Sua casa é sua nova cafeteria

Confira dicas para montar sua cafeteria em casa
Por Ensei Neto

Chaleira com bico pescoço de ganso. Foto: Ensei Neto/Arquivo Pessoal

Uma das tendências consolidadas foi a de que o café se tornou o ritual preferido das pessoas durante boa parte do dia nas atividades em casa.

Pesquisas em diversos países, inclusive no Brasil, apontam o crescimento do volume de café no consumo doméstico, em boa parte em razão da suspensão das atividades das cafeterias como medida preventiva à contaminação da covid-19.

O aumento desse consumo, que pode ser traduzido tanto pela movimentação no e-commerce quanto na preocupação que as pequenas torrefações na oferta de novas origens. Nos supermercados, as prateleiras da seção de café ganharam reforços na variedade de marcas e de utensílios de preparo.

Para dar uma ajuda com as dúvidas sobre o preparo e utensílios, farei uma pequena série de como você pode montar sua cafeteria em casa a partir dos pontos mais básicos.

Se você já tem alguns métodos de preparo, ótimo; senão, trabalhe com o que se tem. Não se martirize se não está em seu armário porta filtros ou cafeteiras diferentes.

Muitas pessoas, quando se tornam fervorosos devotos de Santa Cafeína, escolhem um lugar em sua casa, seja na sala ou cozinha, para estabelecer sua cafeteria ou, simplesmente, canto do café. Porém, nada que impeça você manter tudo em sua cozinha.

A primeira dica vai para o recipiente para esquentar a água. Apesar de existirem no mercado chaleiras que no Brasil são vendidas a preços quase proibitivos em razão de terem um desenho com destaque para o bico longo e em forma de uma letra “S” estilizada, sua ausência em seu arsenal não significa que seu café fique abaixo do ótimo.

O bico longo, conhecido como pescoço de ganso, padroniza o volume de água que você pode verter no pó de café, pois o seu menor diâmetro limita a vazão. Por isso, para o caso de competições de baristas, esse tipo de chaleira se torna uma ferramenta importante.

Em casa, você pode usar o que estiver disponível, muitas das vezes um canecão. Se ele tiver um afunilamento como bico, ajuda bastante, senão o trabalho para dosar o volume de água para passar num porta filtro. Canecão com bico largo exige um controle maior, o que é sempre mais difícil caso ele esteja cheio e, portanto, pesado. De preferência, separe uma peça somente para aquecer água, evitando utilizar para preparar comida, de forma a garantir somente os sabores do seu café após o preparo.

Se uma chaleira comum é sua melhor opção, preste atenção ao seu tamanho. Reforçando: chaleira mais leve é mais fácil de controlar o fluxo de água no filtro de café, mesmo que a chaleira seja grande. Portanto, aqueça de preferência a quantidade necessária de água.

Quanto ao material, aço inox ou alumínio, é muito mais questão de disponibilidade, mas se você puder optar por uma de aço inox, o aquecimento é sempre mais rápido.

Existem, entre outras opções, as chaleiras e jarros elétricos para aquecimento de água, que podem ser muito práticas em locais distantes da pia. Existem diversas marcas no mercado com bons produtos e preços razoáveis. Algumas permitem o controle da temperatura final, enquanto outras desligam automaticamente ao atingir a temperatura de ebulição da água.

Faça sua escolha sempre em razão do local que você tem para preparar o seu café, que pode ser até em seu espaço para o home office.

‘The Flash’: Hartley Sawyer, o Homem-Elástico, é demitido por tuítes preconceituosos

Demissão veio após repercussão de postagens com racismo e machismo publicadas pelo ator entre 2011 e 2014.

Hartley Sawyer (à direita) , que interpretou Ralph Dibny, também conhecido como Homem Elástico, na série da CW The Flash nas últimas três temporadas, foi demitido depois de postagens antigas nas redes sociais com referências racistas e misóginas terem vindo à tona recentemente

O ator Hartley Sawyer foi demitido do elenco da série The Flash, onde interpretava o Homem Elástico, após tuítes seus envolvendo conteúdos de machismo e racismo terem vindo à tona recentemente. O anúncio da demissão foi feito nesta segunda-feira, 8.

“Hartley Sawyer não retornará para a 7ª temporada de The Flash“, informou comunicado da produção da série ao The Hollywood Reporter

O produtor-executivo Eric Wallace postou uma nota em seu Twitter falando sobre a demissão, afirmando que os tuítes deixaram seu coração partido e lhe fizeram mal.

“Eu também estou comprometido em trazer mudanças permanentes para o ambiente de trabalho de The Flash. Sim, esse é um programa de família. Mas é para todas as famílias. Isso inclui as pretas e marrons”, escreveu.

No último dia 30 de maio, quando as postagens vieram à tona, Hartley Sawyer escreveu um pedido de desculpas em seu Instagram.

“Estou incrivelmente arrependido, envergonhado e desapontado pela minha ignorância lá atrás. Gostaria de ser bem claro: isso não reflete o que eu penso ou quem eu sou hoje”, afirmou.

Confira abaixo alguns dos tuítes [em inglês] feitos no passado por Hartley Sawyer que causaram polêmica e acusações de racismo e machismo e levaram à sua demissão de The Flash.

Conheça os escritórios da Financial Services Company em Londres

Recentemente, a Financial Services Company contratou a empresa de design Peldon Rose  para projetar seu novo escritório em Londres, Inglaterra.

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6Collaborative space

“Permitindo que as pessoas cresçam e prosperem com elas, o objetivo principal de seu novo escritório era garantir que o novo espaço do escritório permanecesse conectado com a aparência à sua sede local.

O projeto foi realizado em parceria com a CBRE, que aconselhou como gerente de projeto externo para o cliente. O objetivo principal; para concluir todos os trabalhos dentro de uma linha do tempo extremamente agressiva.

Para garantir o sucesso do projeto, Peldon Rose acelerou o processo de design e a licença do proprietário para alterar. Isso incluiu a elaboração dos sistemas mecânicos de construção de base na ausência de desenhos de registros existentes.

Nosso resumo foi que a criação de um escritório simpatizava com a sede próxima de Londres, que oferecia um ambiente mais informal para acomodar equipes internas de apoio ao projeto e auditores.

Como o espaço não é voltado para o cliente, a ênfase se concentra em espaços colaborativos e áreas de bem-estar dos funcionários, incluindo generosos pontos de chá e espaços de descanso, ambientes de trabalho alternativos completos com mesas de apoio e design biofílico complementar.

Com um programa de quatro semanas no local, a comunicação e o planejamento cuidadoso eram cruciais. A coordenação de equipes e atividades externas foi fundamental para garantir que a entrega do projeto fosse um sucesso ”, afirma Peldon Rose.

  • Location: London, England
  • Date completed: 2020
  • Size: 4,963 square feet
  • Design: Peldon Rose
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Working pods
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Kitchen / seating area
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Meeting room

Luxo e preconceito fora do armário: estilistas são acusados de racismo

Acusado de preconceito, Reinaldo Lourenço teria o hábito de escalar apenas modelos com “cara de rica”; ele assume erro e pede desculpas
Por João Batista Jr. 

Reinaldo Lourenço: comportamento arrogante e prepotente expostos em perfil chamado Moda Racista, no Instagram Reprodução/VEJA

O tiro saiu pela culatra. Para além de posts simpáticos em redes sociais falando ser contra o racismo, a indústria da moda passou a ser cobrada de forma efetiva: o que tem feito para combater essa questão? Quantos estilistas negros ou executivos estão à frente de marcas e empresas? Paulo Borges teve a ideia de fazer uma live sobre racismo em sua conta do Instagram no final de semana, para discutir a praga transformada em pauta global após o brutal assassinato do americano George Floyd, nos Estados Unidos. Na transmissão de Borges, que vem a ser o fundador e diretor da São Paulo Fashion Week, houve a discussão de como o racismo está entranhado na moda, assim como em todos os setores da sociedade.

A dor veio à tona. Algumas modelos relataram condições de trabalho ruins e degradantes, e deram nome aos bois. De serem humilhadas pela cor em castings e desconvidadas a desfilar porque não têm o padrão da maioria das consumidoras ricas. A SPFW já foi alvo de ações do poder público justamente pela ausência de negras nas passarelas. Em 2009, foi firmado um acordo entre o Ministério Público e a semana de moda para que ao menos 10% das modelos dos desfiles fossem negras.

Após a live, sucederam-se acaloradas discussões em grupos de WhatsApp sobre estilistas e marcas conhecidos por atitudes e comportamentos racistas. Uma conta no Instagram chamada Moda Racista (https://www.instagram.com/modaracista/ ) passou a fazer os “exposeds”, o termo da vez, com relatos de pessoas anônimas.

O estilista Reinaldo Lourenço, um dos mais badalados do Brasil, viu suas atitudes arrogantes — que todo o mercado de moda conhece há décadas — expostos. Uma ex-funcionária disse ao Moda Racista que ele não permitia que ninguém se sentasse quando estivesse no mesmo ambiente, fora o fato de não dirigir à palavra a determinadas pessoas. Uma ex-assistente de Lourenço confirmou a VEJA que seu ex-chefe tinha uma atitude datada, de uma época em que a moda era ser metido e arrogante. Além de racismo puro e simples. “Reinaldo e Gloria humilhavam as modelos que não tivessem cara de rica, sendo imprescindível terem a pele branca. Se as meninas tivessem cabelo enrolado, ele não olhava na cara”.

Glória Coelho: contrária às cotas na SPFW; semana de moda já fez acordo com MP para ao menos 10% das modelos serem negras Reprodução/VEJA

Gloria, no caso, é a Gloria Coelho, estilista e ex-mulher de Lourenço. Ela foi acusada também de racismo, de criticar cotas para modelos negras em passarelas. Ela teria afirmado que “a SPFW já teria muito negro costurando, fazendo modelagem, muitos com “mãos de ouro.” Gloria Coelho diz não ser racista e que tudo foi um mal entendido.

Procurado por VEJA, Reinaldo Lourenço mandou o seguinte comunicado: “Eu errei. Tenho consciência de que me faltou empatia e compreensão em relação às modelos negras e aos outros profissionais de moda. Desculpem-me. As recentes críticas e observações de quem se sentiu constrangido em algum casting, backstage ou desfile suscitaram autorreflexão. Eu vou mudar, assim como o sistema da moda será obrigado a mudar também. Comprometo-me a promover inclusão efetiva, com mais modelos negras na passarela e nas campanhas. Quero contribuir para que as mulheres negras também sejam respeitadas como consumidoras da moda nacional. Não medirei esforços a fim de ampliar a representatividade e valorizar a diversidade racial brasileira por meio da minha marca. relação às modelos negras e aos outros profissionais de moda. Desculpem-me.”

O maquiador Daniel Hernandez e Gisele, que o escala para diversas de suas campanhas publicitárias no Brasil: ele diz ter aprendido que “cabelo ruim não é brincadeira” Reprodução/VEJA

O perfil Moda Racista também mostra um áudio do maquiador Daniel Hernandez, que falou que negra tem “cabelo ruim”. Hernandez justificou sua fala: “Sei que não é brincadeira, tomei consciência já faz um bom tempo”. Hernandez, que na semana passada aderiu à #blacktuesday, é um dos profissionais mais requisitados do Brasil, sendo um dos favoritos de Giovanna Ewbank, mãe de duas crianças negras e importante voz contra o racismo. Um então profissional terceirizado da Riachuelo, que prestou “serviços criativos” para a empresa”, também foi exposto pelo Moda Racista. VEJA entrou em contato com a empresa, que até o momento não enviou um posicionamento.

Apple conquista patente para selfies em grupo… à distância

Patenteada antes mesmo da pandemia, o projeto da ferramenta juntaria fotos à distância em uma só selfie, por meio de um software

Registrada em 2018, o projeto não tem previsão de sair do papel

A pandemia de coronavírus está, aos poucos, fazendo muita gente substituir hábitos cotidianos para uma realidade com menos contato. E se depender da Apple , as selfies em grupo também vão poder entrar para a lista de atividades à distância. Isso, porque a empresa de Tim Cook patenteou uma tecnologia para registrar as selfies em grupo com cada um na sua casa. 

Em imagens do Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos (United States Patent and Trademark Office, em inglês), é possível observar o projeto de uma tela demarcada, onde cada pessoa da selfie se posiciona para registrar a reunião.

Projeto de como seriam tiradas as selfies á distância 
Projeto de como seriam tiradas as selfies á distância 

Segundo o site Patenty Apple, especializado em descobrir atentes requeridas pela empresa de Tim Cook, todos as pessoas da foto podem salvar a imagem em seu celular e fazer ajustes para adequar a selfie. Depois de tirada, um software seria responsável por juntar as fotos para tornar a imagem uma só. Ainda segundo o site, como em uma espécie de chamada, seria possível convidar e aceitar a participação de outros usuários na foto.

Apesar de útil em tempos de pandemia, a tecnologia foi patenteada pela Apple em 2018, mas ainda não se sabe quais dispositivos teriam a função nem se o projeto de fato vai sair do papel. 

Curso francês a distância apresenta famílias de queijos para brasileiros

Aulas ministradas pelo especialista Laurent Mons contam com tradução simultânea para o português; alunos de São Paulo, Brasília e Curitiba podem adquirir tábuas especiais para degustação em casa
Por Débora Pereira

Laurent Mons compara dois queijos: um de leite cru e outro pasteurizado. FOTO: Arnaud Sperat Czar/ Profession Fromager

Pandemia, fronteiras fechadas, viagens de formação queijeira e eventos cancelados… Vamos nos adaptando e “desmaterializando” o mundo do queijo, como dizem os europeus nesse momento. A escola Mons Formation lançou um programa de cursos a distância em inglês, italiano, russo e português. O primeiro módulo é sobre “famílias de queijo” e, para brasileiros, a aulas ocorrem de 15 a 19/6

Laurent Mons compara dois queijos: um de leite cru e outro pasteurizado. FOTO: Arnaud Sperat Czar/ Profession Fromager

Laurent Mons vai ensinar ao vivo sobre as particularidades de cada família de queijo por cinco dias. A carga horária é de duas horas por dia, com tempo para perguntas e respostas. Cascas floridas, queijos lácticos, queijos azuis, cascas lavadas e, no último dia, queijos duros e semiduros. Tudo explicado em francês e traduzido simultaneamente por mim em português.

De cada família será apresentado um exemplo de queijo, situando sua história na tradição francesa, as características da casca, massa, sabores e aromas, além dos detalhes do processo de fabricação, os cuidados de cura e o desenvolvimento do queijo com os microorganismos que o colonizam. Lembrando que queijo artesanal é alimento vivo e envelhece mudando suas qualidades.

Doutrinação queijeira para dar água na boca
Para tornar o curso mais interessante, lançamos um desafio para alguns comerciantes de queijo: montar e vender uma tábua – com um queijo de cada família – para que os alunos possam degustar os queijos durante o curso. Flávia Rogoski, de Curitiba, Marina Cavechia, de Brasília, e Élvio Rocha, de São Paulo foram os primeiros a responder com uma seleção bem original.

Seleção da Trem Bom de Minas. FOTO: Élvio Rocha/Acervo Pessoal

Em São Paulo, Élvio Rocha da Trem Bom de Minas escolheu o Mantiqueira da Serra puro (250g), camembert (140g), gorgonzola dolce (140g), saint paulin (300g) e saint marcelin (100g). A seleção custa R$ 150 reais, incluindo a tábua, castanhas do Pará e de caju. O frete é grátis.

“Eu fui à França aprender sobre queijos, conhecer as características técnicas e personalidades de cada família. Mas sinto que meu público ainda não conhece esse vocabulário, cada dia vejo que a missão de vender queijos é ensinar os clientes a entender melhor esse universo. Nem 5% dos meus clientes fiéis conhecem sobre história e qualidades dos queijos. Estou apenas iniciando meu público na arte do queijo”, disse Élvio.

Queijos escolhidos por Flávia Rogoski. FOTO: Flávia Rogoski/Acervo Pessoal

Flávia Rogoski, da Bon Vivant de Curitiba, escolheu os queijos saint marcellin (110g) e reblochon (150g) do laticínio Serra das Antas, gorgonzola da Cruzilia (150g), mantiqueira da fazenda Atalaia (150g) e brie da Vermont (120g). A seleção custa R$ 95, incluindo a ardósia. O frete para Curitiba é de R$12,90.

“Fiz o curso da escola Mons, na França, e me ajudou a achar as formas certas de vender, de fazer o cliente entender o porquê do sabor. Procurar explicar as sensações no paladar dá uma boa impressão e motiva os consumidores. É um curso que indico para quem ama queijo e quer ter uma boa cultura queijeira, mas, principalmente, para comerciantes”, afirma Flávia.

Queijos escolhidos por Marina, do Teta Cheese Bar. FOTO: Marina Cavechia/Acervo Pessoal

“Nosso objetivo é motivar os consumidores a conhecer todas as famílias diferentes de queijo e assim fortalecer a cultura do queijo artesanal brasileiro”, conta Marina, do Teta Cheese Bar de Brasília. Ela escolheu gorgonzola dolce (50g), cururubá (60g), flor de Figo (70g), canastra do Otinho e Eliane curado na palha (60g) e queijo Bello (90g).

“Coloquei só um pouquinho para a degustação, depois os alunos podem voltar para comprar seus preferidos em maior quantidade se quiserem”, disse Marina. O preço é R$ 65 sem o frete.

Close da tábua do Teta Cheese Bar. FOTO: Marina Cavechia/Acervo Pessoal

O curso e as seleções de queijo
Inscrição e programa em detalhes do curso no site da SerTãoBras, parceira da escola Mons no Brasil.

Bon Vivant – Curitiba: 41 99673-7753
Teta Cheese Bar – Brasília : 61 3554-6970
Trem Bom de Minas – São Paulo: 11 932780518

Dia dos Namorados: Grifes lançam coleções especiais e promovem ações além da moda

Vídeos e série fotográfica estão entre as novidades preparadas para a data
Gilberto Júnior

Clara Mazini e Savio Martins para a joalheria Voa (Foto: SAVIO MARTINS)

Rodrigo Ribeiro e Marcella Mendes, o casal que toca a marca masculina Foxton, se pegaram pensando em formas de celebrar o Dia dos Namorados em meio à pandemia de Covid-19. Resolveram unir moda e gastronomia e irão festejar a ocasião na cozinha. A dupla convidou alguns amigos da grife para estrelarem uma série de vídeos preparando pratos com ou para suas namoradas, que serão exibidos nas redes sociais. “O ingrediente principal para todo relacionamento é o amor”, diz Ribeiro, apontando que a etiqueta hoje vai além do look do dia. O chef Pedro de Artagão, o ator Juliano Cazarré e o ex-jogador de futebol Roger Flores, com suas respectivas, são alguns dos protagonistas dos filmes. “Não existe maior conexão do que fazer algo para alguém saborear”, acrescenta.

Importante para o varejo, a data é um incentivo a mais para criação de coleções especiais. A Farm coloca em pauta a ideia do “amor irrestrito e da liberdade de ser e gostar de quem quiser”. Entre as estampas, os destaques são “Ai, meu coração” e “Paixonite” em gráficos em vermelho, preto e off-white. A camisaria e as bermudas também prometem encher os olhos. Para movimentar os negócios, a multimarcas Ka Store, mesmo de portas fechadas, fez uma seleção especial de roupas comfy para vendas on-line de grifes como Not Your Basic Denim e Batiche, além de peças próprias.

O joalheiro carioca Antonio Bernardo coloca duas novas peças no mercado: o anel “Me completa” em prata 925 e o pingente “In my heart” em ouro 18k e diamante. “Nesse tempo que estamos vivendo, vejo uma necessidade de falar ao coração, carinho e empatia. Dar uma joia de presente é um gesto de amor e reconhecimento”, observa ele.

Com o conceito “Amor, sempre. Amor, todo dia. Amor em cena”, a joalheria Voa convocou o casal de fotógrafos Clara Mazini e Savio Martins para produzir autorretratos feitos durante o distanciamento social. “Faltam contatos, faltam passeios, faltam festas. Mas o romance sempre encontra seus caminhos, suas veredas, suas frestas para se manifestar”, filosofa Nathalie Kuperman, que toca a grife com Lola Vaz. “ É importante mantermos o afeto nesse período de quarentena, de distopia.”

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena

Rodeada por fotos e memorabilia dos anos em Nova York e São Paulo, a modelo Carol Trentini fez de sua casa na praia do estaleiro, em Balneário Camboriú, SC, um universo onírico e personalíssimo. Sem contar a proximidade com a natureza – um bálsamo durante o recolhimento
TEXTO MARIA RITA ALONSO | ESTILO ADRIANA FRATTINI | FOTOS RUY TEIXEIRA | ASSISTENTE DE ESTILO LUCAS FREITAS | EDIÇÃO DE MODA FRANCO PELLEGRINO | MAKE-UP/HAIR CHARLES ALMEIDA (CAPA/MGT) | AGRADECIMENTO ESTALEIRO BEACH HOUSE

Na sala de TV, Carol Trentini, de vestido Cris Barros e sandálias Valentino, posa na poltrona de couro que comprou para seu primeiro apartamento em Nova York, à frente de uma foto dela clicada pelo marido para o projeto A Gente Transforma, de Marcelo Rosenbaum

Quem trabalha com moda sabe: uma boa iluminação é imprescindível. Carol Trentini e Fabio Bartelt que o digam. Ela figura entre as maiores modelos do mundo, famosa pelos ensaios na Vogue americana e uma das favoritas da exigente editora Anna Wintour. Ele, fotógrafo dos mais requisitados, se divide entre encomendas editoriais e publicitárias. “Somos seres visuais”, diz a top, ao falar sobre a casa deles na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú, SC. Uma casa que, naturalmente, reflete essa busca pela luz.

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
A galeria de imagens que acompanha a escada recheia o percurso de memórias afetivas

Filtrados por cortinas de linho, os raios de sol deixam a sala dourada nesta época do ano e ressaltam a paleta de cores, que reúne tons suaves, mas não só; há também nuances mais escuras e sóbrias. A madeira, presente em prateleiras e móveis, reforça o aconchego, uma das prioridades de Carol ao iniciar a transformação do refúgio catarinense, sua antiga casa de praia, em endereço definitivo. O que se vê nas fotos resulta da junção de duas residências, a de São Paulo e a de Nova York, de onde ela e o marido trouxeram dois contêineres na mudança. “Eles nos pediram que utilizássemos essas peças com carinho, porque não pretendiam se desfazer de nada”, diz o arquiteto Moacir Schmitt Jr., do Studio Casadesign, autor do projeto com o sócio, Salvio Moraes Jr.. “Cada item conta uma história e traduz uma fase da nossa vida”, confirma Fabio.

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
A mesa de jantar reaproveitada teve os pés pintados de preto para a dialogar melhor com as peças de inspiração industrial, como a luminária e as cadeiras

“Não conseguiria expressar minha personalidade em um espaço minimalista e clean””Carol Trentini

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
O bar e a adega estão integrados à estante, preenchida com livros de arte e moda, além de objetos de design

A decoração mistura antiguidades de inspiração francesa, cestaria, estampas com motivos orientais e móveis de design contemporâneo. Um extenso tapete aubusson de 40 m², adquirido em um leilão em Nova York, delimita a área de TV, encontrando o estilo industrial adotado principalmente na cozinha e na sala de jantar. “A mesa é um dos cantos que eles mais aproveitam, inclusive para jogar, conversar e brincar com as crianças”, lembra o arquiteto.

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
A cadeira Wishbone, de Hans Wegner, veio do apartamento de Nova York – verde clarinha, ela entona com a paleta das garrafas de cerâmica tingida com pigmentos naturais, assinadas pela dupla Renata Levi e Patricia Carvalho
Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
A modelo usa quimono da Frou Frou Vintage

Com os dois filhos (Bento, de 6 anos, e Benoah, de 3) estudando à distância durante a quarentena, criou-se uma nova rotina. Antes que o dia realmente comece, Carol faz exercícios de respiração, medita, se alonga e toma seu café. Depois, ela se reveza com Fabio nos cuidados domésticos e com as crianças. “Não quero romantizar nada disso, porque é difícil, tem discussão, birra, choro, desentendimento. Não estou calma o tempo todo, mas a gente aprende a lidar.” A amplitude da morada ajuda, é verdade. A cozinha aberta para a ala social valoriza a livre circulação e a vista para uma porção exuberante de Mata Atlântica, panorama que presenteia o casal e os meninos com uma sensação de liberdade. Lá fora, os pequenos brincam, curtem a piscina e tomam sol em um generoso deque de madeira. Especialmente durante o isolamento social, Carol reconhece o privilégio de desfrutar desse contato como jardim e a natureza, além da proximidade com o mar.

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
De maiô da Haight, Carol curte Benoah e Bento na prainha da piscina, que conta também com uma raia de natação

“Para o casal de estetas, a procura pela harmonia visual nos ambientes é uma constante. No quarto, predominam tons escuros”

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
Detalhe da mesa de cabeceira, cuja marcenaria grafite acompanha a atmosfera sóbria da suíte

Quando essa fase chegar ao fim, a família pretende voltar à agenda de viajar a trabalho, para São Paulo e Nova York. “Mas em um ritmo menos frenético”, ressalta a modelo. Na lista de planos para o futuro, o primeiro lugar envolve o novo xodó do quarteto: uma Kombi recém-comprada e restaurada, objeto de desejo de um sonho compartilhado. A intenção é cair na estrada, parando para acampar nas praias de Santa Catarina. “Vamos nos sentir como se estivéssemos em nossa casa, só que em movimento”, compara Carol.

Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
Cantinho à sombra com o sofá Tajá, de Sergio Rodrigues, fabricado pela Butzke
Carol Trentini abre a casa em Balneário Camboriú e divide planos para o fim da quarentena (Foto: Ruy Teixeira)
Enquanto não podem partir para a sonhada road trip na Kombi, as crianças se divertem usando-a como cenário de suas brincadeiras: “Este é um momento de repensar nosso estilo de vida e de reinventar a rotina”, diz Carol, que veste macacão Frou Frou Vintage, camiseta Acervo e tênis Converse

Arquitetos e designers revelam as histórias de seus objetos preferidos

Voltar o olhar para as peças que trazem boas memórias é uma prática comum nesta quarentena
TEXTO ANA LUIZA CARDOSO | FOTOS ANDRÉ KLOTZ (MARIANA SCHMIDT), RUY TEIXEIRA (PAULA JUCHEM) E ACERVO PESSOAL

Se é verdade que a casa reflete a história pessoal e intransferível de quem a habita, cada peça desse universo particular pode render um capítulo inteiro. Reparar bem nos objetos que nos cercam, eleger um preferido e, por meio dele, reviver boas lembranças é o que fazem estes arquitetos e designers, que, a seguir, compartilham suas redescobertas.

Mariana Schmidt

Em isolamento, arquitetos e designers revelam as histórias de seus objetos preferidos  (Foto: André Klotz)

Uma escultura em formato de cabeça repousa na sala de jantar da arquiteta fluminense Mariana Schmidt. Trata-se de um ex-voto, tipo de agradecimento por um pedido atendido – manifestação artístico-religiosa cheia de simbolismo e tradição. Estas peças podem ganhar contornos de braços, pernas, até mesmo corpos inteiros, dependendo da enfermidade de quem as dedica a seu santo de devoção. O artigo de Mariana foi um presente do galerista Gustavo Nóbrega, da paulistana Superfície, anos atrás. Deve ter sido moldada para alguém que sofria de algum distúrbio mental ou psicológico, imagina ela. “Isso é muito forte. Você oferece a parte do corpo para a qual pediu a cura, é lindo”, reflete. “Quando ele me deu, disse: ‘acho que arquitetura é um estado contínuo de pensar e sentir’.” Este sentimento, justamente, norteia o trabalho de Mariana e do arquiteto André Pepato no escritório paulistano MNMA Studio. Lá, eles valorizam histórias e mínimos detalhes na concepção de lojas, escritórios, galerias de arte e mobiliário. “Tem uma história porque alguém acreditou, colocou fé, entregou. É muito rico o processo”, diz. “Não quero perder isso na escala intimista.” Para lembrá-la da intenção, a escultura está sempre lá.


Paula Juchem

Em isolamento, arquitetos e designers revelam as histórias de seus objetos preferidos  (Foto: Ruy Teixeira)

Na infância, a designer e artista Paula Juchem costumava percorrer a casa de sua avó, no Rio Grande do Sul, numa espécie de caça ao tesouro. A matriarca pedia para os netos colarem uma etiqueta com o nome atrás dos objetos que queriam herdar quando chegasse a hora. A Paula, coube a tapeçaria de Kennedy Bahia, que descansa agora em sua residência no bairro de Perdizes, na capital paulista. “Em dias tristes e tensos como estes, essas coisas nos afagam. Sinto minha avó aqui por perto”, conta. O colorido dos fios de Bahia também lhe inspira em suas novas criações, que proliferam em seu pequeno ateliê, no mesmo bairro. Entre a produção de vasos e esculturas de barro, recheados de pecinhas coloridas e surrealismo, seres do mar, doces e rostos, Paula estuda a arte de Kennedy – um desejo antigo. “Faz um tempo que estou tentando me dedicar, mas é demorado. Comprei uma tela, lã de todas as cores e fui para o YouTube aprender”, fala a gaúcha.  “A Eva, minha caçula, adora participar.” Ao que tudo indica, o gosto pela tapeçaria perpassa gerações.


Sarkis Semerdjian

Em isolamento, arquitetos e designers revelam as histórias de seus objetos preferidos  (Foto: Acervo pessoal)

Já faz dez anos desde que o arquiteto Sarkis Semerdjian e seu sócio, Domingos Pascali, uniram dois encantamentos no mesmo ofício: arquitetura e design de objetos. No desenvolvimento dos projetos, além de estudos e análises, Sarkis gosta de perambular por antiquários, onde consegue ver de perto peças clássicas, analisar os diferentes estilos e observar o refinamento do desenho. Oito anos atrás, numa dessas incursões durante uma viagem à Holanda, ele deparou com esta luminária de piso dos anos 1950, da marca francesa Rispal Paris. Desencorajado pelo valor, conformou-se e desistiu. Porém, a Mante Religieuse, com suas formas orgânicas, cúpula de celuloide e luz avermelhada apareceu em um sonho. Impressionado, seguiu o impulso, voltou à loja e a arrematou. Só depois pensou em como transportá-la no trajeto de volta ao Brasil. A ação envolveu encontrar meios de desmontá-la, providenciar embalagem especial e carregar parte dela em seu colo, ao longo de todo o voo. Uma paixão trabalhosa, sem dúvida. “Mas ela veio através dos sonhos, não saiu da minha cabeça”, justifica o paulistano. Deixá-la para trás não era, definitivamente, uma alternativa aceitável.


Susana Bastos

Em isolamento, arquitetos e designers revelam as histórias de seus objetos preferidos  (Foto: Acervo pessoal)

Em uma mudança brusca de vida, a artista e designer mineira Susana Bastos trocou um apartamento amplo, de quatro quartos, por outro menor, porém com generosa área externa. Ela queria plantar limão, jabuticaba, e assim fez. Seu irmão, o arquiteto Marcelo Alvarenga, com quem divide o escritório Alva Design, em Belo Horizonte, assumiu o projeto de reforma. Susana reconhece que suas prioridades daquela fase pareciam bem questionáveis, e atualmente até se diverte com isso. “Realmente eu estava fazendo escolhas sem muita lógica”, diz, aos risos. “Entre encomendar os armários ou comprar uma luminária, eu optava pela luminária.” Afinal, nada como o prazer imediato. Obviamente, não se trata de qualquer luminária, mas de um modelo assinado pelo arquiteto e designer francês Jean Prouvé, que Susana ensaiava adquirir havia tempos. Hoje, a peça fica em sua sala – um presente para si mesma, uma lembrança daquela época de intensa transformação


Ana Neute

Em isolamento, arquitetos e designers revelam as histórias de seus objetos preferidos  (Foto: Acervo pessoal)


Formada em arquitetura, a paulistana Ana Neute seguiu pelo caminho do design porque buscava escalas menores e a sensação de proximidade. Ganhou reconhecimento pelo trabalho com iluminação, que produz exclusivamente para a Itens. Depois, enveredou para o mobiliário, incorporando a presença de minerais, pois queria experimentar o contato como corpo. Suas obras reúnem a um só tempo o artesanal e o industrial. Abraçam inserções de capim-dourado e metais. Esses contrastes também brotam em seu apartamento na região central de São Paulo, onde Ana faz questão de cercar-se de elementos que remetem à natureza – um respiro em meio ao cenário urbano, de puro concreto e asfalto, em que vive. Plantas e pedras, como este exemplar que segura, permeiam os ambientes. “Meu trabalho sempre incluiu a pesquisa de materiais artesanais e naturais”, conta ela, que aprecia tê-los por perto. Afinal, toda sua trajetória começou assim: com um anseio por proximidade.


Heloisa Galvão

Em isolamento, arquitetos e designers revelam as histórias de seus objetos preferidos  (Foto: Acervo pessoal)

Difícil imaginar o que é capaz de abalar a designer capixaba Heloisa Galvão, dona de uma voz tão serena, acostumada com momentos solitários, de meditação e labuta no ateliê em sua casa em São Paulo, onde molda delgadas peças de porcelana. “A gente se obrigou a uma pausa de um jeito forte, forçado, mas isso é uma chance de se voltar para dentro”, reflete, ao manusear um aparelho de chá com itens colhidos vida afora. “O chá guarda uma relação grande como tempo”, afirma. “Faz com que me recorde de pessoas importantes e de situações especiais.” Entre seus acessórios queridos para este ritual, figuram uma bandeja encontrada em um antiquário paulistano num passeio como marido, uma chaleira inglesa presenteada por uma amiga e a ampulheta comprada em Copenhague. “São coisas que falam de desaceleração, oportunidade e cuidado nessa época tão dura, mas que vai servir para resgatarmos a conexão como nosso ser mais profundo, com quem realmente somos, nossas verdades e com tudo que nos importa e faz sentido para nós.”