Séxstasy | Boiler Room: Streaming from Isolation with Popoff Kitchen

Séxstasy inaugura a transmissão de arrecadação de fundos da Popoff Kitchen em Moscou, Rússia.

Nossa série Streaming From Isolation está agora levantando doações diretamente para as causas afiliadas ao Black Lives Matter. As doações para este fluxo vão para a NAACP Legal Defense, uma organização de direitos civis dos EUA que luta pela justiça racial por meio de litígios, advocacy e educação pública. Leia, apoie e doe se puder.

Como parte da série, nosso parceiro de longa data Ballantine’s comprometeu um fundo na forma de 20 bolsas a serem distribuídas a coletivos voltados para a comunidade em todo o mundo. Essas doações serão dadas a cada coletivo para distribuir como acharem melhor para apoiar artistas sob ameaça e aqueles mais necessitados em sua comunidade imediata. Este suporte é fundamental nos próximos meses, enquanto as restrições do COVID-19 estão em vigor e impactando a capacidade de muitos artistas de fazer o que amam e ganhar a vida.

Os dias semanais de aquisição dos canais da Boiler Room apresentarão performances e conjuntos programados por esses coletivos isolados. Transmitidas para o mundo a partir de casas de artistas e espaços privados, essas transmissões são uma maneira de ficar conectado enquanto estão separados.

Matrix 4 é adiado para abril de 2022

Longa terá os retornos de Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss
CAMILA SOUS

Carrie-Anne Moss (Trinity) & Keanu Reeves  (Neo)

Warner anunciou mais mudanças em seu calendário. Após Tenet e Mulher-Maravilha 1984, foi a vez de Matrix 4 ser adiado. Antes marcado para maio de 2021, o longa chegará aos cinemas em 1 de abril de 2022 (via Deadline).

Paralisadas por causa do coronavírus, as filmagens do novo longa ocorriam em San Francisco, nos Estados Unidos, quando a Warner suspendeu a produção de todos os seus filmes e séries. Matrix 4 ainda passará por uma série de gravações na Europa.

O primeiro Matrix foi lançado em 1999. Junto com as sequências, Matrix Reloaded Matrix Revolutions, ambas de 2003, a franquia faturou US$ 1,6 bilhão nas bilheterias mundiais.

Um tour pelo novo escritório da Boultbee Brooks

A empresa de desenvolvimento imobiliário Boultbee Brooks contratou o estúdio de design do local de trabalho Oktra para projetar seu novo escritório em Reading, Inglaterra.

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Open-plan workspace

“Tendo trabalhado juntos em vários projetos, Boultbee Brooks veio até nós para um Cat A + instalado no Brickworks – um impressionante edifício de cinco andares que oferece espaço de trabalho privado em Reading. O espaço precisava ser adequado para uma variedade de locatários em potencial, oferecendo flexibilidade e as principais comodidades que todo escritório precisa para funcionar. Nossa equipe de design encontrou inspiração no próprio edifício; com uma estética urbana crua, o novo espaço incorpora um equilíbrio de criatividade e profissionalismo. Recentemente reformado, o edifício Brickworks possui uma clara mistura de acabamentos tradicionais e contemporâneos, por isso era importante que o espaço refletisse essa identidade. O resultado é um espaço de trabalho totalmente mobiliado, perfeito para qualquer empresa inovadora que queira expandir sua empresa. O novo espaço inclui três espaços de reunião fechados, duas áreas de hot-desk, um espaço principal de descanso e cabines de móveis para que os ocupantes possam trabalhar longe de suas mesas. A variedade de espaços fornece configurações de trabalho para todas as tarefas possíveis, sejam informais, confidenciais, focadas na equipe ou independentes e concentradas. O design dinâmico incentiva o movimento e apoia o bem-estar dos funcionários com estações de trabalho colocadas sob luz natural e equipadas com móveis ergonômicos, e um novo sistema de M&A garante que a iluminação e a qualidade do ar permaneçam em níveis ideais ”, diz Oktra.

  • Location: Reading, England
  • Date completed: 2020
  • Size: 4,205 square feet
  • Design: Oktra
  • Photos: Oliver Pohlmann
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Lounge
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Open-plan workspace
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Open-plan workspace
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Meeting room
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Collaborative space
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Meeting room
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Collaborative space / open plan workspace
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Meeting room
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Kitchen
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Lounge
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Um olhar sobre o moderno escritório da Deswik em Brisbane, Australia

A empresa de engenharia de tecnologia Deswik contratou recentemente a empresa de arquitetura e design de interiores Gray Puksand para projetar seu novo escritório em Brisbane, na Austrália.

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Reception

“Havia uma necessidade equilibrada de trabalho concentrado e silencioso e um forte desejo por uma cultura vibrante e conectada. A maioria da equipe de Deswik são engenheiros geológicos e de software; a natureza de seu trabalho é incrivelmente complexa e individual. Embora possam se unir para a colaboração da equipe e o desenvolvimento de produtos, a maior parte do trabalho exige calma e foco.

A inclusão de espaços de sprint de equipe, zonas curtas de stand-up e pods íntimos de colaboração de equipe suportam zonas de trabalho focadas em todos os níveis. Esses elementos arquitetônicos oferecem oportunidades para compartilhamento de conhecimento e geração de idéias que não eram possíveis no local do escritório anterior da empresa.

As funções colaborativas de alta energia estão agrupadas em torno de um elemento da escada recém-integrado para ativar esta conexão. Essa zona foi tratada com mais estímulo visual do que as zonas de trabalho focadas para oferecer pistas para interação e colaboração. A escada de interconexão que conecta verticalmente os três níveis do local de trabalho é outro elemento significativo do projeto.

Deswik desfrutava de uma cultura já dinâmica e conectada e dividir a equipe em três níveis, quando eles estavam acostumados a um único nível, era uma ameaça potencial a essa conexão. Gray Puksand sabia que a escada entre inquilinos era essencial para promover essa conexão na vertical.

O compromisso genuíno da Deswik com a conexão e a comunidade é trazido à vida por meio de uma zona social dinâmica de 800m2 com bar, zona de jogos, cozinha e espaço para refeições em funcionamento. Ele foi posicionado no nível intermediário, diretamente conectado à escada entre inquilinos, permitindo que as equipes viajem apenas um nível abaixo e acima para aproveitar o tempo de colaboração social ou informal da equipe ”, diz Gray Puksand.

  • Location: Brisbane, Australia
  • Date completed: 2020
  • Size: 30,784 square feet
  • Design: Gray Puksand
  • Photos: Cieran Murphy
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Reception
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Lobby
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Communal space
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Communal space
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Waiting area
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Workstations
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Corridor
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Staircase
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Kitchen
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Kitchen
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Kitchen
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Kitchen / seating area
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Corridor
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Boardroom
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Boardroom

Dark | Novo trailer sugere que talvez só um mundo possa sobreviver; entenda

Embora Jonas e Martha colaborem para impedir o apocalipse, é possível que chegue o momento em que um dos dois precisará se sacrificar
MARIANA CANHISARES

Dark|Trailer da 3ª temporada mostra Jonas e Martha unidos para impedir apocalipse

A chegada de uma Martha vinda de outro mundo foi a prova definitiva de que a conspiração envolvendo viagem no tempo em Widen é muito mais complexa do que os fãs de Dark imaginavam. Afinal, além das já numerosas linhas temporais pelas quais Jonas e companhia transitam, no último episódio da segunda temporada foi apresentada a ideia de que existe uma realidade paralela, na qual eventos semelhantes estariam acontecendo.

O recém-divulgado trailer da terceira temporada corrobora essa ideia ao mostrar que a nova Martha, na verdade, desempenha o papel de Jonas na realidade alternativa. Logo, a ela também interessa impedir a vitória do Sic Mundus e, claro, o apocalipse. Essa postura fica ainda mais evidente pela própria fala da personagem na prévia. “Vou te ajudar a achar a origem. O início de tudo. No teu mundo. E no meu”, afirma. Veja:

A colaboração entre os personagens parece ser o centro da nova temporada, uma oportunidade interessante não apenas para desenvolver o conflito central, mas também para dar uma chance dos dois viverem seu romance de verdade. No entanto, ao que tudo indica, para que eles consigam acabar de uma vez por todas com as repetições provocadas pelas catástrofes cíclicas, talvez o relacionamento sequer tenha a chance de ser algo duradouro. Como bem questiona Martha em determinado ponto da prévia, “e se só puder haver um mundo?”.

Uma possível resposta vem de uma voz misteriosa, que diz “um mundo sem você. Era o que você queria”. Se ela se refere a Martha ou a Jonas, não está claro – embora até aqui a série pareça apontar o jovem como o protagonista e, portanto, o encarregado de tomar as decisões difíceis. Porém, é fato de que isso coloca ambos diante de um dilema bastante intenso. Se a teoria de Martha for verdadeira, não apenas eles precisarão decidir quem se sacrificará, como qual realidade será apagada para sempre.

Os riscos são altíssimos na terceira e última temporada de Dark. Apesar do trailer apresentar novas pistas, as respostas definitivas para os grandes mistérios da série serão apresentadas somente em 27 de junho, quando os últimos episódios chegam à Netflix. Enquanto isso, os episódios anteriores seguem disponíveis no streaming.

O impacto do movimento antirracista ‘Black Lives Matter’ na cultura

O movimento antirracista “Black Lives Matter”, que ganhou força e impulsionou protestos pelo mundo motivados pelo assassinato do cidadão negro americano George Floyd por um policial também provoca impactos no mundo cultural.

Protestos motivados pela morte de George Floyd. Foto: Angela Weiss/AFP

As principais evidências desse abalo são a retirada do clássico filme …E o Vento Levou do serviço de streaming da HBO e o aumento nas vendas de livros sobre racismo constatado pelo mundo.

Em reação à morte de Floyd, em 25 de maio, plataformas de filmes por streaming como Netflix e Amazon Prime Video criaram listas de indicações com obras de artistas negros em destaque.

“Quando dizemos que ‘a vida dos negros importa’ [tradução literal do nome do movimento Black Lives Matter], também enfatizamos que as dos autores negros contam”, afirma a Netflix, que evidenciou em sua plataforma nos EUA o filme Moonlight: Sob a Luz do Luar, vencedor do Oscar de melhor filme em 2017, e a série Dear White People, que enfatiza a temática da luta antirracista.

Já a Amazon Prime Video criou uma seção de sua plataforma dedicada à história do movimento negro, chamada “Black History, Hardship & Hope”, que conta com filmes como Questão da Justiça, com Michael B. Jordan.

A HBO Max removeu temporariamente de seu catálogo o clássico …E o Vento Levou, de 1939, que ganhou oito Oscars, por “representar os preconceitos racistas comuns na sociedade americana”, de acordo com a plataforma. A HBO planeja incluir novamente o drama de Scarlet O’Hara em seu serviço, mas com uma contextualização mais profunda da obra.

Outro efeito colateral do novo fôlego do fenômeno Black Lives Matter foi que os livros sobre a questão racial estão sendo mais vendidos do que antes. Desde White Fragility (Fragilidade Branca), de Robin DiAngelo, a How to be an Antiracist (Como ser um Antirracista), do professor universitário Ibram X. Kendi, sete dos livros mais vendidos na Amazon americana tratam dessa temática.

Na Grã Bretanha, Why I’m No Longer Talking to White People About Race (Por que Não Falo Mais Sobre Raça com Brancos), de Reni Eddo-Lodge, lidera a lista de vendas da rede Waterstones.

Em ficção, o romance Girl, Woman, Other (Garota, Mulher, Outros), da anglo-nigeriana Bernardine Evaristo, é o livro mais vendido. Essa crônica da vida de famílias negras na Grã Bretanha levou no ano passado o prestigiado prêmio Booker, ex aequo com Os Testamentos, de Margaret Atwood.

O debate sobre violência policial e racismo também afeta a mídia. Nos Estados Unidos, a série Cops, uma “instituição” televisiva criticada por ter exagerado o peso da criminalidade no país, foi removida da programação.

Na Grã-Bretanha, a plataforma da BBC suprimiu sua conhecida série humorística “Little Britain” por “blackface”, que é quando atores branco pintam o rosto de preto para interpretem personagens negros.

“Os tempos mudaram desde a primeira transmissão de Little Britain“, disse um porta-voz da BBC à revista Variety.

Os comentários da cocriadora de Friends, Marta Kauffman, que em uma mesa redonda recente admitiu “não ter feito o suficiente pela diversidade” em sua série ambientada em Nova York e criticada desde o início por não ser muito representativa da sociedade, também tiveram grande cobertura da mídia.

“Preciso encontrar uma maneira de colaborar com novas equipes, autores e vozes, sem me apropriar de nada”, confidenciou Kauffman à imprensa especializada.

A expressão “música urbana”, que designa rap, hip hop ou R&B, e facilmente usada para se referir à música de artistas negros, também é mal utilizada nesse contexto de protestos.

A gravadora Republic Records, uma filial da Universal que tem entre seus artistas a Canadiens Drake e The Weeknd, deu o pontapé inicial nessa discussão, parando de usar a classificação “música urbana”.

Isso foi acompanhado pelo Grammy Awards, que anunciou que algumas categorias premiadas serão renomeadas, como “Contemporary Urban Music” (Música Urbana Contemporânea), substituída por “Progressive R&B” (Rhythm and Blues Progressivo). /AFP

Apple continuará dependendo bastante da Samsung para produção do “iPhone 12”

Sabemos que a Apple costuma ter duas ou mais fornecedoras, quando possível, de um determinado componente. Dessa forma, ela não fica refém de uma empresa caso algum problema ocorra — além disso, ter diversas parceiras também ajuda a baratear o custo das peças, já que concorrência é fundamental em qualquer mercado.

Falando especificamente de telas, há bastante tempo a Samsung é a principal parceira da Maçã. Para o “iPhone 12”, contudo, leakers e analistas apostavam também na BOE e na LG Display, que poderiam ficar responsáveis pelo fornecimento de displays para os modelos “12” (de 5,4 polegadas) e “12 Max” (de 6,1 polegadas). Contudo, se novas informações que pintaram forem verdadeiras, não será desta vez que a Apple conseguirá depender menos da Samsung.

Um novo relatório do DDaily [Google Tradutor] informa que as telas OLED1 da BOE (as quais vêm sendo testadas desde agosto de 2019) não passaram nos testes de qualidade da Apple e que, por isso, ela não será fornecedora para os futuros iPhones.

Alguns pontos, porém, não foram respondidos pela matéria: a BOE ainda tentará melhorar o processo de fabricação para se tornar fornecedora da Maçã num futuro próximo? A ausência de displays da BOE atrapalhará a produção inicial dos “iPhones 12”? A Samsung, que já seria responsável por cerca de 80% do fornecimento de telas, conseguirá suprir um aumento na demanda? Ou essa tarefa ficará com a LG Display?

Vale notar que não estamos falando de uma empresa qualquer. A BOE é uma das maiores fabricantes mundiais de telas LCD2, fornecendo displays do tipo para iPads e Macs; o problema, aqui, envolve especificamente telas OLED — afinal, segundo rumores, todos os iPhones lançados em 2020 utilizarão essa tecnologia. [MacMagazine]

VIA MACRUMORS

Como será a retomada da produção de cinema em Hollywood

Califórnia autoriza filmagens, mas estúdios precisam se adequar às medidas de proteção
Mariane Morisawa – O Estado de S. Paulo

Paralisação. Estúdios fecharam as portas em março para conter o avanço do coronavírus  Foto: Hunter Kerhart/The New York Times

Depois de três meses de paralisação, as produções de cinema e televisão podem voltar ao trabalho a partir desta sexta-feira, 12, na Califórnia, anunciou o governador Gavin Newsom (Partido Democrata) na sexta-feira passada, dia 5, segundo seu plano de reabertura gradual depois da fase de distanciamento social. A decisão final vai ser tomada por cada condado, de acordo com os dados sobre a pandemia em cada um dos locais. Mesmo amargando prejuízos, a resposta de Hollywood é: muita calma nessa hora. “Não, a indústria não vai reabrir na segunda”, disse ao jornal Los Angeles Times Steve Dayan, do sindicato Teamster Local 399. “Estamos trabalhando noite e dia para fazer acontecer, mas precisamos proteger nossas equipes e também o público.” O site Deadline descreveu a reação da indústria como de “espanto” com o anúncio de Newsom. 

Uma série de medidas precisa ser colocada em prática para isso acontecer. Um documento de 22 páginas elaborado por dezenas de membros da indústria, incluindo os sindicatos de atores e diretores e os estúdios, bem como Amazon, HBO e Netflix, além de especialistas da área de saúde, foi distribuído para os governos da Califórnia, Nova York e outros estados americanos onde ocorrem muitas filmagens, como a Geórgia. Hollywood, apesar de ser o nome de um bairro de Los Angeles, é um lugar imaginário que abrange ainda Canadá e Reino Unido, entre outros países.

As regras para o retorno incluem testagem em massa, medição frequente de temperatura, uso de equipamentos de proteção individual, higiene das mãos e eliminação de bufês, com refeições, pratos e talheres embalados individualmente – tudo fiscalizado por pelo menos uma pessoa no set. No caso de atores, cabeleireiros e maquiadores, os testes serão ainda mais frequentes. As reuniões devem ser feitas remotamente sempre que possível. Cenas que pedem contato próximo de atores, como aquelas de beijo, sexo ou luta, precisam ser com mínimo contato. Cenas com muitos figurantes e rodadas nas ruas também devem ser evitadas, assim como aquelas filmadas em outras cidades ou países. Tudo isso faz com que roteiros precisem ser revistos e reescritos, e efeitos digitais sejam empregados para simular multidões, por exemplo. 

No caso da Geórgia, onde são rodados muitos longas dos Estúdios Marvel, além da série The Walking Dead, só para ficar nos mais famosos, o governador Brian Kemp (Partido Republicano) deu autorização para a retomada em 22 de maio. Ainda assim, o produtor, diretor e roteirista Tyler Perry, que tem um estúdio próprio em Atlanta, disse à revista Variety que só reinicia a produção de suas séries Sistas The Oval em julho. Ambas têm tempos de produção bem reduzidos, de duas semanas e meia em média para uma temporada completa – em geral, uma série dramática leva entre 7 e 9 dias por episódio. 

As equipes vão ser drasticamente reduzidas e serão testadas assim que voltarem ao set e outras quatro vezes durante as gravações. Todos usarão máscaras, e cenas em grupo vão ser feitas somente após o quarto dia, quando todos forem testados novamente. Os membros da equipe e do elenco que não moram em Atlanta voarão no avião particular de Perry e morarão dentro do estúdio, que possui casas de verdade.

Dois outros estúdios da cidade se prepararam para a volta pós-pandemia. No Pinewood, foram instalados pontos para a lavagem das mãos – os banheiros costumam ficar longe e fora das construções – e um sistema de filtragem do ar como os utilizados pelos hospitais. Mesma coisa com o Blackhall, que instalou filtros no ar-condicionado e capacidade de testagem de anticorpos. O CEO Ryan Millsap também declarou à Variety o plano de alugar um prédio com 300 apartamentos a cerca de 10 minutos das instalações para que as equipes possam ser alojadas por até seis meses. 

A região de British Columbia, no Canadá, também anunciou uma série de medidas de segurança. Em Vancouver são gravadas várias séries, como RiverdaleThe Good Doctor e todas do Arrowverse. O governo local disse que a retomada é uma prioridade e deve acontecer ainda este mês, já que a indústria de cinema e televisão contribuiu com US$ 3,2 bilhões para a economia no ano fiscal 2018/2019. O problema é que só entram no país trabalhadores essenciais e, mesmo assim, eles precisam ficar em quarentena por 14 dias. 

No Reino Unido, o governo também deu sinal verde para a retomada de produções como o novo Batman, com Robert Pattinson. Suécia, Dinamarca, República Checa, Nova Zelândia e Islândia são outros países competindo pelas produções de Hollywood. 

Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix, afirmou que algumas produções da companhia voltaram ao set na Coreia do Sul e Islândia. Entre as medidas, a cada duas horas um membro da equipe anuncia um intervalo para a lavagem de mãos, maçanetas e outras áreas são desinfetadas e objetos de cena, limpos. Na Austrália, a novela Neighbors voltou a ser gravada, mas sem beijos, abraços ou brigas. 

Mudanças

As notícias são bem-vindas, claro, já que a paralisação atrasou a estreia de 60% das séries roteirizadas, colocando em risco a chamada “temporada de outono” americana. A Fox e a CBS, no entanto, confirmaram suas novas temporadas. 

O atraso na filmagem de longas-metragens, que têm um tempo de produção bem maior, ameaça desfalcar o calendário do ano que vem. Sem falar no adiamento de filmes prontos para serem lançados, como Mulan Um Lugar Silencioso 2. Tudo isso representa um prejuízo de bilhões de dólares – só em bilheteria de cinema, a previsão é de mais de US$ 10 bilhões. A implementação das medidas, necessárias antes de haver um tratamento eficaz para a covid-19 ou uma vacina, também vai custar dinheiro. Segundo uma análise da JP Morgan, os custos de produção devem subir entre 10% a 15%. Um diretor de produção de estúdio disse à Variety estimar um aumento de até 20% no caso de uma produção grande. 

A verdade é que os analistas do mercado acham muito difícil que filmes e séries que necessitam de muitos figurantes, equipe numerosa e cenas de batalha filmadas ao redor do mundo vão poder retomar as atividades já. “Um filme não funciona com máscaras e distanciamento social. Todo o mundo está grudado o tempo todo”, disse um diretor, em condição de anonimato, também à Variety. Há ainda a questão do seguro. Muitas companhias não aceitarão cobrir perdas relacionadas à covid-19, ou os valores serão baixos. E, se alguém ficar doente no set, existe o risco de processo judicial. 

Então é possível que, por enquanto, produções menores tenham mais espaço, tanto no cinema quanto na televisão. Isso tudo, é claro, se o coronavírus não voltar a ser uma grande ameaça na Califórnia, na Geórgia e em outros lugares. Nesta semana, o jornal The New York Times publicou informações de aumento do número de casos em 20 estados americanos, inclusive na Califórnia.

Edyta Lizakowska for Beautiful Blood Magazine with Alice Gaudry

Photography: Edyta Lizakowska. Styling: Baia Ali. MUAH Ludivine François. Stylist Assistant: Raphaël De Castro. Retouch: Eva Viallon. Model: Alice Gaudry.