o uso das máscaras N-95, consideradas as mais efetivas na proteção contra o Sars-CoV-2.

Os comentários de Musk já mostravam alinhamento com o posicionamento do presidente americano Donald Trump em relação à epidemia. Partiu de Trump a sugestão da cloroquina como remédio e o comportamento negacionista foi a tônica de seus primeiros movimentos em relação ao assunto.

Mas, conforme o número de casos aumentava no país, que essa semana ultrapassou os 100 mil mortos na pandemia, a semelhança de posturas entre ambos se tornou tal que Trump e seus aliados passaram a endossar Musk.

O empresário qualificou como “fascistas” as medidas de distanciamento social adotadas pelo governo da Califórnia e passou a pressionar as autoridades locais a permitir a reabertura da planta da Tesla.

“Liberte a América agora”, ele tuitou no dia 29 de abril. E ameaçou mudar a fábrica para estados já reabertos, como o republicano Texas.

FREE AMERICA NOW— Elon Musk (@elonmusk) April 29, 2020

No dia 11 de maio, Musk anunciou via Twitter que promoveria a desobediência de milhares de trabalhadores à quarentena imposta pelas autoridades locais: “A Tesla está reiniciando a produção hoje contra as regras de Alameda County (onde a fábrica está localizada). Estarei na linha (de produção) com todo mundo. Se alguém for preso, peço que seja apenas eu”.

Trump, que concorre à reeleição em novembro e tem tentado forçar a reabertura econômica do país para aliviar a recessão —mesmo que isso contrarie recomendações dos órgãos de saúde pública—, apresentou seu apoio nas redes: “A California deve deixar a Tesla e Elon Musk abrirem a fábrica, AGORA. Isso pode ser feito de forma rápida e segura”.

Tesla is restarting production today against Alameda County rules. I will be on the line with everyone else. If anyone is arrested, I ask that it only be me.— Elon Musk (@elonmusk) May 11, 2020

Há pouco mais de dez dias, Musk pareceu ter tornado definitiva sua conversão à direita ao postar que havia “tomado a pílula vermelha”.

A frase é uma referência a uma cena do filme Matrix, em que o protagonista deve escolher entre a cápsula azul, para viver preso em um mundo de ilusões, ou a vermelha, para receber a revelação da verdade sobre a Matrix. Em um contexto de polarização política americana, “tomar a pílula vermelha” se tornou uma metáfora de posicionamento em favor da direita trumpista. O post do empresário foi replicado pela filha de Trump, Ivanka Trump: “Tomado”, ela escreveu.

Taken! https://t.co/Ng0S2OFC93— Ivanka Trump (@IvankaTrump) May 17, 2020

À DIREITA NOS EUA E NO BRASIL

Não é inédito que Musk poste comentários polêmicos ou desgastantes para sua imagem ou de suas empresas.

Em 2018, em meio aos esforços de salvamento de 12 meninos tailandeses e seu treinador de futebol presos em uma caverna, Musk chegou a chamar de “pedófilo” um dos mergulhadores responsáveis pelo resgate.

Ainda em 2018, ele repentinamente anunciou a intenção de fechar o capital da Tesla, pegando de surpresa acionistas e seus próprios executivos —dias mais tarde, voltou atrás. Naquele mesmo ano, deu uma entrevista emotiva ao jornal The New York Times em que mencionou trabalhar 120 horas por semana e apareceu em um podcast de um comediante fumando maconha.

Em maio de 2020, em meio ao enorme sucesso da Tesla no mercado, ele disse que o valor das ações da companhia estavam “altas demais” —os papéis perderam 10% de seu valor imediatamente.

Embora causem desconforto em seu público, além de perdas financeiras —esse tipo de comentário compõe o folclore em torno do empresário e costuma ser visto como ato de excrescência de um bilionário ou como o resultado de estafa mental de um gênio atormentado a cargo de uma série de empresas.

O próprio Musk já admitiu arrependimento em relação a alguns de seus comentários, mas afirmou que o número de posts positivos superava o de negativos.

Dessa vez, no entanto, os posts de Musk sugerem um realinhamento político consistente. E a corte entre o dono da Tesla e a direita não teria como palco apenas os Estados Unidos.

Em 21 de fevereiro, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro tuitou: “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil.” Era o primeiro sinal público de uma relação entre o magnata do Vale do Silício e o governo brasileiro.

Outro ponto de aproximação é a base de Alcântara. A Space X já informou ao Ministério de Ciência e Tecnologia que pretende ser beneficiária do acordo de salvaguardas tecnológicas firmado entre Brasil e Estados Unidos e lançar foguetes a partir do Maranhão. Um encontro entre o ministro Marcos Pontes e representantes da empresa chegou a ser estudado, mas os planos foram interrompidos pela pandemia.

A intermediação da relação tem sido feita, por um lado, pelos deputados federais Daniel Freitas e Eduardo Bolsonaro e, por outro, por Bill Popp, ministro-conselheiro da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

“A Embaixada fez o contato com a empresa e eles demonstraram interesse. Era pra ter havido uma reunião com o Elon Musk quando o presidente foi pra Miami, em março, mas ele estava fora dos Estados Unidos naquele momento. Ele até demonstrou interesse de vir ao Brasil, mas com a pandemia deu uma esfriada”, afirmou à BBC News Brasil o deputado Daniel Freitas.

Freitas, que é de Santa Catarina, tem um projeto de lei para dar isenção fiscal a Tesla e defende que a empresa teria interesse em se instalar no país não apenas pelo mercado brasileiro —que, no ano passado, comercializou menos de 12 mil carros híbridos— mas também pelo acesso ao parque consumidor da América do Sul. Mas, especialistas no setor em Brasília veem com ceticismo os planos e negam que exista qualquer tratativa consistente entre o governo e a empresa.

Consultado, o Ministério da Ciência e Tecnologia não respondeu à BBC News Brasil até o fechamento dessa reportagem. A reportagem também procurou a Tesla e a SpaceX, mas não houve resposta.

CONTRADIÇÕES ENTRE NEGAR E COMBATER O AQUECIMENTO GLOBAL

“Elon Musk se tornou um completo republicano, então?” A pergunta, feita na página do empresário, partiu de JT Lewis, um político republicano de Connecticut que ostenta fotos com Trump em seus perfis.

A surpresa da própria direita com seu novo aliado tem razão de ser. Musk já disse, em 2016, que Trump não lhe parecia “ter o tipo de personalidade que refletia bem os Estados Unidos”.

A agenda de Trump colide frontalmente com os princípios que os negócios de Musk historicamente defendem.

O caso mais evidente é o da própria Tesla: sua fundação se baseia na noção de que a queima de combustíveis fósseis por ação humana tem levado ao aquecimento do planeta e que vale a pena pagar mais por uma tecnologia que limite o uso dessas formas de energia. Mas não é o único exemplo. Musk também preside uma empresa de painéis de energia solar.

O problema é que Trump (e também Bolsonaro) é um negacionista da gravidade das mudanças climáticas e da necessidade de ação sobre elas. Tanto assim que, em 2019, retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, que estabelecia metas aos diferentes países de redução de emissão de CO2 na atmosfera. Domesticamente, Trump se engajou em uma guerra regulatória contra autoridades estaduais que tentavam impor regras mais rígidas de emissões de carbono para o setor automobilístico.

O principal antagonista do presidente republicano nessa empreitada foi justamente o estado da Califórnia, onde Musk mantém sua base.

Consultado sobre o assunto, o deputado Freitas deixou claro que o interesse do Brasil na Tesla não tem a ver com a preocupação com o meio ambiente. “Eu acho que o governo está primeiro pensando na economia, na geração de emprego e renda que uma cadeia produtiva dessas significa. Não necessariamente essa questão ambiental”, afirmou.

Em um fórum do qual o próprio empresário costuma participar na plataforma geek Reddit, um fã resumiu a contradição: “Eu me pergunto o que Musk pensou consigo mesmo quando percebeu que as pessoas que apóiam sua demanda para forçar o trabalho em meio à pandemia têm como líder Donald Trump? O presidente Trump tuitar sobre você não é bom para os negócios, especialmente se você é um garoto-propaganda de um ‘mundo pós-petróleo’, de ‘cuide da Terra’ como Musk é”.

Há quem veja na postura do bilionário como um risco iminente para a saúde das empresas. É o que comentou no Twitter o escritor e co-fundador do grupo de mídia Vox Markos Moulitsas: “Honestamente, Musk está se tornando uma ameaça e o conselho da Tesla precisa considerar seriamente retirá-lo do comando. E eu digo isso como um orgulhoso proprietário de um Tesla e um fanático da SpaceX que realmente aprecia o que ele construiu”.

Para a analista conservadora Tiana Lowe, da Washington Examiner, a reação dos fãs é desmedida. Lowe argumenta que se Musk está perdendo parte de sua base, ele pode estar agregando novos admiradores ao seu séquito de seguidores e ajudando a estabelecer posicionamentos comuns entre grupos que parecem tão antagônicos, como os apoiadores de Trump e os fãs de Musk.

“Não estamos vendo ele acenar para a extrema-direita, nem concordar com racismo ou sexismo. A atitude é mais sobre querer manter seus negócios abertos, e acho que isso ressoa com Trump”, afirmou.

Taylor Swift diz que Trump ‘inflama a supremacia branca’

‘Votaremos pela sua saída em novembro’, diz cantora ao presidente

Taylor Swift no lançamento de "Cats" em Nova York City
Taylor Swift no lançamento de “Cats” em Nova York City – Angela Weiss / AFP

NOVA YORK – A cantora pop Taylor Swift, 30, criticou Donald Trump, 73, nesta sexta-feira (29), após o presidente norte-americano sugerir que a lei permitiria atirar em manifestantes indignados com o assassinato de um homem negro pela polícia em Minneapolis.

“Após inflamar a supremacia branca e o racismo durante toda a sua presidência, você tem coragem de fingir superioridade moral antes de ameaçar com a violência?”, tuitou Taylor, que tem 86 milhões de seguidores na rede social.

A cantora citou um tuíte polêmico de Trump, em que ele diz: “Quando os saques começam, o tiroteio começa”, antes de afirmar: “Votaremos pela sua saída em novembro”.

Trump gerou polêmica com um tuíte publicado à noite sobre os protestos violentos contra a polícia em Minneapolis, em que chamou os manifestantes de “bandidos” e ameaçou fazer uma intervenção militar.

Centenas de soldados foram mobilizados às ruas de Minneapolis e St. Paul nesta sexta-feira, após a terceira noite de protestos violentos contra a violência policial para com a população negra.

Nos últimos anos, Swift abriu suas opiniões políticas, após lutar para controlar a própria voz enquanto artista que conheceu a fama muito jovem. Ela apoiou candidatos democratas no Tennessee em 2018 e já havia criticado o presidente Trump.

Por que Kylie Jenner não é mais bilionária?

Segundo a Forbes, a empresária mentiu e adulterou documentos para se legitimar como a mais jovem bilionária em marco de 2019
GLAMOUR

Kylie Jenner (Foto: Reprodução/ Instagram)

Kylie Jenner acaba de perder o posto de mais jovem bilionária, segundo a Forbes. O título, dado pela revista em março de 2019, está sendo contestado pela própria publicação. Segundo eles, a empresária mentiu e adulterou documentos fiscais para aumentar seus rendimentos. 

Perspectiva da pop-up da Kylie Cosmetics em uma Topshop (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

A divergência dos números ficaram evidentes depois que o grupo de beleza Coty comprou 51% da Kylie Cosmetics, em novembro de 2019, por US$ 600 milhões, avaliando efetivamente o negócio em cerca de US$ 1,2 bilhão. Isso deu a Kylie uma oportunidade de expansão e, claro, uma conta bancária mais recheada. Mas, como esse tipo de negócio tem transação e lucros abertos, os números chamaram a atenção. A Coty divulgou que a receita de 2018 foi de US$ 125 milhões, nem perto do US$ 360 milhões que, de acordo com a Forbes, foi apresentada a eles via declaração de imposto de renda da empresa. 

Kris Jenner (Foto: AKM-GSI)
Kris Jenner (Foto: AKM-GSI)

Além disso, existe a questão da divisão da fortuna: a família Kardashian-Jenner sempre deixou claro que os lucros são totalmente de Kylie pois ela seria a dona do negócio. Contudo, o contrato com a Coty está firmado com o fundo KMJ 2018 Irrevocable Trust, presidido por ninguém mais, ninguém menos que  Kris Jenner.

Nas investigações ainda descobriram que Kylie é dona de 44,1% da empresa, e não  de 49%. Conclusão? Ainda que o lucro apresentado fosse verdadeiro — e ao que tudo indica, não é –, o posto de mais jovem bilionária não seria dela. Na reformulação das contas, a Forbes estimou que a fortuna de Kylie é de pouco menos de US$ 900 milhões. Não que isso signifique pouco dinheiro, mas o suficiente para retirá-la da categoria de bilionária e ceder espaço para Taylor Swift, que estava em segundo lugar.

Em resposta a reportagem da Forbes, Kylie respondeu rapidamente, no Twitter, negando que tivesse deturpado as finanças de sua empresa: “Nunca pedi nenhum título ou tentei mentir minhas conquistas. NUNCA. Ponto final”, ela escreveu.  “Mas tudo bem. Sou abençoada ao longo de todos os meus anos, tenho uma filha linda e um negócio de sucesso e estou indo perfeitamente bem. Posso citar uma lista de 100 coisas mais importantes agora do que fixar quanto dinheiro eu tenho.”, completou. 

Andreas Ortner for Dolce Vita Magazine with Eva Klimkova

Photography: Andreas Ortner. Styled by: Jana Kapounova. Hair: Marty Till Makeup: Hristina Georgievska. Model: Eva Klimkova.

O traje da SpaceX, de Elon Musk, é como um smoking para a Enterprise

Afinal, em se tratando de capturar a imaginação do público ligada à viagem espacial, o estilo é importante
Vanessa Friedman, NYT

O astronauta da Nasa Bob Behnken, em seu traje espacial SpaceX de Elon Musk Foto: SpaceX via The New York Times

Michael Bay, o diretor do filme de desastre cósmico Armageddon (1998), comentou certa vez em entrevista a pior crise da produção desse título.

“Três semanas antes do nosso primeiro dia de filmagens, fui conferir os trajes espaciais”, disse Bay. “Pareciam agasalhos esportivos em um cabide. Naquele momento, quase me matei.” Afinal, disse ele, se os astronautas não vestissem um traje “legal”, o filme não decolaria.

Ao menos, é o que parece, a julgar pelos trajes de lançamento e reentrada em branco e preto que os astronautas Robert Behnken e Douglas Hurley vão usar quando entrarem no seu Tesla branco e preto e seguirem para a pista do Cabo Canaveral, embarcando na cápsula branca e preta SpaceX Crew Dragon para a viagem de estreia do foguete SpaceX Falcon 9 com destino à Estação Espacial Internacional.

Afinal, em se tratando de capturar a imaginação do público ligada à viagem espacial, o estilo é importante.

“Os trajes são os mamíferos carismáticos do equipamento espacial”, disse Cathleen Lewis, curadora de programas espaciais internacionais e trajes espaciais do Museu Nacional Aeroespacial da Smithsonian Institution. “Evocam a experiência humana.”

O fundador da SpaceX, Elon Musk, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, na NASA
O fundador da SpaceX, Elon Musk, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, na Nasa Foto: Joe Skipper/ Reuters

Na verdade, esses trajes da SpaceX evocam principalmente o smoking de James Bond, como se tivesse sido reimaginado por Tony Stark como um modelo para a próxima grande aventura de James T. Kirk. Linhas elegantes e articuladas com atenção ao design visual, são trajes que parecem mais à vontade no universo das convenções de quadrinhos do que nos projetos da Nasa.

Não surpreende, já que o protótipo foi criado por Jose Fernandez, figurinista que trabalhou em Batman vs. Superman, Quarteto Fantástico, Vingadores, X-Men II e… bem, já deu para entender. Como disse Bay a respeito de sua experiência com Armageddon: “Há profissionais em Hollywood especializados no design de trajes espaciais e capacetes. É um segmento bastante específico”.

O programa espacial sempre compreendeu o uso dos elementos visuais, disse Cathleen. Os trajes Mercury eram verdes, cor padrão da força aérea, até que alguém os pintou de prateado. E ainda que, de acordo com ela, não faltem “teorias explicando o motivo disso”, incluindo a ideia segundo a qual o prateado tornaria os astronautas mais visíveis, “o mais provável é que ficaram com aparência de novos, artigos de alta tecnologia”. Musk está levando esse conceito a um novo patamar.

Os resultados bebem na fonte do romance e da mitologia do espaço — a promessa de “ir audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve — em vez de servir como desajeitado lembrete da presença de indivíduos minúsculos à deriva em um ambiente ao qual claramente não pertencem, representado na corpulenta silhueta de boneco pneumático dos trajes espaciais clássicos. Lembra dos grandes trajes brancos usados pela tripulação da Apollo nas fotos originais na Lua?

Até os novos trajes azul-cobalto da Boeing, modelo Starliner, apresentam o mesmo perfil, ainda que menos corpulentos do que os trajes do lançamento da Discovery, em 2011, apelidados de “modelo abóbora”.

Em comparação, os trajes da SpaceX remetem à tradição da indústria da moda, quando estilistas como Courrèges e Paco Rabanne personificaram a viagem espacial nos anos 1960, época de Barbarella, do otimismo e de uma abordagem mais consciente do corpo.

Mas, principalmente, remetem à tradição de Hollywood do corpo humano guerreiro idealizado, frequentemente com ombros exagerados e uma carapaça de musculatura adicional, e não o traje de piloto de altitudes elevadas que foi a base da maioria dos trajes espaciais anteriores, disse Cathleen.

Os trajes de Musk têm painéis mais escuros nas laterais para definir e limitar visualmente o torso, ombros mais retos, costuras aerodinâmicas da gola ao joelho e botas dignas de super-herói, na altura do joelho. Não têm os fios, mangueiras e tomadas dos trajes tradicionais.

Os trajes da SpaceX podem fazer isso em parte porque não foram projetados para o uso fora da espaçonave e, portanto, não têm que ser o que Cathleen chama de “espaçonaves pessoais” equipadas com oxigênio, sistemas de refrigeração e comunicação.

E, diferentemente da maioria dos trajes do passado, pensados para o conforto de um astronauta preso a uma poltrona, frequentemente assumindo uma aparência folgada e corcunda na vertical, os trajes da SpaceX causam a mesma impressão estilosa, seja com o usuário de pé ou sentado.

Eles também satisfazem aos muitos tipos de rigorosas exigências técnicas de uma peça totalmente funcional. Um traje espacial é um equipamento que deve se conectar com a nave, e não apenas ter cores que combinem com ela. É isso que distingue os trajes enquanto produto da mente de Elon Musk.

O fundador da SpaceX, Elon Musk, e o administrador da NASA Jim Bridenstine posam para uma foto com os astronautas Douglas Hurley e Robert Behnken
O fundador da SpaceX, Elon Musk, e o administrador da Nasa Jim Bridenstine posam para uma foto com os astronautas Douglas Hurley e Robert Behnken Foto: NASA/ Reuters

“Enquanto a viagem espacial era subsidiada pelos governos, não havia necessidade de tornar os trajes atraentes, pois a única preocupação era a segurança dos astronautas”, disse Gary Westfahl, autor de The Spacesuit Film: A History, 1918-1969, por e-mail. “Mas, se a viagem espacial vai se tornar um ramo de empresas particulares em busca do lucro, elas têm um interesse natural em fazer com que seus astronautas sejam atraentes.”

(Há um motivo pelo qual Richard Branson procurou a Under Armour quando estava buscando um designer para os uniformes da sua Virgin Galactic, que se encontram esteticamente em algum ponto entre o passado da Nasa e o presente da SpaceX.)

“É um uso inteligente da estratégia de marca, pois sinaliza o início de uma nova era”, disse Cathleen, que espera comprar um traje da SpaceX para acrescentar ao acervo de 278 trajes espaciais, protótipos e uniformes já pertencente ao Museu Smithsonian. Trata-se da era da viagem espacial comercializada, com todas as extensões de marca que isso implica.

De fato, talvez os trajes da SpaceX representem acima de tudo o uso definitivo de uma iniciativa antes abandonada: a tecnologia de vestir. Resta ver a ideia de Jeff Bezos para o Blue Origin. / Tradução de Augusto Calil

Beyoncé e Billie Eilish fazem homenagem a George Floyd: ‘Chega de assassinatos sem sentido’

Famosos se manifestaram sobre morte trágica de homem nos EUA

Beyoncé (Foto: Reprodução/ Instagram)

A morte de George Floyd, homem negro de 46 anos, foi o estopim para uma onda de protestos nos Estados Unidos, especialmente em Minneapolis, cidade da ocorrência.

Floyd foi preso na última segunda-feira (25), acusado pelo funcionário de uma mercearia de tentar pagar compras com uma nota falsa de US$ 20. Quatro policiais participaram da operação. Um deles, Derek Chauvin, 44, ficou ajoelhado no pescoço de Floyd por 8 minutos e 46 segundos. De acordo com a acusação contra o oficial, nos 2 minutos e 53 segundos finais, a vítima não respondia mais. Ele morreu em seguida.

O episódio levantou, mais uma vez, a discussão sobre o racismo nos Estados Unidos. Beyoncé foi ao Instagram manifestar a sua revolta: “Todos nós testemunhamos o assassinato dele em plena luz do dia. Estamos despedaçados e revoltados”, disse.

“Chega de assassinatos sem sentido de seres humanos. Chega de ver pessoas de cor como inferiores. Não podemos ignorar. George é nossa família na humanidade”, acrescentou, incentivando os seguidores a participarem de uma petição pela prisão dos policiais envolvidos no caso. “Nós precisamos de justiça para George Floyd. Por favor, assinem e continuem a orar pela paz, compaixão e cura do nosso país”.

O policial Chauvin foi preso e será acusado de homicídio culposo (sem intenção de matar) e assassinato em terceiro grau (quando há atitude irresponsável ou imprudente). Os outros três policiais ainda são investigados.

Billie Eilish também compartilhou uma mensagem do movimento “Black Lives Matter”, criticando pessoas brancas que dizem que “All Lives Matter” (“Todas as vidas importam”). “Isso não é sobre você”, disse ela sobre pessoas brancas. “Você não está precisando. Você não está em perigo”, disse Eilish.

Billie Eilish

“Se a casa de alguém está pegando fogo e alguém está preso na casa, você fará o corpo de bombeiros ir para todas as outras casas do quarteirão primeiro, porque todas as casas são importantes? Não! Porque eles não precisam disso. Você tem o privilégio de gostar ou não. A sociedade te dá privilégio apenas por ser branca. Você pode ser pobre, pode estar lutando. E ainda a cor da sua pele está lhe dando mais privilégios que você imagina”, disse.

“Se todas as vidas são importantes, por que os negros são mortos por serem negros? Por que os brancos têm oportunidades que as pessoas de outras etnias não têm?”, continuou. “Por que é aceitável que os negros sejam chamados de bandidos por protestar contra o assassinato de pessoas inocentes? Você sabe por quê ? Branco. porra. privilégio ”.

O filho da cantora Madonna, por sua vez, gravou um vídeo dançando ao som da música “They Don’t Care ABout Us” (“Eles não ligam para nós”), de Michael Jackson, que foi publicado por Madonna em seu perfil no Instagram.

“Com a notícia do assassinato brutal de George Floyd se espalhando pelo mundo, o meu filho David dançou em tributo a George, à sua família e a todos os atos de racismo que acontecem todos os dias na América”, escreveu ela.