Marcas de lingerie buscam se alinhar aos novos tempos de confinamento

Peças feitas com tecidos naturais, que facilitam a respiração da pele, ganham mais espaço no corpo e na mente dos consumidores
Marilia Neustein

Reconstruindo a intimidade
As marcas de lingerie buscam se alinhar aos novos tempos  Foto: Estúdio On Photo/Gustavo Hipolito

A quarentena nos apresenta muitos desafios. O #fiqueemcasa tem embutido uma série de reflexões, entre elas a de repensar nossa relação com a moda. Nesse contexto, o underwear ganha papel fundamental no resgate da intimidade. As peças de baixo têm contato mais próximo com a pele, daí a preocupação com o conforto e com a qualidade dos tecidos que nos tocam.

“As pessoas estão olhando mais para dentro em vários sentidos, seja para o interior de suas casas, de suas famílias e também tendo mais tempo para entender seus próprios corpos. Não temos nos vestido para sair e socializar, mas, sim, para nós mesmos. A palavra de ordem agora é conforto e casualidade”, afirma Sandra Chayo, diretora de Marketing da Hope.

Mas a atenção não termina só no conforto. Como a lingerie é a peça mais próxima do nosso corpo, as mulheres avaliam muito bem o que vestir. Esse autoconhecimento é também chamado de “autointimidade” pela Pantys, marca de calcinhas absorventes. “Por muitos anos, a lingerie foi sexualizada. Porém, o empoderamento das mulheres trouxe à tona um tema muito importante: a lingerie não tem como única finalidade ser sexy. A nossa ideia é tornar a rotina mais simples e confortável, mudando a relação do universo feminino com o fluxo menstrual”, diz a fundadora da marca, Maria Eduarda Camargo. Para tanto, o tecido tem enorme importância. “Nossas calcinhas absorventes são reutilizáveis e possuem tecido antimicrobiano com bloqueador de odores”, explica. 

Além do autoconhecimento, Ron Horovitz, diretor da Plié, enfatiza a importância também do olhar para o “conforto emocional” que a roupa íntima apresenta. “Podemos pensar antes de agir, pensar antes de escolher e isso devemos ao recolhimento causado pela pandemia: escolhas mais conscientes”, completa Horovitz, lembrando que, para quem trabalha muito tempo sentado, é importante que o tecido não retenha a transpiração. A marca traz um tratamento hidrófilo, e as peças de poliamida e elastano têm fundinho 100% algodão, feito por mão de obra nacional e formal. “Não há mais espaço para peças descartáveis. A moda tem que ser mais durável, a começar pela lingerie.”  O olhar para o outro também está posto na mesa no momento atual. Por isso, explica Bárbara Crevatin, diretora de Marketing da Loungerie, a palavra-chave é empatia. “Estamos passando por mudanças no comportamento de consumo no universo feminino. Neste momento, muitas peças de roupa deixaram de fazer parte do nosso dia a dia, mas as lingeries, além de representarem todas essas questões, são peças que resgatam a autoestima.”

Fusion

RongZe Xu and Tan Zhong at Esee shot by Allen and styled by XJ, in exclusive for Fucking Young! Online.

Make-up :Leo大超(Jogo)
Hair:李达(Jogo)
Director: Emma @wangzhouuuu
Producer: JIEYUN CHEUNG @zccmiss
Retouch: Sinsingchow
Clothes: MEGA SUEN, MUZEDUSTUDIO, CHA CHING.
Production: Zhuang Fashion AD

‘Rain on Me’ estreia no topo da Billboard; Gaga e Ariana batem recordes

“Rain on Me”, a parceria entre Lady Gaga e Ariana Grande, estreou esta semana no topo da Billboard Hot 100, a principal parada de sucessos dos EUA. A faixa, lançada oficialmente no último dia 22 de maio, faz parte do álbum “Chromatica”, de Gaga.

Ariana Grande e Lady Gaga na gravação do clipe de “Rain on Me”Imagem: Divulgação

Enquanto Gaga alcança o primeiro lugar da Hot 100 pela quinta vez na carreira, esta é a quarta vez que Ariana chega à posição. Ambas bateram recordes da parada com suas conquistas.

Longevidade
Para Gaga, a estreia em primeiro lugar de “Rain on Me” é uma vitória para a longevidade de sua carreira. A última vez que a cantora estreou um single diretamente no topo da Billboard foi com “Born This Way”, em 2011 — nove anos atrás.

A diferença entre os dois marcos é um recorde para a Billboard, que nunca viu um “comeback” tão demorado assim. Anteriormente, a distinção era de Justin Bieber, que teve estreias em primeiro lugar separadas por quatro anos entre si.

Além de “Rain on Me” e “Born This Way”, Gaga teve outros três singles em primeiro lugar na Billboard, mas todos eles precisaram “escalar” a parada após estreias em posições mais abaixo na lista: foram “Just Dance” (2009), “Poker Face” (2009) e “Shallow” (2019).

Dominação
Enquanto isso, Ariana Grande comemora uma marca histórica diferente: ela se tornou a artista a ter mais estreias no topo da Billboard na história da parada. São quatro, contando com “Rain on Me”, batendo a marca de Bieber, Mariah Carey e Drake, que tem três cada um.

Os outros hits de Ariana que conseguiram o feito foram “Thank U Next” (2018), “7 Rings” (2019) e “Stuck with U” (2020).

Cortex, empresa de dados, recebe aporte de R$ 120 milhões liderado pelo Softbank

Fundada pelos empresários Daniel Pires e Leonardo Rangel, a empresa desenvolveu uma plataforma voltada para marketing e vendas
Por André Vieira – O Estado de S. Paulo

A Cortex atende clientes como Unilever, Fiat Chrysler, L’Oreal, Roche, Carrefour, Visa e Claro

A Cortex, empresa de dados, recebeu um aporte de R$ 120 milhões em recursos liderados pelo conglomerado japonês Softbank, a gestora Redpoint eventures e a Endeavor Catalyst, informou a empresa em comunicado à imprensa.

A empresa desenvolveu uma plataforma voltada a marketing e vendas que usa dados de mercado e informações internas de clientes, gerando, segundo eles, previsões e recomendações para a tomada de decisão. Segundo a Cortex, a plataforma atende clientes como UnileverFiat ChryslerL’OrealRocheCarrefourVisa e Claro.

“Estamos entusiasmados com nossa parceria com a Cortex, que tem a grande oportunidade de ajudar empresas em toda a região”, disse Marcelo Claure, presidente executivo do Grupo SoftBank Internacional, em nota.

A Cortex foi fundada pelos empresários Daniel Pires e Leonardo Rangel e possui escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo. Apesar de concentrar clientes no Brasil, a empresa também atende outros países da América Latina e Europa. Segundo Pires, o investimento vai possibilitar o desenvolvimento do produto e acelerar ainda mais o crescimento da empresa.

 “Com esse novo investimento, seremos mais fortes para continuar crescendo e buscando nosso objetivo de disseminar a cultura analítica no país por meio de nossas soluções de inteligência de dados”, afirmou Pires, também em nota.

Watchmen | Damon Lindelof comenta cena final da minissérie

Criador da produção não deu resposta definitiva sobre destino de Angela
NICOLAOS GARÓFALO

Watchmen: Damon Lindelof fala de Angela herdando os poderes do doutor Manhattan

[Este texto contém spoilers sobre o episódio final da minissérie Watchmen]

Quem acompanhou a minissérie Watchmen, sequência da HBO para a HQ homônima de Alan Moore e Dave Gibbons, sabe que a produção terminou em um grande gancho sobre o destino de Angela (Regina King): afinal, a Sister Night herdou ou não os poderes do Dr. Manhattan (Yahya Abdul-Mateen II) ao consumir o ovo deixado pelo marido? Segundo o criador e showrunner Damon Lindelof, o final está aberto à interpretação do público (via Comicbook).

Eu não quero confirmar nem negar que [Angela] conquistou os poderes de Manhattan, mas ela escolheu obtê-los ao comer o ovo”, disse o produtor e roteirista. Abordando o restante da minissérie, o cineasta disse que as partes que mais o marcaram na HQ original foram as histórias de origem de Roarschach e Doutor Manhattan, algo que tentou reproduzir na minissérie. “Queríamos mostrá-la nessa jornada de autoconhecimento”.

Todos nascemos com um chamado. Para Angela, esse chamado era para impor a justiça e, eventualmente, se tornar uma policial é algo que ela descobre vir de seu avô e de seu pai”, afirmou Lindelof. “Essa ideia de explicar o uniforme [de Sister Night] e o que ele significa para ela é parte da jornada, assim como a justificativa de por que está na hora de deixar o traje e evoluir de alguma forma”, concluiu.

Sobre uma possível segunda temporada de Watchmen, que segue classificada pela HBO como uma minissérie, Lindelof afirmou que espera que a propriedade seja revisitada em breve, embora não se veja envolvido com o título tão cedo. “Eu simplesmente não acho que deveria fazer parte a não ser que saiba exatamente o que fazer”.

Criada por Damon Lindelof (Lost, The Leftovers), a série Watchmen se passa 30 anos após os acontecimentos da graphic novel de Dave Gibbons e Alan Moore, em uma realidade em que os vigilantes são tratados como vilões. Uma das personagens principais é Angela Abar/Sister Night (Regina King), que começa a descobrir uma grande rede de intrigas e segredos envolvendo a polícia e um grupo extremista chamado de Sétima Kavalaria.

Encerrada em dezembro de 2019, a primeira temporada de Watchmen está disponível no serviço de streaming HBO Go.

Berluti Spring/Summer 2020 Campaign

Ator, cantor e modelo de Taiwan-Canadá Eddie Peng estrela Spring/Summer 2020 campaign of Berluti shot by Alasdair McLellan.

The accessories and shoe campaign was captured by the lens of Erwan Frotin.

Apesar de ter sua loja atacada, Marc Jacobs declara apoio aos manifestantes do caso George Floyd: “Uma propriedade pode ser reconstruída, a vida humana não”

Marc Jacobs usou o Instagram para se posicionar em relação às manifestações do caso George Floyd. Os atos em protesto contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd tomaram conta dos EUA e, em alguns lugares, com manifestações violentas, como em Los Angeles, por exemplo, onde diversos prédios e lojas foram vandalizados. Mesmo com sua loja tendo sido alvo dos manifestantes, o estilista deu uma lição de empatia.

“Nunca deixem te convencer que um vidro ou propriedade quebrada é violência. Fome é violência, falta de moradia é violência, guerra é violência, jogar bomba nas pessoas é violência, racismo é violência, supremacia branca é violência, pobreza é violência, contaminar água apenas por lucro é violência. Uma propriedade pode ser reconstruída, a vida humana, não”, escreveu Jacobs.

Nos comentários, os seguidores dividiram opiniões, mas a maioria concordou com o estilista. “Muito obrigada pela sua voz. Eu sempre fui fã e continuarei sendo”, escreveu uma seguidora. “Obrigada pela sua solidariedade”, comentou outra. Valeu Marc Jacobs!

Em protesto antirracista, mundo da música terá “blackout” nesta terça (2)

Rádios americanas e aplicativos como o Spotify terão transmissões interrompidas para chamar atenção à morte brutal de cidadãos negros pela polícia
NICOLAOS GARÓFALO

Como consequência às seguidas mortes de cidadãos negros por parte da polícia norte-americana, rádios e personalidades da música anunciaram que se juntarão à campanha “The Show Must Be Paused” (o show deve ser interrompido, em inglês) nesta terça-feira (2). A indignação popular com a polícia teve seu estopim nos últimos dias quando um oficial assassinou, com o joelho, George Floyd, que já estava sob custódia (via Popload).

O protesto trará a interrupção da transmissão de diversas emissoras de rádio nos Estados Unidos, que protestam contra a brutalidade seletiva por parte da força policial. O Spotify, popular plataforma de streaming de música, também se juntou ao protesto silencioso, anunciando que não funcionará como forma de apoio à campanha.

Grandes gravadoras como a Capitol RecordsWarner Music e Atlantic também se manifestaram em apoio ao protesto, afirmando que não operarão nesta terça-feira (via Rolling Stone).

A “Blackout Tuesday” (terça-feira de apagão, em inglês) é apenas mais uma resposta da população norte-americana ao assassinato de George Floyd por parte de um policial. Em 25 de maio, Floyd, já sob custódia foi sufocado até a morte pelo oficial com o joelho e o assassinato foi filmado por pessoas em volta. A brutalidade da ação gerou uma onda de protestos ao redor do país e diversas empresas do ramo do entretenimento repudiaram o racismo demonstrado pela polícia – saiba mais.

Gigantes de tecnologia se posicionam sobre protestos nos EUA

Os presidentes do Facebook, Mark Zuckerberg, e do Snapchat, Evan Spiegel, falaram sobre os protestos e se juntam à Intel, Netflix, IBM e Nike no posicionamento contra o racismo
Por Agências – Reuters

CEO do Snapchat, Evan Spiegel

Facebook e o Snapchat se tornaram as mais recentes empresas norte-americanas a condenar a desigualdade racial nos Estados Unidos, conforme violentos protestos acontecem nas principais cidades do país pela morte de George Floyd, um negro assassinado enquanto estava sob custódia policial em Mineápolis na semana passada.

As duas empresas de tecnologia se juntaram à IntelNetflixIBM e Nike ao tomar uma posição pública contra a morte de Floyd.

“Estamos com a comunidade negra – e todos aqueles que trabalham pela justiça em homenagem a George Floyd, Breonna Taylor, Ahmaud Arbery e muitos outros cujos nomes não serão esquecidos”, disse o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, no domingo, 31. Ele disse que o Facebook destinará US$ 10 milhões para organizações que trabalham com justiça racial.

Em um memorando interno da empresa que critica o racismo, o presidente executivo do Snapchat, Evan Spiegel, pediu por reformas tributárias abrangentes no país, com as empresas pagando taxas mais altas.

“Não podemos acabar com o racismo sistêmico sem, simultaneamente, criar oportunidades para todas as pessoas, independentemente de sua formação”, afirmou. “Em resumo, pessoas como eu pagarão muito mais impostos – e acredito que valerá a pena criar uma sociedade que beneficie a todos nós”, disse ele.