Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado

Imóvel de 167 m² teve planta reorganizada para ficar como os moradores sonhavam
POR MARIA CLARA VIEIRA | FOTOS JULIA RIBEIRO

Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)

Em busca de boa localização e metragem generosa, um casal comprou um antigo apartamento na rua Oscar Freire, em São Paulo. O imóvel da década de 1970 custou menos do que os novos empreendimentos da região, além de ter uma planta mais ampla, com 167 m² e três dormitórios. A reforma deveria redistribuir os ambientes e fazer surgir uma morada minimalista e prática, com três suítes e uma bela cozinha totalmente integrada à área social. A moradora Michelle Waisblut, que é arquiteta, assina o projeto com Luciana Gomes – juntas, elas comandam o escritório ASarquitetasSP. 

As paredes que vieram abaixo abriram caminho para a luz natural e tornaram os interiores mais amplos. A marcenaria planejada, a mesa de jantar e a estante do escritório são assinadas pelas arquitetas. O resultado é um apartamento que exibe tons neutros, linhas retas e elementos originais da construção, como a parede de tijolos do living e o concreto aparente dos pilares, vigas e laje. Um lar renovado para amar por muitas décadas.

Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)
Reforma transforma apê dos anos 1970 em lar minimalista e iluminado  (Foto: Julia Ribeiro)

Tommy Hilfiger Fall/Winter 2020 Lookbook

Tommy Hilfiger revela seu lookbook para Fall/Winter 2020 menswear collection.

Festival de Brasília é cancelado por falta de dinheiro

Um dos mais tradicionais eventos do cinema brasileiro teve recursos contigenciados pela secretaria de Cultura do Distrito Federal
O Globo

Cinema foi um dos setores mais atingidos pela pandemia do coronavírus Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP

RIO – O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais importantes do país, teve a sua edição deste ano cancelada devido a falta de recursos. A decisão foi anunciada pelo secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, em entrevista ao jornal “Correio Braziliense”. O órgão é responsável pela organização do evento.

O secretário alegou que o recurso de R$ 3 milhões previsto no orçamento para o festival teve que ser contingeciado por conta da crise econômica decorrente da pandemia da Covid-19.

A secretaria chegou a planejar a realização fo festival de forma remota ou com cinema drive-in. Porém, com o contigenciamento não será possível lançar o edital para organizar o evento em um formato diferente.

J.K. Rowling é criticada por comunidade LGBT+ após tuítes

Postagens da autora da série milionária ‘Harry Potter’ sobre menstruação causam repercussão negativa com relação a seu entendimento sobre o assunto
Reuters, O Estado de S.Paulo

A autora J K Rowling Foto: HBO

A autora da série de livros Harry PotterJ.K. Rowling, motivou a raiva de fãs e membros da comunidade LGBT+ na internet mais uma vez neste domingo, após uma série de tuítes que estão sendo acusados de transfóbicos no momento em que protestos contra a discriminação acontecem globalmente.

Os tuítes vieram em resposta a um artigo de opinião do site de desenvolvimento global Devex que deixou Rowling ressentida com a manchete “criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”.

“‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? (modificações propositais da palavra “Woman”, inglês para mulher)”, disse Rowling, no fim do sábado.

Críticos apontaram que as visões de Rowling igualavam feminilidade à menstruação, enquanto muitos homens transsexuais menstruam, e muitas mulheres, não.

“Consegue escrever um mundo mágico inteiro, mas não consegue entender que homens transsexuais existem? Eu não menstruo desde 2017 – minha feminilidade foi pausada até que eu consiga convocar uma (menstruação)?”, disse a autora britânica e colunista de relacionamentos Beth McColl.

Rowling, 54, disse que seus comentários não tinham o objetivo de ofender a comunidade transsexual, apenas sublinhar que “o sexo é real e tem consequências vívidas”.

“Respeito o direito de todas as pessoas transsexuais de viverem da maneira que seja autêntica e confortável para elas. Eu protestaria com vocês se vocês forem discriminados com base em serem trans”, escreveu Rowling, no Twitter.

“Ao mesmo tempo, minha vida foi moldada por ser mulher. Eu não acredito que seja odioso dizer isso.”

Um porta-voz de Rowling se recusou a fazer outros comentários.

A autora britânica já foi criticada por suas visões sobre a comunidade LGBT+ no passado. Em dezembro, ela apoiou uma mulher que foi demitida por tuitar que as pessoas não podem alterar seu sexo biológico. Ela também foi criticada por acrescentar uma relação homossexual à série “Harry Potter” depois que os livros foram publicados.

Nos últimos anos, debates entre ativistas transsexuais e feministas discutiram acaloradamente o que é ser mulher.

No coração do debate, está se os direitos de mulheres transsexuais são compatíveis com os de outras mulheres, particularmente em relação ao acesso a espaços de um único gênero, incluindo refúgios para mulheres.

Cara English, da Gendered Intelligence, uma organização por direitos trans baseada no Reino Unido, afirmou que o momento em que Rowling decidiu reacender este debate, em maio a uma turbulenta luta por igualdade, foi “notável”.

“Enquanto supremacistas brancos e seus parceiros sexistas, classistas e fascistas estão sendo desafiados nas ruas, parece notável reacender argumentos mornos e essencialistas contra pessoas trans”, disse English à Reuters.

“Vamos nos concentrar não em castigar ou até mesmo nos importar com a negatividade que chega a nós, como comunidade, mas em tornar o mundo um lugar melhor para todos nossos irmãos trans, especialmente nossos irmãos trans negros.”

Diante das novas críticas, fãs de Harry Potter também revisitaram um antigo debate sobre a representação negra, asiática e de minoria étnicas em seus livros, com a personagem “Cho Chang” sendo um dos termos mais mencionados. Cho Chang é a única personagem chinesa na série de livros.

Série ‘White Lines’ traz crime e mistério em Ibiza

Em cenário deslumbrante, série ‘White Lines’ mistura manifesto sobre livre-arbítrio com baladas sem censura
Pedro Venceslau e Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

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Cena da serie o ‘White Lies’ Foto: NICK WALL

Criada por Alex Pina, o mesmo que assina La Casa de Papel e Vis a Vis – dois sucessos de público –, a série White Lines, da Netflix, estreou em maio cercada de expectativas. A embalagem de apresentação parece promissora: uma ilha paradisíaca, cenários deslumbrantes, drogas, sexo, liberdade e um crime. Enfim, um enredo sobre as escolhas da vida e suas consequências, falado em inglês e espanhol, além de muita gente bonita e baladas sem censura. 

Com algum esforço é possível enxergar em alguns episódios um manifesto sobre o livre-arbítrio, refletir sobre o preço de uma vida hedonista e se encantar com um ou outro romance que surge no meio do caminho. Mas, no final das contas, tudo se resume a uma pergunta: quem matou? A história começa quando são encontrados os restos mortais do DJ Axel Collins (Tom Rhys Harries), 20 anos, após ter desaparecido em Ibiza. 

Sua irmã, Zoe (Laura Haddock), uma bibliotecária depressiva, decide deixar para trás o pai, o marido e a filha adolescente na cinzenta Manchester e partir para a ensolarada ilha espanhola para investigar o que aconteceu com o DJ que, duas décadas antes, era o cara mais popular do pedaço. Ao chegar ao balneário, Zoe se envolve com os amigos da juventude do irmão, desabrocha para uma nova vida e enfrenta um tremendo dilema: voltar ou não?

Assim como em outras séries de Alex Pina, White Lines impressiona mais pela estética que pelo roteiro. Alguns personagens são cativantes, como o troglodita Boxer (Nuno Lopes), chefe de segurança da família mafiosa Calafat. O sujeito vai sendo desconstruído e se revela um malvado adorável e bem-intencionado. Outro integrante da turma que segura bem as pontas é Marcus (Daniel Mays), um DJ/traficante bonachão e atrapalhado. Mas, na média, o elenco deixa muito a desejar, especialmente nas cenas de flashback dos anos 1990.  

A grande sacada de White Lines, porém, é amarrar o público na base da curiosidade. A série não passa de “Whodunit” bronzeado. Para quem não conhece, trata-se de uma expressão coloquial para a pergunta em inglês: “Who has done it?”, que significa “Quem fez?” ou “Quem matou?”. Essa expressão dá um nome a um subgênero de ficção de histórias de detetive em que há um assassinato e é preciso descobrir quem é o culpado.

Esse nicho ficou muito comum na literatura no início do século 20 com os autores Arthur Conan Doyle – criador de Sherlock Holmes –, e Agatha Christie. O estilo dominou a ficção de detetives nos anos 1930 e, naturalmente, ganhou inúmeras adaptações e homenagens no cinema. Foram tantos os filmes do tipo que o subgênero “Whodunit” acabou associado a uma série de convenções que acompanham tais histórias, como: um assassinato logo no começo; um enorme rol de suspeitos que se conhecem de longa data, cada um com uma motivação para ter cometido o assassinato; bilhetes com mensagens cifradas e um detetive com raciocínio muito aguçado.

E, claro, a trama tem de ser concluída com uma reviravolta, quando o assassino é revelado e surpreende todo mundo. São tantas as convenções criadas que os filmes acabaram ficando cada vez mais parecidos uns com os outros. E com o agravante de o público aprender a esperar o “plot twist” no final. Assim, cada novo “Whodunit” lançado deixa os espectadores mais atentos, o que dificulta a tarefa de diretores e roteiristas, interessados em formular um final surpreendente.

Faz alguns anos que uma leva de roteiristas cientes do problema tem encontrado maneiras de subverter a estrutura do “Whodunit” para conseguir cumprir a promessa de entregar um filme original. Eles sabem que, se seguirem todas as convenções à risca, vão só fazer mais do mesmo. Dentro desse modelo, White Lines segue a regra à risca. 

Produções de Hollywood poderão ser retomadas a partir de 12 de junho

Indústria foi completamente paralisada em março por causa da pandemia do coronavírus
NICOLAOS GARÓFALO

HBO/ Divulgação

Após a Aliança de Produtores de Filmes e Séries de TV (AMPTP, em inglês) sugerir um novo regulamento de segurança para a retomada de produções de filmes e séries na Califórnia, o governo local informou que Hollywood poderá retornar às atividades em 12 de junhoGavin Newsom, governador californiano, pediu apenas que as produtoras seguissem os protocolos de saúde estipulados pelas autoridades locais (via Collider).

Apesar disso, a doutora Sonia Angell, diretora do Departamento de Saúde Pública da Califórnia pediu cautela e disse que a liberação anunciada por Newsom não é absoluta. “Enquanto seguimos a liberação de guias para como cada setor deve reabrir com modificações, é importante lembrar que esse regulamento não é um ‘vai lá’. O oficial de saúde de sua região terá a decisão final em relação sobre quais setores reabrirão, guiado por datas de comunidades específicas”.

Aos poucos, Hollywood vai se preparando para recomeçar as produções paralisadas por causa da pandemia. Enquanto a AMPTP tenta regularizar um novo esquema de segurança na Califórnia, produções filmadas no Reino Unido contam os dias para serem retomadas. Já na Nova Zelândia, Avatar 2 espera apenas pelo retorno do diretor James Cameron.

Racismo na moda?

Os estilistas Isaac Silva e Luiz Claudio Silva contam sua trajetória em um mercado com pouca representatividade
Alice Ferraz, O Estado de S.Paulo

Coleção ‘Acredite no seu Axé’, da grife comandada pelo estilista Isaac Silva Foto: Bruno Santiago

Somos um País de 210 milhões de habitantes. A maior parte (54%) é formada por negros. Se levarmos esses números para a moda, veremos que são poucos os estilistas que não se classificam como brancos. Essa porcentagem diminui quando analisamos o número de estilistas negros a desfilar em uma semana de moda, a ter sua própria marca ou a trabalhar em empresas consagradas do segmento em cargos de criação. Isso nos faz questionar a real oportunidade dada a esses profissionais na moda e os motivos que barram as eventuais trajetórias de sucesso. Para entender melhor sobre essa realidade, conversamos com dois estilistas negros brasileiros de diferentes gerações.

Isaac Silva, 30 anos, nasceu e foi criado no interior da Bahia, no município de Barreiras. Integrante do calendário oficial da moda brasileira, a São Paulo Fashion Week, tem sua loja própria em São Paulo e comercializa suas criações no mercado online. Isaac tem consciência que ocupa um lugar privilegiado no mundo da moda. Sua vocação apareceu cedo, quando ele nem tinha 10 anos, ao ver a costureira amiga da mãe realizar a mágica de criar uma roupa por meio de alguns tecidos. “Pensava que, se estudasse e me esforçasse, teria um trabalho na moda, mas não foi assim. Quando enxerguei que o mercado era racista e não iria me absorver por ser negro, fui estudar e buscar referências para ver como era possível mudar aquilo.”

O jovem estilista não desistiu. Estudou e encontrou nomes como o de Ann Lowe (1898-1981), uma das primeiras estilistas negras a entrar para a história da alta-costura americana. Ela criou o vestido de noiva da então primeira-dama americana Jacqueline Kennedy para o seu casamento com John F. Kennedy em 12 de setembro de 1953. “Na época, as revistas disseram que Ann era costureira. A falta de reconhecimento era por ela ser negra, mesmo sendo ela uma das grandes estilistas de uma geração”, diz Isaac.

O estilista brasileiro, que tem entre suas clientes as atrizes Camila Pitanga e Thaís Araújo, realizou o figurino do mais recente trabalho lançado pela cantora Elza Soares. As peças desenhadas por ele representam uma moda jovem e ativista, que desafia o preconceito racial com uma coleção repleta de referências afro-brasileiras e indígenas.

Racismo na moda?
Look da coleção Inverno 2019 da grife Apartamento 03, assinada por Luiz Claudio Silva Foto: Gustavo Marx

De uma geração talvez com ainda menos representatividade e oportunidade no mercado, Luiz Claudio Silva, 46 anos, nome à frente da ótima Apartamento 03, nasceu em Minas Gerais, onde trabalhou por anos com serviços gerais, incluindo limpeza de banheiro em uma empresa que projetava cozinhas em Belo Horizonte. Durante o almoço, ele cobria o atendimento telefônico e desenhava, por vontade e talento. Foi ali que uma colega, branca, viu os desenhos que fazia e o convidou para ajudá-la nos projetos das tais cozinhas. Vilma abriu a primeira porta e Luiz entrou. “Sabia que tinha menos chances por ser negro, mas aquela oportunidade fez nascer uma esperança de que poderia trabalhar com moda, meu sonho de criança.”

Filho de costureira, Luiz fez supletivo e faculdade, ganhou o prêmio de moda Smirnoff, em 2000, e hoje é um dos grandes nomes na semana de moda de São Paulo. “Quando recebi meu primeiro prêmio, um amigo me disse: ‘Parabéns, mas você sabe que acaba aí, né? Não existe negro na moda’.”

Mas Luiz continuou firme em seu caminho. “Moda é sobre criação, design e formas, e não sobre a cor de quem cria”, diz. Na estética da Apartamento 03, marca que assina como diretor criativo, Luiz traz um olhar masculino para criar a roupa feminina. Não à toa, sua alfaiataria, com modelagens perfeitas e elegantes, é destaque nas coleções. Hoje, Maria Bethânia e Fafá de Belém são amigas e clientes. As criações dele vestem também as cantoras Iza e Ludmila, enquanto Luiz segue desenhando, criando e acreditando que teremos mais oportunidades para as próximas gerações de negros brasileiros.

Ouça a bateria magnética (e isolada) de Ringo Starr em ‘Come Together’, clássico dos Beatles

A faixa é uma das favoritas entre fãs do Fab Four e provam a precisão criativa do músico

Capa do disco Abbey Road, dos Beatles (Foto: Reprodução)

Ringo Starr foi um baterista incrível para os Beatles – mais do que você pensa. Ao longo dos anos, os fãs do Fab Four ouviram piadas sobre o músico e a ideia de que ele não é um bom baterista foi associada a um boato que John Lennon, ao ser perguntado em entrevista se o companheiro de banda era o melhor baterista do mundo, respondeu com um risinho: “Ringo não era nem o melhor baterista dos Beatles”. Isso nunca aconteceu, porém, é o que muitos ainda acreditam. 

Se você separar um tempo para revistar as faixas de bateria isoladas de algumas das melhores músicas dos Beatles, você não só encontra Starr, como também a evolução incrível dele como baterista. “Come Together“, por exemplo, sempre teve o próprio charme, mas se observamos com atenção grande parte desse feito vem do estilo único do baterista. 

Famoso por criar batidas e ritmos, que não eram apenas fundamentais, como permitiam que Paul McCartneyLennon e George Harrison pudessem viajar nas próprias sutilizas experimentais. 

A faixa, escrita principalmente por Lennon, chegou no topo das paradas nos Estados Unidos e ficou em 4º lugar no Reino Unido. Até hoje, é conhecido como um dos melhores singles da banda.

Resgatado pela Far Out Magazine, ouça abaixo o registro da bateria isolada de Starr e se encante, mais uma vez, com a precisão criativa do artista:

Joaquin Ponce for Factice Magazine with Nazaret Batista

Photographer: Joaquin Ponce. Art Direction & Styling: Lauro Samblás. Hair & Makeup: Eli Fernández. Production: Canary Productions. Casting: Roberta Liberale. Model: Nazaret Batista at MasQmoda Canarias.