Victor Demarchelier for ELLE UK with Margarita Gambles

Photography: Victor Demarchelier. Styling: Jenny Kennedy. Hair: Hiroshi Matsushita. Makeup: Celia Evans. Model: Margarita Gambles.

O que esperar do novo ritmo da moda?

Entre junho e julho, serão quatro as semanas de moda digitais. Descubra o que vem por aí – com direito a briga entre plataformas de streaming por quem vai abocanhar o filão das transmissões das apresentações

Backstage do desfile de inverno 2020 da Marques Almeida, que compõe o atual line up da LFW (Foto: Corey Tenold )

Em um momento no qual muito se discute o futuro dos desfiles e das semanas de moda, a London Fashion Week dá o start nesta sexta-feira (12.06) às primeiras edições digitais do quarteto de cidades que compõe o fashion month (NY, Londres, Milão e Paris). Marcada para acontecer até dia 14 e se propondo a ser uma edição sem gênero, será sucedida pelas semanas masculinas de Milão e Paris e, em julho, pela couture – todas programadas para acontecerem virtualmente. O evento de NY por ora permanece adiado.

Tal nova plataforma também pede uma inovação de formatos – ainda que perca-se a experiência e o brilho da interatividade física, a internet é capaz de alcançar um outro tipo de intimidade, onde um público mais amplo e inclusivo pode se envolver e fazer parte da indústria da moda. Enquanto a Chanel, primeira casa de luxo a apresentar um desfile virtual neste novo momento (que aconteceu na última segunda-feira, dia 08.06), se prendeu a um formato já existente, a London Fashion Week promete reimaginar completamente o que seria um desfile, trazendo novas experiências que aproximem ainda mais a marca de consumidores e buyers. A ideia é ser praticamente um Netflix da moda.

Chanel cruise 2020/21 (Foto: Karim Sadli)
Chanel cruise 2020/21 (Foto: Karim Sadli)

O line-up pode estar mais enxuto do que o costume, mas a programação promete: cada designer terá sua própria página para mostrar suas coleções e criar um link direto para sua loja, o Instagram ou suas plataformas de comércio eletrônico. Compradores poderão fazer pedidos instantaneamente e a imprensa terá a possibilidade de interagir online com os membros da equipe da marca. A plataforma também sediará showrooms virtuais, painéis de discussão e podcasts organizados pelo British Fashion Council, que será aberto ao público.

“Estamos vendo isso como uma redefinição não apenas para a semana da moda, mas para todo o setor e como fazemos negócios”, disse Clara Mercer, porta-voz do BFC ao Vogue Busines. “Queremos transmitir a sensação de uma conversa ao vivo acontecendo durante a semana de moda. É o que mais falta, pois não estaremos fisicamente juntos.” Entre as ações já anunciadas pelas marcas, estão desde zines até curtametragens. “Vamos aproveitar a oportunidade para reavaliar o que um desfile de moda pode ser”, diz Sheikha Hoor Al-Qasimi, da Qasmi.

Com a digitalização de desfiles, inicia-se também uma briga entre plataformas de streaming de vídeo, que competem pela liderança de quem irá transmiti-los. Por ora, o British Fashion Council está trabalhando com o Instagram, o Youtube e o Twitch (da Amazon), mas não existe uma plataforma única e dominante. “A escolha dependerá de como uma marca deseja se conectar com o público”, diz Alex Sturtevant, diretor da Stink Studios, estúdio criativo global que trabalhou em experiências de realidade aumentada para Browns Fashion e Selfridges. “Quer um público interno? Instagram Live. Procurando por interatividade? Twitch. Uma abordagem mais polida para várias câmeras? Youtube. É semelhante a escolher um local para um show tradicional – o Grand Palais ou o Hôtel National des Invalides? Depende de qual é a visão criativa.”

Instagram, YouTube, Snapchat e Pinterest também estão oferecendo ferramentas que podem ajudar a trazer a experiência tradicional do show on-line, como adesivos de contagem regressiva em vez de convites físicos para a semana de moda e tags de compras para impulsionar as vendas do produto. Já os showrooms virtuais serão possíveis pela Joor, uma plataforma digital de moda de atacado, cujos clientes incluem Balenciaga e Loewe. O Smartzer, que trabalhou com Harvey Nichols e Jimmy Choo, fornecerá tecnologia para converter vídeos em experiências interativas e clicáveis, como produtos compráveis ​​em lojas.

LONDON, ENGLAND - FEBRUARY 16: Models backstage ahead of the Preen by Thornton Bregazzi show during London Fashion Week February 2020 on February 16, 2020 in London, England. (Photo by Tim Whitby/BFC/Getty Images) (Foto: Getty Images)
Backstage do desfile de inverno 2020 da Preen by Thornton Bregazzi que compõe o line up atual da LFW (Foto: Getty Images)

Ida Petersson, diretora de compras de roupas masculinas e femininas da Browns Fashion, diz que sua equipe já participou de algumas semanas de moda virtual – Xangai, Rússia e Sydney – e planeja acompanhar agora Londres, Milão e Paris. “Graças à tecnologia, mais membros da equipe possam participar, pois assim não ficamos restritos a quantas pessoas podem viajar”, disse ela ao Vogue Business.

Já a semana masculina de Milão, programada para acontecer apenas daqui um mês, entre 14 e 17 de julho, promete ser um híbrido entre digital e físico. “O plano é que desenvolvamos uma nova plataforma trabalhando com a Microsoft e, ao longo dos quatro dias, teremos um cronograma que se desdobra em tempo real nessa plataforma. Cada uma das 35 ou 40 marcas é livre para usar o tempo que desejar; você pode ter um filme de moda, um show virtual, um show físico com um público limitado, outra coisa – o que o designer achar que é certo fazer. Todo designer está enfrentando o desafio de uma maneira diferente e será muito interessante ver o que eles preparam. Além disso, teremos espaço para as marcas que desejarem exibirem coleções femininas de resort”, contou Carlo Capasa, presidente da Camera Nazionale Della Moda, à Vogue americana.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

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Look do inverno 2002 da Mulberry, que compõe o line up atual da LFW (Foto: Divulgação)

Dolce & Gabbana já confirmou que sua apresentação acontecerá presencialmente. O evento reunirá 200 convidados e acontecerá em ambiente aberto, na Universidade Humanitas (à qual a marca apoiou financeiramente em pesquisas relacionadas ao coronavírus). “Estamos planejando isso com muito cuidado, trabalhando em colaboração com os profissionais de saúde e observando todos os protocolos de segurança“, disse Stefano Gabbana. “Haverá distanciamento social, máscaras para todos (também para modelos, se essa for a ação correta) e a temperatura será medida, entre outras medidas.”

Pesquisa mostra opiniões no Brasil sobre a representação LGBT+ em séries e filmes

Segundo levantamento encomendado pela Netflix, 81% das pessoas disseram que ver personagens LGBT+ ajudou-os a se sentir mais confortáveis com o grupo
JOÃO PEDRO MALAR – O ESTADO DE S.PAULO

Série ‘Pose’ retrata a cena gay dos anos 1980 em Nova York

O mês de junho é tradicionalmente dedicado à celebração e conscientização sobre o movimento LGBT+, ficando conhecido como Mês do Orgulho. Uma pesquisa encomendada pelo serviço de streaming Netflix divulgada nesta quarta-feira, 10, analisou a opinião e efeitos da representatividade LGBT+ em séries e filmes. 

A pesquisa foi feita pela empresa NetQuest em maio de 2020, com base em mais de 1400 respostas de entrevistados, todos com mais de 18 anos e das cinco regiões do Brasil. Dentre os entrevistados que não se identificavam como LGBT+, 81% disseram que ver personagens LGBT+ em séries os ajudou a se sentir mais confortáveis com as pessoas que conhecem e fazem parte desse grupo.

Já entre o público LGBT+ entrevistado, 87% opinou que a representação desse grupo em séries e filmes tem sido mais precisa hoje em dia do que há dois anos. Mesmo assim, eles apontaram quais áreas de representação ainda precisam ser mais exploradas: histórias com pais e famílias LGBT+, maior diversidade racial e situações que abordem a imagem corporal e os relacionamentos de pessoas queer com familiares e amigos.

Ainda nesse público, 85% disse que o entretenimento ajudou suas famílias a entender melhor a comunidade LGBT+, mostrando a  importância da representatividade. Eles também apontaram quais personagens e séries trabalharam essa representação com mais precisão e qualidade. 

O personagem Eric Effiong, da série 'Sex Education'
O personagem Eric Effiong, da série ‘Sex Education’ Foto: Netflix / Divulgação

A lista é composta por Casey Gardner, de Atypical, Eric Effiong, de Sex Education, Lito Rodriguez de Sense8, Omar Shanaa de Elite, Piper Chapman de Orange is the New Black, Robin Buckley de Stranger Things, Theo Putnam de O Mundo Sombrio de Sabrina, além de RuPaul de RuPaul’s Drag Race.

Como forma de celebrar o Mês do Orgulho a Netflix criou algumas listas com séries, filmes e documentários que abordam temas ligados ao movimento LGBTQ+ e dirigidas ou estreladas por integrantes do grupo. Confira as listas clicando aqui

Mulheres estão mais satisfeitas com home office do que homens, diz estudo da Ticket

De acordo com levantamento da Ticket, 82% das mulheres entrevistadas estão completamente satisfeitas ou muito satisfeitas com o trabalho em casa
Por Estadão Conteúdo

Home office: hoje, 53% dos trabalhadores relatam sentir-se completamente adaptados à dinâmica de trabalho em home office (J_art/Getty Images)

As mulheres estão mais satisfeitas com o home office do que os homens, apesar das dificuldades que podem estar relacionadas ao desafio de conciliar o convívio familiar, especialmente nos lares com crianças, com as rotinas de trabalho.

De acordo com levantamento feito pela Ticket, marca de benefícios de refeição e alimentação da Edenred, 82% das mulheres entrevistadas estão completamente satisfeitas ou muito satisfeitas com o sistema de trabalho durante a quarentena, enquanto entre os homens o índice é de 76%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 de maio e 4 de junho, com 3,5 mil usuários do Ticket Restaurante e do Ticket Alimentação, em todo o Brasil.

Segundo o estudo, 71% dos que responderam à pesquisa aderiram ao sistema de teletrabalho. Essa é a quarta rodada de pesquisas da Ticket com trabalhadores.

De acordo com a empresa, o novo levantamento permite identificar diferenças com relação à maneira como esse público vem encarando os impactos do isolamento social e do trabalho remoto desde 20 de março, quando o primeiro estudo foi realizado.

“Ao ouvir nossos usuários, queremos ajudar as empresas a entender seus desafios e necessidades, contribuindo para o desenvolvimento e a adoção de ferramentas que possibilitem a preservação da saúde física e psicológica dos trabalhadores”, diz Felipe Gomes, diretor-geral da Ticket.

Hoje, 53% dos trabalhadores relatam sentir-se completamente adaptados à dinâmica de trabalho em home office, enquanto 33% disseram estar em adaptação e 14% ainda não se adaptaram. Os indicadores apresentam uma evolução significativa da adaptabilidade: na primeira semana de abril, apenas 27% dos entrevistados declararam estar plenamente adaptados à rotina do teletrabalho.

O estudo da Ticket também apurou a percepção dos trabalhadores com relação ao seu rendimento no trabalho remoto. De acordo com 39% dos entrevistados, houve um aumento no volume e na qualidade das entregas desde o inicio das políticas de isolamento social e da adoção do teletrabalho.

Já para 21%, os indicadores de produtividade foram mantidos após a realização de ajustes para adequação da rotina à nova realidade. Vinte por cento disseram que não houve alterações significativas com relação ao volume e à qualidade do rendimento; 12% sentem que houve uma pequena queda na produtividade; e 8% entendem que o rendimento foi bastante comprometido no home office.

A atuação a distância é uma novidade para 40% das pessoas consultadas, que informaram estar em sua primeira experiência de trabalho remoto. Esse índice é um pouco mais alto entre as mulheres (41%) que entre os homens (39%). No comparativo com experiências anteriores de trabalho remoto, 15% acreditam que a vivência atual tem sido melhor que as anteriores.

‘O racismo está nas estruturas já erguidas da moda’, diz Thayná Santos, a modelo que denunciou os estilistas Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho

Ela criou o grupo Pretos na Moda com as colegas Camila Simões, Natasha Soares e Cindy Reis
Gilberto Júnior

Thayná Santos Foto: Instagram

Modelo há oito anos, a paulistana Thayná Santos escreveu em seu perfil no Instagram que, às vezes, tudo que precisamos é de um minuto de coragem. A declaração veio logo depois da repercussão das denúncias graves de racismo que sofreu ao longo de sua trajetória na indústria da moda. Nos relatos, ela conta as experiências ruins que teve com os estilistas Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho. A atitude da moça deu a força necessária a outras meninas, que passaram a narrar episódios em que foram vítimas de preconceito. Thayná, inclusive, criou o grupo Pretos na Moda com Camila Simões, Natasha Soares e Cindy Reis.

Confira a seguir a entrevista exclusiva com a modelo.

O GLOBO: O que a motivou a denunciar o racismo na moda?
Vi que marcas praticantes estavam se aproveitando do momento para se promoverem, e isso gerou um grande incômodo em mim. Decidi então relatar histórias, mas fazendo diferente. Expus o nome dos principais estilistas racistas que atuam na moda brasileira. Sabia que dessa forma, chamaria atenção à causa. Dito e feito! Essa minha atitude desencadeou uma série de relatos vividos por outros modelos com outros profissionais de moda.

Teve medo em algum momento?
Na verdade, tive muito medo diante de toda essa exposição, pois isso poderia prejudicar seriamente minha carreira. Mas o retorno me deixou feliz. Pude perceber que inspirei as pessoas. Espero que todos continuem se impondo porque isso poderá mudar drasticamente o cenário atual.

Como decidiram criar o movimento?
O movimento surgiu de forma espontânea, nos vimos lutando por um só objetivo, então decidimos lutar juntas! Era uma ideia que pairava individualmente por nossas cabeças há algum tempo. Aproveitamos a oportunidade e na última sexta-feira nos unimos oficialmente e criamos o grupo Pretos na Moda, que além de mim, tem a Natasha Soares e Cindy Reis, do estado do Rio de Janeiro, e a Camila Simões, de Minas Gerais.

Contar tudo isso foi um processo doloroso?
Com certeza, passei a relembrar de todo caminho percorrido até aqui. E ainda assim sinto que tenho muito a contar. Não será o primeiro e nem o último ‘exposed’ que farei. Infelizmente, no decorrer da carreira encontramos muitas pessoas dispostas a fazer maldade. E tudo isso precisa ser curado. Acredito que a cura virá através da fala.

Qual foi o episódio mais marcante?
Passei por uma experiência bem desagradável num casting da Gloria Coelho e do Reinaldo Lourenço. Eles fizeram uma espécie de “paredão” com todas as meninas e, no fim, só escolheram as brancas depois de uma espera de mais de uma hora e meia. Depois disso, pensei: “O que tem de errado comigo? Será que não sou boa suficiente?”. Isso porque ainda sou privilegiada por ser negra menos retinta e ter traços finos. Dói na gente perceber a persistência de diversas marcas em padronizar a beleza. Fico machucada sempre que acontece algo do tipo, mas procuro focar no que realmente importa, que é alcançar meus objetivos. É daí que minhas forças e determinação aumentam.

Gloria Coelho foi apontada por vocês como uma das estilistas racistas, mas se desculpou. Como encaram a atitude dela? E a do Reinaldo Lourenço? Era exatamente isso que esperavam?
Até este momento, não vimos um pronunciamento oficial. Houve um pedido de desculpas em lives no Instagram, e a Gloria enviou uma mensagem padrão dizendo: “Eu não sou racista. É um mal entendido. Pode acreditar”. Nós continuamos aguardando pedidos oficiais de desculpas e mudanças reais. Reinaldo apenas ignorou a situação desde o começo. Depois, apagou o “black square” que tinha postado, onde havíamos comentado. E agora impediu marcações no Instagram dele, porém, também não soltou nenhuma nota ou pedidos de desculpas publicamente. Continuamos aguardando retratações, notas ou pedidos de desculpas. Mas, mais do que isso, esperamos mudança de atitude e de mentalidade.

O racismo na moda é enraizado? O que fazer para mudar, que todas tenham as mesmas oportunidades e que a cor da pele não seja mais uma questão?
Muito! O racismo está nas estruturas já erguidas da moda. Às vezes, ele é explícito e escancarado como um elefante. Às vezes, ele é minimalista com uma formiga. Muitas vezes ele é apenas debochado. Depende de quem o pratica e em que ambiente está. O único fator em comum dentre todas essas características é a existência do racismo! Ele sempre está lá. Punir quem o pratica é o começo do caminho. Depois, é preciso começar a ter políticas de inserção de pessoas não-brancas no mercado. Sempre lembrando que pagá-las com um salário compatível às funções é de extrema importância.

Quais mudanças espera ver?
Esperamos mudanças reais na sociedade brasileira. Queremos que crianças pretas e indígenas vejam representações reais na mídia nacional. Que quando formos contratadas, os valores devidos sejam pagos. E que sejamos tratadas com o devido respeito, dignidade e profissionalismo. Queremos que esse seja o passo transformador para as próximas gerações. Somos nós mudando nosso mundo, o próximo mudando o dele, formando assim uma corrente que abraçará a todos.

Nagi Sakai Latest Editorial for Vogue Spain

Photographer: Nagi Sakai. Stylist: Ye Young Kim. Stylist Assistant Alexandra Mccown. Hair Stylist: Blake Erik. Make-up: Stevie Huynh. Casting Neill Seeto. Production Richard Polio. Models: Carolina Burgin, Aamito Lagum and Sylke Golding.

Michino goes to Rio!

O designer japonês baseado em Paris Yasu Michino foi ao Rio de Janeiro para filmar o lookbook mais recente de sua marca de mesmo nome, Michino Paris.

Michino escolhe uma cidade diferente para cada coleção e tenta trabalhar com talentos locais, estabelecendo novas conexões e explorando a realidade do local. Nesse caso, a cidade brasileira serve de pano de fundo para a new collection captured by Pedro Loreto, styled by Antonio Frajado, and art-directed by Raphael Tepedino.

‘E o vento levou’ é retirado de streaming após protestos contra racismo

Em comunicado, HBO Max diz que filme contém representações racistas e que mantê-lo disponível sem explicar e denunciar essas representações seria irresponsável
AFP

Cena de ‘E o vento levou’, com Vivien Leigh e Hattie McDaniel Foto: Divulgação

O filme “E o vento levou” (1939), que tem a  Guerra Civil americana como pano de fundo e continua sendo uma das maiores bilheterias de todos os tempos,  foi retirado da plataforma de streaming HBO Max nesta terça-feira (9), no momento em que grandes protestos contra o racismo e a brutalidade policial levam os canais de televisão a revisar o conteúdo oferecido.

Vencedor de oito estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme, o longa mostra escravizados conformados e proprietários de escravos heróicos, o que não para de lhe render críticas.

“‘E o vento levou’ é um produto de seu tempo e contém alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana”, afirmou um porta-voz da HBO Max em comunicado enviado à AFP. “Estas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter este título disponível sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável”, completou.

Várias manifestações aconteceram nos Estados Unidos após o assassinato do afro-americano George Floyd por um policial branco, no dia 25 de maio. Desde então, multiplicam-se os pedidos de reforma das forças de segurança e  remoção de símbolos do legado racista, incluindo alguns monumentos.

O autor de “12 Anos de escravidão”, John Ridley, escreveu em um artigo publicado no jornal” Los Angeles Times” na segunda-feira que “‘E o vento levou’ deveria ser retirado porque “não fica apenas aquém da representação, mas ignora os horrores da escravidão e perpetua alguns dos estereótipos mais dolorosos das pessoas de cor”.

O filme será disponibilizado novamente na plataforma de streaming em que foi lançada recentemente, em uma data ainda a ser definida, junto com uma discussão de seu contexto histórico, informou a empresa. Mas nenhum corte será feito “porque fazer isto seria como dizer que estes preconceitos nunca existiram”.

“Se vamos criar um futuro mais justo, equitativo e inclusivo, nós devemos primeiro reconhecer e entender nossa História”, afirmou a HBO Max.

Na terça-feira, a Paramount Network anunciou o cancelamento da série “Cops”. O programa acompanhou policiais americanos em ação durante mais de três décadas, mas foi acusado de tentar glamourizar alguns aspectos do trabalho policial e distorcer assuntos relacionados a raça.

O Lenovo IdeaPad Slim 3 é um notebook fino e leve, destinado àqueles que trabalham em casa

By techpopx

Antes do lançamento do Xiaomi Mi Notebook, a Lenovo está pronta para a batalha. A marca de PCs que mais cresce no país lançou um novo IdeaPad para consolidar seu lugar no mercado. a empresa está lançando a linha IdeaPad Slim no país à medida que o trabalho em casa se torna o novo normal. Com a nova linha, a Lenovo está direcionada aos consumidores que procuram novos dispositivos ultraportáteis para trabalhar em casa. O Lenovo IdeaPad Slim 3, o IdeaPad Slim 5, o Yoga Slim 7 e o IdeaPad Flex 5 são a nova linha da Lenovo.

O IdeaPad Slim 3 já está disponível, enquanto os outros três modelos estarão disponíveis nas próximas semanas. A Lenovo também está expandindo a linha do IdeaPad para a categoria de jogos com a introdução do IdeaPad. A Lenovo é líder no mercado de PCs ultrafinos com 32% de participação no mercado. Shailendra Katyal, diretora executiva e chefe de consumidor de PCSD da Lenovo Índia, disse que trabalhar em casa e aprender em casa representa uma grande oportunidade para a empresa.

Lenovo IdeaPad Slim 3: Preço e Especificações
O Lenovo IdeaPad Slim 3 é o primeiro grande anúncio da Lenovo. O laptop é a idéia da Lenovo de um dispositivo fino e leve que agrade tanto as empresas quanto como compradores individuais. Equipado com os mais recentes processadores Intel Core de 10ª geração, o IdeaPad Slim 3 possui uma opção de armazenamento híbrido. Ele estará disponível no preço inicial de Rs 26.990 e vem em três cores: Platinum Grey e Abyss Blue. A empresa pretende apresentar uma terceira opção de cor vermelho cereja dentro de algumas semanas.

O IdeaPad Slim 3 pesa 1,6 kg e tem 19,9 mm de espessura. O novo modelo está disponível nos tamanhos de tela de 14 e 15 polegadas. Em termos de recursos, o laptop é avaliado por até 8,5 horas com uma única carga. A Lenovo dominou a arte da privacidade e o IdeaPad Slim 3 continua a tradição com um obturador de privacidade que também vimos na linha ThinkBook. O laptop Windows 10 equipado com um sensor de impressão digital opcional, duas portas USB 3.1, suporte Cortana e Dolby Audio.

Lenovo IdeaPad Gaming 3
A Lenovo pretende expandir sua linha de IdeaPad para jogos com o lançamento do IdeaPad Gaming 3 na Índia. O laptop estará disponível ao preço inicial de Rs 73.990 e vem com os processadores Core i7 ou AMD Ryzen da 10a geração H-Series. Ele também possui gráficos discretos NVIDIA GeForce GTX 1650 Ti, carregamento rápido, Dolby Audio e térmicas Gen 5. Também possui uma tela FHD com 83% de área ativa e taxa de atualização de 60Hz. Há também o Q Control para desempenho ideal e o IdeaPad Gaming Keyboard inspirado no layout de teclado icônico do ThinkPad.

Lenovo IdeaPad Slim 7i
Outra adição à linha IdeaPad é o Slim 7i, que estará disponível ao preço inicial de Rs 82.990. O laptop de 14 polegadas vem com processadores Intel Core de 10ª geração ou processadores AMD Ryzen 7 Mobile. Eles cobrem 100% da gama de cores sRGB e suportam gráficos NVIDIA discretos. O Slim 7i está pronto para Intel WiFi 6 e também suporta carregamento rápido. Eles ainda têm câmeras de infravermelho para reconhecimento facial e suportam áudio Dolby Atmos. Como o IdeaPad Gaming, o Slim 7i também suporta Q Control para desempenho otimizado.

Lenovo IdeaPad Slim 5
O IdeaPad Slim 5 é a terceira grande adição à linha IdeaPad na Índia. Eles serão configurados com processadores Intel Core de 10ª geração ou AMD Ryzen 7 e oferecerão gráficos discretos NVIDIA GeForce MX330. Ele estará disponível ao preço inicial de Rs 61.990, os laptops apresentam Quick Charge 2.0, Dolby Audio, leitor de impressão digital e obturador de privacidade. Eles também são equipados com portas USB Tipo-C totalmente funcionais.