Viola Davis, Billy Porter e outros astros assinam carta pedindo fim do racismo no teatro americano

Documento segue petição on-line no site Change.org que já conta com mais de 50 mil signatários
Reuters

Viola Davis está entre os 300 atores e dramaturgos americanos que assinam uma carta pedindo mudanças na indústria do teatro americano

RIO — Astros como Viola Davis, Lin-Manuel Miranda e Cynthia Erivo se juntaram a cerca de 300 atores e dramaturgos, nesta terça-feira, para reprimir o racismo na indústria do teatro nos EUA, acusando-a de ter explorado, excluído e diminuído os negros.

Em uma carta aberta dirigida ao “Dear White American Theatre” (“Querido teatro branco americano”, em tradução livre), os signatários se queixam  do que chamam de “teatro branco para um público branco”, além de apontarem um fracasso nas promessas de mudanças, tanto na escalação de, como no comando de entidades do setor.

A documento segue a esteira de um acerto de contas nacional nos Estados Unidos com o racismo sistêmico, desencadeado pela morte de George Floyd, sufocado pelo joelho de um policial branco no mês passado. O funeral de Floyd, transmitido em todo o país, foi encerrado nesta terça, em Houston, Texas, depois de duas semanas de protestos nas ruas americanas e em outras partes do mundo.

“Nós assistimos vocês usarem nossos rostos negros, indígenas, e de outras minorias em seus folhetos, pedindo-nos para nos embrenharmos educadamente em suas festas, entrevistas, painéis, reuniões de diretoria e jantares de doadores, em salas cheias de rostos brancos”, diz a carta.

Ele é dirigida não apenas aos proprietários e companhias de teatro, mas também a críticos, diretores de elenco, agentes, sindicatos e programas de treinamento universitário.

“Temos assistido vocês nos explorarem, nos envergonharem, nos diminuirem e nos excluirem. Estamos de olho em vocês”, segue o documento, acrescentando que, apesar da existência de workshops antirracismo, poucas mudanças são feitas nos programas de teatro ou nas lideranças da área.

“Esta é uma casa que não vai ficar de pé. Isso termina HOJE”, diz a carta, acompanhada por uma petição do Change.org exigindo mudanças nas engrenagens do setor teatral. Até o fim da tarde desta terça-feira, já contava com a assinatura de mais de 50 mil pessoas.

Outras signatários ilustres estão presentes, como a estrela da série “This is us”, Sterling K. Brown, o astro de “Pose”, Billy Porter, o dramaturgo Lynn Nottage, a atriz de “Pantera Negra”, Danai Gurira, e a vencedora do Emmy por “Orange is the New Black”, Uzo Aduba.

Bill & Ted encontram versões bombadas deles mesmos no trailer da sequência

Na nova aventura, a dupla encontra versões bombadas de si mesmos
MARIANA CANHISARES

Orion Pictures/Divulgação

Orion Pictures divulgou o primeiro trailer de Bill & Ted: Face the Music, o terceiro filme da franquia com Keanu Reeves e Alex Winter. A prévia revela que a dupla viajará no tempo para roubar de si mesmos a música que salvará a humanidade. Porém, suas versões no futuro são bombadas e assustadoras. 

Originalmente, o plano era lançar Bill & Ted: Face the Music em agosto nos cinemas, mas com a pandemia do coronavírus a data de lançamento pode sofrer alterações. O ator Alex Winter afirmou que novidades sobre a estreia, assim como o lançamento do trailer virão em breve.

Bill & Ted: Face the Music conta uma nova aventura dos heróis, agora adultos, prestes a fazer sucesso com a banda Wyld Stallyns. Quando uma figura do futuro aparece, os dois embarcam em uma jornada maluca para salvar o mundo. Alex Winter e Keanu Reeves retornam como Bill e Ted, respectivamente.

O longa é dirigido por Dean Parisot (As Loucuras de Dick & Jane) com roteiros de Chris Matheson e Ed Solomon, que escreveram os dois primeiros filmes. 

Chanel aposta na simplicidade em seu primeiro desfile virtual por causa da pandemia

Coleção assinada por Virginie Viard seria apresentada em desfile no último 7 de maio em Capri, na Itália, mas o evento foi cancelado por causa da pandemia
AFP

Modelo da coleção Chanel 2020 Foto: Julien Martinez Leclerc/ The New York

grife Chanel apostou na simplicidade em seu primeiro desfile desde o início da pandemia do novo coronavírus, que ocorreu de forma virtual nesta segunda-feira, 8, longe da era de coleções espetaculares do falecido Karl Lagerfeld.

Batizada de Passeio pelo Mediterrâneo, a coleção assinada por Virginie Viard seria apresentada em desfile no último 7 de maio em Capri, na Itália, mas o evento foi cancelado por causa da pandemia.

Nas imagens transmitidas nas redes sociais pela Chanel, não há desfile, mas uma sucessão de 51 “looks” filmados à beira-mar com um “zoom” em novos detalhes, como microbags e maxi-óculos com viseira.

“O revés” causado pela crise na saúde “não influenciou tanto a coleção, eu já queria que ela fosse menor e mais leve, em todos os níveis”, disse Viard, braço direito de Lagerfeld por 30 anos, e que assumiu o seu cargo após sua morte, em fevereiro do último ano.

“Nunca fui uma grande defensora dos desfiles faraônicos, embora os apreciava com Karl”, disse ela em entrevista publicada neste final de semana, ao jornal francês Le Figaro, referindo-se aos grandes desfiles da marca que ocorriam em Paris, que recriavam desde um foguete espacial a um grande supermercado.

“Às vezes, (Karl) se perguntava se não estava indo longe demais, mas até o final, suas ideias sempre foram brilhantes. Mas não sou assim e, acima de tudo, não é mais o mesmo momento”, disse Viard.

Sua Cruise Collection – apresentada anualmente antes das Semanas de Moda de Paris – foi projetada “para se viajar com pouca bagagem (…), com roupas fáceis para se viver e com usos variados”, descreveu.

As atrizes da década de 1960 são sua inspiração: saias longas, vestidos transparentes, “shorts”. Tudo em tons de branco, rosa e azul.

Em julho, as Semanas de Moda Masculina e de Alta Costura de Paris serão realizadas virtualmente. Viard “(tem esperança de) que em outubro possamos desfilar com a música, as modelos, mesmo que haja poucos convidados”.

Muitos nomes da indústria da moda, atingida pela crise do coronavírus, recentemente pediram para repensar a organização das passarelas por seus custos ecológicos e suas mensagens consumistas, enquanto duas grandes empresas, a Saint Laurent e a Gucci, decidiram parar de participar nas semanas de moda.

Como Lea Michele se tornou a atriz mais odiada de Hollywood

Seu comportamento em set de filmagem ficou mundialmente conhecido nas últimas semanas
L’Officiel

Lea Michele Foto: Reprodução/Instagram

Algumas pessoas ficam conhecidas por seu talento ao atuar ou por sua beleza, mas às vezes, ficam conhecidas principalmente por seu temperamento difícil para trabalhar. Ao longo de sua história, Hollywood abrigou atrizes e atores que maltrataram seus colegas de equipe e fãs.

Gwyneth Paltrow é uma delas. Ela já foi votada como a estrela mais odiada em 2013, com a ajuda de relatos de pessoas que tiveram contato com a atriz. Mas agora outra outra celebridade ganhou o posto: Lea Michele. 

Depois de postar um tweet em apoio ao movimento Black Lives Matter, a ex-estrela de “Glee“, Lea foi acusada de comportamento racista e bullying no set por vários de seus ex-colegas negros, incluindo uma alegação de que ela ameaçou defecar na peruca de uma co-estrela. 

Outros atores negros logo se juntaram para compartilhar suas experiências de serem intimidados por Michele. Na terça-feira, a empresa HelloFresh disse que estava encerrando sua parceria com Lea, que postou pela última vez um anúncio da empresa em seu Instagram há duas semanas. 

Apesar das acusações, ela pediu publicamente desculpas. Ela continuou dizendo que, embora não se lembre de nunca fazer ter feitos essas declarações, e que nunca julgou as pessoas por seus antecedentes ou pela cor de sua pele, o que importa é que ela claramente agiu de maneira que machucou outras pessoas.

Entre outras histórias, em 2012 Lea assinou um contrato no valor de R$ 5 milhões com a L’óreal. Ela teria que promover a parceria na época através de entrevistas com veículos de imprensa especializados em beleza contando sobre sua rotina, mas a atriz simplesmente não respondia as perguntas ou abandonava as entrevistas. Pegou super mal!

Com medo do ‘coronadivórcio’, japoneses repensam uma das sociedades mais machistas do mundo

Homens japoneses cumprem menos horas de trabalhos domésticos e de cuidado com os filhos do que qualquer outro país desenvolvido: 20% ou menos das tarefas da casa
Motoko Rich, do New York Times

Machismo à japonesa na quarentena: enquanto ela trabalha, ele ‘mata’ o tempo Foto: NYT

TÓQUIO. Susumu Kataoka estava só procurando uma distração para os longos dias passados em casa com a família durante a pandemia do coronavírus. Por isso, pegou o drone e o levou para dar uma volta pela casa onde mora, em Tóquio, tirando algumas fotos para postar no Facebook. Sua mulher, Aki, não gostou nem um pouco. Se ele tinha tempo para brincadeirinhas como aquela – e mostrando toda a bagunça, ainda por cima –, não deveria ter tempo também para assumir mais tarefas domésticas e o cuidado com os filhos?

Pois Kataoka, que é consultor de marketing digital, achava que já estava fazendo sua parte. E deu à companheira uma lista das tarefas que cumpria regularmente: dar banho nas duas filhas em idade pré-escolar, lavar a louça, pôr as pequenas para escovar os dentes.

Mal sabia ele; em uma planilha meticulosa, sua mulher, estudante de enfermagem, enumerou as 210 tarefas que cumpria contra as 21 dele. “Eu só queria que ele entendesse o tanto de coisa que faço dentro de casa”, explica.

Para os casais que trabalham fora, a iniciativa do governo japonês no combate à disseminação do vírus – encorajando o home office e pedindo ao público que fique em casa – só destacou as disparidades na divisão do trabalho doméstico repetidas nas famílias espalhadas pelo mundo, mas especialmente pronunciadas na sociedade japonesa.

Os homens, que geralmente veem a família rapidinho de manhã e à noite, têm passado a semana inteira em casa devido ao estado de emergência decretado por causa do coronavírus, dando-lhes a oportunidade de testemunhar todas as obrigações a ser feitas. As mulheres, que sempre deram duro sozinhas, lavando roupa, cuidando das finanças e preparando as refeições, agora querem que seus companheiros dividam o fardo.

O resultado pode ser tenso, com discussões tendo início muitas vezes para saber de quem é a vez de passar a vassoura ou ajudar com a lição de matemática dos estudantes confinados em casa. O ambiente doméstico já é normalmente pequeno, e dá a impressão de ser ainda menor quando todo mundo é forçado a ficar ali. E muita gente duvida que essa dose de domesticidade compulsória, que pode terminar em questão de semanas, abra os olhos masculinos a ponto de reverter padrões tão arraigados.

Apesar disso, alguns dizem se sentir mais próximos da família, e esperam que a cultura de trabalho japonesa, geralmente tão inflexível, mude a ponto de permitir que passem mais tempo em casa depois do fim da pandemia.

Susumu Kataoka está tentando mudar de hábitos. Quando colocou a planilha da mulher no Twitter – comentando que estava arriscado a enfrentar um “coronadivórcio”, expressão muito em moda no Japão –, a postagem foi compartilhada mais de 21 mil vezes.

“Temos uma vida longa à nossa frente. Se eu me recusar a aceitar, é bem provável que haja mais ressentimento entre nós”, disse ele em entrevista no Google Hangouts, sentado na cozinha de casa, onde a tal da planilha aparecia presa à porta da geladeira.

O Japão não é, de forma alguma, o único país em que a mulher arca com um volume desproporcional de tarefas domésticas – e, com as escolas fechadas em muitos países, o desafio extra do cuidado com os filhos e o desequilíbrio na ajuda parental com as lições de casa se escancararam por toda parte.

Porém os homens japoneses cumprem menos horas de trabalhos domésticos e de cuidado com os filhos do que qualquer outro país desenvolvido. Em uma pesquisa feita no ano passado pela firma de pesquisa de mercado Macromill, cerca de metade dos casais em que os dois trabalham fora relatou que os homens fazem apenas vinte por cento das tarefas domésticas, ou menos.

O primeiro-ministro Shinzo Abe há tempos promove uma plataforma para elevar as mulheres no local de trabalho, mas o fato é que muitas não conseguem avançar na carreira por causa do fardo doméstico enorme que são obrigadas a carregar. “Se não conseguirmos dividir as tarefas domésticas com igualdade, não poderemos criar um mundo que empodera as mulheres”, lamenta Aki Kataoka.

Cerca de metade das profissionais japonesas trabalha em meio período ou é contratada temporariamente, sem benefícios, segundo dados oficiais, em uma proporção de quase uma em cada cinco homens, o que reforça entre alguns a ideia de que seus empregos têm prioridade em relação aos de suas companheiras, deixando-as praticamente sozinhas para administrar as tarefas domésticas.

“O Japão, fundamentalmente, e comparado com outros países, impõe um volume muito maior de trabalho doméstico às mulheres. Não acredito que só por causa de um estado de emergência, de dois ou três meses de duração, de repente nos tornaremos uma sociedade em que a mulher tem muito mais facilidade para se dedicar à carreira”, afirma Yuiko Fujita, professora de sociologia da Universidade Meiji.

Para Lully Miura, cientista política responsável pelo Instituto de Pesquisa Yamaneko, de Tóquio, o fato de os homens estarem em casa temporariamente não implica uma disposição maior de dividir igualmente as tarefas e o cuidado com os filhos. “Várias amigas minhas postam no Facebook fotos dos pratos lindos que os maridos prepararam, mas infelizmente a maioria não é assim”, constata.

Quando Yoshiaki Terajima, de 36 anos, começou a fazer home office, há um mês, mergulhou no trabalho para uma grande operadora comercial.

Realizava as videoconferências à mesa de jantar do apartamento de dois cômodos em Tóquio que divide com a mulher, Erica, uma consultora de alfabetização midiática de 34 anos, e seus três filhos. Acostumado a ficar fora das oito da manhã às oito da noite, ele raramente tinha tempo para as tarefas domésticas durante a semana.

Com a escola e a creche fechadas, Erica se viu sobrecarregada, tentando supervisionar as lições das filhas de 7 e 9 anos e achar alternativas aos joguinhos de Lego e vídeos para distrair o caçula de cinco anos. “Eu estava cuidando das crianças praticamente sozinha e não conseguia cumprir meu trabalho”, diz.

As filhas, percebendo a mãe cansada e frustrada, se ofereciam para lavar a roupa. Erica finalmente pediu ao marido que a ajudasse, pois sentia que não estava dando conta de tudo sozinha; assim, ele começou a preparar o almoço todos os dias, a lavar os banheiros e a supervisionar a lição de casa das meninas.

Depois que o estado de emergência for suspenso – por enquanto, vai se encerrar no fim de maio –, ele diz que quer continuar a trabalhar em casa. “Tenho passado tanto tempo com eles que para mim agora esse é o novo normal. Acho que podemos aproveitar essa situação como uma boa oportunidade de alterar drasticamente a cultura de trabalho do país”, afirma Yoshiaki.

Pode ser um desafio e tanto: não só os expedientes longuíssimos são comuns no Japão, como também as distâncias que é preciso percorrer para trabalhar, geralmente fora da cidade, o que normalmente deixa as mulheres em casa sozinhas. Desde outubro, o marido de Nanae Minamiguchi, de 44 anos, está no Chile, sua terra natal, para onde voltou a trabalho, para uma empresa de comércio – e agora está preso por lá por causa das restrições de viagem.

Minamiguchi trabalha de manhã, cinco dias por semana, estocando frutas, legumes e verduras em um supermercado de Osaka, e não tem alternativa a não ser deixar os filhos, de 11 e 7 anos, em casa, sozinhos. A escola onde estudam fechou logo após a emergência ter sido declarada, no início de abril, mas não há programa de aulas on-line, ou seja, os pequenos têm pouco com que se ocupar enquanto ela está fora.

Ela sente muito a falta da presença dos pais, que normalmente a ajudam quando o marido está fora, mas, com o risco de infecção, são obrigados a ficar confinados em casa.

Minamiguchi tem medo de se contaminar no supermercado e se apavora ao pensar no que pode acontecer aos filhos se tiver de ser internada; apesar disso, confessa não saber se o marido ajudaria, mesmo se estivesse em casa. “Talvez em outro tipo de família as coisas fossem diferentes”, suspira.

Aki Kataoka também surta, às vezes, pensando em como a família se viraria se ela pegasse a Covid-19. Por isso achou que, colocando todas as suas atividades no papel, ajudaria o marido a saber o que fazer caso fosse hospitalizada.

Susumu assume que aprendeu a consultar a lista. “Antigamente, depois do jantar, eu me sentava aqui e ficava fazendo minhas coisas, mas a planilha me diz que tenho de dobrar a roupa lavada. É o que faço agora, em vez de matar o tempo.”

Mas desconfia que pode voltar à rotina antiga quando retomar os horários normais de trabalho e voltar a pegar o transporte público. “Como estou aqui, tenho tempo para fazer as tarefas, mas, quando voltar a sair para trabalhar, vou chegar tarde e talvez não tenha condição de fazer tudo isso”, conclui.

Xiaomi: conheça a nova pulseira conectada da marca

Fabricante apresentou novo produto em seu site; lançamento oficial deve ser na quinta, 11

Mi Band 5 muda o sistema de carregamento da pulseira 

A Xiaomi revelou detalhes da Mi Band 5, nova geração da sua pulseira conectada, que deve ter lançamento oficial nesta quinta, 11.

Entre as novidades estão mudanças no sistema de carregamento, que vai adotar um conector magnético, recurso presente no Apple Watch. Até a Mi Band 4, o usuário precisava retirar o núcleo da pulseira para conectá-lo ao carregador. Agora, será possível apenas encostar a traseira do núcleo na base magnética, sem a necessidade da separação dos componentes. 

A nova Mi Band deve também ter uma tela 20% maior, suporte a NFC, capacidade de monitorar saúde da mulher e novos sensores – esse último quesito não foi discutido em detalhes. O acessório deverá ter capacidade também de controlar a câmera do celular à distância e trará 11 modalidades esportivas para serem monitoradas. 

Os detalhes de preço e disponibilidade devem ser revelados no lançamento oficial – até agora não há confirmação da chegada do acessório ao País.   

Décor cheio de personalidade foge do óbvio em 72 m²

Apartamento em Pinheiros, São Paulo, ficou pronto após 45 dias de obra
POR MARIA CLARA VIEIRA | FOTOS FELIPE LOPES

Décor tem referëncias dos anos 80 e 90 (Foto: Felipe Lopes)

Cores, texturas e boas ideias – tudo misturado em doses generosas, sem medo de ousar. Assim o décor deste apartamento de 72 m² garante sua originalidade. Localizado em Pinheiros, São Paulo, o imóvel pertence a um médico que ama plantas, animais, esportes, arte, design e antiguidades. “O pedido que recebemos do cliente foi claro. Gostaria de um espaço que traduzisse seu fascínio pelo antigo e pelos objetos com história, mas que ao mesmo tempo flertasse com o contemporâneo e com o inusitado. Ele nos disse algumas vezes: ‘posso não ter clareza do que quero, mas sei que não quero um apartamento asséptico, sem personalidade'”, conta Arthur Mansur, do escritório Mombá Arquitetura, que assina o projeto.

O profissional revela que a fascinação do morador pelos anos 80 e 90 foi a principal referência do projeto. Assim se deu a escolha do azulejo branco nas paredes e o piso granilite, contrapostos a uma marcante paleta contemporânea. “A sala de jantar foi resultado de um garimpo cuidadoso de peças exclusivas de antiquários e de viagens, com alguns objetos de design”, lembra o arquiteto. Em todo o apartamento, as cores falam por si: estão no sofá, desenhado pelo escritório, nas peças decorativas e até na marcenaria da cozinha. Um lar onde a mesmice não tem vez. 

Décor cheio de personalidade foge do óbvio em 72 m² (Foto: Felipe Lopes)
Décor cheio de personalidade foge do óbvio em 72 m² (Foto: Felipe Lopes)
Décor cheio de personalidade foge do óbvio em 72 m² (Foto: Felipe Lopes)
Décor cheio de personalidade foge do óbvio em 72 m² (Foto: Felipe Lopes)
Décor cheio de personalidade foge do óbvio em 72 m² (Foto: Felipe Lopes)
Décor cheio de personalidade foge do óbvio em 72 m² (Foto: Felipe Lopes)

Daniel Radcliffe responde aos polêmicos comentários de J.K. Rowling sobre gênero

Ator afirmou que lamentava que, para alguns fãs da saga ‘Harry Potter’, ‘a experiência dos livros foi manchada’
EFE

O ator Daniel Radcliffe  Foto: Ana Cuba/The New York Times

O ator britânico Daniel Radcliffe disse, nesta terça, 9, que espera que os comentários da escritora J.K. Rowling sobre identidade de gênero, considerada por alguns transfóbico, não “contamine” a saga de Harry Potter aos olhos do seu seguidores.

O ator disse que as mulheres transexuais “são mulheres” e “qualquer declaração em contrário apaga” sua “identidade” e “dignidade” e especificou que ele se sentiu “obrigado a dizer algo”, porque Rowling foi responsável pelo “curso que sua vida tomou”.

Radcliffe fez essas declarações em um comunicado no site The Trevor Project, uma organização de prevenção suicídio dentro da comunidade LGBT, depois que Rowling comentou no Twitter, no fim de semana passado, que apenas mulheres menstruam, o que provocou indignação nos grupos que consideram essa perspectiva discriminatório.

Tudo começou quando ela compartilhou, nos sábado, um link de um artigo intitulado Opinião: Criando um Mundo pós-Covid-19 Mais Igualitário para Gente que Menstrua e ironizou: “Pessoas que menstruam. Tenho certeza que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? (modificações propositais da palavra “Woman”, inglês para mulher)”, disse Rowling referindo-se à mulher. Esse comentário foi considerado por alguns usuários e organizações discriminatórias em relação a outras pessoas que também podem menstruar, como pessoas de sexo trans ou não-binárias, e também para mulheres que, por algum motivo, não mestruam.

Radcliffe, que interpretou o jovem bruxo Harry Potter em oito filmes, disse que lamentava que, para alguns fãs da saga, “a experiência dos livros foi manchada”. “Se esses livros ensinaram que o amor é a força mais forte no universo (…) que ideias dogmáticas de pureza levam à opressão de grupos vulneráveis, se você acha que um personagem particular é trans, não-binário ou de gênero fluido, ou que são homossexuais ou bissexuais, se você encontrou algo nessas histórias que ressoou em você e o ajudou em qualquer momento da sua vida, então isso é entre você e o livro que você leu, e é sagrado”, disse ele. O ator começou a apoiar a organização americana The Projeto Trevor em 2009. 

Powerbeats Pro é boa opção de fone para quem faz atividade física

Irmão ‘mais novo’ dos AirPods, acessório da Beats tem bom desempenho e som que se destaca na categoria dos earbuds, os fones de ouvido sem fio que viraram moda nos últimos anos
Por Bruno Romani – O Estado de S. Paulo

Powerbeats Pro tem bateria poderosa e boa fixação na orelha 

A essa altura do campeonato, a moda dos fones de ouvido sem fio está sedimentada – em boa parte, graças ao empurrão que os AirPods, da Apple, deram para a categoria. Inúmeras marcas seguiram a tendência, incluindo as rivais Samsung, Huawei e Xiaomi. E o frisson pelo segmento é tão grande que até mesmo a própria Apple lançou um rival pros AirPods. Ou quase: desde 2014, a fabricante do iPhone é dona da marca Beats, que se tornou famosa pelos ‘fonões’ de cabeça usados por jogadores de futebol. Agora, a empresa fundada por Steve Jobs também colocou a Beats pra jogo no mundo dos foninhos. 

Em dezembro, a Apple lançou por aqui os AirPods 2 por R$ 2.250. Antes disso, em abril de 2019, o Powerbeats Pro deu as caras por aqui por R$ 2.150. Com preços tão parecidos e até um chip para reconhecimento de voz igual, é possível encontrar algo único a respeito dos Powerbeats e ignorar o fone ‘principal’ da empresa? Bom, passamos muito tempo com o Powerbeats e a conclusão é que sim. Spoiler: se você é turma fitness, vai que é sua!

Bateria poderosa

Um dos pontos principais para qualquer fone sem fio, a bateria do Pro se destaca. A Beats fala em até 9 horas de autonomia – e a promessa foi cumprida em nossos testes. No primeiro deles, passamos 6 horas e 40 minutos ao longo de um dia inteiro escutando música e jogando. E eles chegaram ao fim da jornada com 42% (orelha direita) e 30% (orelha esquerda). O que mais surpreendeu foi que, nas primeiras 3 horas de execução de música sem pausa alguma, apenas 25% da bateria foi consumida. 

Em nosso segundo dia, mais de 7 horas, incluindo três horas seguidas jogando, foram insuficientes para secar a carga.  Se a ideia é passar ainda mais tempo com o Pro em funcionamento, a Beats promete 24 horas de autonomia com a carga fornecida pelo estojo que acompanha os fones. A alimentação extra é, além de tudo, rápida: em 50 minutos, ele carregou o par que estava completamente sem carga. 

A desvantagem é que para oferecer tanta carga, o estojo é volumoso. Não é possível transportá-lo em qualquer bolso, principalmente nos menores – o mais recomendável, portanto, é que ele fique numa bolsa. 

Para recarregar a bateria do estojo, e dos fones, é preciso conectá-lo a um cabo Lightning/USB – é uma solução que a Apple deixa claro para demonstrar que é dona da Beats. Um cabo desses acompanha o estojo, mas para quem tem o celular Android vira uma pequena desvantagem. Isso implica carregar mais um cabo, além do carregador de celular, caso o usuário queira eliminar qualquer possibilidade de ficar sem bateria. E é bom deixar claro: não é possível abrigar o cabo dentro do estojo – lá só há espaço para os fones, pois é também onde são recarregados.  

Design e conforto: não é para toda orelha

Ao contrário de vários modelos in-ear, que se encaixam apenas na parte interna da orelha, o Powerbeats Pro tem uma haste de silicone que passa por trás da orelha. Esse ‘abraço’ garante uma fixação mais firme do aparelho, além de permitir um encaixe mais profundo do alto-falante no canal auditivo. A transição entre a haste e a parte da carcaça que abriga os componentes passa invisível pelos olhos. É quase uma peça única com um design que não deixa aquele aspecto de que tem um cigarro pendurado na sua orelha, como acontece com os AirPods.  

Num mundo pré-pandemia, testamos o Powerbeats Pro em diferentes situações de exercícios de academia e ele permaneceu firme mesmo quando a gravidade jogava bastante contra. Isso, porém, nem sempre garante conforto. Depois de cerca de 40 minutos, as orelhas passaram a doer nas áreas de contato com a haste e com a região da borrachinha do canal auditivo. 

Pode ser uma falha de design das minhas orelhas? Certamente. O incômodo não passou mesmo após semanas de uso. Testei novos tamanhos da borrachinha no canal auditivo para tentar aliviar parte do problema – no conjunto, são oferecidos quatro tamanhos diferentes, mas eu já havia encontrado aquele que é supostamente ideal. Conclusão: descobri que ‘couro de orelha’ não laceia e prefiro hastes de silicone mais macias, como as utilizadas por marcas como a Bose.

Powerbeats Pro funciona bem em parceria com o iPhone 
Powerbeats Pro funciona bem em parceria com o iPhone 

Som

Fones do tipo in-ear, que se acomodam dentro da orelha, costumeiramente perdem qualidade nas frequências graves – para não dizer que na maioria das vezes o som é raquítico. Por outro lado, a Beats é reconhecida pelo gravão de seus produtos. Era de se imaginar, portanto, que a marca dedicaria atenção a esse quesito no Powerbeats. 

O resultado é misto. De fato, a empresa consegue trazer um bom desenho para as faixas mais graves – o que elimina a síndrome do foninho vagabundo. Porém, o trabalho afeta as frequências médias, tirando desenho delas e dando a impressão de que as músicas ficam achatadas, sem brilho. O acessório levanta algumas frequências altas, mas isso é insuficiente para dar mais brilho ao som. 

Para alguns estilos de música pop, o caldo de graves com pequenos toques de agudo é suficiente e não afeta a experiência. Agora, para os nerds do áudio, a qualidade pode decepcionar um pouco ainda que, vale lembrar, a gente esteja falando de um fone in-ear. 

Em relação ao cancelamento de ruído, os Powerbeats não tem o recurso como os AirPods 2, o que, talvez, se reflita na pequena diferença de preço. Dado o encaixe do aparelho com a orelha, a potência dos falantes e a equalização de áudio, não senti falta do recurso – lembrando que testei o dispositivo numa academia cheia bem antes da covid-19 determinar o seu fechamento (isso significa que tinha bastante barulho no ambiente!).     

Powerbeats Pro pode causar desconforto em algumas orelhas; som deixa a desejar nas frequências médias
Powerbeats Pro pode causar desconforto em algumas orelhas; som deixa a desejar nas frequências médias

Emparelhamento e recursos agradam 

A linha que divide os Beats dos AirPods é muito tênue– afinal, são acessórios irmãos. Assim como os fones que levam o nome da Apple, o Powerbeats permite alguns comandos físicos no próprio dispositivo. Um toque no ‘b’ pausa o áudio; dois toques pulam a faixa e três volta toques voltam a música. Isso os AirPods também fazem. 

O que os fones ‘titulares’ da Apple não têm são botões físicos de volume no corpo do aparelho – cada uma das unidades do par tem o recurso. Isso garante mais agilidade ao Powerbeats. Os fones também estão recheados de sensores que funcionam muito bem. 

Se você está com eles nas orelhas e tira apenas uma unidade, o Powerbeats pausa a execução de áudio e corta a conexão com o aparelho (mas não esqueça de desativar o Bluetooth do celular, se não quiser que ele gaste energia à toa). O inverso também acontece. O conjunto de sensores determina também quando os fones entram no estado de hibernação até a próxima vez que será utilizado – ele não tem um botão de liga/desliga. 

O funcionamento com o iPhone, claro, é mais suave desde o primeiro instante. Ao abrir o estojo, o telefone já identifica e conecta os fones. Para ver o índice de bateria tanto dos fones quanto do estojo, é só posicionar os fones no estojo aberto e ir à tela de buscas do iPhone, deslizando o dedo na tela home da esquerda para a direita. No Android, é necessário instalar um app da Beats.   

A conexão com o Android também não é imediata. Nos nossos testes, precisamos abrir o menu de Bluetooth do celular e apertar três vezes o botão de buscar para que os fones fossem identificados. Tanto no caso do pareamento quanto  no do nível de bateria, não é nada que estrague a experiência. Mas é, sim, mais fácil com o celular da empresa mãe.  

E aí, vale a pena? 

O Powerbeats parece ser o fone sem fio ideal para quem frequenta academias ou faz exercícios – nesse quesito, ele certamente supera os AirPods. Sua fixação na orelha é boa, a qualidade sonora atende a maioria dos que não são nerds do áudio e bateria não vai deixar na mão. Os botões físicos garantem agilidade e o funcionamento com qualquer celular, seja Apple ou Android, é suave – ainda que o tratamento dado para a empresa mãe seja ainda melhor. 

Ele deixa, porém, de ser confortável após um curto tempo de uso, e não seria o acessório desejado para passar o dia de trabalho com ele orelha ou para realizar uma viagem – até porque o cancelamento de ruído pode ser uma arma importante no avião. Nesse caso, há outros modelos que podem cumprir esse papel, incluindo os próprios AirPods.