Gucci lança coleção sustentável com campanha estrelada por Jane Fonda

Batizada de Off the Grid, a coleção é desenvolvida com materiais reciclados, orgânicos, de base biológica e de fontes sustentáveis

Jane Fonda na campanha da coleção Off the Grid da Gucci  (Foto: Divulgação/Harmony Korine)

Depois de lançar a Equilibrium, plataforma para reforçar seu compromisso com o meio ambiente, a Gucci apresenta uma nova coleção sustentável, batizada de Off the Grid, e convoca nomes como a atriz, produtora, autora e ativisista Jane Fonda para comunicar a novidade. 

Esta é a primeira coleção do diretor criativo Alessandro Michele como parte da Gucci Circular Lines, uma iniciativa para apoiar a visão da marca para a produção circular. As peças são desenvolvidas com materiais reciclados, orgânicos, de base biológica e de fontes sustentáveis, incluindo o Econyl, um nylon regenerado feito de restos do próprio nylon e resíduos pré e pós-consumo, como redes de pesca e tapetes abandonados.  

Junto com o lançamento da coleção, que inclui malas sem gênero, acessórios, calçados e roupas, a marca apresenta uma campanha global concebida por Michele e clicada pelo fotógrafo e diretor Harmony Korine. Além de Fonda, o elenco inclui o guitarrista, cantor e compositor, produtor musical e ator Miyavi; o ambientalista e explorador David de Rothschild; o rapper, cantor e compositor Lil Nas X; e King Princess, cantor, compositor, instrumentista e produtor musical.

Eles posaram numa casa na árvore rústica, que faz contraponto com o ambiente da cidade de Los Angeles, onde foi fotografada a campanha antes da pandemia. “A casa na árvore e o modo de vida simples que ela representa se tornam uma metáfora poderosa para o desejo de escapar da vida convencional e aproveitar a experiência de viver mais off the grid“, afirma a grife. 

Gucci (Foto: Reprodução)
Miyavi na campanha da coleção Off the Grid da Gucci (Foto: Divulgação/Harmony Korine)

CRÉDITOS
Creative Director: Alessandro Michele
Art Director: Christopher Simmonds
Photographer/Director: Harmony Korine
Talents: Jane Fonda, Lil Nas X, King Princess, Miyavi, David de Rothschild
Make Up: Thomas de Kluyver
Hair Stylist: Alex Brownsell

VIDEO MUSIC
“I CAN SEE CLEARLY NOW” 
(J. Nash)
© 1972 Nashco Music Inc / Ashco Music Inc / CP Masters BV
Courtesy of Warner Chappell Music Italiana Srl
(P) 1972 Sony Music Entertainment UK Limited
Courtesy of Sony Music Italy S.p.A

Princesa Diana será interpretada por Kristen Stewart em filme de Pablo Larraín

‘Spencer’ narra fim de semana decisivo para Lady Di, quando decide deixar a família real britânica
The Independent

Kristen Stewart vai interpretar Lady Di nos cinemas Foto: Reprodução

LONDRES – A atriz Kristen Stewart se prepara para viver a princesa Diana (1961-1997) em “Spencer”, novo filme de Pablo Larraín, o diretor por trás das cinebiografias “Jackie” (sobre a ex-primeira dama americana Jacqueline Kennedy) e “Neruda”, que conta a história do famoso escritor chileno.

Segundo o site “Deadline”, a produção está prevista para ter início em 2021.

O longa será centrado em um fim de semana decisivo na vida da Lady Di, quando ela questiona seu casamento com o príncipe Charles e decide deixar a família real britânica.

“Kristen é uma das maiores atrizes da atualidade”, defendeu Larraín em entrevista ao “Deadline”. “Para fazer isso bem, você precisa de algo muito importante, que é o mistério. Kristen pode ser muitas coisas, e ela pode ser muito misteriosa, muito frágil e também muito forte, que é o que precisamos”.

Kevin Rinaldo Exclusively for Fashion Editorials with Ning Liu

Photographer: Kevin Rinaldo at RHK Studio. Hair: Miwa Moroki. Makeup: Constance Haond. Model: Ning Liu Represented by Mademoiselle Agency

Josh Shinner for Harper’s Bazaar UK with Kristin Zakala

Photographer: Josh Shinner. Styling: Miranda Almond. Hair: Bjorn Krischker. Makeup: Anita Keeling. Model: Kristin Zakala.

CEO da Netflix, Reed Hastings doa R$ 627 milhões a universidades para estudantes negros nos EUA

Instituições que priorizam jovens negros recebem muito menos apoio no país

Reed Hastings, CEO da Netflix

O CEO da Netflix, Reed Hastings, e sua esposa, Patty Quillin, anunciaram, nesta quarta-feira (16), uma doação de US$ 120 milhões (R$ 627 milhões) a universidades e instituições dedicadas à educação de estudantes negros.

A doação milionária será destinada à Spelman College, à Morehouse College e ao United Negro College Fund (UNCF), que financia bolsas de estudo para alunos negros.

A quantia doada por Hastings é considerada a maior contribuição individual já registrada para apoiar as chamadas HBCUs, coalizão de instituições criadas para oferecer ensino superior a jovens e adultos negros quando a segregação racial nos Estados Unidos era escancarada em lei.”Acho que as pessoas brancas em nosso país precisam aceitar que esta é uma responsabilidade coletiva”, disse Hastings em um comunicado. “Geralmente, o capital branco flui para instituições predominantemente brancas, perpetuando o isolamento do capital.”

Enquanto universidades de ponta dos EUA, como Harvard, recebem dezenas de bilhões de dólares em doações, as HBCUs costumam receber muito menos, com valores na casa das centenas de milhões.

Uma das razões para isso é que as pessoas ricas tendem a doar para as instituições onde estudaram. Assim, universidades que formam bilionários tendem a seguir recebendo amplas doações, enquanto outras instituições mais voltadas a inclusão social acabam desfavorecidas.

Hastings também tem dado apoio a escolas e à formação de professores na Califórnia, e criado medidas para contratar mais negros para a Netflix. A empresa diz ter hoje cerca de 7% de funcionários negros, e 8% de negros em cargos de chefia, percentual acima da média nas grandes empresas de tecnologia, segundo o jornal The New York Times.

O combate ao racismo ganhou força nas últimas semanas, após uma onda de protestos contra a morte de George Floyd, um homem negro que foi sufocado por um policial branco.

Os atos começaram pedindo o fim da violência policial, mas passaram a incluir outras pautas, como o aumento de oportunidades para os negros e a retirada de homenagens a figuras ligadas à escravidão, tanto nos EUA quanto na Europa.

Facebook deixará usuário optar por não ver anúncios políticos nos EUA

Marcada para novembro deste ano, as eleições para presidente nos estados unidos movimenta também as redes socais, e usuários do Facebook poderão desativar publicidades relacionadas a partir desta quarta-feira, 17

Recurso para desabilitar publicidades políticas já está disponivel nos EUA 

O presidente executivo e fundador do FacebookMark Zuckerberg, anunciou nesta terça-feira, 16, que sua rede social vai permitir que usuários dos Estados Unidos desativem a função que permite mostrar propagandas políticas no feed. Em um artigo publicado no jornal americano USA Today, Zuckerberg afirmou que, mesmo com a decisão, o Facebook ainda vai notificar seus usuários sobre as eleições marcadas para o final do ano no país.

Na atualização, os usuários poderão desabilitar publicidades pagas de políticos, campanhas eleitorais e conteúdos de candidatos, disse o Facebook ao canal de TV americano CNBCA rede social tem sido criticada por não se posicionar contra as publicações políticas que possam conter fake news ou outras informações prejudiciais ao eleitor. A eleição para presidente nos Estados Unidos está marcada para o começo de novembro.

Recentemente, o Facebook ainda viu o Twitter banir as propagandas políticas e se posicionar abertamente contra declarações do presidente dos EUA Donald Trump, a respeito dos protestos contra o racismo desencadeados pela morte de George Floyd. Na ocasião, Zuckerberg afirmou que não era papel da rede social agir como “árbitro da verdade”.

Alguns usuários poderão desabilitar as publicidades a partir desta quarta-feira, 17, e a empresa informou que a ferramenta estará disponível em todo território americano em algumas semanas. O recurso ainda pode se estender para outros países que possam utilizar da mesma funcionalidade política. 

“Para aqueles que já se decidiram e querem apenas que a eleição termine, nós ouvimos você – então também estamos introduzindo a capacidade de desativar a exibição de anúncios políticos”, afirmou Zuckerberg em um artigo publicado no USA Today. “Ainda vamos lembrá-lo de votar”.

Em meio à pandemia, dona da Ellus e da Richards se prepara para pedir recuperação judicial

InBrands contratou escritório de advocacia para renegociar suas dívidas, que somam R$ 500 milhões; empresa quer incluir débito de R$ 200 milhões com sua antiga sócia, a gestora Vinci, no processo de recuperação
Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

Desfile da marca Ellus, que pertence à InBrands Foto: EFE/FERNANDO BIZERRA JR

A InBrands – grupo de moda que concentra marcas como Ellus, Richards, Salinas, VR e Alexandre Herchcovitch – está preparando um pedido de recuperação judicial na esteira do fechamento de suas lojas por causa da pandemia do novo coronavírus, apurou o Estadão com três fontes próximas ao assunto. A companhia já contratou um escritório de advocacia para a operação.

Trata-se de mais uma empresa do varejo que busca alternativas para conter as dívidas em meio ao cenário de crise. A Restoque – empresa com a qual a InBrands chegou a negociar uma fusão há alguns anos – fechou um processo de recuperação extrajudicial para renegociar suas dívidas. A gigante espanhola Zara anunciou na semana passada o fechamento de mil lojas em todo o mundo. E outras grandes varejistas brasileiras estão no meio de acirradas negociações com shopping centers e fornecedores.

Com dívidas de R$ 500 milhões no fim de 2019, segundo seu balanço, a InBrands voltou para as mãos do empresário Nelson Alvarenga, fundador da Ellus, desde 2017. Antes disso, durante quase uma década, a InBrands ficou nas mãos do fundo de private equity (que compra participações em empresas) Vinci Partners, de Gilberto Sayão.

Segundo o especialista em recuperações de negócios em crise Douglas Duek, da Quist Investimentos, segmentos como varejo, turismo e concessionárias de veículos, que vão demorar mais para se recuperar da paralisação do consumo por causa da pandemia, devem liderar a busca por renegociações administrativas ou judiciais.

“Tenho visto o total de consultas neste momento se multiplicar por três”, diz Duek. “Acredito que, entre agosto e setembro, vamos ver esse movimento se transformar em uma onda de recuperações judiciais. As empresas vão precisar de tempo para reorganizar suas operações.”

Procurada, a assessoria de comunicação da InBrands negou a intenção de entrar em recuperação judicial.

Duplo problema

Além de precisar renegociar débitos com bancos e fornecedores, a InBrands vive outro dilema. Ao desfazer o casamento com a Vinci, o atual dono do negócio concordou em fazer um pagamento pelo negócio – a dívida seria de cerca de R$ 200 milhões, disseram as fontes, e venceria em 2021.

Ao entrar em recuperação judicial, a InBrands vai tentar alongar dívidas com bancos e também incluir o pagamento que teria de ser feito à Vinci no processo. Segundo apurou o Estadão, no entanto, o contrato com a gestora envolveria um pagamento a ser feito por Alvarenga na pessoa física, e não pela dona da Ellus. 

A InBrands reportou lucro de R$ 25,6 milhões no ano passado, ante prejuízo de valor semelhante em 2018. Ao longo de 2019, a InBrands passou por um período de reorganização de suas operações, com fechamento de unidades deficitárias e cortes de custos. A companhia também reduziu sua produção e, em seu balanço, diz ter conseguido vender estoques sem fazer liquidação.

Dona do TikTok teve receita de US$5,6 bilhões no 1º trimestre

Em alta, a ByteDance ainda planeja arrecadar pelo menos metade do faturamento da Tencent, sua rival no mercado de games
Por Agências – Reuters

Os números da ByteDance representam um crescimento de mais de 130% em relação mesmo período do ano passado

A chinesa ByteDance, dona do aplicativo de vídeos curtos TikTok, teve receita de cerca de US$ 5,64 bilhões no primeiro trimestre, afirmaram duas fontes à agência de notícias Reuters

O número representa um crescimento de mais de 130% sobre o mesmo período do ano passado. A ByteDance definiu meta de receita de cerca de US$ 28,2 bilhões em 2020, disseram as fontes. Ainda, segundo elas, a empresa planeja ter receita de metade do faturamento da rival Tencent.

A Tencent, maior empresa de mídia social e de videogames da China, publicou receita de quase US$ 53,2 bilhões em 2019. Representantes da ByteDance não comentaram o assunto. Os aplicativos da companhia tiveram grande impulso com a pandemia de coronavírus.

Em janeiro, seis dos 10 mais populares aplicativos na loja da Apple na China eram controlados pela ByteDance, segundo a empresa de pesquisa de mercado App Annie. A ByteDance recentemente foi avaliada de US$ 95 bilhões a US$ 140 bilhões, disseram duas fontes à Reuters.

Após acusações de racismo, Bombril retira esponja ‘Krespinha’ de site

Nome que surgiu em produto de 1952 faz alusão ao cabelo crespo e teve teor racista apontado em estudos acadêmicos
JOÃO PEDRO MALAR – O ESTADO DE S.PAULO

A empresa Bombril foi criticada por relançar um produto de 1952 que faz referência ao cabelo crespo Foto: Bombril / Divulgação I Reprodução

A marca de produtos de limpeza Bombril foi criticada nas redes sociais nesta quarta-feira, 17, após relançar uma palha de aço que possui o nome Krespinha. A associação do cabelo crespo com o produto gerou diversas acusações de racismo, já apontadas em estudos acadêmicos baseados no produto original, de 1952.

Pouco tempo após o lançamento do produto no site da Bombril, uma propaganda do produto da década de 1950 que mostra uma boneca negra com cabelo crespo ao lado da palha de aço começou a circular no Twitter. Clique aqui para conferir um anúncio da marca veiculado em outubro de 1952.

Por volta das 11h desta quarta-feira, era possível conferir o produto no site da Bombril, mas, após as críticas, a marca retirou a Krespinha da página.

O teor racista da associação entre o cabelo crespo, mais comum em pessoas negras, e a palha de aço já havia sido apontado em ao menos duas produções acadêmicas: o artigo Racismo e Propaganda no Brasil, de 2017, publicado por Dayane Augusta Silva e Jonas Brito e no Trabalho de Conclusão de Curso Cabelo Ruim? A Representação do Cabelo Crespo na Publicidade Brasileira, feito por Juliana de Melo Balhego, aluna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2016.

“Nas  propagandas  dos  séculos  19  e  20,  é  comum  encontrarmos  anúncios  que  associam  o  cabelo  crespo  ao  ‘bombril’,  como  a  “krespinha  –  esponja  de  aço”  (1952)”, comenta o artigo de Dayane e Jonas, ambos com mestrado em História, que também destacam que “no  que  se  refere  às  denúncias  motivadas  por  campanhas  publicitárias de teor racista, verifica-se que são comerciais que não foram pensados sob a ótica de quem sofre racismo”.

Já em seu TCC, Juliana destaca que a representação negativa que o cabelo crespo recebe, sendo associado a um produto de limpeza, faz com que “a utilização de produtos químicos para se adequar ao padrão eurocêntrico [de cabelo liso] seja algo comum na vida de mulheres negras”.

E+ entrou em contato com a Bombril mas não recebeu resposta até a publicação da matéria. A empresa publicou uma nota no Twitter às 16h da quarta-feira, em que afirmou que a Krespinha será retirada do portfólio de produtos da marca. O produto fazia parte desse portfólio há 70 anos mas estava sem publicidade nos últimos anos, e a empresa negou que estivesse lançando ele novamente. 

“Cada vez mais, em todo o mundo, as pessoas corretamente cobram das empresas e instituições a respeito da valorização da diversidade. Não há mais espaço para manifestações de preconceitos, sejam elas explícitas ou implícitas. A Bombril compartilha desses valores”, disse a Bombril, se comprometendo a identificar ações que gerem compromissos com a diversidade.

No Twitter a hashtag #BombrilRacista chegou aos assuntos mais comentados da rede social, com diversas críticas por parte dos usuários, incluindo o ator Bruno Gagliasso. Confira alguns comentários: