Organização americana de arquitetos se posiciona contra racismo: ‘Vírus mortal que atormenta os EUA há 4 séculos’

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A norte-americana Organização Nacional de Arquitetos de Minorias (NOMA) pede que profissionais da arquitetura sejam mais ativos no combate à discriminação racial
FOTO: REPRODUÇÃO / NOMA

A Organização Nacional de Arquitetos de Minorias (NOMA), dos Estados Unidos, emitiu um comunicado público contra o racismo, fazendo coro aos protestos de escala nacional que ocorrem há 8 dias em solo americano após o assassinato de George Floyd por um policial branco. No texto, a organização pede que profissionais da arquitetura “condenem o racismo e assumam um papel ativo para eliminar preconceitos raciais”. “Hoje, a NOMA pede mais. Como organização, devemos ser mais”, diz o texto, assinado por Kimberly Dowdell, presidente nacional da associação. “Como arquitetos, somos profissionalmente responsáveis por proteger a saúde, a segurança e o bem estar do público.”

“O ar da nossa nação está pesado com uma profunda sensação de luto e desespero. Nosso ar coletivo está tão denso que é literalmente difícil de respirar. Nós tentamos respirar enquanto enquanto navegamos por uma pandemia global somada a um vírus mortal e penetrante chamado racismo, que infesta a América há mais de quatro séculos”, afirma o manifesto. 

Organização americana de arquitetos faz manifesto contra racismo: 'Vírus mortal que atormenta os EUA há 4 séculos' (Foto: Reprodução / NOMA)
Organização de arquitetos NOMA pede postura mais ativa de arquitetos para combater o racismo (Foto: Reprodução / NOMA)

Fundada em Detroit em 1971 por 12 arquitetos negros, a NOMA tem como objetivo lutar contra a discriminação entre profissionais da arquitetura. Segundo Dowdell, a entidade busca fazer isso promovendo a excelência, o engajamento com a comunidade, e o desenvolvimento profissional dos membros da organização.O comunicado afirma, porém, que o contexto atual levou a organização a publicar uma nova declaração de princípios, com efeito imediato. “A missão da NOMA, enraizada em um rico legado de ativismo, é capacitar nossos membros locais para promover a justiça e a equidade por meio da divulgação, da advocacia comunitária, do desenvolvimento profissional e da excelência em design”. Banir o racismo, votar nas eleições, oferecer ajuda e advogar pelas minorias estão entre as ações defendidas pelo texto. A organização promete ações em um futuro próximo para capacitar membros locais para que possam seguir os novos objetivos.

Por fim, o comunicado também pede a todos os membros brancos e a todos os aliados que se unam à luta contra o racismo. “Estamos assumindo uma posição, e esperamos que vocês se unam a nós”, diz o texto. Leia a íntegra do manifesto aqui.

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